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Em entrevista ao Real Time, Maurício Catâneo, head da TMF Group no Brasil, comentou o lançamento do Índice Global de Complexidade de Negócios, que avalia os desafios de operar em 79 países. O país segue entre os mais complexos.

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Transcrição
00:00A TMF Group lançou a 12ª edição do Índice Global de Complexidade de Negócios,
00:05que avalia o ambiente empresarial em 79 países.
00:09Para entender o que isso significa, a gente conversa agora com o Head da TMF Group no Brasil,
00:14o Maurício Catânio.
00:15Bom dia para você, Maurício. Seja bem-vindo ao Real Time.
00:18Bom dia, Marcelo. Muito obrigado. Um prazer estar aqui contigo.
00:21Prazer é nosso.
00:23Ô Maurício, a situação do Brasil piorou em relação ao ano passado,
00:27mas melhorou muito em dois anos, ou em três anos, né?
00:29O país, ele era o considerado em 2022, o que tinha o sistema mais complexo do mundo.
00:36E agora o Brasil está em sexto lugar. O que influenciou nessa melhora?
00:41É uma combinação, Marcelo, de alguns fatores internos e externos.
00:46O primeiro é a automação de grandes processos no Brasil.
00:50Então, um grande investimento não só das empresas, mas também do governo
00:54em trazer tecnologia para a integração da troca de informações entre as empresas
01:00e entidades governamentais em todas as suas esferas.
01:04E, no mundo, a complexidade também aumentou,
01:08dada principalmente a instabilidade geopolítica e as guerras comerciais,
01:14que obrigam as empresas a olharem para diferentes mercados.
01:17E isso, as empresas entrando em novos mercados,
01:21mercados até então desconhecidos para essas empresas e esses investidores,
01:25existe uma percepção de aumento de complexidade nessas transações
01:29entre países que até então não estavam explorados por um volume importante de empresas.
01:34Eu vi que vocês consideram esse período de transição da nossa reforma tributária
01:39aqui um período desafiador e algo negativo para o Brasil.
01:41Mas quando tudo isso estiver implementado, estiver funcionando um novo sistema,
01:45você acha que o Brasil vai melhorar no ranking?
01:48É bem provável que sim.
01:51Tem um dado interessante desse estudo,
01:53que dos 79 países pesquisados, Marcelo,
01:5654 estão adotando procedimentos similares ao que o Brasil está.
02:01Então, o Brasil está numa tendência mundial de trazer tecnologia e integração
02:05para os temas fiscais e tributários.
02:08E a reforma tributária tem um papel muito importante.
02:11Então, nós temos aí uma jornada de 5 a 7 anos aqui no Brasil
02:15para fazer essa adaptação,
02:18mas eu estou confiante e otimista que, ao final desse processo,
02:21o Brasil, sim, será um país mais fácil ou menos complexo
02:25nesse sentido para se operar.
02:27No entanto, essa jornada será bastante complicada,
02:31porque a adaptação às primeiras mudanças
02:34demanda muita atenção e muita especialização.
02:38E a verdade é que, nesse momento de incerteza,
02:41as empresas ainda não sabem o caminho a seguir,
02:43o que fazer para adaptar nesses primeiros passos da reforma tributária.
02:48E, à medida que essa reforma seja aprovada,
02:50os próximos passos de integração de todos esses temas,
02:53até chegarmos ao imposto único, o IBS,
02:57vai demandar uma adaptação muito grande das empresas,
03:00não só de sistemas, mas de pessoas, processos e também a tecnologia.
03:03Mas é uma jornada que tem um objetivo bastante nobre,
03:08que é a simplificação.
03:09Nesse caso, a gente pode chamar até de dor do crescimento.
03:12Eu estava dando uma olhada aqui na lista dos 10 melhores países,
03:17aí vai, dos 10 países menos complexos,
03:19de acordo com o ranking de vocês,
03:21e eu percebi que são todos países muito pequenos.
03:24Alguns deles são ilhas.
