- há 6 dias
Check-UP Saúde
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00:00Olá, sejam bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou a Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com
00:06os maiores especialistas em saúde do Estado.
00:09Tá vendo esse QR Code aqui na tela? Aponta seu celular pra ele. Através desse QR Code você pode me
00:16mandar perguntas lá na minha rede social,
00:18arroba doutora Alice Sarsinelli e também ter acesso às nossas colunas diárias no jornal Folha Vitória.
00:25Seja muito bem-vindo, aqui a casa é sua e a sua dúvida sobre saúde também vai ser minha.
00:33Sabe aquelas perguntas que você não tem coragem de perguntar nem pro espelho?
00:37Eu vou ser essa pessoa, vou fazer essas perguntas por você, porque hoje a gente vai falar de distúrbios sexuais,
00:44de gestação, de infertilidade com grandes especialistas do Espírito Santo. Fica aqui.
01:00Vou apresentar então os nossos grandes especialistas. Seja bem-vindo, doutor Luiz Sobral Vieira Júnior, ginecologista.
01:08É um prazer estar aqui com você e com essa equipe maravilhosa pra gente discutir temas tão pertinentes.
01:14Doutor José Augusto Almeida, que é andrologista, seja bem-vindo.
01:18Obrigado pelo convite, vamos fazer uma conversa boa aqui.
01:21Doutora Laysa Merizio Borges, que é ginecologista e especialista em fertilidade.
01:29Obrigada, Alice, pelo convite. Estou muito feliz de estar aqui e vamos falar sobre esses temas tão importantes.
01:35E temos a Adriana Berlim, que é jornalista, nutricionista, que hoje está aqui como nossa convidada nesse sofá
01:44pra contar um pouco da sua história, trazer aí o seu lado, a sua vivência nesse tema de gestação
01:49depois dos 40 anos também e ajudar quem está em casa e passa aí pelas mesmas questões,
01:55pelo mesmo momento de vida que você, a enfrentar melhor aí tudo que a gente vai conhecer da sua história.
02:01Seja bem-vinda, Adriana.
02:02Muito obrigada. Obrigada pelo convite, por estar aqui.
02:06E romper um pouco esse tabu, né? Vamos falar sobre os assuntos importantes.
02:10Perfeito. Mas vamos começar, doutor Sobral, falando sobre a preparação pra gestação.
02:16Ainda não estamos falando em fertilidade, estamos falando da fertilidade, em querer formar uma família.
02:22Quando a gente pensa em engravidar, quais os primeiros cuidados que a gente deve ter antes?
02:27O primeiro é não adiar muito, né?
02:30E aí, às vezes, se fizer despreparado mais cedo, é melhor, às vezes, do que deixar pra muito tarde e
02:37não conseguir.
02:38Mas é importante o controle do peso, a avaliação de anemia, um exemplo preventivo, um check-up ginecológico completo,
02:46a avaliação da glicemia, da glicose, pela incidência alta de diabéticos que nós temos,
02:52e a avaliação da tireoide, que é comum o distúrbio de tireoide na mulher.
02:55Então, um bom check-up geral, feito por um ginecologista, antes de planejar a gravidez.
03:01E, em muitas situações, uma avaliação nutricional com a complementação, principalmente, de ácido fólico,
03:07que é fundamental pra formação do tubo neural da criança.
03:10Isso tudo vai garantir uma gravidez mais tranquila, uma gravidez mais planejada.
03:16E o ácido fólico a gente consegue na farmácia popular, né?
03:19Tendo a receita dele, a gente pode conseguir gratuito em qualquer farmácia, né, doutor?
03:23Gratuitamente na farmácia cidadã, com certeza.
03:25Então, ela deveria procurar a unidade de saúde do seu bairro, ou o seu ginecologista,
03:31e obter as receitas dessas medicações prévias à gestação, né?
03:35E esses exames básicos todos também são feitos pela rede SUS, né?
03:38Tanto pela rede SUS, como pela saúde suplementar.
03:42Perfeito. Gente, aqui a gente gosta de sentir na pele.
03:45Então, a gente vai ouvir agora a história de uma gestante,
03:49como é que foi pra ela engravidar, e ela tem também uma dúvida.
03:51Se você tiver a sua dúvida, não deixe de mandar também pra gente.
03:55Meu nome é Marcele, eu tenho 28 anos.
03:59Atualmente, eu tô gestante do Joaquim, de 28 semanas, né?
04:03Pra quem não entende muito, tá no início do sétimo mês.
04:06Eu vou falar um pouquinho de como é que foi.
04:09Eu e o meu marido, já estamos casados já há um bom tempo,
04:12estávamos planejando uma gravidez aí pro ano que vem,
04:15mas eu já tava sem tomar remédio há um tempo, né?
04:17Já tinha saído do método hormonal, e tava fazendo uma tabelinha.
04:22E planejando pro ano que vem, porque a gente achava que ia demorar pra engravidar.
04:26A gente achava que seria um ano, até mais, né?
04:29Por conta de oito anos tomando anticoncepcional.
