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Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil só deve ser negociado caso haja uma anistia geral para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O deputado federal também sugeriu que o governo de Donald Trump também deve se posicionar em relação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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NotíciasTranscrição
00:00São vários assuntos conectados, inclusive tem uma outra informação, porque após reunião com o governo dos Estados Unidos,
00:09Eduardo Bolsonaro enfatizou que o tarifácio ao Brasil só deverá ser negociado se a anistia ampla, geral e restrita for aprovada.
00:19O parlamentar comentou os esforços feitos por empresários e políticos para tentar negociar com a gestão Donald Trump,
00:26mas disse estar claro que esses movimentos são em vão, pois a medida não é comercial.
00:32Eduardo disse ainda que tem sido procurado por vários empresários, mas pediu calma, pediu a colaboração de todos
00:38para que seguissem a recomendação feita pelos americanos, de que a resposta para o tarifácio deve vir de Brasília.
00:47Por fim, o deputado disse acreditar que haverá uma resposta dos Estados Unidos ao julgamento de Jair Bolsonaro.
00:53E aí eu passo a palavra para o Beraldo, porque lá atrás, né Beraldo, principalmente o Dávila, que não está aqui hoje,
01:00apostava muito na negociação, é preciso ser técnico, vamos tratar das questões comerciais,
01:06colocar o nosso time para negociar com os representantes do governo norte-americano que podem tratar disso.
01:13Mas parece que as coisas foram ficando mais claras, né?
01:18Não sei se negociação técnica para tratar de um ponto aqui, outro acolá, vai virar.
01:24Pelo menos a informação divulgada por Eduardo Bolsonaro aponta isso, né?
01:29Há uma relação entre o tarifácio com a situação que envolve Jair Bolsonaro.
01:34Uma reversão na avaliação de Eduardo Bolsonaro só viria a partir de uma decisão das autoridades brasileiras,
01:43o que me parece difícil nesse momento, né?
01:47Beneto, a gente precisa ser prático.
01:49Quando existe uma ação de um determinado país que impõe dificuldades ao comércio com outro país,
01:58e um é muito maior do que o outro, como é o caso de Brasil e Estados Unidos,
02:03não adianta você chegar lá e dizer assim,
02:05Ô, Donald Trump, tira as tarifas aí, porque, poxa, a gente é um aliado histórico,
02:12e a gente é legal, não liga para o que o nosso presidente fala, não,
02:16mas, pô, estamos aqui, somos quase vizinhos,
02:19a gente precisa se entender, não é justo o que você está fazendo.
02:23Isso aí não vai produzir absolutamente nenhum efeito.
02:27O desafio é você fazer uma negociação em que você demonstre
02:31que aquilo que você tem para oferecer ao outro país é estratégico para aquele país.
02:37Então, o que aconteceu, por exemplo, no caso do suco de laranja?
02:40O que aconteceu, por exemplo, no caso das aeronaves?
02:44O lobby dos empresários, e aí não é aquela pataquada que nós vimos,
02:50daquela comitiva do Senado que foi torrar dinheiro público passeando em Washington,
02:56mas sim as associações setoriais, as empresas que têm uma estrutura inteligente nos Estados Unidos
03:05que conseguem, junto com as empresas americanas que fazem negócio com essas empresas brasileiras,
03:12abordar o governo norte-americano e dizer assim,
03:14olha, isso aqui que nós estamos vendendo para os Estados Unidos é estratégico para os Estados Unidos
03:18por esse motivo, caso haja aplicação de tarifas neste segmento,
03:25haverá um impacto inflacionário XYZ, é possível que se desagrade uma determinada base
03:30de um determinado Estado que é importante para o governo de Donald Trump
03:33e fazer com que o governo reflita, porque se essas reflexões tivessem sido feitas antes,
03:40elas já teriam sido anunciadas, as tarifas teriam sido anunciadas com essa exceção,
03:44e não simplesmente depois, lá de quase um mês, ou de um mês,
03:48elas, os Estados Unidos viram e falaram assim, olha, as tarifas continuam,
03:51mas esses setores aqui estão fora do tarifácio,
03:55porque é óbvio que existe ali um esforço objetivo, profissional, claro, direto,
04:01e não setor, não público, mas sim setorial, do setor, das empresas,
04:06de fazer esse trabalho junto ao governo norte-americano.
04:09Agora, há setores que realmente não têm argumento,
04:12quer dizer, é um setor que às vezes exporta um volume muito pequeno,
04:15é um setor que tem uma importância muito limitada na economia norte-americana,
04:19obviamente, seus argumentos são argumentos muito mais difíceis para o conhecimento do país,
04:25e aí teria que entrar a diplomacia trabalhando para buscar um entendimento,
04:31só que o argumento do outro lado é, escuta,
04:33isso aqui foi feito porque o presidente, o nosso presidente lá,
04:36a autoridade do presidente é levada a sério,
04:38então o presidente colocou esta condicionante,
04:42vocês não estão me trazendo nenhum elemento aqui,
04:45nenhum argumento que me sensibilize a apresentar esse argumento para o presidente da república,
04:52então vocês aqui, se vocês querem resolver,
04:55façam o que o presidente norte-americano falou que vocês precisam fazer,
04:59de resto não tem nada para nós conversarmos,
05:01é tão simples quanto isso, Canhado.
05:02Mota, acho que desde o princípio você fez a leitura sobre o que de fato estava em jogo,
05:10desde aquela primeira carta, aquele primeiro posicionamento do presidente Donald Trump,
05:16a partir daquele tarifácio imposto por ele e pelas autoridades norte-americanas,
05:23mas você entende que a anistia geral é acondicionante para reverter esse quadro?
05:30É a situação que envolve Jair Bolsonaro ou se aproveitam dessa situação para também atender a anseios econômicos e comerciais?
