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Ela está no estúdio, galera! A mulher que sabe tanto da vida de Ayrton Senna, que até parece o amor da vida dele. A rainha dos reality shows e da TV brasileira, Adriane Galisteu, sentou no sofá do Pânico para jogar um pouco de brilho e carisma nesse programa! A apresentadora revelou os bastidores inéditos de A Fazenda 17, comentando o fenômeno Dudu Camargo e revelando o segredo para lidar com ele: é só guardar as toalhas. A apresentadora também falou tudo sobre o seu novo documentário "Meu Ayrton", onde ela expõe a verdade sobre o relacionamento com o ídolo, a imprensa da época e a dor de ter sido "vilanizada" após a morte dele. Assista à íntegra da entrevista, ou vai para sempre achar que a menopausa ainda tem mistérios!

Assista ao Pânico na íntegra:
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#Pânico

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😹
Diversão
Transcrição
00:00O que acaba de hoje, um verdadeiro mulherão da p***.
00:19Uma das maiores apresentadoras da TV Brazuca, a mulher que manda e desmanda na fazenda.
00:25Ó, vem cá, Camille, vem cá.
00:28E abriu o jogo na série.
00:30Meu Ayrton.
00:31Essa história, ela é minha.
00:33Ela me pertence.
00:35Ó, polivalente.
00:37Adriane Galiz.
00:39É, é a vida.
00:41Estamos de volta aqui, presença ilustre da Galalau.
00:45Essa pessoa fantástica, maravilhosa, lançando o livro.
00:48Que delícia, tá aqui, saudade de vocês.
00:51Menopausa sem mistérios.
00:54Você sabe, Galalau, que eu estive com você vários momentos da sua vida também.
01:00Nós nos cruzamos.
01:02Nesse momento da menopausa.
01:05Podia pular essa parte, mas não tem jeito.
01:08No momento que você veio no pânico lançar o livro do Ayrton.
01:12Depois do Senna, que é a das borboletas.
01:13Raminho das borboletas.
01:15E na contramão, onde eu estava apresentando o Garota Capricho, que você ganhou.
01:20Olha que doideira.
01:21Você vê que você é jovem moça.
01:23Você vê como é a vida.
01:25Eu estava lá.
01:25E acompanhei o filho do Emílio casando nas redes sociais.
01:31Fiquei emocionada de ver.
01:32Porque o Emílio me falou uma coisa uma vez, que eu repito, eu nunca mais esqueci.
01:38Foi um pouquinho antes de eu ficar grávida.
01:40Aqui no Pânico, eu falei pra você que eu tinha muita vontade de ter filho.
01:44E você falou, filho é uma pegadinha de Deus.
01:47É verdade.
01:48Tarefa.
01:49E aí você falou, a gente se apega, se apega.
01:51Depois a gente dá um pé na bunda, você fica desesperado.
01:53Eu nunca mais esqueci isso que você falou pra mim.
01:56O seu já tá dando.
01:57O meu tá com 15.
01:58Tá bem naquela idade.
02:00Ainda não tá nessa idade do pé na bunda.
02:02Porque eu falei pra ele, não adianta, porque eu só tenho você.
02:04Eu vou atrás.
02:05Você não vai conseguir.
02:06Porque se tivesse mais irmãos, a gente dá uma dividida.
02:09Como não tem, eu vou colar na tua banca.
02:11Esquece.
02:12Mas é difícil.
02:14Nossa, eu lembro tanto de você falando isso.
02:16Aí eu vi você casando lá com o seu filho.
02:18Porque ele casa junto, né?
02:19Opa.
02:20Casa ele, casa a Pepela, casa todo mundo.
02:22Porque é uma emoção que vocês viveram.
02:24Foi a coisa mais linda.
02:25Parabéns pra vocês.
02:26Lindo, amei.
02:26Você me chorou.
02:27Você me chorou.
02:28Chorou.
02:29Você me chorou.
02:30Eu não me emociono muito em casamento.
02:32Você é durão.
02:33Não, não é que eu sou durão.
02:34Em divórcio ele se emociona.
02:36Eu fico pensando.
02:37Eu fico pensando assim, né?
02:39Tá lá a cerimônia, eu falo.
02:40Deus ajude.
02:41Deus ajude.
02:42Deus ajude.
02:43Você sabe a puxa que vem.
02:44Deus ajuda.
02:45Ajuda, Deus.
02:46Então, eu fico com esse pensamento.
02:50Tento canalizar que Deus ajude.
02:53Entendeu?
02:54Daqui a pouco vem o neném.
02:55Vai ser um...
02:55Vai te apensar.
02:56O vovôzão.
02:56Que demais.
02:57Ele é.
02:58Eu quero viver esse momento bem batido.
02:59Trocar uma fralda.
03:00É.
03:01Vai ficar feliz.
03:01E o que que é esse livro aqui?
03:03Menopausa sem...
03:04Mas você sabe que hoje em dia...
03:05Eu vou falar um negócio.
03:08Sinceramente.
03:09Hoje em dia, as jovens estão feias e as velhas estão bonitas.
03:15Boa.
03:16As jovens estão feias.
03:17As minas jovens.
03:18É tudo meio...
03:19Descuidados.
03:19Eu não sei se é a moda.
03:21Eu não sei se é a moda.
03:23Mas é tudo meio largado.
03:24Você não vê uma...
03:25Uma novinha.
03:27Você não vê uma novinha.
03:28Eu não sei.
03:29Acho que é moda, né?
03:29É meio largado.
03:31A moda tá um pouco diferente mesmo, né?
03:34Não se penteia muito, assim.
03:36Tipo, você tá olhando pra mim e tá falando isso.
03:38Você tá falando do Samy.
03:39Não, não.
03:39Não sei.
03:40Não vou olhar as novas.
03:40Falou que tá igual o Samy.
03:42Despenteado.
03:42Não, por exemplo.
03:43Você pega antigamente uma mulher de 50 anos.
03:46Você fala, pô, essa velha.
03:47É uma senhora.
03:48Hoje não é mais.
03:50Inclusive, a história desse livro tem muito a ver com isso.
03:53Porque eu comecei a entrar na menopausa e não sabia.
03:56Quer dizer, saber, lá no fundo eu sabia, mas eu não queria.
03:58Então, o que que eu passo, o que que passava pela minha cabeça?
