Pular para o playerIr para o conteúdo principal
Lula afirmou que não há conflito com o Congresso em relação ao IOF. Davi Alcolumbre declarou que o governo tem legitimidade para acionar a Justiça e que ainda discutirá o tema com Gleisi Hoffmann. A AGU levou o caso ao STF, e o ministro Gilmar Mendes defendeu uma pausa para reflexão. A bancada do Linha de Frente, coordenada por Fernando Capez e com comentários de Cinthya Nunes, Felippe Monteiro, Rodolfo Mariz e Sérgio Zagarino, analisa os desdobramentos do tema.

Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/

Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews

Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S

Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/

Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews

Siga no X:
https://x.com/JovemPanNews

Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/

TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews

Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews

#JovemPan
#LinhaDeFrente

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:00Vou fazer uma pergunta aqui para a Cíntia Nunes, que eu vou ficar no foco, que é o do IOF.
00:05Cíntia, você acha que é democrático?
00:08Ah, o Filipe Monteiro, ele deve achar que é democrático.
00:11Estou louco para ouvir depois do Rodolfo Mamariz.
00:13Ele deve achar que é democrático.
00:15Um partido que perde na votação, um partido que elege seus deputados, seus senadores,
00:22para entrar no Congresso Nacional, para representar a população,
00:26para participar das discussões democráticas, para discutir os debates importantes para a população,
00:32para ir para o voto.
00:34E aí ele não tem voto, ele não tem maioria, e aí ele vai para o tapetão.
00:39E leva uma questão toda hora para o Poder Judiciário.
00:42E o Poder Judiciário, claro, cada cabeça uma sentença.
00:46Ah, de acordo, viola o princípio da dignidade humana, viola o princípio da proporcionalidade.
00:51Ou seja, você usa qualquer princípio para impor a sua vontade.
00:54Então eu pergunto a você, você acha que está certo?
00:57O PDT entrou de 2018 a 2024 com 108 ações do Supremo Tribunal Federal.
01:06O PSB com 106 ações do Supremo Tribunal Federal.
01:11A Rede, não é da Marina?
01:14Entrou com 105 ações.
01:16O PT com 100 ações.
01:19Só canhoteiro.
01:20O PSOL entrou com 91 ações.
01:23O PCdoB com 57 ações.
01:25São mais de 600 ações.
01:28São mais de 100 ações por ano para questionar decisões que eles próprios estão tomando.
01:34Quer dizer, então, para que ter agora 531 deputados federais,
01:40consumindo aí 408, 80 bilhões por ano,
01:44se as decisões são decididas apenas por 11 ministros?
01:47Então é melhor reduzir, deixa lá com 10, faz na mesma proporção.
01:52Quem perder vai para o Supremo.
01:53Sai mais barato.
01:54Você não acha que é antidemocrática essa postura?
01:57Mas eu posso, a Constituição me permite.
02:00Mano, é porque permite que você tem que fazer.
02:02Eu queria ouvir a tua opinião.
02:03É, nem tudo que a gente pode a gente deve fazer, né?
02:06Então quando o Zagarino disse,
02:07ah, você disse que há aí uma questão de uma relação boa,
02:12eu não digo que deva dizer, eu digo que eu disse que existe.
02:16Porque são coisas completamente diferentes, né?
02:18Só pontuando aqui.
02:19Agora, de fato, isso demonstra uma ingovernabilidade de forma geral.
02:24E eu não estou falando do executivo.
02:25Eu estou dizendo que é uma má administração da coisa pública de uma maneira generalizada.
02:32Ou seja, quem está lá para legislar não consegue.
02:35Parece aquela coisa, ah, eu vou bater aqui, eu quero que o jogo siga as minhas regras.
02:39Se não saiu, eu sou dona da bola, eu levo a bola, eu vou pedir para minha mãe pegar a bola de volta
02:43e ninguém mais vai jogar.
02:45Então, de fato, é legítimo.
02:47Se você me perguntasse juridicamente se isso é possível, se é cabível, é possível.
02:52O direito de petição está aí e os partidos também podem exercitá-lo
02:56na medida em que entenderem que há ilegalidades e há...
03:00Mas, de fato, ainda que a gente não esteja propriamente, tecnicamente falando
03:05de uma ingerência dos três poderes, de fato, isso muda bastante.
