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  • há 6 meses
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Deputados e Senadores articulam com o Supremo Tribunal Federal uma manobra para permitir a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Felipe Moura Brasil discutiu o assunto com senador Alessandro Vieira.
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Transcrição
00:00Muito bem, a gente estava falando aqui sobre a tentativa do Rodrigo Maia e do Davi Alcolumbre de se reelegerem e eu vou permanecer aqui nesse assunto porque o Senado Federal alegou que o STF, Supremo Tribunal Federal, não pode se meter na tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre.
00:16No início do mês, o PTB entrou com uma ação no Supremo para impedir que Alcolumbre e Rodrigo Maia concorram a novos mandatos como presidentes das Casas do Congresso. De acordo com as regras atuais, os presidentes da Câmara e do Senado não podem se reeleger dentro da mesma legislatura.
00:35Os advogados do Senado afirmam que o assunto é matéria interna corpores do Parlamento, ou seja, matéria lá interna que só cabe ao Parlamento resolver. O futuro presidente do STF, Luiz Fux, aliás, a gente espera que seja ainda bem que a gente fale isso quando Luiz Fux assumir a cadeira do Dias Toffoli, cujo mandato é sempre digno de fortes emoções, principalmente durante o recesso judiciário.
01:04Então, Luiz Fux se reuniu hoje com Maia e Alcolumbre para entregar o convite para sua posse. Caberá ao ministro pautar a discussão sobre as reeleições. O processo tem como relator Gilmar Mendes.
01:17A gente tem mais um convidado na linha, é isso, produção? Muito bem, então temos o senador Alessandro Vieira, do Cidadania. Boa noite, senador, muito obrigado pela participação.
01:29Boa noite, um abraço aí, Filipe. Parabéns pelo novo programa.
01:31Muito obrigado, senador. Eu estava conversando no primeiro bloco com o senador Álvaro Dias, a gente terminou, começou falando do fim do foro privilegiado,
01:41sobre o qual o Rodrigo Maia sentou lá na Câmara, mas terminou falando desse assunto que eu retomei agora nesse bloco.
01:47Então, vamos começar por aí. O que o senhor acha dessa tentativa do Davi Alcolumbre, o senhor que é senador,
01:53de se reeleger e de toda a movimentação de bastidor que a gente acompanha, com notícias que nos causam, evidentemente, indignação de acordos.
02:03Ah, se a pessoa se compromete a não pautar o processo de impeachment do Bolsonaro, se vierem fatos comprometedores à tona,
02:11ou se compromete com gente do Centrão a não fazer determinada coisa que possa incomodá-los para conseguir o seu mandato.
02:20Como é que o senhor se posiciona em relação a isso?
02:23A posição é absolutamente contrária à hipótese de reeleição de Davi Alcolumbre, ou mesmo do Rodrigo Maia lá na Câmara, porque é inconstitucional.
02:31A Constituição é taxativa sobre esse tema, está lá no artigo 57, parágrafo 4, está também no regimento interno do Senado, artigo 59, é taxativa.
02:40Não pode ter reeleição no mesmo período legislativo, ou seja, dentro de quatro anos. Não tem como fazer isso.
02:45Em qualquer país civilizado, isso não seria nem discutido. Mas no Brasil se tenta sempre, usando da política, onde só devia prevalecer o direito,
02:54jeitinhos, estratégias para tentar ter uma vantagem. É profundamente lamentável e a gente vai combater isso com todas as forças.
03:00Agora, senador, pelo que o senhor percebe aí da convivência com os demais parlamentares, tanto senadores quanto deputados,
03:06existe uma maioria favorável à reeleição do Davi Alcolumbre e do Rodrigo Maia? Os senhores, o senhor e o Álvaro Dias, outros integrantes desse movimento Muda Senado,
03:18ao qual o senhor também pertence, são minoria para lutar contra essas manobras?
03:26A grande questão aí é você não entrar na discussão do mérito das pessoas. Eu não vou discutir Davi Alcolumbre ou Rodrigo Maia.
03:32Tenho minhas críticas, tenho meus elogios. O importante é o respeito à regra. A gente não pode viver num país onde você muda a regra
03:38de acordo com o interesse político, pessoal, individual de alguém. Não faz o menor sentido.