04:01A menopausa é coisa de velho, é de antigo.
04:04Minha mãe passou por isso.
04:05Eu não vou, essa nossa geração não vai ter esse negócio.
04:08Porque a gente tem uma vida diferente, porque a gente pratica esporte, porque a gente sabe
04:11que o que come.
04:12A gente tem uma vida muito diferente da mulher de 50 anos de muito tempo atrás.
04:17E, de repente, comecei a ter uns tilts.
04:18Mas eu punha na conta do estresse.
04:22Sabe, assim, começou a me dar um negócio esquisito.
04:24Comecei a dormir mal.
04:25Comecei a dar uma engordada.
04:27E tudo igual.
04:29Comendo igual, treinando igual.
04:30Mas meu corpo começou a ficar diferente.
04:33Ah, tô estressada.
04:34Tô dormindo mal.
04:35Tô explosiva.
04:36Tô estressada.
04:37Um dia o Vitório virou pra mim e falou, mãe, você tá insuportável.
04:40Foi o Vitório que fez cair minha ficha.
04:42Ele falou, mãe, o que que tá acontecendo com você?
04:43Você não é mais minha mãe do jeito que você era.
04:45Ele tinha derrubado um suco na mesa.
04:47Acho que eu fiquei tão nervosa com aquilo.
04:49E ele ficou apavorado.
04:50Ele falou, mas que isso?
04:51Que exagero.
04:53Eu falei, é, realmente, perdi um pouco a linha.
04:55Deixa eu entender o que tá acontecendo comigo.
04:58E fui fazer os meus exames.
05:00Tavam meio desequilibrados.
05:03Mas eu escutei do meu médico, assim,
05:05você tá entrando na menopausa, mas é uma fase.
05:07Aquilo me irritou profundamente.
05:08Porque eu falei, não, peraí.
05:10Como é que eu vou contar pro meu marido que eu tô na menopausa?
05:13Como é que eu vou falar pras pessoas que eu tô na menopausa?
05:15Será que eu consigo passar na menopausa em silêncio?
05:17Então, sem contar, sem que ninguém perceba.
05:20Porque eu não quero que ninguém me taxe de velha.
05:22Eu não quero ser carta fora do baralho.
05:24Porque na minha cabeça, a menopausa não é isso.
05:26Uma mulher meio fora, meio fora do esquerdo.
05:28É que nem hemorróida.
05:29Ninguém fala que tem.
05:32Ninguém fala que tem.
05:34Só que a menopausa você não consegue guardar muito.
05:38Porque você tá aqui, de repente, você começa a suar.
05:40O coração começa a disparar.
05:43Você começa a ficar mal-humorada.
05:44Então, você não consegue esconder demais.
05:45Aí eu só sei que o negócio desandou de um jeito.
05:48Que eu fui correr atrás de informação e descobri que tem informação.
05:51É tão importante quanto o tratamento.
05:53Aí encontrei o doutor André Vinícius, que escreveu esse livro comigo.
05:56Que foi o meu anjo da guarda.
05:57Que foi quem falou pra mim.
05:59Você não precisa.
06:00Você não tá precisando de uma consulta.
06:03Você tá precisando de uma aula.
06:04Você não sabe nada.
06:05Aí eu fui entender e aí eu descobri que existe tratamento.
06:09Que a menopausa é um lugar que é mais uma curva da vida da mulher.
06:13Só que você pode passar pela menopausa sem passar pelo que eu passei.
06:16Porque eu tive quase todos os sintomas.
06:18Eu passei muito mal por falta de informação e por vergonha de assumir.
06:22Então eu fiquei um tempão passando por isso calada e tentando me resolver sozinha.
06:27Não dá certo.
06:27Então além desse livro, eu sou embaixadora de um portal que tem zero fins lucrativos.
06:35Que chama Eu Tô no Clima.
06:36Que é um lugar super seguro.
06:38Muito bacana.
06:39Que as mulheres podem tirar dúvidas.
06:41Abrir o coração ali.
06:42Porque eu acho que tem mulher que, por exemplo, não tá bem casada.
06:44Tem medo de falar com o marido.
06:46O marido não tá entendendo o que tá acontecendo com ela.
06:48Ela vai ficando calada.
06:50E tem que até pedir às vezes...
06:53Tem que ir embora do emprego, por exemplo.
06:55Porque ela não consegue dar conta.
06:57A menopausa, se você não tratar, e dependendo do nível que ela entra na tua vida.
07:00Na minha, no meu caso, foi muito forte, por exemplo.
07:04Se você não trata, você não trabalha.
07:06Olha isso.
07:06Você não consegue carregar o casamento, o seu trabalho, o seu filho com a menopausa.
07:10Então foi aí que eu percebi a importância de falar de menopausa.
07:14De falar do tratamento da menopausa.
07:16Que por muitos anos foi super demonizado.
07:19Porque todo mundo tinha medo.
07:20Porque o tratamento da menopausa tinha uma relação com câncer.
07:24Uma relação com a reposição hormonal.
07:26Isso foi muito mal explicado por muitos anos.
07:29Então tá tudo aí no livro.
07:30Tabu, né?
07:31É muito tabu.
07:32Tabu, né?
07:33Imagina que delícia.
07:33E a pessoa, quando é tabu, ela fica quieta, ela se cala e fica sofrendo.
07:37Sofre sozinha.
07:38Sofre sozinha.
07:38Tá aí o livro pra vocês, ó.
07:40Pô, bacana.
07:40A bela iniciativa.
07:42E é legal que esse livro, ele não é uma leitura corrida.
07:45É um livro de consulta.
07:47Então você...
07:47Tem um médico, né?
07:48Um doutor.
07:48Você vai lá toda hora ver se você tá dentro de qual lugar.
07:51É tipo um manual.
07:52Exatamente.
07:53É muito bacana.
07:53Boa.
07:53Com o doutor André Vinicius.
07:55É, o homem também passa por isso.
07:57A andropausa.
07:58O homem tem a tal da andropausa.
08:00Mas é tão mais leve do que a menopausa que eu nem vou chamar a menopausa.
08:03Não, você não sabe o que é a menopausa.
08:04Tá doido?
08:05O homem fica frouxo.
08:06Você deita na banheira.
08:09Você deita na banheira, Galalau.
08:13O saco boia.
08:16É uma das coisas mais constrangedoras e humilhantes.
