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  • há 6 dias
Check-UP Saúde - 19/02/2023

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Notícias
Transcrição
00:00Olá, sejam bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou a Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com
00:07os
00:07maiores especialistas em saúde do Espírito Santo. Você pode pautar a dúvida de saúde que você tiver
00:13e eu trago o especialista aqui para te responder. Aproveita esse QR Code que está aí na tela,
00:19aponta a câmera do seu celular. Você também pode me acessar por minha rede social privada,
00:25sim, arroba a doutora Alice Sarsinelli. Está chegando um monte de gente por lá e eu estou
00:30respondendo a todas as perguntas, anotando tudo para trazer o melhor especialista aqui para você.
00:36Mas eu quero te perguntar, como é que foi sua noite de sono hoje? Como é que tem sido as
00:41suas noites
00:41de sono ao longo de uma vida inteira? Você vive cansado? Dorme ao lado de alguém que ronca?
00:47É sono de adulto? É sono de criança? Uma mãe aí que acabou de ter filho, fica de cabelo em
00:53pé,
00:53né gente? Sem dormir, às vezes, anos. A gente vai falar tudo sobre sono hoje. Eu vou esclarecer
00:58com os nossos especialistas aqui, agora, no Check-Up Saúde.
01:13Nossos especialistas hoje vão falar de sono para você. É o doutor Raugley Rossi, ele é dentista,
01:19doutor em odontologia do sono. Seja bem-vindo, Raugley. Muito obrigado. Um prazer estar
01:25aqui com você. Temos também doutora Jéssica Paulessi, ela que entende tudo de sono, é
01:31pneumonologista e doutora em sono. Seja bem-vinda. Obrigada. E o nosso sofá está estrelado. Hoje,
01:38o nosso apresentador veio aqui para contar um pouco sua história de sono ou da falta dele,
01:43não é isso, Eduardo? Seja bem-vindo. Obrigado, doutora, pelo convite. É um prazer estar aqui.
01:49Falar desse assunto, né? De sono, eu acho que todo mundo tem uma história para contar,
01:54não é possível. Com certeza. Todo mundo ou já dormiu demais ou de menos, está precisando colocar
01:59o sono em dia. Então, a gente vai falar de tudo isso. Mas vamos começar, doutor. Vou te perguntar
02:06por que o sono é tão importante. A gente deixou um programa inteiro dedicado a esse tema e a gente
02:11quer começar a entender. Por quê? Então, há muitos anos, né? Todas as áreas da ciência da saúde
02:18de negligenciar todos os estudos sobre sono. A maior parte das doenças que a gente conhece,
02:23né? Que a gente trata, são doenças da vigília. E é muito difícil a população, assim, entender...
02:28Da vigília de ficar acordado. É, de ficar acordado. Isso é que é a hora que a gente sente dor,
02:32que a gente reclama. Isso. O sono, durante muito tempo, foi esquecido. E boa parte da sociedade,
02:36durante um tempo, acreditava que dormir era perda de tempo. O sono é um período que a gente tem no
02:41nosso dia,
02:42que ele está entre dois períodos de que você está acordado, né? De vigília, que ele é muito importante,
02:48para a gente restaurar todos os nossos processos cognitivos e executivos, né? Memória, atenção,
02:57motivação, criatividade. Ele também é muito importante para restabelecer nosso estado físico, né?
03:03A gente tem alguns sonos importantes, a doutora Jéssica daqui um pouquinho vai comentar sobre o assunto,
03:07que ajuda a gente a ter restauração física e mental do nosso corpo, além de outras funções também.
03:14E ajuda a restaurar o nosso sistema imunológico. E, frequentemente, eu sempre falo para os alunos que a gente consegue
03:19entender melhor o sono
03:21com os problemas da falta dele. Porque tudo que a gente fala que o sono vai favorecer, não fica agravado.
03:28Mas quando a gente discorre sobre o assunto dos problemas relacionados pela falta do sono, aí todo mundo começa a
03:34entender melhor.
03:35Porque começa a se identificar também, né? Será que aquela minha falta de memória é por causa do sono?
03:41Mas o sono tem fases, é isso, doutora? Quais são as fases do sono?
03:45Sim. Na verdade, tem fases que se diferenciam e a gente diferencia mais através das medidas eletroencefalográficas, né?
03:55É uma avaliação bem especializada. E a gente tem um sono mais profundo e um sono mais superficial,
04:01mas todos têm funções, né? Então, você vai ter um sono que a gente considera sono 1, 2 e um
04:08sono que a gente considera profundo,
04:10que seria as fases 3 e 4. E durante a noite, né? Então, se você imaginar que são 8 horas
04:16em média,
04:17você passa pelos estágios durante mais ou menos um ciclo que a gente chama de ciclo de sono,
04:22que são 40 minutos. E aí você repete esse ciclo de sono. Você repete isso várias vezes durante a noite.
04:29Eu sei que é durante essas 8 horas que no final que é o profundo. Eu entro no sono profundo
04:33várias vezes.
04:35São ciclos de sono. E eles são importantes, cada um com a sua importância.
04:40Alguns são muito ricos, né? Porque são produzidos hormônios e alguns a gente conhece muito pouco sobre eles.
04:48Mas pelo tanto de tempo que se passa neles, por exemplo, os estágios 2, principalmente durante a noite toda,
04:55mais de 30% do sono vai ficar nesse estágio na maioria das vezes. Então, assim, a gente considera que
05:01isso aí tem uma importância significativa.
05:04Agora, por exemplo, o sono estágio 3, a gente tem liberação de hormônio de crescimento.
05:10Então, é onde aquela velha história das mães que falam, o menino dorme para crescer, né?
05:15É verdade.
05:16Exatamente. Durante o sono é liberado o hormônio de crescimento.
05:19Então, não só para a criança crescer, mas em relação ao envelhecimento do organismo de uma maneira geral,
05:25a manutenção do bem-estar, você precisa de hormônio de crescimento, né?
05:30Mesmo em qualquer época da vida.
05:31Você libera corticosteroides, que é um hormônio de estresse, que é importante para você manter a vida.
05:36Você tem a liberação de vários outros hormônios de insulina, que fazem ciclos durante o sono.
05:43Então, o sono passa bem longe de um estado passivo, onde não acontece nada.
05:49O corpo está ali trabalhando, regenerando, para a gente sobreviver e viver bem, né?
05:55Exatamente. Durante o sono REM, que eu acho que é o mais interessante, que chama mais atenção,
05:59que é onde acontecem os sonhos, né?
06:01Que a gente chama de onde ocorrem os movimentos oculares rápidos.
06:04E quando você vê um perfil eletroencefalográfico, é como se a pessoa tivesse acordado,
06:09a tamanha atividade que ela está, o cérebro está em total atividade, como se ela estivesse em vigília.
06:17Nesse local específico do sono, nessa fase, é onde você tem todo o conteúdo emocional durante o dia,
06:23sendo administrado.
06:25Por isso que o sono tem muito a ver com a parte psiquiátrica, emocional, de irritabilidade,
06:32de resolução de problemas.
06:35Porque existe uma fase do sono, no qual você administra, como se você encaixotasse as emoções,
06:44organizasse as emoções.
06:46Aquela velha história, nada como dormir uma noite para você ter uma nova ideia de um problema,
06:52ter uma solução.
06:53Ou simplesmente chegar no outro dia e falar assim, ah, isso não era nada.
06:56Olha, estava esquentando a cabeça toda.
06:58E tem gente que fala para os casais, não durmam brigados.
07:01Às vezes, dormir brigado é bom, porque se acorda no dia seguinte, já está com outro ponto de vista sobre
07:07o assunto.
07:08E aí, todo mundo sonha?
07:10Todo mundo sonha.
07:11E o sonho, ele tem essa importância emocional?
07:15Muito.
07:16E isso é o conhecido.
07:17Então, durante o sono, o estágio REM, você morre, mais ou menos, os ratinhos, pesquisa em ratos,
07:25morre em 21 dias sem o estágio REM, porque ele é fundamental, ele é um dos estágios muito importantes.
07:32E a privação do sono REM é vital mesmo.