03:43Lá atrás, quando Davi Alcolumbre se apresentou como candidato, eu me lembro dele vindo ao Estado de Sergipe
03:48para falar comigo diretamente, o recém nomeado, enfim, indicado como senador pelos sergipanos,
03:54e ele se apresentava já com esse discurso. Não posso ser candidato à reeleição,
03:57vou fazer uma transição dessa turma antiga do Renan Calheiros para poder passar para uma coisa mais nova
04:04e foi nessa conversa que nós todos acreditamos. E agora você muda totalmente isso, você cria um subterfúgio
04:10e eu sou muito claro, sou muito transparente no que eu faço, Felipe. Eu já disse ao próprio Davi, pessoalmente,
04:15que não voto na reeleição, sou contrário à reeleição porque ela é inconstitucional.
04:19Se no Senado você rasga a Constituição, você vai querer respeitar a Constituição onde?
04:22Então, o Brasil tem que ser um país sério, a gente tem que transformar esse país.
04:25Senador, eu vou aqui dar uma informação sobre um caso que me chama muita atenção
04:30e eu gostaria de ouvir o senhor porque eu tenho visto, inclusive, nas redes sociais,
04:33o senhor defender bastante o combate à corrupção.
04:36E as notícias de hoje são as seguintes.
04:38Com a licença médica do Celso de Mello, a segunda turma do STF voltou aos tempos áureos
04:44em que era conhecida como Jardim do Éden, justamente por ser um paraíso para os corruptos.
04:49Enquanto Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski tendem a votar a favor dos réus,
04:53Carmem Lúcio e Fachin tendem a ser mais duros.
04:56Celso de Mello costuma ser o voto de Minerva nos julgamentos.
04:59Sem o decano, a votação fica suscetível a um empate que beneficia sempre o réu.
05:04Nessa semana, o cenário se desenhou duas vezes.
05:07A corte anulou uma condenação imposta por Sérgio Moro no caso Banestado,
05:11quando era juiz federal em Curitiba.
05:13E a votação que discutia essa parcialidade do ex-juiz terminou em dois votos a dois
05:18e o condenado foi beneficiado.
05:20Em outro, o empate anulou uma delação premiada que acusava de fraude
05:24um grupo de auditores fiscais do Paraná.
05:27A decisão contrariou uma orientação de 2015 do STF,
05:30que não permitia que réus delatados não poderiam pedir a anulação de delações.
05:35Os ministros do Supremo estariam em busca de uma manobra
05:37para perpetuar esse cenário de impunidade na segunda turma.
05:41E, de acordo com o Jornal Globo, o plano é usar a aposentadoria do decano Celso de Mello
05:45como pretexto para fazer uma alteração nas turmas da corte.
05:49A ideia seria deslocar para a primeira turma o ministro indicado por Jair Bolsonaro
05:53e transferir Dias Toffoli, que já terá deixado a presidência da corte, para a segunda turma.
05:58Com isso, a segunda turma, que recebe os processos da Lava Jato,
06:01ficaria com três ministros que costumam se opor às decisões da operação.
06:06Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, e assim teria sempre maioria.
06:10Que, na verdade, senador, é voltar àquela velha composição da segunda turma
06:13com esse trio que soltou duas vezes, por exemplo, o José Dirceu,
06:17quando ele estava em prisão preventiva e até depois da condenação em segunda instância,
06:21quando a prisão ainda era permitida.
06:24Como é que o senhor vê esse cenário de certos casos que tiveram comoção nacional
06:29chegarem a uma segunda turma com uma composição assim
06:33e acabarem gerando uma blindagem de políticos?
06:36Como é que o senhor tem visto essas reações à Lava Jato?
06:41A gente vem denunciando esse mega acordão desde o ano passado.
06:45Não é coisa nova.
06:46Você tem uma articulação muito clara em setores que são do novo governo,
06:50setores do judiciário, infelizmente da PGR,
06:54a política, a velha política toda ela, muito feliz e confiante de que a impunidade vai retornar.
06:59E a gente tem que enfrentar isso.
