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As ações do setor de defesa subiram forte após Donald Trump pedir um orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para 2027. No Fast Money, Felipe Machado analisa os impactos globais, a pressão sobre a Otan e as tensões envolvendo Venezuela, Rússia e Groenlândia.

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Transcrição
00:00Ações do setor de defesa dos Estados Unidos dispararam nesta quinta-feira.
00:05O comportamento é um reflexo do mercado à solicitação de Donald Trump
00:09para um orçamento militar de um trilhão e meio de dólares para 2027.
00:14O presidente norte-americano defende que a medida vai manter o país seguro e protegido.
00:20E o Felipe Machado, nosso analista, se junta aqui ao Fast Money para trazer o seu ponto de vista.
00:25Tudo bem, meu amigo?
00:26Uma boa tarde para você.
00:27É sempre bom tê-lo aqui conosco.
00:28Boa tarde, boa tarde a todos.
00:30Felipe Machado, diante dessas tensões globais, Donald Trump entrou na Venezuela,
00:35ameaça a Groenlândia, fazendo ali operações navais contra navios, cargueiros de petróleo ligados à Venezuela.
00:43Também mandou recados ali à Colômbia.
00:45Agora ele pede um orçamento trilionário para 2027 em defesa.
00:51O que isso sinaliza?
00:52Bom, Eric, boa tarde mais uma vez.
00:54Sei que é possível dar boa tarde depois de uma notícia como essa.
00:56Na verdade, claro, era até esperado que essas ações dessas empresas, principalmente de equipamento militar,
01:03tivessem uma ascensão, uma subida forte hoje.
01:08E é o que a gente está vendo nas bolsas.
01:10Então, eu peguei aqui duas empresas, por exemplo, a Northrop Grumman e a Lockheed Martin,
01:15que são duas empresas que cuidam, que fabricam equipamentos aeroespaciais.
01:20As duas fazem parte, por exemplo, do consórcio que fabrica o F-35, que é a aeronave mais moderna da Força Aérea Americana.
01:27Elas tiveram grandes altas, mais de 5% cada uma.
01:31A RT-X, também a RTX, que a gente vai lembrar, Eric, quem é um pouquinho mais velho vai lembrar,
01:37porque ela tinha um outro nome antes, ela chamava Rayton.
01:40E nos anos 90, a Rayton prestou bastante serviço no Brasil na construção daquele sistema de radares chamado Civan,
01:45O Civan, quem ganhou a concorrência para o Civan era a Rayton.
01:50Hoje a Rayton chama RTX, ela mudou um pouco de foco e ela chama RTX,
01:55mas ela faz principalmente também radares e equipamentos, enfim, sistemas antiaéreos.
02:00Então, essas empresas tiveram uma subida muito alta hoje nas ações.
02:05Agora, Eric, muito curioso, eu ouvi a fala do presidente Donald Trump, estava acompanhando,
02:09e ele fala o seguinte, olha, eu tinha um orçamento de um trilhão de dólares,
02:12mas devido ao mundo, que está muito perigoso,
02:16Paulo Chafalteiro falou assim, o mundo que eu estou criando que está muito perigoso,
02:19então ele falou que o mundo está num cenário tão perigoso que eu acho que agora a gente vai precisar de um orçamento,
02:25ele exigiu, está negociando com o Congresso, um orçamento de um trilhão e meio de dólares,
02:30ou seja, um trilhão e quinhentos bilhões de dólares.
02:32Então, o orçamento realmente, acho que é o maior orçamento da história dos Estados Unidos,
02:36da história de qualquer país, na verdade,
02:38porque nunca houve um orçamento militar tão grande quanto esse.
02:41E também isso não é só nos Estados Unidos, não, Eric, o que acontece?
02:45Com essa pressão do presidente Donald Trump para que a OTAN, de uma maneira geral,
02:50aumente os investimentos,
02:51a gente lembra que a OTAN tem uma cláusula que exige que seus países membros
02:55invistam 5% dos seus orçamentos em defesa.
02:58Foi demandado por Donald Trump.
03:00Exatamente, essa cláusula não era seguida por nenhum dos países europeus.
03:05Tanto que a Espanha não quis seguir.
03:07A Espanha continua sem querer seguir,
03:08mas os outros países europeus estão dizendo que vão seguir e tudo mais.
