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Apesar da queda no preço do petróleo, o risco de bloqueio no Estreito de Ormuz ainda preocupa o mercado global. Marcelo Favalli, apresentador do Conexão, analisou o impacto estratégico da região, por onde passam 21 milhões de barris por dia. A posição do Irã, as alternativas logísticas e o papel da China, Índia e EUA estão no centro do debate.

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Transcrição
00:00Hoje os mercados driblaram os efeitos do conflito entre Israel e Irã e o preço do petróleo chegou a cair.
00:06Mas a marinha mercante ainda corre risco com a possibilidade da interrupção do fluxo cargueiro pelo Estreito de Hormuz.
00:14O apresentador do Conexão, Marcelo Favalli, já está aqui para explicar isso para a gente.
00:18Favalli, boa noite para você.
00:20Bom, os especialistas não estão descartando essa possibilidade, mas esse bloqueio não prejudicaria o Irã também?
00:26Excelente pergunta, Cris Pelágio.
00:28Boa noite. Está aí o pulo do gato.
00:32O Irã faz parte da história da humanidade e as relações comerciais entre países há milênios.
00:38Não é um exagero. Por quê? Por causa da sua posição geográfica.
00:43Boa noite para você. Boa noite a todo mundo que nos acompanha.
00:46Entender esse conflito é entender a posição geográfica na atual conjuntura, não só da geopolítica,
00:53mas também da globalização, onde está inserido o Irã.
00:58E uma nova palavra aí dos nossos tempos atuais é o Estreito de Hormuz.
01:03Primeiro, vamos entender aqui no mapa onde fica o Estreito de Hormuz.
01:07E eu provo, que eu não estou exagerando, que o Irã faz parte de um ponto estratégico há milênios.
01:13Porque está numa parte aí bastante central, quase que um coração do Oriente Médio liga o que depois para lá vai ser a Ásia,
01:23para cá com a Península Arábica, com os países da África e para cá o Mediterrâneo.
01:30É um ponto de conexão há milênios muito importante.
01:35Eles descendem dos antigos persas, que ajudaram no desenvolvimento tanto da ciência, da matemática, da tecnologia e principalmente do comércio.
01:44Agora, trazendo para dias atuais, a gente tem que olhar esse Estreito de Hormuz, que é controlado pelo Irã.
01:50E do outro lado tem países de menor expressão, embora ricos, mas não tem essa potência militar, que é o Irã, a exemplo dos Emirados Árabes Unidos e Oman.
02:02Tá bom, o Estreito de Hormuz é importante desse jeito?
02:06O próximo gráfico mostra o que eu estou falando.
02:09O tamanho do fluxo, e aí eu estou falando, única e exclusivamente aqui, de petróleo.
02:15Mas pelo Estreito de Hormuz passam pelo menos 103 cargueiros por dia, sejam eles petrolíferos, sejam eles de carregamento de containers, por exemplo.
02:28Mas olhando para o petróleo, que é uma das principais commodities que a gente tem, produz combustível e todo o país, seja mais ou menos desenvolvido, precisa de combustível.
02:38Só no Estreito de Hormuz tem uma passagem por dia de quase 21 milhões de barris de petróleo.
02:47O fechamento dessa estrutura prejudicaria não só os países do Golfo, os países produtores, mas também todos aqueles que dependem desse comércio.
03:03Por isso, tá aqui, produzir petróleo não é uma garantia de riqueza.
03:08A garantia de riqueza é vender o petróleo excedente que você tem nas suas reservas.
03:14E repito, além disso, existe um tráfego de containers tirando os petrolíferos.
03:21Ah, mas tudo bem, o Irã não pode ser prejudicado ele mesmo por esse eventual bloqueio na passagem de Hormuz?
03:29Está aí o pulo do gato, segura essa pergunta que eu já volto.
03:33Eu quero mostrar no próximo gráfico a importância da produção do petróleo nessa região.
03:41Está aqui, olha.
03:42O petróleo que passa pelo chamado Estreito de Hormuz por origem, de onde sai e para onde vai.
03:48Irã, pouco.
03:50Vocês vão entender por quê.
