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Após operação letal, o governador Cláudio Castro e o Ministério da Justiça anunciaram a criação de um escritório emergencial para integrar forças federais e estaduais no enfrentamento ao crime organizado. A medida busca agilizar ações e reduzir a burocracia em meio à crise de segurança no Rio de Janeiro.

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Transcrição
00:00A autoridade federais do Rio de Janeiro estão dando uma entrevista coletiva nesse momento
00:05sobre a operação na capital fluminense que deixou 121 mortos.
00:09Vamos ouvir, nesse momento a gente acompanha o governador do Rio, Cláudio Castro, falando.
00:14É o governo 25, que é uma decisão que nos obriga, não que isso não seja positivo,
00:21obriga no sentido positivo, não dá para dar a palavra, a essa integração.
00:25Nós temos essa oportunidade, a partir de hoje, de fazer essa verdadeira integração,
00:31como nós temos o mesmo objetivo, que é dar segurança pública às pessoas.
00:36Eu fiquei feliz em compreender do ministro e de sua equipe a mesma lógica que nós temos
00:45que o problema da segurança pública, apesar de ser um problema do país inteiro,
00:51o ministro já disse que esse problema é mais nacional, é transnacional,
00:56de alguma forma do dia, nós dois juntos, nós vamos jogar o globo, de um diálogo,
01:03e que, em virtude disso, ou até consequente a isso, se o problema é nacional ou transnacional,
01:09o Rio de Janeiro é um dos principais epicentros desse problema,
01:14e, assim, tem que ser tratado de uma maneira muito especial.
01:19Nos colocou, sem querer antecipar a falar dele, mas nos colocou com as ofertas do governo federal,
01:27prontamente aceitas, coloquei as agunas do governo estadual,
01:34conversamos sobre propostas e daqui saiu uma proposta concreta,
01:39a criação de um escritório emergencial de enfrentamento ao crime organizado.
01:46Esse escritório será coordenado pelo doutor Ritor Santos, pelo Comando do Estado,
01:53e pelo doutor Sarudo, pelo governo federal,
01:56a fim de que as nossas ações sejam 100% integradas a partir de agora,
02:02inclusive na perspectiva de vencer os possíveis burocracias,
02:07integrados em inteligência, respeitando as competências de cada órgão,
02:13mas tentando eliminar barreiras para que nós possamos, de fato,
02:18fazer uma segurança pública que atenda o nosso verdadeiro e público cliente,
02:23que é o cidadão, que é aquele que está nas ruas todo dia,
02:26que é aquele que, para qual é o grande motivo do poder público,
02:33que as instituições existirem, que é o atendimento ao cidadão.
02:38Creio que temos muitas possibilidades de avanço,
02:42e saímos daqui hoje todos impugidos desse propósito comum
02:50de melhorar a segurança pública, no nosso caso, do nosso Estado,
02:55e no caso dele, do nosso país, através do Rio de Janeiro,
02:59saímos que temos problemas com lideranças de facções de outros estados aqui,
03:06e isso faz ainda mais o governo federal também ter esse interesse,
03:12também ter essa responsabilidade junto com o governo do Estado,
03:18de nós estarmos avançando na segurança pública.
03:20Queria mais uma vez agradecer, e como eu falei mais cedo hoje,
03:25toda aquela equipe que vier muito de ajudar a segurança pública do Rio de Janeiro,
03:30de somar conosco, é extremamente bem-vindo,
03:34e agradeço a presença de cada um,
03:38Polícia Federal, Polícia Federal,
03:41nossos secretários,
03:42doutor André, doutor Fernando, doutor Saúl,
03:46agradeço a todos, mais que estão aqui,
03:50pelo governo federal,
03:52mais os assessores que vieram,
03:54e sobretudo, ao mencionar o Dóxio,
03:57o desejo real de que isso se torne o início de um novo tempo,
04:03como eu falei,
04:05esse farol que a DPR nos coloca hoje no pra frente,
04:09o pra frente, vocês já sabem a minha crítica,
04:11mais um pra frente,
04:13que a gente possa realmente transformar isso em grandes ações.
04:16Muito obrigado.
04:19Boa noite a todas e a todos.
04:22Quero agradecer inicialmente a recepção do senhor governador do Estado.
04:28Nós tivemos aqui uma conversa extremamente proveitosa, profícua.
04:33Estamos aqui com determinação do presidente Lula,
04:38que, vindo do exterior,
04:40imediatamente colocou uma reunião ministerial de emergência
04:45para tomar pé da situação do Rio de Janeiro,
04:48da crise de segurança pública.