05:41Eu acho que a mensagem de Donald Trump foi bastante clara,
05:46que é uma mensagem que ele repetiu em três cartas, salvo engano,
05:50uma carta para o governo brasileiro e duas para Jair Bolsonaro.
05:54Ele disse o seguinte,
05:56eu coloquei essas tarifas porque o Estado brasileiro está perseguindo Jair Bolsonaro,
06:01está perseguindo políticos de oposição
06:04e emitiu diversas ordens de censura ilegais contra empresas de rede americanas
06:11que violaram o direito à liberdade de expressão de brasileiros e americanos.
06:17Claríssimo isso.
06:18Eu não me lembro de Donald Trump ter mencionado os presos de 8 de janeiro, salvo engano, não me lembro disso.
06:27Então, o que Donald Trump disse é o seguinte,
06:29o Estado brasileiro tem que parar de perseguir os políticos da oposição
06:34e tem que acabar com esses processos contra Jair Bolsonaro,
06:39que Donald Trump chamou de caça às bruxas.
06:43Então, se o Estado brasileiro parar, atender ao pedido de Donald Trump,
06:49ele retiraria as tarifas.
06:51E aí vem a pergunta,
06:53como o Estado brasileiro faria para mudar o curso dos acontecimentos?
06:59mudar a sua estratégia, mudar as suas ações?
07:04Me parece que a anistia seria uma boa forma de fazer isso.
07:09Qual seria a outra forma de fazer isso?
07:12Deixa eu especular aqui.
07:15Chegar a conclusão final desse julgamento,
07:20de que não houve tentativa de golpe de Estado,
07:23de que os réus são inocentes.
07:25Agora, tem outras ações contra...
07:28Tem outros processos de investigações contra Jair Bolsonaro?
07:32Tem que se parar com essa perseguição.
07:35O que a gente pode concluir,
07:37quando a gente reflete sobre isso,
07:39é que a anistia
07:40seria um excelente sinal
07:43para o governo americano
07:45de que as coisas aqui no Brasil estão mudando.
07:48Mas o que a gente está vendo é que,
07:51apesar de existir um movimento firme no Congresso
07:54e disposição, determinação de alguns congressistas,
07:59o Estado brasileiro está se colocando contra.
08:01As pessoas do Estado brasileiro
08:03estão articulando
08:04para impedir que a anistia seja aprovada.
08:06Então, eu realmente não sei, Caniato,
08:09qual é o plano.
08:11Eu não sei qual é
08:13a ideia que está na cabeça
08:15de algumas pessoas do Estado brasileiro.
08:18Eu não sei o que é que elas esperam
08:19que aconteça no fim dessa sequência de eventos.
08:23Agora, eu acho que
08:25o deputado Eduardo Bolsonaro
08:27está explicando de novo
08:30com muita paciência,
08:32com muita clareza,
08:33de uma forma muito didática,
08:35o que Donald Trump já explicou várias vezes.
08:39E as pessoas não entendem.
08:40Eu não sei se é por uma mistura
08:42da herança do Paulo Freire,
08:44da pedagogia do oprimido,
08:47ou é simplesmente
08:48por falta de vontade de entender.
08:52Você, Diego,
08:53a questão comercial,
08:54a questão econômica,
08:56a urgência para reverter o tarifácio
08:59pode acelerar o processo da anistia
09:01no Congresso Nacional?
09:03Ou você acha que o efeito
09:04pode ser contrário?
09:05Tudo isso acaba dificultando ainda mais.
09:10Vou pela segunda opção, Caniato.
09:12Até porque
09:12o debate da anistia
09:15foi o que deu sobrevida
09:17à popularidade do atual governo.
09:20O atual governo
09:20se encontrava com a sua popularidade
09:22em frangalhos
09:23antes do Donald Trump
09:23anunciar esse tarifácio
09:25contra o Brasil.
09:27E, de certa forma,
09:28com ele,
09:29Lula reencontrou
09:30a narrativa
09:32da guerra eterna
09:33que ele precisa
09:34para manter
09:34o seu nome em voga
09:36no processo eleitoral.
09:37E, de quebra,
09:38ele ganhou dois inimigos
09:39numa paulada só, né?
09:40Porque o imperialismo
09:41norte-americano,
09:42sempre combatido pela esquerda,
09:44aliado
09:44à família Bolsonaro,
09:45que é também
09:46o inimigo histórico
09:48da polarização,
09:49da nova polarização
09:50que se travou
09:51na história recente
09:52do atual presidente
09:53da República.
09:54Então,
09:55hoje eu acho que interessa
09:56muito as instituições
09:58do atual governo,
10:00não, claro,
10:00as instituições de Estado,
10:01mas sim as instituições
10:02de governo,
10:03manter essa guerra
10:05em curso.
10:05Hoje,
10:06Eduardo Bolsonaro
10:07é um ativo
10:08do lulopetismo
10:09porque essa discussão
10:11em voga,
10:12novamente,
10:13reacende a polarização
10:14e devolve,
10:15de certa forma,
10:16Lula ao jogo político,
10:18inclusive em relação
10:19à nova configuração
10:21política que se forma
10:22com as novas alianças
10:24do Centrão
10:24e com a possibilidade
10:25que Bolsonaro
10:26não seja candidato.
10:28Lula precisa
10:28desse debate
10:29sempre aquecido,
10:31acho que bem por isso
10:32reluta em colocar
10:33a sua base
10:34em um confronto direto
10:36com Eduardo Bolsonaro,
10:38buscando a cassação
10:39do deputado
10:40Eduardo Bolsonaro
10:41junto ao Congresso Nacional
10:43porque isso tem alimentado
10:45a vida,
10:46a sobrevida política
10:48desse governo.
