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  • há 6 meses
Zeina Latif, consultora econômica e ex-economista-chefe da XP Investimentos, explicou em entrevista a O Antagonista as razões para a moeda norte-americana ter voltado ao patamar próximo dos R$ 5. Também detalhou que esse cenário pode não perdurar. Assista ao vídeo e entenda as razões.

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Transcrição
00:00O antagonista entrevista hoje, a consultora econômica Zena Latifi.
00:04Senhora Latifi, muito obrigado pela entrevista, é um prazer conversar com a senhora.
00:08O prazer é meu, agradeço o convite.
00:11Senhora Latifi, a primeira pergunta que eu faço é a seguinte,
00:15muito se falou ao longo dessa última semana sobre a valorização do real,
00:19a queda do dólar, um pouco da influência desse ciclo, desse novo ciclo das commodities.
00:24A senhora podia explicar, por favor, para o nosso leitor, quais que são as influências disso
00:29e como que elas se interligam para movimentar a economia, seja no Brasil ou seja no exterior?
00:36Muito bem, primeiro é importante a gente ter clareza que a cotação do dólar,
00:41a taxa de câmbio, é um preço de um ativo, não é uma mercadoria qualquer.
00:47E, portanto, tem muitas variáveis impactando.
00:50É muito difícil, por isso que é tão difícil para os economistas fazerem previsão
00:55e até às vezes ter diagnósticos do que está acontecendo,
00:58porque são muitas variáveis econômicas, financeiras que atuam.
01:03O que a gente observa é que a moeda americana tem lá seu ciclo,
01:07olhando não a cotação no Brasil,
01:10mas a cotação em relação a uma ampla cesta de moedas no mundo.
01:17Ela tem seu ciclo.
01:18Então, por exemplo, quando eclodiu a pandemia,
01:23houve ali um ciclo de valorização da moeda americana,
01:28porque os investidores estavam procurando segurança,
01:32era um mundo muito desconhecido, um risco muito elevado,
01:37então os investidores procuraram um porto seguro, né?
01:42E aí a moeda americana se fortaleceu.
01:45Rapidamente, o que a gente viu é que esse movimento se reverteu.
01:50No mundo, não aqui no Brasil.
01:52Por quê?
01:53Porque a China lidou com a doença muito rapidamente.
01:57Os mercados financeiros, os bancos centrais, na verdade,
02:02agiram muito rapidamente, injetando liquidez, socorrendo a economia.
02:07Tudo isso fez o comércio mundial voltar muito rapidamente.
02:10Teve a tal recuperação em vez do comércio mundial.
02:14Então, o que aconteceu?
02:14A China puxando o comércio,
02:17puxando, depois de uma queda muito grande, é claro,
02:20mas puxando também preços de commodities.
02:23Tudo isso fez, no relativo, a economia americana perder força.
02:31No relativo, o que importa é o relativo.
02:33Vamos lembrar que tivemos ali momentos ainda no governo Trump
02:37de muita negação em relação ao problema da pandemia.
02:41Tudo isso acabava gerando uma tendência de enfraquecimento da moeda americana.
02:48Bom, esse movimento vai, né, varia a razão, mas, enfim,
02:55uma hora é porque a China foi melhor,
02:57outra hora é porque preocupações dos investidores
03:02em relação à política fiscal dos Estados Unidos.
03:06O fato é que teve até algum soluço,
03:09teve alguns momentos que a moeda americana
03:11ameaçou uma valorização,
03:14mas aí o que a gente observou no último mês aí
03:17é uma tendência, de novo,
03:19ou, de novo, a gente teve um enfraquecimento da moeda americana.
03:23Difícil saber, colocar um fator ali, né,
03:28mas eu acho que dá para a gente dizer
03:30que é uma combinação de bons indicadores
03:32da economia chinesa e, portanto, do comércio mundial.
03:36A China puxando o comércio,
03:38até porque fica muito claro que tem ali um processo de recuperação
03:44ou até elevação de estoques,
03:46acho que em meio a essa guerra comercial,
03:49enfim, a China vem aumentando estoques.