04:51Depois de tomar conhecimento do que ocorrer,
04:55evidentemente,
04:56tendo em conta a distância que nós nos encontramos no Estado,
05:00mas, enfim, nós pudemos apresentar ao senhor presidente da República
05:04os dados necessários para que ele tomasse algumas decisões
05:08e uma delas foi a determinação
05:10que a cúpula do Ministério da Justiça e Segurança Pública
05:13viesse aqui ao Rio de Janeiro
05:16se colocar à disposição do governador do Estado
05:18e, sobretudo,
05:20apoiar a população brasileira
05:23neste momento de crise.
05:26Nesta nossa conversa,
05:27nós ressaltamos que nós vivemos num federalismo cooperativo
05:32desde o advento da Constituição de 1989,
05:36ou seja,
05:37nós todos temos que cooperar na nossa federação,
05:43esquecendo eventuais diferenças político-partidárias.
05:48Quer dizer, nós vivemos numa união federal.
05:51Então, o problema de uma unidade federal
05:53é o problema de toda a união de Estados-membros desta federação.
06:00Portanto, se viemos aqui para colaborar,
06:02tomamos algumas decisões importantes.
06:05É claro que sofremos uma limitação de recursos.
06:10Nós vivemos, claro, numa crise orçamentária
06:13que não é só da união,
06:14mas é também dos Estados-membros da Federação Brasileira,
06:18mas, dentro do possível, nós vamos cooperar
06:20com o Estado do Rio de Janeiro
06:22para superarmos o mais rapidamente esta crise de segurança.
06:27Nós, desde logo, colocamos à disposição do governador
06:30algumas vagas ou as vagas necessárias
06:33nos presídios federais de segurança máxima
06:36para transferir as lideranças do crime organizado.
06:42Nós também colocamos à disposição do senhor governador
06:45e das demais autoridades de segurança
06:47peritos criminais que podem ser recrutados
06:50na Força Nacional e também de outros Estados.
06:54Então, não só médicos, legistas, odontólogos, peritos,
06:59também nós temos aqui um banco de dados
07:04no que diz respeito ao DNA, balística,
07:06tudo isso estamos colocando à disposição do governador.
07:10Vamos, dando o possível, aumentar o efetivo
07:13que já está aqui desde 2023 da nossa Força Nacional.
07:18Estamos também aumentando, dentro das nossas limitações,
07:22o efetivo da Polícia Rodoviária Federal.
07:25Aqui, na área da Polícia Federal,
07:29vamos intensificar as atuações,
07:33as atividades de inteligência,
07:35sobretudo para a descapitalização do crime.
07:39Nós temos uma determinação hoje do Supremo Tribunal Federal
07:42no sentido do engajamento da Polícia Federal,
07:46sobretudo para não só abrir um inquérito,
07:50para investigar aquilo que estiver dando a competência,
07:54dessa Força Especializada da Natureza Federal,
07:58desenvolver ação de inteligência,
08:00cooperar com as entidades fazendárias,
08:03especialmente o COAF, a Receita Federal,
08:06para o cumprimento das determinações,
08:09justamente, do Supremo Tribunal Federal,
08:11dentro da BPF 635.
08:16Portanto, nós vamos tomar algumas medidas emergenciais
08:19e uma medida mais permanente,
08:22que se projeta no tempo,
08:24esse escritório emergencial de enfrentamento ao crime organizado,
08:28onde nós vamos conjugar as forças federais
08:33com as forças estaduais,
08:35para resolvermos rapidamente,
08:37serenamente, os problemas
08:39com os quais nós nos deparamos
08:42para a solução dessa crise.
08:44Vejam que essa expressão escritório emergencial
08:47exatamente tem o sentido
08:51de não criarmos uma estrutura burocrática permanente.
08:56É um fórum onde as forças vão conversar entre si,
09:00tomar decisões rapidamente,
09:02até que a crise seja superada.
09:04Este é um embrião daquilo que nós queremos criar
09:09com a PEC da Segurança Pública,
09:11que está sendo discutida no Congresso Nacional.
09:15Nós queremos fazer um entrosamento
09:17das forças federais, estaduais e até municipais
09:21no enfrentamento deste flagelo,
09:24desta verdadeira patologia
09:26que é a criminalidade em todos os sentidos,
09:30mas, sobretudo, a criminalidade organizada.
