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Bruna Allemann, head de investimentos internacionais da Nomos, analisou o recado firme do presidente do Federal Reserve a Donald Trump e os desafios de lidar com a imprevisibilidade econômica dos EUA. Falou sobre juros, dólar, bolsa americana e o impacto do rebaixamento da nota de crédito.

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Transcrição
00:00O presidente do Federal Reserve deixou um recado claro a Donald Trump.
00:05Se os juros nos Estados Unidos cederem, é pela condição da economia e não por uma coação política.
00:12E agora o Fed tem outro dado para reavaliar as decisões monetárias, a retração do PIB.
00:19Eu converso agora com a Bruna Alleman, que é Head de Investimentos Internacionais da Nomos
00:25e uma habitué da nossa programação, a quem eu já começo agradecendo mais uma vez
00:30por compartilhar o seu tempo, os seus conhecimentos conosco e com os nossos telespectadores.
00:35Bruna, obrigado mais uma vez.
00:37Eu já vou entrar solando.
00:39Federal Reserve, na pessoa de Jeremy Powell, diz a Trump, olha, não adianta fazer pressão política.
00:46Taxa de juros é uma relação que nós vemos aqui de acordo com as condições monetárias,
00:53com as condições econômicas.
00:55Para mim, Bruna, cá entre nós aqui, eu estou achando que nas entrelinhas ficou um recado.
01:01Não adianta me apertar que eu não vou baixar a taxa de juros agora.
01:04Qual que é a sua interpretação, que é especialista no assunto, né, Bruna?
01:08Boa noite.
01:10Não, é isso mesmo.
01:11Provavelmente vai ser dessa forma.
01:14Ele está mostrando, na verdade, quem manda, não teoricamente manda, né?
01:18Na verdade, nós temos várias pessoas ali que mandam no Federal Reserve.
01:22Não é uma pessoa só, ele está ali mais naquele papel de comunicar.
01:27Mas sim, e isso é muito importante para colocar, não só nos Estados Unidos,
01:31mas também para o mundo inteiro, a importância da autarquia do Banco Central, né?
01:36Então, o governo, a política, o político que está ali, ele não pode fazer o que ele bem entende
01:42se os dados econômicos não chegarem onde devem chegar.
01:46A gente está vendo, inclusive aqui no Brasil, sentindo praticamente os mesmos efeitos em relação à taxa de juros,
01:53numa situação um pouquinho diferente.
01:56Agora, um ponto importante, e que o Powell está querendo também colocar ali,
02:00não é o dar o braço a torcer, mas mostrando para ele,
02:04que talvez a economia, ela não vá dar resposta para o Trump no tempo que o Trump quer, né?
02:10Então, sabemos que ele é extremamente ansioso, sabemos que, inclusive, do dia para a noite,
02:16ele pode colocar tarifas, sanções, enfim, mudar todas as regras do jogo.
02:21Mas sim, esse desenho dessa contração do PIB dos Estados Unidos,
02:25juntando mais alguns dados, igual vocês mesmos já estavam comentando,
02:31o mercado de trabalho que ainda está resiliente, está mais ou menos,
02:34o desemprego em torno de 4%, o aumento nos pedidos do auxílio-desemprego,
02:40uma poupança acumulada, assim, de uma forma histórica,
02:45desde o período pós-pandemia, o crédito rotativo em expansão,
02:49ou seja, a economia americana, ela ainda está num ponto relativamente instável,
02:54com dados mostrando que vai andar para uma recessão,
02:57e dados mostrando que não vai para uma recessão.
02:59Então, não tem como o Banco Central tomar qualquer tipo de atitude,
03:03sendo que ele não enxergue uma desaceleração da economia.
03:07E agora a gente tem um ponto crucial, né?
03:09Que eu acho que, assim, o próximo desenho do PIB,
03:12o próximo desenho dos dados econômicos,
03:15vão conseguir começar a mostrar a real, o real impacto das tarifas do Trump.
03:20Se a gente vê, grande parte dessa redução desse PIB
03:24foi principalmente impulsionada por um aumento de 42% na importação.
03:30E até uma coisa não lógica, né?
03:32Você fala, como assim, 42% de aumento na importação?
03:35Grande parte das empresas importaram por antecipação
03:40antes do início das tarifas do Trump.
