Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, explicou em entrevista exclusiva à CNBC americana que as negociações comerciais com a China continuam em Estocolmo. Ele comentou a possível extensão da pausa na guerra comercial até 12 de agosto, a importância dos minerais raros e o equilíbrio entre fabricação e consumo na economia chinesa. Bessent destacou ainda que o prazo de 1º de agosto para tarifas é simbólico e que as negociações seguirão abertas.
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00:00A gente acompanha agora, Scott Bessent, mais uma vez, agora em entrevista exclusiva à CNBC
00:09americana. Scott Bessent, que é secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
00:30Scott Bessent dizendo que ele e o Jameson Greer, que é o embaixador para o comércio, já estão acostumados, estão fazendo já muitos, estão adquirindo
00:41bastante experiência nessa questão dos deals, na negociação com outros países, das tarifas.
00:51Esse é o terceiro encontro em Estocolmo, então eles tiveram um encontro em Genebra, lembra lá no comecinho das tarifas,
00:58depois eles tiveram um encontro em Londres e agora esse encontro em Estocolmo.
01:02Então eles estão dizendo que aprenderam cada vez mais, a cada encontro eles estão aprendendo um pouco mais qual é a importância
01:07desse processo todo para a China.
01:16Agora eles estão falando, Natália, uma coisa sobre prazo do dia 12 de agosto, não mais um primeiro de agosto, como a gente estava falando.
01:22Agora vamos acompanhar para a gente ver se...
01:24Na outra fala deles também, né?
01:26Também vamos acompanhar para ver se respeita alguma coisa relacionada com a China ou de maneira geral.
01:31É, eles estão falando sobre essa possível extensão da pausa, né?
01:52Dentre a guerra comercial entre China e Estados Unidos, que a proposta do representante chinês seria de 90 dias a pausa.
02:02Vamos ver se...
02:02É, e agora o Scott Besson querendo se adiantar, né?
02:07Diz que vai levar essas informações e o presidente Trump vai decidir.
02:11É, agora os minerais raros, ele cita mais uma vez, que isso é a questão principal para os Estados Unidos.
02:28Desde abril, 4 de abril, quando foi interrompida a exportação de minerais para os Estados Unidos,
02:33desde então, eles estão tentando retomar essa exportação.
02:44É, que não são relativas às restrições apenas aos Estados Unidos, mas a China restriziu isso para todos os países.
02:50É, agora ele falou que eles estão conversando que...
03:20Que a China, eles estão tentando convencer a China, né?
03:23Negociar, para que a China volte a ser uma economia também voltada para o consumo.
03:27E não apenas para manufacturing, não apenas para fabricação,
03:30que isso é uma coisa que a China acabou pegando um pouco dos Estados Unidos também.
03:34Então, estão querendo equilibrar um pouco essa relação entre manufacturing, né?
03:38Fabricação e consumo.
03:39E eles estão em reunião agora e já marcando futuras reuniões, né?
03:42É, daqui a três meses.
03:44Agora, ele está falando mais uma vez, né?
03:54Que o presidente Xi Jinping convidou o presidente Donald Trump para visitar Pequim.
03:59Falando sobre o petróleo iraniano mais uma vez.
04:08E qual foi o que ele pediu para o contraparte da China?
04:12Eles são uma nação soberana.
04:17Eles têm suas exigências, suas necessidades de energia.
04:21Então, com isso...
04:25Ah, uma das razões...
04:47Uma das formas de pressionar que algumas dessas pessoas,
04:50dessas produtoras de petróleo, enfim, elas têm posses nos Estados Unidos,
04:57poderiam ser sancionadas nos Estados Unidos.
04:58Agora, ele dizendo que, na verdade, não é que a China se sentiu pressionada.
05:24O vice-presidente que participou das negociações, ele é muito experiente,
05:27mas que a bola está com os Estados Unidos.
05:29Os Estados Unidos estão com mais poder nessa negociação.
05:33Depois de ter fechado acordo com o Vietnã, com a Indonésia e com outros países do Sudeste Asiático,
05:40ele tem aliados, vizinhos da China, então tem um poder muito grande de influenciar nessa negociação.
05:47É, se os bens chineses não forem para os Estados Unidos, eles vão para onde?
05:53Para a Austrália? Para a Europa?
05:57Tem outros países que também têm que tarifar produtos chineses?
06:04Essa é uma oportunidade dos chineses serem mais proativos
06:10e criarem e apostarem mais em uma economia de consumo.
06:16É engraçado o secretário de Tesouro americano dizendo o que os chineses devem fazer.
06:28É, está dizendo que não é um dos objetivos do governo chinês.
06:32É, em relação à bolha do Japão, que demorou de 1990 até 2020.
06:53Inclusive, era uma ameaça que a própria economia chinesa tinha em relação ao Japão.