08:22Parece um abacate na vida de um homem máscuro.
08:25Você deita na banheira.
08:28Aquele sacão.
08:29Sacão que parece um mamão papai.
08:31Parece um papai.
08:33Aquele mamão papai.
08:35Aquele papai.
08:36Você fala, o que é isso?
08:37É o cara.
08:39É a única coisa que cresce.
08:40É só o saco.
08:41Eu tô começando por outro.
08:42Fica lá brincando um pouquinho.
08:45Joga vôlei.
08:46Vamos jogar vôlei.
08:46Parece um mico leão dourado.
08:48Ô Galisteu.
08:49E o, porra, documentário seu show.
08:51Quem aqui assistiu?
08:52Eu.
08:52Eu assisti.
08:53Tá lá na HBO.
08:54Eu assisti inteiro.
08:55Tenho apenas uma crítica do documentário.
08:56Ele não foi convidado.
08:58Não, é rápido.
08:59São dois episódios de 45 minutos.
09:02Ele é muito rápido.
09:03Mas qual que eu acho fantástico?
09:05Tem um lado seu que você focou na tua carreira.
09:09E é muito legal de você.
09:10As pessoas não sabiam disso.
09:12Porque na década de 90 que eu participo, você ia muito em programa de televisão.
09:16No Gugu.
09:17E era muito sofrido, imagino, pra você.
09:19As perguntas que faziam pra você no programa.
09:21É, até mostra um pouquinho.
09:22Mostra esse momento, né?
09:23Do que?
09:24Do Senna, você diz?
09:25É, porque a Galisteu, ela entrou no momento do Senna, né?
09:28Você foi culpada pela morte do Senna, né?
09:30Você mostra muito no documentário isso.
09:32E oportunista.
09:34As pessoas iam no programa do Gugu e falavam, você é oportunista.
09:37Isso mexeu muito com você, né, Galisteu?
09:39É, eu acho que foi uma época que não era só comigo.
09:41A imprensa, de uma maneira geral, era bruta.
09:44Era muito bruta.
09:45Então, o jeito de entrevistar as pessoas era um jeito meio estranho.
09:49Eu fico pensando assim, uma pessoa sai de casa, vem aqui, ganha zero pra ser maltratada.
09:56Então, eu não venho, né?
09:57Então, assim, a pessoa saía da casa dela, no meu caso, eu vivi durante um ano dando
10:01entrevista, pras pessoas me reconhecerem, saberem quem eu era, me chamarem pelo nome,
10:07enfim.
10:08E aí, eu saía de casa, ganhava zero, sentava pra te dar uma entrevista e me maltratava.
10:12E isso era uma coisa muito comum.
10:15Foi assim, tanto que eu mostro lá momentos com o Clodovil, momentos com a própria Marília
10:19Gabriela, com o Jô, ele sendo casca comigo.
10:23Tanto que depois fiquei super amiga do Jô, sou super amiga da Marília.
10:26Mas era uma fase, era um jeito da imprensa que não cabe mais no dia de hoje.
10:30Você pode até contestar.
10:32Você pode, ninguém tá falando que você tem que gostar de todo mundo.
10:35Mas até na maneira de perguntar, você tem que saber perguntar.
10:38Você não pode ofender uma pessoa, assim, gratuitamente.
10:42Hoje, com as redes sociais, eu acho que tá muito diferente.
10:45Porque todo mundo hoje tem uma forma de se defender.
10:47Você pode responder, né?
10:48Você vai lá e fala, ó, não gostei disso, gostei disso.
10:50Naquela época, você não tinha essa alternativa.
10:52Eu dependia muito da imprensa.
10:54Então, eu aprendi...
10:55Mas é que você era sozinha também, né?
10:56E eu aprendi a lidar um pouco com essa relação, sabe?
11:00Eu fui criando uma casca.
11:02Em que momento que você notou que as pessoas estavam te respeitando
11:06e não vendo você só como namorada do Senna?
11:09Talvez como uma menina aproveitadora, que queria a fama em cima do cara?
11:12Em que momento você falou, ó, agora a turma tá me respeitando aqui
11:16e vou tocar minha carreira e o resto a gente já conhece, né?
11:21Em que momento que você notou isso?
11:22Você sabe que eu acho que eu nunca me dei conta, assim,
11:27quando isso mudou.
11:28O fato é que eu sempre olhei muito pra mim.
11:31Eu olhei muito pro meu trabalho.
11:32Então, eu nunca me...
11:33Não quer dizer que eu não tô nem aí pra opinião dos outros.
11:35Mas, na verdade, ninguém pagou minhas contas.
11:38Exatamente.
11:39E até hoje é difícil pra mim.
11:41Até hoje eu escuto um monte de não.
11:43E até hoje tem um monte de gente que eu sei que deve imaginar mil coisas.
11:47Por isso que tem aí hoje o meu Ayrton,
11:49que é pra pessoa entender um pouquinho mais.
11:51Saber um pouquinho mais e perceber que uma história tem muitos lados.
11:57Um homem como o Ayrton merece ser contado de todas as formas.
12:01Tudo que já saiu dele, livro, documentário, filme, é tudo válido.
12:08Porque ele é um cara que não merece morrer.
12:10As pessoas precisam saber quem ele foi.
12:11Todas as gerações precisam acompanhar.
12:13Só que cada lado tem um jeito de contar.
12:17O Ayrton, comigo, como namorado, ele foi de um jeito.
12:21Como amigo, ele era de outro.
12:23Então, assim, se você tiver que contar uma história do Emílio,
12:26você vai contar um Emílio.
12:27A Pipera vai contar outro Emílio.
12:30Cada um tem uma perspectiva.
12:31Porque a gente tem um jeito diferente de lidar com as coisas.
12:34Então, de verdade, eu nunca me incomodei muito com essa questão.
12:38E até hoje eu sigo trabalhando.
12:40Eu sigo fazendo o meu.
12:42Como eles vão me respeitar?
12:44Se eles não vão me respeitar, eu me respeito.
12:46Sim.
12:46E a partir desse momento, eu acho que você acaba entendendo respeito.
12:48Mas por isso que você fez o documentário?
12:50Não.
12:50Foi pela...
12:52Não, não foi uma resposta.
12:55Teve a série.
12:57Que ela apareceu muito pouco na série.
12:58Sacanearam todo o respeito.
