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Em entrevista à CNBC Internacional, Christopher Waller, diretor do Fed, defendeu cortes graduais de juros, afirmou que a inflação deve recuar e destacou que ainda não é possível medir o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho nos EUA.

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Transcrição
00:00A gente está vendo agora uma entrevista ao vivo com o Christopher Waller, que é um dos diretores do FED, o Banco Central americano,
00:11e é um diretor bastante alinhado com o Donald Trump, que ao longo do ano a gente viu ele dando bastante entrevista justamente reforçando as políticas do Trump,
00:20porque ele quer se cacifar para presidente do FED, mas pelo menos por enquanto, né, Rodrigo Loureiro?
00:25Ele está um pouco atrás nessa disputa, né? O cavalo que está correndo na frente nessa disputa aí é outro, né, Rodrigo?
00:32Marcelo, quem está correndo na frente nessa disputa é o Kevin Hassett, também tem o Kevin Walsh, o ex-governador dos Estados Unidos,
00:40mas o Christopher Waller era um dos principais candidatos, né? Vamos ver o que ele tem a dizer sobre essa sucessão do John Powell.
00:48Ele está falando que o mercado de trabalho não está no melhor momento, e a gente sabe que esse argumento é um argumento de pessoas que querem cortar a taxa de juros, né,
00:58porque a gente sabe que nos Estados Unidos o Banco Central tem um duplo mandato de controlar a inflação e também de manter emprego, né, Rodrigo?
01:06Exato, Marcelo. O mandato do Banco Central dos Estados Unidos é diferente do mandato aqui do Banco Central brasileiro, né?
01:16Nos Estados Unidos eles têm duas preocupações, e há uma preocupação muito grande em relação ao desemprego que vem aumentando nos Estados Unidos,
01:25mas a inflação também está alta. Então, é uma tarefa do Banco Central americano tentar conduzir esses dois indicadores.
01:32Ele está dizendo que, nesse momento, ele está muito mais preocupado com o mercado de trabalho do que com a inflação,
01:38porque ele acha que a inflação está caminhando para a meta, e essa a gente sabe que é uma posição política até, né,
01:43de repetir algo que a administração do Trump tem falado muito, de que a inflação está sob controle e de que não há motivo para não cortar juros.
01:51O juros americano, ele já caiu três vezes, né, em 2025. Há a perspectiva de mais um corte no primeiro trimestre de 2026,
02:02mas a aposta agora é para que a taxa se mantenha.
02:06Ele está tentando entender o quanto do desemprego no Brasil está ligado a empregos que foram substituídos pela inteligência artificial.
02:13Ele disse que tem ouvido essa preocupação de CEOs de todo o país, mas ele disse que ainda não tem uma convicção ainda
02:21sobre o que, de fato, está sendo o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho.
02:27A gente começou a cortar juros em setembro, acho que os cortes vão continuar no ano que vem,
02:33e ele disse que quer um corte de juros.
02:37Ele está falando do último julho, aliás, né, ele queria que os cortes tivessem começado em juros, na verdade.
02:45Lembra que a Casa Branca criticou muito, principalmente na figura de Donald Trump,
02:48criticou muito o John Powell, dizendo que ele era o senhor sempre atrasado, porque ele demorou para cortar os juros.
02:53Ele está perguntando se é preciso mais estímulo para a economia.
02:57Ele está dizendo que, pessoalmente,
03:00ele acha que não vai haver uma nova aceleração da inflação.
03:05não acha que a inflação vai decolar em 2026.
03:12Ele falou que efeitos, como, por exemplo, das tarifas, eles estão aparecendo como um efeito único,
03:17não um efeito prolongado na inflação.
03:19A inflação e expectativas estão ancorados,
03:26efeitos de duração única, como as tarifas, vão passar.
03:29E o mercado de trabalho nos diz que a gente deve continuar cortando as taxas.
03:34Essa é a visão dele.
03:41É quanto a gente deve cortar das taxas.
03:44A gente não está vendo um declínio acelerado do mercado de trabalho.
03:49Tem uma curva suave, mas contínua para baixo.
03:53Acho que a gente não tem que fazer nada dramático.
03:57Se a gente tivesse que fazer algo dramático, já seria tarde demais.
04:03A gente teria esperado muito tempo.
04:07Você acha que os juros têm que ser neutros agora,
04:10ou tem uma característica de estímulo?
04:13Ele falou que está há muito tempo no FED,
04:25que isso não é nada novo, esse desafio que eles estão vivendo agora,
04:28e falou também sobre a questão dos 3%, né?
04:31Se ele deveria ficar abaixo ou acima.
04:36Ele acha que talvez a gente esteja a 50 pontos aí,
04:40de diferença do que seria o neutro, né?
04:43Quando falar de neutro aí, Rodrigo, que é 3%, né?
04:46É o que é considerado aí um juro que nem estimula e nem segura a economia, né?
04:53Exato.
04:53É uma taxa mais saudável para a economia.
