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No Visão Crítica, os economistas Nelson Marconi, Roberto Dumas e Roberto Gianetti da Fonseca analisam o recente anúncio de taxações de 50% a produtos brasileiros, anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Eles conectam essa ofensiva à insatisfação com a perda de confiança do dólar como moeda única do comércio internacional. Especialistas explicam os motivos por trás da busca de blocos como o BRICS por uma moeda alternativa, um movimento que incomoda diretamente o presidente americano.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/2fZlFTpCPxc

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Transcrição
00:00Então, a questão que se coloca, eu passo agora ao Dr. Janete, é o seguinte, e aí, né, foi citada a questão do BRICS, da reunião aqui, realizada aqui no Brasil, o BRICS, só lembrar, primeiro era o Brasil, Rússia, ainda a China, depois teve a entrada da África do Sul e mais recentemente de mais seis países, se eu não estiver enganado.
00:19Bem, teve essa reunião agora pela primeira vez com essa ampliação do BRICS e aí entrou um assunto que deixou, acho que, indignado, acho que o cabelo do Trump ficou mais estranho do que já, que é uma coisa grotesca, convenhamos, é uma coisa ridícula, né?
00:34A questão da moeda, utilização do dólar, porque foi, já há algum tempo está sendo discutido, ou uma cesta de moedas, ou uma moeda BRICS, são coisas diferentes, ou uma relação bilateral em que haveria conversão plena de uma moeda de um país comerciando com o outro, ou uma outra forma contábil que nós estamos até conversando antes aqui com o Dr. Janete, como é que fica essa questão para o senhor?
00:59Para benefício do telespectador, eu vou contar uma historinha rápida.
01:03Sim.
01:04Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, teve o Acordo de Bretton Woods, teve uma grande discussão entre Estados Unidos e Inglaterra, qual seria a moeda de conversão para utilização no comércio internacional.
01:18E os Estados Unidos, com a força que tinha no pós-guerra, eu não lembro o nome do...
01:23Harry Dexter e John Maynard Keynes.
01:26Esse aí.
01:27Impôs que fosse o dólar.
01:28Sim.
01:29E foi colocada a força.
01:30Muito bem, o dólar realmente tinha a expressão.
01:32E passou-se a moeda, então, de circulação no mercado internacional.
01:38A moeda tem três funções.
01:40É importante lembrar disso.
01:42Reserva de valor, unidade de referência e moeda de transação.
01:48Como reserva de valor, é aquela moeda que se guarda o que se tem de excedente de capital.
01:54Por exemplo, os bancos centrais do mundo.
01:57E aí, o recomendável é fazer uma cesta de moedas.
02:01O dólar tem sido predominante nessa cesta de moedas em todos os países que têm volumes expressivos em títulos do tesouro, ou até em papel moeda.
02:11Mas tem também ouro, euro e yuan.
02:15A China tem conseguido conquistar.
02:17E fazem, portanto, uma composição.
02:20E o dólar está caindo como moeda de reserva.
02:23Segunda unidade de referência.
02:25Isso ninguém discute.
02:27Porque você tem que saber o preço dos produtos para ter preços relativos.
02:32Uma banana e uma maçã tem que ter um preço X e um preço Y para você saber como é que você vai trocar o preço de um pelo outro.
02:39Então, unidade de referência não tem problema.
02:42O barril de petróleo é dólar, o ouro é dólar, o cobre é dólar, o açúcar é dólar.
02:46Não há problema.
02:48O problema está na moeda de transação.
02:51Porque quando os países em desenvolvimento não têm moeda conversível, eles entram em colapso e estagnação, como nós mesmos ficamos nos anos 80.
03:02Então, há de se encontrar formas que você possa fazer comércio entre países
03:08onde você minimiza, mitiga a necessidade do dólar.
03:14E aí surgem mecanismos nos quais o Brasil é um grande experiente.
03:20E eu falo isso até com orgulho, porque acho que o Brasil tem sido pródigo nessa forma de entender e pensar como fazer comércio sem moeda,
03:29que são os sistemas de compensação de crédito.
03:31Tem um, por exemplo, na América Latina, na LAD, chama-se CCR, que é um exemplo de como em épocas de crise,
03:39onde os países não têm moeda conversível, você preserva o mercado intra-regional desses países,
03:46que no caso da LAD são 11.
03:48E eu tive agora lá, Vila, na reunião dos BRICS.
03:51E a grande conversa que eles tinham é para usar essa experiência da LAD para um grande conserto de países,
04:02do BRICS, da LAD e da África, pasme, para fazer um grande CCR de compensação multilateral.
04:11Essa que é a diferença.
04:12Não é compensação bilateral usar a moeda local de um com o outro,
04:16porque você pode entrar num problema de uma balança que é cronicamente superavitária,
04:23e aí você fica com a moeda do outro e não tem como gastar.