09:32Mais uma vez, governador,
09:33agradeço a gentileza,
09:36a cortesia com que o senhor nos recebeu
09:40e também aos demais integrantes da sua equipe.
09:44A troca de ideias, a troca de experiências
09:47e a visão de colaboração futura
09:51me parece que foi extremamente proveitosa.
09:54Portanto, tenho esperança
09:55de que essa crise será resolvida
09:58no prazo mais curto possível de tempo.
10:01Obrigado.
10:01Então, só para entender melhor as medidas concretas,
10:23a criação desse escritório temporário
10:26para o desenvolvimento da crise
10:27e o compartilhamento de informação técnica
10:30do Governo Nacional
10:32para o Governo Estadual.
10:35Além disso, eu queria perguntar
10:37porque na época que teve,
10:38há dois anos atrás, a crise
10:40com os anos que foram guiados,
10:44aqui foi criado também uma força da época
10:47para descartarizar o governo do Estado.
10:50Isso não foi o que tem que ter um governador hoje.
10:52Existe alguma garantia
10:54de que esse escritório vai ficar por lá
10:57quando ele começa por lá?
10:59Quais são as medidas concretas
11:00desse escritório já?
11:02Bom, a garantia que nós podemos oferecer
11:06é a boa vontade dos integrantes
11:09das forças de segurança federais e estaduais.
11:13Nós estamos enfrentando um problema muito sério,
11:16não só aqui no Rio de Janeiro,
11:18mas que se espalha por todo o país.
11:20Então, nós envidaremos todos os nossos esforços,
11:25nós investiremos recursos materiais e humanos
11:30para podermos enfrentar da forma mais conjugada,
11:34da forma mais coordenada possível.
11:37Claro que estas forças, tarefas ou esses escritórios,
11:42eles surgem no tempo, são emergenciais,
11:44mas nós temos certeza que,
11:47tendo em vista o empenho de todos nós,
11:52nós haveremos de, em breve, ter bons resultados.
11:54O que é como?
11:56Não, tem, e ele disse, pronto.
12:01Agora, o que importa é o Guilherme Peixoso,
12:03da TV de outro, senhor?
12:04Bom, o que é o Guilherme Peixoso?
12:34Nós começamos aqui,
12:39é um assunto de assuntos de descapitalização,
12:45nós sabemos que tem todo um trabalho
12:47de lavagem de dinheiro,
12:51de descapitalização dessas instituições de capitalismo,
12:54e de descapitalização dessas instituições de capitalismo.
12:55A questão do contrato de armas,
12:58e é fundamental para que o ministro,
13:04na sua fala,
13:06já disse que está aumentando o objetivo,
13:08tanto da Polícia Federal,
13:09tanto da Secretaria Federal.
13:12Na verdade, nós já temos dois escritórios,
13:14hoje, o FICO e o da Cifra,
13:16e a nossa proposta é juntar esses dois escritórios
13:20de maneira temporária, emergencial,
13:25e colocar nele juntamente,
13:28até pela luz do que a DTF fala,
13:31que provavelmente teremos diversas ações em conjunto,
13:34sobretudo no cumprimento do plano de recuperação do território.
13:40Tem muitas coisas federais e estaduais,
13:43e para não deixar até situações que aconteceram dessa vez,
13:48acontecerem outra vez,
13:50a ideia é estar os dois governos ali,
13:53federal e estadual,
13:54para que a gente possa derrubar a rede de burocracia.
13:58Talvez isso seja uma grande morte,
14:01uma grande ideia desse escritório.
14:04Às vezes a gente quer uma coisa,
14:05a burocracia federal não permite,
14:07às vezes o governo federal quer algo,
14:09a burocracia estadual não permite,
14:12por causa de uma transferência,
14:14ou de uma sessão, enfim.
14:17Os dois entes juntos nesse escritório
14:19seria a forma rápida
14:22de a gente estar quebrando essas burocracias,
14:25e isso está conversando com facilidade,
14:27e é exatamente por isso
14:28a ideia do secretário de Segurança do Rio de Janeiro,
14:31o secretário executivo de Segurança Pública,
14:34o doutor Saúl,
14:35para que os dois possam comandar os seus,
14:40o doutor Vila, a polícia civil,
14:42a polícia militária, a polícia penal,
14:44e o doutor Saúl, a polícia federal,
14:46a polícia federal, a administração penitenciária federal,
14:51e a gente tem uma agilidade nessas ações.
