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O apresentador Marcelo Favalli detalhou como o Brasil foi do piso ao topo da pirâmide tarifária dos EUA em menos de 100 dias. O setor industrial é o mais impactado, com tarifas sobre exportações saltando de 10% para 50%. Veja quais segmentos podem sofrer mais e entenda a lógica (ou a falta dela) por trás da medida.

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Transcrição
00:00Estou de volta. A gente acompanhou durante todo o Jornal Times Brasil as últimas notícias da relação entre Brasil e Estados Unidos,
00:07que ficou ainda mais estremecida depois que o presidente americano anunciou tarifas de 50% sobre os nossos produtos.
00:16O apresentador do Conexão, Marcelo Favalli, já está aqui para aprofundar essa relação comercial entre os dois países
00:23e mostrar quais serão os setores mais afetados por essa medida.
00:28Favalli, boa noite para você. Quando a gente acha que vai respirar, Donald Trump vem com mais uma.
00:34É igual aquele caldo na praia, né? Quando você sobe para levar um fôlego, vem outro.
00:39Ou analogia.
00:41É o seguinte, eu estava assistindo atentamente ao Jornal Times Brasil e vi que houve um destrinchamento da carta do Trump.
00:48Onde que ele acerta, onde que ele erra? Vamos sair dos argumentos e vamos aos fatos.
00:53Boa noite para você que nos acompanha. Vamos olhar como começou esse tarifaço, o Dia da Libertação, lá em abril e o que o Trump disse na época,
01:03justificando as taxações para mais de 180 países.
01:07E aí a gente volta à nossa chamada memória de cálculo.
01:11O que era lá atrás? O que é hoje? E por que houve a mudança?
01:15Vamos voltar aqui no chamado Dia da Libertação, 2 de abril, e essa complicada equação matemática que tem mais variáveis do que números concretos,
01:26aliás, não tem número concreto nenhum, são só um emaranhado de letras.
01:30Mas é o seguinte, isto aqui foi apresentado pela própria Casa Branca, num cartaz segurado pelo próprio presidente Donald Trump,
01:40explicando então, tintim por tintim, cada detalhe do tarifaço de 2 de abril, em que o Brasil estava classificado ali,
01:49no piso da pirâmide, entre os países com menor taxação de 10%.
01:54E era essa a justificativa da Casa Branca.
01:57Aqui o Delta e o T, impostos que os Estados Unidos estimam sofrer.
02:05Em vermelho, essas variáveis são a variação das importações e preço.
02:12Em amarelo, nessas variáveis aqui, em amarelo, na parte de cima da equação, balança comercial.
02:17A fórmula aplicada em caso de déficit comercial.
02:23Isso é muito importante, déficit comercial.
02:27E aí, a Casa Branca ainda disse o seguinte, por cortesia, na época, a presidência dos Estados Unidos usa essa palavra,
02:35os Estados Unidos aplicam metade da taxa, então, para ter ali um equilíbrio e uma simpatia com os outros países.
02:45E depois tinha um asterisco lá, uma atenção, se esse cálculo fosse menor que 10, seria arredondado para 10%.
02:55Diante desta equação criada pela Casa Branca, para justificar as relações comerciais, favorecendo, ou seja,
03:05colocando mais impostos para países cuja relação americana é superavitária, que não é o caso do Brasil,
03:12a nossa relação é deficitária, estava aqui o cálculo e por isso que o Brasil ficou em 10%.
03:20Então, passados 98 dias vindo para a data atual, agora nós saímos do piso para o topo da pirâmide.
03:30Nessa revisão de tarifas, o Brasil foi ou está sendo, por enquanto, pelo menos,
03:36aí nessas 22 listas que saíram, 22 países dessa nova lista, nós saímos daquele que era menos taxado para o mais taxado.
03:46E aí a justificativa do próprio Donald Trump, que há menos de 100 dias apresentou esta equação,
03:55fala o seguinte, agora é um cálculo e uma mistura do bom senso.
03:59Então, tu explicou muito bem o que é isso, mas convenhamos que ele mesmo acabou se contradizendo.
04:07Deixa eu avançar, vou pedir a próxima tela, para provar com dados concretos da nossa relação deficitária com os Estados Unidos.
04:17Está aqui, dados fresquinhos, que são deste semestre, de janeiro até junho de 2025,
04:23o Brasil vendeu para os Estados Unidos 20 bilhões de dólares e comprou quase 22 bilhões.
04:34Ou seja, nessa relação é muito mais lucrativo para os Estados Unidos.
04:38Motores e máquinas, óleos combustíveis não brutos, não cruz, aeronaves, óleos combustíveis brutos,
04:46são os produtos que nós mais compramos dos americanos.
04:49E o que a gente mais também vende, derivados de petróleo, aço e ferro, café e aeronaves da Embraer.
04:57Vou pedir a próxima arte para a gente ir ainda nessa toada.
05:01Olha a relação comercial que o Donald Trump, nessa carta, fala de desonestidade e desequilíbrio.
05:09Olha aqui o que nós exportamos para o Brasil.
05:12É sempre crescente.
05:14Tudo bem, no primeiro semestre do ano passado foi um pouco maior do que hoje,
05:18mas reparem que desde 2021, essa taxa tem as suas oscilações, porque são dados semestrais,
05:26mas tem crescido.
05:27Vamos ver a próxima, que ao contrário, o quanto que o Brasil depende de importações dos Estados Unidos
05:33do mesmo período de junho, de janeiro a junho, de 2021 a 2025, só cresceu.
05:40Então, que parceiro comercial desse que é injusto, desequilibrado, que tem um comércio que não é vantajoso para os Estados Unidos?
05:50Os dados dizem exatamente o contrário do discurso político de Donald Trump.
05:54Vou pedir a próxima arte aqui para a gente entender aí as questões das tarifas.
06:01Está aqui.
06:01O quanto o Brasil cobra dos Estados Unidos.
06:04Então, aí eu destaquei as maiores taxas.
06:09Café não torrado, 9% de imposto.
06:13Carnes desossadas, quase 11% de imposto.
06:17Depois dos outros, tem zero.
06:20Tem aqui 7,2% para produtos semifaturados, peças de aviões, ligas de aço.
06:27Mas, aqui, as maiores taxações americanas dentro dos produtos que a gente mais vende, claro, a lista é muito maior, 9% e 10%.
06:35Vamos ver o contrário?
06:37Aí, tudo bem.
06:38O discurso do Donald Trump, ele resvala no sentido que o Brasil é desonesto com a gente, não tem uma parceria, cobram muito mais.
06:48De fato, aqui, derivados de etileno e polietileno, que são produtos para a indústria química, taxação de 20%.
06:57É mais do que o dobro daqueles dois números que eu apresentei, verdade.
07:00Mas, olha o resto, 0, 0, 0, 0, 0, 0, 0.
07:05Então, assim, não é bem uma desvantagem, não é bem uma deslealdade.
07:10E aqui, nós estamos falando de produtos muito específicos que nem estão no topo da lista dos produtos que a gente mais compra dos Estados Unidos.
07:21Será que a gente tem mais uma arte para encerrar?
07:22Acabamos aqui.
07:23E, de fato, é o que fica evidente, que este discurso do Donald Trump, ele não está apoiado em dados concretos.
07:34E aí, vamos ver nas entrelinhas o que realmente ele quis dizer.
07:40Mas a matemática aqui não mente.
07:42É, exatamente.
07:43Matemática é ciência exata.
07:45Não se briga com isso, né?
07:47Obrigada, Favalli.
07:48Te chamo já já.
07:49Até já.
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