03:11eles conseguiram fazer uma espécie de arranjo ali
03:16que os 5% possam incluir também investimentos em infraestrutura.
03:20Então, não seriam exatamente apenas equipamentos de guerra,
03:23mas também infraestrutura.
03:24Então, eles conseguiram para tentar dar uma equilibrada.
03:27Mas, de qualquer maneira, esse aumento,
03:28esse crescimento de investimento na Europa, de maneira geral,
03:32também fez com que as empresas europeias aumentassem.
03:34A Leonardo, por exemplo, que é uma empresa de equipamentos bélicos da Itália,
03:39teve um crescimento também alto nas bolsas.
03:41Henke, Renmetal, também subindo muito.
03:44As ações de defesa estão disparando também na Europa,
03:47levando alguns índices, como Stocks, como o DAX, na Alemanha,
03:50também a entrarem no positivo fortemente.
03:53Exatamente.
03:54Porque o que a gente está vendo é que a OTAN, de uma maneira geral,
03:58ela vive uma espécie de um paradoxo.
04:00Ao mesmo tempo que ela tem uma cláusula,
04:02a cláusula 5, que diz que o artigo 5,
04:04que diz que qualquer ataque a um país membro da OTAN,
04:08ele teria uma reação de todos os outros membros da OTAN.
04:11Agora, ela não prevê nenhuma cláusula.
04:14O que acontece se um país da OTAN ataca outro país da OTAN?
04:16Que é, por exemplo, o que aconteceria se os Estados Unidos invadissem a Groenlândia,
04:20que é um território ligado ao governo da Dinamarca.
04:23Um território autônomo, porém, ligado ao reino da Dinamarca.
04:25É o fogo amigo, né?
04:27Então, assim, é uma situação tão irreal, tão surreal, Eric,
04:31que a OTAN não prevê que um país aliado da própria OTAN atacasse outro.
04:36Então, é por isso que esse artigo 5º não sabe muito bem como é que ele vai ser usado,
04:40se, por exemplo, os Estados Unidos tiver algum tipo de manobra militar envolvendo a Groenlândia.
04:44Então, de qualquer maneira, as empresas europeias de equipamentos bélicos
04:48também começam a ter bastante investimento e bastante procura pelos países europeus,
04:53porque não se sabe qual é o cenário que está se desenhando, mas cada vez mais perigoso, Eric.
04:57O Felipe, além disso, depois da apreensão do navio petroleiro ligado à Venezuela,
05:03que teria ali a bandeira russa,
05:05Moscou reagiu à ação norte-americana declarando violação de direito marítimo.
05:11Quem diria que a Rússia seria o país sensato nesse momento?
05:14Quer dizer, a Rússia que fez, talvez, o início desse tipo de ruína,
05:21esse início de ruína dessa relação multilateral e dessa paz, vamos dizer assim,
05:27Pax Americana, que a gente chamava, ao invadir a Ucrânia em 2014.
05:32Então, a Rússia agora vem a público e vem à comunidade internacional
05:36e pede uma moderação dos Estados Unidos.
05:38Agora, a Rússia precisa lembrar também que essa frota fantasma passou a usar bandeiras russas
05:43porque a Rússia, de certa forma, tentava manobrar com esses navios
05:47e tentava burlar as sanções aplicadas pela Europa e pelos Estados Unidos
05:51ao petróleo que saía da Venezuela e que ia para as nações, por exemplo, como o Irã
05:57e como a própria Rússia e a China também.
05:59A China não tinha sanções, mas, enfim, o Irã tinha sanções mundiais
06:03contra esse deslocamento de petróleo.
06:05Então, esses navios usavam bandeiras, mudavam de bandeira para uma bandeira russa
06:09porque sabiam que a Rússia talvez estivesse, de certa forma, protegendo essa frota fantasma.
06:14Então, agora, com essa ação dos Estados Unidos, os Estados Unidos mostrou que não.
06:17Nem se tiver com bandeira russa, os Estados Unidos entendeu que isso é uma manobra
06:20apenas para burlar as sanções.
06:22Então, por isso que eles tomaram esses dois petroleiros, Beric.
06:25E esse assunto ainda Venezuela, viu, Filipe Machado, é assunto também...
06:29E isso aí?
06:29E aí?
06:30E aí?
06:30E aí?
06:30E aí?
06:30E aí?
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