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No episódio do Em Off, Rodrigo Mussi abre o coração sobre a experiência que mudou sua vida para sempre. O ex-BBB relembra o grave acidente de carro que sofreu em 2022 e revela como o fato de ter ficado "de cara com a morte" o fez duvidar de sua própria fé.

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Diversão
Transcrição
00:00Agora eu quero entrar no seguinte, você teve um evento muito duro e transformador na sua vida,
00:08que foi o acidente que você sofreu e que ficou todo mundo muito tocado com tudo isso.
00:14Você chegou a comentar em algumas entrevistas que você teve momentos de questionar a sua fé
00:21e começou a conversar com Deus nas suas palavras para tentar entender o motivo daquilo.
00:28Você entendeu o motivo do porquê você passou pelo que você passou?
00:33Ainda não tenho as respostas, não tenho resposta.
00:37Eu sou cristão, eu sempre falo para as pessoas, eu não tinha uma relação de Deus e Rodrigo,
00:48eu tinha uma relação de pai e filho com Deus.
00:50E aquilo, aquilo me pegou, porque eu sempre tive o desejo, o sonho da independência financeira.
01:00Aquilo, talvez, que aconteceu do Rally Show foi a minha maior chance de dar esse salto.
01:05A chance, não que aconteceria, mas era a chance.
01:08E acontece, aquele acidente no qual não bebi, não dirigi, enfim, aconteceu de ficar em coma, de acordar.
01:18Assim, eu falo para as pessoas, morrer, a gente vai morrer, todo mundo vai morrer.
01:23Isso é a certeza da vida.
01:24O problema é quando você não morre e acorda com sequela.
01:28Você, vamos retomar rapidamente o que aconteceu naquela noite.
01:31Você toma um táxi, depois de uma festa, então você pega um aplicativo, um carro de aplicativo,
01:38e vai, e está no banco de trás, não está dirigindo, não está nada.
01:41E aí, esse carro bate num caminhão, na Marginal aqui em São Paulo.
01:46E você vai ficar em coma quanto tempo?
01:49Trinta dias.
01:50Trinta dias.
01:50Depois mais de dois meses de recuperação no hospital.
01:53Quando você acorda, o que você sente?
01:56Eu, logo que eu acordo, eu vi um monte de enfermeira, já assim, ele tomou consciência.
02:03Porque parece que eu acordei uma semana antes, só que eu não tomei a consciência.
02:06Eles perceberam que eu tomei a consciência na hora e, realmente, eu não lembro de ter acordado antes.
02:10E aí, eu lembro de estar acordando e tal, e a primeira coisa que eu quis fazer,
02:14primeira coisa, eu lembro disso.
02:16Eu não entendendo nada, estava meio embaçado à vista, depois que eu fui entender o porquê.
02:20Aí, eu falei assim, eu quero ir no banheiro.
02:24Aí, eles falaram assim, é, tá bom.
02:26Aí, eu não estava conseguindo andar, não sabia se ia voltar a andar também.
02:29Aí, me colocaram na cadeira de rodas.
02:32Aí, me colocaram, aí fui entrando no banheiro.
02:34E aí, tinha um espelhão no banheiro.
02:37E aí, me deixaram ali.
02:40É, eu falei, eu quero ficar, eu quero ficar aqui.
02:42Minha voz fininha ainda, né?
02:44Aí, aí eu fiquei olhando pro espelho, não era questão de estética, nem nada.
02:47Eu estava 45 quilos mais magro, né?
02:49Emagreci muito, quase meio quilo, 50 quilos.
02:52E ali, eu, assim, fui percebendo depois.
02:56Eu fui olhando pro espelho, olhando.
02:58E passou, acho que 10, 15, 20 minutos.
03:02E eu falava ali, eu não lutei a vida toda pra chegar nisso daqui.
03:07Aquilo ali me deu um choque.
03:09O que você viu no espelho?
03:11Eu com aquela, eu estava com 50 quilos, com a cara toda arrebentada, mal enxergando,
03:17estava tudo embaçado, magrinho, tudo quebrado.
03:21E eu estava, nossa, não consigo te falar como eu estava.
