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A FIFA revelou a bola oficial da Copa de 2026, a Trionda, criada pela Adidas e equipada com sensor de alta precisão. Eduardo Corch, diretor da EMW Global Latam e professor de marketing esportivo do Insper, analisa como as políticas protecionistas de Donald Trump podem afetar as vendas de produtos esportivos e o marketing global do Mundial.

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Transcrição
00:00De volta para unirmos dois mundos que parecem opostos, mas eles têm tudo a ver, esporte e negócios.
00:08A FIFA revelou a bola oficial da Copa do Mundo de 2026.
00:13A estrela do Mundial combina refinamento de alta tecnologia e detalhes de design que celebram os três países co-anfitriões, os Estados Unidos, o México e o Canadá.
00:25A Copa do Mundo de 2026 já tem a sua bola oficial, que foi batizada de Trionda.
00:35O nome e o design homenageiam a ola dos estádios de futebol ao redor do mundo.
00:41A bola foi projetada pela marca alemã Adidas, fornecedora do Mundial de Seleções desde o México de 1970.
00:49A primeira Copa do Mundo, organizada por três países, na qual competirão 48 seleções, inspirou tanto o nome quanto os detalhes, com um toque de verde, vermelho e azul.
01:02A bola também exibe iconografia de cada nação anfitriã.
01:06Folhas de bordo do Canadá, a águia do México e as estrelas dos Estados Unidos.
01:12No centro há um triângulo, em referência à união dos três países norte-americanos, formado por painéis que reproduzem as ondas às quais o nome da bola faz referência.
01:24A Adidas incorporou na Trionda avanços aerodinâmicos e tecnológicos, que fornecerão informações sobre cada movimento da bola.
01:34Um sensor de movimento de 500 Hz vai enviar dados precisos ao sistema VAR, em tempo real, ajudando os árbitros a tomar decisões, como em caso de impedimentos.
01:49Diferente de outras edições da Copa do Mundo, a de 2026 irá acontecer em meio a uma guerra tarifária de Donald Trump.
01:58A Ásia, uma das regiões mais impactadas, é o continente que mais produz materiais esportivos.
02:05Como é que o lançamento da Trionda, a bola oficial da Copa de 2026, e o início da comercialização desses produtos licenciados, como camisas, chuteiras...
02:18Aí surge a questão, como é que as políticas protecionistas de Trump afetarão as vendas desses produtos?
02:25Para ajudar a responder essas e outras perguntas que eu vou fazer, convido para o nosso papo o Eduardo Corchi, que é diretor-geral da EMW Global para a América Latina,
02:38professor de marketing esportivo do INSPER e colunista do site Máquina do Esporte.
02:45Eduardo, obrigado por ter aceitado o nosso convite aqui para a gente bater um papo ao vivo com os nossos telespectadores,
02:50telespectadores em algo, como eu disse agora há pouco, parece antagônico, mas são grandezas que andam de mãos dadas, o esporte e os negócios.
02:59Vamos olhar para essa situação, Eduardo, da Copa do Mundo, um evento que é esperadíssimo por torcedores, por esportistas e pelo marketing esportivo,
03:10por muitas marcas, por causa do dinheiro que gira em torno disso.
03:14E desta vez a gente tem um componente diferente, Donald Trump, guerra tarifária.
03:20Vamos começar por um, claro, um exercício, Eduardo, de futurologia?
03:24A gente tem essa situação, está cada vez mais difícil conseguir um visto para os Estados Unidos,
03:30tem aí uma certa perseguição aos imigrantes ilegais que acabam esbarrando ali no turismo.
03:36Você acredita, pelo teu conhecimento prévio, que isso pode exercer alguma pressão negativa pela quantidade de torcedores nos Estados Unidos?
03:45Obrigado mais uma vez pela presença.
03:46Marcelo, obrigado você pelo convite, é sempre um prazer estar aqui com vocês.
03:50Realmente, Copa do Mundo é um evento, junto com os Jogos Olímpicos, é um evento que o mundo todo espera,
03:56principalmente os torcedores, os fanáticos por futebol.
03:59Obviamente, quando os Estados Unidos, o México e o Canadá foram escolhidos como país sede,
04:06a gente não sabia o que vinha pela frente e agora veio.
04:09Em relação à tua pergunta, se os estádios vão estar vazios, acho muito pouco provável.
04:16Só lembrando que a Copa do Mundo é um evento bastante exclusivo.
04:20As pessoas que vão para os países são pessoas de alto poder aquisitivo.
04:24Obviamente, algumas delas estão assustadas com essa possibilidade de não terem o seu visto aprovado
04:31para poder ir para a Copa do Mundo, mas acho que vai acabar dando tudo certo.
04:36Agora, vamos pensar numa situação mais macro, Eduardo, que é o seguinte, né?
04:42A Adidas é a fornecedora da bola oficial, isso desde 1970, né?
04:48Isso é um contrato, não é uma coincidência.
04:50Como a gente falou aqui, os três países, pela primeira vez acontece em três países,
04:55e eles foram selecionados já faz tempo.
