- há 5 meses
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DiversãoTranscrição
00:00Arnaldo, o nosso assunto ainda não terminou.
00:03Dá um tempo, Rita.
00:04Sabará, Sabará!
00:07Sabará, eu quero falar com você.
00:08Sabará, Sabará, olha, você fala pra síndica
00:10que eu exijo, Sabará, eu exijo falar com ela hoje.
00:17Todo mês é isso.
00:19Tá vendo? Agora, todo mês é isso.
00:21Sai o boleto do condomínio e a gente é obrigado a ver
00:24esse absurdo dessas cotas extras que ela cobra.
00:28Olha aqui, olha aqui. Olha aqui o condomínio.
00:30Eu não quero saber disso. O meu assunto é outro, entendeu, Arnaldo?
00:33Eu quero saber do meu silicone, tá?
00:36Celinha vai colocar 250 ml em cada peito, tá?
00:39É, o Mário Jorge não tá economizando com ela, não.
00:41Ele tá pagando. Você tá escutando, Arnaldo?
00:43Tá pagando. Não é que nem você que fica aí me amarrando.
00:46Ah, Rita, você quer botar mais peito pra quê?
00:49Você quer prender pra frente, cair pra frente?
00:51Ah, você tá ótima.
00:53Pra que essa inveja, hein? Pra quê?
00:55É inveja. Imagina, não é inveja.
00:57Ah, não é inveja, não. É o quê, então?
00:59Ah, tá bom, é inveja. Imagina aí, qual é o problema?
01:01Pelo menos você tem peito e trabalha.
01:04Celinha não tem peito e não trabalha e vive a custa do Mário Jorge.
01:08E ele que tá pagando esse silicone aí.
01:10Agora, se você quiser, você pode arranjar peito, bunda, cabelo,
01:14pode fazer o que você quiser.
01:15Você mesmo é que tem que financiar as suas coisas, tá certo?
01:18Mas você acha que eu tô precisando disso tudo, amor?
01:21Por favor, por favor.
01:22Ô, Rita, eu já tô com um problema demais, tá?
01:25O meu problema é PB, VB e CB,
01:29que juntos somam mil reais.
01:33Tá certo? Mil.
01:34O que é isso?
01:35Que barulho é esse?
01:37Você viu isso?
01:38Oi.
01:39Não, foi só uma pequena garrafinha.
01:42A décima, não é?
01:43A décima.
01:44Isso sem falar nos copos.
01:45Se alguém quiser beber água nessa casa,
01:46que a reganha a boca fique na janela esperando chover.
01:49Eu tô treinando, tá, mãe?
01:51Eu vou ser barman de um bar que a Copela e seu ladir vão abrir.
01:55O Bar Buxa.
01:57Hum, Bar Buxa, pelo nome,
02:01esse bar deve ser gay, né?
02:02Não, é um bar para homos, héteros e afins.
02:07Afins, Rita.
02:09São mulheres como você que ainda não despertaram para o prazer,
02:13mas sonham com isso.
02:14Ao contrário de mim,
02:17eu sou a própria tradução do verbete.
02:20Procure no dicionário.
02:22Prazer, teu nome é Copélia.
02:24Tá, tá, ô, eu preciso dar, tirar as medidas do teu uniforme.
02:29Mas, mas o senhor ladinho, você já tirou a medida cinco vezes.
02:32Mas quando é jovem, o corpo muda muito.
02:35É verdade, é verdade.
02:36Eu tive um namorado adolescente
02:39que todas as noites ele crescia cinco centímetros.
02:43Como é que você é possível, Copélia?
02:45Crescia onde?
02:46Prefiro não comentar.
02:48Olha aqui, ô, seu ladinho.
02:49Eu preciso falar com a sua esposa
02:52a respeito das cotas extras.
02:55Cota extra.
02:56É mara.
02:57Mara deve ser a conta do seu banco,
02:59que é para onde vai o nosso dinheiro.
03:01Ouça, Arnaldo.
03:07Eu vou sair daqui se eu te dou um bobo na cara.
03:12Eu sou violento.
03:14Protético, seu ladinho é mestre em quem for.
03:17Uma luta oriental baseada na vida dos animais.
03:20O bote de cobra do ladinho é fatal.
03:24Eu te envolvo.
03:28E te mobilizo.
03:30E aí, ô?
03:33É, mas não fazer nada.
03:35Isso não serve pra nada.
03:36Boa noite.
03:38Tá bom.
03:39Olha, eu confesso.
03:40Eu tenho medo do seu ladir.
03:43É isso que eles querem.
03:45É ele e a dona coisa lá.
03:46Eu tenho certeza que com o nosso dinheiro
03:48ela vai botar um monte de silicone.
03:50Você vai ver.
03:50Ah, e a Rita não esquece, né?
03:52Foi só essa história da Celinha
03:54querer botar silicone que ela também quer.
03:56Olha só, ô, que coisa.
03:58Seus peitos, meu amor, são lindos.
04:02Airbags de luxo.
04:04Mas eu também vou botar mais silicone.
04:07Eu quero que meus peitos
04:09cheguem nos lugares antes de mim.
04:11Como dois arautos
04:13anunciando a majestosa chegada de Copélia.
04:19Copélia está chegando.
04:20batam o continente.
04:24Dez,
04:25quinze,
04:26dezesseis,
04:28tá faltando quatro reais, Isadora.
04:32Eu lhe emprestei vinte
04:33pra comprar a bolsa, lembra?
04:35Lembra, mas a bolsa caiu, né?
04:37Todo mundo sabe disso,
04:39então os seus vinte reais
04:40viraram dezesseis.
04:42Saquei que você é uma mau caráter
04:43com as mãos cada vez mais cheias.
04:45Oiê.
04:48Bozena.
04:49Deixa a porta, amor.
04:50Celinha já voltou de cirurgião, plástico?
04:52Ainda não, dona Rita.
04:53E o Mauro Jorge, cadê?
04:54Eu quero falar com o Mauro Jorge.
04:55Só aqui.
04:55Mauro Jorge,
04:56Mauro Jorge, chega aqui.
04:57Olha, é o seguinte,
04:58nós temos que fazer alguma coisa
04:59sobre a roubaleira da síndica.
05:02Você já viu o boleto?
05:03Já, é.
05:04Nós temos que dar uma surra nela.
05:06Aquela piranha tem que entrar no cacete.
05:08Ai, desse castigo,
05:09eu também tô precisada daqui.
05:11Me arranja sem prata
05:14se eu te arrumo alguém
05:15pra fazer o serviço.
05:16Pago dezesseis à vista.
05:24Passa o dinheiro pra cá.
05:26Cavalo trombadinho.
05:28Nós temos que arrumar provas
05:30para desmascarar essa coisa bandida.
05:32Essa mulher tem que ir pra prisão.
05:34É verdade.
05:35Vamos transformar a vida dela
05:37numa experiência desgraçada.
05:40Isso.
05:40porque na prisão
05:41ela vai ser obrigada
05:41a se amasiar
05:42com um sapatão furioso
05:43pra sobreviver.
05:44Ai, é.
05:45E eu pode apostar,
05:46farei questão absoluta
05:48de visitar aquilo ali
05:50todo domingo.
05:52Vamos deputar.
05:53Nós vamos lá visitar
05:54a dona Álvaro.
05:56Falavam de mim?
05:58Não, não, não precisa disfarçar
06:00porque Álvaro sabe de tudo.
