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Nesta edição do EM OFF, Mari Cantarelli recebe a consagrada atriz Priscila Fantin.Dona de personagens icônicos nas novelas brasileiras ela fala sobre seu afastamento da TV, a depressão que a acompanha há anos, experiência de mão de adolescente e a lição que teve com a atriz Fernanda Montenegro que mudou sua vida na dramaturgia.Fantin fala também do seu momento atual onde vai lançar um programa especializado em Menopausa na Internet, o Menos Pausa e da sua atual paixão, as corridas de rua

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Diversão
Transcrição
00:00Sabe aquelas conversas que só acontecem nos bastidores?
00:03Aquelas opiniões que todo mundo tem, mas ninguém fala na cara e muito menos no ar.
00:07Aqui a gente não tem medo de desconforto.
00:10O papo é direto, sem filtro e sem enfeite.
00:13E se doer, talvez seja porque às vezes a verdade dói mesmo.
00:16Então se você gosta de entrevista com resposta ensaiada e discurso pronto,
00:20pode mudar de canal agora.
00:21Eu sou Mari Cantarelli e esse é o InOff.
00:25Desde novinha.
00:26Meu, que pronto, desculpa.
00:31O ofício sagrado do ator, assim, né?
00:33No teatro que nasce o ator.
00:36Não, então tá, então espero.
00:38Ah, então vamos falar mal de alguém, vai.
00:41Vamos falar.
00:41Síndrome de ter que...
00:42Não estamos gravando, né, Deus?
00:43Você dá um grito aqui no estúdio a hora que a gente vai gravando, tá?
00:45Que agora eu tô aqui jogando conversa com a hora.
00:47Tá bom.
00:56Ela passou muito tempo longe dos holofotes, mesmo sendo uma musa da minha geração.
01:02Interpretou mulheres que fizeram parte da história da TV brasileira,
01:05até perceber que ela precisava de um tempo pra vivenciar o seu principal papel,
01:10o da verdadeira Priscila Fantin.
01:12Essa descoberta não foi fácil, mas ela encarou, superou os medos,
01:16venceu os desafios e hoje ela é muito mais forte e mais preparada.
01:20E ela tá aqui comigo no InOff.
01:21Seja muito bem-vinda, Priscila Fantin.
01:23Bem-vinda, obrigada por ter aceitado o nosso convite.
01:28Obrigada.
01:28É um prazer.
01:29Eu que agradeço.
01:30Você é uma grande referência pra minha geração,
01:33eu acompanho o seu trabalho desde que eu sou adolescente na Malhação.
01:37E eu queria saber, por onde andas?
01:40O que estás fazendo agora?
01:41Você ficou um tempo fora da mídia, não sei se é uma percepção minha,
01:45mas você deu uma...
01:47Saiu da TV, talvez.
01:48Saiu da TV, é.
01:50Eu parei de fazer novela, né?
01:52Eu acho que essa que é a percepção que muita gente tem, né?
01:55Que eu sumi, mas é só porque eu não tô fazendo novela, na verdade.
01:58Porque eu continuei fazendo tudo, continuei na mídia, inclusive.
02:01Então, é...
02:03Hoje em dia não dá pra ficar fora também da mídia,
02:05porque todo mundo tá na mídia com o celular no bolso.
02:07Então, pra pessoa que tem grande projeção como você, né?
02:09Tá com o celular no bolso, você tá com todo mundo o tempo todo, né?
02:13É, eu tô, hoje em dia, fazendo mais os meus próprios projetos que eu crio e eu consigo realizá-los, assim.
02:23Fiquei bastante tempo em cartaz com uma peça, tô com uma outra peça pra fazer,
02:27mas talvez pro ano que vem, porque esse ano eu tô colocando já outros projetos pra andar.
02:33E na peça você dirige, produz e atua, é isso?
02:36Exatamente.
02:36E o Bruno também?
02:37O Bruno também.
02:38Eu e o Bruno, o Wagner Dávila, nosso autor, ele escreve pra gente,
02:42a gente pega o espetáculo e faz tudo.
02:44A gente monta ele do zero, nós dois, um dirigindo o outro,
02:47a gente que faz figurino, a gente faz cenário, luz, desenho de luz.
02:53Então, a gente se envolve completamente.
02:55Então, como estamos ambos muito envolvidos com outros projetos,
03:00a gente não teve fôlego pra montar esse ano, mas acho que ano que vem sai.
03:04Vai sair, com certeza.
03:06Agora, Priscila, me conta uma coisa.
03:08Você começou a sua carreira na televisão e você conta que não estudou pra ser atriz,
03:16você estava no intercâmbio nos Estados Unidos e de repente você caiu nesse universo.
03:22Como é que foi esse começo?
03:25E qual é a diferença de estar hoje no mundo, ser uma pessoa pública hoje,
03:30que você tem internet, pra lá quando você começou, né?
03:33Que era muito difícil você se tornar conhecido.
03:36Era muito diferente tudo, todos os parâmetros eram diferentes, não tinha internet praticamente, né?
03:42Estava começando a internet, era discada.
03:43Mas não tinha essa coisa, você pega uma câmera e fala, nossa, menina é interessante, vou ligar lá e vou ver se ela não quer fazer uma participação.
03:51Porque hoje em dia, até o olheiro consegue fazer isso de casa, né?
03:55Trazer gente.
03:56É verdade.
03:56E você não estava nos Estados Unidos, não estava olhando talvez pra isso e de repente veio.
04:02É, porque eu fazia, eu morava em BH nessa época e eu fazia, aos 11 anos eu tinha feito um book como modelo fotográfica,
04:10fiz alguns trabalhos como modelo até os meus 15, que foi quando eu fui fazer o intercâmbio.
04:16Não, minta, eu fui aos 16.
04:17Aos 15 foi quando um olheiro da Globo estava passando pelo Brasil todo,
04:22fazendo testes com novos rostos pra ficarem guardados no arquivo de casting da Globo
04:28pra nenhum papel específico naquele momento.
04:31E aí um ano depois, veio a reformulação de Malhação e aí eu já estava no meu intercâmbio
04:35e eles me chamaram pra fazer a Tati.
04:39E foi assim que aconteceu e a partir dali eu comecei a aprender fazendo.
04:45E aí você voltou correndo de lá pra fazer o seu primeiro papel e já foi como protagonista.
04:49É, sim, na verdade eu relutei um pouco porque o intercâmbio era um grande sonho meu
04:54e eu acho que a gente ganha muito.
04:55Você foi pra estudar?
04:56Fui pra estudar. Acho que a gente ganha muita experiência de vida, a gente vive, a gente amadurece muito.
05:02É muito enriquecedor uma experiência dessa, né?
05:05E tinha sido muito difícil pros meus pais conseguirem pagar o intercâmbio.
05:09Então eu relutei pra trocar aquela experiência que eu viveria, né?
05:14Eu ficaria seis meses lá e acabei ficando um mês.
05:16Mas desde a primeira semana começaram as consultas, né?
05:23Pra eu fazer a Malhação.
05:25E foi de semana em semana até quando deu um mês que eu voltei.
05:29E seus pais sempre apoiaram esse caminho artístico, assim?
05:33Eles sempre apoiaram as minhas vontades e os meus sonhos, assim.
05:37Tudo que eu pensava e queria realizar, eles apoiavam.
05:42E lidar com a exposição não começou em algum grau a incomodá-los ou incomodar você?
05:48A gente sabe que sim, porque eu sei que em algum momento você cansou um pouco dessa história.
05:54Mas como é que foi pra eles?
05:56Porque hoje eu penso em que meu filho tem dois anos, né?
05:59E a gente fica tão preocupado, às vezes, de expor, de expor criança.