14:54Eu tenho, ministro,
14:57algumas preocupações que a gente tem,
15:00sobretudo na questão das comunidades,
15:04tanto as ligadas ao Comando do Rio Primeiro,
15:05ao PCP e às milícias,
15:08algumas ações que o Estado já pretende fazer,
15:11que por óbvio a gente não vai falar aqui,
15:13porque eu tenho que anteciparia,
15:15e a gente pede a compreensão,
15:17que não é a hora de se falar isso,
15:18mas foi até visto com bons olhos as ações que o Estado está propondo,
15:24e vão funcionar no âmbito desse escritório,
15:27para que a gente possa agilizar e tornar isso viável,
15:32tanto enquanto esperamos o plano de retomada,
15:35não vamos esperar até começar o plano de retomada,
15:37as ações já começam,
15:39quanto também após a decisão do plano de retomada,
15:46que esse escritório seja um facilitador dessas ações,
15:49tanto estaduais quanto também.
15:51Exato.
15:52Queria complementar também,
15:54que evidentemente as ações rotineiras,
15:57da cifra e dos ficos,
16:00que são iniciativas muito exitosas,
16:03não terminarão.
16:05Elas continuarão com maior intensidade,
16:07nós queremos focar ao máximo o Estado do Rio de Janeiro,
16:13na atuação das nossas forças federais,
16:16e certamente também das forças estaduais,
16:19que têm esta incumbência constitucional e legal.
16:25Esse escritório é exatamente um fórum de diálogo,
16:28para que nós possamos tomar rapidamente as decisões necessárias,
16:32neste momento de crise.
16:33Eu quero dizer que nós batemos recordes,
16:37tanto a Polícia Federal,
16:38a Polícia Rodoviária Federal,
16:40também a nossa Secretaria Nacional de Segurança Pública,
16:43no que diz respeito à apreensão de armas,
16:46de drogas,
16:47da descapitalização do crime organizado,
16:51impedindo o tráfico de pessoas.
16:53Nós temos avançado bastante,
16:55tanto no setor operacional,
16:58quanto nas iniciativas legislativas.
17:01Eu quero pontuar que, recentemente,
17:03mandamos para o Congresso Nacional
17:05um projeto de lei que aumenta as penas de receptação,
17:09quando se trata de roubo de cargas,
17:11roubo de fertilizantes,
17:12roubo de combustíveis,
17:14produtos farmacêuticos e outros bens
17:16que são comercializados ilegalmente.
17:20Acabamos de, agora,
17:22entregar ao Sr. Presidente da República
17:23um projeto de lei,
17:26antifacção,
17:27bastante abrangente,
17:28que poderá, no plano legislativo,
17:32não no plano operacional,
17:33mas, futuramente, sim,
17:35no plano legislativo,
17:36abrir novas frentes
17:37para que nós possamos enfrentar
17:39este fenômeno,
17:41que não é mais local,
17:43não é mais só nacional,
17:44mas é global,
17:45como eu gosto de acentuar.
17:47O plano operacional são âmbitos
17:51da TV do ano de dia.
17:56Quando eu te disse,
17:57o governo que eu tenho mais autoridades,
17:58o que é, primeiro,
17:59entre essa dúvida de medidas,
18:01que a gente tem o recurso do trabalho
18:02da inteligência da PF,
18:04o recurso também do continente da PF,
18:06a gente já faz o número
18:07de percentual de aumento
18:08de alguns casos,
18:09por exemplo, do Rio de Janeiro,
18:10da Força Nacional do Meio,
18:11já tem esse número
18:12que chegavam a ser discutidos,
18:14ou de qualquer outro dia,
18:15muita informação vai surgir,
18:16então a gente precisa tirar dúvidas.
18:18Inclusive, houve uma conversa,
18:20anteriormente,
18:20a ação de ontem,
18:22entre o governo do Estado
18:23e a Polícia Federal,
18:25e que a Polícia Federal
18:26não teria participado
18:27dessa sombra,
18:27teria sido publicada.
18:28Eu queria que fosse esclarecido
18:29o que aconteceu
18:30nesse âmbito dessa conversa também.
18:32Por favor.
18:34Até que acondê-lo,
18:35não sei o que, né?
18:36Não, não, não.
18:37Até, até para edificar isso,
18:39eu, inclusive,
18:42eu sabia disso,
18:43e estou feio,
18:43no uso político disso,
18:45e tem algo que é o diálogo
18:47do dia-a-dia entre eles.
18:50Esses diálogos existem
18:51todos os dias.
18:54Você dá um outro exemplo
18:54que vai te mostrar isso.
18:56Olha, tem uma investigação disso.