10:50Em relação ao Donald Trump,
10:51eu reluto ainda
10:53em acreditar
10:53que, de fato,
10:55a anistia,
10:57a resolução do caso
10:58de Jair Bolsonaro
10:59seja uma questão
11:01tão crucial assim,
11:02muito embora
11:02o próprio Donald Trump
11:03tenha, de fato,
11:04colocado esse ponto
11:05na sua carta
11:06e tenha feito
11:07algumas afirmações
11:08a respeito
11:09da perseguição,
11:11de uma suposta perseguição
11:12contra Jair Bolsonaro.
11:14Isso porque
11:14o histórico
11:15diz muito,
11:16a linha do tempo
11:17diz muito
11:17a respeito
11:18desses fatos.
11:18Não é de hoje
11:19que Bolsonaro
11:20vem alegando
11:21ser alvo
11:23de uma perseguição,
11:24não é de hoje
11:24que Bolsonaro
11:25vem sofrendo
11:26com ilegalidades,
11:28com inconstitucionalidades
11:29no Supremo Tribunal Federal.
11:31Não é de hoje
11:32também que o Supremo Tribunal Federal
11:34tem cometido
11:36alguns desmandos
11:37contra empresas
11:38norte-americanas.
11:38É sempre bom lembrar,
11:39no curso
11:40desses inquéritos
11:41que tramitam
11:42na Suprema Corte,
11:43a rede social
11:44de propriedade
11:45de um aliado
11:46de Donald Trump,
11:47à época,
11:48o bilionário
11:48Elon Musk
11:49foi retirada do ar.
11:50E, à época,
11:51Donald Trump
11:52também não fez
11:52nenhuma declaração
11:53sobre as instituições
11:55brasileiras,
11:56não fez nenhuma declaração
11:57sobre caças bruxas,
11:59qualquer coisa que seja.
12:01Eu acho que
12:01essas declarações
12:02de Trump
12:02sobre Bolsonaro
12:03tem muito mais a ver
12:04com um plano
12:05de fundo político
12:06que ele precisava dar
12:07para promover
12:08uma reconfiguração
12:10das relações
12:11geopolíticas mundiais,
12:12uma reconfiguração
12:13das relações
12:14comerciais no mundo.
12:15O Brasil,
12:16para Donald Trump,
12:17hoje,
12:17na verdade,
12:18é um grande capacho
12:19que ele enforca
12:20em praça pública
12:21para mostrar
12:21para a Rússia
12:22e para a China
12:23o que pode acontecer
12:25com outros
12:25de seus aliados
12:26caso não se abandone
12:28a ideia
12:29do fortalecimento
12:30de um bloco
12:30como o BRICS,
12:31caso não se abandone
12:32a ideia
12:33da desdolarização
12:35da economia mundial.
12:37Então isso tem
12:37muito mais a ver
12:38com economia
12:39do que com política
12:40e sempre bom
12:40lembrar também
12:41Donald Trump
12:42não é um grandissíssimo
12:44amante
12:45da democracia
12:46de seus parceiros.
12:47Donald Trump
12:48tem diversas relações
12:49comerciais
12:50com ditaduras
12:51pelo mundo,
12:52notadamente
12:52relações comerciais
12:53com a China,
12:54com a Arábia Saudita,
12:56países que indubitavelmente
12:57são ditaduras.
12:59Eu nunca vi
12:59Donald Trump
12:59contestar a democracia
13:01nesses países
13:02que são grandes
13:03parceiros comerciais.
13:05Então,
13:06novamente,
13:06eu acho que
13:07toda essa questão
13:08a respeito
13:08do ex-presidente
13:09Bolsonaro
13:09serviu a Donald Trump
13:11para levantar
13:11a sua narrativa,
13:12mas não acredito
13:13que seja uma questão
13:14tão fundamental
13:15que motive
13:16a alteração
13:17desse cenário econômico,
13:18a reversão
13:19dessas tarifas.
13:20Pois é,
13:21vou fazer mais um giro,
13:22tenho aspectos
13:23trazidos pelo Diego
13:24que a gente pode
13:25se aprofundar,
13:26inclusive eu me lembro
13:27que há alguns programas
13:28o Beraldo falou
13:29com até
13:30alguma surpresa
13:31o tempo dedicado
13:32de Donald Trump
13:33ao Brasil.
13:35Você disse em algum
13:37momento que estava
13:38surpreso com essa situação
13:40e o que é preciso
13:41considerar?
13:43Naturalmente,
13:43há uma preocupação
13:44de Donald Trump
13:45com o Brasil,
13:46com o Jair Bolsonaro,
13:47mas você não acha
13:49que isso faz parte
13:50de um movimento maior,
13:51uma atenção maior
13:52de Donald Trump
13:53com a América Latina?
13:55Enfim,
13:55o que é preciso
13:56considerar
13:57quando ele dedica
13:58boa parte
13:59das suas atenções
14:00ao que vem acontecendo
14:01aqui dentro,
14:03não somente
14:03ao Jair Bolsonaro,
14:04mas colocando
14:05no bojo
14:06a situação
14:07das redes sociais,
14:09desrespeito
14:10a empresas
14:10norte-americanas?
14:13Olha,
14:14Caniato,
14:14a gente vê
14:16o presidente
14:17norte-americano
14:18dando uma tensão
14:19muito grande
14:20à América do Sul
14:21como um todo.
14:23Começou,
14:24aliás,
14:24a América Latina,
14:25logo no começo
14:26do governo,
14:27houve uma preocupação
14:28em relação
14:29ao Panamá,
14:30porque havia
14:31um monitoramento
14:32dos Estados Unidos
14:33indicando que a China,
14:34empresas chinesas,
14:35estavam tomando conta
14:37do canal do Panamá,
14:39não do canal em si.