03:09A forma normal de trâmite das coisas.
03:12Ou seja, a gente espera que o judiciário julgue as questões que são pertinentes à outra alçada.
03:17E que as questões que restam ao legislativo, às casas legislativas e ao judiciário
03:22fossem discutidas no melhor sistema político com articulações próprias entre eles.
03:28Isso de judicializar a política traz uma ausência de bases,
03:34traz para toda a população um desgaste, até porque tudo isso tem um custo.
03:38E realmente não é o que a gente gostaria, né?
03:42Isso enfraquece os três poderes ao invés de fortalecê-los.
03:46Então, é legítimo? É legítimo.
03:49Agora, democraticamente, isso, ao meu sentir, enfraquece a democracia.
03:54Ainda que seja um sustentáculo dela.
03:58Então, é o Felipe Monteiro que já está querendo polemizar.
04:02Mas Rodolfo Maris, porque senão ninguém fala, é só ele.
04:05Você não programa só para ele falar.
04:07Meu querido Rodolfo Maris, está certo isso?
04:11A Constituição diz que é o princípio da...
04:14Olha o nomezinho.
04:16Indeclinabilidade da prestação jurisdicional.
04:18Ou seja, todo mundo tem direito de bater as portas do judiciário.
04:21Mas os políticos não têm que dar exemplo das questões serem discutidas por maioria, por discussão, democraticamente?
04:29Esse governo aí não foi eleito por maioria?
04:32Então, no Congresso Nacional, a maioria é de direita.
04:35Então, não seria democrático respeitar a opinião da maioria?
04:39Em vez de toda hora...
04:40Oh, eu perdi.
04:43Reverte para mim.
04:44O que é a sua opinião?
04:45Seria, Capês.
04:46Seria muito democrático se todos os políticos de esquerda e direita atendessem, de fato, a democracia como um todo.
04:54Nós sabemos que o nosso país é um país que, politicamente falando, vem se enfraquecendo ao longo dos anos,
05:02muito por conta dessas ações que são ingressadas ao STF.
05:07Para você ter noção, isso pode ser chamado também de um ativismo judicial,
05:11onde o Legislativo e também o Executivo não chegam num acordo.
05:16E aí, cabe a eles ali, ou a um deles, quem perder essa queda de braço, acionar o STF.
05:23Com isso, o STF fica muito mais centripto, o negócio fica muito mais centrado ao STF
05:28para tomar essas decisões, como se ali estivessem 11 advogados
05:32que vão ali, de fato, advogar a favor de um desses poderes que perderam.
05:38Nós estamos vendo o Lula completamente correto dentro da perspectiva jurídica,
05:43não é nada de imoral e nada de ilegal no que ele está fazendo em acionar o STF
05:48por causa dessa derrubada do IOF.
05:50E aqui, eu repito, o meu raciocínio é lógico e contundente em relação a...
05:56A é um tiro no pé do atual presidente em acionar o STF
06:00para que ele, de fato, corrija na cabeça do Lula essa decisão dentro do governo.
06:06E agora, cabe a gente esperar os próximos passos.
06:10Lembrando que eles estão agora num congresso, o 13º Congresso de Lisboa, né?
06:14Congresso jurídico em Lisboa.
06:15Eles devem se acertar por lá?
06:17Será que nos corredores, lá em Lisboa, eles vão conversar sobre isso
06:21e não vão precisar, de fato, acionar o STF,
06:24uma vez que o Jorge Messias também espera que isso aconteça?
06:28Ele que saiu em defesa do Lula, dizendo que o Lula é, de fato,
06:31o homem que mais se preocupa com os pobres no Brasil?
06:33Uma média ilusão, mas acabou falando isso.
06:37E tomara de verdade que o STF não seja acionado e seja o protagonista dessa guerra
06:42entre o Legislativo, o Senado, o Legislativo como um todo, o governo como um todo, e o Executivo.
06:48Bom, Felipe Monteiro, só corrigindo aqui os números,
06:51quero que você fale com a complementação do Zagarino,
06:55que, na verdade, vai ser uma contestação.
06:56O Congresso Nacional custa, anualmente, 10,8 bilhões de reais por ano para a população.
07:06Então, são mais 11 bi que custam.
07:09Tem todo um custo, a democracia tem seus custos, evidentemente,
07:12não estamos aqui para fazer demagogia, mas custa 11 bilhões por ano.