06:03É uma guerra também na internet.
06:05Põe, não mostra, vai mostrar.
06:07Pode decidir, não pode.
06:09Você começa jovem.
06:10Hoje é muito mais difícil.
06:12Mas lá atrás era quase que tipo a oportunidade da sua vida.
06:16Então como é que foi pra você lidar com a exposição?
06:19Bom, como você estava falando, era muito diferente tudo, né?
06:24O contexto midiático era muito diferente.
06:27Então ou a gente aparecia na TV ou na revista.
06:30Só.
06:33E pros meus pais, acho que isso não chegou a ser um peso.
06:36Porque eu sempre fui muito reservada.
06:37Eu nunca fui uma pessoa que...
06:38Você é tímida?
06:39Sou.
06:40Eu nunca expus ninguém que estava comigo.
06:43Então eu tentava ao máximo que não chegasse até eles qualquer demanda nesse sentido.
06:51Por que que alguém tímido decide ir pro teatro, pra frente das câmeras?
06:55Olha, assim, eu...
06:59Na verdade, eu achei que o mundo estava me propondo um desafio.
07:04Porque houve uma certa insistência.
07:06Eu achei muito louco.
07:07Aquilo cair no meu colo.
07:09E eu sabia que era algo desejável por quase todas as pessoas que eu conhecia.
07:15Então eu achei que seria...
07:17Não seria bonito da minha parte se eu negasse essa investida do universo, sabe?
07:23Esse desafio que o universo me propôs.
07:25Então eu quis encarar.
07:26Eu quis ver o que que estava acontecendo.
07:28E o que que tinha escondido por trás dessa oferta, sabe?
07:32Mas...
07:33Ou seja, não era uma coisa que você sonhava...
07:36Não.
07:36E você acha que, de alguma forma, você se sentiu até mal de dizer não e aí por isso que você foi?
07:43Olha, eu disse...
07:44Todo mundo quer isso e eu vou falar, ah, não quero.
07:46Eu disse três não antes de dizer um sim, né?
07:49Então foi...
07:51Eu fui trabalhando em mim e, na verdade, não foi porque eu me senti mal em dizer um não que outras pessoas diriam sim.
08:00Eu tinha essa consciência, mas o meu sim, ele veio por achar, ou por entender, ou por sentir que havia algo escondido nesse convite que o...
08:13Porque chegou pra mim, assim, e realmente não era algo que eu imaginava.
08:17Então, pela insistência, pela forma como as coisas aconteceram, eu achei que eu tinha alguma missão nesse sentido que eu não estava enxergando,
08:25mas que eu sentia que fazia sentido... faria sentido em algum momento na minha vida.
08:29E fez?
08:29Fez.
08:31Deixa eu só falar sobre a pergunta que você falou, da por que as pessoas tímidas fazem teatro.
08:36O teatro é uma excelente ferramenta pra pessoas tímidas.
08:39Não, com certeza.
08:40Que queiram seguir carreira ou não.
08:40Porque tem muita gente que quer isso, né?
08:42Que fala assim, ah, não era tão tímido que eu fui pro teatro pra conseguir cantar.
08:45É, mas que queira fazer a carreira ou não, assim.
08:48Quer ser ator ou não.
08:49Tipo, o teatro, ele é uma ferramenta que muitos advogados utilizam, que professores, pessoas que precisam falar em público.
08:56E o teatro transforma, o teatro cura, assim.
08:59Então é uma ferramenta muito maravilhosa nesse sentido.
09:03É, o teatro em si, eu concordo com você, eu acho que tem muito, ele é uma ferramenta.
09:07Mas você foi por um caminho de super, super exposição.
09:11TV, até os atores, não sei se é o seu caso.
09:14Você prefere o teatro à televisão?
09:16Não dá pra ter essa preferência.
09:19É, então.
09:20É muito diferente.
09:20É muito diferente, exato.
09:23Então, por isso que eu te pergunto.
09:24Porque eu sei que a televisão, às vezes a pessoa é muito tímida e fala, meu, TV não é pra mim.
09:28O teatro é uma coisa talvez mais intimista, mais aprofundada, tem um espaço.
09:33Não sei se você sente isso, eu sou de teatro também, então eu tenho esse lugar dessa relação com o teatro,
09:41de ser uma coisa mais acolhedora.
09:44A TV é um ambiente frio, é cheio de câmera, é um pouco mais...
09:48E exerceba, né, a exposição em si.
09:51É, é.
09:53Assim, eu não tinha noção dessa exposição, né.
09:56Eu fui...
09:58Eu sempre foquei muito no meu ofício.
10:00Então, não esperava pela exposição, não queria a exposição, mas o meu ofício dizia muito pra mim, assim.
10:10Então, eu vivia mais isso mesmo do que qualquer outra coisa.
10:14Agora, a Fernanda Montenegro foi uma figura muito relevante nessa sua história, nessa sua descoberta de uma grande atriz.
10:22Conta, conta essa história que eu acho que é uma história muito legal, assim.
10:26É, é.
10:28Eu tive incríveis professores em cena, né.
10:31A minha escola foi durante os meus trabalhos.
10:35E eu tive, nossa, pessoas muito, muito incríveis.
10:40Esse momento com a Fernanda foi um momento que eu entendi o que era atuar, né.
10:46No final das contas, atuar se resume àquela frase que ela me falou naquele dia.
10:50Eu tava numa cena...
10:53Eu tinha feito Malhação, um ano e meio, tinha feito Filhas da Mãe.
10:58Ambas as personagens tinham a mesma idade que eu, viviam na mesma época que eu, tinha conflitos parecidos com os meus.
11:06E a Maria de Esperança, ela era uma partidiana de 1932, filha de um fascista.
11:13Não tinha mãe, ela tinha afeto na figura da avó, que era a Fernanda Montenegro.
11:21E vivia um amor proibido.
11:23Ela engravidava, ela fugia grávida, ela paria numa gruta.
11:28Então, assim, ela tinha todo um contexto dramático muito profundo.
11:32Que quando o Luiz Fernando Carvalho me convidou pra fazer, eu achei que eu não fosse dar conta.
11:36E aí, porque eu não tinha estofa emocional pra aquilo, né.
11:40Eu não tinha estudado, pra ser atriz, não sabia técnicas de interpretação.
11:44Eu sempre fiz de forma intuitiva.
11:46Intuitiva.
11:47Então, como as personagens anteriores, elas tinham tudo muito parecido comigo, eram lugares que eu alcançava.
11:56A Maria, como é que eu ia saber como é que é a dor de uma contração.
12:01Porque ela tava fugindo, ela começava a sentir as contrações.
12:05Então, eu achava que eu não ia dar conta, assim.
12:08E tinha uma dificuldade também de trazer emoção pra cena.
12:12Eu não sabia como buscar isso, né.
12:14Realmente, não tinha estudado pra isso.
12:16Então, eu fui indo fazendo.
12:18E aí, eu lembro de ter falado pro Luiz Fernando que eu achava que eu queria fazer, mas achava que não daria conta.
12:26E aí, ele falou, você confia em mim?
12:28Falei, confio.
12:29Ele falou, então, vamos nessa.
12:30Esse foi o meu primeiro aprendizado como atriz.
12:33Confiar no diretor.
12:34Então, o que ele pedia, a forma como ele conduzia, o que eu escutava, era o que eu entregava.
12:40E eu comecei a viver as cenas que eu tava interpretando.
12:47Nessa ocasião com a Fernanda, era uma cena de despedida.
12:51O pai expulsava a avó de casa e ela vinha no portão pra se despedir da Maria.
12:55E a gente tinha rodado uma cena na véspera dessa cena, que eu tava fugindo com a minha avó e o meu pai me catava, me botava no carro e ir embora comigo deixando minha avó na estrada.