03:25Eu estava, é, é, muito estranho.
03:28Aí, eu olhava pro espelho, eu falava assim, não, não lutei a vida toda pra chegar nisso.
03:32Não é possível.
03:34Não é possível.
03:34E aí, eu lembro que passou muito tempo olhando pro espelho,
03:38eu percebi que os enfermeiros começaram, alguns ficaram emocionados.
03:41Porque viu que eu fiquei muito chocado com a imagem.
03:45Muito chocado.
03:47E aí, foram logo me pegar e...
03:48Você sabia o que tinha acontecido com você nessa hora?
03:52Alguém tinha falado de acidente, só que eu nem peguei na hora, né?
03:54Sei lá, eu estava tão em transe ainda, né?
03:56E aí, eu só sei que falaram de um acidente de carro, que eu sofria.
03:59Nem lembro como foi, nem lembrava.
04:01E você tem, de bate e pronto ali, algumas sequelas, você comentou, né?
04:07Você falou, o Inha não é morrer, de repente.
04:10O Inha é vou sobreviver e ter que lidar com essa...
04:14Com esse momento que você teve.
04:16E não, e aí, o problema assim, por cadeira de roda.
04:20Vou voltar a andar, não sei.
04:22Porque quebrei as costas, quebrei a perna inteira.
04:25Aí, tá.
04:27Aí vai nada de andar, você só vai fazendo o que estão falando.
04:30Porque você não tem nem noção de ideia, você não sabe nem falar direito.
04:34Aí, tudo embaçado.
04:36E beleza, só que você não tá ainda com...
04:38Sabendo se aquilo é real ou não.
04:40Você tá ainda meio...
04:41Você demora dias pra tentar assimilar aquilo.
04:44Aí passou dias e dias, aí...
04:47Cara, você começa a bater desespero.
04:49Que desespero?
04:49O que que batia, desespero?
04:50A cadeira de roda, toda hora.
04:52Cadê minha perna?
04:53Não tô sentindo.
04:54Cadê?
04:54Vou voltar a andar, ninguém te responde.
04:56Vou voltar a enxergar?
04:57Ninguém te responde.
04:58Ninguém te responde.
05:00Não, vai, calma, não sei o que.
05:01Só te tranquiliza, mas ninguém te responde.
05:04Aí você vai tomando consciência.
05:06Aí, cara, você vai ficar desesperado.
05:08E aí?
05:08Vou ficar assim?
05:10Aí passou dias e dias, semanas.
05:12Aí eu descobri que ia voltar a andar.
05:13Cara, aquilo ali pra mim foi uma alegria.
05:16Voltei a andar.
05:17Quem que tava junto com você ali segurando a tua onda?
05:21Ninguém.
05:21Era eu e os enfermeiros, assim, né?
05:24Família?
05:24Não.
05:25Irmão?
05:26Não.
05:27Espelho das clínicas mesmo ali.
05:28O pessoal foi muito legal.
05:29Sua mãe e seu pai são vivos?
05:31Meu pai morreu num acidente de carro, né?
05:33Há alguns anos atrás.
05:35E minha mãe...
05:37Não teve com você nesse momento?
05:39Tentou estar.
05:40Mas...
05:43Eu vou contar aqui, tá?
05:44Mas eu tava em coma, entubado.
05:47Tá.
05:49Aí, quando eu acordei, depois ela falava assim pra mim.
05:53A pessoa que não entra no hospital é sua mãe.
05:55Aí eu falei, ah, eu sabia, né?
05:57Eu não falava mais com ela.
05:58Falei, mas tudo bem.
05:59Eles contaram o que que aconteceu.
06:01Ah, você tava entubado.
06:02Ela, como sua mãe, entrou aqui pra ver.
06:04Ela tirou foto do celular.
06:06Só que a câmera pegou.
06:08Ela tirou uma foto quando ela tava saindo do hospital.
06:10Segurança pegaram ali.
06:11Ela tava com foto sua.
06:13Não entubado.
06:14E aí a gente levou pra delegacia.
06:16Não lembro.
06:16Aí...
