- há 7 meses
O PT acaba de divulgar o documento com as diretrizes de um eventual governo Lula (leia aqui). O plano econômico repete os fundamentos da era petista, com oposição aberta à privatização de estatais e estímulo ao consumo. Também defende o fim da política de teto de gastos e a revisão total da política fiscal e das reformas trabalhista e previdenciária.
"Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento", diz o texto, repetindo slogan da pré-campanha do petista. "Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, atualmente disfuncional e sem credibilidade."
O programa diz também que, caso Lula seja eleito, seu governo promoverá "a reconstrução da seguridade e da previdência social, para ampla inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da superação das medidas regressivas e do desmonte promovido pelo atual governo".
Também irá propor, "a partir de um amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho, revogando os marcos regressivos da atual legislação trabalhista, agravados pela última reforma e reestabelecendo o acesso gratuito à justiça do trabalho".
A promessa eleitoreira tem alvo específico: "Autônomos, trabalhadores e trabalhadoras domésticas, teletrabalho e trabalhadores em home office, mediados por aplicativos e plataformas."
Em linguagem sedutora, o documento diz que a gestão petista vai "mobilizar de maneira virtuosa as potencialidades da economia brasileira". Na prática, voltará a incentivar o consumo em massa, leia-se endividamento, e o investimento público (resta saber com que calça). A mesma fórmula para um novo voo de galinha.
No capítulo sobre as estatais, em vez de diretrizes programáticas, um manifesto: "Opomo-nos à privatização da Petrobras, opomo-nos à privatização da Eletrobras, opomo-nos à privatização dos Correios." No caso da companhia de energia, submetida a recente capitalização, o texto fala em "recuperar seu papel como patrimônio do povo".
Sobre os bancos públicos, a mesma ladainha de fortalecimento de sua "missão de fomento ao desenvolvimento econômico, social e ambiental". São citados BB, CEF, BNDES, BNB, Basa e a Finep.
A nova versão do programa petista não faz referência a uma das principais bandeiras de Lula, repetida à exaustão em entrevistas: a regulação da mídia e das redes sociais. Não há menção também à manutenção da autonomia do Banco Central, mas defende a "autonomia sindical" e seu “financiamento solidário e democrático". Leia-se o retorno da contribuição sindical obrigatória.
É um loop infinito.
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"Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento", diz o texto, repetindo slogan da pré-campanha do petista. "Para isso, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro, atualmente disfuncional e sem credibilidade."
O programa diz também que, caso Lula seja eleito, seu governo promoverá "a reconstrução da seguridade e da previdência social, para ampla inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras, por meio da superação das medidas regressivas e do desmonte promovido pelo atual governo".
Também irá propor, "a partir de um amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social a todas as formas de ocupação, de emprego e de relação de trabalho, revogando os marcos regressivos da atual legislação trabalhista, agravados pela última reforma e reestabelecendo o acesso gratuito à justiça do trabalho".
A promessa eleitoreira tem alvo específico: "Autônomos, trabalhadores e trabalhadoras domésticas, teletrabalho e trabalhadores em home office, mediados por aplicativos e plataformas."
Em linguagem sedutora, o documento diz que a gestão petista vai "mobilizar de maneira virtuosa as potencialidades da economia brasileira". Na prática, voltará a incentivar o consumo em massa, leia-se endividamento, e o investimento público (resta saber com que calça). A mesma fórmula para um novo voo de galinha.
No capítulo sobre as estatais, em vez de diretrizes programáticas, um manifesto: "Opomo-nos à privatização da Petrobras, opomo-nos à privatização da Eletrobras, opomo-nos à privatização dos Correios." No caso da companhia de energia, submetida a recente capitalização, o texto fala em "recuperar seu papel como patrimônio do povo".
Sobre os bancos públicos, a mesma ladainha de fortalecimento de sua "missão de fomento ao desenvolvimento econômico, social e ambiental". São citados BB, CEF, BNDES, BNB, Basa e a Finep.