13:11E aí, tinha um take, assim, do vidro de trás do carro, onde eu ficava vendo a minha avó ficando pequenininha, né?
13:19O carro indo embora, assim.
13:20Naquele momento, eu chorava muito.
13:23E aí, teve um problema técnico que não valeu essa cena, não rodou essa cena depois dela ter acontecido.
13:31Sem um problema técnico, que nem esse que a gente teve aqui, que a gente fez três meses de entrada no programa, um probleminha técnico.
13:39E aquilo me deu uma travadinha, assim, sabe?
13:42Eu fiquei com medo de não conseguir de novo, fiquei com medo, enfim.
13:45Mas de não conseguir chorar.
13:47É, de não conseguir vivenciar aquele brano de novo.
13:49De ver aquela sensação, realmente.
13:51Exato.
13:52Tanto é que essa cena, nesse mesmo dia, o Luiz falou, não, cancela tudo, a gente vai fazer outro dia.
13:58Só que aí, no dia seguinte, teve essa cena do portão com a Fernanda, que era uma despedida.
14:01E aí, eu falei pra ela que eu tava com medo de não conseguir.
14:06Algo do tipo, eu não sei se eu falei ou se ela percebeu.
14:10Eu só lembro da frase, que, assim, tava, tipo, no atenção, normalmente é luz, câmera, atenção, rodando.
14:17Ou ação, alguma coisa assim, né?
14:19E quando já tava lá no luz, câmera, ela falou pra mim, assim, não pensa em nada, só olha pra mim.
14:26E a ação, e a cena aconteceu lindamente, assim.
14:30E aí, eu entendi que atuar é isso, é a gente não pensar.
14:34Porque se a gente pensa, é a gente, pessoa física.
14:38Você precisa sentir.
14:39Pensando.
14:39Você tem que sentir, né?
14:40É isso.
14:41Vive a cena, sabe?
14:42Vive a personagem.
14:43Ali é a personagem, você não tem que pensar.
14:45A personagem que vai viver.
14:47E esse olha pra mim é o sente, é o momento presente.
14:51E as coisas vão acontecer.
14:53Maravilhoso.
14:54É, é uma lição maravilhosa.
14:57Agora, Priscila, você, depois de um tempo, decidiu se afastar da televisão e das novelas.
15:02Você chegou a se arrepender de algum papel que você foi convidada pra fazer e não fez?
15:09Não.
15:09Tem alguma coisa que você gostaria?
15:12Na verdade, tem um monte de coisas que falam na internet, que me convidaram, que nem, que assim, ah, ela recusou isso.
15:19É, recusou Paginas da Vida.
15:21Não teve.
15:22Caminho das Índias.
15:23Não teve.
15:24Não?
15:25Não.
15:25Tudo a favorita.
15:27Não.
15:27Mentira também.
15:28Aham.
15:29Aliás, tem até um filme que falaram que eu fiz, que eu não fiz.
15:32Enfim, não sei de onde tiram.
15:33Gente, como as pessoas são maravilhosas brasileiras e a sua criatividade.
15:37É, muito criativo, né?
15:39É, mas não, eu, eu realmente tava em busca de um outro caminho, assim, desde que eu comecei, eu sentia falta da técnica, então eu sentia falta de fazer cursos sobre interpretação.
15:52Eu tinha muita vontade de, porque eu sempre ouvi desses meus professores de cena, que o teatro, ele era o real, ah, ofício sagrado do ator, assim, né?
16:03No teatro que nasce o ator.
16:07Então eu tinha muita vontade de fazer teatro.
16:08Eu queria percorrer um caminho que eu sentia falta de ter percorrido pra estar onde eu tava, sabe?
16:14E queria novos desafios, novas personagens, novos formatos, enfim.
16:19Então eu busquei, eu enveredei pro teatro, eu enveredei pros cursos.
16:25Então, assim, tudo que eu fiz foi pra minha evolução, sabe?
16:29Quando você se afasta da TV, é por conta da sua situação de saúde?
16:34Porque eu sei que você passou por uma depressão.
16:36Ou tem mais a ver com esse afastamento porque você queria estudar e queria olhar pra outras coisas?
16:41Tem mais a ver.
16:42Hoje você é diretora, produtor, você faz também outras coisas que ali, na época que você tava bombando, você não fazia, né?
16:48É, é, tinha uma inquietude, né?
16:51Tinha uma inquietude artística mesmo de criação, de produção, que é uma coisa que eu tenho,
16:58eu sou uma pessoa muito criativa e muito mão na massa, assim.
17:02Então tinha um pouco disso.
17:06Apesar de eu amar aquela rotina de trabalho, eu gosto muito de trabalhar.
17:14Mas quando eu tive, quando eu fui diagnosticada com depressão, isso foi em 2009.
17:20E assim, eu...
17:21A depressão foi antes de você ter seu filho?
17:23Foi antes de eu ter meu filho.
17:24Ah, você teve seu filho em 2011.
17:26Eu fui diagnosticada, tipo, final de 2008, 2009, 2009 eu comecei a...
17:32E quando você ficou bem?
17:35Olha, eu aprendi a lidar com essa condição, né?
17:38Em 2009 mesmo eu comecei a fazer uma peça de teatro, comecei a...
17:45Enfim, eu aprendi a conviver com a depressão.
17:49Então eu achava que eu tava bem.
17:51Eu tava indo bem, tava dando tudo certo, assim.
17:53Porém, aí só finalizando, né, o raciocínio.
17:58Porque eu fiquei na TV até 2016.
18:00Então, assim, não foi a depressão que me tirou da TV.
18:03Que te tirou da TV, tá.
18:04Mas toda a minha história de vida mesmo, como as coisas foram acontecendo.
18:09Então eu aprendi a lidar com a condição.
18:12Achava que eu tava bem.
18:13Mas ainda passando por muitas situações pessoais que me colocavam em lugares de dor.
18:24Que eu não entendia o porquê que eu tava me colocando naquelas situações.
18:30Então, ela permeou a minha vida por muitos anos ainda.
18:34Mas eram períodos?
18:36É uma coisa que vai e volta?
18:37Acho que era um estado.
18:39Um estado...
18:40Era um estado permanente.
18:41Mas é o quê? Triste?
18:45É...
18:46É tristeza? Era um vazio? O que você sente?
18:49Sentia, né?
18:50É.
18:51Se Deus quiser.
18:52É, era uma tristeza existencial, assim.
18:56Uma tristeza existencial.
18:59Tinha muito não entender o sentido das coisas.
19:03E tinha uma dor no coração.
19:07Dor física, você disse?
19:08Uma dor física.
19:10Chegava a ser física, né?
19:11Era uma dor emocional, mas chegava a ser física, assim.
19:14Você disse, estou sentindo...
19:16Dor no coração.
19:18E...
19:18E assim...
19:19Aí eu falando, né?
19:21Que eu me colocava em situações emocionais...
19:24Que me causavam dores.
19:26Eu acho que era sempre pra tentar amenizar a dor que eu já sentia, sabe?
19:30Que tipo de situações?
19:32Ah, situações de...
19:35De...
19:38Situações de me fazer mal inconscientemente, assim.
19:43Não é...
19:44Não existe uma coisa específica pra eu te falar.
19:48A forma como eu lidava com as coisas, assim.
19:50Eu não era uma pessoa que, por exemplo, sabia os meus limites.
19:54Então, eu não colocava limites.
19:56E, portanto, eu querendo fazer bem pros outros, eu acabava me fazendo mal.
20:00Então, eu sempre priorizava cuidar...
20:03Pra mim, ficou o pleaser, assim.