07:17Agora vai aumentar o número de 513 para 531.
07:20Quando não precisaria, para obedecer a proporcionalidade,
07:24você não precisaria aumentar para 531.
07:26Você tinha que diminuir de alguns estados, aumentar em outros,
07:28e manter o número de 513.
07:30Agora, custa 11 bi.
07:32De emenda parlamentar, esse ano, o orçamento prevê 64 bilhões de emenda parlamentar.
07:38E muitas delas têm rolo.
07:40Vamos falar em português, claro.
07:41Então, eu queria perguntar para você o seguinte.
07:43Pelo menos os parlamentares não deveriam se autorrespeitar?
07:48Porque, veja bem, você pode até discordar,
07:50mas entrar com mais de 600 ações, em mais de 100 ações por ano,
07:56contestando, isso desmoraliza completamente o poder legislativo
08:00e desanima, por exemplo, o deputado de apresentar algum projeto de lei.
08:05Porque tudo termina numa polêmica jurídica.
08:07Não está escrito na Constituição que todo poder emana do povo
08:11e é exercido por representantes legitimamente eleitos.
08:16Se os eleitos não decidem nada, para que eleger?
08:19O presidente da República também é legitimamente eleito, né?
08:21Sim, cada um na sua.
08:22Então, assim, também esse argumento aí eu não vejo por onde aceitar.
08:27Esse é o primeiro ponto.
08:29Mas uma questão interessante é o seguinte, Capete.
08:31Uma coisa que eu acho é que o presidencialismo no Brasil é importante,
08:35porque é a única forma de se frear a oligarquia política
08:40ficar cada vez mais forte, né?
08:42Porque o povo vota no presidente da República no sistema majoritário, né?
08:47Então, ele foge das amarras, né?
08:49Da oligarquia institucionalizada nos vários cantos desse Brasil.
08:54E, ultimamente, o que a gente está vendo é o seguinte,
08:56está vendo o poder legislativo se fortalecendo de uma forma muito grande,
09:01seja pela quantidade de emenda parlamentar,
09:02seja pela quantidade de poderes que tem de conseguir frear
09:07a política do poder executivo.
09:09Então, eu vejo essa movimentação do poder executivo
09:12como uma forma de tentar mostrar limite.
09:15A partir do momento que o parlamento consegue aprovar
09:19projeto de decreto legislativo para assustar ato do poder executivo,
09:24ele acaba, de certa forma, freando o poder executivo.
09:28Aí tem uma questão, o processo, isso que eu acho que está por trás,
09:30o processo constitucional de declaração de constitucionalidade,
09:35que foi a ação que a AGU entrou para defender o decreto do IOF,
09:41ele é um processo objetivo, né?
09:43É um processo que tem efeitos vinculantes
09:45e é um processo que tem efeito para todo mundo, né?
09:47O que isso quer dizer?
09:48Quer dizer que o poder judiciário, ao definir essa questão,
09:52no modo de ver, ele vai definir exatamente qual que é a fronteira
09:56do poder legislativo e do poder executivo.
09:58Ele vai além de resolver a questão do IOF,
10:01porque é um processo objetivo.
10:03Vai resolver a questão relacionada qual que é a competência do poder legislativo
10:07em relação à aprovação de projetos de decreto legislativo
10:11para assustar atos do poder executivo.
10:14Então, diante disso, Capês, eu vejo com bons olhos
10:16essa medida do governo de tentar frear esse poder legislativo, de certa forma.
10:23Não aceito que você execute, que você define política pública,
10:27que você decida como que eu vou lidar com a minha competência constitucional.
10:32Então, eu sinto que eu vejo essa medida do governo Lula,
10:36eu sou contra o IOF para fins decadatórios,
10:38só para deixar, fazer um parênteses assim, né?
10:40Mas essa medida do governo Lula vai além disso.
10:42Vai tentar definir qual que é a exata competência do poder legislativo
10:46para aprovar esses projetos que sustam atos do poder executivo.
10:51Então, vai frear, de certa forma, o poder legislativo nos atos futuros.
10:55Ô, Zagarino, alguma coisa está errada.
10:59Independentemente do bom comentário que fez aqui, meu querido amigo Felipe Monteiro.
11:04Alguma coisa está errada.
11:05O governo Lula me dá o Ministério dos Esportes para o Centrão.