18:57Você tem alguma coisa
18:58sobre isso?
18:59E a outra pessoa fala,
19:00não, não,
19:01a gente não está nesse
19:02grande sentido,
19:04e aquela força continua,
19:05então,
19:05com a sua investigação.
19:07Então, eu nem,
19:10aos que tentaram
19:11acusar o uso político,
19:12não sequer fiz isso,
19:14sabia,
19:15teve no meu momento,
19:17mas esses diálogos
19:18são tão diários,
19:20que, às vezes,
19:21é explorado isso,
19:23inclusive,
19:24hoje,
19:24em ser federal,
19:26hoje,
19:26eu acho que,
19:27nesse diálogo,
19:27assim,
19:27isso é tão comum,
19:29que,
19:30no início,
19:31eu nem falei disso
19:32como uma falta de apoio,
19:34porque esses diálogos
19:35são, assim,
19:35mesmo que isso é muito
19:36dia-a-dia,
19:37da prova de informação
19:39entre polícias,
19:40eu, sinceramente,
19:42nem coloquei isso,
19:43porque não é um fato
19:45importante.
19:46Eu vou cumprimentar.
19:48Realmente,
19:48o governador tem toda a razão,
19:50e nós,
19:51aqui,
19:51até discutimos
19:53estas questões,
19:54e outras também,
19:55é muito corriqueiro
19:56a troca de informações
19:58entre as forças
19:59de segurança.
20:00Então,
20:00existem muitas informações,
20:02é claro que
20:03essa troca
20:04de ideias,
20:05troca de dados,
20:06é sempre sigilosa,
20:07existem operações
20:09que interessam
20:10as forças estaduais
20:12exclusivamente,
20:13outras são as forças
20:14federais,
20:15muitas vezes,
20:16há uma conjunção
20:17de esforços,
20:19e houve,
20:19realmente,
20:20vários contatos
20:23em vários níveis,
20:24em várias situações,
20:26em vários momentos,
20:27mas esta é uma operação
20:29que não dizia respeito
20:30à polícia federal,
20:32que é uma polícia
20:33judiciária,
20:34não é uma polícia
20:35ostensiva,
20:36não é uma polícia
20:37de ocupação
20:38de territórios,
20:40portanto,
20:40é uma operação
20:42que não dizia respeito
20:44à polícia federal.
20:47E sobre o número
20:49dos agentes,
20:51você vai...
20:51Bom,
20:52sobre o número
20:53de agentes envolvidos?
20:54Não, não,
20:54do reforço
20:56que ele perguntou.
20:57Ah, bom,
20:57o número de reforço...
20:58Bom,
20:59nós vamos trabalhar
21:00dentro do possível.
21:02Aqui,
21:03o doutor Antônio Fernanda,
21:05PRF,
21:05já me informou
21:06que durante a crise
21:08já aumentou o efetivo
21:09da polícia federal
21:10aqui no entorno
21:11da capital
21:12em pelo menos
21:1450 integrantes
21:17da corporação.
21:19Em breve,
21:19enviaremos
21:20outro número
21:21equivalente.
21:22é claro
21:23que nós temos
21:24um número
21:24relativamente pequeno
21:26para patrulhar
21:27todo o território
21:28ou todas as
21:29rodovias federais,
21:31então nós temos
21:32que, às vezes,
21:33esguardecer
21:33um outro posto,
21:34mas nessa situação
21:36de emergência
21:36traremos
21:38mais policiais
21:39rodoviais federais.
21:40Também vamos ampliar
21:41dentro do possível
21:43o número
21:44de membros
21:45integrantes
21:45da Força Nacional.
21:47O senhor governador,
21:49ele certamente
21:50fará um pedido
21:51para que nós,
21:52dentro das nossas
21:52possibilidades,
21:53façamos isso.
21:55Esta é uma rotina,
21:57é assim que funciona.
21:58O governador
21:59pede
21:59a atuação
22:01da Força Nacional,
22:03nós estimamos
22:04o número
22:05de pessoas
22:06disponíveis,
22:07os valores
22:08a serem
22:08despendidos
22:09e autorizamos
22:10isso,
22:11o deslocamento
22:12destas forças.
22:14Então,
22:14temos aí
22:15várias ações,
22:18sobretudo
22:18essa questão
22:19da perícia,
22:20me parece,
22:21bastante importante,
22:22porque temos
22:23um número
22:23razoavelmente
22:24grande de vítimas
22:26e é preciso
22:27que esse trabalho
22:28técnico
22:29pericial
22:30possa ser
22:32agilizado.