07:35A privação do sono total é vital.
07:38Você morre mais rápido, teoricamente.
07:40Isso é visto em períodos de guerra, onde os soldados são obrigados a ficar acordados por muito tempo.
07:46Na verdade, você cai de sono.
07:49O sono é o grande desafio da humanidade, porque ele é irresistível.
07:55Você dorme.
07:57Se você estiver aqui do meu lado, eu posso te obrigar a fazer qualquer coisa, você dorme.
08:01Se você estiver muito cansado, você dorme.
08:02Tanto que tem acidentes, os motoristas que abusam do tempo no volante, às vezes usam medicamentos para não dormir,
08:09mas chega uma hora que o corpo não aguenta.
08:11É irresistível.
08:12Um dos grandes desafios do ser humano é o sono, porque você tem que dormir, senão você morre.
08:19Tamanha a importância dele.
08:20Então, ele está muito longe de ser uma coisa para passar desapercebido.
08:24Não é atoa que você passa oito horas do seu dia dormindo.
08:27Ah, mas esse aí é o sonho, né?
08:29A gente queria passar oito horas, não é, Eduardo?
08:33Verdade.
08:33Você passa quantas horas dormindo?
08:35Ah, muito poucas horas.
08:38Até porque eu acordo muito cedo, acordo muito cedo, então eu durmo à noite muito pouco.
08:45Porque eu acordo às três horas da manhã para ir trabalhar, eu posso até deitar às dez da noite,
08:52mas eu não consigo dormir às dez da noite.
08:54Aí fico lá na cama, rolando para lá, rolando para cá, até o sono chegar.
08:57Você dorme o quê? De meia-noite às três?
08:59É, de meia-noite às três.
09:01E se tiver, por exemplo, numa quarta-feira, estuda futebol.
09:04Olha a pneumologia se infartando.
09:07Se tiver o futebol numa quarta-feira, se tiver jogo do Vasco, assistir jogo do Vasco, aí
09:13adrenalina, até a adrenalina baixar.
09:14É muito sofrimento.
09:15Muito sofrimento para conseguir dormir, aí acabo não tendo uma boa qualidade de sono.
09:21Não tenho, assim, um sono...
09:24A minha mulher diz que eu tenho um sono.
09:25Ah, você bate na cama e dorme.
09:26Mas eu não sinto isso, bate na cama e dorme.
09:28Às vezes eu fico rolando para lá, rolando para cá, até o sono chegar.
09:31Doutora, eu fiquei pensando nos ratinhos que ela falou que morrem aí.
09:35Ele está tipo o rato dormindo três horas por noite, está quase morrendo.
09:39Dá o diagnóstico aí.
09:40Então, no caso, vai ser estudado.
09:42Então, por que?
09:43Você trabalha às três horas da manhã?
09:45Eu acordo às três horas da manhã, eu chego na TV às quatro.
09:49Aí eu trabalho às quatro, geralmente às dez horas da manhã, nove, meia, dez horas
09:54eu estou na TV, mas também tem um porém.
09:56Se eu chegar em casa, eu acabar de almoçar, encosto na televisão para assistir o balanço
10:04geral, que é o programa nosso que é meio-dia.
10:06Começa a assistir o balanço e daqui a pouco a cabeça pesa, eu deito no sofá e me apago.
10:11Aí dorme quanto tempo?
10:12Aí, quando eu acordo, às cinco horas da tarde, às vezes.
10:16Então dá para reclamar.
10:16Mas vale?
10:17Ele está dormindo.
10:18Mas não é o da noite.
10:19Vale o sono do dia também para quem tem essa rotina trocada?
10:24Então, não.
10:26Sono tem que ser à noite.
10:28A gente costuma falar que o sono diurno é diferente do sono noturno.
10:33Mas assim, até pela própria melatonina, que é o hormônio do escuro, se você imaginar
10:38os mamíferos que somos nós, nós somos feitos para ficar acordado de dia, nosso melhor funcionamento
10:44é durante o dia e dormir à noite.
10:47Nossa biologia foi feita assim.
10:49Quando a gente rompe isso aí, o nosso corpo sofre, porque não é o que foi programado,
10:56não é fisiológico.
10:57E aí, o que acontece?
10:59Como você está dormindo pouco tempo à noite, você tem que compensar isso em algum momento,
11:03senão o seu organismo meio que entraria no colapso mesmo, né?
11:07Então você dorme de dia.
11:09Você está compensando essas seis, sete horas que você teria que dormir em dois turnos,
11:15em dois períodos.
11:16Não é o ideal, está bem longe de ser o ideal, né?
11:20E dorme por exaustão, né?
11:21Você não dorme de uma forma fisiológica.
11:24O seu sono que você tem depois do almoço não é um cochilo.
11:27Você chega exaustão e cai para dormir.
11:31Então isso não é bom.
11:33Porque durante o período que você está dormindo à tarde, os processos restaurativos
11:36que acontecem durante a noite, não estão acontecendo nesse período.
11:40Se trancar num quarto escuro com blackout e simular essa noite, nem assim, o pessoal
11:45aqui trabalha muito de turno.
11:46Nós temos empresas fortes aqui no Espírito Santo, né?
11:49Que trabalham nesse sistema de turno, também da área de petróleo, que eles trabalham, né?
11:56Embarcados e trabalhando.
11:57Como é que faz para regular todos esses trabalhadores aí do Espírito Santo?
12:03O turno é sempre horrível.
12:05Trabalhar de turno é sempre péssimo, assim, o nosso corpo não foi projetado para ter turno.
12:12A gente sofre.
12:13Eu falo porque nós somos médicos, a gente também dá plantão, eu já dei muito plantão.
12:18Então, assim, a longo prazo isso vai vir a conta em termos da saúde física.
12:24E aí vem hipertensão, problema cardiovascular, isso aí vem a conta ao longo da vida.
12:29Pela alteração dessa hora de dormir.
12:32Por essa ruptura.
12:32Mas que dica que a gente pode dar para essas pessoas que trabalham de turno para minimizar
12:38esses danos?
12:39O que todas essas pessoas, as mulheres, principalmente, que a gente quer cuidar, né, gente?
12:44Do nosso marido em casa, os homens também, que às vezes tem as mulheres que trabalham
12:49em turno, a gente às vezes se preocupa mais com o outro do que com a gente mesmo.
12:52Então, vamos dar a dica aí para a gente ajudar a cuidar do outro.
12:56O que a gente deve falar?
12:57A primeira coisa é saber o turno, né?
12:59O tipo do turno.
13:00A partir daí, criar um parâmetro de normalidade.
13:05Porque tem vários tipos de turno.
13:07Às vezes trabalha 12, folga 36, ou então só trabalha à noite.
13:12Aquele funcionário só trabalha à noite, todos os dias à noite.
13:15Então, tem que primeiro saber qual o tipo de turno, e depois adequar, né, de uma forma
13:21mais próxima do normal.
13:22Mas mesmo assim, a conta vem.
13:24Como você sugeriu, dormir de dia, né, com o quarto todo, com blackout, sempre com silêncio,
13:32é uma possibilidade.
13:33Mas mesmo assim...
13:34Não pode ser na frente da TV, você viu, né?
13:36Não pode ser.
13:38Assiste o balanço, depois se tranca no quarto.
13:41Mas acontece de vez em quando.
13:45Eu me tranco no quarto, não é sempre.
13:48Às vezes é diante da televisão.
13:50Mas às vezes eu me tranco no quarto, fecho a porta, deixo tudo escuro e durmo.
13:54Eu tento fazer isso, não faço sempre.
13:57Mas eu tento fazer isso, vez por outra.
13:59Tem uma coisa do trabalho do turno que a doutora Jéssica sabe muito bem.
14:02Ele limita socialmente o indivíduo, né, porque ele tá trabalhando, vai trabalhar frequentemente
14:08num horário em que a família tá dormindo.
14:11Aí ele chega em casa cansado, vai dormir.
14:14Então, o problema social, emocional, psicológico desse indivíduo também é mais difícil,
14:20mais complicado.
14:20Os trabalhadores de turno que a gente tem pra tratar são os trabalhadores emocionalmente,
14:25psicologicamente, com mais problemas.