03:51A Arábia Saudita, 42% do que os sauditas produzem passam pelo Estreito de Hormuz, os Emirados Árabes Unidos, depois Iraque, Kuwait e o Catar.
04:04Mas o Irã, que controla o Estreito, não é tão importante?
04:08Calma que eu chego lá.
04:09Esse aqui é o petróleo de origem.
04:11Vamos ver o destino, um eventual fechamento daquela estrutura.
04:17Quem prejudicaria aqui são os que vendem.
04:19Vamos ver os que compram.
04:21Próxima arte, por favor.
04:23E aí nós estamos falando de impactos em potências, principalmente aquelas que estão em marcha de crescimento e que precisam do petróleo.
04:30China disparado em primeiro lugar.
04:33Quem compra o petróleo atravessado pelo tal Estreito de Hormuz?
04:37Arábia Saudita, menos.
04:39China, muito.
04:40Índia, que também está em marcha de crescimento.
04:43Aí Estados Unidos entram nessa conta em menor escala.
04:46Japão, Coreia do Sul, Europa.
04:49Agora é o seguinte, eu vou pedir a próxima arte que eu vou desvendando esse mistério que eu estou criando.
04:56Voltando para o Irã, para o tal Estreito de Hormuz.
05:00O Irã, o atual governo, já sabe há muito tempo que esta passagem mercante é importante.
05:07Para eles mesmos, para atravessarem o seu próprio petróleo.
05:11O Irã está ali no top 10 dos maiores produtores de petróleo do mundo.
05:16Só que em 2021, o Irã criou um enorme oleoduto que burla o próprio Estreito.
05:24Então, o próprio Irã não precisa do Estreito para atravessar o seu petróleo.
05:30Por isso, naquele outro gráfico, o que os outros países dependem muito dessa passagem,
05:36O Irã, embora exporte quase 90% da sua capacidade petrolífera, precisa de pouco dessa passagem para carregar o próprio petróleo.
05:47Então, isso é uma carta na manga que o governo iraniano tem desde 2021.
05:52No eventual conflito, o fechamento dessa estrutura, que é crucial para o mercado internacional do petróleo ou a navegação mercante,
06:02Eles podem controlar isso e terem prejuízos menores para eles mesmos.
06:07Queria avançar, já indo para as nossas conclusões.
06:12E aqui, tudo bem, um outro capítulo dessa segunda-feira, curioso, Donald Trump, no meio ali de um apoio incondicional a Israel,
06:23Mas, visitando o Canadá no G7, falou que as portas para uma negociação com o Irã continuam abertas.
06:32E outros países sinalizaram também essa tendência de paz.
06:36Não estou falando só de um final de conflito que pouparia vidas humanas, isso é incondicional, claro.
06:43Mas, uma reaproximação do Irã, que é um dos países mais sancionados do mundo, mais bloqueados do mundo,
06:49Levaria o resto dos países que fecharam as portas para o Irã desde a Revolução de 1979,
06:57A ter acesso a mais minerais entre os produtos mais exportados pelo Irã.
07:02Mais da metade são combustíveis minerais, chamados hidrocarbonetos, ferro e aço, em menor escala,
07:10Mas, muito importante para a indústria internacional, plásticos, químicos orgânicos, nome estranho, né?
07:16Você pode colocar nessa lista aqui, celulose, e agora nessa indústria que a gente faz muito com caixas de papelão,
07:24A celulose é um componente importante para o comércio internacional, e está aqui, pouco,
07:30Porém, muito importante, um dos produtos que o Irã mais exporta, embora esteja nessa lista apenas em 3,6%,
07:39Fertilizantes, e são poucos países no mundo que vendem fertilizantes, e todo o resto do planeta compra fertilizantes.
07:48Só que a este comércio poucos países têm acesso.
07:52Uma abertura de comercialização com o Irã nos moldes, que foi até 1978, teria esta enorme vantagem.
08:04Política e economia sempre andam de mãos dadas.
08:07Embora haja uma guerra, sempre tem uma porta aberta para uma reconciliação, e aqui estão as explicações.
08:14Cris Pelagio, a política internacional é sempre vista como um tabuleiro de xadrez.
08:20Exatamente. Obrigada. Te chamo já já.
08:22Até já.
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