04:58É obviamente, eu estou falando como leigo, estou fazendo aqui um exercício imagético,
05:02de que as marcas, elas começam a projetar um certo risco, né?
05:06Porque nós temos a bola que pode estar envolvida num, vou dizer, num evento controverso,
05:13controverso, podem associar a marca a uma questão crítica de um determinado governo.
05:22Como é que as marcas se preparam para isso?
05:25Dadas as devidas proporções, vou criar um paralelo aqui de outras grandezas,
05:30mas eu acho que vai fazer sentido,
05:31quando uma marca acaba assinando um contrato multimilionário com um esportista,
05:37que depois se envolve numa confusão, se envolve em algum fato polêmico,
05:43como é que as marcas fazem um certo cálculo de risco de algo que possa vir a arranhar a reputação delas?
05:49Olha, Marcelo, a tua pergunta é bastante interessante e muito importante, né?
05:53Nós que trabalhamos, eu tive a oportunidade de trabalhar na Adidas durante a Copa do Mundo de 2014,
05:59e eu tive também aquela polêmica da bola Jabulani de 2010, né?
06:04Que virou aquele jargão do Cid Moreira de Jabulani, né?
06:08Que foi uma bola, né?
06:09Que começou a ter uma série de críticas ao longo da competição e depois acabou sendo um sucesso, né?
06:15As marcas, quando a gente faz alguma estratégia de patrocínio,
06:18seja para clube, seja para atletas, seja para jogadores ou até mesmo eventos,
06:23a gente calcula realmente o risco disso tudo.
06:26Principalmente com jogadores, né?
06:27Com jogadores, atletas e celebridades, afinal, somos falíveis, né?
06:31Eles também são seres humanos e eles também falham.
06:34E quando eles falham, a repercussão é muito maior do que nós, seres comuns ou seres não tão conhecidos, né?
06:42Mas, sem dúvida nenhuma, é levado isso em consideração e acho que você foi muito feliz na tua colocação.
06:47A Adidas é a patrocinadora da FIFA desde 1970, é a única fornecedora de bolas,
06:53Então, já existe uma relação bastante longa, bastante longeva, já se anda de mão dada há muito tempo
07:02e, certamente, os meus colegas lá da Alemanha já precificaram esse risco.
07:09Eduardo, aproveitando que você fez essa revelação, né?
07:12Que você estava nesse envolvimento da marca em outra Copa,
07:17no melhor sentido, claro, quais são os valores?
07:21O quanto se vende aí de um produto que está diretamente associado?
07:26A Copa ainda vai levar um ano para acontecer, um pouco menos, né?
07:31A bola já começa a ser vendida e a imagem dela vinculada.
07:35Obviamente, a marca já começa a captar, né? Capitalizar resultados.
07:40Aí, depois da Copa, e vai ser um elemento que o torcedor vai ver todos os dias, né?
07:46Porque, independente do clube, a bola, sempre a mesma, ela vai estar em campo ali nos 90 minutos.
07:52O quanto depois ainda tem um resíduo de venda desses produtos pós-Copa?
07:57Dura um ano, dois anos, quatro anos?
08:00E vamos falar de números, se você tiver alguma noção aí de grandeza.
08:04Olha, Marcelo, é difícil te dizer quanto tempo dura esse efeito residual,
08:08porque também depende muito de onde a Copa foi feita, qual o país que ganhou, né?
08:13Também a aceitação dos produtos oficiais de Copa do Mundo, principalmente bola.
08:17Eu lembro que, por exemplo, quando a gente terminou, logo que o juiz apitou o final da Copa de 2014,
08:23no dia seguinte a gente já estava planejando a Copa de 2018.
08:26Certo.
08:26E, bom, acho que a gente viu o lançamento da bola agora, da próxima Copa, que foi feito quase um ano antes,
08:35ou seja, os produtos oficiais, tanto as camisas de seleção, como as chuteiras, como as bolas,
08:41elas são lançadas com um período antecipado e as vendas já começam a acontecer.
08:47Obviamente, no período da Copa do Mundo, a gente vai ter as compras por impulso,
08:51afinal, a gente está falando de um esporte altamente apaixonante, mas o ciclo de venda desses produtos é um ciclo mais longo.
08:59E eles estão na casa do bilhão de faturamento, assim?
09:03Adidas, claro, fatura muito, porque é uma marca conhecida, tem essa alavanca por causa das camisas, por causa da bola,
09:09mas isso tem um impacto muito grande na receita anual quando a gente tem Copa?
09:15Olha, Marcelo, eu não consigo te precisar hoje, eu já estou há algum tempo longe do mercado esportivo, né?
09:21Principalmente da Adidas, mas são números que realmente eles impactam no balanço daquele ano.
09:28Lembrando que Copa do Mundo é uma competição que acontece a cada quatro anos,
09:34a gente tem aquela demanda reprimida a cada quatro anos,
09:37a gente tem um bom sentimento de nacionalismo, né?
09:41Que acaba florando durante esse período e sim, as vendas adicionais, elas impactam bastante bem no balanço das empresas.