14:40Obviamente,
14:41há um trânsito ali
14:42muito grande,
14:43até crescente
14:44de navios
14:44fabricados na China,
14:46porque a China
14:46tem se tornado
14:48um grande fabricante
14:49de navios,
14:50mas sobretudo
14:51porque empresas chinesas
14:52estavam comprando
14:53terrenos
14:54em áreas estratégicas
14:56do canal do Panamá
14:57e com isso
14:58passavam a exercer
14:59uma influência grande
15:00na administração
15:02do canal
15:02junto ao governo
15:03do Panamá.
15:05Depois,
15:06há a relação
15:07de Donald Trump
15:08com o próprio
15:09Javier Milley,
15:10presidente da Argentina.
15:11é claro que
15:12Donald Trump
15:13quer ver
15:14Javier Milley
15:15performar bem,
15:17resgatar a Argentina
15:18depois de anos
15:20de governo de esquerda
15:21que deixou
15:22a Argentina,
15:23sobretudo o povo
15:24argentino,
15:24bastante empobrecido,
15:26mas que Javier Milley
15:27tenha o suporte
15:28necessário
15:29e precisou fazer
15:30acordos com a FMI
15:31nesse aspecto,
15:32para que ele possa
15:34conduzir
15:35as mudanças
15:36essenciais
15:37para o fortalecimento
15:38da Argentina.
15:38ele posicionou
15:40recentemente
15:41parte de uma
15:44frota militar
15:45na costa
15:48da Venezuela
15:48e há
15:49uma possibilidade
15:51concreta
15:52dos Estados Unidos
15:53fazerem uma operação
15:54para eliminar
15:55ou prender
15:56Hugo Chávez.
15:56Por quê?
15:57Porque na visão
15:58dos Estados Unidos
15:59hoje,
15:59a Venezuela
16:00não é mais
16:01um país soberano.
16:02A Venezuela
16:02é um país
16:03que hoje serve
16:04ao narcotráfico
16:05e aquele que tomou
16:06para si
16:07o comando do país,
16:08porque a eleição
16:09de Nicolás Maduro
16:09não é reconhecida,
16:11ele é o grande chefe
16:13de uma facção criminosa,
16:17um grupo
16:18que se especializou
16:19no tráfico de drogas
16:20e nessas circunstâncias
16:22há uma determinação
16:23do governo norte-americano
16:24para que esses grupos
16:25sejam considerados
16:26e combatidos
16:26como organizações terroristas
16:29e é isso
16:29que está acontecendo.
16:31O Brasil,
16:32ele tem um papel importante
16:33nesse contexto
16:35muito além
16:36do que simplesmente
16:37a situação
16:38de Jair Bolsonaro.
16:39É óbvio
16:39que existe
16:40uma afeição
16:42de Donald Trump
16:43por Jair Bolsonaro
16:44e isso tem ficado
16:46evidente.
16:46As cartas
16:47que Donald Trump
16:48escreveu
16:49para o presidente
16:50do Brasil,
16:51Luiz Inácio Lula da Silva,
16:53em que Bolsonaro
16:54é não apenas citado,
16:55mas colocado
16:56como um motivo
16:57pelos quais
17:00as medidas
17:01contra o Brasil
17:02estão sendo adotadas.
17:03então existe
17:04ali sim
17:05uma afeição,
17:05mas óbvio
17:06que existe
17:06uma preocupação
17:07dos Estados Unidos
17:09sobre o posicionamento
17:10que o Brasil
17:11vai adotar.
17:12Por exemplo,
17:12seria péssimo
17:13se Nicolás Maduro,
17:15uma vez confrontado
17:16pelas forças militares
17:17norte-americanas,
17:18fugisse
17:19e encontrasse
17:20no Brasil
17:21um refúgio.
17:22Porque eu não tenho dúvida,
17:23os Estados Unidos
17:24não parariam
17:25na Venezuela
17:25se determinarem
17:27que o objetivo
17:28é prender
17:29ou eliminar
17:30Nicolás Maduro.
17:30Se o Maduro
17:31viesse para o Brasil,
17:32os Estados Unidos
17:32entraria no Brasil
17:33e eles obviamente
17:34querem conter isso.
17:36Eles querem fechar
17:37as fronteiras
17:38do Brasil
17:39ou pelo menos
17:40fechar as portas
17:42do governo brasileiro
17:43para receber
17:45Nicolás Maduro
17:46eventualmente
17:47foragido
17:47da Venezuela.
17:49Então,
17:49tem toda uma questão
17:50geopolítica
17:51para a região
17:52que é considerada
17:54nessas atitudes
17:55que Donald Trump
17:56está tomando
17:56em relação ao Brasil.
17:58Houve também
17:59um moto,
17:59o tempo
18:00e a atenção
18:01de Donald Trump
18:02que tem sido
18:03dedicado ao Brasil.
18:04O que estaria por trás,
18:05Mota?
18:05As motivações
18:06e o que você gostaria
18:08de trazer,
18:08por favor?
18:10A preocupação
18:11de Donald Trump
18:12é uma preocupação
18:14global,
18:15geopolítica,
18:16o mundo inteiro,
18:17ele tem vários desafios,
18:19mas principalmente
18:21com a América Latina.
18:22Porque a América Latina
18:24é fundamental
18:25para a segurança
18:26dos Estados Unidos.
18:26a gente viu
18:27há poucos dias
18:28uma operação
18:30em que
18:31as forças
18:32armadas americanas
18:34atingiram
18:35um barco
18:36que transportava
18:37cocaína
18:37saído da Venezuela.
18:39Aquilo é um recado
18:40claríssimo
18:41para dizer
18:42o jogo
18:43mudou.
18:45É evidente
18:46que a preocupação
18:47que Donald Trump
18:48tem com Jair Bolsonaro
18:49se encaixa
18:51em um cenário
18:52global.