03:52Agora, tem também as preocupações com a economia,
03:56no caso política fiscal dos Estados Unidos,
03:57as consequências disso.
04:00Qual o fôlego?
04:02Difícil dizer.
04:03O que os economistas fazem
04:05é olhar esses vetores todos,
04:08tentar dar peso para eles,
04:10tentar analisar para onde eles vão.
04:12Eu, pessoalmente, acho que há limites
04:15para mais valorização da nossa moeda
04:18ou de desvalorização da moeda americana.
04:22Eu vejo limites,
04:23porque, bem ou mal,
04:24é um país que tem uma dinâmica muito forte,
04:29eventuais excessos do lado fiscal,
04:32não é que isso vai gerar uma perda de crescimento rapidamente,
04:36a não ser que realmente o FED seja forçado a elevar juros,
04:41mas você fala,
04:41mas aí se eleva juros,
04:43também valoriza a moeda,
04:45qual o vetor que vai pesar mais,
04:47os juros elevados,
04:49ou alguma consequência na economia?
04:51Então, veja que é um terreno pantanoso aqui.
04:54Mas o meu ponto é que,
04:55como eu acho que existe uma tendência
04:58natural de acomodação
05:00ou de desaceleração da economia chinesa
05:03depois desse impulso mais forte.
05:05A gente olha, por exemplo,
05:06os dados recentes de crédito na China,
05:10já deram uma acomodada,
05:11quer dizer, não dá para ficar
05:12com aquele artificialismo por muito tempo.
05:15Tem outras questões associadas
05:17ao modelo de crescimento chinês
05:18que também eu acho que devem gerar uma acomodação.
05:21E, por outro lado,
05:22vejo muito vigor na economia americana.
05:25Então, tudo isso para dizer
05:26que esse movimento de enfraquecimento
05:29da moeda americana,
05:31eu vejo limites para ele prosseguir.
05:34Agora, é claro, como eu disse,
05:36são muitos vetores e a gente...
05:38Porque é difícil avaliar o que vai pesar,
05:40por isso a incapacidade nossa,
05:43dos economistas, eu digo,
05:46faltam instrumentos aí,
05:48instrumentos para a gente, de fato,
05:49conseguir fazer previsões.
05:51Agora, claro que tem os fatores domésticos
05:55impactando aqui.
05:56Quando a gente olha o comportamento
05:58do dólar no Brasil
05:59e compara com outras moedas,
06:03mesmo esse alívio com o câmbio
06:06pouco acima de R$ 5,00 por dólar,
06:10mesmo esse patamar ainda é um patamar elevado
06:14em relação ao que sugeriria
06:16esse ciclo lá fora do dólar.
06:19Então, mostra que tudo bem,
06:20teve esse alívio,
06:22mas ainda tem preocupações
06:24com as questões internas.
06:25acho que o mercado,
06:31em função de indicadores recentes,
06:33do lado fiscal,
06:34os próprios dados de atividade econômica,
06:37pegando no caso do PIB,
06:39que havia aquela grande aposta
06:41que o PIB do primeiro trimestre
06:42teria um recuo,
06:43ele não teve,
06:44teve um bom resultado.
06:46Enfim, todo esse movimento no início,
06:49ou nos últimos meses,
06:51tirou um pouco,
06:53uma tensão ali dos mercados
06:56e isso ajudou a reduzir a cotação do dólar.
07:01aqui também eu vejo como um fôlego limitado desse movimento.
07:06Por quê?
07:07A gente tem, de fato,
07:09um primeiro trimestre do PIB
07:12que foi melhor do que esperado,
07:13mas quando a gente olha a abertura dos dados,
07:17vê que não é tudo isso.
07:19Primeira coisa.
07:20Segunda coisa é que a vida não é fácil,
07:23a vida é dura.
07:25O fato de a sociedade ter feito,
07:28ter aderido menos a isolamentos,
07:33enfim,
07:33e a gente ter a questão de saúde
07:36ainda tão preocupante,
07:38isso pode cobrar ainda um preço do Brasil,
07:41no sentido de a gente ficar ainda muito mais tempo
07:45que outros países respirando
07:47esse clima de incerteza em relação à saúde.