A nova versão do programa petista não faz referência a uma das principais bandeiras de Lula, repetida à exaustão em entrevistas: a regulação da mídia e das redes sociais. Não há menção também à manutenção da autonomia do Banco Central, mas defende a "autonomia sindical" e seu “financiamento solidário e democrático". Leia-se o retorno da contribuição sindical obrigatória.
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NotíciasTranscrição
00:00O programa do PT.
00:03Põe na tela, por favor, o programa do PT que foi lançado hoje.
00:10Pegou aí?
00:13Vamos lá, vamos lá.
00:15Vamos agitar.
00:16Olha aí, ó.
00:17Baixa lá.
00:19Vamos ler junto aqui.
00:21O PT divulgou de manhã, né, esse documento com as diretrizes de um eventual governo.
00:26O plano econômico repete os fundamentos da era petista com oposição aberta à privatização das estatais e estímulo ao consumo.
00:36Também defende o fim da política de teto de gastos, a revisão total da política fiscal e das reformas trabalhista e previdenciária.
00:45Abre aspas.
00:46Vamos recolocar os pobres e os trabalhadores no orçamento.
00:49Fecha aspas.
00:50Diz o texto repetindo o eslogan da campanha petista.
00:52Para isso, dizem, é preciso revogar o teto de gastos e rever o atual regime fiscal brasileiro atualmente disfuncional e sem credibilidade.
01:01Fecha aspas.
01:04O programa diz também que caso o Lula seja eleito, seu governo promoverá a reconstrução da seguridade social e da previdência
01:11para ampla inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras por meio da superação das medidas regressivas e do desmonte promovido pelo atual governo.
01:21A gente está falando aqui de reforma previdenciária.
01:23Mas não a reforma.
01:25A reforma é da reforma.
01:27Ou seja, desreformar a previdência.
01:30Que é um modelo que estava absolutamente insustentável.
01:34É muito fácil você colocar isso no papel.
01:36O papel aceita tudo.
01:37E segue também o PT irá propor, a partir de amplo debate e negociação, uma nova legislação trabalhista de extensa proteção social
01:50e a todas as formas de ocupação de emprego e de relações de trabalho, revogando os marcos regressivos da atual legislação trabalhista,
01:57agravados pela última reforma e reestabelecendo o acesso gratuito à justiça do trabalho.
02:01Essa questão do acesso gratuito está no STF.
02:06Todo o resto é uma questão de modernizar a economia.
02:11Esse tipo de proposta é uma proposta populista, do Estado ser o grande senhor, cuidar do cidadão.
02:23E o Estado tem que fazer o contrário.
02:24Ele não pode atrapalhar o cidadão e cuidar das questões estratégicas.
02:28A promessa eleitoreira tem alvo específico, claro.
02:32Isso aqui é eleição.
02:34Então, isso é uma promessa eleitoreira que tem alvo específico, que são os eleitores.
02:39Autônomos, trabalhadores, trabalhadoras domésticas, pessoal do teletrabalho, transportadores e trabalhadores em home office,
02:46mediados por aplicativos e plataformas.
02:48Em linguagem sedutora, o documento diz que a gestão petista vai mobilizar de maneira virtuosa as potencialidades da economia brasileira.
02:58Poesia pura, né?
02:59Só que na prática voltará a incentivar o consumo em massa.
03:03Leia-se endividamento e lucro para os bancos, lucros bilionários para os bancos.
03:09E o investimento público como propulsor do desenvolvimento.
03:18A mesma fórmula para um novo voo de galinha.
03:22No capítulo sobre as estatais, em vez de diretrizes programáticas, o que se tem é um manifesto.
03:27Abre aspas.
03:28Opômonos à privatização da Petrobras, opômonos à privatização da Eletrobras, opômonos à privatização dos Correios.
03:34No caso da Companhia de Energia, inclusive, que submetida à recente capitalização, o texto fala em
03:40recuperar seu papel como patrimônio do povo, ou seja, reestatizar.
03:47Sobre os bancos públicos, a mesma ladainha de fortalecimento de sua missão de fomento ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.