04:26Mas se você tem uma compensação multilateral,
04:30e você vai ter, em períodos de seis meses, você faz a compensação pelo saldo agregado,
04:35primeiro, pelo saldo agregado, os valores mitigam muito,
04:40porque você compensa saldos positivos e negativos de todos eles.
04:43Segundo, ninguém fica inadimplente multilateralmente porque sai do jogo.
04:49No bilateral, você pode dizer, não, não vou pagar o Brasil, mas você continua com os outros.
04:53Mas na hora que você faz uma inadimplência multilateral, você sai do jogo.
04:58Então, é uma maneira da gente colocar uma menor dependência do dólar.
05:04E por que uma menor dependência do dólar?
05:06Porque o dólar está se tornando, de fato, uma moeda de menor confiabilidade.
05:11Isso não sou eu que estou dizendo, é o mercado.
05:13O rating do título do tesouro caiu.
05:17E, aliás, tem até um grande economista americano,
05:20recomendo que o leiam, aqueles que interessam no assunto,
05:23chama Barry Eitgrim, que escreveu há 20 anos atrás um livro chamado
05:27Privilégio Exorbitante.
05:31Expressão que vem sendo recorrentemente usada.
05:33Estados Unidos usa esse privilégio do dólar de uma maneira abusiva.
05:38Abusiva.
05:39Por exemplo, quando impõe as sanções no mecanismo de pagamento de dólar,
05:43que é o SWIFT, para os países que ele não gosta.
05:47Então, coloca lá uma lista de 10 países que ele está fazendo de sanção econômica
05:51e penaliza esses países por esse instrumento.
05:54Isso não é um instrumento para penalizar países.
05:56Isso aqui é um instrumento de comércio nacional.
05:58Está errado.
05:58É um abuso fazer isso.
06:01Então, na onde tem aquela...
06:03Você olha uma cédula americana, não provoca que eu tenha uma aqui no bolso.
06:08Está escrito assim, in God we trust.
06:10Eu preferia trocar assim, in Trump we don't trust.
06:15Porque não dá mais para usar o dólar como única moeda internacional.
06:19E aí o Trump fica maluco porque ele vê que está perdendo prestígio.
06:22Eu sou o Marcondes e nós...
06:25Eu estou fazendo uma visão muito primária de mudança histórica que nós estamos vendo
06:31no século XXI, mas de uma forma muito simples, apresente para você.
06:34É evidente que há uma transferência do eixo econômico do capitalismo para a região
06:38Ásia-Pacífico.
06:40Isso que nós estamos assistindo nas últimas duas décadas, não só com a ascensão da China,
06:45que a gente esquece da Índia.
06:46E olha, há esquecimento que a Índia é uma economia poderosíssima tal.
06:51E que nós, inclusive, temos um comércio muito pequeno, que a Índia provavelmente
06:55acho que vamos melhorar esse comércio.
06:57Foi, inclusive, discutido recentemente na visita agora do presidente Módio ao Brasil.
07:01Bem, presidente da Índia, a questão que eu coloco a você, como é que fica essa
07:06que justamente um dos nós aí colocados, um nó gordo, só falta um Alexandre Magno
07:13para cortá-lo, pode ser um chinês, o Xi Jinping seja o Alexandre Magno dessa questão.
07:18Então, como é que fica essa questão justamente do dólar, né?
07:21E para quem nos acompanha, para tentar entender um pouco, porque eu sei o que não é uma moeda
07:26conversível.
07:27Se eu for com o real nos Estados Unidos, mas eu chego lá, vamos falar num lugar dinâmico,
07:32eu estou falando Nova York, Boston, Califórnia, a Flórida não é Estados Unidos, mas faz de
07:36conta que fosse Estados Unidos, vai.
07:38Eu chego lá com o real, vou comprar alguma coisa, eles falam, não, nós não aceitamos.
07:43Agora, se eu for alguém chegar com o dólar, era aceito, quer dizer, o real não é uma
07:47moeda conversível, a não ser aqui no interior desse grande país, como é o nosso país.
07:52O dólar é conversível, o euro, qual outras moedas nós podemos...
07:57O panizien, o yuan, nós podemos chamar o yuan.
08:00O yuan mais ou menos, tem a conta capital fechada.
08:02É, só pouquíssimo.
08:03A libra.
08:04Libra, exato, o franco-suízo.
08:07Algumas moedas, franco-suízo, só algumas moedas são conversíveis, muito poucas.
08:10Então, a questão que se coloca é que esse comércio que pode surgir entre nações,
08:15que se nós formarmos o PIB e a importância do comércio internacional, são ultra significativas.
08:21Ela vai prescindir do dólar e, como foi destacado tanto pelo Dumas como pelo Jeanette, o dólar
08:26era um fenômeno recente, historicamente, 1945, para a história de 1945 aqui não é nada.