18:54O que mais
18:55há nesse cenário?
18:56vamos lembrar aqui
18:57alinhamento
18:59com o governo
19:00venezuelano,
19:02uma ditadura
19:02patética,
19:04violadora
19:05de direitos humanos
19:06e envolvida
19:07com narcotráfico.
19:09Asilo
19:09dado
19:10a uma ex-primeira-dama
19:12de um país vizinho,
19:13o Peru,
19:14que foi condenada
19:15por corrupção
19:16segundo o devido
19:18processo legal.
19:19A ideia
19:20de substituir
19:21o dólar
19:23no comércio
19:23internacional,
19:24o apoio
19:26ao governo
19:28iraniano
19:28que envolveu
19:29o envio
19:30de um representante
19:31à posse
19:32do presidente
19:33iraniano,
19:34as críticas
19:36permanentes
19:37a Israel,
19:38uma opção
19:39por se colocar
19:40em confronto
19:41com tudo
19:42que Israel faz,
19:44a censura
19:45a empresas
19:46de rede social,
19:47uma delas
19:48saiu do Brasil,
19:49a Rumble,
19:50a outra,
19:51X,
19:51ficou
19:51mais de um mês
19:53suspensa
19:53aqui no Brasil.
19:55A aplicação
19:55de multas
19:57milionárias
19:57a uma empresa
19:58americana,
19:59Starlink,
20:00como punição
20:01a outra empresa,
20:02a X,
20:04que a única coisa
20:05que as empresas
20:06tinham em comum
20:06é um dos acionistas,
20:09Elon Musk.
20:10Elon Musk,
20:11vamos lembrar,
20:12salvo engano,
20:13foi incluído
20:14num inquérito,
20:15se eu não me engano,
20:16num inquérito
20:17das milícias digitais.
20:18Bom,
20:19acho que eu posso
20:20parar por aqui,
20:21né?
20:21Agora,
20:22além dessa lista,
20:24que eu poderia
20:25continuar aqui,
20:26tem muito mais
20:27na lista,
20:28além disso tudo,
20:30não há como
20:30negar
20:31a afeição
20:32de Donald Trump
20:34por Jair Bolsonaro,
20:36porque isso é
20:36resultado de duas
20:38coisas,
20:38primeiro,
20:39de um alinhamento
20:40ideológico,
20:42sem dúvida nenhuma,
20:44agora também
20:45do desenvolvimento
20:46de relações
20:47pessoais.
20:49Isso é uma escolha
20:50de cada um.
20:51Tem gente
20:52que escolheu
20:53desenvolver
20:54relações
20:55de amizade
20:56com a família
20:57de Donald Trump,
20:58com Javier Milley,
21:00outros escolheram,
21:01Nicolás Maduro,
21:03Daniel Ortega,
21:05ou o cara lá
21:07do Irã,
21:07cujo nome
21:08eu faço questão
21:09de não saber,
21:10isso são escolhas
21:11feitas.
21:13Você planta,
21:14depois você colhe
21:16o que foi plantado,
21:18é simples assim.
21:19Pois é,
21:20inclusive muitas mensagens,
21:21as pessoas gostam
21:23desse tipo de discussão,
21:25quero agradecer
21:25o senhor
21:26Vandercy
21:27Esteves,
21:28sempre na sintonia
21:29aqui da Jovem Pan,
21:30e Diego,
21:31tem um posicionamento
21:31interessante,
21:32uma pergunta
21:33da Rosana G,
21:35o Brasil está sendo
21:36irresponsável
21:37em dobrar
21:38a aposta
21:39com os Estados Unidos,
21:41não dá para querer
21:41comprar briga,
21:42falta sensibilidade
21:44para o governo.
21:46Você acha que tem
21:46também,
21:48quando você trouxe
21:49no seu comentário
21:50anterior,
21:51uma saída
21:52até interessante
21:54para essa administração,
21:56que em uma
21:57atacada só,
21:58acabou conquistando
21:59dois inimigos,
22:00inclusive para justificar
22:01tudo de errado
22:02que estiver acontecendo
22:03nessa administração,
22:05mas não tem também
22:06uma falta
22:07de sensibilidade
22:08em administrar
22:09essa situação,
22:11porque,
22:11ok,
22:12vamos tentar
22:12capitalizar
22:13alguma coisa,
22:15talvez isso
22:15possa ajudar
22:16na narrativa
22:17que vai ser adotada
22:18na campanha
22:19eleitoral de 26,
22:21mas eu fico pensando
22:22no dia a dia
22:23da população,
22:24o impacto
22:26que isso tem
22:27na economia,
22:28a inflação,
22:29na alta de preços,
22:30enfim,
22:31o que é preciso
22:31considerar sobre
22:32uma certa
22:33irresponsabilidade
22:34adotada pelo governo
22:35quando coloca
22:37somente
22:37objetivos
22:39político-eleitorais
22:40na frente
22:41do primordial,
22:43que é governar
22:44e cuidar
22:44das pessoas.
22:46Não deveria ser assim,
22:48né, Caniato?
22:48Nunca interesses
22:49nacionais
22:50deveriam ser colocados
22:51em segundo plano
22:51em relação
22:52a interesses
22:53eleitorais,
22:54mas parece que é sim
22:55o caminho
22:55que o governo
22:56tem adotado.
22:57Hoje,
22:58na minha opinião,
22:58o governo joga
22:59aquele jogo
23:00em relação ao tarifácio
23:01do quanto pior,
23:02melhor,
23:03quanto mais o Brasil
23:04se fragilizar com isso,
23:05mais culpa recairá
23:07sobre Eduardo Bolsonaro
23:08e logo sobre
23:09a direita brasileira
23:10de modo geral
23:11em relação
23:12à fragilização
23:13econômica do país.