06:03Aqui no Jambalaya,
06:04até as paredes,
06:05tem ouvidos.
06:06Irmãos,
06:08já fui empatolada
06:09várias vezes.
06:09pelas paredes do Play.
06:12E gostei.
06:13Pelo amor de Deus,
06:14sem libidinagem.
06:15Dona Álvaro,
06:16nós queremos saber
06:17o que significa isso aqui,
06:18olha.
06:18PB,
06:19VB e DB.
06:21Reflita comigo,
06:22Mário Jorge,
06:23o que é,
06:23o que é.
06:25Começa com a letra B
06:26e sempre dá problema.
06:28Bunda.
06:30Bunda dá muito problema.
06:33Muito.
06:33principalmente quando é murcha
06:35e cai.
06:36Aquele paninho de café.
06:38Já a minha,
06:40só dá alegrias
06:41por onde eu passo.
06:43É uma bunda bem resolvida.
06:45Eu estou falando do Barbará,
06:47sua tarada.
06:49Barbará é que dá problema.
06:51Conserta, troca, desentope.
06:53Conserta, troca, desentope.
06:54Peraí, Dona Álvaro,
06:55peraí, peraí.
06:55Eu só não trocou
06:56os barbarais no ano passado.
06:58Troquei e pretendo
06:59trocá-los novamente.
07:00É uma medida profilática.
07:03Sabe, Dona Rita,
07:05a maresia aqui da Barra
07:07é muito corrosiva,
07:09Dona Rita.
07:10Sim, corrosiva,
07:12Dona Álvaro.
07:13É a sua administração,
07:16sabia?
07:17Olha aqui,
07:18o doutor Arnaldo Kuma.
07:20Kuma, doutor Arnaldo.
07:22O senhor, por gentileza,
07:23poderia repetir em alto
07:25e bom som
07:26com as mesmas letras
07:27que o senhor acha
07:29que eu roubo o condomínio.
07:33Muito simples.
07:34Dona Álvaro,
07:35a senhora rouba o condomínio.
07:38Gravei.
07:38Gravei aqui
07:39a sua acusação,
07:41doutor Arnaldo.
07:41Quero ouvir.
07:42Gravei aqui a sua acusação.
07:44Dona Álvaro,
07:45a senhora rouba o condomínio.
07:47Viu, doutor Arnaldo?
07:48Eu vou processá-lo,
07:49doutor Arnaldo.
07:50Eu vou lhe arrancar
07:51as calças e as cuecas.
07:53Arranco até
07:54o que se esconde dentro dela.
07:56Meu Deus do céu,
07:57olha aí.
07:58Ô, Marujote,
07:58ela tá me ameaçando,
07:59Marujote.
08:00Não, não me mete nessa história não
08:01que eu não quero esse Beuzebú
08:02me arrancando o que quer que seja.
08:03É melhor mesmo, hein?
08:04Fica longe, pai,
08:05porque reza a lenda
08:06que a dona Álvaro
08:07morava no Marrocos
08:08e operava travesti.
08:09Ui!
08:11Foi até assim
08:12que ela conheceu o seu ladir, né?
08:14O que dizem, cara?
08:15Olha aqui,
08:15dona Álvaro,
08:16a senhora não ouse
08:17encostar um dedo sequer
08:18no meu marido
08:19que eu me vingo, entendeu?
08:20não vai sobrar nenhum franjão
08:21do seu ladir
08:22pra você fazer uma...
08:23Marujote!
08:28E aí?
08:31Adivinha?
08:33Marcou?
08:34Marcou o silicone?
08:36Semana que vem,
08:38meu amor.
08:40Semana que vem!
08:42O médico disse,
08:44Marujote,
08:45que eu vou ficar uma beleza
08:46com um pouquinho mais de peito.
08:48Que meu maridão
08:49vai me dar de presente
08:50com tudo, com tudo.
08:51Dudo, dudo, dudo, dudo.
08:53Dudo, dudo, dudo, dudo.
08:55Nem, nem.
08:56Eu tenho que te advertir.
08:58É que o silicone
08:59costuma viciar.
09:01A gente sempre quer mais,
09:02mais, muito mais.
09:03A minha meta
09:04é um dia me deitar
09:05na areia da praia
09:07e ser confundida
09:08com o pão de açúcar.
09:09As mulheres
09:12são loucas mesmo.
09:13Nunca estão satisfeitas
09:14com o que tem.
09:16Ah, e tem outra.
09:17Eu?
09:17Eu ensino.
09:18Tô ótima.
09:19Tô super satisfeita.
09:21Eu ensino.
09:21Não tem nenhum problema.
09:22Por que que ele
09:23quer botar peito?
09:24Jimmy?
09:24Ih, dona Celinha.
09:26Dona Celinha.
09:27Cuidado, hein, dona Celinha.
09:28Quem desdenha
09:29quer comprar.
09:30Dona Rita.
09:31Ó, dona Rita.
09:32Ela é muito despeitada.
09:34Ih, sim.
09:35Mas ela é invejosa.
09:36Dona Rolha.
09:37Dona Rita é invejosa.
09:38Senhora, põe isso daqui
09:39pra fora, entendeu?
09:39A senhora está me ofendendo.
09:41Senhora, não retirar o que disse.
09:42Eu vou siliconar a sua cara.
09:43Olha aqui, eu já tô gravando aqui.
09:44Eu tô gravando aqui.
09:45Tudo que a senhora está falando
09:47eu vou lhe processar aqui.
09:49Olha aqui.
09:50Olha aqui.
09:51Olha aqui.
09:51Olha aqui.
09:52Passou dos limites.
09:53Fora daqui.
09:54Antes que eu silicone a sua cara.
09:55Olha aqui.
09:56Eu vou lhe processar.
09:57Dona Rita.
09:57Olha aqui.
09:59Eu vou lhe processar.
10:00Eu vou lhe processar.
10:02Meu Deus do céu.
10:04Que loucura, gente.
10:05Imagina que ridículo.
10:07Eu, inveja.
10:08Lá em Pato Branco.
10:09Ah, meu bar.
10:11Vi a dona Hermenete.
10:13Que era uma mulher tão invejosa
10:15que tudo que ela olhava, secava.
10:17Um dia ela invejou tanto
10:18o marido da melhor amiga.
10:20O homem caiu duro e seco.
10:21Feito um graveto.
10:22Daí.
10:23Ah, isso acontece sim.
10:25Porque eu já vi
10:26a mamãe
10:28pôr o olho no óculos
10:29de uma mulher
10:29e eles se jogaram
10:30pra debaixo do carro.
10:31Tamanha foi a secada.
10:32Minha mãe não tem olho gordo, não, gente.
10:34O olho é obeso.
10:35Cruzes!
10:37Cruzes!
10:38Olha pra lá, Rita.
10:40E se a gente te falar
10:40da sua própria mãe?
10:42Ah, Rita, sei não.
10:44Às vezes, se me dar umas olhadas
10:45que eu chego a desidratar.
10:48Show olho gordo!
10:49Show olho gordo!
10:50Sabe o seco, sabe o seco, sabe o seco.
10:54Sabe o seco.
10:55Você é tiro que diz.
10:57Imediatamente.
10:58Amor!
10:59Onde me tira?
11:00Olha, tem um homem ao telefone
11:02que está dizendo
11:02que vai ser matado.
11:03Diz que vai dar dois tiros
11:04na cabeça, queimar roupa.