22:33Então,
22:33nós vamos
22:34colocar
22:34à disposição
22:36do governo
22:36do Rio de Janeiro
22:37o número
22:38de peritos
22:38necessários
22:39ou possíveis
22:40dentro das
22:41circunstâncias.
22:43Então,
22:43nós vamos
22:44atuar
22:44em diversos níveis,
22:46sobretudo
22:47no nível
22:47da inteligência,
22:48com a polícia
22:50federal
22:51e assim
22:52por diante.
22:52o governo
22:54Rodrigo,
22:55isso vai ser
22:55ali.
22:59O governo
23:00é um
23:01somente
23:01aqui.
23:03Ali.
23:05Nós estamos
23:05falando de
23:06uma ação
23:06com 119
23:08mortos,
23:09o que é
23:09o Estado
23:10do Rio de Janeiro.
23:12Nós temos
23:12a última
23:13das últimas horas
23:14que se
23:14geram,
23:15ontem também,
23:15a posição
23:16da culpa
23:17da situação
23:17acerca da
23:18ação,
23:19mas a
23:19que recebeu a
23:19posição
23:20do Ministério
23:21da Justiça
23:22acerca
23:22da
23:23operação
23:24do Rio de Janeiro.
23:25E, além disso,
23:25também, aqui no Estado
23:26a gente já tem
23:27a mudança
23:28da humanidade
23:28atuando
23:29a narco-terrorista.
23:31E, recentemente,
23:32também, a
23:32cumprida
23:32segurança
23:33reuniu
23:34o documento,
23:35chegou a
23:35caminhar
23:35isso no Estado
23:36do Rio de Janeiro,
23:37essa alteração
23:38de organização
23:39perigosa
23:39para narco-terroristas.
23:41Eu queria saber
23:42se há alguma
23:43possibilidade
23:43que o governo
23:44federal puder
23:45e em que
23:47implicaria
23:48essa alteração.
23:49Ministro,
23:49bem,
23:50nós não temos
23:51nenhuma avaliação
23:53sobre a operação
23:54aqui realizada
23:55no Rio de Janeiro.
23:57Ela foi realizada
23:58sob a inteira
24:00responsabilidade
24:01do governo
24:02do Estado
24:02de suas próprias
24:03forças de segurança.
24:05Estamos acompanhando
24:06a distância,
24:07estamos oferecendo
24:08ajuda naquilo
24:09que for possível
24:10dentro da competência
24:12constitucionalmente
24:14estabelecida
24:15para as forças
24:16federais.
24:16nós temos
24:18uma posição
24:18que já foi
24:19externada
24:20várias vezes,
24:21incluindo pelo
24:21doutor Sarrubo,
24:23uma coisa é terrorismo,
24:24outra coisa são
24:25facções criminosas.
24:27O terrorismo
24:28envolve sempre
24:29uma nota
24:30ideológica,
24:32é sempre uma
24:32atuação política,
24:34uma repercussão
24:35social,
24:37com atentados
24:38esporádicos,
24:39sempre tendo em conta,
24:41enfim,
24:42um determinado
24:42fator ideológico.
24:44Agora,
24:45as facções
24:46criminosas,
24:47elas são
24:50constituídas
24:52por grupos
24:53de pessoas
24:54que,
24:54sistematicamente,
24:56praticam
24:57crimes
24:58que estão
24:58capitulados
24:59na legislação
25:00positiva do país,
25:01no Código Penal,
25:02na legislação
25:03extravagante,
25:04portanto,
25:04é muito fácil
25:05identificar
25:07o que é
25:08uma facção
25:08criminosa
25:09pelo resultado
25:10de suas ações.
25:11Então,
25:12não há nenhum
25:13subjetivismo
25:14disso.
25:15As facções
25:15criminosas
25:16podem ser
25:16avaliadas
25:17objetivamente.
25:19Já a questão
25:20do terrorismo
25:20envolve sempre
25:22uma apreciação
25:23mais subjetiva.
25:24Nós temos
25:25leis
25:25que estabelecem
25:27o que é
25:27uma organização
25:28criminosa
25:28e temos também
25:29uma legislação
25:30que estabelece
25:31com clareza
25:32o que é
25:33terrorismo,
25:34quais são,
25:35como é que devem
25:36e podem ser
25:37classificados
25:37os grupos
25:38terroristas.