06:17Deletou as fotos.
06:18Porque é proibido qualquer tipo de foto de pessoas entubadas aqui.
06:22Vou perguntar pra ela assumir.
06:24O que que ela ia fazer com a CETS?
06:25Eu não sei.
06:26É...
06:26É vender, provavelmente, pra mídia, você acha?
06:28Sei lá.
06:29É...
06:29Não duvido.
06:31Não...
06:31Nada que...
06:33Enfim, aí...
06:35Aí eu...
06:35Falei, vou tocar minha vida logo.
06:38E é isso que...
06:38Já imaginava como ela é desde a infância.
06:40Então...
06:42E aquilo ali pegou.
06:43Então eu fiquei sozinho.
06:43Sozinho que eu falo com os enfermeiros.
06:45Tava cuidado muito de mim naquela época.
06:48E...
06:48E aí depois foi a batalha de voltar a enxergar.
06:51Porque eu não enxergava.
06:52Tudo embaçado.
06:53Tudo embaçado.
06:54Passou um mês, dois meses.
06:55Nada.
06:56Desconexado.
06:56Desesperei.
06:57Ninguém responde.
06:57A mesma coisa.
06:58Ninguém responde.
06:59Aí vem neurooftalmologista.
07:00Porque o olho tá em perfeito estado.
07:02Perfeito.
07:02É.
07:03Aí ele fala, ele lê pra até hoje.
07:05Ele falou, senta aqui.
07:07Ó, seguinte, Rodrigo.
07:09Esse olho direito seu, ele depois do acidente, ele triplicou o grau.
07:14Aí a gente vai fazer a cirurgia do grau, ele vai voltar a ficar legal.
07:17De miopia?
07:18É, triplicou o grau.
07:19Não sei, ficou embaçado porque o grau foi lá pra sei lá quanto.
07:24Aí eu falei, não, e o olho esquerdo?
07:27Ele falou, então, esse 75%, vai falar de uma veia, ele embaçou.
07:33Esse, esse não volta mais, você vai ter que aceitar.
07:36Aí você começa a entrar em desespero, porque você tá enxergando daquele jeito todo
07:38embaçado, você não sabe como vai ser.
07:40Aí você entra em desespero.
07:42Aí o doutor, eu lembro que ele falou assim, calma, a gente vai fazer a cirurgia do grau,
07:47o cérebro se acostuma.
07:48Eu falei, doutor, você tá louco.
07:49Eu não quero, eu vou viver o resto da vida assim.
07:51Ele falou, não, calma.
07:53E acostuma mesmo.
07:54Hoje dirijo, faço tudo normal, vivo normal.
07:56Óbvio que é, não é, bom, antes, né, mas...
08:00Então você perdeu 75% da visão do olho esquerdo.
08:03Do olho esquerdo.
08:04E pra você aceitar, assim, Mari, você, imagina você ir dormir, 100%.
08:09Normal, vida normal.
08:11Do nada você acorda, não sabe se você vai voltar a andar, enxergar.
08:14Uma loucura.
08:14Cara, e aí?
08:15Você aceitar isso emocionalmente, meu Deus, você não tem noção.
08:19E você não, né, depois disso, em algum momento você conseguiu transmutar essa raiva
08:27e esse inconformismo de que você tivesse passado por isso e olhar por um lado, putz, pelo
08:34menos eu sobrevivi ou, é, tô grato ou não, ou, meu, grato nada, porra, é foda, de
08:42repente era melhor mesmo, sabe?
08:44Você não quer nem falar, é, você não quer nem falar disso, porque é o seguinte, é,
08:49Não, as pessoas, eu lembro que até, é muito louco o que você tá falando aqui, realmente
08:52aconteceu, as pessoas falam, nossa, Rodrigo, é difícil aceitar aquilo ali.
08:56Eu fui tóxica na minha pergunta, de falar, tipo, ai, gratiluz, você tem que agradecer
09:01porque você sobreviveu, eu fui tóxica.
09:02Não, hoje, tranquilo, mas antigamente me irritava.
09:05Eu imagino.
09:06Me irritava, eu imagino.