14:28Eu acho, eu desconfio, que se tivesse um segredo pra na hora que você chegar em casa,
14:33bater na cama e dormir, conseguiria ter uma recuperação um pouco maior.
14:39E aí eu pergunto pra doutora, tem segredo pra bater na cama e dormir rápido?
14:43Tem alguma receita aí pra dar?
14:45Nossa, boa.
14:48Essa é difícil.
14:49Então, o sono, pra você começar a dormir, ele exige alguns cuidados ambientais, né?
14:55Então, ele necessita um ritual, uma programação, coisa que a maioria não quer.
15:00O que a gente quer?
15:01Desligar o botãozinho e dormir imediatamente.
15:03Às vezes, também nem desliga o botão da TV, que é outra, né?
15:07Não desliga o nosso, não desliga a TV.
15:09Exige esse preparo, que a maioria das pessoas não consegue fazer, ou porque não querem,
15:15ou porque tem um monte de coisa mesmo pra resolver naquele horário.
15:18Mas o ideal seria que houvesse essa programação para o início do sono.
15:23O que as pessoas fazem erradamente é tentar através de medicação, remédios.
15:28E tem remédio, né?
15:29Que faz esse desligar, né?
15:31Só que isso tem um custo.
15:33Essas medicações, elas têm problemas a longo prazo, elas causam problemas.
15:38O ideal é você aprender como é que você faz isso, qual é o melhor jeito pra você começar esse
15:45sono.
15:45Em relação ao trabalhador de turno, o que eu costumo falar?
15:49Durma.
15:50Durma.
15:50Se você trabalha de noite, o seu horário, segundo o seu turno, pra você trabalhar de noite, dormir de dia,
15:56durma de dia, durma o máximo que você puder, apesar de ser mais difícil dormir de dia, né?
16:03Quando você trabalha à noite, é mais difícil.
16:05Tem barulho, tem televisão, tem a casa funcionando, a mulher tá na cozinha fazendo comida, o menino entra gritando.
16:11Mas se você trabalha de turno e tem que trabalhar à noite, durma de dia.
16:16Durma, tente dormir um número suficiente de horas, porque a conta vem.
16:20Já tem vários trabalhos mostrando isso.
16:22Quem dorme, ou por insônia, ou porque não consegue dormir, ou por qualquer outro mecanismo,
16:27um número menor de horas do que o necessário, tem muito mais problema cardiovascular, infarta,
16:33tem problema com acidente vascular encefálico, tem mais problema psiquiátrico, hipertensão, tendência à obesidade.
16:40A lista é gigante.
16:41Então, assim, o sono em quantidade e qualidade, ele é fundamental pra todo esse funcionamento.
16:48Essa é uma ideia que a gente tá tentando mudar, que vem daquela antiga ideia, ó, dormir é perda de
16:54tempo,
16:55enquanto você dorme eu trabalho, aí vai, né?
17:00Na verdade, a gente tem que voltar lá aos antigos.
17:02Menino que não dorme não cresce.
17:04Eu acho que a gente tem que voltar lá a umas coisas mais antigas, né?
17:08Porque a gente perdeu muito.
17:11E hoje a gente tem aí uma epidemia de distúrbio psiquiátrico, de insônia.
17:15As telas também, né? Vieram pra somar nessa questão da dificuldade pra dormir.
17:21Porque antes eu acho que a gente disputava com a TV, né?
17:23Às vezes um do casal quer dormir, o outro quer deixar a TV ligada, um atrapalha, essa era a briga.
17:30Hoje tá cada um ali na sua rede social, cada um com seu celular e aquela luz atrapalha mesmo?
17:37Qual que é a interferência do celular no sono?
17:39Tem dupla interferência.
17:43Um é que normalmente você não vai fazer uma coisa chata na frente da tela do computador.
17:47Você vai ver vídeo engraçado, você vai conversar no WhatsApp,
17:50ou você vai...
17:51Vai dar umas risadas com as amigas.
17:52Você vai fazer alguma coisa que seja interessante.
17:55Então só aí você já desperta atenção.
17:57Outra coisa é a luminosidade, né?
17:59A luminosidade afeta diretamente o início do sono, meio que vai jogando pra frente.
18:04O sol, a luz, de uma maneira geral, e aí quando se criou a luz, né?
18:10Isso atrapalhou muito o nosso sono, porque isso aí pegou o nosso relógio biológico e descontrolou isso.
18:17Quando a gente não tinha luz, é interessante essa história, as pessoas chegavam em casa tipo 5h30 do trabalho, né?
18:246h30, 7h, 8h no máximo, as pessoas estavam indo pra cama com a lamparina, indo dormir.
18:30E era assim.
18:31E não raro, as pessoas acordavam muito cedo.
18:35Por quê?
18:35Porque elas iam dormir muito cedo.
18:36A luz acabava, né?
18:39E só aquilo ali já é um sinalizador lá pra pineal, ó, é noite.
18:44As galinhas vão pro galinheiro, as pessoas se retraem pra poder programar pra dormir.
18:50Com a luminosidade, e aí agora, depois da luz, com a tela, com o computador, com a parte de luminosidade,
18:59qualquer tela, vale celular, vale computador, vale televisão, as pessoas têm um duplo estímulo pra se manter acordado.
19:07O estímulo do entretenimento mesmo, né?
19:10E aí eles colocam coisas muito interessantes.
19:12Os programas da madrugada são ótimos, né?
19:14Exatamente pra manter as pessoas acordadas.
19:16Não tem intervalo, aí a gente vai andando.
19:19Então foi feito pra muitas pessoas ficarem ali acordadas mesmo.
19:23Impressionante.
19:24E o estímulo luminoso mesmo, o entretenimento, a dispersão, né?
19:30E às vezes a pessoa passa um dia tenso, é o horário que ela tem de ver uma coisa, aquela
19:34coisa chama outra coisa, e lá se vai e já passou a noite inteira.
19:38Mas você falou, doutora, de remédio.
19:40E a gente vai trazer a dúvida de uma telespectadora exatamente sobre isso.
19:44Vamos ver qual é a dúvida dela.
19:47Doutora, eu tô com a prazela e granazapela.
19:49Mesmo se eu durmo três horas por noite, o que que eu faço?
19:54Olha, e quando ela trouxe uma dúvida, tinha uma roda em volta dela, de gente querendo perguntar a mesma coisa.
20:02Eu fico assustada.
20:03O número de pessoas que usa medicação pra dormir é realmente muito alto?
20:08Sim, é muito elevado.
20:11A gente vive uma epidemia de insônia, né?
20:15Insônia, depressão, isso se confunde muito, distúrbios psiquiátricos de uma maneira geral, né?
20:21O povo tá muito sofrido.
20:22A pandemia, a gente já vinha sinalizando isso antes, antes da pandemia, já vinha sinalizando esse número grande de pessoas
20:31que dormem mal.
20:32Com a pandemia isso piorou muito, né?
20:34A gente chegou a 70% aí no meio da pandemia, alguns trabalhos mostrando.
20:37Então, assim, de pessoas dormindo mal, né?
20:40E pior sem procurar ajuda.
20:42As medicações, elas são necessárias em alguns pontos e, sim, particularmente eu sou bem tranquila em relação a isso.
20:51O que que eu coloco?
20:52É muito pior você ficar sem dormir e quem tá insônia e quem tá sem dormir sabe o que eu
20:58tô falando,
20:58do que você tomar uma medicação correta pra conseguir dormir.
21:02É óbvio, é claro que o que você puder fazer de mecanismos pra dormir sem medicação são válidos.
21:10E aí tem números e funcionam.
21:12Terapia cognitivo-comportamental, técnicas de meditação, reformular, reorganizar pra dormir, isso aí pode ser trabalhado.
21:21Tem alimento também que ajuda, bebidas, chás, é verdade?
21:25A minha mãe adorava falar de cidreira.
21:26Toma um chazinho de cidreira que é tira e queira.
21:29Um suco de maracujá.
21:30Suco de maracujá, olha, comeu maracujá, tá com crise de ansiedade, abre um maracujá e come ele inteiro.