03:54São citados Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, BNB, Banco do Nordeste, BASA e FINEP.
04:00A nova versão do programa petista não faz referências a uma das principais bandeiras de Lula, repetida a exaustão em entrevistas,
04:08a regulação da mídia e das redes sociais.
04:12Também não há menção à manutenção da autonomia do Banco Central.
04:17Mas defende o quê?
04:18Uma autonomia sindical e seu, abre aspas, financiamento solidário e democrático.
04:24Leia-se o retorno da contribuição sindical obrigatória.
04:27É ou não é um loop infinito?
04:30Nós estamos voltando no tempo.
04:35Você tem duas opções.
04:37Ou você olha para frente, ou você olha para trás.
04:41E o brasileiro está fazendo a opção de olhar para trás.
04:45De voltar o caminho percorrido.
04:49Achando que vai chegar num lugar diferente.
04:51Fizeram um ato de apresentação.
05:00Falaram uma porção de platitudes.
05:02Mas o fato é que, agora está claro para todo mundo, para o mercado, inclusive, o que o PT 2.0, 3.0, é que o PT do século XXI, o PT de 2023 vai fazer.
05:19Bom, nesse ato aí o Lula disse que jamais imaginou que pudesse estar junto com o Alckmin, né?
05:30Nem ninguém, né?
05:32O Randolph disse que o Lula e o Alckmin são o farol contra o fascismo.
05:37E o Paulinho da Força falou uma coisa muito interessante que eu gostaria de reproduzir aqui.
05:42Solta o VT do Paulinho.
05:43Portanto, presidente Lula, acho que esse programa já vem sendo acertado nos últimos 40 dias.
05:54Porque, até 40 dias atrás, em todo lugar que eu andava, alguém me falava assim,
05:59fala para o Lula não falar isso.
06:02Do Gilmar Mendes ao peão da fábrica, né?
06:07E depois fiquei pensando, por que as pessoas falam isso toda hora, né?
06:10É a preocupação de que a gente não erre.
06:12Porque se o Lula e o Alckmin errar, o Brasil é o que perde com isso.
06:19Essa foi a impressão que eu fiquei.
06:21E faz uns 40 dias que eu tenho andado muito pelo Brasil e não ouvi mais ninguém falar sobre isso.
06:27Então, nós estamos acertando.
06:32O Paulinho da Força, conversando com todo mundo.
06:36E todo mundo querendo dar dica para o Lula.
06:38Pô, não fala isso não, que assusta.
06:39E olha quem ele falou que dá dica também.
06:43Gilmar Mendes.
06:43Agora, por que o ministro do Supremo está preocupado com o que o candidato está falando
06:48para não pegar mal?
06:52Então, assim, é isso, né?
06:55Vamos falar de independência?
06:57Vamos falar de imparcialidade?
06:59Pelo amor de Deus.
07:15É, o...
07:16Bota aí, ó.
07:16Tá o Heitor aqui, ó.
07:18Falando da Eletrobras.
07:18Se os acionistas souberam que sua empresa era recomprada pelo governo, o preço da ação
07:23vai explodir.
07:24Isso não é possível de ocorrer.
07:25Ô, Heitor, olha só.
07:27A CVM, inclusive, abriu, acho que é a terceira ou quarta investigação em relação a uma possível
07:33manipulação de ações da Petrobras.
07:35Até agora, nada.
07:39Por quê?
07:40Porque a nossa CVM aqui, ela não é a SEC americana, né?
07:45Ela não tem nem estrutura para investigar nada, para apurar nada.
07:49Você já viu alguém realmente ser punido pela CVM?
07:52Alguém importante ser punido pela CVM?
07:55Então, assim, aqui eles usam informação privilegiada, fazem manipulação, né?
08:00A gente fica atônito.
08:05Você vai ver lá, toda hora que vão fazer alguma coisa, aí sai a informação, daí
08:10vai cair o presidente, aí não sei o quê, aí o Lira vai e grita de um lado, o Bolsonaro
08:15grita do outro.