03:42E isso pode também estar maqueando determinados números econômicos
03:47que foram apresentados agora e que a gente ainda vai enxergar
03:51de uma melhor forma aí no futuro.
03:55Bruna, perdão repetir essa pergunta.
03:58Sempre que a gente conversa, eu toco nesse assunto
04:00porque eu acho que ele é crucial e ele ainda é muito latente.
04:06Imprevisibilidade, que está virando um sinônimo,
04:08pelo menos desses quatro meses, de governo Trump, né?
04:11Tem tarifa, não tem.
04:12Agora o processo começou a ser judicializado, tem um tribunal que dá uma ordem,
04:18aí a Câmara de... ou a instância de apelação agora derrubou.
04:23Eu imagino que se para nós, jornalistas, é difícil nós prevermos a pauta,
04:29para vocês, analistas e quem faz, tem uma tentativa de previsão de mercado,
04:33seja pior ainda porque não se sabe muito bem, com clareza, com solidez,
04:37o que vai acontecer.
04:38Não é no próximo semestre, não dá para saber muito bem o que vai acontecer
04:42na próxima semana.
04:44Você que é da Nomos, que orienta, então, investidores,
04:48tem aí clientes que procuram vocês para ter exatamente o norte da bússola.
04:54Qual que é a posição em geral?
04:56É cautela?
04:57É esperar?
04:58Vamos aguardar uma certa normalidade?
05:02Ou agora você tem que correr aí, tentar caminhos alternativos?
05:05Porque se a gente esperar essa normalidade, é mais fácil esperar o Natal.
05:12Pelo contrário, a gente consegue lidar muito bem com a imprevisibilidade.
05:17Os Estados Unidos é dessa forma e o governo Trump, acho que como eu já tinha comentado
05:21com você aqui, com os nossos telespectadores da última vez,
05:25ele é imprevisível e não é tão imprevisível, porque a gente já sabe
05:30que a instabilidade e a imprevisibilidade vive com o governo Trump.
05:33Então, tem algumas situações um pouquinho diferentes que desde o início do ano
05:38eu já direciono bastante os clientes.
05:40Qual que é o principal ponto?
05:42A tese do dólar, vamos tirar os Estados Unidos, a tese do dólar, ela continua.
05:47A moeda mais forte do mundo.
05:48Então, ela não vai perder valor nesse determinado ponto.
05:52Outra, o que nós conseguimos enxergar de oportunidade versus que os Estados Unidos
05:57está imprevisível em uma crise?
05:59Teoricamente, não é crise, uma crise política e econômica, não sabemos para que lado vai.
06:04Olhar a renda fixa americana, que está pagando com juros relativamente alto
06:09para uma economia resiliente e relativamente forte.
06:11Desde o início do ano, eu também trouxe para muitos clientes que era muito previsível
06:16que a política protecionista do Trump traria ali em um determinado momento uma recessão.
06:21estava desenhado mais ou menos por o terceiro trimestre e acho que vai seguir dessa forma
06:27e um corte de juros dos Estados Unidos.
06:30Então, é você se posicionar de uma maneira dentro do Tesouro Americano, é super interessante.
06:35Temos uma segunda opção como ouro, que também é uma segunda reserva de valor
06:39e a gente saber nadar dentro dessa imprevisibilidade do Trump.
06:44E aí, se manter um pouco mais estável.
06:46Dentro ali, se a gente olhar a Bolsa de Valores, com certeza quem se arrisca vai ter mais volatilidade,
06:52o curto prazo é muito mais difícil da gente conseguir adivinhar.
06:56Isso daí tira o sono de todo mundo, não só das empresas americanas,
07:00mas também das estrangeiras negociadas na Bolsa de Valores dos Estados Unidos
07:04e ficar atento, atento num sentido relativamente positivo.
07:08A política protecionista do Trump e uma eventual crise nos Estados Unidos, recessão,
07:14também vai desvalorizar um pouco o dólar.
07:17Aí, mesmo aqui a gente tendo aí um aumento do IOF,
07:21acaba valendo a pena dolarizar cada vez mais,
07:24porque daí é a oportunidade de você pegar depois o crescimento da economia americana,
07:29que é o que o Trump quer.
07:30Vai ser do jeito, no tempo que ele quer?
07:33Provavelmente não, mas vamos lidar com essa imprevisibilidade,
07:37tudo que a gente não consegue ver, para poder ganhar juros americanos, pelo menos.