12:59Sacanearam, pra ser sincera.
13:01É, eu acho que assim, na série...
13:02Não sei se vocês assistiram a série.
13:03Sim, os dois.
13:04A série também é brilhante.
13:06Uma série espetacular, muito bem feita.
13:08É incrível.
13:09Só que não é uma série que...
13:11É uma ficção.
13:13Essa é uma verdade.
13:14Então, assim, aquela história é uma ficção.
13:16Tanto que eles tratam como ficção.
13:19Né?
13:20Tem muita coisa que é verdade ali, deve ter.
13:22Mas é uma ficção.
13:23Então, por que eu falo que é ficção?
13:25Porque a partir do momento em que o último ano e meio de vida dele não tem, já fica
13:30um pouco mais difícil de contar essa história.
13:33Mas eu não pensei em contar.
13:35Pra mim, isso estava resolvido no meu livro, lá em 1994.
13:38Eu não ia mais mexer nesse lugar.
13:39Só que teve uma repercussão tão gigantesca, essa série, que as pessoas começaram a tomar...
13:46Fizeram uma onda e uma proporção tão grande na semana do lançamento da série, que eu
13:51recebi proposta de absolutamente todos os streamings pra fazer.
13:55E aí, eu pensei dez vezes.
13:57E eu tenho que aqui agradecer meu marido, Alexandre, que é meu empresário.
14:01É meu marido há muitos anos.
14:01A gente já está junto há 17 anos.
14:03Ele fala que são 130 anos de casado, mais ou menos.
14:06Que aguento o tranco também, né?
14:07De receber.
14:08Você está falando do Senna, com a sua relação, né?
14:11Ele sentou...
14:11Carnal, né?
14:12Quando ele ouviu tudo isso, ele falou, vem cá, vamos começar a olhar pra isso.
14:16Eu acho que você deve contar a sua história.
14:18Porque pouquíssimas pessoas sabem da sua história.
14:21E eu falei, mas pra que eu vou mexer nisso de novo?
14:23Porque as pessoas estão querendo.
14:24Se as pessoas estão querendo ouvir, eu acho que é um caminho muito natural você contar.
14:29Trinta anos depois.
14:31Ainda tem gente viva, porque é assim, o que acontece?
14:33Que aos poucos, as pessoas que viveram essa história vão sumindo, né?
14:37Exato.
14:37Mas não estão mais aí.
14:38Então você precisa também contar essa história com outros olhos, né?
14:43Então a gente conseguiu trazer mais...
14:45Mas as pessoas próximas ali, que eu digo, de imprensa e tal, que estavam ali, sabiam tudo isso.
14:55Não, dessa história que eu conto, não.
14:57Não?
14:57Você acha que não?
14:58Você sabe que não?
14:59Porque ele vai saber o que eu estou falando.
15:01Quando você assistir, depois você vai me ligar pra me contar.
15:03Tem uma coisa muito legal, que as pessoas não sabiam.
15:07Não é legal, é pesada.
15:08Mas que eu acho que eu administro isso muito bem na série.
15:12Que é esse momento que eu fiquei calado até a morte do meu irmão.
15:15Total, né?
15:16Que o teu irmão teve problema com droga.
15:17É, então até 1996...
15:20O Ayrton morre em 94 e até a morte do meu irmão, muita coisa eu não contei, me escondi, menti.
15:27Porque eu não podia falar.
15:28Eu não podia me expor.
15:29Então isso ficou muito mal...
15:32Meio mal parado.
15:33Parecia que eu estava meio mentindo, meio esquisito, meio misteriosa.
15:35Porque você tem a exposição sua, pessoal, e do Ayrton Senna, que é um ídolo nacional
15:39que você vai envolvendo de uma vida, né?
15:41Mundial.
15:41Entendeu?
15:42Então ficou meio...
15:43Problema familiar, né?
15:44Eu não podia contar muito.
15:46Então eu te dava uma resposta até a página 2.
15:48E aí aquilo ficava meio...
15:49Não era uma coisa muito clara.
15:52Isso fica muito claro agora.
15:54Então assim, eu me sinto hoje plena pra contar.
15:57Tenho certeza dessa história, 30 anos depois, no auge dos meus 52 anos,
16:02eu consigo contar com esse olhar de uma mulher madura
16:05vivendo aquela experiência de uma menina de 19 anos de idade.
16:08Que quando eu conheci ele eu tinha 19 anos de idade.
16:10Então, mas isso foi a família.
16:11A família que não queria porque você, porra, estava no auge da sua beleza
16:16e o cara se apaixonou por você.
16:18Porque até então o Senna era só correr de automóvel.
16:21O foco dele era só...
16:22O foco dele era aquela McLaren lá.
16:24Ele só pensava nisso.
16:25Quando ele viu você, ele ficou louco.
16:27Ele mudou um pouco.
16:27Então, ele ficou louco.
16:29Ele só queria...
16:30O cara ficou louco.
16:37O cara não vai pra balada.
16:38Ele parou de pensar no Prost.
16:39O cara fumou um cigarro.
16:40Aí começou a fumar.
16:41Fumou por causa da...
16:42Começou a fumar.
16:43Malboro.
16:44Meu Deus.
16:45A gente...
16:45Fumava malboro.
16:46Escondido.
16:47Bebia, fumava.
16:48Tomava uísse.
16:50E aí, você sabe disso.
16:52O cara ficou...
16:52Ele ficou loucaço.
16:53Ele começou a sorrir.
16:55E foi isso, né?
16:56Eu acho que isso fica bem claro também.
16:57Assim, os amigos, principalmente quem estava bem perto,
17:00amigo.
17:00Porque nesse meu documentário, eu chamo todo mundo que não participou de nenhum.
17:05Mas que acompanhou a minha história.
17:07Então, assim...
17:08Quem foi a pessoa mais importante na vida do Ayrton?
17:12Foi o doutor Antônio Carlos Géu Meio da Braga.
17:14O Braguinha.
17:14O Braguinha.
17:15Que te ajudou muito.
17:16O mentor.
17:18Era o melhor amigo.
17:19Era o mentor.
17:20Era o cara que o Ayrton ligava pra perguntar tudo de contrato.
17:23Era o cara que fazia ele rir.
17:25Era o confidente.
17:26Então, assim...
17:27O Braguinha foi quem me ajudou muito.
17:30Foi quem...