21:37Toma um copo de leite.
21:37Copo de leite, a gente quer saber, vale ir lá na dispensa e partir pra essa parte natural?
21:44Então, vale mais para o ritual, mais pelo ritual do sono.
21:50Então, eu costumo falar assim, dormir tem que seguir um ritual.
21:53Então, que seja um chazinho de camomila, os antigos falavam um leitinho morno.
22:02Então, assim, o que vale é o ritual.
22:06Medicações naturais que facilitam o sono, a gente tem poucas.
22:09A gente tem a valeriana, que tem algum efeito sedativo.
22:12A gente tem a passiflora.
22:14A cultura...
22:14Mas, mesmo assim, pouco.
22:19Não é?
22:19Para um paciente de insônia, talvez...
22:21E a melatonina, hein?
22:23Que antes não podia vender e agora tem aí na farmácia.
22:27A gente pode ir lá e pegar.
22:29Qual o perigo, né?
22:30Dessa automedicação em relação ao sono?
22:34Então, a melatonina é um hormônio, né?
22:37Ele pode suplementar, é uma suplementação hormonal, não é uma medicação.
22:42Também não é indicado para insônia.
22:44Tem várias indicações da melatonina que a doutora Jéssica pode explicar pra gente.
22:48Então, a gente...
22:49Ela vai funcionar em quem tem déficit de melatonina.
22:52Se você não tiver déficit de melatonina, não funciona.
22:55É mais ou menos assim.
22:56Em quem tem déficit de melatonina, idoso, que toma vários medicamentos, diabetes, hipertensão.
23:05Então, às vezes, eles melhoram.
23:07Quem tem doença degenerativa, tipo Alzheimer, doenças demenciais, a melatonina pode ter efeito,
23:13principalmente, na agitação noturna desses pacientes demenciados.
23:19E, assim, em cegos, desculpa, é um grupo bem específico, porque como eles não têm a luz,
23:24eles não enxergam a luz pra sintonizar, porque a luz é um sintonizador e faz liberar a melatonina.
23:30Então, se você não tem a luz, como é o caso do cego, eles ficam meio que sem saber o
23:35que é dia e o que é noite.
23:37Pra eles é muito ruim ficar acordado de noite e, então, se você fizer a melatonina, você tenta sintonizar.
23:43Ó, é noite, vamos dormir.
23:44Então, ajuda a sintonizar aí o sono.
23:46É bem específico, né? Porque parece que tá na moda.
23:49Ah, criança, dá a melatonina que resolve.
23:51Adulto, dá a melatonina que resolve.
23:53Não, não, não.
23:53Estão abusando um pouquinho, né?
23:54Muito, muito.
23:54A dose que a gente recomenda pra reposição é maior.
23:58Essa dose que foi liberada, que você compra na farmácia, ela é muito baixinha, 0,21.
24:03Então, assim, ela não tá tendo efeito absolutamente nenhum em quem tá tomando.
24:09Nem bom e nem ruim, porque a dose é muito pequena.
24:12Agora, tem pessoas que tomam doses gigantescas.
24:15Aí pode causar irritabilidade, a pessoa não causa sonolência, mas fica grogue, fica
24:22meio ruim durante o dia e, principalmente, às vezes fica muito irritada.
24:27Criança, principalmente, tem vários relatos das crianças que querem mais irritadas.
24:32Eu não recomendo, não acho.
24:34Você gosta de café, Eduardo?
24:36Nossa, eu adoro.
24:37E aí, pra acordar às três da manhã, já é um cafezinho ali?
24:40Sim.
24:41E aí vai quanto?
24:42É de litrão por dia?
24:43É de copinho?
24:44Não, não.
24:44Como é que é?
24:45É copinho.
24:45Geralmente, é uma dose desse tamanho, mais ou menos.
24:50Uma dose, uma xícara pequena, um pouco de açúcar.
24:54E você toma café até a hora de dormir?
24:56Vai até a noite?
24:57Não.
24:58À noite eu evito de tomar café.
24:59À noite eu evito de tomar café.
25:00Se eu tomo café, quando eu acordo, durante o programa que eu tenho um patrocinador que
25:06é café, eu tenho que tomar...
25:07Faz esse sacrifício.
25:09Uma dose também, um pouquinho.
25:12E, geralmente, quando o programa acaba, que eu sento pra tomar um café, comer um pão.
25:17Só depois.
25:17Mas, assim, durante o dia, às vezes, à tarde eu tomo café.
25:21Às vezes.
25:22Mas, à noite eu evito de tomar café.
25:24Evita.
25:24Não sei por quê.
25:25É, muita gente relaciona o café à perda do sono, né?
25:29E aí, apesar de gostar, evita, principalmente depois do período da tarde.
25:34A gente chamou uma especialista em preparo do café pra dar dicas de como tomar café sem perder o sono.
25:41Você que adora um café, mas acha que atrapalha o seu sono, que te dá insônia.
25:46Eu vou deixar umas dicas pra você não ter que abrir mão dele.
25:49A primeira delas é tente diminuir a quantidade que você consome no seu dia a dia.
25:55A outra dica é tente tomar até três horas da tarde o último café.
26:00Se você é uma pessoa que dorme por volta de oito, nove, dez da noite.
26:04Se você dorme mais tarde, você pode até estender um pouquinho.
26:07Mas, vai observando como você se sente ao longo do dia.
26:11A outra dica diz respeito à qualidade do café que você está tomando.
26:16No supermercado, existe o café tradicional, que é um blend de conilon e arábica.
26:23E o conilon, ele é uma espécie de café que tem o dobro de cafeína que o arábica.
26:28Agora, também há no supermercado os cafés gourmets, que são os cafés 100% arábica,
26:34que tem menos cafeína do que o tradicional.
26:36E a última dica diz respeito à forma como você prepara o seu café.
26:41Um café mais concentrado, com mais pó e menos água, ele vai ter mais cafeína.
26:47Um café mais diluído, vai ter menos cafeína.
26:51Mas é só isso que importa?
26:52Não.
26:53O tempo de contato da água com o pó também vai impactar na quantidade de cafeína.
26:58Quanto mais tempo o pó fica em contato com a água, mais vai extrair a cafeína, já que a cafeína
27:05é uma substância que é diluída em água.
27:08Então, o ideal é um café mais diluído e uma extração mais rápida.
27:12Espero ter ajudado.
27:13Bons cafés.
27:17Gente, além do café, uma coisa que é muito comum nas famílias e que faz a gente perder o sono
27:22é a chegada de um bebê.
27:24A gente quer sentir na pele de uma mãe que passou por isso recentemente, para a gente comentar aqui.
27:30Gente, ter um sono de qualidade hoje, eu falo assim, que é privilégio.
27:34E são poucas as pessoas que conseguem adaptar a rotina a ponto de ter esse sono renovador.
27:42E sendo mãe de duas crianças, uma de menos de um ano, o Arthur tem nove meses, e conseguir dormir,
27:50eu me sinto privilegiada realmente.
27:53Mas isso não é tão simples assim e nem foi simples assim.
27:59Nos primeiros meses do Arthur, a gente sofreu bastante com a privação do sono.
28:04Eu me vi meio ao caos, porque eu gosto de dormir, e essa privação dele não me deixava dormir nem
28:11três horas seguidas.
28:12Então, assim, era bem difícil e a gente precisou recorrer a alternativas para melhorar a qualidade do sono dele.
28:19Foi quando eu descobri que até as sonecas que ele tirava durante o dia, podiam influenciar diretamente nesse sono noturno
28:26de qualidade.
28:28Então, a gente buscou alternativas de adaptar a rotina dele para que ele, à noite, pudesse dormir melhor.
28:36E também buscou alternativas naturais, como a cultura, ele fez para melhorar o sono.
28:42Nós usamos até hoje a aromaterapia para ajudar na qualidade do sono.
28:47E também a rotina, né?
28:49Toda noite a gente faz um ritualzinho noturno com ele mesmo, para ele entender que está na hora de relaxar
28:55e dormir.
28:56Geralmente a gente vai apagar as luzes da casa para abaixar os estímulos.
