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Com influência crescente da China, o Sudeste Asiático se torna protagonista geoeconômico. A região atrai investimentos, assume linhas de produção e conquista acordos bilionários. Marcelo Favalli traz em mais uma Análise Exclusiva.

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Transcrição
00:00A gente precisa começar a entender o que é o Sudeste Asiático hoje
00:04para sabermos como é que vai crescer a zona de influência da gigante China no século XXI.
00:12Muito provavelmente, ao passo em que o Sudeste Asiático cresce por influência da China,
00:18o Sudeste Asiático vira para a China e diz, eu sou hoje, você amanhã.
00:23Vamos olhar aqui o primeiro gráfico para a gente entender primeiro a relação do Sudeste Asiático com os Estados Unidos.
00:31Daqui a pouco eu entro com esse elemento China.
00:34Eu coloquei aqui alguns países da ASEAN e, mais curiosamente,
00:39todos aqueles que têm uma relação superavitária com relação aos Estados Unidos.
00:46Mas se nós invertermos a equação, a conta muda de eixo.
00:51Ou seja, os Estados Unidos têm uma relação deficitária com esses países.
00:57Porque há muito tempo, grandes centros produtores querem acessar o maior mercado consumidor do mundo,
01:04os Estados Unidos.
01:06E quem compra produtos nos Estados Unidos, majoritariamente, vai ver aquele selinho.
01:11Made in China.
01:12Esses selinhos estão ficando menos comuns e aparecem outros.
01:17Made in Vietnam, Thailand, Malaysia, Indonesia.
01:23Porque a China passou a influenciar essa enorme parte ali do globo, o Sudeste Asiático.
01:32Na melhor das intenções, no melhor é sentido a palavra, o quintal hoje da China.
01:37E a China está empurrando essas enormes linhas de produção porque a China, para se tornar o hegemon do século XXI,
01:46tem que se dedicar a desenvolvimento tecnológico, a produção de produtos de alto valor agregado de patentes próprias,
01:54a exemplo dos carros elétricos, dos celulares e computadores de marcas chinesas com tecnologia e patentes chinesas.
02:02Então, estes outros países, com o tempo e cada vez mais, vão acabar assumindo essas linhas de montagem
02:11que deixaram a China, como nós passamos a conhecer no século XXI, essa potência com que ela se tornou.
02:19Então, os Estados Unidos passaram também a comprar produtos manufaturados destes outros países.
02:26Ou seja, os americanos pagam mais para esses países e recebem muito menos em troca.
02:33Esses países têm muito menos capacidade de comprar os tais produtos de alto valor agregado vendidos de marcas americanas.
02:40Então, essa é uma relação dos países do Sudeste Asiático que estão abraçados por essa ASEAN aqui com relação comercial aos Estados Unidos.
02:49Agora, eu chamo a atenção aqui, como se fosse um campeonato de futebol,
02:53tem esses países aqui que estão embolados no meio da tabela e esse que está despontando,
02:58que tem a maior relação, então, deficitária dos Estados Unidos, né?
03:02O Vietnã. O Vietnã vende muito mais do que compra dos Estados Unidos.
03:08Estou chamando a atenção para esse destaque porque ele também vai se destacar no próximo gráfico, na próxima tela,
03:14porque agora vamos ver a relação da China com o Sudeste Asiático,
03:18nesse que eu estou chamando, no melhor sentido da palavra, de quintal.
03:23Aqui a gente tem o quê?
03:25Os investimentos no Sudeste Asiático diferentes de China e Estados Unidos.
03:32Olhem as diferenças.
03:36O quanto a China tem investido no desenvolvimento do Sudeste Asiático
03:42em valores prometidos e já em valores aplicados.
03:47Isso é China.
03:48Em verdinho está os Estados Unidos.
03:52A presença da China é muito maior.
03:55Não é, curiosamente, não coincidentemente,
03:59as aplicações lá, meses atrás, do Donald Trump,
04:04em 2 de abril, quando ele põe aquele tarifaço,
04:07os países mais sobretaxados são China e depois outros parceiros chineses no Sudeste Asiático.
04:14O Donald Trump sabe que a presença da China ali está muito maior do que dos americanos
04:20e, de alguma maneira, está tentando frear essa corrida ou essa presença chinesa.
04:26Eu vou pedir a próxima arte para a gente também entender agora essa distribuição no mundo.
04:33Está aqui, o comércio da China com o Sudeste Asiático.
04:36Eu tinha chamado a atenção para o quanto o Vietnã se despontava com relação aos Estados Unidos
04:43e, da mesma maneira, este comércio com a China, o Vietnã também tem a mesma ponta de destaque.
04:52É o principal parceiro chinês no Sudeste Asiático.
04:56Desculpa ser repetitivo, também não coincidentemente,
05:00enquanto acontece essa reunião da ASEAN na Malásia,
05:03o presidente francês Emmanuel Macron, que ganhou as manchetes do mundo inteiro
05:07por uma mão no rosto ali da primeira-dama francesa
05:12no momento em que eles desembarcam no Vietnã
05:15para alianças com os vietnamitas
05:18e, ao longo dessa segunda-feira, eles já assinaram um acordo de 10 bilhões de dólares
05:24entre França, a segunda maior economia da zona do euro
05:28e esse novo aqui emergente no Sudeste Asiático.
05:33Então, se a gente olhar globalmente, enquanto os países procuram alternativas
05:39para depender menos dos Estados Unidos,
05:42o Sudeste Asiático, assim como os BRICS, assim como alguns países na África subsaariana,
05:49se tornam um ponto de salvação, um graveto no meio da enxurrada.
05:56Para a gente encerrar, eu vou chamar a próxima arte,
06:00que é justamente essa relação de o quanto a China comercializa com o Sudeste Asiático
06:08e quais foram os tarifassos lá de 2 de abril.
06:12Então, vou começar com o Vietnã.
06:14Aqui, o comércio de China com o Sudeste Asiático, começando com o Vietnã,
06:20chega perto dos 140 bilhões de dólares.
06:23É uma relação muito forte.
06:25Não coincidentemente, o tarifácio...
06:28Tudo bem, essas tarifas foram revistas,
06:32mas o Vietnã, por exemplo, recebeu uma sobretaxação de 46%.
06:36Com o Cambódia também alto, aqui com a Tailândia quase 100 bilhões,
06:42com a Indonésia mais de 65 bilhões e está aqui as relações.
06:46Isso, além de um comércio regional, tem muito a ver da zona de influência da China
06:51para o Sudeste Asiático e como os Estados Unidos sabem que estão perdendo terreno
06:57num ponto emergente que pode ser ali um futuro bolsão de ricos.
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