08:21O tal do Coelho, que era o presidente até ontem, deixou para sair na segunda-feira, na
08:29abertura do pregão, por que que não saiu lá na sexta-feira?
08:35Ah, isso aí é uma...
08:36O Brasil é uma vergonha, né?
08:38É uma selva, é generalizada, né?
08:43Olha, tem dois...
08:44Duas coisas curiosas aqui do evento do PT.
08:47Uma foi o Suplicy reclamando que não foi convidado, então ele entrou de penetro.
08:51Aí ele passa ali um sabão no Mercadante, que por sua vez reage.
08:55Parece que está tudo bem lá no PT, viu?
08:57Solta o VT do Suplicy.
08:59Agradecer...
09:01Queria...
09:02A proposta que não foi considerada,
09:07entre meio e meio,
09:09há dez dias,
09:12e não foi considerada ainda,
09:14entre os instituições sociais,
09:18a inspeção da renda básica
09:20da cidadania,
09:21aprovada por todos os atos,
09:24dando tomada,
09:25até o presidente do Pula,
09:27e está no programa do PT
09:31há muitos anos,
09:32todo ano,
09:33e ele tem alguma coisa comigo.
09:37E não me convidou para essa reunião.
09:40Você sabe com quem que eu soube da reunião?
09:42ontem à noite,
09:44em Pai Rocha,
09:45eu me reuniou no partido,
09:47eu fui convidado,
09:49mas hoje eu estou aqui.
09:51E continuarei trabalhando muito,
09:53para que Lula e Alckmin
09:55instituam a renda básica da cidadania,
09:59e fazer o que estiver vivo aqui.
10:01Agradeço muito a sua apresentação.
10:05Eu, de fato,
10:06não tive como acompanhar o convite de todas as pessoas,
10:09só olhar o tamanho do plenário,
10:11nem era a minha função.
10:12Em relação às propostas,
10:14hoje é o início de um processo,
10:15você vai ter chance de discutir,
10:17mas para entrar no programa de governo,
10:18nós vamos ter que ter um debate aprofundado,
10:20como nós recebemos 51 propostas,
10:22que eu mencionei,
10:23que não citei aqui,
10:24a sua uma delas.
10:26E vai ser discutido,
10:27junto com a coordenação,
10:28no momento oportuno.
10:29As diretrizes estão definindo só
10:31as linhas gerais do programa.
10:33Quando a gente fala em combater a fome,
10:36nós não estamos entrando aqui nos detalhes
10:38quais são as propostas.
10:39Tem menções genéricas,
10:41por exemplo, do Bolsa Família.
10:42Então, no momento oportuno,
10:44será discutido.
10:45Mas vai ter que discutir democraticamente,
10:47porque é assim que nós funcionamos.
10:49Tem uma coordenação de sete partidos,
10:51e o senhor será,
10:52meu companheiro Supricídio,
10:5342 anos de partido,
10:55tratado com toda a diferença,
10:57mas com o mesmo direito
10:58que todos os outros têm
10:59de apresentar propostas,
11:01serem ouvidos e discutidos.
11:04Então, quero dizer que vai entrar na fila
11:06dos 51 propostas que nós já temos.
11:10E queria também dizer, viu,
11:13a menção genérica...
11:17Está bom de mercadante, né?
11:20Eu gostei dele falando que isso aí,
11:21olha, isso aí que você está reclamando
11:23do programa,
11:24isso aí são apenas generalidades.
11:26Ó, programão.
11:30Disse o Ciro que esse programa do PT
11:34é uma tentativa publicitária
11:36para conciliar Alckmin com bolos.
11:39Então...
11:40Mas tem várias coisas ali
11:43que eu sei que você concorda, viu?
11:46Você a favor já disse
11:47que vai reestatizar a Eletrobras,
11:49Sirão já disse
11:52que é contra o teto de gastos,
11:54a favor da taxação de grandes fortunas.
11:56Então, vocês estão mais ou menos
11:57na mesma página, viu?
11:58E aí
12:07E aí
12:11E aí
12:12E aí
12:17E aí
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