08:31E como é que fica essa questão?
08:33Quer dizer, porque a gritaria do Trump não é o Bolsonaro.
08:37O Trump nem sabe quem é o Bolsonaro, na essência.
08:39Acho que, inclusive porque ele não fala inglês e o Trump não fala português.
08:45Entendeu?
08:45Não dá nem para ser amigo.
08:46Nem dá para ser amigo.
08:48Não caiam nessa.
08:49Não caiam nessa.
08:49Sejam inteligentes.
08:51Então, a questão é a questão da moeda.
08:53Ele viu essa reunião aqui e falou, pô, espera um pouco.
08:56Estão querendo deixar a minha moeda de lado e prejudicar.
08:59E a visão que ele tem que foi muito bem exposta aqui, de economia interna e externa,
09:03que é absolutamente equivocada.
09:04Ele não entende nada de economia.
09:06Pode entender de negócios imobiliários.
09:08Mas a questão que eu falo, como é que fica, então, essa questão que nós vamos ter de enfrentar
09:12e já está sendo colocada, essa questão da moeda internacional ou esse sistema de compensação?
09:17É.
09:18Isso, acho que a própria reunião dos BRICS foi importante por causa disso,
09:21no sentido de avançar o comércio nesse bloco.
09:24Então, fica cada vez mais claro, evidente, a motivação principal do Trump aqui nessa conversa.
09:29Realmente, os Estados Unidos terem esse poder de emitir a moeda que todo mundo aceita,
09:36muda completamente a regra do jogo.
09:38Porque, veja bem, é a moeda que ele paga a dívida interna dele, em última instância,
09:44e é a moeda que ele paga também os compromissos externos dele,
09:48porque no mundo inteiro aceita a moeda.
09:49Aonde que se tem...
09:51Qual é a outra moeda que tem isso?
09:52Nenhuma.
09:53Nenhuma.
09:53Certo?
09:54Então, isso dá um privilégio econômico para ele.
09:56É exobitante, exatamente.
09:58Está certo?
09:59Eu acho que o Green, realmente, quando escreveu, está muito certo.
10:02E aí, o que os países têm que fazer?
10:05Eles têm que fazer essa moeda.
10:06Agora, para eles conseguirem chegar nesse multilateralismo,
10:09eles têm que incrementar o comércio deles, está certo?
10:11Porque vamos imaginar que você faça uma moeda, como você falou, multilateral,
10:14América Latina, África, tudo bem.
10:16Então, todo mundo tem aquele, vamos dizer, tem uma quantidade de reservas nessa moeda multilateral.
10:23Você vai negociar com a Ásia, você vai negociar com a Ásia...
10:26Bom, estou dando exemplo para a América Latina e África.
10:29Vai negociar com outro bloco.
10:30O outro bloco tem que negociar com você para aceitar a moeda.
10:33Desculpe, é uma moeda escritural.
10:35Ela não funciona fora do bloco.
10:37Não, sim, então.
10:38Então, é pior ainda.
10:40Quer dizer, então você precisa realmente ter um comércio muito forte dentro do bloco.
10:43Pior não, eu acho a ideia ótima, mas você precisa ter um comércio forte dentro do bloco.
10:47Então, o que o Brasil precisa fazer é ampliar o comércio dentro do bloco que ele tem interesse.
10:53Mas isso também é desafio para os Estados Unidos, porque ele percebe que o intrarregional
10:56pode crescer muito mais do que o extrarregional por causa da facilidade da moeda.
11:00Eu colocarei uma reticência.
11:01Além de aumentar...
11:02Desculpa te interromper.
11:03Além de aumentar o grau de integração comercial entre os países dos BRICS,
11:10melhorar as instituições financeiras para que abram as contas capitais.
11:16Porque você tem vários países com conta capital fechada.
11:19Quando você tem uma conta capital fechada, como é o Chinese One, eu estou com o Chinese One.
11:23Você tem a azão.
11:24Eu posso comprar títulos públicos da China?
11:27Não, eu não posso.
11:28Poxa, então o que eu vou fazer com essa moeda?
11:29Eu vou comprar um título público do Irã?
11:32Tem que abrir os mercados.
11:33Abrir os mercados.
11:34Só que aí vem o exemplo das crises do México em 1994.
11:40Vem a crise da Rússia em 1998.
11:43Vem a crise do Brasil em 1999.
11:46Vem a crise da...
11:47Voltando um pouco da Ásia, justamente.
11:50Que a China padece dos mesmos problemas da Ásia.
11:53Mas nós estamos em situação muito melhor do que estávamos no final dos anos 90, né?
11:58Com as reservas monetárias que o mundo está aprendendo.
12:04Aprendendo.