29:03Coloca uma musiquinha ambiente que ele gosta, uma musiquinha de Niná, que ele já está acostumado para dormir.
29:09Toma um banhozinho morno, relaxante no chuveiro.
29:13E daí, então, a gente já leva para o quarto, dá o mamar e aí ele já dorme e entende
29:19que é a hora de dormir.
29:20E assim a gente conseguiu ter também a nossa qualidade de sono.
29:25Porque o sono dele interfere totalmente no nosso, né?
29:29Uma noite ruim dele é um dia ruim nosso.
29:34Porque aí já fica difícil para trabalhar, difícil acordar mesmo.
29:42E a gente só conseguiu isso adaptando mesmo a rotina.
29:46Eu acordo muito cedo de madrugada para trabalhar, então pensa se a minha qualidade de sono com ele fosse ruim.
29:53Eu não iria nem conseguir acordar quanto mais trabalhar.
29:56Então, assim, foi um período de adaptação e uma rotina criada mesmo que ajudou com que agora a gente conseguisse
30:05ter uma noite de sono completa.
30:09E tanto para a gente quanto para ele, porque como diz a pediatra dele, criança que dorme é criança que
30:16cresce, é criança que desenvolve.
30:18Então, a qualidade de sono dele, além de nos beneficiar, também faz com que ele também se desenvolva com uma
30:27qualidade melhor.
30:31Ingrid, nós adoramos o seu depoimento.
30:34Eu acho que você pode ter ajudado aqui muitas mães aí em casa, porque foram dicas valiosas, né?
30:40O depoimento da Ingrid fala de um problema que é comum.
30:43E a solução que ela apresentou para ela é a solução frequentemente para todos os casais com recém-nascidos.
30:50A gente vai falar de sono de criança daqui a pouquinho, mas ainda sobre o sono da mãe, que dica
30:56que a gente pode dar para essa mulher aí que está com um filho novo em casa, para esse homem,
31:01para essa rotina familiar que é alterada com a chegada de um bebê?
31:04Então, para a mulher, vamos colocar que é a chegada imediata do bebê, nos primeiros dias, né?
31:10Então, é uma situação bem estressante.
31:13Aquela mãe está exausta, aquela mulher está exausta pelo parto, pela criança, pela amamentação.
31:20Então, eu costumo falar assim, durma todo o tempo que você conseguir, porque você está sendo muito exigida.
31:27Então, o tempo que der para você dormir, durma e distribua o trabalho.
31:31Quem puder te ajudar com o bebê, deixe ajudar e durma, porque seu trabalho vai ser grande, vai ser grande
31:38muito tempo.
31:40Então, durma todo o tempo que você puder.
31:43E assim que possível, que foi o que ela falou, coloque o seu bebê numa rotina para ele começar a
31:50aprender a dormir bem cedo.
31:52Porque a criança que aprende a dormir é a criança que não vai dar trabalho para os pais e não
31:57vai dar trabalho quando for maiorzinho.
31:58É o sonho de todo pai.
31:59Mas aí, é isso que é importante, é começar bem cedo.
32:04Perfeito.
32:04A gente quer falar agora um pouquinho de distúrbio do sono, mas vamos sentir na pele de alguém que passou
32:09por isso.
32:11Oi, meu nome é Inês.
32:13Eu tenho problema de distúrbio do sono, que eu descobri em uma visita ao cardiologista, no check-up anual.
32:21Aí, a cardiologista me pediu um mapa e foi detectado que eu tenho a elevação da minha pressão arterial à
32:28noite.
32:29Aí, ela me encaminhou para o neuro, onde o neuro me pediu uma polisonografia.
32:33Onde descobrimos que eu tive 24 paradas respiratórias em uma noite.
32:40Aí, eu estou em tratamento, aí fiz esse tratamento e ainda tenho que fazer uma nova polisonografia em janeiro.
32:50A gente pediu para a nossa cardiologista do check-up Saúde do Vida Saudável, a doutora Tatiana Emery, comentar sobre
32:57a relação cardiologia e sono.
33:01O estudo dos distúrbios do sono, a sua identificação e tratamento, tem ganhado muita força na cardiologia nos últimos anos.
33:09Porque a gente conseguiu criar uma relação íntima dos distúrbios do sono com as doenças do coração.
33:15Então, quando a gente pensa em distúrbios do sono hoje, a gente pensa o que o sono tem a ver
33:19com o coração.
33:20Tem tudo a ver.
33:22Quando a gente dorme, a gente tem uma coisa chamada descenso noturno, que é a queda da nossa pressão arterial
33:28durante o sono.
33:29Quando a gente perde isso, a gente tem maior chance de desenvolver a hipertensão arterial.
33:34E quando a gente tem um distúrbio do sono e desenvolve a hipertensão arterial, isso precisa de tratamento.
33:40E está intimamente ligado às outras doenças relacionadas com o coração.
33:45Igual infarto, AVC, que são doenças que têm como fator de risco a pressão arterial, por exemplo.
33:51O distúrbio do sono também está mais relacionado com o desenvolvimento de arritmias, com o desenvolvimento de diabetes,
33:57com o desenvolvimento de obesidade.
33:59Todos esses são fatores de risco para o coração.
34:02Então, quando a gente pensa em distúrbio do sono, a gente tem que lembrar que o tratamento também é prevenção
34:08para doença cardiovascular.
34:09Que aquela apneia do sono, aquele ronco exacerbado, ele precisa sim ser investigado.
34:16Porque quando a gente não faz esse tratamento adequado, a gente aumenta o risco de morte súbita.
34:21Então, tratar o sono também é tratar o coração.
34:26Doutor Haldli, a gente está aqui falando de distúrbio do sono, a gente sentiu na pele da Inês.
34:31Mas quais são os principais distúrbios do sono?
34:36Em 2006, depois se repetir em 2010, um estudo epidemiológico lá na cidade de São Paulo.
34:42E quantos distúrbios do sono são mais frequentes na nossa população?
34:45A insônia, que teve uma variação de 30% a 40% da população total.
34:51A apneia restitutiva do sono, 33% da população.
34:55Síndrome das pernas inquietas, 23% da população tem.
34:59É, fica balançando a pele.
35:00Isso, durante a noite.
35:02E o bruxismo do sono, 13%.
35:04Esses são os mais frequentes.
35:06Mas tem mais de 60 distúrbios do sono já catalogados.
35:10Que pra isso, pra você saber o que está dificultando a sua noite de bem-estar, né?
35:15A sua boa noite de sono, tem que fazer uma consulta com um médico especialista.
35:19Quem trata o distúrbio do sono?
35:21A gente ouviu aí um cardiologista, a gente ouviu ela falar de neuro.
35:26Quem trata o distúrbio do sono?
35:28Antes de saber quem trata, tem que saber quem faz o diagnóstico, né?
35:32O diagnóstico do distúrbio do sono, ele é médico.
35:35E tem algumas especialidades médicas que estão associadas pra ter a especialidade, né?
35:44Pneumologista, otorrinolaringologistas, cardiologista, clínica médica, pediatra, que mais que eu esqueci?
35:51Neurologista, psiquiatra.
35:54Então, primeira coisa é procurar um médico dessas especialidades que tenham formação em medicina do sono.
36:00A partir daí, o médico vai identificar o problema.
36:05E como os distúrbios do sono são frequentemente multifatoriais, o tratamento requer uma equipe multidisciplinar.
36:14Por isso que eu sou dentista, né?
36:16E eu participo do processo de tratamento de alguns desses distúrbios.
36:19Dentista, então, trata distúrbio do sono também, como?
36:22Então, o dentista participa desse processo tratando pacientes com ronco, apneia leve e moderada,
36:30alguns casos de apneia grave, que não tem adaptação ou tolerância pra usar o CIPAP,
36:35que é aquela máscara, né?
36:37Que a gente coloca no nariz, ou nariz e boca, com a corrente de ar pra tratar as obstruções,
36:43pro xismo do sono.
36:45E a gente ajuda também na adequação, né?
36:47Do gerenciamento quando tem mais que um distúrbio do sono associado.
36:50E aí trata como? Com o aparelho? O aparelho dentário, aquele tradicional?