09:52Eduardo, e o risco no sentido seguinte, né?
09:56Porque nós vamos ter uma Copa Sugêneres, não estou falando só pelo fato de ter três sedes, né?
10:01México, Estados Unidos e Canadá.
10:04Isso não é inédito, que a gente já teve Coreia do Sul e Japão, mas pela primeira vez três.
10:09Mas quando eu estou falando de Sugêneres, o soccer, né?
10:12O futebol que a gente conhece, é de longe o esporte preferido, o esporte majoritário nos Estados Unidos.
10:22Perde para beisebol, futebol americano, basquete, o automobilismo como o NASCAR.
10:28Está numa lista lá embaixo e muito motivado pelos imigrantes.
10:32É óbvio que as marcas têm esse risco, né?
10:36Uma coisa é fazer Copa no Brasil, principal esporte, na Alemanha, principal esporte, no México, na Itália.
10:42Aí, mais recentemente que a gente teve no Oriente Médio ou no Leste Europeu, que ainda são esportes muito populares.
10:49Quando se coloca, ah, vamos arriscar nos Estados Unidos.
10:51Não é a primeira vez que acontece Copa nos Estados Unidos.
10:53Mas tem um impacto, hum, acho que vamos vender menos,
10:57porque o americano gosta muito mais da bola de beisebol, da bola de futebol americano,
11:01do que da bola do sóccer.
11:04Eu acredito que não, porque a gente tem que entender que o mercado esportivo,
11:10o mercado consumidor de produtos esportivos nos Estados Unidos, ele é gigantesco.
11:14Eu até me atrivo a dizer que ele é maior do que a soma de todos os outros mercados juntos.
11:21E como a gente está falando de um evento global, com grandes países, grandes potências participando,
11:28as vendas globais são vendas que não vão decepcionar nenhuma das marcas esportivas.
11:34Eu tenho certeza disso.
11:35Eduardo, tem uma questão que orbita, né?
11:37Por exemplo, eu imagino, estou fazendo aqui um exercício magético, mas muito ligado numa obviedade,
11:43que é a Adidas é uma marca que tem vários produtos, assim como outras marcas que vão estar nos uniformes.
11:51Puma, Nike, só para lembrar, puxar algumas aqui da cabeça.
11:54Isso, imagino eu, que nos Estados Unidos, ele ajuda a divulgar a marca como um todo,
12:03para levar depois o consumidor a um inconsciente coletivo e preferir essa marca
12:08quando for buscar um equipamento esportivo de outra modalidade.
12:13Construído essa minha premissa, esse arcabouço, é para chegar ao seguinte,
12:17porque aí você tem outros produtos que não tem nada a ver com o futebol diretamente,
12:21que são alavancados na Copa.
12:25Cerveja, bebidas adocicadas, gaseficadas, refrigerante, salgadinho, brinquedo,
12:32ou tudo que vai neste embalo.
12:35Isso é uma, claro que é uma estratégia, mas o quanto isso impacta nessa construção
12:40do que eu estou chamando aqui, Eduardo, de um inconsciente coletivo do torcedor
12:45para aquelas marcas.
12:47Funciona de verdade?
12:48Funciona de verdade, acho que o produto esporte tem uma característica muito importante
12:53e diferente de quase todas as outras modalidades que eu já vi, que é a paixão.
12:58Acho que todos nós que somos apaixonados por algum time de coração ou por algum atleta,
13:05a gente costuma comprar produtos por impulso, realmente por paixão.
13:09A gente toma decisões bastante impulsivas quando a gente está falando do nosso time de coração,
13:14da nossa seleção, do atleta ou do jogador que a gente gosta, que a gente segue.
13:21Então, você não tem a dúvida, obviamente, os produtos esportivos são os que estão mais ligados
13:26a essa paixão, mas você está corretíssimo quando você diz, existem, mesmo os patrocinadores
13:31oficiais de FIFA, eles são de diversos segmentos.
13:35Nós temos de refrigerantes, nós temos companhias aéreas, nós temos fast food, nós temos serviços
13:42financeiros, enfim, até mesmo produtos B2B, que são business to business, ou seja, realmente
13:49esse imagético, esse desejo, essa associação entre paixão, marca e patrocinado, ela é muito
13:56visível, principalmente nos grandes eventos esportivos.
13:59Bom, nós estamos há pouco menos de um ano antes da Copa e esse assunto é tão efervescente,
14:06imagina quando chegarmos perto.
14:08Por sorte, a gente vai ter sempre o Eduardo Corcha aqui para ajudar a gente a entender.
14:13Eduardo, muito obrigado pela tua presença.
14:15Agradeço publicamente a presença aqui do diretor-geral da EMW Global para a América Latina,
14:23professor de marketing esportivo do INSPER, colunista do site Máquina do Esporte.
14:30Espero que tenha sido a sua primeira presença aqui de muitas ainda, Eduardo.
14:33Obrigado, Marcelo, obrigado pelo convite, estou sempre à disposição.
14:36Até uma próxima.
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