04:33E foi muito rápido, justamente no período ali que a gente tava monitorando na tabelinha,
04:38ovulei, e na semana aconteceu de engravidar, e eu descobri bem no iniciozinho com quatro semanas.
04:46E eu queria saber se realmente pra quem tá tentando engravidar,
04:49se o método de tabelinha é um método confiável, né?
04:52Pra você monitorar seu ciclo, pra saber e garantir mais essa chance de maior probabilidade de engravidar.
05:00Doutora Lays, a gente sabe que muita gente usa tabelinha,
05:03tanto pra engravidar quanto pra não engravidar, né?
05:07Como um método contraceptivo.
05:10Vale a tabelinha?
05:11Então, hoje tá bem comum, inclusive em aplicativos, né?
05:16As pacientes fazem o acompanhamento,
05:18e o objetivo da tabelinha é estimar o período ovulatório.
05:23Mas ele só é válido se a paciente tiver ciclos regulares.
05:27Se ela tiver ciclos irregulares, ela vai ter uma grande dificuldade de estimar esse período.
05:33Inclusive, os ciclos irregulares têm uma relação importante com a ausência de ovulação.
05:38Então, não é em todo caso que vai funcionar.
05:42Perfeito.
05:42E doutor, o senhor falou, né, da gente correr aí, quando der, pra poder engravidar.
05:48Mas quando deve se adiar?
05:50Quais as condições da mulher ou do homem que deve fazer esse casal a pensar em adiar a gestação?
05:56Fora o problema financeiro, né?
05:58Que a primeira coisa que a gente pensa é se vai dar conta, mas...
06:02Sem dúvida.
06:02Mas até queria pegar o gancho da Marcele, que falou ali pra gente, né?
06:06Que é uma aluna da Odonto, lá da UFES.
06:08Que alguns projetos a gente tem que empurrar com a barriga.
06:12Então, é melhor engravidar, mesmo não estando fazendo faculdade, né?
06:15Porque, às vezes, com a pessoa, vai ser difícil formar, fazer mestrado, doutorado, né?
06:19É um negócio que os neurônios, eles sabem esperar.
06:22Os óvulos, não.
06:24Então, nós temos que acolher a gravidez na paciente mais idosa.
06:29Nós temos técnicas hoje de reprodução assistida, né?
06:33Mas não adiar muito é fundamental.
06:35Mas se a pessoa está com a pressão alta, né?
06:37Está com a diabetes compensada, né?
06:40Tem algum tratamento pra fazer?
06:42Recentemente, por exemplo, um paciente com 39 anos me procurou
06:46pra começar a engravidar e nós diagnosticamos o câncer de mama.
06:51Então, nós temos que preservar a fertilidade dela e tratar o câncer de mama primeiro.
06:55Mas não esquecendo que ela precisava salvar óvulos, né?
06:59Tentar congelar os ovos, tentar pensar nesse futuro reprodutivo dela,
07:04mesmo diante de um diagnóstico tão ruim.
07:06Então, assim, a saúde da mulher vem em primeiro lugar, né?
07:11É importante que a pressão esteja controlada, que a diabetes esteja controlada,
07:16que ela tenha uma ausência de infecções, né?
07:20E também ausência de doenças neoplásicas.
07:24Então, essas são as situações que aí não tem jeito.
07:26A gente tem que adiar um pouco e preservar a saúde dessa mãe.
07:29É lógico, o casal tem que se preparar, mas essa questão de preparar financeiramente,
07:35vai empurrando com a barriga e dá certo.
07:38Doutor, e o homem?
07:39Tem alguma doença dele que ele deve evitar, né?
07:42Nesse período que sua mulher engravide, deve evitar nesse momento?
07:46Na verdade, assim, é difícil o homem se preocupar com isso, né?
07:49A mulher vai no ginecologista, toma as suas vitaminas, muda o estilo de vida
07:53e o homem continua do mesmo jeito que o piscinado estivesse acontecendo.
07:56E isso é ruim, a idade paterna influencia, aumenta a infertilidade, aumenta aborto também.
08:02E a parte nutricional, então o estilo de vida dele, ele bebe, ele fuma, ele é sedentário,
08:07ele é obeso, ele é diabético, isso tudo tem que ser tratado também, tem que ser visto.
08:12Então, assim, seria interessante a gente estimular esses homens a procurar o andrologista
08:16também quando ele quer ter o filho, né?
08:18O andrologista, então explica pra gente a sua especialidade.
08:21Eu acho que muita gente não conhece, né, gente?
08:23Explica, doutor.
08:24Então, a andrologia é uma subespecialidade da urologia, né, todo andrologista, ele é um urologista
08:30e aí ele se subespecializa nessa parte de disfunção sexual e reprodutiva masculina.
08:36Então, aí a gente vai, obviamente, investigar caso...
08:40Bom, agora nós estamos falando que o paciente quer ter filho e não sabe ainda que tenha infertilidade.
08:44Então, seria uma orientação geral, né, de qualidade de vida, de saúde, de medicamentos que ele usa,
08:51doenças que ele pode pré-existir, isso tudo a gente tem que ver, exato.
08:57É, porque fica muito voltado pra mulher, né?