11:11Ana Mosler rodou logo em seguida.
11:14Depois ele pega o Ministério dos Portos e Aeroportos,
11:19que lá do Márcio França, da Baixada Santista,
11:21que foi um herói na campanha do Lula,
11:24trouxe o Alckmin para dar um aspecto de centro-direita na campanha do presidente e tal.
11:29Foi um herói.
11:30Encostaram ele no Ministério, tem um nome gigantesco,
11:32uma sala pequena, nem sei o nome do ministério que ele está.
11:35Entregaram lá para o Silvio Costa,
11:38que é o ministro dos Portos e Aeroportos.
11:40Muito bem.
11:42Dois ministérios importantes.
11:44Aí o Centrão está indicando um monte de gente em cargo de segundo escalão.
11:49Vem emenda parlamentar de 64 bilhões para ONGs suspeitas,
11:55obras que são feitas pelas empreiteiras dos parlamentares,
11:58ou ligadas a parlamentares.
12:00E mesmo assim, não tem o controle do Congresso,
12:04não consegue formar uma maioria.
12:06Está gastando os tubos, dando ministério,
12:08e não tem o controle, e tem que bater na porta do Supremo para pedir socorro.
12:13Não está faltando um pouco de articulação?
12:15Ou o presidente está viajando muito e deixando um pouquinho de lado
12:18a articulação interna, que é importante no Congresso Nacional?
12:21Está faltando muita articulação.
12:23Está faltando um diálogo transparente para com todos os deputados,
12:28que tem todos os programas que você que está em casa pode imaginar.
12:32Eles têm.
12:33Eles são fisiológicos, eles têm pouca representatividade de fato verdadeira.
12:38A maioria se elege com bases que são alimentadas muito por essas emendas.
12:43Por isso que eles estão se perpetuando.
12:45A crítica que o PP fez, eu concordo.
12:47Porque nós aqui, afinal de contas, a gente pode até pensar diferente
12:51em termos ideológicos na economia,
12:53mas em termos de defesa de democracia,
12:55pode ter certeza, PP, que eu penso muito em comum com você
12:58e você que está em casa nos assistindo.
13:00Agora, em relação a diálogo com o Congresso, não existe mais.
13:04Acabou.
13:05Está cada um por si.
13:06Está cada um por si.
13:08Seja com o ex-presidente da Câmara, o Arthur Líria,
13:11e agora com o Hugo Mota,
13:13você consegue perceber de forma muito clara
13:16que os deputados, principalmente do Centrão,
13:20eles estão nadando de braçada no governo.
13:22Eles estão lutando para aumentar as emendas.
13:25Você pode ter certeza que...
13:27O diálogo é o seguinte.
13:29Ô, governo, como assim?
13:30Você quer aumentar imposto sem falar em aumentar a emenda?
13:34Se o governo começar a abrir o jogo ali para o Congresso,
13:38não vai ter dinheiro do povo, do trabalhador brasileiro,
13:41que sustente esse circo todo.
13:42É por isso que a gente tem que refletir
13:44quem que está lidando com o nosso recurso.
13:48Hoje, tanto o Poder Legislativo quanto o Poder Executivo,
13:52ele é gerido por políticos que são ruins.
13:56Não pessoas más,
13:57mas que não têm essa competência necessária
13:59para tomar os rumos do país.
14:02Então, as decisões deixam de ser técnicas
14:05e passam a ser muito mais fisiológicas.
14:07E aí fica aquele cabo de guerra.
14:09Quem manda mais?
14:10O decreto do presidente Lula,
14:12mandando aumentar imposto,
14:13ou o decreto agora do presidente da Câmara dos Deputados,
14:18derrubando o decreto?
14:20E aí, em termos de defesa de democracia,
14:22se a democracia é o governo do povo
14:23e o povo é representado pela Câmara dos Deputados,
14:26aí eu discordo de você, Pepe.
14:28Eu acredito que tem sim que existir uma possibilidade
14:30de decreto legislativo para poder derrubar uma...
14:34Pode ser que seja um decreto absurdo, presidente.
14:36Como foi esse, na verdade?
14:37Deixa eu jogar aqui um tema na mesa para a gente girar
14:40e eu vou dar ao Pepe a primazia,
14:43o privilégio de ser o último a falar.
14:45Vou começar com a Cíntia Nunes,
14:47que falou menos que vocês, vocês não param de falar.