36:55Tem várias formas de tratamento, da apneia e do ronco, que eu vou falar pra ficar mais claro.
37:02Se eu pegar um paciente no início da vida, né?
37:06Criança, adolescente, o tratamento é restabelecer a normalidade dos crescimentos dos ossos à face.
37:13A gente faz ortopedia facial.
37:15Se o paciente for adulto, a gente tem alguns direcionamentos.
37:19Ele pode fazer um tratamento orto-cirúrgico, né?
37:24Pra restabelecer se esse for um dos fatores causais, né?
37:28Problemas no posicionamento esquelético da face.
37:31Ou, clinicamente, que é o que frequentemente mais acontece no consultório,
37:35é a utilização de aparelhos mandibulares,
37:38que aos poucos a gente vai fazendo avanço mandibular
37:41pra abrir as dimensões da faringe
37:44e o paciente não ter mais essas obstruções que ocorram durante a boa.
37:47É um aparelho móvel que a pessoa colocaria na hora de dormir pra não roncar.
37:51Exatamente.
37:52É um aparelho que ele só coloca pra dormir,
37:54de manhã ele remove.
37:56E aos poucos, durante o tratamento,
37:58a gente vai fazendo um avanço paulatino da mandíbula
38:00na tentativa de abrir as dimensões da via aérea.
38:04E eu já vi essa mágica acontecer,
38:06o paciente parar de roncar,
38:08a gente ter uma noite de sono.
38:09Você ronca, Eduardo?
38:10Não sei.
38:11Nunca ouvi falar, né?
38:13Nunca ouvi falar, não sei.
38:15Eu queria saber exatamente isso.
38:17Pelo menos a minha mulher nunca reclamou.
38:19Olha só, se ela não reclamou, provavelmente você não ronca.
38:22Nunca sentiu um cutucão maior à noite, um chega pra lá?
38:26Não, eu faço muito isso.
38:28Eu faço muito isso.
38:30Dou o cutucão, vira de lado,
38:31mas eu, sinceramente, não sei se eu ronco,
38:34porque, pelo que eu saio, ela nunca reclamou.
38:37Doutora, mas roncar é muito comum, né?
38:39Muito.
38:40O Rausley comentou aqui que 33,
38:43esse estudo de São Paulo, aqui do Brasil,
38:45fala que mais de 30% da população tem apneia do sono.
38:48É como se aqui nós estivéssemos aqui em 4,
38:51pelo menos um aqui de nós teria apneia do sono.
38:55Mais ou menos esse número.
38:56É um número muito grande, né?
38:58E as repercussões da apneia do sono,
39:00elas são muito importantes.
39:03Então, toda a parte cardiovascular comprometido,
39:06como a cardiologista falou,
39:07a parte endocrinológica,
39:09a maior propensão a ter diabetes, a obesidade.
39:12A apneia é um vilão importante da parte metabólica,
39:17como uma...
39:18de uma maneira geral.
39:20E psiquiátrica, neurológica também.
39:22Então, assim, é fundamental.
39:24Então, quem ronca precisa ser bem olhado e bem avaliado.
39:28Não é aquela história,
39:30todo mundo vai roncar um dia,
39:32ronco é normal, tem que investigar, né?
39:34Ronco nunca é normal.
39:36E aí, vamos entrar um pouquinho, então,
39:38nas crianças, no sono das crianças.
39:40E criança roncar, é normal?
39:43Não.
39:44Já não é normal para o adulto,
39:45muito menos para a criança.
39:47É perigoso?
39:48O que o ronco é?
39:49Ronco é nada mais do que a passagem de uma corrente de ar
39:53pela garganta,
39:54uma garganta estreita,
39:56que vibra aqueles tecidos,
39:58gerando um ruído.
39:59Esse é o ronco.
40:00E a criança, ela está no processo de formação e desenvolvimento
40:06acelerado.
40:07Até mais ou menos 9 anos de idade,
40:109, 10 anos,
40:1080, 90% do cérebro está sendo formado.
40:13E você ter restrição da passagem do ar e do oxigênio
40:16durante o período de formação dessa criança
40:18pode levar a danos que podem ser, inclusive, irreversíveis
40:21com relação à cognição dessa criança.
40:23Diferente do adulto, é mais perigoso mesmo.
40:27Isso. Porque o adulto, o cérebro já está formado,
40:29os órgãos já estão maduros,
40:32causam lesões sistêmicas.
40:34Mas na criança, isso é mais importante.
40:36Tanto é que o índice para apneia no adulto,
40:40de normalidade, é baixo de 5.
40:43A criança, se tiver um evento, já é doença.
40:46A gravidade da falta da oxigenação
40:48e do despertar neuronal durante o sono
40:51pode causar maiores danos na criança.
40:54E a criança que ronca,
40:55a gente tem que falar com o pediatra,
40:57procurar um especialista.
40:58Quem é que vai tratar o ronco dessa criança?
41:01Então, frequentemente,
41:02a maioria dos profissionais que identificam
41:04são os pediatras, né, para o tratamento.
41:07Tem alguns fatores causais da apneia e do ronco na criança.
41:12Hipertrofia dos tecidos, da adenoide,
41:14das tonsilas palatinas,
41:15a atresia da maxila,
41:18a mandíbula posicionada para trás,
41:20a obesidade, cuja hoje as nossas crianças...
41:23A gente tem uma epidemia de obesidade.
41:26Estão viciadas em fast food, né?
41:28Então, a obesidade também é muito presente nessas crianças.
41:32Então, frequentemente, o pediatra identifica.
41:34Na hora do tratamento,
41:36dependendo do fator causal,
41:38é um ou outro profissional que vai resolver.
41:41O fonoaudiólogo também é um outro profissional
41:44que frequentemente está nessa equipe
41:45para tratar as crianças.
41:47O ortodontista, o ortopedista facial,
41:51que também está nessa linha de frente,
41:55frequentemente trata as alterações esqueléticas
41:58que estão presentes nessa criança
41:59que estão causando o ronco e a apneia de sono.
42:02Além de tratar na criança,
42:04previne que aconteça isso na idade adulta.
42:07Perfeito.
42:08Muito, doutora Jéssica.
42:09E você já tinha falado sobre a questão
42:11de a gente crescer dormindo.
42:13Isso é muito importante para a criança.
42:15Mas é só o número de horas que essa criança dorme
42:19ou dormir tarde também faz mal
42:21e isso vai ter uma interferência.
42:23Porque está cada vez mais difícil, né?
42:25Colocar, às vezes,
42:26a gente estava falando da relação do sono familiar também.
42:29À noite, às vezes, é o único momento
42:31que a família se encontra,
42:32que os pais estão ali com os filhos,
42:34que eles chegam da escola,
42:35e os pais do trabalho,
42:37vai prolongando e adiando esse horário de dormir.
42:40Isso faz mal mesmo que a criança,
42:42no dia seguinte,
42:42possa dormir mais e acordar tarde?
42:45Então, são coisas que a modernidade vem trazendo, né?
42:49As novas dinâmicas familiares
42:51e o tanto de afazeres
42:52vêm causando modificações sociais, né?
42:55Se você for pensar do ponto de vista da fisiologia,
42:59é ruim, né?
43:00Então, assim, o ideal seria que essa criança
43:02tenha um horário certinho
43:05que respeite o número adequado de horas
43:07para aquela faixa etária.
43:08Então, se uma criança muito pequenininha,
43:10por exemplo, 2, 3 anos,
43:11essa criança dorme mais, mais tempo,
43:13muito mais do que um adulto.
43:15Então, você respeitar esse
43:18que aquela criança vai precisar dormir mais
43:20é muito importante.
43:21Essa criança não tem que ir para a cama mais cedo.
43:24Então, e é muito difícil
43:26porque você, às vezes, está em um ambiente familiar,
43:28está fazendo alguma coisa em família,
43:30não, agora deu o horário de dormir.
43:31Então, até que ponto essas coisas
43:35têm que ser levadas muito à risca
43:37nessa nova sociedade?
43:39Fica meio perdido.
43:40Às vezes, é o único momento
43:41daquele pai ou daquela mãe com aquela criança, né?
