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No JP Sustentável, o presidente da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, e o co-diretor executivo do Pacto Global da ONU no Brasil, Guilherme Xavier, discutem o papel do país na transição energética. Eles analisam por que o Brasil pode ser um protagonista global, com um vasto potencial em biocombustíveis e energia renovável. Os convidados abordam o aumento da adesão do setor privado a práticas sustentáveis, a segurança do investimento no Brasil e a importância de políticas públicas para acelerar o processo.

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Transcrição
00:00Cristo, foi nesse caso que você acha, vocês que são uma multinacional, que o Brasil se destaca?
00:05Já que ele falou aqui, a gente tem potencial para o hidrogênio verde, a gente tem portos que podem facilitar o transporte desse combustível em outros países.
00:14A gente tem energia solar, a gente tem hidrelétrica que é limpa para fazer energia elétrica, os biocombustíveis de uma forma geral,
00:21feito a partir da cana, do milho e do próprio coco, que tem sido feitas pesquisas relacionadas a isso.
00:27Dentre o que vocês têm, assim, como gestão global, o Brasil pode ser o grande protagonista dessa transição energética dentro do transporte?
00:36Não tenho dúvidas que o Brasil tem, inclusive, uma oportunidade de ouro agora na COP30, de lançar, solidificar, ratificar esse posicionamento.
00:47O Brasil já é detentor de tecnologia que pode ser replicada e exportada em outros países.
00:53Tem a matriz energética, eletricidade verde, a mais alta do planeta, com potencial de crescimento ainda maior.
01:04Enfim, está tudo, todos os...
01:09Está tudo na mão.
01:10Os pilares estão aí.
01:12E a gente já percebe uma adesão maior do empresariado.
01:16Vou dar um pequeno dado.
01:18Nós introduzimos os caminhões a gás natural ou a biometano, a proposta é a mesma substância, só que uma é verde e a outra é fóssil, em 2020.
01:30E esse ano nós vamos completar duas mil unidades circulando.
01:34Você já percebe isso nas rodovias.
01:38Aquela fase de teste, de prova, de conceito, de protótipo, nada disso.
01:43Já é um veículo comercial, estamos ampliando dentro do sistema modular da Scania a especificação ideal para cada tipo de aplicação, novas motorizações.
01:56Enfim, nós já estamos, para e passo, com as soluções anteriores, fósseis.
02:04Então, existe já tração, já existe o polo.
02:08Não estamos mais pregando no deserto.
02:11Perfeito, isso, Christopher.
02:13E o Brasil tem uma grande chance de ser um exemplo para o mundo.
02:17A gente fala, né, Christopher, de uma transição.
02:19Porque é óbvio que a gente não consegue mudar toda uma cadeia produtiva de uma hora para outra e isso tem que vir aos poucos.
02:26Mas quando a gente fala em combater os combustíveis fósseis e talvez até zerar o uso dele no futuro,
02:31existe algum estudo que vocês fazem ou acompanham desse mercado em que a gente vai conseguir ter, alguns países já têm, né, mais veículos elétricos do que movidos a combustíveis fósseis,
02:43mas de uma maneira geral, diminuir quase em 100% essa dependência, vamos dizer assim, pelo menos na questão do transporte em relação ao petróleo?
02:51O meu entendimento pessoal é que já existe uma frota circulante enorme que será renovada, mas não será totalmente substituída.
03:02Nós estamos falando na renovação, sim, a oportunidade de descarbonizar, mas existe uma frota legada que vai continuar.
03:09Aí, políticas públicas de renovação de frota poderiam acelerar isso, por exemplo, existem discussões avançadas, eu diria.
03:19O crescimento será descarbonizado, mas temos que pensar que existe uma frota enorme de veículos que vão continuar utilizando.
03:29Minha opinião pessoal é que, enquanto houver gasolina, enquanto houver díceo, ele vai ser monetizado, ele vai ser consumido,
03:40mas dentro de um patamar estabilizado.
03:43O crescimento previsto, por exemplo, para o transporte nos próximos 30 anos é de dobrar o volume de bens e pessoas a serem transportadas.