20:05Queria agradar as pessoas.
20:06Exato.
20:07Que tem muito a ver com...
20:09Querer...
20:11Ser querida, talvez.
20:12Sabe?
20:13Sim, de validação, de retribuição.
20:16É isso.
20:17Então, esse buraco, ele me fazia ser de um jeito que não me fazia bem, sabe?
20:23No final das contas.
20:24E as pessoas te tratavam bem de volta?
20:26Quer dizer, você tinha a validação que você buscava?
20:28Sim, sim.
20:29Total.
20:30Total.
20:31Porque se não tivesse, de repente, poderia ser uma coisa do tipo...
20:34Ah, isso aqui não tá valendo a pena porque eu não tô conquistando.
20:36Mas aí as pessoas te validavam.
20:37Pois é.
20:38Era onde eu conseguia ter as pessoas me amando, né?
20:43Mas tanto é que depois, num determinado momento que eu comecei a, de fato, olhar pra mim,
20:47que aí já foi 2018, já tava com o Bruno, assim, que ele me fez uma pergunta que foi determinante na minha vida
20:55pro processo de cura mesmo.
20:57Porque, assim, a depressão não se cura.
20:58Você realmente aprende a lidar.
21:00Mas você vai minimizando as dores e existe uma forma mental de mudar o padrão.
21:10De parar de sentir dor, parar de sentir a tristeza.
21:12Você muda, né?
21:13Mas ela tá sempre por ali.
21:16Se você bobear, você entra no estado de novo.
21:20Mas, a partir ali de 2018, o Bruno, quando eu conheci ele, ele me fez algumas perguntas básicas
21:24que eu não sabia responder.
21:26E uma delas foi qual é o seu sonho.
21:28E aí eu percebi que eu não tinha sonho.
21:30E aquilo me incomodou muito.
21:32E aí eu comecei a me vasculhar pra saber, cadê os meus sonhos?
21:38Cadê a minha cor preferida?
21:40Que foi outra pergunta dele.
21:42Cadê...
21:42Quem sou eu?
21:44Ele falou, quem é?
21:45Como você se define?
21:46Eu não sabia, né?
21:47Então, assim, eu comecei a querer responder essas coisas.
21:52Eu não me olhava no espelho, literalmente falando.
21:55Então, eu passei a me olhar, a me encarar.
21:57Comecei a vasculhar dentro de mim.
21:59Onde que eu tava?
22:00De onde eu vim, como eu tava caminhando, aonde eu tinha chegado e pra onde eu tava indo.
22:05Falei, calma.
22:05Então, eu quero ir pra um lugar que eu tenha domínio de onde eu tô indo.
22:10E não fazendo coisas pra agradar, pra eu ter uma validação e etc.
22:15E aí, nesse momento que eu comecei a, de repente, colocar alguns limites, as pessoas não entenderam.
22:21E foram embora.
22:22Então, é também lidar com isso, sabe?
22:25Com a dor de você não, de repente, se ver sozinha.
22:28De ser julgada como, sei lá, ingrata.
22:33Qualquer coisa que venha da cabeça ou da boca das pessoas, nesse momento em que você tá tentando se cuidar.
22:40Se erguer, se conhecer e trazer sua essência de novo pra ser o grande motor da vida.
22:46Quais são os seus sonhos?
22:49Ai, tem um, desde que eu tinha 15 anos de idade, que eu tô agora muito focada em realizar, que é conhecer a Austrália.
22:56Ai, eu amo, porque é o seguinte, sonho nunca, não precisa ser uma coisa escalafobética, né?
23:01O sonho pode ser assim, eu queria tomar café da manhã de manhã todo dia com um cafezinho mineiro que eu gosto ali.
23:08Ou eu queria fazer uma viagem com a minha família, que eu tenho o sonho de conhecer a Austrália.
23:14Não precisa ser uma coisa assim, não, eu quero ir pra Marte.
23:16É isso.
23:17Tem outro sonho que é escrever meu livro, que eu já comecei, mas é um processo lento.
23:21É muito difícil.
23:23Como é que você tem sentido?
23:25Sobre o que você tá escrevendo?
23:26Minha vida.
23:26Então é um processo que vai ser curativo, mas vai ser lento, porque ele vai precisar do meu tempo pra aquilo, né?
23:36Com certeza, com certeza.
23:36É difícil, né?
23:37Eu já, eu tenho tentado também, mas eu acho que livro tem uma coisa de disciplina.
23:41Eu também.
23:42Amo escrever, assim, amo.
23:44Eu acredito muito na cura através das palavras, tanto ditas quanto escritas.
23:48E eu desde adolescente, eu tenho ali minhas anotações.
23:51Você joga fora depois?
23:52Não.
23:52Você guarda tudo, lê depois?
23:54Tem coisa que eu queimo, que eu já queimei, né?
23:56Não é uma prática.
23:57Porque eu tenho coisa que eu jogo fora.
23:58Não é uma prática.
23:59Hoje em dia rasga, hoje em dia apaga, mas antigamente rasgava.
24:02Não, meu bloco de notas é cheio de coisinhas, assim, que são muito importantes, que às vezes eu revisito e falo, olha como eu tava me sentindo naquele momento, como eu enxergava determinada coisa.
24:13Então, eu, deixa eu tomar um golinho d'água.
24:17Vamos tomar a golinha d'água.
24:17Vamos, vamos, que eu também tô...
24:19Então, eu amo escrever.
24:25Amo, amo, amo.
24:26Tanto é que eu que tô escrevendo muita coisa do Menospausa, que a gente deve chegar lá daqui a pouco.
24:30Que a gente vai falar disso, já, já.
24:32Mas o livro é diferente.
24:33E a cor preferida, qual que é, afinal?
24:35Azul.
24:36Ah, que legal.
24:37Você sabe que isso muda, às vezes.
24:39É, muda.
24:40O azul, ele é um...
24:42Por exemplo, aos 15 anos que eu falei da Austrália, eu queria fazer o meu intercâmbio pra Austrália.
24:47E se eu conseguisse isso, eu ia cortar meu cabelo Chanel, que eu tinha o cabelo aqui, embaixo da cintura na época, e pintar de azul.
24:55Então, eu sempre gostei muito de azul.
24:58Mas, às vezes, eu tô mais lilás, eu tô mais branco, às vezes eu fico meio amarelo, assim.
25:03Mas azul é, no geral, a minha cor preferida.
25:05Maravilhoso.
25:07Agora, me conta do Menospausa, já que a gente falou rapidamente sobre isso, que é o seu projeto que estreia agora, em setembro, certo?
25:13Dia 8 de setembro, a gente estreia no canal.
25:17É um canal próprio que a gente tá abrindo, de mesmo nome, vai se chamar Menospausa.
25:21Onde vai ter o programa Menospausa e vai ter outros quadros avulsos também.
25:26O Menospausa, ele surgiu porque eu fiquei muito indignada de ter sentido coisas que eu não fazia ideia do que eram.
25:34Vamos falar disso, de Menospausa?
25:36Gente, eu tenho falado muito com as mulheres sobre isso, porque eu, graças a Deus, minha mãe fez isso por mim.
25:44Ela chegou e falou assim, cara, vamos ter uma conversa.
25:47Isso, isso.
25:47Que eu não tive, mas é isso que eu tenho ouvido de muitas mulheres, que na minha vez ninguém me falou, então deixa eu te contar.
25:54É isso.
25:54Conta.
25:55É isso.
25:56Foi o que eu senti, e assim, se eu buscasse, se eu procurasse, eu não encontrava.
26:01E às vezes até os próprios, às vezes não, os nossos, os médicos formados, né, nessa geração anterior, porque os estudos são muito recentes.
26:10Os estudos do cérebro feminino é muito recente.