23:14É claro que
23:15é uma grande
23:16responsabilidade
23:17que o Brasil,
23:19que representa ali
23:20uma fatia mínima
23:21das relações
23:21comerciais norte-americanas,
23:23queiram dobrar a aposta.
23:24Nós precisamos entender
23:25o nosso tamanho
23:26nesse debate,
23:27principalmente
23:28em razão
23:29da natureza
23:30dessas relações
23:31comerciais.
23:32Como que funciona
23:32o comércio
23:33entre Brasil
23:34e Estados Unidos?
23:35Nós exportamos
23:36majoritariamente
23:37matérias-primas
23:38e nós importamos
23:39majoritariamente
23:40produtos manufaturados.
23:42Nós exportamos
23:43o aço
23:43para os Estados Unidos,
23:44exportamos
23:45o suco de laranja
23:46para os Estados Unidos,
23:47exportamos
23:47as agrocomórdices
23:48para os Estados Unidos,
23:49petróleo bruto
23:50e nós importamos
23:51os motores,
23:52nós importamos
23:53os eletrônicos,
23:55nós importamos
23:55o combustível refinado.
23:57O que vai acontecer
23:58se nós dobrarmos
23:59as apostas
24:00e tarifarmos também,
24:02considerando,
24:03inclusive,
24:03que nós já temos
24:04um piso
24:05de tarifação
24:06sobre as importações
24:08norte-americanas
24:09maior do que
24:10o que os norte-americanos
24:11nos implementaram
24:12com esse tarifácio.
24:13Se nós dobramos
24:14essa aposta,
24:15o combustível
24:16fica mais caro
24:17aqui no Brasil
24:17e com o encarecimento
24:19do combustível
24:20nós sabemos muito bem,
24:21tudo fica mais caro.
24:23Nós vamos encarecer
24:24os eletrônicos
24:25que já são mais caros
24:26no Brasil.
24:27O Brasil carrega
24:28esse nada honroso
24:29título de ter
24:30alguns dos produtos
24:31eletrônicos
24:32mais populares
24:33entre as pessoas
24:34como smartphones
24:35entre os mais caros
24:36do mundo.
24:37Então, de fato,
24:38é uma irresponsabilidade
24:40tremenda.
24:41É não pensar
24:41na situação
24:42de um povo
24:43que já se encontra
24:44fragilizado
24:45em razão do descontrole
24:46da inflação,
24:47em razão
24:48da desvalorização
24:49da nossa moeda
24:50em relação
24:51ao restante do mundo,
24:53do pouco ganho real
24:54de compra
24:55do brasileiro
24:56mais pobre
24:57em relação
24:58aos reajustes
24:59do salário mínimo,
25:01de escândalos
25:02como o escândalo
25:03do INSS
25:04que coloca em xeque
25:05inclusive
25:05a subsistência
25:07de pessoas
25:07que já são mais pobres
25:08e que ganham
25:09muito pouco
25:10e com isso,
25:10claro,
25:11o Brasil se perpetua
25:12como esse país
25:13que sempre fragiliza
25:15mais a situação
25:16dos mais pobres
25:17para que
25:18uma classe
25:19ali da elite
25:20que compõe,
25:21que é composta
25:22por membros
25:23da elite
25:24do funcionalismo público,
25:25uma elite privada
25:26também
25:26de amigos do rei
25:28possam
25:28manter
25:29a sua situação,
25:30possam manter
25:31os seus cargos
25:32de poder,
25:32as suas relações
25:33com esses cargos
25:34de poder
25:34e sofrer assim
25:35menos impacto
25:36dessas grandes
25:37cabeçadas políticas
25:39que muitos
25:40dos nossos
25:40governantes dão
25:42e eu não vou
25:42nem aqui restringir
25:43isso somente
25:44ao governo
25:46ou aos governos
25:47do PT,
25:47o Brasil
25:48parece não ter
25:49se encontrado
25:50infelizmente
25:50em relação
25:51às necessidades
25:53que deveriam ser
25:53atendidas
25:54primordialmente
25:55do povo,
25:55aqui nós vivemos
25:56um ciclo
25:57de sempre pensar
25:58na próxima eleição
25:59dos nossos
26:00governantes
26:00infelizmente
26:01sempre pensando
26:02no que vai
26:03mantê-los
26:04no poder
26:04ou no que vai
26:06conduzi-los
26:06ao poder
26:07e com isso
26:07claro,
26:08os interesses
26:08das pessoas
26:09são relegados
26:09sempre ao segundo
26:10plano.
26:11Pois é,
26:12e a gente poderia
26:13inclusive
26:13refletir
26:15sobre
26:15consequências,
26:17né,
26:18o que está
26:18por vir,
26:19o que estaria
26:20por vir
26:20a partir
26:21da adoção
26:22da lei
26:22da reciprocidade.
26:24Nós noticiamos
26:25faz alguns dias
26:26que há
26:27inclusive
26:27sinal verde
26:28para adotar
26:29esse dispositivo,
26:31a lei da reciprocidade
26:32contra os Estados Unidos
26:33e não é um
26:34dispositivo
26:36imediato,
26:37a partir de amanhã
26:38então,
26:39a imposição
26:39de tarifas
26:40de 50%
26:41sobre os produtos
26:42norte-americanos,
26:44é um processo
26:44que deve demorar
26:45alguns meses.
26:47O Cristiano Beraldo
26:48está com a gente
26:48de volta?
26:50Deixa eu passar
26:50para o Beraldo,
26:51ainda não,
26:52então eu vou passar
26:53para o Roberto Mota,
26:54a gente está só
26:54ajustando a imagem
26:55do Beraldo,
26:56daqui a pouco
26:56ele retorna
26:57com a gente,
26:58mas eu vou passar
26:58para o Mota
26:59sobre essa alternativa
27:01que foi escolhida
27:03pelo governo Mota.