03:26Então, eu imagino que muitas soluções que esses países adotam,
03:29para ficar bem na fotografia,
03:31talvez não sejam soluções adequadas para países muito mais complexos,
03:35como é o caso do Brasil e da França,
03:37que está até pior que o Brasil no ranking.
03:39Exato.
03:41O grande exemplo são as Ilhas Cayman,
03:43que é o número um do ranking.
03:45É um país, de fato, pequeno.
03:46Mas por que ele é o primeiro do ranking,
03:49ou o último do ranking em complexidade?
03:52Porque ele tem um sistema financeiro muito maduro
03:55e uma interconexão bastante forte,
03:57bastante madura entre os poderes.
03:59Então, as decisões são tomadas rapidamente,
04:02o sistema é reconhecidamente maduro.
04:05E tem o principal ponto desses países,
04:07dos top tendens nessa lista,
04:09que é a confiança do investidor nas decisões de governo.
04:14Então, não existe incerteza sobre uma decisão tomada.
04:17Uma decisão tomada hoje traz a garantia para o investidor
04:20que, nos próximos 5, 10 anos,
04:22ele não terá instabilidade econômica,
04:24política ou geopolítica naqueles países.
04:26Eu queria que você falasse para mim
04:28como que você enxerga o uso de tecnologia e de inovação
04:31para deixar os países menos burocráticos.
04:35O primeiro passo é conhecer os processos.
04:38Então, eu acho que o Brasil está passando por esse exercício.
04:42Apesar de nós sermos um país muito grande,
04:44como você colocou,
04:45a complexidade é infinitamente maior
04:46do que qualquer dessas ilhas que estão no topo do ranking.
04:50Mas a tecnologia tem um papel fundamental aí.
04:53O primeiro passo é, de fato, a integração dos governos.
04:56Hoje, as empresas sofrem muito com submissão de informações
05:00para diferentes instâncias de governo.
05:02Então, a partir do momento que essa tecnologia passa a se integrar
05:05e as empresas começam a fazer uma única submissão daquela informação
05:09e essa informação chega para todos os níveis de governo
05:12que requerem essa informação,
05:15a gente começa a simplificar o processo
05:17e trazer muito mais confiança.
05:19O Brasil, o governo brasileiro,
05:20tem investido muito em tecnologia.
05:22As empresas, o mercado privado,
05:24tem investido muito em tecnologia e modernização.
05:27E o Brasil, eu posso dizer que ele é bastante avançado.
05:30O brasileiro é bastante criativo do ponto de vista tecnológico,
05:33buscando essas integrações, né, Marcelo?
05:35Então, é um pilar que não é novidade para o empresário.
05:39É investimento em pessoas, processos e tecnologia,
05:42visando otimização, velocidade e confiança.
05:46Interessante isso que você falou,
05:48porque neste exato momento a gente está cobrindo
05:49a e-governance conference lá na Estônia,
05:52que é considerado um exemplo aí, né?
05:54A gente estava falando sobre isso agora há pouco
05:55com o nosso correspondente que está lá, o Diego Mezzogiorno,
05:58e eu fiz uma pergunta para ele
06:00que eu vou repassar para você também, né?
06:02Quando a gente vê um exemplo como a Estônia,
06:04queria até saber se ela está no ranking,
06:06depois você me passa a posição dela.
06:07Mas, um país como a Estônia,
06:11que é considerado aí o mais digital na governança do mundo,
06:14ele tem exemplos que podem ser replicados para o Brasil?
06:18São exemplos escaláveis para grandes economias?
06:22Quando a gente fala de tecnologia, sim, são escaláveis.
06:25Eu acho que o exemplo que você deu,
06:26países menores têm uma complexidade menor,
06:30uma facilidade maior de integração.
06:32Mas, se a gente começar,
06:33acho que é importante dar primeiros passos,
06:35e o Brasil está dando esses primeiros passos.
06:37O grande segredo, de fato, é a integração
06:39e a maturidade da comunicação
06:42entre os diferentes órgãos governamentais.
06:45Então, eu acho que existem, sim,
06:46a gente pode aprender bastante com esses países menores,
06:49porque a tecnologia, ela é escalável.