07:50Ah, vai ter terceira onda?
07:51Não vai ter.
07:51Se vai ter,
07:52tem esses profissionais da área
07:57falando que vai ter uma questão,
07:58é só discutir o tamanho.
08:00Então, é claro,
08:02tudo isso é fator de incerteza para o Brasil.
08:05Quando é mesmo que a gente vai ter imunidade,
08:08de rebanho pela vacina,
08:10será que a gente consegue esse ano mesmo?
08:13Será que não é só para o ano que vem?
08:16Enfim,
08:16tem uma aceleração da vacinação,
08:18mas também tem uma aceleração das mutações.
08:23Então,
08:23tudo na vida,
08:25quer dizer,
08:25foi feito ali,
08:27uma menor adesão ao isolamento,
08:31isso de alguma forma ajuda o PIB,
08:33mas do curto prazo,
08:36não tem milagre aqui.
08:37Então,
08:37esse é um fator de preocupação.
08:39Agora,
08:39o que eu queria mais colocar era,
08:41quer dizer,
08:41tem detalhes aí desse crescimento,
08:44como foi tudo isso,
08:45teve formação de estoques,
08:47provavelmente o PIB do segundo trimestre
08:49deve vir no campo negativo,
08:51e do lado fiscal,
08:54esses números mais positivos,
08:56claro,
08:56que bom que veio,
08:57melhor isso do que o contrário,
09:00mas também muito frágil.
09:01não dá para a gente dizer
09:03que essa melhora dos indicadores fiscais,
09:07de fato,
09:08estão refletindo uma melhora
09:10no regime fiscal.
09:13Não vejo essa melhora.
09:16O que a gente está vendo é,
09:18até em função da pandemia,
09:20gastos aumentando,
09:22extra teto,
09:23porque pode,
09:24mas o fato de poder
09:25não quer dizer que seja a coisa mais saudável
09:28para as finanças públicas.
09:29O fato da lei permitir
09:32que gastos associados
09:35a eventos como uma pandemia,
09:38você pode fazer esse gasto
09:39sem ter que respeitar a regra do teto,
09:41tudo bem,
09:42está previsto em lei,
09:43mas isso não quer dizer
09:44que o risco fiscal foi embora.
09:46E eu fico muito preocupada
09:48com a qualidade do gasto público,
09:51porque não é que a gente está,
09:53não é que foi feito ali um gasto
09:56para fortalecer a economia
09:58no pós-pandemia.
09:59Foram muito mais políticas de socorro
10:01que tem que fazer,
10:02não há dúvida,
10:04mas tudo é uma questão de calibragem,
10:06não é à toa que se fala
10:07um diabo mora nos detalhes.
10:09Só ficar nesse socorro
10:11de curto prazo
10:12e não pensar no dia seguinte
10:14não é sábio.
10:15Então a gente tem, por exemplo,
10:17como que vai ser a retomada das aulas.
10:21As crianças estão sem aulas,
10:24os jovens estão sem aulas,
10:24isso tem um custo terrível para o país,
10:26terrível,
10:28do ponto de vista social
10:29e do ponto de vista
10:30de crescimento de longo prazo.
10:33Não houve políticas direcionadas
10:36para isso,
10:36tanto para encolher o máximo possível
10:39o período sem aula,
10:41e o Brasil é o destaque de país
10:42que está mais tempo sem aula.
10:45Então isso mostra que a nossa política pública
10:48falhou e muito,
10:50não é que falhou pouco,
10:51falhou muito,
10:52sem contar a própria vacina.
10:55Quer dizer, não faltaram recursos.
10:58Não faltaram recursos.
11:00Então a nossa política pública
11:02de baixa qualidade,
11:04ela também cobra um preço.
11:06Então por isso que eu acho
11:07que quando a gente junta tudo,
11:08a gente vai olhar
11:09no pós-pandemia
11:10um país com baixa capacidade
11:12de crescimento,
11:14e isso tem um peso.
11:16aí entra a questão das eleições,
11:20já que você comentou
11:21a questão política.