27:04Muitos falavam,
27:05não,
27:05é preciso negociar,
27:07vamos colocar
27:08nossa diplomacia
27:09em campo,
27:10vamos negociar
27:10com as autoridades
27:11norte-americanas,
27:12enfim,
27:12é possível reverter,
27:14se não reverter
27:14em 100%,
27:15vamos atenuar
27:16as tarifas
27:17que foram impostas,
27:19enfim,
27:19como se
27:19a adoção
27:21da tecnicidade
27:23fosse fazer
27:25a diferença,
27:26mas aí
27:26o governo
27:27brasileiro
27:28pensa no sentido
27:30de vamos esticar
27:31um pouco mais,
27:33esgarçar mais
27:33as relações
27:34e adotar
27:35a lei
27:35da reciprocidade,
27:37e aí é preciso olhar,
27:38né,
27:39quem é o Brasil,
27:40quem somos nós
27:41na fila
27:41e quem são
27:43os norte-americanos,
27:44né Mota?
27:46É,
27:46como eu já disse aqui
27:47Caniato,
27:48eu fico perdido,
27:49eu não sei qual é o plano,
27:51qual é a carta
27:51na manga,
27:52qual é o truque
27:53que está escondido,
27:55eu não sei o que se passa
27:56na cabeça
27:57dessas pessoas.
27:58O que me parece
27:59é que
28:00a gente está vendo
28:02de novo
28:02a preocupação
28:05com a narrativa,
28:06né,
28:06é essencialmente
28:08a preocupação
28:09com a narrativa,
28:10é como se você
28:11estivesse
28:11num avião,
28:13o avião
28:13está caindo
28:14e aí você,
28:16a preocupação
28:17é criar uma explicação
28:19para a queda
28:21do avião,
28:22criar uma narrativa,
28:23e não resolver
28:24o problema
28:24que está fazendo
28:25o avião
28:26cair,
28:27né?
28:27Essa história
28:28de reciprocidade
28:30não faz sentido
28:32nenhum,
28:33não se precisa
28:34de lei
28:35nenhuma
28:36para
28:36retaliar
28:38ou para responder
28:39aos Estados Unidos
28:40na mesma moeda,
28:43o que você precisa
28:44é de poder,
28:45o que você precisa
28:46é representar
28:48para os Estados Unidos
28:49o que os Estados Unidos
28:51representam
28:52para o Brasil.
28:53A verdade
28:54que está aí
28:55na frente
28:55de todo mundo
28:56que quiser enxergar,
28:58aliás,
28:59a maioria dos nossos
29:00espectadores
29:00estão enxergando isso
29:01porque estão
29:02vendo e ouvindo
29:04a gente
29:04através de sistemas
29:06de tecnologia
29:07americana.
29:08Imaginem se
29:09esses sistemas
29:10não estiverem
29:11disponíveis amanhã.
29:13Então,
29:14só alguém
29:15muito fora
29:17da realidade,
29:18só alguém
29:19que vive
29:20em um castelo
29:21em um mundo
29:22de fantasia
29:23pode achar
29:24que o Brasil
29:25tem para os Estados Unidos
29:27a importância
29:29que os Estados Unidos
29:30tem para o Brasil.
29:32Só alguém
29:32que vive
29:33nesse mundo
29:34de fantasia
29:35é que acha
29:36que falar
29:37sobre executar
29:39a lei
29:39da reciprocidade
29:41vai tirar
29:42um minuto
29:43de sono
29:44de alguém
29:44em Washington.
29:45Pois é,
29:46deixa eu só
29:47fechar essa discussão
29:48com o Cristiano Beraldo
29:49porque nós
29:50vimos
29:51no caso
29:52da disputa
29:53entre China
29:54e Estados Unidos
29:54a adoção
29:55também
29:55em algum momento
29:56da lei
29:57da reciprocidade
29:58chinesa.
29:59Os Estados Unidos
30:00impuseram um percentual
30:01aí os chineses
30:03foram e devolveram
30:04na mesma moeda.
30:05Aí,
30:05Donald Trump
30:06dobra a tarifa.
30:08E aí eu queria
30:09te perguntar
30:09quais podem ser
30:10as consequências
30:11quando o Brasil
30:12implementar a lei
30:13da reciprocidade
30:14em Beraldo?
30:15Automaticamente
30:16os Estados Unidos
30:17podem subir
30:18ainda mais
30:18as tarifas,
30:19não?
30:20Já disseram
30:21que farão isso.
30:23Renato,
30:24o Brasil
30:25ele era
30:25mais importante
30:26que a China
30:27não faz
30:27em muitas décadas.
30:29Só que,
30:30ao contrário
30:31da China,
30:32o Brasil
30:32entrou
30:33num processo
30:34de cultivar
30:35uma desimportância
30:37econômica,
30:38uma desimportância
30:39intelectual
30:40que resultou
30:41numa China
30:42que é uma potência
30:44mundial
30:45que ameaça
30:45hoje
30:46os Estados Unidos
30:47e o Brasil
30:48que é esse ator
30:50irrelevante
30:51no jogo
30:52internacional.
30:53A China
30:54jogou duro,
30:56jogou pesado,
30:57anunciou
30:57tarifas recíprocas
30:59porque
31:00existe
31:01um equilíbrio
31:03no comércio
31:04entre
31:05a China
31:05e os Estados Unidos.
31:06E não estou falando
31:06de equilíbrio
31:07de valores,
31:09não,
31:09estou falando
31:09de equilíbrio
31:09de forças,
31:10são duas
31:10das maiores
31:12potências
31:12mundiais
31:13tentando
31:14forçar a barra
31:16para encontrarem
31:16o melhor acordo
31:17para ambas.
