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O presidente Lula (PT) se manifestou a favor da redução de penas para os condenados por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro. O mandatário comentou a proposta em encontro com a bancada do PDT. O presidente ainda criticou a PEC da Blindagem, dizendo que a proposta "não é uma coisa séria".

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Transcrição
00:00Anneli, quem também falou a respeito, especificamente sobre a possibilidade de redução de penas aos envolvidos com o 8 de janeiro,
00:06aí foi o presidente da república, o presidente Lula, né? O que foi que ele disse?
00:14Exatamente, Kobayashi. Um dia após ele ter dito de forma reservada lá no Palácio da Alvorada
00:21sobre não ser contrário à redução das penas dos participantes dos atos de 8 de janeiro,
00:26agora o presidente Lula adotou um tom mais evasivo quando ele foi perguntado aqui no Planalto sobre, então, a anistia.
00:35De forma muito curta, ele afirmou que o tema é com o Congresso Nacional,
00:39algo bem semelhante ao que disse, então, o ministro Geraldo Alckmin, jogando a responsabilidade para um outro poder.
00:47E ainda em relação a esses últimos movimentos no legislativo, o presidente Lula se manifestou menos de 24 horas
00:55após a Câmara dos Deputados aprovar a chamada PEC da blindagem.
01:00Essa medida teve votação favorável, inclusive, de deputados do Partido dos Trabalhadores
01:05que defenderam as diversas mudanças no texto, que torna quase nula a possibilidade de, judicialmente, então,
01:14um congressista ser acionado.
01:16Mesmo assim, o presidente Lula afirmou que a medida não pode ser uma coisa séria.
01:21A votação ontem, no Congresso Nacional, sabe, da prerrogativa garantindo imunidade da forma que foi garantida
01:31até para presidente de partido, não é uma coisa séria.
01:37O que precisa ser sério é a gente garantir prerrogativa de vida para o povo brasileiro.
01:47Prerrogativa de trabalho, prerrogativa de educação.
01:54É isso que nós estamos precisando dar uma lição nesse país.
01:57É de que a classe política existente hoje, a começar de mim,
02:02ela pode, se quiser, fazer a juventude acreditar que um outro país é possível de ser construído.
02:09Essas declarações foram dadas durante o anúncio de investimentos do novo PAC,
02:18o Programa de Aceleração do Crescimento, para a drenagem e contenção de encostas.
02:23Esse tema a gente detalha daqui a pouco, aqui no Jornal Jovem Pan.
02:27Kobayashi.
02:27Então, até logo mais, André Anelli, ao vivo de Brasília.
02:31Deixa eu chamar a Dora Kramer, Fernando Capês e Deise Siokari.
02:34Deixa eu começar com você, Dora, a sua análise e do comentário que a gente viu há pouco do presidente Lula.
02:39Olha, fez bem de se esquivar da questão da anistia no microfone, não fica nem bem,
02:45é do Congresso mesmo, a questão está no Congresso, então pronto.
02:50Quando ele fala da questão da blindagem, eu entendo que quando ele diz que não é uma coisa séria,
02:57ele quis dizer que é algo inaceitável.
02:59Foi nesse sentido.
03:01Mas é porque o assunto é muito sério, o assunto é muito sério.
03:04O Congresso realmente se desmoralizando, pior, desmoralizando uma instituição,
03:11uma das três instituições que sustentam a República, porque não há outra palavra a não ser escárnio.
03:20Agora vamos ver o que vai fazer o Senado, porque se o Senado der prosseguimento,
03:27acho que não vai dar.
03:28Está com a maior cara de banho-maria isso,
03:30porque o presidente do Senado já se manifestou,
03:34o presidente da Comissão de Constituição e Justiça já se manifestou,
03:39senadores importantes, São Marazis, Renan Calheiros,
03:42gente que tem peso na casa,
03:44essas pessoas também já se manifestaram,
03:48absolutamente contrárias a essa PEC.
03:52Então está com um jeito de que a coisa vai ficar ali devagar quase parando.
03:56Mas vamos que ela vá ao plenário e aí tenha essa expectativa de que o Senado vai melhorar,
04:06vai mexer, vai acontecer.
04:08Está ótimo.
04:09Se mexer, volta para a Câmara.
04:11E aí a Câmara faz o que bem quiser,
04:13porque como começou lá, vai ficar lá.
04:16Ela tem a última palavra.
04:17Então a questão é, ou o Senado enterra agora,
04:22aqui na CCJ, nas comissões,
04:26porque no Senado não vai ter urgência,
04:28ou isso, por mais que o Senado...
04:31Ou então o plenário também pode rejeitar,
04:37porque se apenas mexer, é a Câmara que dá a palavra final.
04:41Fernando Capês, e a crítica do presidente Lula em relação à PEC da blindagem
04:45foi especificamente sobre a prerrogativa para presidentes de partido
04:49passarem a ter foro por prerrogativa,
04:52o chamado foro privilegiado.
04:55Lembrando que o próprio presidente Lula,
04:57alguns anos atrás, quis muito o foro privilegiado,
04:59tanto que ia sendo nomeado ministro da Casa Civil.
05:02Ou seja, em algum momento era bom, até para ministro.
05:05E agora há crítica em relação a esse direito
05:09que está sendo estendido aos líderes partidários.
05:10Fernando Capês.