04:56A Casa Branca mesmo defende uns juros menores.
04:58Na casa é de 2%, a 1,5%.
05:01Mas o Christopher Waller é mais conservador.
05:06Talvez por isso que ele esteja até fora dessa disputa com o Kevin Hassett.
05:09Ele está falando, está dando dados técnicos aí, né?
05:13Dizendo que a inflação está em 2,80%, a meta é 2%,
05:18que o emprego está um pouco aquém do que eles gostariam.
05:23Mas ele disse que a inflação deve cair agora.
05:26Ele não vê nada que possa acontecer para mudar esse quadro.
05:29A gente pode voltar já aqui para o nosso estúdio, Rodrigo?
05:31Porque, de fato, a gente sabe que essa postura do Christopher Waller
05:35é uma postura que vem sendo consistentemente aí uma postura de reverberar o que diz a Casa Branca, né?
05:42Exato.
05:43Mas é uma postura um pouco mais conservadora.
05:45Quando a gente acompanhou, né, Marcelo, essa semana, a entrevista do Kevin Hassett.
05:50Você vê que os discursos, eles são diferentes.
05:52O Christopher Waller é um pouco mais conservador.
05:54Ele não é tão agressivo.
05:55É claro, até porque ele não é da administração, né?
05:57Ele é um diretor do Banco Central.
05:59Quando eu falo que o Christopher Waller está dando uma opinião política,
06:02é porque a gente sabe que ele é alinhado ao pensamento do Trump
06:06até para conseguir a vaga que ele quer de presidente do Federal Reserve.
06:09Mas ele tem que ser igual à mulher do César, né, Rodrigo?
06:12Não basta ser honesto, tem que parecer honesto, né?
06:14Ele não pode ser falastrão como muitos membros da Casa Branca.
06:17Mas dentro desse espectro que ele tem mais limitado de ação,
06:21ele mais ou menos joga junto ali com a Casa Branca.
06:23E o discurso dele é um pouco esse.
06:25Ele é alinhado com o Trump, mas não tão alinhado quanto o Kevin Hassett.
06:29Você vê que o Kevin Hassett, ele defende um corte na taxa de juros ainda mais agressivo.
06:34O Christopher Waller fala, não, olha,
06:36acredito que a gente deveria ter cortado em julho,
06:39acredito que uma taxa mais saudável seja 3%.
06:42A gente já vê o Kevin Hassett e até o Howard Lutnick,
06:46que não está concorrendo à cadeira do Fed,
06:48mas que é um braço direito também de Donald Trump,
06:51falando que a taxa de juros tinha que ser 1,5%, 2% nos Estados Unidos.
06:54Ou seja, cortes muito mais agressivos.
06:57O que me chamou a atenção também nessa entrevista foi,
07:01o Christopher Waller disse algo bem interessante sobre inteligência artificial.
07:04Ele falou, olha, a gente ainda não sabe o impacto que a inteligência artificial vai ter no mercado de trabalho.
07:10Enquanto o Kevin Hassett, a Casa Branca, Howard Lutnick, Scott Bassett, Donald Trump falam que a inteligência artificial vai impulsionar o mercado de trabalho americano,
07:20por isso que eles estão apostando nas empresas de tecnologia, compraram até ações da Intel.
07:25Enquanto eles dão esse discurso otimista, o Christopher Waller é mais pé no chão.
07:30Olha, a gente ainda não sabe se vai ter um impacto positivo ou negativo.
07:34Vamos esperar para ver.
07:36Uma postura mais conservadora.
07:37Talvez por essa postura mais conservadora, pode ser só no discurso,
07:42que o Christopher Waller talvez tenha ficado um pouco distante da cadeira do Jerome Powell.
07:47Talvez tenha se afastado ali dessa disputa.
07:50O Kevin Hassett, que é muito mais aliado às políticas de Donald Trump, ao discurso, surge como favorito.
07:56E aí ele, sim, fala que a inteligência artificial deve dar um grande impulso no mercado de trabalho norte-americano
08:02e rejeita essa questão de que a inteligência artificial vai gerar desemprego,
08:06que as pessoas vão perder emprego para a tecnologia.
08:10Esperar para ver.
08:11É, o que a gente ouve muito é que a IA, de fato, está criando novos cargos, novas oportunidades,
08:16ao mesmo tempo em que ela fecha outras.
08:17Ontem, até nessa entrevista que você citou, do Kevin Hassett,
08:20ele estava falando que muita gente pode ser obrigada, sim, a se deslocar,
08:24a mudar para outros estados até para conseguir emprego,
08:27porque, de fato, vai haver um chacoalhão no mercado de trabalho.
08:30Mas ele está otimista de que o total de vagas vai aumentar.
08:34Então, a gente vai ver se isso realmente vai se realizar ao longo dos próximos anos.
08:38É, o Hassett mais otimista, o Christopher Waller mais pé no chão, mais conservador,
08:43diz que ainda não sabe o impacto.
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