07:41Agora, outra coisa, não é que eu vou pedir para você ligar a sua bola de cristal
07:45e nem para dar os números da loteria esportiva, não é nada disso, Bruna.
07:49Mas é uma pergunta recorrente, porque eu sempre gosto de colher
07:52as impressões de diferentes analistas.
07:56Em geral, eles caminham para a mesma direção.
07:58Resumidamente, a Bolsa americana está barata,
08:01porque se a gente olhar o traço do SP500, do Dow Jones, do Nasdaq,
08:07tende a uma queda desde o dia 20 de janeiro, pós de Trump, até a data de hoje.
08:14Claro, não estou fazendo nenhum proselitismo contra ou a favor do Donald Trump,
08:17mas o governo Trump não vai durar para sempre.
08:20Teoricamente, ele não pode ser reeleito, são quatro anos.
08:23A tendência a médio mais longo prazo é uma recuperação.
08:29Seria o momento de entrada aí para quem é ávido,
08:32para quem tem um sangue mais frio para riscos?
08:35Sim, e na verdade, existe até um estudo que você acertar o melhor momento,
08:42o que nós falamos time to market lá dos Estados Unidos,
08:45é muito mais difícil.
08:46Eu, Bruna, sigo a tese que invista sempre no SP500,
08:51que pelo menos em 10 anos você vai conseguir enxergar o resultado positivo
08:54do que você tentar entrar, enxergar o melhor timing da Bolsa americana.
09:01Mas sim, versus o tanto que ela perdeu desde o início do governo Trump,
09:05a chance de você ganhar muito mais vai ser maior ainda.
09:09Então, assim, apesar de não ter a minha bola de cristal,
09:12mas eu falo que dentro dessa minha bola de cristal,
09:16a economia americana sempre vai acabar valendo a pena
09:19se a gente olhar para médio, curto prazo,
09:22independente das recessões que ela possa vir a passar.
09:25E assim, tendo aí um grau de volatilidade,
09:28uma volatilidade um pouquinho maior nos próximos meses,
09:33nos próximos seis meses,
09:35assim que a gente enxergar a recessão americana,
09:38compra mais.
09:38Se você for mais ávido, vai ganhar bastante dinheiro.
09:41Para a gente encerrar, Bruna, também essa pergunta de um milhão de dólares.
09:47Recentemente, a Standard & Poor's, não, foi a Moody's,
09:51que rebaixou pela última, foi a última a rebaixar a nota dos Estados Unidos,
09:55isso já tinha sido feito pela Standard & Poor's e pela Fint.
10:00Isso prejudica um pouco a reputação,
10:03ou é aquele triple A, nota máxima,
10:06agora ele está um pouquinho abaixo da nota máxima,
10:09chega a arranhar a reputação,
10:11atrapalha um pouco os planos dos investidores?
10:15Não, não deveria, porque na verdade é um processo,
10:19logicamente, é muito complicado para a reputação dos Estados Unidos,
10:23porque ele é visto como o único país que se mantém ali,
10:27dentro daquela determinada avaliação,
10:29mas, versus o déficit fiscal,
10:32todas as questões fiscais que os Estados Unidos estão passando,
10:36é de se esperar que ele entrasse dentro desse processo de reclassificação.
10:42E passando aí uma recessão,
10:43provavelmente vai crescer novamente.
10:46Mas, logicamente, o Trump precisa começar a mostrar
10:50um pouco mais de comprometimento com esse déficit público,
10:53para que essas agências possam,
10:55principalmente porque elas estão muito focadas,
10:57cada uma tem ali, elas avaliam a sua nota
11:01de acordo com os parâmetros,
11:03e esse foi o mais forte.
11:05Então, ele vai ter que mostrar um pouco mais de força,
11:08de que ele está preocupado com aquilo,
11:10com esse déficit fiscal,
11:11para que a nota consiga melhorar.
11:13Mas, no longo prazo, não.
11:15No curtíssimo prazo, sim,
11:17acabou afetando um pouco a reputação dos Estados Unidos,
11:19não é de se esperar que isso tenha,
11:21é uma preocupação de que não está tendo
11:23tanto comprometimento com esse déficit fiscal,
11:26mas pode ter certeza que, no médio prazo,
11:28isso daí tende a retornar.