17:31Acho que eu estou aqui dando uma entrevista pra vocês hoje,
17:34porque o Braguinha me ajudou muito lá atrás.
17:36A construir a carreira, né?
17:37Então, quando eu falo ele, falo ele, a esposa dele, a Luísa, a família dele,
17:40eu vivi de favor na casa dele um ano.
17:42Caramba.
17:42Em Sintra, né?
17:43Em Portuguesa.
17:43Em Sintra, é.
17:44E aí...
17:46A história do Braga com ele nunca foi contada.
17:49Em nenhum documentário, em nenhum livro.
17:51Nunca falaram.
17:52Nunca falaram.
17:53Aí tem o Nuno Cobra, que era o personal.
17:55Treinador.
17:56Que também está no meu doc.
17:58Aí tem a assessora de imprensa, a Betise.
18:02A Betise foi assessora de imprensa do Ayrton na Europa a vida toda.
18:07Ela sabe muito dele.
18:08Ela conheceu ele profundamente, assim como o Braga.
18:11Como ela nunca deu uma entrevista.
18:13Como essas pessoas nunca participaram de outros documentários.
18:18Então, eu trouxe essas pessoas que eram muito próximas.
18:20O melhor amigo também está no meu doc.
18:23Quem era o melhor amigo dele?
18:24Amigão, brother.
18:25De dar risada, de não falar de corrida.
18:27Era o Gordinho.
18:28Então, assim, todo mundo está lá.
18:30O Gordinho era bom.
18:31O Gordinho ele que chavecava para o Senna.
18:34O Senna não podia chavecava.
18:35E o Gordinho mandava o bilhete.
18:37O Gordinho que pegava os telefones.
18:39Exatamente.
18:39Ó, Adriane, e esse...
18:41O Gordinho.
18:43Lá vem o Gordinho.
18:44Fala a pergunta.
18:45Esse Senna que ele falou, pô, começou aí na gallery e tudo mais.
18:49As pessoas que conviveram antes de você entrar na vida dele,
18:52o que que eles comentam?
18:54Falaram, pô, depois que você entrou na vida dele,
18:56o Senna era assim e agora é desse jeito.
18:58O que que você lembra disso daí?
18:59O pessoal fala, pô, que legal.
19:01Isso aí que o Emílio falou.
19:02Eu acho que ele ficou mais relaxado.
19:04Ele sempre foi muito focado.
19:06Muito disciplinado.
19:07Exageradamente disciplinado.
19:09Ele sempre se cobrou demais.
19:12Eu até achava curioso, porque eu falava,
19:14poxa, você já é tricampeão mundial.
19:15Você precisa chegar primeiro que todo mundo.
19:17Você tem que ser o cara que mais treina.
19:18Porque na minha cabeça o tricampeão mundial pode dar uma relaxada.
19:21Mas ele fazia exatamente o contrário.
19:23Ele chegava antes, ele saia depois, ele deitava embaixo do carro.
19:26Ele fazia umas coisas que eu falava,
19:28não combina muito com o teu tamanho.
19:30E ele falava, eu só tenho esse tamanho porque eu faço isso.
19:32Exato.
19:33Então ele era exatamente o oposto do que eu imaginava.
19:36Uma pessoa...
19:38Era uma mentalidade de Michael Jordan e Cristiano Ronaldo.
19:40Sabe, um cara completamente fora do normal, assim.
19:43Ele era fora da caixa.
19:44Gente, você mudou essa questão.
19:46Eu acho que eu dei uma apertada de uns botões ali.
19:49Que eu trouxe ele um pouco mais pra uma vida um pouco mais relaxada.
19:54Por exemplo...
19:54Não, o cara se apaixonou, pô.
19:55Eu deixava o cabelo dele e falava, deixa seu cabelo mais comprido.
19:58Se apaixonou.
19:59Entendeu?
20:00Tira essa calça alta, abaixa um pouco aqui a altura da calça.
20:03O visual do Seninha, graças a você, hein.
20:04Ele era mais tiozão, né?
20:06É, assim, tipo...
20:07Foi uma sunga speedo.
20:08Vamos tirar uma semana de férias.
20:10Ele falava, que isso?
20:10Vou tirar uma semana de férias.
20:12Isso pra ele era inconcebível.
20:13E eu tirar uma semana de férias no meio do circuito?
20:16Esquece.
20:17No meio do circuito não tirava.
20:18Vai, vamos.
20:19Vamos, perturbei tanto que levei ele pro Taiti.
20:21Sabe, eu comecei a carregar ele um pouco por um lado.
20:24Mas eu fazia isso no auge da minha irresponsabilidade, tá?
20:27Tô fazendo...
20:28Fazia isso não era pra...
20:29Com foco em prejudicar ou com foco...
20:31Não, era só pra ele se divertir.
20:32Se divertir, né?
20:33Pra gente se divertir.
20:35Eu também queria me divertir.
20:36Eu achava que ele podia muito mais do que ele vivia.
20:40Sim.
20:40E, na verdade, eu não tava errada.
20:42Exatamente.
20:42Porque ele morre aos 33 anos, sem realizar sonhos.
20:46Sem conhecer boa parte do que ele podia ter conhecido.
20:49Porque ele conhecia o mundo inteiro, onde tinha o circuito de corrida.
20:52Só trabalho.
20:52Mas ele conhecia o autódromo e o hotel.
20:55É.
20:55Então, assim, ele não ia pra um restaurante diferente.
20:58Ele não conhecia...
20:59Cara no Motorhome.
21:00Sabe?
21:00Disney.
21:01Não, ele nunca foi pra Disney.
21:03Um cara que não viveu o que ele poderia ter vivido.
21:06O que ele mesmo poderia ter se proporcionado.
21:08Tanto que depois de tudo, depois do acidente,
21:11a primeira coisa que muda na minha vida é o meu jeito de realizar as coisas.
21:15Eu sou uma mulher que realizo.
21:16Eu trabalho muito.
21:18Eu ralo muito.
21:19Mas eu realizo muito.
21:20Eu não deixo de viajar.
21:21Eu não deixo de ter as coisas que eu tenho vontade de ter.
21:24Porque eu acho que a maior prova que eu tive da vida
21:27foi perder o meu pai, meu irmão e o Ayrton fora de hora.
21:30Meu pai morreu aos 54 anos de idade.
21:32O Ayrton aos 33 e meu irmão aos 28.