11:06Dois tiros na cabeça?
11:07Por quê?
11:07Ele pretende errar o primeiro?
11:09O que foi?
11:10Ah, fica, sei lá,
11:10um maluco aí que ligou
11:11dizendo que vai se matar.
11:12É pra mim.
11:13Mas que isso?
11:14Você está mentindo nisso, meu filho?
11:16Estou fazendo estágio
11:16para trabalhar no CDN, pai.
11:18Começar de novo.
11:19um serviço para pessoas
11:20solitárias e desesperadas.
11:23Gostei, parente.
11:25Pode me dar o telefone?
11:27Eles só trabalham com rapazes
11:28ou com moças também.
11:31Você não está sozinho.
11:33A Adonis está com você.
11:35Qual o seu nome?
11:37Tem certeza?
11:39Bom, meu amigo,
11:39pelo que parece,
11:40o seu problema começa no nome.
11:43Se o Adonis for ganhar
11:43uma comissão pela vida
11:44que ele salvar,
11:45coitado, vai morrer a língua.
11:48Amíngua normal.
11:49A míngua.
11:51Como essa garota é imbecil.
11:54O problema sabe qual é, não é?
11:55É o olho junto.
11:57É a compressão no cérebro
11:59que não deixa que o cérebro
12:00faça as conexões dos neurônios
12:03devidamente.
12:03Essa garota, escuta
12:04o que eu estou lhe dizendo.
12:06O olho vai juntando
12:07conforme os anos vão passando.
12:09Aos 40 anos,
12:10esse estrupiço vai virar um linguado.
12:12o Adonis.
12:15Adonis, pelo amor de Deus,
12:16você desliga isso?
12:17Mas que coisa agora?
12:18Pelo amor de Deus,
12:19meu filho,
12:19que ideia é essa?
12:21Foi recomendação
12:22da doutora Percy.
12:23Ela disse que eu preciso saber
12:24que tem gente vivendo
12:25em piores condições que eu.
12:26É claro que eu estou escutando,
12:27pode falar.
12:28Olha, viu, Célinha,
12:29eu ia me estressar com você,
12:31mas agora observando seu filho,
12:32eu estou vendo que você tem
12:32problemas bem mais sérios, né?
12:34Bem.
12:35Esse cirurgião que vai te operar
12:37é meu chegado?
12:39Doutor Pirajib, mamãe.
12:41Vocês tinham que ver, gente.
12:43Sabe quem estava lá
12:43no consultório dele?
12:44Aquela atriz.
12:45Quem?
12:46Aquela loura.
12:48Loura, aquela que...
12:49Qual?
12:49Que o quê?
12:50Que é isso, hein?
12:50Quem?
12:51Que foi casada com um cantor,
12:52Maria Joia.
12:53Conher.
12:55Sabe quem estava também?
12:56Não, aquela socialite.
12:57Qual deus?
13:00Quetinha Albuquerque.
13:02Grande Quetinha.
13:04Eu conheci a Quetinha
13:05num torneio de strip poker
13:07em Singapura.
13:08Aliás, foi ela que inspirou
13:09a frase
13:10Come quieta.
13:11Aliás,
13:12me faz lembrar
13:13que eu estou atrasada
13:14para um compromisso.
13:15Fui.
13:16Isadora,
13:17sabe o quê que a Quetinha
13:18operou com o doutor Pirajib?
13:20Olho junto.
13:23Ela era igual você,
13:24menina de olho junto.
13:26Ah, é?
13:27Já me falaram mesmo
13:28que a gente se parece.
13:29Meu amor de Deus,
13:30eu não quero nem lembrar
13:31dessa mulher.
13:32Nós tivemos ela...
13:33Você acredita que a filha dela
13:34nasceu no mesmo dia
13:35na mesma maternidade
13:36que Isadora?
13:37Mentira.
13:37Uma situação constrangedora.
13:40Eu nunca vou me esquecer.
13:42Foi a primeira vez
13:43que esta mal caráter
13:44foi parar na solitária.
13:46Ela estava no berçário
13:48ao lado da filha de Quetinha.
13:50Claro que a filha de Quetinha
13:51usava uma chupeta de ouro,
13:53pois a chupeta sumiu
13:54e apareceu onde?
13:56Na fralda da ladra,
13:57mal caráter.
14:00Foi um escândalo.
14:02Foi aí que colocaram
14:03Isadora numa incubadorzinha
14:05afastada dos outros bebês,
14:06mas ela muito revoltada,
14:07muito raivosa,
14:08chutou tanto,
14:08arrebentou a incubadora,
14:10fugiu dali,
14:11rastejando já
14:13aquele bebêzinho.
14:15Com horror,
14:15nós ficamos marcados ali.
14:17Acho que até hoje
14:17tem uma foto minha
14:18como persona não grata.
14:20Minha querida tia Eda
14:21que estava na maternidade
14:22viu a garota
14:23se arrastando bebezinha
14:25e disse logo
14:26isto é a neta do Chuck.
14:28Ela me avisou,
14:29venda este bebê
14:30para estudos
14:31em Massachusetts.
14:33Só que a telefonista
14:34não conseguia falar
14:35Massachusetts
14:36de modo que o negócio
14:38nunca foi feito.
14:39Peraí,
14:40peraí,
14:41peraí,
14:41peraí.
14:43Eu nasci no mesmo dia
14:46e no mesmo hospital
14:47que a filha
14:48da Quetinha,
14:48o Buquequia,
14:49essa milionária?
14:50Sim,
14:51exatamente.
14:52Naturalmente,
14:52ela ficou na suíte presidencial
14:53e eu fiquei na ala
14:54do plano de saúde,
14:55não é?
14:56Não,
14:57peraí,
14:57mas e ela tem
14:59um olho parecido
15:00com o meu?
15:00Junto?
15:02Vocês estão juntando
15:03a história?
15:04Gente,
15:05eu posso ser filha
15:06da Quetinha,
15:06o Buquequia?
15:07Quem já adora?
15:09É isso,
15:09junta,
15:09junta a história,
15:10junta.
15:11A chupeta
15:11não estava comigo
15:12porque eu roubei,
15:13não?
15:14A chupeta estava comigo
15:15porque ela sempre foi minha,
15:16a pobretona,
15:18filha de vocês,
15:19dois,
15:20uma gente que não tem
15:20nem onde cair morta
15:22que me afanou a chupeta
15:23e por causa disso
15:24eu cresci pobre,
15:26muito pobre
15:27e afastada
15:27da verdadeira fortuna
15:29da minha verdadeira filha.
15:30Mas Isadora,
15:31isso só pode ser loucura.
15:32Quietinha,
15:33Albuquerque,
15:34aquela milionária
15:36e não sendo herdeira
15:37que eu tenho direito
15:38a tudo.
15:40Centro avante,
15:42eu me chamarei
15:43Isadora Albuquerque.
15:47Centro avante.
15:50Dora avante!
15:51Tu entra cajá
15:55e sai caqui
15:56casamento hoje
15:58é isso aí
15:59Toma lá da cá
16:02e no rola rola
16:03embola o que há
16:05e aqui
16:06Entre Copacabana
16:10e o sonho
16:11de Bacarói
16:13Vivendo e dançando
16:17dois pra lá
16:19e dois pra cá
16:20Porta a porta
16:24o amor
16:25fala entre si
16:26Falsa calma
16:28e aí o temporal
16:28um relevo baixo
16:32retrato escolar
16:33do amor
16:34no país
16:35do carnaval
16:36Tu entra cajá
16:39e sai caqui
16:41casamento hoje
16:42é isso aí
16:44Toma lá da cá
16:45Isadora,
16:46Isadora,
16:46que história é essa
16:46de você ser filha
16:47da quietinha Albuquerque?