09:07Tanto que eu nem queria falar do assunto.
09:08É, tipo, mulher no puerpério, tipo, ai, que bênção, que bom, tipo, amor, você não
09:12sabe como tá a minha vida.
09:13Sim.
09:13Você, não, mas você tem que estar feliz, você tá, não sei o que, mas calma, né, tipo.
09:17Não, e aquilo ali me irritava, aí, porque eu ainda tava assimilando, tentando aceitar
09:24aquilo ali, aí eu lembro que, eu lembro que, aí uma pessoa me falou assim, é, eu tava
09:33triste, demorei muito.
09:34Claro.
09:35Aí, ele falou, nossa, Rodrigo, você tem que dar, né, agradecer a Deus.
09:39De agradecer a Deus, por que você tá triste?
09:41É, agradecer a Deus.
09:42Era pra você ter morrido.
09:45Eu lembro que eu falei isso, eu nunca mais esqueci, mas não era nem pra ter acontecido
09:48o acidente.
09:50Aí a pessoa, como assim?
09:53Mas Deus te salvou.
09:54Eu falei, o Deus que eu conheço, não deixaria nem acontecer o acidente.
09:59Eu lembro que ficou um silêncio, aquilo ali foi tão, tão, sem pensar de falar, mas
10:05foi muito real pra mim aquilo ali.
10:07Que o Deus que eu conheço, a relação, não era de Deus, o Rodrigo era de pai e filho,
10:10e meu pai não deixaria aquilo acontecer.
10:12Eu demorei a voltar a orar, eu demorei a voltar a falar com Deus, porque aquilo aí, pra aceitar,
10:19foi muito difícil.
10:21Ainda pega?
10:22Hoje não mais, assim, é, não penso muito, oro, falo com Deus, é, acredito que, acredito
10:32que Deus tem um propósito, mas ainda não encontrei esse propósito.
10:36Ah, muita gente fala assim, não é, Rodrigo, mas Deus tem um propósito.
10:38Eu falo, cara, não sei o propósito ainda.
10:41Se tiver, um dia Deus vai, mas hoje não tem algo na minha...
10:44Tem alguma coisa boa, alguma coisa boa que aconteceu com você por causa dessa situação?
10:52Do acidente?
10:53É, do acidente.
10:54Cara, uma coisa, é, que eu sei, que eu senti muito, assim, foi muitas vidas impactadas
11:03através daquele acidente e de sobreviver.
11:07Então, até hoje, até hoje, eu recebo muitas mensagens no Instagram, nas redes sociais,
11:13de pessoas que se sentem abençoadas.
11:15E tem uma história que foi agora mais forte, uma das mais fortes pra mim, eu fui, depois
11:20do Réveillon, fui pra Caraíba.
11:22Tá.
11:22Os meus amigos e tal, eu tava lá vivendo, né, eu tenho até hoje aí.
11:26A pessoa me viu em Caraíba, acho que tava um grupo de meninas e tal, me viu em Caraíba
11:30e mandou um negócio ali, tava em Caraíba, é, eu te, aí, cara, o texto tá até hoje
11:37ali, ela mandou assim, é, é muito legal te ver aqui, eu fiquei com vergonha de foto
11:44e tal, na verdade, esse é o momento, nem quero fazer isso, não sou assim, mas eu tava
11:50aqui reclamando, eu lembro até hoje do texto, reclamando aqui com as minhas amigas, porque
11:56isso aconteceu, aquilo aqui, aí as minhas amigas todas olharam assim, olha aquele cara.
12:00Tava em coma, não enxerga direito, talvez, né, não sei lá, morreu, não deu pai, não
12:06sei o quê, olha como tá se divertindo.
12:08Aquilo ali foi impactante pra nós, as meninas que tava, sei lá, falando de reclamações
12:13e tal, e você ali, curtindo, rindo, abraçando todo mundo, aquilo ali foi impactante pra mim
12:20e pra minhas amigas, talvez você não tenha noção do quanto isso impacta as vidas, mas
12:23eu tô te mandando isso pra você ter noção, e aquilo ali foi muito forte pra mim.
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