14:50Cíntia, veja só.
14:52O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias,
14:56que estabelece os critérios para a elaboração do orçamento para 2027,
15:01ela traz alertas importantes na avaliação de economistas de mercado.
15:05Essa peça mostra que as despesas continuam crescendo,
15:11enquanto as receitas estão superestimadas,
15:15não são aquelas que o governo espera arrecadar.
15:18Ninguém aguenta pagar tanto imposto.
15:20Os dados mostram que existe um risco de colapso econômico, seu PP.
15:24Presta atenção.
15:25Já em 2027, com o governo sem dinheiro para investimentos
15:30e sem dinheiro para manter o funcionamento da máquina pública,
15:34mesmo com um pacote aí ensaiado de corte de gastos que o Congresso aprovou.
15:39As projeções apresentadas pelo governo indicam que as despesas não obrigatórias,
15:44que é para investimento e financiar a máquina pública,
15:47alcançam a cifra de mais de 200 bilhões de reais para o ano que vem.
15:53Mas para o 2027, não vai ter mais de 100 bilhões, pouco mais de 100 bilhões de reais.
15:59Essa conta está pressionada por despesas obrigatórias,
16:02que crescem por ano,
16:03por emendas parlamentares que abocanham uma parte considerável dos gastos livres,
16:08pela despesa de precatórios que o governo não soube renegociar,
16:12pagamento de sentenças judiciais e uma série de outras questões.
16:16Eu pergunto para você,
16:19do jeito que está,
16:21a situação está rumando direto em relação a um poste,
16:25estamos acelerando para o abismo,
16:27porque o governo está falando,
16:29vamos salvar os Yanomames,
16:31aumentou o número de mortes em Yanomames,
16:32vamos salvar a Amazônia, o Pantanal,
16:34pegou fogo em tudo quanto é lugar,
16:36não estou dizendo que seja culpa dos desastres naturais do governo,
16:40mas não tinha um plano contingencial para quem ia salvar a Amazônia,
16:43não tinha um plano de contingência no caso dos incêndios,
16:46depois em Yanomame, Amazônia,
16:48e estão salvando a democracia,
16:50faz dois anos que estão salvando a democracia,
16:52com sacrifício do devido processo legal e do direito de defesa.
16:56Então eu pergunto para você,
16:57como é que fica a questão econômica,
17:00se o governo tem como única meta aumentar imposto e não cortar despesa?
17:05Pois é, como é que fica o que não fica,
17:09na verdade tem outras coisas aí,
17:12a picanha que o povo está esperando até hoje,
17:14mas enfim,
17:15de fato o que é assustador é porque a projeção,
17:17quando joga para 2027,
17:19a gente não sabe nem quem é que vai estar no comando desse país,
17:24então quem chegar,
17:26se não for a esquerda,
17:28se não for uma continuidade do governo,
17:30vai levar a culpa de uma coisa que não fez,
17:34da mesma forma como sempre se empurra,
17:36e aí eu não vou salvar aqui direita nem esquerda,
17:39é um costume se empurrar de uma para outra gestão o problema atual,
17:46então ninguém nunca assume,
17:47não importa de que lado a gente esteja,
17:49ninguém nunca assume a responsabilidade da situação que está no momento,
17:53isso é uma das coisas que mais cansa quem vive dentro de casa
17:58e faz aí a conta que o governo não faz,
18:00ou seja,
18:01quando o dinheiro começa a diminuir,
18:03Capês,
18:03o que a gente faz?
18:05Você que nos assiste,
18:06você olha o dinheiro que você tem,
18:08as contas que você tem,
18:09e você começa a economizar,
18:11enquanto não há um corte de despesas,
18:14enquanto não há um contingenciamento razoável,
18:18planejado disso,
18:20e a gente vai tendo aí uma sanha arrecadatória desesperada
18:25para tentar respaldar alguma coisa,
18:28o resultado só pode ser negativo,
18:30então não tem como,
18:30é uma questão de matemática simples,
18:33embora a questão não seja simples,
18:35é óbvio,
18:36nem sou economista aqui também,
18:38se eu tivesse uma solução para isso,
18:41eu não estaria aqui,
18:41mas, de fato,
18:43o que a gente percebe é que,
18:44enquanto a tarefa não é feita,
18:46e ela não é feita há muito tempo,
18:48mas esse governo não me parece
18:49tendo sido feito em nenhum momento,
18:51nesse sentido,
18:52enquanto não se organiza a casa,
18:54é o colapso,
18:55e o colapso vai ficar para quem assumir depois,
18:58seja a própria esquerda, direita, centro,
19:02o que quer que seja,
19:02mas quem está governado,
19:04que somos todos nós,
19:05é que, mais uma vez,
19:07vamos pagar o pato.