21:35Caramba.
21:35Então, assim, tá mais do que provado na minha vida que eu tenho que realizar as coisas.
21:39Então, mas você nunca foi do chororô, né?
21:41Nunca.
21:42Nunca se vitimizou, né?
21:43Nunca foi chororô.
21:44Isso aí não.
21:45Inclusive, a Galicia, você tinha quantos anos quando você conheceu o Senna?
21:4819.
21:4819 anos.
21:49E isso que aborda também lá no comentário...
21:52Era que o Senna...
21:54Você abriu mão da tua vida.
21:55Total.
21:56Total.
21:56Não, ele tinha...
21:57Não tinha muito, né?
21:59Tinha pouco, mas abri mão do meu pouco.
22:00E fala da mãe dele, que ela te deu um envelope.
22:03Isso eu não sabia também que você teve uma relação.
22:05Tem muita coisa ali.
22:06Não, com a mãe até eu tenho...
22:07Ele dava uma ajuda de custo?
22:09Ele dava, ele me ajudava.
22:11Eu só conseguia viver a vida do lado dele
22:14porque ele pagava as contas da minha mãe.
22:16Porque eu sou a mulher que trabalhava.
22:16Ela trabalhava e ele falou, fica aqui.
22:18Eu falava pra ele, eu vou a mate acompanhar,
22:21mas eu tenho que trabalhar e tenho conta pra pagar.
22:23Como é que faz?
22:23Se eu tô com você, quem que paga lá as contas?
22:27Eu já tinha um irmão.
22:28Meu irmão já tinha escolhido um caminho difícil.
22:30Minha mãe nunca pôde trabalhar muito em função disso.
22:33Ela ficava muito perto do meu irmão.
22:35E eu falava, não tenho como fazer essa escolha.
22:37E aí ele falou, tá bom, então vamos lá.
22:39Vamos chegar num número.
22:41Eu vou pagar pra tua mãe.
22:42Então, todo mês, ele depositava uma mesada pra minha mãe.
22:46Isso era...
22:47Pra algumas pessoas foi muito mal entendido.
22:48Porque na época você fazia modelo.
22:49Ela tinha um trampo.
22:50Ela tinha um trampo.
22:51Ela falou, vem pra cá.
22:52É, eu fazia meio período, eu trabalhava como vendedora numa loja.
22:55Na Yes Brasil, aqui na Lorena.
22:58E o resto eu trabalhava como modelo.
23:00Então eu fazia feira.
23:01Tinha feira pra caramba na época.
23:03Campanha, foto.
23:05Fazia essas coisas.
23:06E isso me ajudava.
23:07E era o dinheiro que minha mãe contava.
23:09Porque meu pai recebia uma aposentadoria muito pequenininha.
23:13Então não dava certo.
23:15Precisava de dinheiro.
23:16Então, basicamente, o meu corre foi atrás de dinheiro durante muito tempo.
23:20Mas eu gostaria que vocês assistissem.
23:22Ele assistiu e eu queria muito que vocês assistissem.
23:24Mais visto.
23:24São dois de quarenta e cinco.
23:25Você não tem paciência, eu acho.
23:27Mas você pra frente.
23:27Não, não.
23:28Eu vou assistir.
23:28Eu comecei a ver.
23:29Eu comecei a ver até você quando você vai pegar o avião.
23:33Tem que ver.
23:34Que ela vai pra Portugal.
23:35Isso.
23:35Eu vi aquele começo.
23:37Eu vi aquele começo.
23:38Ela faz o depoimento dela quando você tá indo pra Portugal.
23:41Vale pelos bastidores.
23:43Por exemplo, as borboletas, né?
23:44Que ninguém sabe.
23:45É que você foi correr pra um caminho inverso.
23:47Porque tinha muito...
23:48Meu, imagina.
23:48Imagina.
23:49Tinha paparazzi pra morar na árvore.
23:51O Sena é um cara no Japão, né?
23:53O teu livro vendeu quanto no Japão?
23:54É o primeiro livro.
23:56Eu nunca recebi um real pelo livro.
23:58Não, caramba.
23:58Não.
23:59Então, assim.
24:00As pessoas, ainda mais fora do Brasil aí, é que eu nunca vi a conta mesmo.
24:04Então, eu não tenho ideia.
24:05Então, aqui no Brasil, a editora Caras editou meu livro, mas eles compraram.
24:10Ah.
24:10E eu não ganhei por livro vendido.
24:12Eu precisava tanto de dinheiro.
24:12Mas acho que vendeu um milhão no Japão.
24:14Mas, assim.
24:15Vendeu muitas cópias.
24:16Muitas cópias.
24:17Eu sei disso.
24:17Eu me lembro um dia, eu sentando...
24:19Porque as pessoas falavam assim, nossa, ela tá enriquecendo.
24:21Eu falava, gente, quem enriquece com livro no Brasil?
24:23Exato.
24:24Ninguém ganha muito dinheiro com livro.
24:25Só o Paulo Coelho ganha dinheiro com livro no Brasil.
24:28E eu me lembro um dia, eu sentada do lado do Paulo Coelho, falando, cara, estão fazendo
24:32o meu livro pirata aí.
24:34No mundo inteiro tem cópia do meu livro.
24:35E eu falo, agradece a Deus.
24:36Porque é bom sinal.
24:37Só pirateia uma coisa que dá certo.
24:39Ninguém pirateia.
24:40Coisa que não é boa.
24:41Então relaxa que tá tudo bem.
24:42Mas eu nunca vi a cor desse dinheiro.
24:44Mas eu sei que vendeu muito.
24:46E tem um vídeo muito famoso, né, Adriane?
24:47Depois do acidente do Senna, os japoneses chorando.
24:52Dando a notícia, chorando.
24:53É um vídeo que...
24:54O Japão era absurdo.
24:55O Japão amava o Senna.
24:57Segue amando, viu?
24:58Eu fui agora pro Japão.
25:00Fiquei um tempo lá.
25:01E impressionante como as pessoas são apaixonadas por ele até hoje.
25:06De um jeito absurdo.
25:07Ele é muito respeitado no Japão.
25:09Aqui também.
25:09As pessoas seguem amando.
25:11E é muito legal ver isso.
25:12Porque a galera jovem, a turma da idade do meu filho, mais nova, até voltando, querendo
25:18saber quem é, querendo saber da história.