11:22Aí o efeito,
11:23ele não é claro,
11:26mas um fator
11:27para dificultar projeções.
11:31Por exemplo,
11:31digamos um cenário
11:33que hoje não é o cenário mais provável,
11:35não, não é.
11:36Mas digamos
11:36que apareça um nome de centro,
11:41perfil reformista,
11:43agregador,
11:43o mercado vai antecipar.
11:48E aí a taxa de câmbio
11:49provavelmente vai ter
11:50uma performance benigna,
11:52ou seja,
11:52a nossa moeda vai se fortalecer.
11:54Você fala,
11:54mas está tudo ruim
11:55e o dólar está caindo?
11:57É, porque o mercado
11:58está precificando a vitória
12:00ou as chances de vitória
12:02de uma candidatura de centro
12:03com perfil reformista.
12:06Então,
12:07essa questão política,
12:09ela também pesa.
12:10Então, dependendo
12:11do como for
12:13o debate eleitoral,
12:16claro que isso faz diferença.
12:18Uma coisa que eu noto
12:19é o seguinte,
12:21com taxa de juros tão baixa,
12:24com tanta liquidez,
12:26o mercado,
12:27ele busca mesmo
12:28notícias positivas.
12:30Então,
12:30já começo a ver vários sinais,
12:34assim,
12:34não,
12:34mas se por acaso
12:36houver a vitória do Lula,
12:39o Lula vai ter um governo
12:41de centro,
12:43ele vai tentar,
12:44vai procurar repetir
12:45o que foi
12:46o seu primeiro mandato,
12:49que teve
12:49uma gestão
12:51econômica
12:52responsável,
12:54com algumas reformas
12:56importantes.
12:57Então,
12:58desculpe interrompê-la,
12:59mas,
13:00a gente pode dizer
13:01que o mercado,
13:02ele,
13:03uma parte dele,
13:04pelo menos,
13:04ainda precifica
13:07uma eventual eleição
13:08do PT em 2022,
13:10como uma eleição
13:11do Lulinha,
13:12Paz e Amor,
13:13da Carta aos Brasileiros
13:14em 2020.
13:14Eu acho que,
13:14eu acho que é possível
13:16que isso aconteça.
13:18Veja,
13:18é muito comum,
13:19na verdade,
13:20mais do que a gente imagina,
13:21acho que isso não aconteceu
13:22na campanha de 2002,
13:24mas nas seguintes aconteceu,
13:27que é o mercado
13:27dar o benefício
13:28da dúvida
13:29para os candidatos.
13:31A gente viu isso acontecer
13:31com o próprio Bolsonaro.
13:32nós tivemos um ano
13:36de 2018
13:37que até teve
13:38turbulências,
13:40mas que estavam
13:40muito mais,
13:41turbulência no mercado financeiro,
13:43principalmente no primeiro semestre,
13:45mas que estavam
13:45muito mais associados
13:47a greve de caminhoneiros
13:49e as consequências
13:51que aquilo trouxe
13:52para a atividade,
13:53para a inflação.
13:55O ambiente lá fora
13:57foi um período também
13:58que a gente viu
13:59a moeda americana
14:00se fortalecendo,
14:01teve também ruído
14:03lá fora.
14:05Quando a gente olha
14:06o que foi
14:07o período mesmo
14:08de campanha,
14:10não dá
14:10para a gente dizer,
14:11aliás,
14:12isso não aconteceu,
14:14da nossa moeda
14:15ter uma performance
14:16muito pior
14:17ou pior
14:17do que era
14:18esperado
14:19diante do cenário
14:20internacional.
14:22Conforme
14:23o Bolsonaro
14:24foi crescendo
14:25nas pesquisas,
14:27a gente viu
14:28o mercado celebrar.
14:29O mercado
14:29deu o benefício
14:30da dúvida.
14:31O mercado
14:32comprou
14:33a agenda
14:34Paulo Guedes.
14:35Então,
14:36eu vejo
14:36essa tendência
14:37dos mercados.
14:38Dão o benefício
14:39da dúvida.
14:39Se a gente
14:40for olhar,
14:40isso aconteceu
14:41também com a Dilma.