12:05Eu acho que, assim, nós estamos, na verdade, no limiar de uma nova ordem econômica mundial.
12:10Essa é uma questão importante para a gente.
12:12E isso está sendo construído.
12:13Não é um Bretton Woods que teve assim, mas está sendo...
12:16Acho que o BRICS, talvez...
12:17Até estou pensando nisso agora.
12:19Talvez o BRICS seja o novo Bretton Woods.
12:22Pode ser.
12:22Entendeu?
12:23Porque cria uma nova ordem do ponto de vista.
12:26Precisa de um start.
12:27Tem que ser importante pelo comércio, eu acho.
12:29Do start.
12:30Eu acho que o importante é a gente fortalecer o comércio.
12:32Quer dizer, a movimentação financeira, ela é importante no lastro e tal.
12:36Mas ela também propicia os fluxos especulativos que a gente tem que tomar um cuidado, né?
12:41Eu não sou tão favorável assim a gente ter um fluxo de capitais, que eu digo do ponto de vista financeiro, tão...
12:48Se me sobra esse dinheiro, onde que eu vou pôr se por acaso no país é fechado?
12:55Não, mas fechado, que eu digo...
12:56Na conta capital.
12:57Você pode ter o direito de aplicar em títulos dos outros países, logicamente.
13:01Mas se a conta capital é fechada e eu estou com essa moeda escritural...
13:05Ah, mas aí é o caso da China, exato.
13:07É.
13:08Está certo.
13:09Então, foi assim que a China conseguiu controlar o câmbio deles até hoje, né?
13:12Que é uma coisa importante.
13:13Mas eu não acho que a gente tenha que ter a conta de capital fechada.
13:16Eu só acho que a gente precisa ter um nível de câmbio relativamente estável e a gente
13:20precisa comercializar...
13:21E câmbio de mercado.
13:23Sim.
13:23Intervenção.
13:24Porque senão você cria desequilíbrios...
13:25Aí fica na trendada impossível.
13:28Não, mas é...
13:28Não, peraí, peraí.
13:29Estamos na trendada impossível, sim.
13:30Nós estamos aqui já debatendo essa nova hora econômica mundial.
13:33Então, o nosso mini Breton Rouge.
13:35Política monetária...
13:35Veja só, uma coisa que eu admiro na União Europeia é que foi feito um trabalho, não perfeito,
13:41mas muito bem feito, de convergência macroeconômica.
13:45Se não tivesse tido...
13:46Maastricht, né?
13:48Se não tivesse tido aquela organização de convergência macroeconômica...
13:52Do Pacto de Estadual...
13:53Por exemplo, Portugal e Espanha jamais teriam tido capacidade de entrar na União Europeia.
13:57Sim, sim, sim, isso sim.
13:58Entendeu?
13:59Então, eu acho que o que precisa ter desse conjunto de países do BRICS é um mínimo.
14:03Não estou dizendo que precisa ser tudo igual.
14:05Mas tem que ter um mínimo de convergência macroeconômica.
14:07O mínimo de convergência macroeconômica precisa.
14:08Precisa.
14:09Precisa.
14:09Porque, se não, você cria um grupo tão heterogêneo que não vai funcionar.
14:14Então, tem que ter mínimas regras de circulação de fluxo de capital, de câmbio de mercado
14:21com uma cotação mínima intervenção possível.
14:24Por exemplo, a China intervém demais no câmbio do Yuan, na minha opinião.
14:27Eu fico, às vezes, meio assim.
14:29Bom, mas Yuan, ele pode intervir lá e mexer.
14:32Aqui no Brasil, nós já passamos essa fase, graças a Deus, com grave sofrimento.
14:36Porque o que fizeram de besteira no câmbio brasileiro, câmbio congelado do Cruzado, câmbio
14:42sobrevalorizado do Plano Cruzado, depois câmbio sobrevalorizado também do cartel de câmbio de 2007 a 2011.
14:48Nós já sofremos.
14:49Eu, exportador, penei por causa de câmbio.
14:52Você investe em indústria exportadora, de repente o câmbio cai 30% da paridade real
14:57e você quebra porque não tem capacidade de competir.
15:01Pronta a sobrevalorização, o importante para você é que é um câmbio estável e a tomar competitivo.
15:06Mas por que que sobrevalorizou?
15:09Porque teve intervenção espúria.
15:11No caso do Plano Cruzado, foi congelamento explícito.
15:16E depois, no Plano Real, você teve a âncora, que era mantido ali.
15:21A âncora foi estendida por 4, 5 anos.
15:23Precisava? Qual é o custo desse tempo para o Brasil?
15:26A âncora, no começo, sim.
15:27Depois, gostaram muito.
15:29Porque imagina o poder de compra que isso dá para as pessoas.
15:31Aí que veio a reeleição.
15:36Sim, sim.
15:37Eu estou sem problema.
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