16:48Sua mãe sou eu!
16:50Ah,
16:50há controvérsio.
16:52Quer dizer,
16:52Rita.
16:53Não é controvérsio,
16:54Isadora.
16:55É controvérsio.
16:56Lá em Pato Branco
16:58tinha uma mulher
16:59burra assim,
17:00Risolete.
17:01Era tão burra,
17:03coitada,
17:03não conseguia arranjar emprego,
17:04ninguém dava trabalho
17:05pra ela.
17:06O prefeito então
17:07falou que aquilo
17:07era preconceito,
17:08conseguiu um emprego
17:09pra ela
17:09e deu certo daí.
17:10Mas o que que estou...
17:11O que que tem
17:12nisso a ver?
17:13O que que tem
17:14nisso a ver?
17:15Termina!
17:15O que que aconteceu
17:16com o Risolete?
17:17Puxa uma charrete de frete.
17:20Só ela sair na rua
17:21que todo mundo grita
17:22mete frete na charrete
17:24de Risolete!
17:26É uma zurra de alegria
17:27que eu dou uns cursos pro ar,
17:29aí precisa ver que amor.
17:30Mas você ficou doida?
17:32Que interesse nós temos
17:33em Risolete?
17:35Nenhum!
17:36Nem em Risolete,
17:37nem no frete,
17:39muito menos na charrete!
17:41Vai caçar o nome!
17:42Vai caçar o serviço!
17:44Fora daqui!
17:45Fora!
17:49Tomalo!
17:50Isadora,
17:53você não tá percebendo
17:54que é muito sério
17:55isso tudo aí
17:56que você tá pensando?
17:56Você tem que calcular
17:57as consequências!
17:58Ah, que calcular?
17:59Calcular eu calculo isso depois, mãe.
18:00Mas espera!
18:01Espera até eu ter
18:02a minha filiação comprovada,
18:03aí vocês vão ver.
18:05Mas,
18:06pra agora, sim,
18:07eu tô precisando
18:09de um dinheiro
18:10pra fazer o exame de DNA
18:11e eu prometo que
18:12quem me ajudar
18:13vai ser bem recompensado.
18:14Eu tô impressionado.
18:17É, olha,
18:17estelionato,
18:19falsidade ideológica
18:20e formação de quadrilha
18:22numa única frase.
18:23Essa garota,
18:24em termos penais,
18:25é total flex.
18:26É.
18:27E olha,
18:28ela ainda vai acabar
18:29cídica do jambalaya.
18:31Pode esperar...
18:32Ah, deixa quieta
18:33essa história, tá?
18:34Deixa quieta
18:34porque eu vou conseguir dinheiro
18:35com outro sócio
18:37que não seja da família, viu?
18:38Fui.
18:39Isadora,
18:40você não vai conseguir
18:40provar nunca
18:41que você é filha
18:42dessa quietinha
18:42ou do que é que nunca!
18:43Claro que eu vou, Rita.
18:46Eu vou sim
18:46porque eu vou
18:47comprar o resultado do exame.
18:49Ela vai comprar?
18:51Vai comprar?
18:52Mas é caro?
18:55Bom,
18:56diante do que eu posso receber,
18:58praticamente uma mexeria.
19:01Ué,
19:01eu tenho umas economias aí
19:04e a gente tem que discutir.
19:05Estão aplicadas aqui.
19:08Mas, meu bem,
19:10meu bem,
19:10presta atenção.
19:11Uma oportunidade dessas
19:13não aparece sempre.
19:15A gente tem que meter
19:16os peitos.
19:17E, no caso,
19:18você me desculpe,
19:19mas são os seus peitos.
19:28Esse café tá horrível.
19:31Bozina, por favor.
19:32Aqui.
19:34Diga a ele, por favor,
19:35que se quiser café fresco,
19:36que vá tomar na padaria.
19:38Se o senhor quiser café,
19:40vá tomar na padaria fresco.
19:45Repete!
19:46Repete pra tu ver
19:47se tu não passa a falar
19:48fofo, pata branca!
19:50Foi ela quem disse daí.
19:52Celinha, pelo amor de Deus,
19:53para com essa besteira,
19:54meu bem.
19:55Não tem sentido brigar
19:56por causa de besteira.
19:57Esse telefone sem fio polaco
19:59ainda vai acabar prejudicando alguém.
20:00Bozina,
20:02diga a ele
20:03que usar o dinheiro
20:04da minha plástica
20:05pra bancar golpe de Isadora
20:07não é besteira,
20:08é crime.
20:09E que, se precisar,
20:09eu depoio contra ele.
20:11Dona Celinha disse
20:12que lá em Pato Branco...
20:13Ela não falou nada disso!
20:15Eu escutei
20:16e ela não falou nada disso.
20:18Cala a boca, anta!
20:19Cala a boca, anta!
20:22Ele falou isso pra mim?
20:23Ele me ofendeu?
20:25Não, não, não falei,
20:26não falei, não falei,
20:27não falei pra você,
20:28eu falei pra ela!
20:29Viu?
20:29Tá te ofendendo,
20:30disse que não falou pra mim,
20:31falou pra senhora...
20:32Cala a boca!
20:34Cala a boca,
20:35que você vai me fazer
20:35perder o juízo, hein?
20:39Alô?
20:41Ué, mas você ainda tá vivo?
20:44Espere um pouquinho!
20:46Adonis,
20:47o teu amigo,
20:48diz que é pra você
20:50vir louco
20:50e ele quer se atirar
20:51ainda hoje
20:51na frente do trem
20:52e nas nove.
20:55Alô?
20:57Mas você ligou
20:58a noite inteira!
20:59Eu vou reclamar
21:00com a doutora Percy.
21:01Esse cara tá fazendo
21:02a minha vida
21:02ficar pior que a dele.
21:05O quê?
21:05Se tomar veneno
21:06antes de se enforcar
21:07faz mal?
21:08Sei lá, cara!
21:10Escuta só,
21:11se você não me deixar
21:12te ajudar,
21:12eu não vou conseguir
21:13te ajudar.
21:14Você tá entendendo?
21:14Eu tenho novidades,
21:18Mário Jorge,
21:19e das grandes...
21:19Eu espero que elas
21:20justifiquem o fato
21:21de você ter passado
21:22a noite inteira
21:22fora de casa.
21:23Não, eu tava fazendo
21:24uma investigação interna
21:26e descobri
21:27que a coisa,
21:28sabe,
21:28estava estocando alimentos
21:30no quarto de Sabará.
21:31E isso, claro,
21:33tem a ver com as taxas estas.
21:35Eu tô com a cabeça
21:36noutra sintonia,
21:37sabe, Arnaldo?
21:38Porque,
21:39se essa história
21:39da Isadora
21:40vai ser realmente
21:41filha de quietinha,
21:42vingar,
21:43os meus problemas
21:44de cota extras
21:45vão ser num condomínio
21:46em Mônaco.
21:47Não, mas peraí,
21:48ô Mário Jorge,
21:49nós temos que nos unir
21:50contra a coisa.
21:52Fala pra ele,
21:52Celinha.