07:01O que a gente pode fazer é a denúncia, é combater isso em todas as frentes possíveis,
07:04inclusive peticionando, onde é possível, no próprio STF,
07:08para pelo menos escancarar a vergonha.
07:10É uma vergonha o que estão fazendo.
07:12É muito claro uma motivação de interesses políticos, interesses políticos baixos,
07:17onde você tenta criar subterfúgios para nulidades.
07:21É uma estratégia.
07:22E uma estratégia importante que tem que ser observada é justamente esse uso
07:25do empate que beneficia o réu, para falar numa linguagem mais popular.
07:29Esses processos, eles ficam na gaveta dos relatores por meses.
07:32Não tem prazo, não tem previsão de pauta.
07:36E aí eles aproveitam a oportunidade em que eles têm uma posição de plenário favorável
07:41e emplacam aquele resultado que eles desejam.
07:43É um modus operandi do Gilmar Mendes há muito tempo.
07:46É um ministro que é notório.
07:47É uma vergonha para o Brasil você ter um ministro do Supremo com essa categoria,
07:52com esse tipo de conduta.
07:53Infelizmente, ele está lá impune porque ele consegue,
07:56manuseando esse poder imenso que tem o ministro,
07:59se manter sempre na frente de todo tipo de acordo que vai no benefício de alguns poucos
08:05e em prejuízo do Brasil.
08:07Existe, inclusive, uma expectativa sobre o julgamento da parcialidade ou não
08:10do ex-ministro, ex-juiz Sérgio Moro,
08:13nas condenações ao Lula,
08:15ao ex-presidente da República e ex-presidiário também.
08:18A Carmen Lúcia e o Luiz Edson Fachin já votaram a favor de Moro ainda em 2018
08:22e o Gilmar Mendes pediu vista naquela ocasião.
08:26Então, a expectativa é de que ele, Gilmar e Ricardo Lewandowski
08:29votem a favor da suspeição do ex-juiz e da anulação das decisões.
08:34E aí o desempate caberia a Celso de Mello, que deixa o tribunal em novembro.
08:38Então, o Gilmar, de acordo com esse noticiário de bastidor,
08:41deve esperar que o Bolsonaro indique um novo ministro para o lugar do decano,
08:46do mais antigo da corte, que era o Celso de Mello,
08:47para que o STF aplique a manobra e ele possa trazer o julgamento de volta à pauta.
08:53Quer dizer, toda uma articulação para que se forme essa composição
08:57e se acabe inocentando o Lula, que é o objetivo, né, senador,
09:02de várias autoridades aí há muito tempo.
09:05E o que a gente tem visto também é ali o esquema de poder bolsonarista
09:09não ligar muito para essas coisas.
09:11Está muito próximo do Dias Toffoli,
09:13não querendo melindrar o Gilmar Mendes, que está com recurso lá do MP,
09:16no caso do Flávio Bolsonaro também.
09:19A gente não vê iniciativas da família Bolsonaro,
09:23da sua militância, contra esse tipo de atitude.
09:26Muitas vezes até pelo contrário.
09:28Fizeram campanha contra a CPI da Lava Toga, por exemplo.
09:31Então é um cenário tenebroso que se pinta por aí, senador.
09:36Sem dúvida.
09:38O que a gente não pode é desanimar.
09:39Quando eu pedi a confiança do Sergipano e fui eleito,
09:42foi para combater justamente esse tipo de batalha.
09:44Eu estou fazendo isso desde o primeiro dia.
09:46Você não pode tolerar que as pessoas tentem fazer desaparecer as malas de dinheiro,
09:51as confissões, os bilhões recuperados,
09:54os caminhões de prova que já foram juntados.
09:56São ações que foram julgadas dezenas e dezenas de vezes.
09:59Eu estou falando de um réu, para falar do Lula,
10:01mas podia falar de qualquer um deles.
10:03E réus que tiveram acesso às melhores bancas,
10:05aos advogados mais caros,
10:06milhões de reais derramados nas bancas de advocacia aqui de Brasília.
10:10E você tem um resultado confirmado sempre.
10:12Você tem uma mudança a partir do momento que se começa a construir esse acordão.
10:16É um acordão, é muito claro.
10:18O objetivo não é inocentar só o Lula.