26:13De entender como o cérebro feminino funciona, de saber que quando começa a falhar a produção de estrogênio, o que que isso causa neuroendocrinamente no nosso organismo.
26:24E por isso a gente tem tantos sintomas, o estrogênio, ele é responsável por 300 funções no nosso cérebro, no cérebro feminino.
26:31Então, quando ele começa a falhar, tudo começa a ficar diferente, o nosso cérebro.
26:35Você não fez reposição hormonal?
26:37Não, ainda não.
26:38Eu não menopausei ainda.
26:40Ah, tá bom.
26:41Então, como é que começou esse seu interesse pelo tema?
26:44Começou porque eu, primeiro, eu tô com 42, né?
26:48Aos 39, eu tive uma grande queda hormonal, que eu não sabia na época que era isso, mas foi uma coisa muito brusca e que eu comecei a sentir, primeiro, tem uma endometriose, que tava muito avançada na época, então eu tinha que tratar essa endometriose, ainda não tinha tratado.
27:05Então, eu sentia muita dor e aí eu comecei a sentir muita indisposição, comecei a engordar muito, então comendo as mesmas coisas, isso eu escuto muito das mulheres também, mas eu como as mesmas coisas, eu faço os mesmos esportes e comecei a engordar, por quê?
27:21Então, comecei a engordar muito e uma indisposição tremenda, assim, uma fadiga crônica.
27:25Eu tinha vontade de levantar, mas não conseguia levantar, meu corpo não respondia.
27:29E eu falei, mano, tô com depressão de novo, né? Tipo, tô nesse momento, por quê? E comecei a buscar sair da depressão.
27:38Olha, que loucura.
27:39Lendo livro, fazendo yoga, fazendo respiração, meditação, que são ferramentas pra gente, de fato, não ficar no estado, né?
27:47Mas meio que não funcionava, porque era uma coisa orgânica que tava acontecendo, hormonal que tava acontecendo.
27:53E aí, depois de algum tempo, já melhor, por causa dessas ferramentas, né, que eu tava usando, já movimentando o corpo, oxigenando o corpo com a ioga e tudo mais,
28:04eu fui no lançamento de um suplemento da doutora Vanessa Costa, que hoje é minha sócia no Menospausa, que é nutricionista.
28:13É um suplemento que, ele tem sete ativos em um sachezinho, então você toma ele pra mulheres a partir dos 35.
28:19Então, todos os sintomas começaram a melhorar.
28:22Melhorar.
28:23E aí, quando eu fui...
28:23Com o suplemento?
28:24Com o suplemento.
28:25Aí, quando eu fui no...
28:26E os sintomas eram o que?
28:28Cansaço?
28:28Cansaço, fadiga crônica, indisposição...
28:30Indisposição.
28:31E engorda, metabolismo lento.
28:34Sono, muito ruim, não conseguia dormir, insônia.
28:38E a tristeza, porque traz um estado, assim, existe a depressão neuroendocrina,
28:45que quando você começa a perimenopausa, essa oscilação da produção de estrogênio pelos ovários,
28:51você pode ter uma depressão neuroendocrina, que seria a depressão pertinente ao hormônio, né, a falha hormonal.
29:00Quem já teve depressão na vida, vai ter, vai passar por isso.
29:04Quem nunca teve, pode passar por isso ou não.
29:07Assim, já tem mais de 80 sintomas listados, que são reconhecidos como sintomas da perimenopausa.
29:13Mas, entre uma mulher e outra, não há a mesma fórmula.
29:18Então, assim, é muito difícil a gente detectar, a gente entender.
29:22Por isso que a gente precisa falar muito sobre isso.
29:25Falar muito, esclarecer muito quais são esses sintomas e por que que eles acontecem.
29:29Porque quando a gente tem a informação, a gente sabe o que fazer com isso.
29:32E aí, fui no lançamento desse suplemento.
29:34E aí, um professor de bioquímica, que ajudou a desenvolver a fórmula, ele falou assim,
29:39ah, porque o climatério começa a partir dos 35 anos.
29:42Aí eu falei, peraí, então, eu tô no climatério, né?
29:45Eu nunca tinha ouvido essa palavra.
29:48E aí, eu comecei a querer entender e falei, por que que ninguém me avisou que isso ia chegar?
29:52Por que que na escola, quando a gente tá estudando, biologia...
29:54Mas o climatério é uma pré-menopausa.
29:57Não, é confuso, é complexo.
30:00Até porque existem pessoas e livros que usam termos pra mesma finalidade,
30:07só que são diferentes, então, por exemplo, é complexo.
30:12Eu, por exemplo, que vou estar fazendo 36 daqui a 20 dias, significa o que, exatamente?
30:18É amanhã que eu vou começar a ficar deprimida?
30:20Não.
30:20Que eu vou ficar gorda?
30:21O que que eu vou ficar?
30:22Não, pelo contrário, pode ser que você nem sinta nada, inclusive.
30:24Ela tá, tá.
30:26O climatério, ele é a queda hormonal geral do organismo.
30:31Não tá relacionado especificamente com os ovários.
30:34Ah, tá bom.
30:34Então, assim, todos nós, biologicamente, a gente vai...
30:38A gente tem todas as nossas taxas de produção bombando até ali os 25.
30:44Alguns começam a parar, a paralisar, a ficar mais lentos aos 25.
30:49Mas até os 35, a gente ainda tá bombando na produção de muita coisa no nosso corpo,
30:53pro nosso corpo funcionar.
30:54A partir dos 35, essas taxas começam a cair.
30:58A gente vai produzir cada vez menos.
31:00Esse é o processo de envelhecimento biológico.
31:02Então, essa queda brusca, que é, sim, a partir dos 35, porque é biológico, é o climatério.
31:09Porém, muita gente usa o climatério como esse estado pertinente a tudo que os ovários trazem.
31:18Só que, assim, a pré-menopausa é o nome que se dá a todo o nosso período fértil.
31:23A partir do momento que a gente menstrua até a perimenopausa, é a pré-menopausa.
31:29A pré-menopausa é assim, você já está no climatério, então vai ser a partir dos 35,
31:35a qualquer momento, pode ser a partir dos 40, pode ser aos 50, você pode não sentir.
31:40Mas, assim, a pré-menopausa é quando a sua menstruação começa a ficar irregular.
31:44Então, a produção de hormônios do estrogênio pelo ovário, que é o estradiol,
31:49começa a ficar falho.
31:50Tem mês que produz demais, tem mês que não produz nada, então isso gera uma montanha russa,
31:56gera uma loucura cerebral mesmo, neuroendocrina.
32:00Então, o cérebro precisa se readaptar a viver, a funcionar, sem esses aportes regulares de estrogênio
32:10que ele tinha todo mês.
32:11E aí, uma das outras fontes de estrogênio, a estrona, vem da gordura.
32:18Então, a gente começa a produzir gordura para ter ali um aporte de estrogênio.
32:24É uma defesa, então, do corpo, esse acúmulo de gordura.
32:27É, exatamente.
32:28Entendi.
32:28Então, assim, existem explicações científicas para tudo isso que acontece.
32:33E aí, continuando, né?
32:34A perimenopausa pode durar de 2 a 14 anos, sempre vai depender de mulher a mulher.
32:39A menopausa é aquele dia único específico que você ficou 12 meses sem menstruar.
32:46Esse dia, 12 meses sem menstruar, 1 ano sem menstruar, pronto, menopausei.
32:51É o diagnóstico, pronto.
32:54Estou na menopausa, é esse dia.
32:57O dia seguinte é a pós-menopausa.
32:59Onde tende a ficar tudo mais regular, né?
33:05Essas produções, elas se estabilizam.