14:44As campanhas
14:45eleitorais,
14:46elas tiveram
14:47muito,
14:47as volatilidades
14:48que a gente
14:49observou,
14:50quando você olha
14:51o entorno,
14:53o que estava
14:54acontecendo
14:54de uma forma
14:55geral,
14:56fora do país,
14:57o que era
14:58comportamento
14:59do mercado
15:00financeiro,
15:00a gente não
15:01estourou
15:02muito,
15:02não.
15:04Então,
15:05eu acho
15:06que o mercado
15:08costuma dar
15:09o benefício
15:09e vamos lembrar
15:10que no Brasil
15:11a nossa classe
15:13política
15:14sabe que
15:14o discurso
15:15responsável,
15:17o discurso
15:17moderado,
15:19responsável
15:20na economia,
15:21ele é ele
15:23que faz
15:25mais sentido,
15:26vamos dizer assim.
15:26Então,
15:27a gente também
15:28não vê
15:28coisas muito,
15:30debates irresponsáveis,
15:32a gente vê
15:32debate político
15:33de baixa
15:34qualidade,
15:35mas irresponsável,
15:36olha,
15:36vamos rasgar
15:37todos os manuais,
15:38vamos,
15:38não é isso.
15:40E o mercado,
15:41enfim,
15:41dá esse benefício.
15:42Eu acho
15:42que nesse
15:43contexto,
15:45minha percepção,
15:46enfim,
15:47de juros baixos,
15:49de liquidez,
15:50em que os investidores
15:51precisam colocar
15:52mais risco
15:53na carteira
15:54para ter
15:55retorno,
15:56aumenta essa
15:58boa vontade.
15:59Então,
15:59isso que eu falei
16:00em relação
16:01ao Lula,
16:03eu estou falando
16:04isso em função
16:04das perguntas
16:05que eu escuto
16:07de investidores,
16:09mais que perguntas,
16:11afirmações,
16:12não,
16:12o Lula,
16:13se ganhar,
16:15vai,
16:17ou na campanha já,
16:19vai se mover
16:21para o centro.
16:21vai seguir
16:23as regras
16:23do jogo
16:24na política fiscal,
16:25é isso que a senhora
16:25quer dizer?
16:27Exato,
16:27ele fortaleceria,
16:29ele não teria
16:30uma gestão irresponsável,
16:31e daí as pessoas
16:32lembram do que foi
16:33o seu primeiro mandato.
16:38Então,
16:38veja,
16:39isso tudo
16:41vai ter impacto
16:43na moeda
16:43lá na frente.
16:44Claro que se a gente
16:45tiver um quadro
16:46diferente,
16:47em que o debate
16:49eleitoral
16:49venha a preocupar,
16:52aí vai ter
16:52mais pressão,
16:53claro,
16:54ou digamos,
16:55por exemplo,
16:55que a gente tenha
16:56daqui para frente
16:59uma deterioração
17:00adicional
17:01do regime fiscal,
17:02a gente tem visto
17:04os movimentos
17:05do governo
17:07na direção
17:07de aumentar gastos,
17:10as declarações
17:11estão sendo
17:12nesse sentido,
17:12a gente está vendo
17:13algumas agendas
17:14de um governo
17:15que se prepara
17:16para a campanha eleitoral.
17:18claro que isso
17:20também,
17:20isso pode dar
17:21dor de cabeça,
17:22mas só para colocar
17:24que essa ideia
17:27de que, olha,
17:27vem uma campanha
17:28eleitoral
17:29e necessariamente
17:30é de pressão
17:31cambial,
17:32não é bem assim
17:33e não é o que
17:34a história mostra
17:35tirando 2002,
17:36e aí sim,
17:38foi um período
17:39de muita turbulência,
17:40a gente sabe disso.
17:48que isso pode dar
17:50a gente sabe
17:51de que isso pode dar
17:54pra mim,
17:54que isso pode dar
17:56de que isso pode dar
17:56a gente sabe
17:57que a gente sabe
17:58o que a gente sabe
18:00ou não,
18:01que a gente sabe
18:02como se faz
18:03o que está
18:04exatamente
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