07:09Talvez a forma de convencer o governo chinês a equilibrar essa economia do consumo seja mais tarifas.
07:15Em relação ao Japão, esses 600 bilhões de dólares foram anunciados como investimento nos Estados Unidos.
07:43Estados Unidos são de empresas privadas.
07:45Os Estados Unidos, o governo americano, tem como fiscalizar isso?
07:54Desculpa, não o Japão, em relação à União Europeia.
07:58É, que tipo de compras eles vão fazer?
08:02A Europa está se rearmando, né?
08:12A OTAN aprovou mais essa ampliação nos gastos de cada país, até 5% do seu orçamento.
08:20Então, uma grande porção desse investimento europeu deve ser em armas americanas compradas pela Europa.
08:26Também em relação a empresas europeias instalando fábricas ou sedes, né?
08:39Enfim, operações nos Estados Unidos.
08:42Apesar do acordo com o Vietnã, não teve uma confirmação do governo vietnamita.
08:55Eu não trabalhei exatamente na negociação vietnamita.
09:07Foi o embaixador Jameson Greer, que é muito experiente nisso, cuidou desse país, mas ele fez com a Indonésia, acordos com a Indonésia e com o Japão.
09:20Como é que vocês dividem isso nas negociações?
09:30Ele olha de uma maneira mais macro, né?
09:33Em termos de objetivos macro dos Estados Unidos.
09:39E o Jameson Greer, ele já conhece os chineses e ele tem um conhecimento enciclopédico.
09:45E exatamente na questão de tarifas e comércio, ele é um especialista nisso.
10:02Então, ele tem um livro gigantesco ali, que ele sabe tudo sobre as tarifas, então ele é muito experiente nessa questão.
10:08Agora, em relação ao Brasil, agosto, primeiro de agosto.
10:20Não é o fim do mundo.
10:26Não é o fim do mundo se esses acordos não forem fechados até dia 1º de agosto.
10:33Eles podem ser negociados um pouco mais à frente.
10:39Uma das outras perguntas sobre isso foi, quais desses outros problemas de lado é realmente parte desse negócio de trade?
10:45TikTok foi um que nós falamos sobre.
10:46Agora voltou a falar da China em relação ao TikTok.
10:49O presidente do Taiwan, ele foi proibido de entrar em Nova York.
11:02Eu quero ir para trás, porque o 1º de agosto é importante.
11:07Eu acho que para o presidente Trump, para mim, o que nos deu um monte de negociamento é que ele é feliz de fazer o negócio.
11:15E ele quer fazer os acordos até dia 1º de agosto, mas, se não, ele também está feliz em aplicar as tarifas de uma maneira unilateral.
11:32O TikTok não foi conversado, não entrou no assunto com a China.
11:35Em relação ao presidente taiwanês, não teve nada a ver com essa decisão americana.
11:46O que espera da próxima relação com a China?
11:55Como é que vai ser esse encontro daqui a 90 dias?
11:57Não retalha, é importante não retalhar.
12:18Não retalhar e, a partir daí, as tarifas podem cair.
12:23No caso da China, ela retalhou, decidiu retalhar e foram naquela escalada.
12:29Então, agora, eles sentaram com a China em Genebra, fecharam o acordo de minerais raros, depois em Londres.
12:36A boa notícia é que o presidente Xi e o presidente Trump têm uma boa relação.
12:44E agora, eles estão preparados para estabelecer comunicação entre vários níveis dos dois países, ele mesmo, o vice-presidente da China, e os outros membros do primeiro escalão.
13:03Quanto mais interação, não vão se concordar sempre, mas são grandes negociadores.
13:10Pronto, acompanhamos, então, mais uma vez, o secretário do Tesouro americano.
13:23Quer trazer uma razão rapidinha?
13:26Acho que o mais importante é o que talvez possa afetar o Brasil.
13:29Agora, precisamos retomar um pouquinho essa fala do Scott Bassett para dar uma detalhada.
13:33Acabei traduzindo aqui no calor do momento, preciso dar uma olhada a frio.
13:37Mas o que deu para perceber foi que, realmente, essas tarifas de 1º de agosto são tarifas...
13:43É um prazo muito importante.
13:44Ele ressaltou que é um prazo importante para o presidente Donald Trump, mas que isso não impede que os países sigam negociando.
13:50Quer dizer, se a partir de 1º de agosto as tarifas forem aplicadas, enfim, os países também têm uma permissão, têm um espaço aberto para também negociar com o governo americano
13:59e, eventualmente, mais para frente, também reduzir essas tarifas.
14:02Então, ele falou que não é o fim do mundo, o dia 1º de agosto, é uma data simbólica, uma data importante para o presidente Donald Trump,
14:10mas os países podem continuar negociando ao longo do futuro próximo.
14:13Ou seja, essa situação vai continuar sendo fluida, palavra que a gente tem usado bastante.
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