05:11Em primeiro lugar, observar que o presidente aproveitou
05:14para fazer um discurso político
05:16em cima de um tema que era bem específico.
05:19Em segundo lugar, existe uma parte desta PEC,
05:23que é a PEC 3 de 2021,
05:25só agora está sendo ressuscitada,
05:28existe uma parte dela que é imoral
05:31e inconstitucional quanto ao conteúdo,
05:36que é estender prerrogativas de parlamentares
05:40que são representantes da vontade popular
05:43a presidente de esse partido.
05:46Isso é uma imoralidade objetiva
05:48e uma inconstitucionalidade indiscutível.
05:52A segunda parte é uma imoralidade quanto ao momento.
05:56Veja bem, o que a PEC está querendo fazer,
05:59chamada PEC da blindagem,
06:01é um retorno a uma situação que já existia na Constituição.
06:05Essa situação existia até dezembro de 2001,
06:12quando veio a emenda constitucional 35.
06:14Até 2001, como é que funcionava?
06:18Para que fosse aberto um processo contra o parlamentar,
06:22a casa correspondente, seja senado,
06:24se for senador, câmara dos deputados,
06:27se for deputado federal,
06:27tinha que autorizar em votação aberta
06:32por metade mais um dos seus membros
06:36a abertura do processo.
06:38Tinha 45 dias para votar.
06:40Então, o procurador-geral oferecia uma denúncia
06:43contra um senador ou contra um deputado federal.
06:46O Supremo tinha que consultar a Câmara dos Deputados
06:49ou o Senado, dependendo,
06:51e aí eles tinham 45 dias em votação aberta
06:55para autorizar ou não por maioria absoluta,
06:58metade mais um.
06:59Isso já existia.
07:01Essa PEC está querendo um retorno a esta situação,
07:04só que com votação secreta e no prazo de 90 dias.
07:08Qual é a imoralidade?
07:10Ela vem no momento em que o Supremo está bloqueando
07:13estas emendas parlamentares,
07:16que estão no festival de corrupção.
07:18emendas parlamentares,
07:20emendas de comissão,
07:22emendas PIX,
07:23em que não fica sabendo quem é que está autorizando a emenda,
07:26emenda que autoriza a obra de senador ou deputado
07:29a fazer algum tipo de construção
07:31e receber o seu percentual.
07:33Então, quanto ao momento,
07:35é o pior momento possível.
07:37Acho que isso desmoraliza o Congresso Nacional
07:39para falar de PEC,
07:41em que vai travar a abertura de um processo
07:43neste momento.
07:45E aí, nesse contexto histórico
07:46que nos traz o Fernando Capês,
07:48os números mostram que,
07:50enquanto estava valendo essa regra,
07:53até 2001,
07:54os parlamentares nunca autorizaram
07:56a abertura de processo
07:58quando chegava esse tipo de votação para o plenário.
08:02Ou seja, a tendência, o histórico,
08:04mostra que se passar a PEC da blindagem,
08:06a partir de agora,
08:07parlamentar para ser processado vai ser muito difícil.
08:10E aí?
08:11Nossa, são tantas camadas
08:13nessa PEC da blindagem
08:16que fica até difícil,
08:17o cérebro trava,
08:18porque é tanta coisa no meio disso.
08:21Vamos lá,
08:21eu quero primeiro falar
08:23da postura do presidente Lula
08:25e do vice-presidente do Alckmin.
08:27O Alckmin é um político mais pragmático,
08:31então vocês percebam que ele fala,
08:32olha,
08:33a discussão vai ser encerrada lá no STF.
08:36Então, ele tira do Palácio do Planalto
08:38qualquer responsabilidade
08:40sobre a PEC da blindagem.
08:42Então, ele faz o trabalho dele,
08:44separação de poderes,
08:46cada um no seu,
08:47ali o STF vai dar lá a palavra final
08:49e está tudo certo.
08:50O que me espantou
08:51foi quando entrou o presidente Lula,
08:53porque como o Kobayashi
08:55falou muito bem aqui,
08:56ele, inclusive,
08:57já quis se beneficiar disso
08:58naquele episódio do Bessias,
09:00quando ele tentou ser ali
09:02o ministro da Casa Civil,
09:04justamente indo nessa linha
09:06da PEC da blindagem.
09:07E aí, quando ele vai falar,
09:09eu faço muita análise de discurso,
09:11quando ele vai falar,
09:12ele dá esse tom evasivo,
09:14ele foge,
09:14ele não tem mais aquela,
09:16aquilo que a gente tem visto
09:17em outras pautas,
09:18de falar com o fígado,
09:20de ser mais,
09:22de enfrentar mais o tema.
09:24Ele dá uma escapada ali pela tangente.
09:26E isso mostra muito
09:28do que foi o passado.
09:30Em relação à Câmara dos Deputados,
09:32eu acho que o Capês falou tudo.
09:34Nesse momento,
09:35chega a ser imoral.
09:36É como se fosse uma casta blindada
09:39que legisla somente para si própria.
09:42Porque, por exemplo,
09:43questão do imposto de renda,
09:45isenção do imposto de renda,
09:46que é um tema prioritário para o governo,
09:48até agora não chegaram no consenso.
09:50A regulamentação da reforma tributária
09:52não vai para frente,
09:53não avança.
09:54Então, pautas de interesse da sociedade,
09:56elas não avançam no Congresso Nacional.
09:57O Congresso Nacional está travado
09:59desde o semestre passado.
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