25:20Então eu acho muito válido fazer.
25:21Eu acho que isso é a importância do teu documentário.
25:24Porque na série...
25:26Eu era muito pequeno quando eu tinha seis anos.
25:28Eu não fazia ideia de todas essas histórias.
25:30Então...
25:30E muita gente...
25:31E ainda tem outra geração que acaba vendo a série e toma aquilo como tudo que é verdade.
25:36Exato.
25:36Esse é o poder do filme e da série.
25:38E o teu lado, pra própria geração entender o que aconteceu, eu acho que foi o que precisava, né?
25:44Eu acho sim.
25:45Eu acho que também ninguém tinha contado ele como homem.
25:48Isso mesmo.
25:49Tudo que saiu dele, saiu como piloto.
25:51E você como vilã da história.
25:53E eu meio...
25:54No meio dessa história meio estranha ali.
25:56Num lugar meio estranho, num lugar muito pequeno.
25:59Então eu...
25:59Mas você acha que isso aí partiu da imprensa?
26:04De meio que te vilanizar, que você ficava...
26:06Eu lembro lá quando teve o velório dele, que você ficou meio...
26:10E saía essa notícia e tal.
26:11Isolado.
26:12Como é que foi criado?
26:13Quem criou essa...
26:14Não deu a menor ideia disso.
26:16Eu sei que eu não sentia...
26:17E uma coisa que eu posso dizer é o que eu vivi, né?
26:18O que eu passei.
26:19É porque você tava abalada quando você tava indo.
26:21Eu só fui notar isso muito depois, né?
26:24Ali na hora eu não notei nada disso.
26:27Tanto que eu conto no doc, né?
26:28Eu falo do que eu vivi e de como eu vejo essa história.
26:32Então eu tenho muito respeito.
26:34Na verdade, eu nunca entrei em nenhum embate.
26:36Não entrarei em nenhum tipo de polêmica em relação a isso por respeito a ele.
26:42Você não tem ressentimento.
26:43Eu não tenho nenhum ressentimento e não posso...
26:45Que te envolveram.
26:46Não acho justo ter.
26:48Não acho justo ter.
26:49Porque, assim, a dor dói em cada um de um jeito.
26:52Eu não posso questionar o tamanho da dor da família.
26:54Eu era só uma namorada que tinha entrado na vida dele naquele momento.
26:58Depois eu vi minha mãe perdendo um filho.
27:01Emílio, não dá, pá.
27:02É um negócio que você não pode questionar nenhum tipo de atitude de uma mãe que perde um filho.
27:08É uma coisa de louco.
27:09Então, assim, eu jamais vou questionar como eu fui tratada, como eu não fui tratada, o que eles achavam de mim.
27:14Isso é um problema deles.
27:15Não é meu.
27:15Eu tava ali, feliz da minha vida, vivendo uma experiência quase que a de adolescente, de uma menina que tinha muito pouco pra oferecer, quase nada.
27:25Vinha de uma família muito humilde lá da Lapa e que tava, de repente, vivendo um conto de fadas ali, animadíssima com tudo aquilo.
27:31Mas não tinha nenhuma profundidade.
27:33Tanto que eu falo isso, né?
27:35Eu falo, a gente vivia, e eu via ele muito feliz, mas a gente tava vivendo um relacionamento de um ano, assim, sabe?
27:42Experimentando, gostoso, diferente.
27:44Paixão, pô.
27:44Paixão é legal.
27:45Isso foi incrível.
27:46Poucas vezes a gente se apaixona.
27:48A vida é isso, pô.
27:49A vida é o mais legal da vida.
27:52Agora é isso.
27:53O chato é.
27:53A única coisa é que eu acho que ninguém tem o direito de apagar.
27:57Porque essa história me pertence.
27:59Não é só uma história dele.
28:00É uma história minha também, da minha vida.
28:03Tudo bem que ela é bem pequenininha, perto da história dele, como um ídolo.
28:07Nem tô de longe querendo competir ou ganhar algum espaço.
28:10Eu só tô querendo também contar o meu lado da história.
28:13Eu acho que ela também, essa história merece ser contada.
28:16E seria elegante também, que mostra no documentário, com todo respeito, a Xuxa também falar.
28:20Porque mostra que no documentário...
28:21Eu convidei.
28:21Eu sei.
28:22Convidei a família, convidei a Xuxa, convidei todo mundo pra participar.
28:25E mostra que ela não quis dar a entrevista, né?
28:27Então, eles não toparam falar, mas todos foram convidados.
28:31A Paulina quer saber da Fazenda.
28:32O que você quer saber?
28:33Ela quer saber se o Dudu Camargo vai vencer na Fazenda.
28:37Porque a história é legal.
28:39Fazenda é sucesso.
28:40A Fazenda também faz parte dessa história.
28:42E o Dudu Camargo roubando a cena.
28:44O Dudu vai vencer a interrogação.
28:46Ele quer ser o lugar, para o ano que vem.
28:48Ele quer puxar o tapeio.
28:48O que é isso, né, gente?
28:50Para mim foi uma coisa assim, foi muito surpreendente ver o Dudu lá dentro.
28:55E ver o Dudu daquele jeito dele.
28:57Eu fico na dúvida.
28:58Eu fico pensando se ele quer ser o Silvio, se ele imita o Silvio ou se ele é daquele
29:02jeito.
29:02Porque lá dentro, você não consegue ficar fingindo que você é uma coisa que você não
29:06é o tempo inteiro.
29:07Mas é lelé, né?
29:08Só se for lelé.
29:09É completamente lelé.
29:10Será que...
29:11Não dá para desmontar.
29:12Ele está pegando uma mina.
29:13Simplesmente a mulher mais bonita, né?
29:15A Saori é uma gata, né?
29:16Você viu ele dando uns beijos?
29:18Sim.
29:18Beijo de língua.
29:19Então, já beijou de língua.
29:20Eu fico esperando esse beijo de língua.
29:21Mas é um beijo de língua de frente, né?
29:23É louco, né?
29:24É, não vira o rô.
29:24É diferente.
29:25Eu quero ver quando acho beijo técnico.
29:27Não sabe beijar.
29:28É meio estranho.
29:28Ali, ó, é um mistério que a gente não consegue revelar, né?
29:32É o que é a senha do Wi-Fi.
29:35O cara é impressionante.