25:39Então,
25:39são duas
25:40entidades
25:41ou dois
25:42tipos
25:43de atuação
25:44que não
25:45se confundem
25:46e nós,
25:48da parte
25:48do governo
25:49federal,
25:50não temos
25:50nenhuma
25:51intenção
25:52de fazer
25:53uma mescla
25:54desses
25:55dois tipos
25:57de atuação,
25:58até porque
25:59dificultaria
26:00em muito
26:01o combate,
26:03enfim,
26:03desses tipos
26:05de criminosos
26:06que são
26:07claramente
26:08distintos
26:09do que
26:09desrespeito
26:10à sua
26:11motivação
26:12e à sua
26:13atuação.
26:15Nós
26:16acompanhamos aí
26:17a coletiva
26:17de imprensa
26:18do governador
26:19do Rio,
26:19Cláudio Castro,
26:20e do ministro
26:21da Justiça,
26:21Ricardo Lewandowski,
26:23falando sobre
26:24essa operação
26:25no Rio de Janeiro
26:25que resultou
26:26em 121
26:28mortos.
26:28O governador
26:29disse que eles
26:30vão criar
26:31um escritório
26:31emergencial
26:33de enfrentamento
26:34ao crime
26:34organizado
26:35e que as ações
26:36agora serão
26:36100% coordenadas.
26:39O ministro
26:39Lewandowski
26:40afirmou
26:41que eles
26:41vão disponibilizar
26:42vagas
26:43em presídios
26:44federais
26:45para transferência
26:46de possíveis
26:46detentos.
26:48Também disse
26:48que peritos
26:49criminais
26:50estarão à disposição
26:51do Rio de Janeiro.
26:53E falou ainda
26:53da PEC
26:54da Segurança Pública
26:55que está sendo
26:56discutida
26:57no Congresso
26:58Nacional.
26:59Eu vou conversar
26:59agora com
27:00Vinícius Torres Freire,
27:01nosso analista.
27:02Vinícius,
27:03boa noite
27:04para você.
27:04Vinícius,
27:05o que você destaca
27:05para a gente
27:06dessa coletiva
27:07de imprensa?
27:09Olha, Cris,
27:10boa noite para você,
27:11boa noite para todo mundo.
27:12O mais importante
27:12é isso que você acabou
27:13de falar.
27:14Foi criado
27:15um escritório
27:15emergencial
27:16de combate
27:17ao crime
27:17organizado.
27:18Se isso vai
27:18funcionar,
27:19como vai funcionar,
27:21a gente ainda
27:21não pode ter
27:22a menor ideia.
27:22Mas o que
27:23o governo federal,
27:24o governo Lula,
27:25está aparentemente
27:26tentando fazer?
27:27Primeiro,
27:28apagar o fogo
27:29político
27:29da questão.
27:31Foi lá
27:31no Rio,
27:32tentou uma conexão
27:33com o governador
27:34Castro do Rio
27:35para, inclusive,
27:37isolar ele
27:38de um movimento
27:38que está sendo criado
27:39pelos governadores
27:40de oposição
27:41de direitos.
27:41A gente fala daqui
27:42a pouco disso.
27:44Segundo,
27:45pelo que disse
27:46o próprio ministro
27:47Lewandowski,
27:48a ideia também
27:49é levar para o Rio
27:50os planos
27:51de combate
27:52mais organizado
27:53ao crime organizado,
27:54que são
27:55as tentativas
27:56de tirar os recursos
27:57materiais e financeiros
27:59dessa gente.
28:00Porque,
28:00se você não tira,
28:01eles vão continuar
28:02crescendo
28:03e o enfrentamento
28:04vai continuar
28:04e o enfrentamento
28:06não tem método
28:07nem política
28:08razoável,
28:09só resulta
28:09em uma tança,
28:10estimula mais gente
28:12querendo política
28:14de dureza
28:15e tira da discussão
28:16o mais racional.
28:17É preciso tirar
28:18o poder financeiro,
28:19econômico e material
28:20dessa gente,
28:22das facções criminosas
28:23cada vez mais
28:23conglomerados
28:24empresariais.
28:25O ministro Lewandowski
28:26falou disso,
28:27tem sido uma tentativa
28:28do governo federal
28:29de fazer isso
28:30no combate ao crime,
28:31tentar tirar
28:32o pé econômico.
28:33Então,
28:34isso é uma
28:34ofensiva
28:37em duas frentes.
28:37Política,
28:38para trazer
28:39o governador Castro
28:40mais para perto
28:42do governo.
28:43Segundo,
28:43de tentar levar
28:44alguma política
28:45racional para o Rio
28:46de combate ao crime.