43:44Então, isso também tem que ser relevante.
43:46Mas, só lembrando,
43:47as crianças precisam dormir
43:49um número adequado de horas.
43:51Então, o melhor que os pais podem fazer
43:54pelos filhos é ensiná-los
43:55a ter horário para dormir.
43:58Posso fazer uma pergunta?
43:59Claro!
43:59Eu tenho dois netos, né?
44:02Um de 10 e o outro de 2 anos.
44:05E os dois têm uma característica muito comum.
44:08Se interromper o sono deles,
44:10eles ficam de mau humor.
44:12Acordam de mau humor.
44:14Eles levantam de mau humor.
44:15É uma choradeira.
44:17O de 10 anos fica de cara fechada
44:19o resto da manhã.
44:20Se interromper o sono dele às 8 da manhã,
44:22ele vai ficar de cara fechada até meio dia.
44:24e o outro chora, grita, esperneia, enfim.
44:28Fica irritado, né?
44:28Fica irritado quando tem uma opção dele.
44:30Eu gostei deles.
44:31Eles estão certos, tá?
44:32Tem que ficar assim,
44:33não deixar os meninos dormirem o tempo suficiente.
44:37É isso mesmo.
44:38A gente, quando é privado de sono,
44:40ou a gente não dorme o tempo suficiente,
44:43dá irritação, dá irritabilidade.
44:45Então, assim, esse número de horas,
44:47esse tempo de sono,
44:48ele tem que assumir um espaço e um lugar.
44:52O sono é um prazer fisiológico que a gente tem.
44:57O mesmo prazer que a gente tem
44:58quando a gente se alimenta e gosta,
45:01naquela mesa posta,
45:02a gente termina,
45:03tem aquela sensação de prazer,
45:05o sono também.
45:06A gente produz endorfinas.
45:07Então, quando você acorda recuperado,
45:10você acorda bem,
45:11dá bom dia pro sol,
45:13quer conversar com as pessoas.
45:14Agora, se você não tem uma boa noite de sono,
45:17você acorda,
45:18quer uma certa distância das pessoas,
45:19não quer falar muito.
45:22Então, esse relato dos seus netos,
45:25tá dizendo assim, olha só,
45:27olha pra mim.
45:28Me respeita.
45:28Me respeita.
45:29Eles são como a gente,
45:30mas eles não te esfarçam.
45:31Essa é que é a diferença.
45:34E tem mais uma coisa
45:35que a doutora Jessica até falou.
45:36A gente tem uma evolução, assim,
45:40tecnológica,
45:41que ela está numa velocidade maior
45:43do que a nossa adaptação fisiológica.
45:46O surgimento da energia solar,
45:49não a energia solar,
45:50da energia elétrica,
45:51a revolução industrial
45:52que veio logo em seguida,
45:54depois veio a televisão,
45:55computador,
45:56depois a internet,
45:57depois o smartphone.
45:58Tá sendo muito rápido
45:59que a gente não tá conseguindo
46:01se organizar.
46:03E a gente tem que dar uma pausa,
46:05porque isso pode levar
46:07a muitas doenças na espécie humana.
46:10A gente leva a favor
46:11da gente ir pro mato um pouquinho, né?
46:13Colocar o pé na terra.
46:14Eu sou matutino.
46:15Isso, eu gosto muito
46:16de verde do mato.
46:17Eu sou matutino.
46:18A Jessica é besquertina.
46:19Isso é um negócio legal
46:20da gente conversar,
46:21porque, assim,
46:23também dependendo
46:24do perfil do indivíduo,
46:26acordar de manhã
46:27é muito sofrido.
46:27Muito sofrido.
46:28Eu sofro até hoje, gente.
46:30Eu não lembro.
46:31Isso tem que ser respeitado, né?
46:32Independente do número de horas
46:34que a gente dorme,
46:35acordar para mim é difícil.
46:37E dormir também,
46:38porque eu gosto
46:38de ficar acordada depois.
46:40Então, cada um é de jeito.
46:41Eu não, dá nove horas
46:42eu tô dormindo,
46:43quatro e meia eu tô acordado.
46:45É aquele pessoal
46:45da Canoa Havaiana,
46:46eu costumo brincar.
46:47Eu vejo aquele pessoal
46:48indo para a Canoa Havaiana
46:50quatro e meia da manhã,
46:51eu olho para aquilo
46:52e falo, senhor,
46:54eu acho que eu vou ficar
46:54igual os seus netos, assim,
46:56vai me dar um mau humor
46:57o dia inteiro.
46:58Mas a gente, então,
46:58tem que identificar
46:59se o nosso perfil
47:01é de dia, né?
47:03Matutino ou vespertino
47:04e tentar adequar a rotina?
47:06Sim.
47:07Se não vai gerar irritabilidade.
47:08Exato, essa adaptação
47:09você se enxergar e saber
47:13você pegar um vespertino,
47:14por exemplo, eu,
47:15me colocar para acordar cedo,
47:17pode ter certeza,
47:18meu dia vai ser pouco produtivo,
47:20vou terminar o dia
47:21com dor de cabeça,
47:22vou ficar de mau humor.
47:23Mesma coisa,
47:24pegar um indivíduo
47:25e obrigar ele a ficar na cama.
47:26Ele vai ficar na cama
47:29sem dormir ou sem sono,
47:31não existe.
47:32Isso aí não existe.
47:32A pessoa vai ficar pulando
47:33na cama,
47:34virando,
47:34porque a vida moderna
47:35às vezes a gente tem um emprego
47:36que obriga a gente
47:37ou a escola que coloca
47:38todas as crianças
47:40no mesmo padrão.
47:41Mas até isso tem coisas
47:42que você pode modificar,
47:44por exemplo,
47:44lá fora,
47:45respeitando aí a adolescência,
47:47a adolescência é um período...
47:48É um reino nido isso.
47:49A adolescência é um período
47:50muito tumultuado, né?
47:52Então,
47:52eles chamam os adolescentes
47:53de preguiçosos e tal.
47:55Eu acho que a gente tem
47:56que ter um outro olhar
47:57para essa fase.
47:58Primeiro, assim,
47:59eles têm necessidade
48:00de dormir mais mesmo, né?
48:02E eles têm um distúrbio de fase
48:05que faz com que eles
48:06fiquem mais acordados
48:08durante a noite
48:09e tenham a tendência
48:10a acordar mais tarde
48:11no outro dia.
48:12Depois,
48:13quando eles ficam mais velhos,
48:14isso se corrige.
48:16Mas durante aquele período ali,
48:1814 até os 16,
48:20aquilo ali é muito marcado.
48:21E aí é aquela cena típica
48:24do adolescente dormindo
48:25na primeira aula, né?
48:26O preguiçoso que dorme
48:27no final da aula.
48:28Mas, na verdade,
48:29não é bem assim.
48:30Aquilo ali faz parte
48:32daquela mudança hormonal
48:34que aquele indivíduo
48:35está passando.
48:36E isso, em alguns lugares
48:36do mundo, é respeitado.
48:37As aulas não começam às 7,
48:39já começam às 8,
48:40exatamente para aquela faixa etária
48:42que tem essa demanda.
48:44Então, assim,
48:45talvez a gente teria menos,
48:46entre aspas,
48:47É, os pais brincam com as crianças, né?
48:49Eu falo lá em casa,
48:50vocês estão acordando cedo
48:51na adolescência,
48:52vocês vão ver,
48:52vou acordar vocês cedo também.
48:54É, tipo,
48:55é, exato.
48:55Os crianças são mais matutinos,
48:57os pequenininhos,
48:58os adolescentes já são muito mais,
49:00mais vespertinos,
49:01às vezes,
49:02não chegam a ser vespertinos,
49:04mas precisam de mais tempo,
49:05precisam de mais tempo.
49:06É mais ou menos
49:079 horas e meia de sono
49:08nessa faixa etária.
49:10Ainda falando dos adolescentes,
49:11nesse período,
49:13eles têm um surto de crescimento,
49:15né?
49:16E para ter o surto de crescimento,
49:18para ter muita liberação
49:19de hormônio de crescimento,
49:20precisa dormir mais.