29:36É, conecta.
29:37E ele recebe crítica, ele não pisca o olho.
29:40Ele é gelado na hora das tretas.
29:43Sai como pode ser uma IA.
29:44Ele segue ali, ele segue ali firme e forte no propósito dele.
29:49E ele não sai daquele trilho.
29:51É impressionante.
29:52Ele assume um papel da televisão.
29:55Ele é um cara de televisão.
29:56Ele sabe o Ibope de todo mundo.
29:58Sim, ele é um cara.
29:59Ele tem que ler o que o diretor de TV quer.
30:02E fica tentando levar você também.
30:03Tô achando que o programa hoje não tá bom.
30:06Ele é genial.
30:07Mas isso te ajuda.
30:09Eu fico olhando e ele fala o que louco, meu.
30:11Aí ele fala assim, ela veio toda feliz.
30:14Ibope, deve tá bom.
30:15Mas é verdade.
30:17Mas ele mata.
30:17Ele mata, manda.
30:18Ele sabe render o blog.
30:21Ele esconde as emoções que nem esconde os toalhos.
30:23Venham ver, venham ver.
30:24Tá tendo confusão no quarto.
30:25Venham ver.
30:26Ele mexe o negócio.
30:27É o mini Silvio Santos.
30:28Ele é meio apresentador da Fazenda dentro da Fazenda.
30:31É muito louco, gente.
30:32Eu me divirto.
30:33Eu me divirto com aquilo tudo.
30:35Mas eu tô amando.
30:35Acho que essa edição da Fazenda é uma edição diferente de todas.
30:38É a minha quinta já.
30:40É a décima sétima e minha quinta.
30:41E é um sucesso, né?
30:42É um sucesso.
30:43A gente conseguiu.
30:44Eu falo que pra gente conseguir ser líder de audiência é uma luta danada.
30:48Opa.
30:49A gente sabe quanto é.
30:50E a gente tem conseguido todos os dias ficar em primeiro lugar.
30:52Todo dia tá ganhando.
30:53Todos os dias.
30:54Parabéns, cara.
30:55Muito legal.
30:55Você tá mandando muito bem.
30:56Muito obrigado.
30:57E não é fácil.
30:57Não.
30:58Eu tenho três no ponto.
30:59Três.
30:59Quantas pessoas falam com você no seu ponto?
31:01Não.
31:01Eu não.
31:02A Paulinha a gente...
31:03Ninguém?
31:03Eu desligo.
31:04O ponto não funciona.
31:06Não.
31:06Ele é o ponto.
31:07Na verdade não é ponto.
31:08É porque eu tô vendo vocês com isso aí.
31:11Eu achei que era ponto.
31:12Não, não.
31:12Isso é pra gente ser ouvido.
31:13É só o retorno.
31:14Só o retorno.
31:14Ah, então lá eu nunca tinha trabalhado com três pessoas falando comigo no ponto.
31:18Meu Deus.
31:19Duas falam, mas se eu precisar da terceira também entra.
31:21Então assim, é diferente você ouvir duas pessoas falando mais o que você tem que
31:25fazer e mais o que tá acontecendo.
31:26E diretores bravos, hein?
31:28O Carelli é bravo.
31:29O Carelli é bravo.
31:30A bronca no Carelli.
31:31Já veio aqui o Carelli já veio aqui.
31:32O Tom Kiel é um doce.
31:33Já trouxe o Carelli?
31:34Ah, eu tenho que trazer o Carelli.
31:35Fala pra ele vir aí, pô.
31:36Ele falou que ele não vem.
31:37O Galisteu.
31:38Pô, eu queria agradecer.
31:39Ó, o livro da Galisteu tá aqui, ó.
31:42Menopausa sem mistérios.
31:43Eu vou lançar ele.
31:44Ele tá saindo do fone.
31:46O primeiro lugar que eu tô trazendo é aqui.
31:47Boa.
31:48E eu vou lançar ele segunda-feira na Livraria da Travessa do Iguatemi.
31:52Livraria da Travessa do Iguatemi.
31:55Segunda-feira.
31:55Ó, aqui, ó.
31:56Seis da tarde, seis.
31:57Não, às oito.
31:57Oito da noite.
31:58Tá aqui, ó.
31:59Pra você ganhar o Autófilo da Galisteu.
32:01Segunda-feira.
32:01E agradecer a Record aí.
32:02Muito legal.
32:03O livro é muito legal.
32:03A Record eu não agradeço.
32:04Por quê?
32:05Porque a Record é muito rica.
32:07A gente não tá mandando dinheiro.
32:10Não precisa.
32:11Não precisa.
32:12A Record é muito rica.
32:14Tá em primeiro lugar.
32:15Tá ganhando da Globo.
32:16Tá ganhando da Globo.
32:17Eu agradeço.
32:18Valeu.
32:19Guerreiro tá rico.
32:20Guerreiro tá rico.
32:21Tá feliz.
32:22Meu Deus.
32:23Não tá mandando o Pico.
32:23Comprou a Matiara nova.
32:24Tá linhando.
32:25Uma sexta de Natal pra gente.
32:27A gente agradece.
32:27Tá todo mundo grato.
32:29Olha, Galisteu, muito legal.
32:30E vou convidar você pra assistir.
32:31É o HBO.
32:32Tem na Prime.
32:33HBO Max.
32:34HBO Max.
32:35Tem na Prime o documentário da Galisteu.
32:38Que é muito bacana também.
32:39Eu pretendo assistir.
32:41Assista.
32:41São dois episódios.
32:42Eu anteontem fui num evento da HBO Max.
32:46Eles me convidaram pra passar lá.
32:48Falei, ah, tá bom.
32:49Deve ser pra falar da série.
32:50Mas na verdade era só pra me dar uma notícia que eu quero dizer aqui.
32:53que o documentário é o documentário mais visto no Brasil e no mundo dos últimos
32:57três anos.
32:58Cacetada.
32:59Cacetada.
33:02Sucesso.
33:02Ele fala que é o Chespirito aqui, ó.
33:05Falaram que é o Chespirito.
33:06Eu falei que era o Chespirito.
33:07Agora o Chespirito é o segundo.
33:08É, exato.
33:10Galisteu oficial.
33:11Tá nas redes sociais e lá na Fazenda.
33:14Esse grande sucesso aí da TV.
33:16Obrigado, galera.
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