21:53Não dá,
21:53não tô falando
21:54com esse marido
21:55mau caráter.
21:56Pois é,
21:56sobrou pra mim,
21:57eu levo aí trás.
21:58Daqui a pouco sai briga,
21:59quem vai sair apanhando
21:59os dois lados?
22:00Eu.
22:01Não!
22:02Não e não!
22:04Pra talo,
22:06nada de escândalo.
22:07Não tem o uniforme,
22:09ficou ótimo.
22:10Ah, é?
22:10Então mostra pra eles.
22:12Mostra pra eles,
22:13vai?
22:13Claro.
22:18É uma joia.
22:20Isso foi feito
22:21em veludo de vorre.
22:25É mara!
22:26E o resto
22:28da roupa?
22:29Pois é,
22:30aí é que tá.
22:31Não tem resto.
22:33Isso aí
22:33é tudo.
22:34Você vai trabalhar
22:35pelado,
22:36o Tatálo?
22:36Ele,
22:37eu,
22:38Ladir e os clientes.
22:40é o novo conceito
22:43de barra.
22:44Todo mundo
22:45como veio ao mundo.
22:46Mamãe,
22:46você também vai
22:47trabalhar nua.
22:48Mas esse é o menor
22:49dos problemas, né,
22:50Celinha?
22:50A Copélia já ficou nua
22:52até no Vaticano.
22:53Foi, inclusive,
22:54a única vez
22:55que o Papa
22:55cancelou a missa
22:56na Basílica.
22:57Ah, eu tenho
22:58ideia de usar
22:58só um
23:00campanhaque.
23:01Só.
23:02É, não.
23:04É para fazer
23:04uma certa
23:05publicidade
23:06para o nosso
23:07bar Barbucha.
23:09E eu serei
23:09o cardápio.
23:11Os pratos
23:12serão escritos
23:13no meu corpo.
23:15Na parte da frente,
23:17as entradas.
23:18Os pratos principais,
23:20nas costas.
23:21E no DRE,
23:23a carta de vinhos.
23:24Depois que o cliente
23:27escolher o vinho,
23:27eu mesma busco
23:28na adega
23:29e trago
23:30completamente nua.
23:32Na mão esquerda,
23:33a garrafa
23:34e na direita,
23:35as taças de cristal.
23:36É, e o saca-rolha
23:38vem aonde?
23:38Prefiro não comentar.
23:41Bom, meu filho,
23:42mas que bom.
23:43Que bom que você
23:43está descobrindo isso
23:44a tempo de ser livrado
23:46desse trabalho sujo,
23:47não é?
23:47É, mas sujo
23:48está o meu nome na praça
23:49por causa do preço
23:50do leite de camela
23:51das crianças.
23:52É, trabalhar pelado
23:53é dose.
23:55Não tem nem onde
23:55botar a gorjeta.
23:57Em que vida, hein?
23:57Em que vida?
23:58Um querendo trabalhar
23:59pelado no bar
24:00da dona Copelli
24:00do seu ladinho
24:01e a outra
24:02me negando como mãe
24:03com o apoio
24:04do safado do pai.
24:05Você não devia reclamar.
24:06Ah, não?
24:07Não devia abrir sua boca
24:08pra reclamar.
24:10Ou você pensa
24:10que eu não sei
24:11que foi por causa
24:12do seu olho gordo
24:12que eu perdi minha plástica?
24:14O quê?
24:15O quê?
24:15Você para de querer
24:16descontar os seus problemas
24:17em cima de mim,
24:18minha filha.
24:19E depois de mais a mais
24:20eu não tenho olho gordo.
24:21Ah, claro que não.
24:22Você tem tudo gordo.
24:31Eu lhe desmascarei
24:33sua jararaca.
24:34O DB
24:35que está aqui
24:36na cota extra
24:37é despesa do bar,
24:39não do bar bará.
24:40Não, não, não, não.
24:42Arnaldo,
24:42esse,
24:43esse, esse,
24:44esse DB,
24:45esse DB
24:46é de doutor gostosão.
24:50Ai, doutor sudo,
24:51vamos fazer uma cota extra.
24:52O que é isso?
24:53Vamos fazer uma cota extra.
24:53O que é isso?
24:55O que é isso?
24:55Ai, me larga!
24:57Ai, me larga!
24:58Me larga!
24:59Me larga!
25:01O seu marido,
25:02dona Rita,
25:03estava tentando
25:04me agarrar à força.
25:06Ele,
25:06ele sempre teve
25:07uma tara por mim.
25:09É mentira, Rita.
25:11Ela está apelando
25:12porque eu descobri
25:13que esse DB
25:14dessa cota extra
25:15era para financiar
25:17o barbucha
25:18e eu já chamei
25:18a imprensa
25:19para denunciar
25:20essa sua falcatrua.
25:21Falcatrua, não.
25:23Falcatrua, não.
25:24Eu, eu,
25:24eu apenas
25:25investi
25:26o dinheiro
25:27dos condôminos
25:28num negócio
25:29que pode fazer
25:30o capital
25:31do jambalaia
25:32dobrar de tamanho
25:33rapidamente.
25:34A única coisa
25:35que pode dobrar
25:36de tamanho rapidamente
25:38num bar
25:38onde todo mundo
25:39vai pelado,
25:40a senhora sabe
25:40muito bem
25:41o que que é,
25:42viu, dona Álvaro?
25:43Eu estou errado, Rita.
25:44Não, nem sei.
25:45Eu já tenho
25:45preocupação demais
25:46com aquela grosseria
25:47da celinha
25:47para me preocupar
25:48com cota extra.
25:52Zadora,
25:52tem certeza
25:53que esse cabelo
25:54é da quietinha
25:55Albuquerque?
25:56Claro que eu tenho.
25:57Eu mesma cortei o cabelo.
25:58Vou dar um jeito
25:59de levar agorinha
26:00para o laboratório.
26:02Então, muito cuidado
26:03com isso, hein?
26:04Não se esqueça
26:04de que 30%
26:06do que você arrumar
26:07com esse cabelo
26:07é meu.
26:08Não está entendendo?
26:09Vem cá.
26:10Eles não me falaram
26:10que o laudo
26:11ia ser comprado?
26:12Então, por que tanta
26:12preocupação com esse cabelo?
26:14Porque eu tenho
26:14princípios, meu bem.
26:16Tá?
26:17Se eu vou fraudular
26:18o exame de DNA
26:19da quietinha,
26:20eu tenho que pelo menos
26:21usar o cabelo
26:22de quietinha Albuquerque, gente.
26:23Espera, espera.
26:25Fraudular?
26:26Mas ela está cada vez
26:28mais imbecil.
26:29O que é fraudular, garota?
26:31Como que é fraudular?
26:31Fraudular, roubar,
26:33passar para trás,
26:34enganar, mentir, né?
26:35Fraudar, anormal.
26:38Fraudar.
26:38O verbo é fraudar.
26:40Que fraudar?
26:40Fraudar é botar fralda.
26:42Eu vou fraudular
26:42o exame de DNA
26:43da quietinha Albuquerque,
26:44tá louco?
26:45Confunde tudo,
26:46depois eu que sou burra.
26:47Quietinha, quietinha,
26:48Albuquerque,
26:49não é a milionária,
26:51a VIP das VIPs.
26:53Olha aqui,
26:54Mário Jorge,
26:54por favor,
26:55por favor.
26:56Olha,
26:56eu tenho novidade
26:57sobre a cota extra.