33:07Então, você ainda pode ter, sim, alguns sintomas na pós-menopausa,
33:11mas eles ficam mais brandos e pode ser que não tenha, pode ser que isso melhore.
33:16Aí vai sempre de mulher para mulher, sempre no histórico familiar, sintomático, clínico, laboratorial.
33:24Cada mulher é um mapa diferente.
33:26E agora, em que momento você está?
33:28Porque você despertou para esse tema quando isso começou a acontecer com o CESC 39.
33:32Você está com 42 agora.
33:34Estou na perimenopausa, porque estou tendo suores noturnos, comecei a ter outros sintomas,
33:40comecei a acordar às 3 da manhã, que também é uma coisa muito específica.
33:43Mas, como eu faço meu tratamento para a endometriose, eu fiz o pellet de gestrinona,
33:53que é, hoje, o melhor tratamento que existe para a endometriose.
34:00Então, como eu não menstruo, eu não consigo avaliar na minha irregularidade menstrual.
34:07Ah, entendi.
34:07Então, pelos sintomas, eu sei que eu estou na perimenopausa.
34:10Porém, as taxas hormonais ainda estão ok, assim.
34:14Mas, enfim, se você está com sintomas, você está na perimenopausa.
34:19É, porque hoje em dia tem mulheres que engravidam ainda com os 40, 42, 44, 46.
34:25É super possível.
34:26Mas, talvez, também já estavam começando a ter alguns sintomas, né?
34:33A Cláudia Arraia conta muito essa história, que ela fala,
34:35gente, eu estava achando que eu estava na perimenopausa e aí eu engravidei.
34:39Total.
34:39Você pode estar na perimenopausa e engravidar.
34:42Que loucura.
34:43Falando nisso, você é mãe, não é meu?
34:46Aham.
34:47Que está com 14 anos.
34:4814 anos.
34:49Você não quer mais ter filhos ou quer?
34:51Não.
34:52Já quis, já não quis, aí já quis.
34:55Mas, hoje em dia, eu estou num processo com o Romeu, assim, de pré-despedida, porque
35:00ele está ficando...
35:01Ai, não fala isso.
35:03É, então, esse sofrimento eu comecei a sentir, aos poucos, assim, sabe?
35:07Me preparando.
35:08Eu falei, mano, eu não vou ser daquelas que, quando chegar a hora, eu vou me debulhar
35:13e vou ficar com a síndrome do ninho vazio.
35:15E isso vai fazer com que ele, inconscientemente, fique preso a mim e não consiga viver a vida
35:20dele, sabe?
35:21Então, eu vou, aos poucos, fazendo mini-despedidas.
35:24Cada aniversário dele me dói um pouquinho.
35:26Eu sofro um pouquinho todo dia, pra ver que no dia que ele for embora, eu vou estar plena.
35:32É, assim, eu vivo...
35:34Então, eu tenho vivido muito intensamente os momentos que eu tenho com ele, sabe?
35:39E como é que é criar um adolescente, hoje em dia, com rede social?
35:42Eu vou te falar, eu sempre escutei muito isso.
35:45Nossa, porque adolescente é muito difícil.
35:48Mano, o Romeu, ele é muito incrível, assim.
35:52Ele é muito, ele é um menino muito incrível.
35:54Ele não me dá trabalho nenhum.
35:55Ele tem a cabeça super boa.
35:57Ele é uma pessoa gentil, generosa.
36:01Em relação a redes sociais, ele não tem.
36:03Ele ficou sem telefone até os 13 e meio.
36:08Ele ganhou um telefone e não tem rede social.
36:12Ele tem a de falar com os amigos por mensagem só.
36:19Acessa, tipo, ele não vive numa bolha.
36:21Ele sabe tudo que rola.
36:22Ele participa, os amigos mostram coisa.
36:25Ele vê coisa, vai ali numa coisa e outra e tal.
36:28Mas ele não tem a conta dele.
36:30Ele não vive esse universo, sabe?
36:32Ele é muito mais dos livros, dos desenhos.
36:36Desenho de desenhar mesmo.
36:38Ele tá descobrindo novas formas, novas técnicas de desenho.
36:41Então, ele tem todo um outro lado, assim, que mantém ele muito são.
36:48E como é que foi pra você...
36:50Se você, né, contou que você ficou muitos anos em depressão.
36:53Como é que era cuidar dele pequeno?
36:56Você falava sobre isso com ele?
36:59Ele sabia?
37:00Ele acompanhava?
37:02Não, até porque eu não tinha essa clareza.
37:06Eu achava que eu tava curada.
37:08Como eu tava sabendo lidar com aquilo, eu achava que eu tava bem.
37:11Mas não tava.
37:13Mas é porque o buraco era muito mais embaixo do que eu tinha conseguido enxergar.
37:17Então, não sabia.
37:18Eu tentava, eu fazia de tudo, assim.
37:24Eu dava o meu máximo.
37:26E ele nunca também percebeu ou achou que tinha alguma questão com você, que você era triste.
37:34Não.
37:35Era um mundo muito interno seu mesmo.
37:37Era.
37:38Era.
37:38Era bem mais interno.
37:40E ele é...
37:40Ele trazia muita alegria, assim.
37:43Então, com ele era tudo mais gostoso.
37:47Tudo era mais colorido, um pouco, assim.
37:49Agora eu queria conversar com você dentro das nossas dinâmicas de quadros.
37:53O primeiro que eu vou chamar é o quadro A Verdadeira Tradução.
37:59Eu vou te trazer algumas falas suas.
38:01Aham.
38:01A gente me pesquisou.
38:03E aí você...
38:04Fimaz.
38:04É.
38:05Aí você diz...
38:06O que eu quis dizer.
38:07O que você quis dizer.
38:08Ou se era isso mesmo.
38:09Que maravilhoso.
38:10Se você afirma, se você ressignifica, enfim.
38:12Adorei, adorei.
38:13Eu não ter estudado dramaturgia para começar a trabalhar como atriz não foi tão grave
38:17quanto eu não ter tido um preparo emocional para estar na Globo.
38:21Quando que eu falei isso?
38:23É genial, né?
38:25Riva News.
38:26Caramba.
38:26E você falou isso na Riva News.
38:27Foi agora.
38:28Sério?
38:29Foi agora.
38:29Foi recente.
38:30Foi recente.
38:32Eu achei genial essa frase.
38:33É.
38:34Eu acho que ela já diz, né?
38:37O que ela diz.
38:38Mas o que você acha que é o preparo emocional para estar na Globo?
38:41Eu acho que é aquela coisa da exposição exercebada que a gente estava falando no começo
38:45do programa.
38:46Mas hoje em dia não é só a Globo que dá esse tipo de exposição, né?
38:49Mas naquela época era.
38:50Entendi.
38:51Ah, entendi o que você está falando.
38:52Naquela época era.
38:54Então, assim, talvez eu não tivesse estofo emocional psicológico, como uma pessoa tímida
39:00que não gostava da exposição, de estar ocupando um lugar de extrema exposição.
39:06Sim.
39:06Então, interessante essa frase.
39:12Eu ganhei 20 quilos de repente e aí não me reconhecia.
39:16Aham.
39:16Mas isso é.
39:17Foi.
39:17Foi nessa questão do...
39:19Foi aos 39 ali, depois dos 39.
39:21Você ganhou 20 quilos?
39:2320 quilos?
39:23Nessa história que você estava comentando sobre a menopausa?
39:25Aham.
39:26Quando começou esse climatério aí.
39:28Foi muito brusco.
39:29E essa...
39:30E foram 20 quilos.
39:31E o que...
39:31E aí o que você fez?
39:32Ao longo de dois anos, assim, né?
