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O ministro Flávio Dino (STF) reafirmou que decisões de cortes internacionais reconhecidas pelo Brasil têm efeitos imediatos no país, desde que respaldadas por tratados internacionais incorporados ao ordenamento jurídico. Ao mesmo tempo, ele manteve sua decisão de que atos judiciais e executivos de governos estrangeiros não têm validade automática sem homologação da Corte. Dora Kramer e Nelson Kobayashi comentam sobre o assunto.

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Transcrição
00:00Depois de afirmar que a aplicação da lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes não teria efeito no Brasil,
00:06o ministro Flávio Dino indica que mudou o discurso.
00:09Direto então para Brasília, repórter André Anelli chegando.
00:12Qual a alegação que foi apresentada por ele nesta terça-feira?
00:15Boa noite, André. Bem-vindo. Bom trabalho.
00:20Obrigado, Tiago. Boa noite a você também e a todos aqui no Jornal Jovem Pan.
00:24O Supremo Tribunal Federal publicou nos canais oficiais que o posicionamento do ministro Flávio Dino no dia de hoje
00:32foi um esclarecimento em relação ao despacho de ontem que suspendia a aplicação aqui no Brasil
00:39de decisões judiciais, de leis, decretos e ordens executivas vindas de outros países de outras localidades.
00:47Dino afirmou que a limitação quanto à eficácia imediata no Brasil se refere apenas
00:53a decisões de tribunais estrangeiros que dependem de homologação
00:58ou de mecanismos de cooperação internacional para produzir efeitos no Brasil.
01:04Dessa forma, o ministro considerou que tribunais internacionais
01:08continuam tendo eficácia automática também no Brasil.
01:13Um exemplo prático é o TPI, o Tribunal Penal Internacional,
01:17que condenou o presidente russo Vladimir Putin por crimes de guerra contra a Ucrânia.
01:22O Brasil é signatário desse TPI, o que faz com que Putin seja preso caso venha aqui ao Brasil.
01:30A alegação para diferenciar os tribunais internacionais e manter a eficácia imediata deles aqui no país
01:38é que eles têm competências estabelecidas em tratados incorporados ao ordenamento jurídico brasileiro
01:45e são supranacionais, não vinculados a um país específico.
01:49Toda essa manifestação de Dino foi motivada no âmbito de um questionamento do Instituto Brasileiro de Mineração
01:57sobre a legalidade de municípios brasileiros ajuizarem ações no exterior
02:03para pleitear indenizações por danos causados no Brasil.
02:08Apesar de a decisão se referir a esse caso concreto,
02:11Dino ordenou a notificação do Banco Central e da Febraban
02:16para que transações e bloqueios de contas por determinação de Estado estrangeiro
02:20só aconteçam após autorização do STF.
02:24Foi essa determinação que provocou uma insegurança jurídica no setor financeiro,
02:29principalmente sobre o alcance da medida.
02:32Dino não citou o ministro Alexandre de Moraes
02:35e nem a lei Magnitsky imposta pelos Estados Unidos,
02:39mas acabou afirmando que essa justificativa tem uma realidade
02:44que tem sido mostrada, o fortalecimento de ondas de imposição de força
02:49de algumas nações sobre outras e por isso justificou a medida.
02:54Tiago.
02:55É, e você falou de insegurança jurídica.
02:57A fala de Flávio Dino teve um impacto imediato no mercado de ações
03:01nesta terça-feira.
03:02Agora, como é que ficaram os papéis dos principais bancos brasileiros?
03:07Derreteram, André Anelli?
03:12Sim, Tiago.
03:14Diante dessa dúvida sobre a interpretação do alcance
03:17das decisões judiciais pelo mundo no Brasil,
03:20a B3 fechou em forte queda puxada pelo desempenho negativo
03:24justamente dos bancos.
03:26A gente preparou uma arte que mostra que o Ibovespa caiu mais de 2%.
03:32O Banco do Brasil foi quem mais sentiu despencando 6%.
03:36O Santander chegou a quase 5% de queda,
03:40enquanto o Bradesco e o Itaú tiveram baixas menores,
03:43mas ainda assim sentiram bastante.
03:46Só hoje, somados, os bancos perderam 41 bilhões e 300 milhões de reais
03:52em valor de mercado.
03:53E não foi só o setor financeiro que expressou esse descontentamento
03:58com a decisão de Flávio Dino.
04:00No próprio Supremo Tribunal Federal, já existe um entendimento
04:04de que a aplicação ou não da lei Magnitsky
04:07precisa ser decidida, na verdade, pelo relator do caso,
04:11que é o ministro Cristiano Zanin, e não Flávio Dino.
04:14Saber se o Supremo vai se posicionar em relação a isso,
04:19pelo menos na corte, a turma inteira, ou alguma turma, ou até o plenário.
04:24Você volta daqui a pouquinho, André.
04:25Bom trabalho para você.
04:26Vou chamar aqui o Nelson Kobayashi nos estúdios,
04:28a Dora Kramer, como sempre, aqui com a gente.
