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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira o julgamento dos acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes.

A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação dos cinco réus. O vice-PGR, Hindenburgo Chateaubriand, defende que há provas suficientes contra os réus.

Madeleine Lacsko e Duda Teixeira comentam:

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Transcrição
00:00Bom, vamos começando aqui com a primeira turma do Supremo Tribunal Federal que iniciou nesta terça-feira o julgamento dos
00:10acusados de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL e do motorista Anderson Gomes.
00:18Eles foram assassinados no mês de março de 2018. O caso chegou ao Supremo somente seis anos depois, em 2024,
00:28quando a investigação apontou o envolvimento de Chiquinho Brasão.
00:33Ele, na época, era deputado federal e tinha foro privilegiado, por isso que foi parar no STF.
00:39Além dele, também são acusados Domingos Brasão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto Fonseca.
00:48Vamos dar uma olhada aqui na matéria do portal Antagonista, pode colocar na tela.
00:53A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação dos cinco réus.
01:00O vice-PGR, Indemburgo Chateaubriand, defende que há prova suficiente.
01:08Eles dizem o seguinte, que o acervo probatório do processo é extenso e robusto.
01:15As provas mostram que Domingos Brasão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Chiquinho Brasão,
01:22vereador do Rio na época do crime, depois eleito deputado federal,
01:27encomendaram a execução de Marielle por causa de interesses contrariados.
01:33Ela atuava para impedir a regularização de condomínios ilegais localizados em áreas dominadas por milícias
01:41vinculadas aos dois na capital fluminense.
01:46A relatoria do caso Marielle caiu com o ministro Alexandre de Moraes e a gente tem um trechinho do voto
01:54dele aqui.
01:54Em relação à motivação dos crimes de homicídio, dos homicídios e a tentativa de homicídio,
02:02a Procuradoria Geral da República apontou que, abre aspas,
02:06vinculados a organizações criminosas dedicadas à grilagem de terras
02:12e a exploração de mercados ilícitos associados a milícias,
02:17Domingos Inácio Brasão e João Francisco Inácio Brasão faziam uso de seus cargos públicos
02:23e de suas conexões políticas para viabilizar a expansão de seus negócios ilegais.
02:29E que, desde o ano de 2008, Marcelo Freixo, deputado estadual,
02:34de quem Marielle Francisco da Silva foi assessora,
02:38já alertava para o vínculo existente entre os irmãos Brasão e as milícias do Rio de Janeiro,
02:45o que, a prova colhida nos autos, terminou, segundo a Procuradoria Geral da República,
02:50terminou por confirmar.
02:52Foi em 2015, no entanto, que o confronto se acirrou,
02:56após a candidatura de Domingos Inácio Brasão,
02:59ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro,
03:02a qual o PSOL, comandado por Marcelo Freixo,
03:07se opôs de maneira veemente,
03:09ameaçando, inclusive, judicializar a questão.
03:12Continua a Procuradoria Geral da República,
03:14dizendo que, em razão de sua atuação,
03:17Marielle se tornou, em síntese, a principal opositora
03:21e o mais ativo símbolo da resistência aos interesses econômicos dos irmãos.
03:26Matá-la, disse a Procuradoria Geral da República,
03:29matá-la serviria a dois propósitos,
03:33a saber, o de eliminar a oposição política que personificava
03:37e o de dessuadir outros integrantes do grupo de oposição a imitar-lhe a postura.
03:44Por tudo isso, a versão apresentada por Rony Lessa,
03:48diz a Procuradoria Geral da República,
03:51sobre a motivação dos homicídios,
03:53encontra-se amplamente demonstrada.
03:57Duda, não sei se é impressão minha,
04:00me parece que todo,
04:04lembra todo aquele movimento que foi feito com relação à Marielle,
04:09me parece que muita gente na esquerda usou o nome dela
04:14como marketing, como autopromoção,
04:18e agora que a gente tem um desfecho,
04:20dá uma impressão de que amornou o negócio,
04:24de que o pessoal não ficou empolgado.
04:27É, acho que talvez tenha passado bastante tempo,
04:31agora já não tem mais muitas dúvidas sobre o que vai acontecer,
04:36provavelmente a gente vai ter a condenação dos réus,
04:41mas eu acho que, Madá, vamos pensar,
04:43esse crime é de 2018,
04:45a gente está em 2026,
04:46então já se passaram aí oito anos,
04:48e durante muito tempo,
04:50principalmente no começo,
04:52não havia essa garantia de que a justiça seria feita,
04:58lembrando que no começo as investigações,