19:09Pois é.
19:10Como é que fica essa questão,
19:11então, muita conversa,
19:12muita narrativa,
19:14e, na verdade,
19:15inflação em alta,
19:16juros em alto,
19:17dívida pública em alta,
19:19e aí, meu querido Rodolfo Maris,
19:21dá uma luz para a gente?
19:23Você pega a luz do estúdio aqui,
19:25que eu tenho que colocar aqui,
19:26aí sim, né?
19:27Mas, a gente está falando de algo
19:30que é extremamente importante aqui,
19:32sobre,
19:32a gente já começou a projetar em 2027,
19:34aí, quero fazer aqui,
19:36alusão ao que disse a Simone Tebbit,
19:39que é a ministra do Lula,
19:40ela disse que seja quem for em 2027,
19:43não vai conseguir governar
19:44por falta de dinheiro,
19:45que no 2027 vai ser um Deus nos acuda de verdade,
19:49porque tudo que a gente está conversando hoje aqui
19:50sobre o IOF,
19:52e sobre essa demanda fiscal e econômica
19:54no nosso país,
19:55ela, de fato,
19:56só vai refletir no próximo governo,
19:59né?
19:59E aí,
19:59fica aqui o pensamento mais primário
20:02do Rodolfo Maris,
20:03em relação a tudo que está acontecendo.
20:05Será que tudo isso
20:06que está se impondo no Brasil,
20:08seria, de fato,
20:09já pensando numa corrida eleitoral
20:11para 2027,
20:12por conta do tempo?
20:14Será que vai vir um discurso aí?
20:16Olha,
20:16nós não tivemos tempo,
20:18nós tivemos que ajustar a casa
20:20mediante ao governo passado,
20:22quatro anos foi pouco tempo,
20:24nós não tivemos aqui
20:25o encaixe orçamentário,
20:28nós precisamos de mais tempo,
20:30me dê, por exemplo,
20:31mais quatro anos
20:32para que eu possa resolver isso.
20:33será que essa narrativa
20:35vai se estourar no país?
20:36Olha só,
20:37eu tenho certeza que sim,
20:38porque não vai ser a primeira
20:39e, olha só,
20:41também não vai ser a última.
20:42Ô,
20:43meu querido Zagarino,
20:44enquanto o Felipe Monteiro,
20:45ele teve até aquele suspiro
20:47de quem quer falar,
20:48você vai falar,
20:49Felipe,
20:49posso falar?
20:50Pode descer a lenha na gente
20:52que a gente está acostumado,
20:53o debate é assim mesmo,
20:54não tem problema.
20:55Eu sei que você vai vir
20:55para cima com tudo
20:56e acho legal,
20:57por isso que tem
20:58o Linha de Frente.
20:58Zagarino,
21:00a dívida
21:01dos Estados Unidos
21:03da América
21:04é de,
21:06vai bater final do ano,
21:07dizem que 38
21:09trilhões de reais.
21:13O nosso PIB,
21:14me corrija o Felipe Monteiro,
21:15está em 11,
21:1611,5 trilhões de reais.
21:18Então,
21:19a dívida deles
21:20é mais do que o triplo,
21:22é quase o quádruplo
21:23do nosso PIB.
21:2538 trilhões.
21:26E eles pagam
21:28de juros por ano
21:301 trilhão
21:31e 200 bilhões
21:33de reais.
21:34Já tem gente
21:35vendendo o título
21:36da dívida americana,
21:37a China tinha
21:371 trilhão,
21:38mais de 1 trilhão,
21:39já está com menos,
21:40com quase 700 bilhões,
21:42estão vendendo,
21:42o pessoal está com medo
21:43dos Estados Unidos.
21:44Será que vão dar o calote?
21:47Muito bem.
21:48Os Estados Unidos
21:49estão pagando,
21:50então,
21:50de juros por ano,
21:52mais ou menos
21:523,5%
21:54do PIB.