39:34Mas isso sem você mudar a alimentação, sem você vivendo como você sempre viveu.
39:39Não, porque aí com a indisposição eu estava muito mais parada.
39:44Eu não estava ativa.
39:45Então, eu não estava gastando energia.
39:48E começam a acontecer questões também neurológicas que te pedem determinadas substâncias, né?
39:55De açúcar, de carboidrato simples.
39:58Isso também é uma questão neuroendócrina.
40:00Então, foram, ao longo de dois anos, foram 20 quilos.
40:05E aí mais dois anos.
40:06E você agora está no mundo da corrida.
40:08É, você corre.
40:11Muito viciante.
40:12Eu amo.
40:13É muito viciante, mas é assim, é um negócio que depois de um tempo, se você para...
40:19E você sabe...
40:20Fala.
40:21Não fala, eu quero ouvir.
40:22Eu quero ouvir.
40:23Eu vou contar, mas eu preciso saber.
40:24Se você para, o que é que acontece?
40:25Não, você fica mal que você parou, mas normalmente se você para, é porque você se machuca.
40:29E aí, eu estava falando sobre isso com o pastor, que é o meu diretor, meu escultor aqui,
40:36que ele também super corre.
40:37E aí ele falou, mas você faz musculação?
40:40É, tem que fazer o fortalecimento.
40:41Que é o que eu não faço.
40:42Pois é.
40:43Então, eu tenho que tomar lá, você é nos dois joelhos.
40:45Dois, nível dois e três.
40:47Um é dois, o outro é três.
40:49Esse é o três, esse é o dois.
40:51Mas é um negócio absolutamente viciante, né?
40:53Quando você vê, você está louca das planilhas todas.
40:55Aí você quer correr cada vez mais.
40:57E é uma meditação.
40:58Eu imagino que você tenha feito muito parte da sua cura, assim, né?
41:01Você sabe que eu não consigo ouvir música correndo, porque é uma meditação.
41:05Não, mas tem gente que não consegue mesmo ouvir música.
41:06É uma meditação para mim.
41:08É onde tudo se resolve, assim, sabe?
41:10É muito legal.
41:11Eu ia te falar que uma das minhas grandes dores e tristezas desses 20 quilos a mais
41:17é que eu não conseguia suportar o meu próprio peso.
41:20Então, eu não conseguia correr.
41:22E eu queria muito voltar a correr.
41:25Uma das coisas que, assim, que eu mais desejava quando eu estava me sentindo presa no meu próprio corpo
41:29era eu conseguir voltar a correr.
41:31Eu queria ter mobilidade, sabe?
41:33Então, você já corria antes de quando aconteceu esse...
41:36Não, eu corria como hobby, sabe?
41:39Corria pouco.
41:39Corria pouco.
41:40Corria de vez em quando.
41:43Corria porque eu gostava de correr, mas não sabia como é correr.
41:47Não encarava a corrida como um esporte, como hoje eu vejo que a corrida é.
41:51Estou vendo ali, está amassadíssimo, ó.
41:55Ah, Gata, fica tranquila que você não precisa.
41:57Eu vim, ó.
41:58Passei o dia.
41:59Está maravilhosa.
42:00Você quer alguma?
42:01Quer que a gente...
42:02Não, imagina.
42:03Está tudo certo.
42:04Não, gente.
42:05Corrida é vida.
42:05Adorei.
42:06Quantos quilômetros você corre?
42:07Agora eu estou em 10.
42:09É, vou correr mais uma prova de 10 e aí fazer duas de 15 para chegar aos 21 em dezembro.
42:16Gente, eu já tentei o 21.
42:18Quebrei no 18, não deu.
42:20Sério?
42:20Não contei, não consegui mais.
42:22Mas foi uma progressão muito rápida?
42:24Eu acho que sim.
42:25Eu sou um pouco obstinada, assim.
42:26Então, eu sou um pouco assim.
42:30Então, eu pego um negócio e aí eu fico obcecada.
42:33Então, eu fiquei alguns anos obcecada com a corrida.
42:37E aí, fui até 18, não consegui mais.
42:40Aí, eu engravidei.
42:42Eu passei a minha gravidez inteira correndo, caminhando, conforme a minha gravidez foi avançando.
42:47E depois da gravidez, eu não voltei mais.
42:49Porque eu fiz uma cesárea, aí você tem que parar e tal.
42:52É, até voltar todas as camadas aqui.
42:55É, demora e aí, enfim, ainda agora eu corro assim, de vez em quando.
43:00Não tô mais ainda, não voltei ainda com aquela minha pira que eu tinha.
43:03Mas eu adoro.
43:04É muito gostoso.
43:05É maravilhoso.
43:06É maravilhoso.
43:08Pri, falando em pessoas que falam coisas da gente, né?
43:11A gente falou um pouco sobre isso.
43:13Eu queria chamar o nosso quadro antes da gente encerrar, que é o Toma que o Hate é Seu.
43:17Que é um quadro onde eu vou te trazer alguns hates de pessoas incríveis da internet.
43:22Essas que a gente gosta.
43:23A gente conversou e falou, meu, não dá pra ficar se importando.
43:27Porque hoje...
43:27Eu nem sabia que eu tinha hate.
43:28Não, você não tem.
43:29Só uma coisa que eu queria te...
43:31Você sabe que é difícil achar haters seu?
43:33Eu não...
43:34Por que será?
43:35Eu não sei.
43:37O que que acontece?
43:38Você agrada todo mundo?
43:40Será que você é...
43:41Olha, já fui isso daí, mas não sou mais.
43:43Mas eu sou muito, acho que, transparente, sabe?
43:46E muito de boa também, assim.
43:48Eu valido todos os tipos de pensamentos.
43:51Acho que todo mundo tem suas razões de pensar como pensa.
43:53Então...
43:53Não, esse asterisco é super importante.
43:55É...
43:56Foi difícil achar alguma coisa falando.
43:59O que vocês acharam?
43:59E aí eu queria te trazer.
44:01E aí você tem a oportunidade de responder ou de rir.
44:03Ou aí você vê o que você quer fazer com isso.
44:06Porque aqui é livre.
44:06A gente faz o que a gente quiser.
44:07Tá bom.
44:09Aspas.
44:10Essa menina sempre teve um braço de merendeira da escola pública.
44:15Desde novinha.
44:18Meu que desfronto.
44:19Desculpa.
44:21Eu achei ridículo.
44:23Eu achei ridículo.
44:24Eu acho que é pior pela forma como fala da merendeira de escola pública do que do meu próprio braço.
44:30Que é maravilhosa.
44:31Não, que é maravilhosa.
44:32É uma cacanagem falar isso delas.
44:34Não, gente.
44:34Não tem nem o que responder, né?
44:36Eu, hein?
44:36Não tenho um braço específico pra merendeira.
44:38Não, e desde novinha a pessoa te conhece, gente?
44:41Eu tenho origem italiana.
44:43Eu tenho realmente os ombros mais largos.
44:46Você sempre foi mais gostosona, vamos dizer assim, né?
44:49Teve um corpão.
44:50Eu não sei se gostosona, rapaz.
44:53Mas eu sempre...
44:54Assim, eu tenho os ossos muito largos.
44:55Sempre tive bastante músculo, assim.
44:59Musculosa.
45:00Durinha toda, né?
45:01Não era aquela magrinha.
45:02Assim, fininha.
45:03Não.
45:04É.
45:04Foi magra e fininha.
45:05Maravilhosa e gostosona, sim.
45:08Aspas.
45:09Ela está fora da TV por culpa dela mesma.
45:11Recusou vários papéis importantes e os autores pegaram ranço dela.
45:16Culpa é ótimo.
45:17Culpa, exato.
