00:00Você, Cristiano Beraldo, duas semanas é um tempo razoável e suficiente, talvez, para o Irã dar um passo atrás, apostar na diplomacia para reverter essa situação, voltar à mesa de negociação.
00:15Quais são os caminhos possíveis após esse recado de Donald Trump?
00:18E, Neto, me parece que em duas semanas o Irã terá muito pouca capacidade de sentar a mesa de negociação com algum tipo de força.
00:31Os ataques de Israel surpreendem pela precisão.
00:35É impressionante a quantidade de informação que o governo de Israel possui sobre os seus inimigos.
00:42Os alvos no Irã estão totalmente mapeados.
00:44Aqueles alvos que não estavam mapeados, à medida que os contra-ataques acontecem, eles são rapidamente identificados.
00:53E, como o Major acabou de nos dizer, os próprios lançadores de mísseis estão sendo todos destruídos.
00:59Aqueles que não são destruídos uma vez identificados passam a ser destruídos.
01:02Então, o Irã está numa situação em que, a cada dia, ele fica mais enfraquecido.
01:08Até porque ele, hoje, não possui parceiros nessa guerra capazes de lhe suportar, de continuar alimentando ali o seu poder iubérico, como acontece com Israel.
01:21Israel tem, nos Estados Unidos e também com a Europa, uma parceria que garante essa atuação militar de forma prolongada.
01:32Porque esses países parceiros, eles conseguem complementar tudo aquilo que, eventualmente, venha a faltar a Israel nesse combate.
01:43Portanto, eu vejo que essas duas semanas, na verdade, servem de baliza para que o problema seja resolvido.
01:53Quer dizer, me parece que a intenção de Donald Trump é ter esses 14 dias, essas duas semanas, para que, então, ele diga, olha, não é mais necessário os Estados Unidos entrarem na guerra.
02:03Israel já fez todo o trabalho necessário.
02:07E, agora, o programa militar, o programa nuclear do Irã está completamente destruído.
02:12E uma nova realidade vai se impor, não só na região, mas, sobretudo, também no papel do Irã de fomentar milícias e outras organizações terroristas mundo afora.
Comentários