21:56Que é uma situação grave.
21:58Sabe quanto o Brasil
21:59está pagando
22:00de juros por ano?
22:026% do PIB.
22:06Acima de 6% do PIB,
22:09economistas apontam
22:10como situação
22:11de irreversibilidade fiscal.
22:156% do PIB.
22:17Nós estamos pagando
22:17mais que a Argentina,
22:18o triplo da Argentina,
22:19pagando mais que
22:20todos os países.
22:22E o Felipe Monteiro
22:23acha que
22:24o Capricho tem que fazer
22:25de dívida para investir.
22:27Eu queria ouvir você
22:27e depois o Felipe Monteiro.
22:29Vem com tudo.
22:30Eu quero te provocar,
22:31eu quero você indignado.
22:33Sérgio Zagarino.
22:35Não,
22:35deixa o Felipe
22:36sem estar indignado.
22:37Sem estar indignado,
22:38ele já fala esses absurdos.
22:39Imagina se ele ficar
22:40nervoso aqui na mesa.
22:41Ai, ai, ai, ai,
22:42você cutucou o homem.
22:43Vai.
22:44Em relação a essa questão
22:45da dívida,
22:46é evidente que
22:47todo mundo que acompanha
22:48a política,
22:49que acompanha a economia,
22:51ela se demonstra
22:52preocupada.
22:52porque, no final das contas,
22:54isso acaba atingindo
22:55o bolso do brasileiro.
22:57E isso, hoje,
22:58você consegue enxergar
22:59numa simplesida padaria,
23:01ao mercado.
23:02Eu morri de dó
23:04esses dias
23:04que uma senhora
23:05me disse o seguinte,
23:06ela falou,
23:07meu filho,
23:08eu pedi desconto
23:09num produto que ela
23:09estava vendendo,
23:10ela falou assim,
23:11meu filho,
23:12eu não vou conseguir
23:12dar desconto para o senhor.
23:14Eu fui comprar um bife,
23:15um bife,
23:16que era desse tamaninho assim,
23:18estava 12 reais,
23:19aí fritou,
23:19ele diminuiu,
23:2012 reais.
23:22O que significa dizer isso,
23:23Capês?
23:23Que a economia do Brasil,
23:25ela deveria ser tratada
23:27como prioridade 1,
23:282,
23:293,
23:294,
23:305,
23:30até o 10,
23:31se você quiser.
23:32Por quê?
23:33É ela que vai conseguir
23:34deixar as contas em dia
23:36para a gente poder
23:37organizar a casa.
23:38Você mesmo apontou,
23:40especialistas dizem
23:40que acima de 6%
23:41de juros
23:42em caso de dívida pública
23:43se torna irreversível.
23:45Por quê?
23:45Porque quem está governando
23:47durante o período
23:48do mandato
23:49de quatro anos,
23:50o cara não está preocupado
23:52se daqui 10 anos
23:54vai estar ruim.
23:55Ele quer saber
23:56de conseguir
23:57passar a boiada
23:58nos quatro anos
23:59para conseguir
24:00se perpetuar no poder,
24:02para conseguir atingir
24:03todos os benefícios deles,
24:04para conseguir alimentar
24:05sua base.
24:06Então,
24:07passa longe
24:07de uma política
24:08que a gente chama
24:09de política de Estado,
24:10mas sim políticas
24:12próprias
24:13de quem detém
24:14a caneta
24:14que está no poder.
24:15Existe uma forma
24:16de solucionar isso.
24:17Nas eleições,
24:18e a gente se esforçando
24:19muito para eleger
24:20pessoas mais preparadas,
24:21capacitadas,
24:22que tenham formação técnica
24:24para apresentar soluções,
24:26porque são essas soluções
24:27que vão ser votadas
24:28lá em Brasília,
24:29que refletem
24:30em todos os outros
24:31estados do Brasil
24:32e municípios,
24:33que atingem,
24:34no final das contas,
24:35o nosso bolso.
24:36E é isso que o brasileiro
24:37precisa.
24:38muita gente no chat
24:39pedindo
24:40eu quero ouvir
24:42Felipe Monteiro.
24:43Qual a palavra?
24:44Isso é duvido.
24:44O pessoal do chat
24:45está refletindo.
24:45Não passa para o Felipe Monteiro,
24:47não,
24:47pelo amor de Deus,
24:47não passa.