06:51Hoje, uma tecnologia, para ela funcionar,
06:54ela precisa ser escalável.
06:56Quando a gente fala de inovação,
06:57e você tocou em inovação,
06:59para mim, o grande conceito de inovação
07:01é resolver um grande problema
07:03de forma escalável
07:05e que atinja o maior número de pessoas
07:07ou empresas possível,
07:08conectado com esse modelo escalável.
07:11Então, quando a gente olha para uma tecnologia
07:13ou tecnologias usadas por países como a Estônia,
07:16como o Willis Cayman,
07:18eu acho que a gente pode escalar, sim,
07:19porque as empresas de tecnologia
07:21estão olhando para isso.
07:22Ninguém investe em tecnologia
07:24que não seja mais escalável.
07:26E aí, do ponto de vista de usuários,
07:28de clientes,
07:29a gente tem, sim,
07:30que, como empresas e governo,
07:31buscar essas tecnologias,
07:33que não resolvem um problema pontual e pequeno,
07:35mas sim olhar 2, 3, 5, 10 anos à frente,
07:38como a gente vai escalar esse negócio.
07:40Tem muita gente olhando para o Drex,
07:42que é a moeda digital que o Banco Central
07:43deve lançar nos próximos anos,
07:45como algo que tem potencial
07:46de diminuir muito a burocracia,
07:49não só pela questão do dinheiro digital,
07:52mas também pela possibilidade do blockchain
07:54de fazer contratos mais simples ali,
07:57fazer um rastreamento de várias etapas
08:00de um contrato ali,
08:01diminuindo muito a burocracia em cartórios,
08:04por exemplo.
08:05Você é uma das pessoas
08:06que são entusiastas do Drex?
08:09Sem dúvida nenhuma.
08:10Eu acho que tudo que a gente trouxer tecnologia
08:12para o mundo empresarial é benéfico.
08:15Há exemplo do PIX.
08:16O PIX é o meio de pagamento
08:18mais utilizado no mundo hoje.
08:19Então, é um caso de sucesso aqui do Brasil.
08:22E eu acho que a tendência do Drex
08:23é bastante parecida.
08:24Ao mesmo tempo que ele reduz a burocracia,
08:27os papéis vai tornar as operações mais ágeis,
08:30é importante destacar que a complexidade
08:32também vai aumentar,
08:33porque a governança no entorno
08:36das transações eletrônicas
08:38vai ter que ser bastante cuidada e observada.
08:41Então, ao mesmo tempo que a gente
08:42diminui a burocracia entre cartórios
08:45e fluxo de papel,
08:47a gente agiliza as transações,
08:49a parte de trás desse negócio,
08:51o back-office de tudo,
08:52precisa estar muito bem preparado
08:54para atender essas regulações,
08:56porque a grande preocupação,
08:58quando tudo funciona,
09:00tudo está perfeito.
09:01A grande preocupação que as empresas
09:02têm que ter, obviamente,
09:03é contra o uso ilegal dessas transações,
09:06lavagem de dinheiro e tudo mais.
09:08Então, as empresas que começarem a operar
09:11com o Drex
09:12vão precisar estar muito atentas
09:14a essa governança que tem por trás
09:15de transações eletrônicas.
09:17Blockchain, sem dúvida nenhuma,
09:19é uma das tecnologias que vai ajudar a isso,
09:21mas fazer todo o tracing,
09:22o tracking dessas transações
09:24será muito importante
09:25para as empresas
09:25não entrarem em situações
09:28que possam gerar conflitos éticos.
09:30É, no caso de uma moeda digital
09:31que é controlada pelo Banco Central,
09:34a gente imagina que
09:35vá haver aí
09:36mecanismos de controle importantes.
09:38Maurício Cartânio,
09:39Head do TMF Group,
09:41muito obrigado pela sua participação
09:42hoje aqui no Real Time.
09:43Bom dia para você.
09:44Obrigado, bom dia.
09:45Obrigado.
09:46Obrigado.
09:47Obrigado.
09:48Obrigado.
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