05:02elas estavam circunscritas ali ao estado do Rio de Janeiro,
05:06aliás, um dos réus é o Rivaldo Barbosa,
05:10que era da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
05:13comandando a direção de visão de homicídios.
05:17Então, não tinha nem muita perspectiva
05:21de que a investigação poderia levar a uma boa conclusão.
05:26Então, eu acho que muito talvez da insegurança
05:29que havia em relação à punição dos culpados,
05:33Madá, entendo que isso talvez tenha feito
05:36essa parte da esquerda do pessoal,
05:40de terem usado a Marielle como um símbolo.
05:44E eu acho que a gente considerando
05:48o drama que foi esse assassinato,
05:52a truculência de você emparedar um carro ali
05:57e sair atirando contra as pessoas,
06:00a Marielle ainda estava em defesa de uma causa nobre,
06:06ela estava articulando até com as populações do Rio de Janeiro
06:11para não aceitarem esses loteamentos clandestinos
06:15comandados pelas milícias.
06:17Então, era alguém que estava confrontando
06:20interesses do crime organizado,
06:23que é poderoso, que tem arma no Rio de Janeiro,
06:27que consegue mexer, influenciar pessoas dentro do governo,
06:33até mesmo da polícia.
06:36Eu acho que tudo isso fez com que
06:38esse símbolo da Marielle ganhasse muita força.
06:42Eu acho que agora, uma vez que a conclusão
06:45desse processo todo já está mais ou menos precificada,
06:51já se sabe muito mais o que vai acontecer,
06:53porque o caso foi federalizado,
06:56a investigação já terminou.
06:59Eu acho que agora a coisa meio que já está ao fim
07:03de um ciclo que a gente está vendo agora.
07:06Sabe o que eu acho também,
07:08Duda, não sei se você se lembra da época
07:10em que teve esse assassinato.
07:14O então vereador Carlos Bolsonaro
07:17tinha tido um bate-boca com a Marielle.
07:21Muita coisa passou por perto ali
07:24da família Bolsonaro,
07:25que mora naquele condomínio.
07:28Parece que só tem miliciano dentro do condomínio
07:30e que o mundo de gente se conhecia.
07:35Então, assim, durante muito tempo
07:37isso foi direcionado para bater no Bolsonaro
07:39e para funcionar como, vamos dizer,
07:44um grande combustível da polarização.
07:47Houve, por parte da esquerda,
07:50insinuações de que o Bolsonaro
07:52estaria por trás disso.
07:54Teve uma época que teve até aquela reportagem
07:56da portaria do condomínio.
07:58Lembra da história?
07:59Que a portaria do condomínio isso,
08:01a portaria do condomínio aquilo,
08:03e porque não sei quem conhecia o Bolsonaro,
08:05não sei quem deixava de conhecer o Bolsonaro.
08:07Então, assim, a partir do momento
08:10em que se acha o culpado
08:13e não é o Bolsonaro,
08:17aí me parece que acabou o interesse na pauta.
08:20Aí já era.
08:22Essa é a impressão que eu fico.
08:23Porque era assim,
08:25primeiro eles ficavam,
08:26quem mandou matar Marielle?
08:28Aí acham o Chiquinho Brasão.
08:30Aí eu não sei se você lembra
08:32do negócio que virou até meme.
08:33Quem mandou mandar matarem Marielle?
08:36porque queriam, de qualquer jeito,
08:39bater em alguém da família Bolsonaro.
08:41E lembrando que os irmãos Brasão
08:44foram os primeiros a ser investigados.
08:47Tem até um narrativo antagonista
08:49que eu fiz mostrando.
08:50Ele foi à delegacia, não sei o quê,
08:52saiu solto pela porta da frente.
08:55Então me dá a impressão de que,
08:58como não bateu na família Bolsonaro,
09:01acabou, né?
09:02Acabou o interesse.
09:03Quem é Chiquinho Brasão?
09:05Eu acho, Madá,
09:06que realmente isso aconteceu.
09:08A esquerda tentou jogar a culpa
09:12do assassinato de Marielle Franco
09:14em Jair Bolsonaro,
09:16ainda que nenhuma evidência
09:18ou prova tenha aparecido.
09:19Essa conexão não existiu
09:22em momento algum.
09:24E isso até, Madá,
09:25atrapalhou no processo todo.
09:28Porque uma vez que o Jair Bolsonaro
09:30era presidente,
09:33convenceram ali os familiares
09:35à defesa da Marielle
09:37que era melhor não federalizar o caso,
09:39então deixar o caso só no Rio de Janeiro,
09:41porque se isso for para a esfera federal,
09:44o Bolsonaro é presidente,
09:46o Sérgio Moro, na época,
09:48era o ministro da Justiça,
09:49e aí vai vir uma conclusão,
09:52a gente não vai conseguir chegar no culpado.
09:55E isso atrapalhou,
09:57porque no final
09:59era a polícia,
10:01era o Rio de Janeiro
10:03que estava todo contaminado
10:04pelas milícias
10:06e isso não deixava a investigação
10:07prosseguir.
10:09A hora que se conseguiu
10:10federalizar,
10:12aí sim é que a coisa andou.
10:25E aí
10:26E aí
10:27E aí
10:28E aí
10:29E aí
10:29Obrigado.
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