31:19Então,
31:19é um jogo
31:19completamente
31:21diferente
31:22do que
31:23um país
31:23como o Brasil
31:24cuja exportação
31:26para os Estados Unidos
31:27representa
31:28apenas
31:292%
31:31de tudo
31:31aquilo
31:32que é exportado
31:33para os Estados Unidos.
31:34nós não temos
31:35essa relevância
31:37e o pior,
31:37Caniato,
31:38nós somos
31:39aquele
31:40personagem
31:42que fica ali
31:42desimportante,
31:43um joga para lá,
31:44outro joga para cá,
31:45outro joga no chão,
31:46outro levanta,
31:47porque
31:47no suco de laranja,
31:49por exemplo,
31:50que é interesse
31:51dos Estados Unidos
31:52continuar recebendo
31:53suco de laranja
31:54do Brasil,
31:56os Estados Unidos
31:56falam assim,
31:57para o suco de laranja
31:59a tarifa é zero.
32:01Aí o Brasil
32:01deu graças a Deus,
32:03puxa,
32:03ainda bem,
32:04nos livramos
32:04desse problema.
32:05Se o Brasil
32:07tivesse condição
32:08de negociar,
32:09falou,
32:10não,
32:10não,
32:10não,
32:10não,
32:10não,
32:10não,
32:11suco de laranja
32:12para os Estados Unidos
32:13agora a tarifa
32:14é de 100%,
32:15e nós só vamos
32:17resolver o suco de laranja
32:18e nós só vamos
32:19resolver a Embraer
32:21se nós sentarmos
32:22para conversar
32:23sobre os outros
32:23setores da economia,
32:24mas o Brasil
32:25é frouxo.
32:27Essa ideia,
32:29essa estratégia
32:30adotada pelo governo
32:32brasileiro
32:33para lidar com
32:34situação,
32:35situações de estresse
32:36como essa que estamos
32:37vivendo com os Estados Unidos
32:38é uma estratégia
32:40de país frouxo,
32:41porque não há interesse
32:43no Brasil
32:44para fora.
32:45A única
32:46forma de enxergar
32:48do atual governo
32:48é do Brasil
32:49para dentro.
32:50Como é que eu vou
32:51me aproveitar
32:52disso que está
32:53acontecendo
32:54para fortalecer
32:55a minha posição
32:56política eleitoral?
32:57Então,
32:57quando você trata
32:58política externa,
32:59quando você trata
33:00o país
33:01que precisa ter
33:02uma estratégia
33:04de longo prazo,
33:05mas tudo se reduz
33:06ao interesse
33:07do ano que vem,
33:07porque ano que vem
33:08tem eleições,
33:09aí você me desculpa,
33:10Caneta,
33:10não há absolutamente
33:11a menor chance
33:13do Brasil
33:14ser levado a sério
33:16nesse jogo.
33:17Portanto,
33:17o Brasil
33:18não se equipara
33:19a ninguém,
33:20porque eu acho
33:21que nenhum outro país
33:22lidou da forma
33:24como o Brasil
33:25está lidando
33:25com essa questão
33:26das tarifas
33:27norte-americanas.
33:28Recado muito importante
33:29para você que acompanha
33:30a programação
33:31da Jovem Pan.
33:32Você já pensou
33:33em passar um dia inteiro
33:34ao lado de alguns
33:35dos maiores nomes
33:36do Brasil e do mundo
33:37discutindo ideias
33:38que podem transformar
33:40o nosso futuro?
33:41Dia 11 de setembro,
33:42São Paulo recebe
33:43a 12ª edição
33:44do Fórum
33:45Caminhos da Liberdade,
33:47o maior evento
33:47de liderança
33:48e que defende
33:49a liberdade.
33:51Serão centenas
33:51de pessoas reunidas
33:53para ouvir
33:53empresários,
33:54economistas,
33:55jornalistas
33:56e pensadores
33:57que estão fazendo
33:58a diferença.
33:59Entre eles,
34:00nomes como
34:00Jorge Gerdau,
34:02Fábio Coelho,
34:02presidente do Google Brasil,
34:04o economista
34:05e protagonista
34:06do Plano Real,
34:07Gustavo Franco,
34:08o nosso Roberto Mota
34:09e várias outras
34:10personalidades.
34:12Não é só palestra,
34:13é networking,
34:14inspiração
34:15e novas conexões
34:16que podem mudar
34:17a sua trajetória.
34:19Então,
34:19garanta já
34:20o seu ingresso,
34:21venha fazer parte
34:22desse dia histórico,
34:23anote na agenda,
34:24dia 11 de setembro,
34:26uma casa muito conhecida
34:27aqui em São Paulo,
34:28Vibra,
34:29Vibra São Paulo.
34:30Então,
34:30acesse o site
34:31forumsp.org,
34:33eu vou repetir,
34:34forumsp.org,
34:36reserve o seu lugar,
34:37o futuro é construído
34:38por quem age
34:39e essa é a sua hora.
34:41Então,
34:42participe,
34:43décimo segundo
34:43fórum,
34:44Caminhos da Liberdade.
34:47Vários assuntos
34:48importantes para a gente
34:49tratar aqui em Os Pingos
34:50nos Is,
34:51articulações de vários
34:52políticos para os
34:54movimentos que serão
34:55realizados no dia 7 de setembro
34:58e tem também
34:59articulações feitas no
35:01Banco do Brasil
35:02para tentar driblar
35:03a lei Magnitsky.
35:04A gente vai trazer
35:05todos os detalhes
35:06depois do break comercial.
35:08Eu conto com você.
35:09Um minuto e vinte
35:09estaremos de volta.
35:10Até já.
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