49:21Então,
49:22o sono é muito importante
49:23na adolescência,
49:24porque aquele surto
49:25do estirão que tem,
49:26acontece nesse período.
49:27Eu acho que vai ter
49:28um monte de adolescente
49:29compartilhando esse nosso
49:30programa de hoje
49:31com os pais,
49:32colocando placa
49:33na frente do quarto,
49:35respeitem o meu sono adolescente.
49:37Eu acho ótimo.
49:38Assim,
49:38já foi algumas,
49:40isso já foi discutido
49:41em várias mesas importantes
49:43no Brasil,
49:44sobre esse problema
49:44dos adolescentes,
49:46né?
49:46E,
49:47igual eu falei,
49:48isso é muito discutido
49:49lá fora,
49:49e alguns países
49:50já têm uma outra modalidade.
49:53Perfeito.
49:54Gente,
49:54você se identificou?
49:55Será que tem algum
49:56distúrbio do sono?
49:57Já está querendo procurar
49:58tratamento?
49:59A gente vai para um breve
50:00intervalo e volta
50:02para te contar
50:02como conseguir
50:04diagnóstico e tratamento
50:05para os distúrbios do sono.
50:31Estamos de volta
50:32com o seu Check Up Saúde
50:34com grandes especialistas
50:35falando sobre o seu sono,
50:37tá?
50:37Na hora de você colocar
50:39o seu em dia,
50:40vamos falar de tratamento
50:41para os distúrbios do sono,
50:43você aí que ronca,
50:44desconfiou que o seu companheiro
50:46tem uma apneia.
50:47E aí, doutora,
50:48tem tratamento,
50:50tem diagnóstico gratuito
50:52para quem depende de SUS,
50:53isso é possível
50:54ou é só para quem
50:55tem plano de saúde?
50:57Não,
50:57é possível,
50:58a gente consegue
50:59os equipamentos,
51:01principalmente para a apneia grave,
51:02a gente faz o uso
51:03do CEPAP,
51:04que é uma máquina, né,
51:05que é como se fosse
51:06um respiradorzinho menor
51:07que a gente usa
51:08para dormir.
51:09O CEPAP a gente consegue
51:11na rede pública,
51:11a gente dá entrada
51:12com o protocolo,
51:14com todos os itens
51:15e não temos dificuldades.
51:16Normalmente,
51:17os pacientes conseguem
51:18adquirir o equipamento,
51:19uma vez que você monta
51:21o processo,
51:22que ele está certinho,
51:23a gente não tem dificuldadezinhos
51:25no SUS fornecer esse equipamento
51:27e bons equipamentos.
51:28Nós estamos com dificuldade
51:30na execução da polisonografia,
51:33que é o exame diagnóstico.
51:34Então,
51:34para você dar o diagnóstico
51:35da apneia do sono,
51:36você precisa fazer
51:37uma polisonografia.
51:38E aí,
51:39no SUS,
51:39a gente está com dificuldade
51:40de realizar essa polisonografia
51:43pelo SUS.
51:43Mas o tratamento
51:45com o CEPAP
51:46para as apneias graves
51:47é uma coisa tranquila,
51:49seguindo o protocolo,
51:51colocando todos os itens
51:52que eles precisam,
51:53a gente dá entrada
51:55e não tem grandes problemas.
51:56Então, gente,
51:57para entrar com o seu processo
51:58é no CREM Metropolitano.
52:00Você pode entrar também
52:02no site da CESA,
52:04da Secretaria de Estado de Saúde,
52:05e se informar
52:06sobre como abrir um processo
52:08para conseguir o seu tratamento.
52:10Mas antes,
52:10você tem que ter tido
52:11um diagnóstico.
52:12Na dúvida,
52:13procure a unidade de saúde
52:14do seu bairro.
52:15E se você tem plano de saúde,
52:16você pode procurar
52:17uma gama de especialistas.
52:19Qual especialista
52:20seria inicialmente indicado?
52:23Um pneu, um otorrinho?
52:24Para indicar o tratamento,
52:26normalmente tem que passar
52:27por um especialista em sono.
52:29Como o Raul do Le falou,
52:30tem várias especialidades.
52:32É o médico do sono.
52:33Sim, é uma especialidade,
52:35é uma subespecialidade,
52:36vamos dizer assim.
52:37É uma área de atuação,
52:38como a gente fala na medicina.
52:39Então, várias especialidades
52:41podem ter essa titulação,
52:43faz prova,
52:44faz uma pós-graduação,
52:45enfim,
52:45tem que ter uma titulação
52:46específica em medicina do sono.
52:48Esse médico
52:49que pode fazer laudo
52:51de polisonografia,
52:52é esse médico único
52:53que pode dar entrada
52:54pelo SUS
52:55para poder pegar
52:56os equipamentos.
52:57É um especialista
52:58que pode ser um pneumologista,
53:00pode ser um neurologista,
53:01pode ser um psiquiatra,
53:02todos esses podem
53:03se especializar
53:04em medicina do sono
53:06e fazer esse tratamento.
53:07E aí,
53:08a odontologia do sono,
53:10a fonoaudiologia,
53:11outros especialistas
53:13vão complementar
53:14cada um dentro da sua área.
53:16Por exemplo,
53:17nas apneias mais leves,
53:18o melhor tratamento
53:19é o aparelho introral,
53:20de avanço mandibular.
53:22Isso é por conta
53:22da odontologia do sono.
53:24Às vezes,
53:24a odontologia do sono
53:25precisa da ajuda do fono.
53:27As crianças
53:28que têm muito problema,
53:30ou que fazem cirurgia
53:32otorrinolaringológica,
53:32ou que têm problema
53:33na dentição,
53:35e aí tem outros problemas.
53:36Então,
53:36entram vários especialistas,
53:38assim,
53:39normalmente,
53:40com formação em sono.
53:41Porque sono,
53:42igual eu falei,
53:43é um terço
53:44da vida da gente,
53:45ele tem que ter
53:47a sua atenção.
53:47E que bom que tem muito especialista
53:48estudando sono.
53:49Estamos chegando
53:50ao final desse
53:51Checap Saúde de hoje.
53:53Liberar a Eduarda
53:54para o seu soninho
53:55de domingo,
53:56depois do almoço,
53:57um almoço gostoso,
53:59vai descansar.
54:00Nós, especialistas,
54:01eu tenho certeza
54:02que estão doidos
54:02para te dar dica
54:03depois que a gente
54:04sair do ar aqui.
54:05Eu estou achando
54:06que ele vai ter
54:06uma consulta aqui hoje.
54:08Obrigada, viu,
54:08Eduarda,
54:09pela sua presença.
54:10Eu quero agradecer
54:11a doutora Aline.
54:11Isso para mim foi um prazer.
54:12Foi até bom ter vindo aqui
54:14porque eu aprendi
54:14muita coisa.
54:15Muita coisa que eu não sabia,
54:17eu aprendi
54:17e vou colocar
54:18em prática algumas.
54:19Que bom.
54:20Obrigada,
54:21doutora Jéssica Paulese.
54:23Obrigada,
54:24Raul,
54:24eu que agradeço.
54:26Doutor Raul,
54:27leortodontista,
54:28com essa especialidade
54:29de sono,
54:30vocês que acrescentaram
54:31tanto aqui para a gente.
54:32Querem deixar
54:32as redes sociais?
54:34Então,
54:35eu estou no Instagram,
54:37né,
54:37doutora Jéssica Paulese,
54:38tem um conteúdo legal
54:39lá de medicina do sono
54:40para quem se interessar,
54:42né,
54:42então entra lá.
54:43Eu entrei e adorei
54:44suas dicas,
54:45são muito práticas.
54:46Obrigada.
54:47Meu é Raul,
54:48não,
54:48arroba doutor Raul do Rossi.
54:50Perfeito,
54:51gente,
54:51então eu quero desejar
54:52a vocês um bom domingo,
54:54vamos aproveitar o feriado
54:56para colocar o sono em dia
54:57e espero vocês
54:59no próximo Check-Up Saúde.
55:00e aí
55:06e aí
55:06e aí
55:08e aí

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