10:20O Lula passou a ser uma peça menor nesse jogo.
10:23Você tem esses mega empresários,
10:25você tem parlamentares que estão ainda em exercício do cargo
10:28e que tem já condenações em primeira instância,
10:30denúncias, inquéritos.
10:32A ideia é desarticular e seguir aquele roteiro italiano,
10:34onde depois da Operação Mãos Limpas,
10:36a gente infelizmente viu aquele país retroceder.
10:39Anular condenações, perseguir investigadores.
10:41É isso que a gente está vendo,
10:42infelizmente se encaminhando aqui no Brasil,
10:44mas da nossa parte a gente vai manter a luta até o final.
10:47E senador, a gente viu até em 2018,
10:50os estrategistas bolsonaristas, vamos chamar assim,
10:53até querendo que o Bolsonaro fosse para o segundo turno contra o Haddad,
10:57porque aí fica uma polarização e aí o Bolsonaro conseguia,
11:01pelo menos em 2018, o voto dos antipetistas,
11:05daquelas pessoas que repudiavam a corrupção durante os governos do PT.
11:10O senhor vê alguma alternativa surgindo para o cenário eleitoral em 2022
11:15que não seja nem bolsonarista, nem lulista, petista?
11:22Eu acho que está muito cedo.
11:23Se você for imaginar dois anos antes de 2018,
11:26então retroceder a 2016,
11:27ninguém falava em Jair Bolsonaro presidente.
11:30O que o brasileiro vai ter cada vez mais que entender
11:32é que corrupção não é patrimônio do partido A ou partido B.
11:35É uma prática criminosa de pessoas que não têm caráter,
11:38que não valorizam, não respeitam o dinheiro público.
11:41E você tem que combater as condutas,
11:43você tem que botar na cadeia as pessoas.
11:44E depois, na eleição, escolher partidos e candidatos
11:47que representem de verdade o que você quer fazer.
11:49Se você quer mudar o Brasil, se você quer um Brasil sem corrupção,
11:52se você quer colocar na cadeia essa turma,
11:54vai ter que escolher bem.
11:55A escolha que a gente fez em 2018 não está se confirmando
11:57como a melhor escolha, infelizmente.
11:59E a questão do foro privilegiado, senador,
12:01eu queria ouvir a sua opinião também,
12:02porque agora temos uma deputada acusada
12:05de ser mandante de assassinato
12:07e que só não foi presa porque tem a imunidade parlamentar,
12:10porque tem o foro privilegiado.
12:12Então chegamos aí ao cúmulo do absurdo dessa prerrogativa.
12:16E, no entanto, o Rodrigo Maia está lá sentado em cima desse projeto
12:20que já teve todo o restante da tramitação.
12:23E a gente sabe que existem muitos interesses
12:26de investigados, réus e condenados,
12:29que são parlamentares também,
12:30ou que são aliados dos parlamentares,
12:32em que esse projeto não seja votado.
12:35Vai ter alguma saída, algum puxadinho
12:37para resolver a questão da flor de lixo que causa um constrangimento
12:40sem votar o fim do foro?
12:43O que o senhor preferia que acontecesse?
12:47O importante seria que o presidente da Câmara,
12:49o deputado Rodrigo Maia, cumprisse sua obrigação.
12:52É preciso que os presidentes das casas,
12:54tanto o deputado Rodrigo como o senador Davi,
12:56compreendam que eles não são imperadores,
12:57eles não são donos do Legislativo.
12:59E eles se portam como se fossem donos da pauta.
13:02Não raro você vê entrevistas de Rodrigo Maia dizendo
13:05não boto para pautar, não boto para pautar,
13:07sem conversar com ninguém, sem ouvir plenário, sem nada.
13:10Esse caso da prisão em segunda instância
13:11é mais um escândalo brasileiro.
13:13É a proteção da elite.
13:15O pobre pode ir para a cadeia,
13:16e ele vai para a cadeia diretamente.
13:18Mas o rico, aquele que tem proteção das elites políticas brasileiras,
13:21não.
13:22Eles têm que ter direito a mil instâncias,
13:24não podem ir para a cadeia,
13:26têm que ter direito a se reeleger.