04:31Kobayashi, vou começar por você, por causa dessa questão judicial.
04:34Afinal, hoje a leitura que foi feita durante todo o dia
04:37é de que o ministro Flávio Dino teria recuado
04:39na decisão dele, que foi anunciada ontem.
04:42Afinal, recuou, não recuou, ele apenas fez um esclarecimento.
04:46Bem-vindo, boa noite.
04:47Boa noite, Tiago. Boa noite, Dora Kramer.
04:48Boa noite a todos que nos acompanham aqui no Jornal Jovem Pan.
04:51Tiago, li as decisões.
04:53A de ontem e a de hoje.
04:54E não, não há recuo, de fato, a um esclarecimento.
04:57Um esclarecimento em relação a um termo utilizado na decisão de ontem.
05:00ao termo tribunais estrangeiros.
05:03O que é que ele estava querendo dizer com aquele termo em específico?
05:06E aí, hoje, ele deixa claro que quando ele fala de tribunais estrangeiros,
05:10ele não está se referindo àqueles tribunais internacionais,
05:13que não têm vínculo com nenhum tipo de Estado.
05:16O exemplo que o André Anelli trouxe é justamente o Tribunal de Haia,
05:19o Tribunal Penal Internacional, que é sediado em Haia, na Holanda.
05:22Ele é um tribunal internacional, portanto, as suas decisões,
05:25porque há um tratado internacional cujo Brasil é signatário
05:29e cujo tratado já foi recebido pelo Parlamento Brasileiro,
05:33tem validade.
05:34É um tribunal internacional.
05:35Diferentemente do tribunal da Holanda, por exemplo,
05:38os dois tribunais estão no mesmo país.
05:39Um é tribunal internacional, vale a decisão aqui no Brasil.
05:42O outro é tribunal estrangeiro e, portanto, não vale.
05:45Isso tudo foi discutido na decisão de ontem,
05:48a partir de uma premissa trazida por quem provocou a ação,
05:52que é o Instituto aqui do Brasil,
05:54levando ao Judiciário Brasileiro a seguinte questão.
05:56Um município brasileiro pode entrar com uma ação,
05:59participar de uma ação no território estrangeiro?
06:02Essa era a primeira questão que estava em julgamento no Supremo.
06:05No decorrer desta ação, saiu uma decisão estrangeira
06:08do Tribunal Inglês, determinando ao Instituto Brasileiro
06:11que fizesse determinado ato.
06:13No caso, era que desistisse de uma ação.
06:15E aí havia uma segunda questão.
06:17Esta decisão estrangeira do Tribunal Inglês,
06:20vale no território brasileiro?
06:21Era neste contexto que o ministro estava decidindo.
06:24tribunais estrangeiros não têm eficácia,
06:27as suas decisões não têm eficácia no território brasileiro.
06:29E aí, portanto, coube a ele, hoje, fazer esse esclarecimento.
06:33O grande equívoco, no meu ponto de vista, da decisão de ontem,
06:36foi ter feito uma salada com os assuntos todos envolvidos.
06:39Era só aquilo que estava em julgamento.
06:41E aí o ministro fez questão de dizer das sanções
06:43que são aplicadas cotidianamente,
06:45deixou nas entrelinhas a aplicação da lei magnítica,
06:48apesar de não citá-la,
06:49e mandou oficiar aos bancos brasileiros,
06:52ao Banco Central e às entidades representativas do sistema financeiro.
06:57Por isso que se causou essa confusão terrível de insegurança
07:00e o resultado disso nas bolsas.
07:02É, Dora, essa salada que o Kobayashi fala
07:04causou esse terremoto no mercado financeiro
07:06e também muitas reações durante todo o dia.
07:09E é saber se o Supremo vai se reunir
07:11para tomar uma decisão em conjunto.
07:13Boa noite, Dora.
07:13Boa noite, Thiago.
07:15Boa noite, Kobayashi.
07:16Boa noite a todos.
07:17Pois é, isso vai ficar mais bem esclarecido
07:20quando o ministro Cristiano Zanin,
07:21que está com uma ação que diz respeito diretamente
07:26a esse cerco financeiro imposto ao ministro Alexandre de Moraes,
07:32e aí tudo vai ficar mais bem esclarecido.
07:35Mas como o mercado tem horror de imprevisibilidade,
07:40e imprevisibilidade é o que trouxe essa decisão,
07:43porque aí os bancos ficaram espremidos entre
07:46será que obedecemos ao ministro Dino
07:50e isso vai nos fazer desobedecer ao governo dos Estados Unidos
07:55e essa desobediência pode nos trazer algum problema
07:59ou vamos obedecer aos ditames do governo dos Estados Unidos
08:03e aí criamos problema com a justiça aqui,
08:07com o Supremo Tribunal Federal.
08:09É isso aí que está a raiz de toda confusão
08:14com efeitos muito concretos no mercado.
08:19Mas eu acho que é isso, vai ficar mais bem esclarecido
08:22no decorrer dos acontecimentos e aí tudo se acalma.
08:27Obrigado.
08:28Obrigado.
08:29Obrigado.
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