11:32Perdão, Bruna.
11:32É sempre tão bom conversar contigo, né?
11:35E o seu tempo é tão escasso,
11:36que eu não vou aproveitar, vou pegar...
11:38Eu falei que nós estávamos encaminhando
11:40para o final da nossa conversa,
11:41mas me dá direito só mais uma pergunta.
11:44Obviamente que a gente está olhando aí,
11:46NVIDIA explodiu aí de faturamento,
11:49as sete magníficas,
11:52elas tendem para as empresas de tecnologia,
11:56claro, são valiosas,
11:58têm uma perspectiva de crescimento
11:59por causa dessa revolução tecnológica
12:01que nós estamos vivendo,
12:02mas tem um plano B, um plano C,
12:05tem alguma coisa que nós, o público geral,
12:07não estamos vendo,
12:08e você, como especialista,
12:09tem um olhar mais clínico?
12:11Talvez é uma questão de fundos,
12:15de imobiliários, talvez, não sei,
12:18mas de alimentação, de agricultura.
12:21Tem alguma coisa que a gente não esteja enxergando
12:23que pode ser uma boa oportunidade agora
12:24na Bolsa Americana?
12:26Com certeza.
12:28A Bolsa Americana agora é o horário
12:30de nós olharmos aquelas pequenas,
12:32não tão rentáveis,
12:34mas, porém, ainda com muita projeção de crescimento.
12:38E ainda muito voltada para a tecnologia.
12:40Hoje em dia eu tenho conversado bastante
12:42com os meus clientes
12:43como as famosas penny stocks nos Estados Unidos
12:45são as ações de menos de 5 dólares
12:48e de alto potencial ali de crescimento.
12:51Teve, inclusive, um exemplo de uma penny stock
12:53que foi muito pequena e cresceu mais de 3 mil por cento
12:56foi aquela monster de energéticos dos Estados Unidos.
13:02E ali dentro dessas penny stocks
13:04tem muitas empresas voltadas
13:06para a inteligência artificial na área da saúde.
13:09Isso tem sido muito importante
13:11e um dos setores mais importantes
13:13que estão se desenvolvendo
13:15e de empresas de potencial de crescimento muito grande.
13:19Então, ali uma chance de oportunidade
13:21como micro caps, small caps
13:23também estão enxergando bastante.
13:25Além disso,
13:27apesar de ainda não ter ganhado muita atração,
13:30energias renováveis
13:31e tudo que tem a ver com tecnologia
13:33para o agronegócio
13:34também são mercados que não estão olhando muito.
13:38Então, sim, existem entre
13:41nas empresas do SP500
13:43existem as 500 maiores empresas.
13:44Naquele miolo do SP500
13:46se formos ali para baixo
13:48existem muitas outras empresas
13:50que ainda vão ganhar espaço.
13:51Se amplificarmos ali para mil empresas
13:54entre a 500 e a mil
13:56temos outras 500 empresas interessantes
13:59voltadas para esses determinados setores.
14:01além disso, algumas empresas também
14:04que estão focadas na extração de minerais raros.
14:09Isso daí também é muito importante
14:11e também empresas de serviços.
14:13Existem empresas de serviços,
14:15por exemplo, nos Estados Unidos
14:16pequenos serviços básicos
14:18que a gente acha que não é tão essencial
14:20mas como lavanderias, enfim
14:23lavanderias inclusive para determinadas empresas
14:26que estão ali dentro das empresas do SP500
14:29e são pequenas rentáveis.
14:30Acho que hoje a gente pode olhar bastante isso
14:32serviços, energias renováveis,
14:35minerais, extração de minerais
14:38mais raros
14:40e também tecnologia voltada para a área de saúde.
14:44São ali setores que a gente tem olhado
14:45com bastante carinho
14:46e que tem muita oportunidade de crescimento.
14:49Pronto, a sua resposta foi literal
14:51a minha pergunta de 1 milhão de dólares.
14:54Bruna Aleman, obrigado mais uma vez
14:57até a próxima, Bruna Aleman que é Head
14:59de Investimentos Internacionais da Nomos.
15:01Obrigado, bom restinho de quinta-feira,
15:03um ótimo sexto, um final de semana melhor ainda, Bruna.
15:07Imagina, obrigada a você,
15:08é uma honra estar com você novamente aqui.
15:10Uma boa noite.
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