03:54Então, não precisamos dobrar a emissão de carbono.
04:00Guilherme, você acredita que, por exemplo, todas essas transformações ambientais e de ordem econômica também,
04:07é porque a gestão, às vezes, é muito imediatista?
04:12Então, assim, por exemplo, não adianta uma fábrica de refrigerantes querer produzir a qualquer custo se amanhã falta água.
04:18Então, a gente tem outras questões que a gente precisa olhar para pensar num objeto a longo prazo.
04:24Gerir recursos naturais também é se manter naquele negócio.
04:28Você acha que esse imediatismo acaba travando muito essa transição?
04:33Eu não acho que trave, eu acho que é a lógica.
04:36Se você pensar, o setor privado, ele tem um mandato.
04:40E o mandato dele, no final das contas, é entregar produtos para os seus consumidores,
04:44que sejam dentro do orçamento daquele consumidor e entregar retorno ao acionista.
04:49Então, esse é o mandato do privado.
04:51E eu acho que dentro desse mandato, como eu falei,
04:53as empresas já estão percebendo que os seus consumidores têm uma expectativa diferente,
04:57seus investidores estão mais...
04:59Então, eu acho que essas são as condições do empresário.
05:03Agora, o próximo passo, como eu falei, é política pública.
05:06E o governo também tem limitações.
05:08O governo tem uma limitação que, no final das contas, é o seu eleitor.
05:11Quão disposto o eleitor está de bancar uma determinada política pública ou não.
05:17Mas no limite, Patrícia, a grande transformação tem que vir da sociedade.
05:20Do teu padrão de consumo, do meu padrão de consumo, das escolhas que eu faço no meu dia a dia.
05:26Porque, no final, é a sociedade que é o consumidor, que é o investidor, que é o privado.
05:30Então, eu acho que o setor privado avançou muito.
05:33Os movimentos voluntários, eles estão aí.
05:36A participação do setor empresarial nas COPs, ele já vem desde a parceria de Marrakech, em 2016.
05:43Muito amplificada em Glasgow, em 2021.
05:46E, com certeza, vai estar esse ano aqui em Belém.
05:49Porque, como o Christopher falou, o empresário brasileiro, de um modo geral,
05:53percebeu que a gente tem uma boa narrativa.
05:55A gente realmente é um bom protagonista.
05:56Então, eu acho que o setor privado está avançando, sim, dentro dos limites que ele tem.
06:03E tem algum, talvez, necessidade de maior, melhor gestão?
06:08Claro que tem.
06:09Mas eu acho que, de um modo geral, pelo menos dentro da nossa rede, das nossas 2.300 empresas,
06:14o que a gente percebe é isso.
06:15É um comprometimento sério com esse futuro mais sustentável.
06:18O investidor ainda se sente, de certa maneira, inseguro com as políticas ambientais e econômicas do Brasil.
06:25E isso pode travar um pouco desses investimentos,
06:28já que a gente tem todos os recursos naturais necessários para ajudar nessa transição global, né?
06:33Não só aqui do nosso país.
06:34Mas o investidor, como é que vê o cenário brasileiro na hora de fazer esses investimentos
06:39e apostar nessa transição energética liderada pelo Brasil?
06:43Sim.
06:44Eu posso responder pela Scania, né?
06:46É uma empresa que atua em 100 países.
06:49Temos um hub industrial no Brasil, um novíssimo hub na China,
06:53que inauguramos no mês que vem, e a grande concentração na Europa.
06:57Os investimentos aqui continuam norteando esse nosso propósito, essa nossa jornada.
07:05Continuar ampliando e disponibilizando a tecnologia no mercado local,
07:09produzido por brasileiros para brasileiros.
07:12Do ponto de vista de segurança como investidor, o marco legal, regulatório, é bastante positivo e robusto, ok?
07:23Evidentemente, os movimentos geopolíticos e os movimentos políticos internos em cada país
07:28também podem trazer alguns pontos de interrogação, mas isso é a dinâmica normal de mercado, né?