45:18Culpa.
45:18Culpa.
45:18Não sinto culpa, bem.
45:19Tá tudo bem.
45:20Não tem nada, né?
45:22É, que cobrança é essa, amor?
45:25É verdade que autores pegaram ranço?
45:29Não, porque eu não neguei os papéis que todo mundo fala que eu neguei.
45:33Você não negou nenhum?
45:34Nunca existiu nenhuma história dessa?
45:35Teve...
45:36O único papel que eu neguei foi um de...
45:40Ah, eu não lembro a novela.
45:42Mas foi justamente quando eu fui diagnosticada com depressão.
45:46Que foi Valsir.
45:48É...
45:49Eu não lembro a novela.
45:51É porque ela tinha um nome...
45:53Ai, não lembro.
45:55Mas, enfim.
45:56Foi o único papel que eu neguei.
45:57Mas não teve um...
45:58Foi de Valsir.
45:59Mas você chegou a ter alguma rusga, alguma coisa com ele?
46:02Não, porque ele entendeu o que estava acontecendo, sabe?
46:05Ele ficou chateado a princípio, porque assim, eu vinha fazendo uma novela atrás da outra dele.
46:09Então ele meio que contava já comigo ali.
46:13É...
46:13Mas eu não dava conta de fazer, sabe?
46:16Eu não ia fazer...
46:18Não ia desempenhar bem, assim.
46:20E depois, quando eu expliquei isso pra ele, ele entendeu.
46:23Maravilhoso.
46:23E o último é o seguinte, aspas.
46:25Priscila Fantin era orgulhosa.
46:28E meia chata.
46:29Meia?
46:30Meia.
46:31O português mandou um beijo aqui.
46:34Meia chata.
46:34Pode ser que...
46:35Desculpa, o português mandou outro beijo.
46:38Pode ser que ficou velha e melhor.
46:41Eu não entendi.
46:42Eu não entendi se ela está te elogiando, ou ele, ou se ele está te...
46:45Eu não entendi.
46:46Não, eu não entendi a frase mesmo.
46:48Priscila Fantin era orgulhosa, meia chata.
46:50Pode ser que ficou velha e melhor.
46:53Eu acho que a pessoa está falando que você era orgulhosa e chata quando era jovem.
46:56E que você ficou melhor, depois que você envelheceu.
46:59É bom.
47:00Obrigada.
47:01Obrigada, eu estou ótima.
47:04É que a coisa de envelhecer é uma coisa que pega pra você?
47:06Não é.
47:08Não é porque eu não me sinto velha.
47:10É que, cara, você não muda.
47:11Aí também é fogo.
47:14Foda, entendeu?
47:15Porque você tem a mesma cara de sempre.
47:17Você é linda, maravilhosa.
47:19Não tem uma ruga, não muda nada.
47:21É lógico que tem.
47:23Tem aqui as igrejas.
47:24Meu, você está igual.
47:25Mas eu acho que tem muito uma questão de como a gente enxerga a vida, de como a gente
47:31pensa a vida, do que a gente se alimenta, né?
47:34Tanto em relação a alimentos pro nosso estômago, pro nosso organismo, quanto de alimentos
47:40intelectuais, né?
47:42E eu acho que existe uma jovialidade que ela vem dos nossos pensamentos, do nosso espírito,
47:48sabe?
47:48Da nossa forma de ser, assim.
47:50Eu realmente não me sinto velha mesmo.
47:53E não tem medo de envelhecer.
47:55Não tem.
47:55Eu acho a maturidade uma coisa maravilhosa.
48:00Eu acho maravilhoso, assim.
48:02Tipo, nossa, que delícia que é ser mais madura, que é ter vivido tantas coisas e hoje entenderam
48:10a vida tanto quanto a gente, tanto quanto quem já viveu muitas coisas consegue entender,
48:16sabe?
48:16Sim, sem dúvida.
48:18Pri, vou fazer o pingue-pongue com você.
48:20Vamos.
48:21Serena ou Olga?
48:23Hum, em que sentido?
48:27Depende, depende.
48:30Ah, não vou.
48:31Não vou escolher.
48:32É igual o filho, é igual o filho.
48:33A gente não escolhe.
48:34Não posso.
48:35Dança dos Famosos ou BBB?
48:38Dança dos Famosos.
48:38De novo, né?
48:39E de novo, ou você iria pro BBB?
48:41Dança dos Famosos.
48:43É, faria de...
48:43Você ganhou, né?
48:44Faria, faria.
48:45Eu fui lá fazer a dança de abertura pra apresentar o elenco desse ano.
48:48Eu falei, mano, eu queria estar fazendo, não quero ir embora.
48:50Fazer novela ou menos pausa?
48:54Menos pausa?
48:55Eu tô muito apaixonada.
48:56Você não pretende voltar pra novela?
48:58Não, não existe a pretensão, assim.
49:01Também não existe a recusa, sabe?
49:03Eu tô sempre muito aberta a todas as possibilidades, mas eu tô muito apaixonada pelo que eu tô fazendo.
49:07E não é só novela hoje em dia, né?
49:08Hoje em dia é Netflix, você tem os streamings todos, Amazon.
49:12Sim, e tem a autonomia de criar um programa meu e botar ele no ar.
49:16Exatamente.
49:18Dormir no domingo até tarde ou correr 21 quilômetros?
49:21Correr 21 quilômetros.
49:24Salvador ou Belo Horizonte?
49:26Ui, BH.
49:27É que você cresceu em BH e nasceu...
49:29É, eu amo Salvador, mas a minha infância e adolescência foi em BH e minhas amigas todas estão lá até hoje.
49:38O que é pior, climatério ou depressão?
49:40Depressão.
49:41Pô, muito mais.
49:43Você bebe?
49:44Não.
49:45Nada?
49:45Nada.
49:46Então eu ia perguntar a gin, vinho...
49:50Água.
49:50Água.
49:52Maravilhosa.
49:53Eu adorei.
49:53Pri, obrigada.
49:55Eu adorei a nossa conversa.
49:59Obrigada.
50:00Foi um prazer ter você aqui com a gente.
50:01Amei, gente.
50:02Obrigada.
50:03Eu queria ter tido mais tempo.
50:05Eu queria conversar mais.
50:07Mas eu já tô aqui no meu ponto, falando, acabou, acabou.
50:08Ai, gente, um beijo, então.
50:10Tem alguma coisa que você queria que eu tivesse te perguntado e eu não te pergunto?
50:13Não.
50:14Não.
50:15Quer falar?
50:15É incrível.
50:16Falamos sobre coisas que já há muito tempo eu nem falava.
50:18É mesmo?
50:19Tipo o quê?
50:20Ah, todas...
50:21Putz, eu queria um...
50:22Eu já falei pro Tutinha, eu precisava de um podcast daqueles de duas, três horas.
50:27Sim.
50:27Porque eu não paro.
50:28Porque a pessoa me dá uma resposta só dessa resposta.
50:31É gostoso, né?
50:32Cara, eu falei, faz um roteiro pra mim com duas perguntas.
50:34Porque no meio da resposta da pessoa, você já vai puxando.
50:37Não é que tem gente que às vezes fala menos, né?
50:38Que não rende tanto.
50:40Nossa, eu falo, eu não amo falar.
50:40Não, você rende.
50:41É diferente.
50:43Você rende.
50:44Então a gente fica querendo saber tudo.
50:45Eu adorei.
50:46Ai, obrigada.
50:47Adorei também.
50:47Obrigada, obrigada.
50:48A opinião dos nossos comentaristas não reflete necessariamente a opinião do Grupo Jovem Pan de Comunicação.
51:08Realização Jovem Pan
51:10É aem daemã do Brasil Jovem Pan
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