13:27E eles estão lá agora tramitando, inclusive,
13:29um projeto, uma ideia de projeto
13:30de mudança da lei de improbidade,
13:32onde você reduz penas, reduz prazos,
13:35reduz os tipos penais.
13:37Se a gente não cuidar bem do Brasil,
13:39ao invés de melhorar, a gente vai piorar.
13:41Porque a corrupção, ela não para de tentar.
13:43É um sistema, ele alimenta centenas,
13:45milhares de pessoas pelo Brasil afora.
13:47Se você abre uma brecha,
13:49ela vai cada vez mais dominar.
13:50A gente está vendo isso.
13:51A gente está vendo figuras que você imaginava
13:53que um saído do baralho do poder de Brasília,
13:56hoje andando abraçada com o presidente da República.
13:58Feliz da vida,
13:59comandando orçamentos bilionários.
14:02Não foi esse Brasil que o brasileiro elegeu.
14:04Não foi essa a conduta que a gente queria.
14:06E a gente tem que lutar pra mudar.
14:08Respeitosamente, de forma democrática,
14:10as mudanças têm acontecido nas urnas,
14:11mas tem que lutar.
14:12O que você não pode é se conformar,
14:14porque o Brasil não merece ser condenado eternamente
14:16a ser comandado por esse tipo de gente.
14:18Senador, o senhor falou que 2022 está longe,
14:20de fato, faltam dois anos,
14:22mas, no entanto, estamos num ano
14:23de eleições municipais.
14:24O partido do senhor, Cidadania,
14:27na história recente dos embates presidenciais,
14:30não teve um protagonismo,
14:32mas como fica nas eleições municipais?
14:34O senhor tem candidatos que o senhor apoia?
14:37Como é que está aqui na região Sudeste, por exemplo,
14:40São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais?
14:42Na questão da eleição agora de 2020,
14:45eu estou muito concentrado no meu estado, em Sergipe.
14:47Aqui a gente está garantindo vários candidatos,
14:50várias candidatas, principalmente,
14:52nas principais cidades, inclusive na capital,
14:54gente nova, gente de ficha limpa,
14:56e que está proposta a fazer uma gestão técnica
14:58e desapegada daquela política do Tomalá Dakar.
15:01Esse é o compromisso que eu tenho que cumprir,
15:03estou tentando cumprir muito bem agora em 2020.
15:05Virada essa página,
15:06a gente se concentra no plano mais nacional.
15:09Aí sim você tem que construir nomes,
15:11encontrar propostas de efetiva mudança do Brasil.
15:14E eu acho que tem espaço para fazer isso.
15:16Cada vez mais tem gente abrindo os olhos e entendendo.
15:18Olha, não adianta eu demonizar o PT
15:21ou o antigo PFL, enfim,
15:24escolher um alvo para descarregar ali todas as culpas.
15:27Não é assim.
15:28Nós temos um sistema político corrompido.
15:31São financiamentos ilegais,
15:32são compromissos que são gerados lá na hora da campanha
15:35e que depois, para se cumprir,
15:37você vai partir para esse corpo a corpo
15:38de licitações fraudulentas,
15:40desvios, abusos.
15:42É um roteiro repetido.
15:43Para quebrar isso,
15:44tem que ser com gente nova,
15:46que faça uma proposta diferente,
15:47uma campanha diferente,
15:49um jeito novo de você trazer política
15:50mais perto da pessoa,
15:52prestando contas,
15:53fazendo aquilo que você deveria fazer
15:55como prestação de serviço à comunidade.
15:57Eu tenho esperança de que é possível avançar
15:59e a gente vai trabalhar para que isso aconteça.
16:00Cada vez mais as pessoas estão aprendendo
16:02que isso é necessário.
16:03Sem dúvida,
16:05a reforma moral é necessária.
16:06Foi título, inclusive,
16:07de um artigo meu recente na Cruz Oé.
16:09Senador Alessandro Vieira,
16:10do Cidadania,
16:11muitíssimo obrigado
16:12por essa participação especial.
16:14Boa noite,
16:14bom trabalho.
16:15Boa noite,
16:16um abraço aí para vocês.
16:33Boa noite,
16:34um abraço aí.
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