07:34Eu entendo que todos os pilares estão aí.
07:39Vontade política existe.
07:42Marcos regulatórios já estão firmados, não estão em discussão,
07:46que garantem ao investidor segurança de retorno deste investimento.
07:52Acho que é um trem que já partiu.
07:53Guilherme, o pacto, ele tem mais de duas mil empresas, né, de diversos setores,
08:00tanto, né, públicos e também privados.
08:04Qual o setor que vocês avaliam dessas empresas hoje brasileiras, né,
08:08que estão aqui no Brasil, mesmo que multinacionais,
08:10quais os setores ainda têm mais resistência para fazer esse pacto global em prol aí das ODSs,
08:17da Agenda 2030 e tudo mais?
08:19Patrícia, é aquilo que eu falei, assim, dentro da nossa rede, a gente não vê, de fato, resistência.
08:24E, de novo, é um movimento voluntário.
08:26As empresas não chegaram ao pacto porque elas foram obrigadas.
08:29Elas chegaram porque elas viram nessa agenda um caminho muito claro
08:35e uma forma de seguir em parcerias.
08:38Então, como você falou, a gente tem todos os setores.
08:40A gente tem empresas públicas, a gente tem empresas privadas,
08:43a gente tem o agronegócio, a gente tem o setor industrial,
08:46a gente tem o setor financeiro.
08:48E é muito interessante que, inclusive, dentro dessa agenda,
08:50a competição, às vezes, não existe.
08:52Você vê bancos trabalhando, bancos que competem no dia a dia pelo cliente,
08:57mas na pauta de ISG, eles estão juntos,
09:01porque o avanço do setor é beneficial a todos, é benéfico a todos.
09:06A mesma coisa nos setores industriais.
09:09Setores que, eventualmente, competem, mas dentro dessa agenda,
09:12eles se unem para que essa realidade se torne, de fato, um movimento.
09:20Então, essa é a beleza dessa pauta.
09:22É uma pauta que interessa e que ela permite que pessoas ou grupos
09:26que competem pelo mesmo consumidor,
09:32mas dentro da pauta que avança setorialmente,
09:35é uma pauta benéfica para todas elas.
09:37Então, dentro da nossa rede, de fato, a gente não vê essa dúvida
09:43em relação ao caminho a ser seguido.
09:45Não tem um setor específico que você acredite que precisa melhorar ali,
09:49tanto a mentalidade quanto os investimentos,
09:50para progredirmos com essa pauta?
09:52Não, sinceramente, não vejo, Patrícia.
09:54Agora, eu vejo setores que podem ter ambições maiores,
10:00porque este setor é um setor que faz com que a pauta avance.
10:04Então, claramente, a gente fala muito sobre financiamento climático.
10:08Então, o setor financeiro conseguir ajustar as suas políticas de crédito,
10:12as suas políticas de risco,
10:14para que você possa fazer com que o capital,
10:17o fluxo de capitais seja mais direcionado e, com isso, criar,
10:20eu acho que é uma agenda muito importante.
10:22E, de novo, o setor financeiro nacional já entendeu isso.
10:26E você vê bancos públicos, bancos privados participando,
10:29estabelecendo metas voluntárias.
10:30e, obviamente, dependendo, como a gente falou,
10:33de regras claras em termos do que é uma taxonomia verde,
10:37o que é uma taxonomia sustentável,
10:39como é que essa questão de risco cambial,
10:41porque grande parte do fluxo de capitais
10:43que a gente precisa trazer para a nossa economia
10:46vem de fluxos internacionais.
10:48E, obviamente, você tem desafios,
10:50como a questão do investment grade do país,
10:53a questão de risco cambial.
10:55Então, tem algumas agendas que precisam avançar um pouco mais
10:58para que o setor financeiro possa fazer com que
11:01esse fluxo de capitais aumente ainda mais.
11:04Mas, de novo, acho que todos os setores aqui são alinhados.
11:08O que a gente talvez precisa são esses ajustes
11:10para que um setor possa ter um protagonismo ainda maior.
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