26:58Eu quero te falar,
26:59eu tenho novidade.
27:00Não, não,
27:00não tenho novidade nenhuma.
27:01Eu agora não posso pensar
27:02em cota extra.
27:03Agora eu estou pensando
27:04é no golpe
27:04que nós vamos dar
27:05em quietinha Albuquerque.
27:08Impressionante,
27:08uma coisa seríssima
27:09está acontecendo
27:10no condomínio
27:10e ninguém toma satisfação.
27:12É uma coisa impressionante,
27:14é um absurdo isso.
27:15Eu também acho,
27:17eu também acho,
27:18doutor Arnaldo,
27:18eu acho que esse,
27:20que esse cabelo,
27:21esse cabelo...
27:22A senhora por acaso
27:23está num trem cheio?
27:25Eu acho que esse cabelo,
27:27esse cabelo,
27:28ele tinha que ficar aqui
27:29no Djambalaia,
27:30na portaria,
27:31numa redoma,
27:33exposto,
27:34exposto à visitação pública,
27:36porque afinal,
27:38é um cabelo
27:38de quietinha Albuquerque.
27:41Quietinha,
27:42quietinha Albuquerque.
27:43Quietinha Albuquerque.
27:44Com licença,
27:46eu segui aquela garota
27:48até aqui.
27:50Ela me atacou na rua
27:51e cortou o meu cabelo.
27:53Vocês acreditam?
27:55Por que você fez isso?
27:58É,
27:59porque quando te vi,
28:00eu lembrei de,
28:02de um lugar muito claro
28:04e uma moça de branco
28:06que me botou num berço,
28:09dormi depois disso
28:11e quando eu acordei,
28:12já não estava mais lá.
28:14Eu já tinha me separado de você.
28:17Mamãe?
28:18Mamãe?
28:20Mas como assim?
28:21Que história é essa?
28:23Quietinha.
28:24Você foi vítima
28:25de um sequestro
28:27na maternidade.
28:28Aquela mulher é praticamente
28:30uma Vilma de Goiás.
28:33Eu e ela
28:35acabamos criando
28:37por engano
28:38a sua filha,
28:39que é esta moça.
28:40e graças
28:41à criação,
28:43à educação esmerada
28:44que nós demos
28:45a ela,
28:46esta menina
28:47hoje em dia
28:47é uma princesa.
28:48Veja quietinha.
28:49É dócil,
28:51um caráter de ouro
28:52e uma inteligência
28:54superior.
28:55Dona quietinha,
28:57acontece que
28:58Isadora
28:58nasceu no mesmo dia,
29:00na mesma maternidade
29:01que a sua filha
29:01e está achando,
29:02acreditando na possibilidade
29:03dos bebês terem sido trocados
29:05e ela poder ser sua filha.
29:06Realmente
29:07eu vejo
29:08que temos
29:08semelhanças físicas.
29:10É,
29:11principalmente
29:12o olho junto,
29:13não é?
29:14Mas isso é um traço
29:15de nobreza.
29:16É,
29:16realmente,
29:17às vezes,
29:18eu confesso,
29:19eu também fico pensando,
29:21assim,
29:21se a menina
29:22que eu criei
29:23é realmente
29:23minha filha.
29:25Mocinha,
29:25por favor,
29:26eu preciso de uma água
29:27para tomar uma bola.
29:28Você não consegue uma águinha,
29:29por favor?
29:29Se tivermos água,
29:30não será um...
29:31Oh, oh, oh,
29:32atu lá, garota.
29:33Você não está lembrado
29:34que nós estamos
29:34com relações cortadas
29:35fora daqui,
29:36Celinha?
29:37Bozena,
29:38faz favor,
29:39diga a essa senhora
29:40despeitada
29:41que eu vim aqui
29:42só trazer
29:43a filha dela
29:44de Mário Jorge
29:45que bateu errado
29:45lá em casa.
29:46A dona Celinha...
29:47Você repetir,
29:48serão suas últimas palavras.
29:51Eita,
29:53olha lá,
29:54a garota é loura,
29:56tem olhos claros
29:57e...
29:58e tem alguma coisa
30:00toa ali.
30:01É,
30:02desleixada,
30:03maltrapilha,
30:03desarrumada.
30:05Não, peraí,
30:05que papo é esse?
30:07Quem são vocês, hein?
30:08É, é, é...
30:09Qual é a mãe?
30:10Rita, pelo amor de Deus,
30:11essa menina deve ter
30:12uma fortuna no nome dela.
30:14Colabora,
30:15colabora,
30:16porque se ela for realmente
30:18a nossa filha,
30:19a gente entra de posse
30:20da fortuna,
30:20você pode botar
30:21até cinco peitos,
30:22igual a deusa indiana.
30:24Peito pra tudo que ela...
30:26Minha filhota amada.
30:28Essa que se diz
30:29minha filha
30:30atende pelo nome
30:31de Miloca Albuquerque,
30:33macieira de Bragança
30:34e Silva.
30:35Deixa de frescura, tá?
30:37Eu sou louquinha,
30:39só isso.
30:40O resto é frescura
30:41de socialite metida.
30:42Ela adora me contrariar,
30:44sempre.
30:45É por isso que eu realmente
30:46já tenho essa dúvida.
30:47Vocês entendem?
30:49Entendo.
30:50Entendo e concordo
30:51com tudo.
30:52Louquinha, meu bebê.
30:54Meu rosado e belo bebê.
30:57Você é a nossa filha
30:58verdadeira,
30:59trocada na maternidade
31:00por um golpe do destino.
31:02Mas se ficar provado
31:03que você é realmente nossa,
31:05eu e sua verdadeira mãe
31:06prometemos dedicar-lhe
31:08o mesmo amor
31:10que dedicamos
31:10à falsa filhota.
31:13Aí, quietinha.
31:14Isso é mais uma armação sua
31:16pra tentar me convencer
31:17e me transformar
31:18numa burguesinha patricóide
31:19que só pensa em dinheiro, né?
31:21Não.
31:21Mas você quer ver
31:22o que eu faço
31:23com o seu dinheiro?
31:23Não, não, não.
31:24Você quer ver, mamãe?
31:25Olha só.
31:25Não, não.
31:26Olha o que eu faço
31:27com o seu dinheiro.
31:27Mas o que é isso?
31:28Ela é louca?
31:30A louquinha é louca.
31:31Ela é pior que essa doida
31:32que nós vamos fazer.
31:33Mas...
31:33Olha, essa garota
31:35desequilibrada.
31:37Esta garota rasga dinheiro
31:39e com certeza come cocô.
31:41O que nós vamos fazer,
31:43Mário Jorge?
31:43O que você vai fazer,
31:44eu não sei.
31:44eu vou tentar salvar
31:45algumas notas.
31:46Essa menina certamente
32:07é psicologicamente perturbada.
32:08E se bobear,
32:10sofreu maus tratos
32:12na casa de Ketinha,
32:13Alburquerque.
32:14Pois nós vamos processá-la
32:15pelo que a senhora
32:16fez com nossa filha.
32:18Ela é que me maltrata.
32:20Ela rejeita tudo
32:21que eu tenho.
32:22Até o meu lente,
32:23ela rejeitou,
32:25mamava e reacujitava
32:26na minha cara.
32:27É que eu sempre tive nojo.
32:30Nojo da sua fortuna,
32:32das suas mansões,
32:33da sua posição,
32:35sua exploradora social.