24:49Eu sou a pessoa
24:50mais odiada
24:51para a esquerda e para a direita
24:52nesse Brasil aqui,
24:52nesse programa
24:53de frente,
24:53nem gosta de mim
24:54nem um pouco, né?
24:55Ô, Capês,
24:56eu tenho uma história
24:56de advocacia,
24:58você sabe, né?
24:58Sou advogado
24:59e eu tenho...
25:01Dois advogados
25:01trabalham comigo,
25:02não é?
25:03Ano retrasado,
25:05estava endividado,
25:08né?
25:08Porque eu não conseguia
25:09pagar as contas.
25:11Aí tive a seguinte ideia,
25:11vou mandar os dois embora,
25:13né?
25:13Aí que eu fiz,
25:14cheguei lá e mandei os dois embora.
25:15Vou contar,
25:16vou conseguir dois agarinhos
25:17do Capê,
25:17mandar os dois embora,
25:18pá!
25:19Canetado,
25:19mandei os dois embora,
25:20pá!
25:21Aí eu descobri
25:22que o problema
25:22não melhorou em nada.
25:23Por quê?
25:23Porque eu fiquei
25:23mais tempo no escritório
25:24fazendo trabalho
25:25que não fazia,
25:26deixei de ir para a rua
25:27para captar clientes
25:28e ganhar mais dinheiro,
25:29né?
25:30Deixei de investir
25:31na minha formação
25:32fazendo curso de pós-graduação,
25:34fazendo cursos
25:35de extensão
25:37que pudesse fazer
25:38com que eu ganhasse
25:38mais dinheiro
25:39cobrando mais
25:40dos meus clientes,
25:41né?
25:41Aí eu vi que essa solução
25:42liberal do Capês
25:44não funciona,
25:45né?
25:45Aí que eu fiz,
25:46contratei mais dois advogados
25:47de volta, né?
25:48No meu escritório de advocacia,
25:50bem de volta aqui e tal.
25:51Contratei mais um,
25:52por quê?
25:53Porque tendo mais gente
25:54ali no escritório de advocacia,
25:56eu podia ir para a rua
25:57captar mais clientes,
25:58podia estudar fora,
26:00fazer um curso fora,
26:01peguei dinheiro no banco
26:02para fazer isso,
26:03me dividei,
26:04me dividei,
26:05seis meses depois
26:06recuperei esse dinheiro,
26:09paguei meus funcionários,
26:11paguei empréstimo no banco
26:12e hoje eu consigo
26:14cobrar mais
26:15dos meus clientes
26:16porque eu sou muito
26:16mais qualificado
26:17do que eu era
26:18no passado, né?
26:20Ou seja,
26:20essa receita liberal
26:22que acha que tudo
26:23se resolve cortando
26:24despesa
26:25de forma irracional
26:27não resolve
26:28o problema do Brasil.
26:29O que eu quero?
26:29Eu quero que o Brasil
26:30se enriqueça,
26:32eu quero que o Brasil
26:32desde ser um país
26:34subdesenvolvido
26:35e seja um país
26:35desenvolvido,
26:37eu quero que o Brasil
26:38ao invés de ganhar
26:3811 trilhões,
26:40ao invés de ter
26:4011 trilhões do PIB,
26:42tenha 50 trilhões
26:43de PIB.
26:45E como faz isso?
26:46Investindo,
26:47investindo.
26:48Como eu faço
26:48para reduzir
26:49o valor do bife
26:50da senhora lá,
26:52Zagarino?
26:52Como é que eu faço?
26:53Investindo.
26:54Por que investir?
26:55Ué,
26:55o Brasil tem 50%
26:56das áreas degradadas.
26:58Se eu fizer com que
26:58recuperasse essas áreas
27:00degradadas com investimento,
27:01eu consigo produzir
27:03mais carne.
27:04Ou seja,
27:05então essa receita
27:06liberal
27:07única
27:08que essas pessoas
27:09defendem aqui
27:10não é o caminho
27:11para o Brasil.
27:13Eu quero que o Brasil
27:13engrandeça,
27:15enriqueça
27:16e o povo
27:17engrandeça e enriqueça.
27:18Esse é o resultado que eu tenho.
27:19Muito bem.
27:19Muito bem.
Seja a primeira pessoa a comentar
Adicionar seu comentário

Recomendado