28:47Por que a iniciativa
28:48política?
28:49Porque os governadores
28:50de oposição,
28:51de direita,
28:52estavam se solidarizando
28:53com o Castro
28:54e também
28:55com essa matança.
28:56Para dizer o seguinte,
28:57olha,
28:58você está isolado
28:59do governo federal,
29:00mas a gente vai te dar
29:01apoio e a gente apoia
29:02a sua política.
29:02Vamos fazer uma reunião
29:03com você,
29:04que em tese deve acontecer
29:05nessa quinta-feira
29:06de tarde,
29:07vamos ver se se confirma.
29:09Então,
29:09o governo Lula
29:10fez duas tentativas.
29:12Tentar abafar a crise,
29:13tentar levar um pouco
29:13de racionalidade
29:14para o Rio,
29:15tentar trazer o governador
29:16Castro para perto
29:17do governo federal
29:18para ver se coloca
29:19pelo menos
29:20um pano
29:22para esfriar
29:23esse problema.
29:24O problema
29:25vai continuar
29:25por muito tempo,
29:26mas pelo menos
29:27foi uma iniciativa
29:28para estancar
29:29a crise
29:30que era política
29:31e era uma crise
29:32também que podia
29:33se desdobrar
29:33em campanha
29:35da direita
29:36contra o governo
29:37Lula
29:37e mais medidas
29:39equivocadas e violentas
29:40do combate ao crime.
29:42Obrigada,
29:42Vinícius.
29:43Vamos agora
29:43à Brasília
29:44com o nosso analista
29:45Eduardo Gair.
29:46Gair,
29:46boa noite para você.
29:47Qual é a sua avaliação
29:49dessas medidas
29:49que foram anunciadas?
29:51Cris, primeiro houve
29:55então um aparente
29:55entendimento
29:56entre os governos
29:57federal e do Rio de Janeiro
29:59pela criação
30:00desse escritório
30:01compartilhado
30:02de enfrentamento
30:02ao crime,
30:03o que é uma notícia
30:03positiva
30:04porque o que faltava
30:05até agora
30:05era de fato
30:06uma sinergia
30:07entre os entes
30:08da federação.
30:09Não dá para dizer
30:10se essa iniciativa
30:10vai dar certo,
30:11como muito bem
30:12destacou o Vinícius,
30:13mas se ela der certo
30:14é um incentivo
30:15e tanto
30:16para a PEC
30:16da Segurança Pública
30:17que está em tramitação
30:18no Congresso
30:19e defende justamente
30:20uma integração maior
30:22das forças
30:22de segurança
30:23nacional
30:24e regionais,
30:26estaduais.
30:27Então,
30:28seria um impulso
30:28interessante
30:29para a PEC
30:30da Segurança Pública
30:30se de fato
30:31isso for para frente,
30:32para além
30:33dessas medidas
30:34emergenciais
30:35como o reforço
30:37da Força Nacional
30:39contingente de homens
30:40que estão lá
30:41no Rio de Janeiro.
30:42Um outro ponto
30:42interessante é que
30:43não houve novamente
30:44uma discussão
30:45sobre a decretação
30:45de garantia
30:46da lei e da ordem,
30:47ou seja,
30:48há um diagnóstico
30:49de que a presença
30:50dos militares
30:51não seria um remédio
30:52eficaz para conter
30:53o crime organizado
30:55no Rio de Janeiro
30:55muito menos
30:56de maneira mais estrutural.
30:58E um terceiro e último ponto
30:59que eu gostaria de destacar
31:00é que o ministro
31:01Ricardo Lewandowski
31:02afirmou que o governo federal
31:03vai fazer o possível
31:04dentro dos limites
31:06orçamentários.
31:07Ele reconheceu
31:08que existe uma crise
31:09orçamentária
31:10no governo federal
31:11e também nos estados
31:12o que impede,
31:13claro,
31:14uma resposta
31:15mais robusta,
31:16ou seja,
31:17a crise fiscal
31:17ela é urgente
31:18no país,
31:19não há dinheiro
31:20para o governo
31:21fazer tudo aquilo
31:22que deseja
31:23ou que poderia
31:23para combater
31:24o crime organizado.
31:26Ou o Brasil
31:26ajusta as contas
31:28para gastar naquilo
31:29que realmente importa
31:30e é necessário
31:31ou, de fato,
31:32ficamos de mãos atadas
31:33para combater
31:34o crime, Cris.
31:35Obrigada, Gair.
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