32:38Olha lá como é que você fala
32:39com a minha mãe, hein, garota?
32:40Sua mãe, eu.
32:41É, minha mãe,
32:42senhoras e senhores.
32:42Sua mãe, eu.
32:43Quietinha.
32:44Quer dizer,
32:45mamãezinha querida,
32:46eu queria lhe dizer
32:47que eu gosto muito,
32:50mas muito de dinheiro.
32:51Eu gosto de dólar,
32:53gosto de joia,
32:53gosto de euro,
32:55gosto de brilhante,
32:56esmeralda, tudo.
32:57Tá vendo?
32:58Eu sou parecida com você,
32:59eu sou sua filha,
33:00mamãe, eu lhe junto.
33:02Então, abraço.
33:04Olha,
33:05você não sabe
33:06o que eu passei
33:06na mão dessa gentalha.
33:08Nem Tarzan,
33:10que foi criado por macacos,
33:11sofreu tanto quanto eu.
33:12Eu exijo uma indenização,
33:14indenização, entendeu?
33:17Por todo o dinheiro
33:18que nós gastamos
33:18com esta garota,
33:19e que foi muito,
33:20uma educação esmerada,
33:21ela não aproveitou nada.
33:23Mas eu quero que você
33:24pague cada centavo, Kate.
33:25Sabe o que eu vou gostar?
33:26de vir morar num lugar desses?
33:28Numuquifo,
33:29onde vivem pessoas necessitadas
33:31que não tem nada, né?
33:32É, mas não tem nada
33:34de nada nadica mesmo,
33:36minha querida.
33:37Nem vergonha na cara,
33:38essa gente.
33:39Mas que é isso?
33:40Imagina, olha quem fala.
33:41Olha, cuidado com essa aqui, viu?
33:44Cuidado, segura a sua bolsa,
33:45porque essa mulher
33:46é capaz de fazer qualquer coisa.
33:48Minha filha,
33:48você gosta de passar fome?
33:50Então, aqui é o lugar ideal.
33:52Dá uma olhadinha
33:53na geladeira dela.
33:54É uma paisagem, meu amor.
33:56nem no sertão,
33:57lá na Caatinga.
33:59Você tem uma imagem dessa,
34:01você não vê nada.
34:02Dona Rita não se preocupa
34:04nem em detetizar a casa,
34:05as baratas morrem em Amíngua mesmo.
34:09Fora, fora já.
34:10As duas, fora.
34:11Fora, fora da minha casa já.
34:13Essas duas estão querendo
34:14me difamar.
34:15Rua, não, tu tem o limite.
34:16Fora, tô mandando sair.
34:17Não vou.
34:18Não, quietinha.
34:24Albuquerque.
34:26Eu vou desmaiar,
34:27mas antes,
34:29eu quero dizer a você
34:30que você é mara.
34:34Agora eu vou desmaiar.
34:35que nem segura.
34:37Eu já vou aí, seu Ladir.
34:38Não, você não.
34:40Deixa o bar,
34:41sós mesmo.
34:42Ah, meu Deus.
34:43Seu Ladir tá achando
34:44que eu sou santo de procissão.
34:47Volte e meia,
34:48ele me agarra
34:48esperando algum milagre acontecer.
34:51Olha aqui,
34:52dona quietinha Albuquerque,
34:55meu marido Ladir
34:56é seu fã número um.
34:58Ele possui uma cópia
34:59de todos os seus vestidos de gala,
35:02mas ele só usa
35:03em ocasiões especiais,
35:04não é, Ladir?
35:05O seu marido usa vestido?
35:07Sem calcinha.
35:09Que é pra não marcar.
35:11Muito prazer,
35:12eu sou Copélia.
35:13Muito prazer.
35:14Eu e Isadora
35:14somos sisters.
35:16Crescemos juntas.
35:18Cresceram como?
35:19Quem é essa mulher?
35:21É minha mãe,
35:22mas não liga não,
35:23ela tem problema.
35:26Ela não fala coisa com coisa.
35:28Vamos pra casa, né, mamãe?
35:29tá na hora do remedinho, né?
35:30Meu remédio, nem.
35:33É esse aqui.
35:35A urina do capeta.
35:38Aceita?
35:39Não, obrigada.
35:40Eu vou te dar
35:41uma carteirinha VIP
35:43pra você gastar lá
35:44do meu barbucha.
35:45Ih, o barbucha
35:46é um bar seletíssimo,
35:48viu, quietinha?
35:49É uma frequência selecionada.
35:51Sim, selecionada,
35:53sabe, quietinha,
35:54por pessoas sem roupa.
35:56Porque essa aí,
35:57que é mulher desse aí,
35:58roubou o condomínio
36:00pra abrir esse bar, sabe?
36:02Onde vão pessoas pervertidas,
36:04pessoas nuas.
36:05É, só pra senhora
36:06ficar sabendo.
36:09Vamos lhe mandar um convite
36:10pra inauguração,
36:11tá ligado?
36:12A festa vai se chamar.
36:14Garçom,
36:15onde é que eu guardo o troco?
36:18Quer dizer que aqui
36:19eu vou poder dar duro,
36:21passar fome,
36:21andar pelada?
36:22e ainda vou dar uns
36:24pega na empregada.
36:26Ela até que é bem
36:27ajeitadinha, né?
36:30Meu Deus,
36:31é que foi que eu fiz
36:32pra merecer a sapataria toda?
36:35Para de me envergonhar,
36:36para de me envergonhar.
36:37Não, não, não,
36:38fiquem à vontade.
36:40Porque aqui no Jambalaya
36:41tudo pode.
36:43Você sabe,
36:44quietinha,
36:44aqui nós vivemos
36:45com a diversidade
36:47todos os dias.
36:48inclusive,
36:49uma de nossas melhores amigas
36:51é um sapatão furioso,
36:53um sapatão clássico
36:54à moda antiga,
36:56dona Deise Coturno.
36:57Vocês vão conhecê-la.
36:59Essa, Safira aí,
37:00você conseguiu educar
37:01isso aí no quê?
37:02Num porão na Áustria?
37:05Louquinha,
37:05vamos embora,
37:06vamos embora,
37:07que nós já ouvimos
37:08e vimos absurdos demais aqui.
37:10Vamos...
37:10O que foi, Sabará?
37:13Não, eu aviso a ele.
37:15Olha, tem um repórter subindo
37:17querendo falar
37:17com o doutor Arnaldo.
37:18Ah, chegou a hora.
37:20Eu vou denunciar
37:21a roubalheira
37:23aqui no Jambalaya.
37:24A honestidade,
37:25a integridade
37:26vão vencer
37:27aqui no Jambalaya.
37:29Viu, dona Álvaro?
37:31Sim, sim.
37:33A senhora quer dizer
37:33alguma coisa?
37:34Não, não,
37:35eu não tenho nada a dizer.
37:36Eu apenas
37:37vou sortear
37:39o condomínio
37:40que este mês
37:41será dispensado
37:43de pagar o condomínio
37:44e as taxas extras.
37:47Quem será?
37:48quem será?
37:49Quem será?
37:51Quem será?
37:52E o felizardo é...
37:55Arnaldo Moreira!
37:58de preguiçoso
38:06se fosse lá...
38:07Dr. Arnaldo Moreira,
38:15por favor.
38:15Ah, sou eu.
38:16Por favor,
38:16o senhor,
38:17chegue até aqui
38:17e por favor,
38:18comece a gravar
38:19tudo o que eu vou dizer.
38:20A síndica
38:21desse condomínio,
38:23Jambalaya,
38:24dona Álvaro,
38:25deve ser retirada
38:26daqui imediatamente
38:27e mandada
38:28imediatamente
38:29para Brasília
38:30para ser
38:31empossada
38:32como presidente
38:33da República.
38:34Porque não existe
38:34ninguém
38:35que faça
38:36uma administração
38:37melhor do que ela.
38:38mamãe,
38:39mamãe.
38:40Mãezinha,
38:41mãezinha quietinha,
38:42olha só,
38:42eu acho que a gente
38:43tem que ir embora
38:43dessa casa,
38:44sabe?
38:45Porque essa gente
38:46não tem renda percapeta
38:47para fazer parte
38:48de nossa família.
38:50Vamos.
38:50É renda percapeta.
38:53Ela é muito ignorante.
38:56Olha aqui,
38:56preste atenção
38:57no que eu vou te dizer.
38:58Você não pode ser
38:59minha filha
39:00e nem filha de ninguém.
39:02Aliás,
39:02você só pode ser
39:04uma experiência genética
39:06mal sucedida.
39:07Tomou, papuda?
39:09Se tivesse estudado
39:10uma hora dessa,
39:11tava com um dinheiro na mão.
39:13Olha aqui,
39:13ô papai,
39:14eu pensei que vocês
39:15fossem pessoas legais,
39:17mas pelo visto,
39:18vocês são uma cambada
39:19de parasitas.
39:20Fui.
39:21Louquinha,
39:22não me enlouquece.
39:23Louquinha,
39:23volte aqui.
39:24Espera aí,
39:24peraí.
39:25Eu vou embora.
39:25Mamãe, mamãe, mamãe,
39:26não me abandona.
39:28Eu te amo,
39:28não me abandona,
39:29por favor.
39:30Mãe,
39:31eu posso te processar
39:33por abandono.
39:35Eu posso acabar
39:36com a sua vida,
39:37sua vaca.
39:38Eu é que vou te processar.
39:40Aliás,
39:41eu vou processar
39:42todos vocês aqui.
39:44É uma cambada
39:45de gente mal caráter.
39:46Passem muito mal.
39:48Amor,
39:50eu tô arrependido
39:52de ter usado
39:52o dinheiro
39:53dos teus peitos.
39:56Eu fiz uma besteira
39:58e eu sei que eu vou
39:59me arrepender
40:00muito mais
40:01daqui pra frente,
40:03mas agora já tá feito.
40:05eu pedi um empréstimo
40:08pra pagar
40:08os teus peitos
40:09de silicone.
40:12Ai, amor.
40:16Eu sabia.
40:19Eu sabia que você
40:21era um bom sujeito
40:22no fundo.
40:24No fundo
40:25e longe da Isadora.
40:27Eu desisti
40:28desse negócio
40:29de silicone.
40:30Eu quero ser
40:31eu mesma,
40:32Mário Jorge.
40:33Ó,
40:34é...
40:35Celinha,
40:36queridona,
40:36me desculpe.
40:37Eu vim aqui dizer
40:38que eu tô muito arrependida
40:39de ter brigado com você,
40:40que você deu uma besteira
40:41e confesso,
40:42confesso sim,
40:43que quando eu soube
40:44que você ia botar silicone,
40:45sim,
40:46eu fiquei despeitada,
40:47mas...
40:49imagina se eu
40:50tenho que me preocupar
40:50com isso, né?
40:52Eu vou fingir
40:53que eu não escutei
40:54a ironia.
40:56Já que tá todo mundo
40:56bonzinho aqui, né?
40:58Mário Jorge pediu
40:59um empréstimo
41:00pra poder botar
41:01no meu silicone.
41:03Empréstimo nada,
41:04não te falo a verdade, não.
41:05Que verdade?
41:05Ele ameaçou
41:06Dona Álva
41:07de contar as falcatruas
41:08dela pro Caco Barcelos.
41:09É.
41:10Ele vinha aqui
41:11fazer um especial,
41:12um programa especial
41:12sobre condomínios.
41:13É.
41:14Isso é verdade, Mário Jorge?
41:15Mário Jorge,
41:15você fez isso?
41:16Gente!
41:17Você fez isso?
41:20Não você fez isso?
41:22Vocês vão roubar
41:23o parque aquático?
41:24Não, não, não, não, não.
41:25Estamos indo
41:26à inauguração
41:27do Barbuxa.
41:28Estamos aqui
41:29de roupão
41:30só para atravessar
41:32o Djambalaya.
41:33Gente, mas que absurdo isso.
41:35Concordo, protético.
41:37Concordo.
41:38Eu acho que a gente
41:39já devia ir nu.
41:40Eu já me decidi.
41:41Vou trabalhar no Barbuxa.
41:43Vou encarar
41:44essa situação de frente.
41:45Até porque nu
41:47de costas
41:48é meio arriscado.
41:49Que emoção
41:50empelada
41:50pro barque.
41:53Entrou um friozinho
41:54aqui por debaixo, sabe?
41:55Não, isso é só o começo.
41:58Depois você vai citar
41:58um calor.
42:00Então vamos
42:00de pressa.
42:02Bom, mas peraí, peraí, peraí
42:03que antes eu preciso
42:04dizer uma coisa.
42:05Vai.
42:07Rita,
42:08Mário Jorge,
42:10queria dizer
42:11que vocês são
42:12e sempre serão
42:15os meus paizinhos amados.
42:17Aja o que haver!
42:18Bonitinha, bonitinha.
42:19Vem, minha filhota, vem.
42:21Bonitinha, né?
42:22Oh, meu Deus.
42:23Faz as pazes com a gente,
42:25mas não faz as pazes
42:25com a língua portuguesa, né?
42:27O quê?
42:28Aja o que houver, querida.
42:29Olha lá, seu paizão.
42:30Ah, tudo legal.
42:33Ela é minha,
42:34mau caráter do papai.
42:40Tchau, meu amor.
42:41Tchau, gente.
42:42Festa, amor.
42:43Sabe, Rita,
42:57eu agora juro
42:58que até fiquei emocionado
42:59com o Isadora.
43:00Tocou, né?
43:01Eu esperava
43:02que aquela mau caráter
43:03tivesse esse gesto
43:05de afeto e de carinho,
43:06né, meu bem?
43:07Hã?
43:07Fiquei tocado,
43:08fiquei,
43:09porque, sei lá,
43:10a gente, né,
43:10tá sempre pisando na garota,
43:13batendo na garota,
43:14e a garota vem
43:15e dá essa volta na gente.
43:17Fiquei mexendo.
43:22Ela roubou minha carteira!
43:24Nós temos que fazer alguma coisa.
43:26Essa mulher está roubando o condomínio.
43:27Essa besta pé,
43:28ela está nos roubando.
43:32Tarada,
43:33a Bárbara
43:33é que sempre dá problema.
43:35Mas o que é Bárbara?
43:36Bárbara?
43:36Eu conheci a quietinha
43:42num torneio
43:42de strip poker
43:43em Cicapora.
43:45Foi ela?
43:46Foi ela
43:47que esqueceu o texto
43:48e não consegue prosseguir.
43:51Minha querida Tiaeda
43:52que estava na matéria.
43:55Coitada Tiaeda,
43:56até já morreu,
43:57coitada.