09:00A gente já tem toda a carga aí que é inevitável e é de muita alegria também carregar o filho,
09:07amamentar, né?
09:08Que a mulher realmente é insubstituível.
09:10E, às vezes, o homem fica invisível nesse processo e as pessoas não enxergam que, às vezes,
09:16a questão de saúde pode estar nele, né?
09:18Exato.
09:19É interessante que, por muitos anos, a gente focou muito na mulher, né?
09:23As investigações eram muito femininas, muitos exames pra mulher.
09:28Atualmente, o olhar tá mais voltado pro homem do que antes, né?
09:32Pro casal.
09:33Porque a gente sabe que o peso é o mesmo, né?
09:3650% do espermatozoide e 50% do óvulo.
09:40Então, antes a gente pedia só espermograma pro marido.
09:43Agora não.
09:44A gente investiga mais a fundo.
09:47A gente pede ultrassom, pede exames genéticos.
09:50Então, é uma investigação mais ampla e isso tem melhorado, né, os resultados.
09:55Mas essa investigação, doutora, a gente faz uma gravidez normal ou não?
09:59Na infertilidade, no casal infértil.
10:03Perfeito.
10:04E a doutora Gisele Lorenzoni, nosso endocrinologista do Vida Saudável,
10:08que traz sempre muita informação pra gente lá no Folha Vitória,
10:11vai explicar a relação entre endocrinologia e a gestação.
10:17Existem muitos fatores que podem influenciar a gestação de uma mulher.
10:21Alguns fatores levam à infertilidade, porém, quando tratados de forma adequada,
10:27facilitam essa gestação.
10:29Dentre eles, a gente tem a idade, tem a saúde da mulher.
10:34E dentre esses problemas, existem as alterações hormonais que podem estar implicadas na infertilidade.
10:39As mais comuns são o hipotireoidismo e a síndrome de ovários policísticos.
10:44O hipotireoidismo é uma disfunção da glândula tiroidiana,
10:48em que você tem uma menor quantidade de hormônios circulantes.
10:52E isso pode favorecer a infertilidade dessa mulher.
10:56Fazendo o tratamento adequado, diagnóstico no tempo correto,
11:00o tratamento correto, mantendo esses hormônios de forma equilibrada,
11:04você consegue que essa mulher engravide e mantenha uma gestação normal.
11:08A síndrome de ovários policísticos também é uma condição que leva à infertilidade na mulher,
11:13e que você tem alterações metabólicas, muitas vezes associada a um ganho de peso,
11:19e se tratado de forma adequada, com controle alimentar adequado,
11:23prática de atividade física, muitas vezes sendo necessário o uso de medicação,
11:28você também consegue fazer com que essa mulher mantenha uma ovulação adequada,
11:33favorecendo a essa mulher engravidar.
11:36Então, portanto, não pode deixar de faltar, durante a avaliação de infertilidade,
11:41a avaliação hormonal.
11:43Porque esses podem sim estar implicados em processos de infertilidade,
11:47mas se diagnosticados e tratados de forma adequada,
11:50consegue fazer com que essa mulher engravide e tenha uma evolução normal na gestação.
11:57Bom, agora eu quero entrar um pouquinho no tema da gravidez depois dos 40 anos.
12:01A Adriana vai contar a história dela, mas eu vou começar trazendo aqui para a roda
12:05a história da Cláudia Raia, que ficou grávida com 55 anos,
12:10e a nossa telespectadora tem uma dúvida para a gente puxar o gancho desse assunto.
12:15Vamos ver o que ela quer perguntar.
12:16Boa tarde. Eu gostaria de saber sobre essa questão da gravidez da atriz Cláudia Raia,
12:24que me deixou preocupada, porque eu, no momento agora, tenho 60 anos.
12:30Então, como é que fica? Corri esse risco também?
12:35E aí, doutora Laysa, até que idade a gente pode engravidar?
12:40A Luciana está em risco?
12:41Pois é. 60 anos, certamente.
12:45Ela está na menopausa já e a Cláudia Raia também estava.
12:49Então, de fato, é muito atípico o que aconteceu com ela.
12:53Foi natural?
12:55Ela fala que foi, né?
12:58Enfim, é muito raro, né? Não sei, pode ter sido uma exceção.
13:02Mas a gente sabe que a mulher, ela tem uma característica de que os óvulos,
13:07os seus óvulos não se renovam ao longo da vida.
13:10Então, a quantidade de óvulos que nós produzimos,
13:14quando nós estamos sendo geradas no útero materno,
13:18é o número de óvulos que nós vamos ter para o resto da vida.
13:21Então, esses óvulos, a partir da puberdade, vão sendo consumidos progressivamente
13:26e a reserva ovariana vai diminuindo.
13:29A cada menstruação vão-se os óvulos.
13:30É, a cada ovulação, menstruação, a gente vai tendo um consumo desse estoque de óvulos.
13:36Se o estoque não se renova, a tendência é que ele vá acabando, né?
13:41Por isso que a gente entra na menopausa.
13:44A gente tem uma falência ovariana, esgota esse estoque de óvulos
13:48e aí a gente caminha para a menopausa.
13:50Os óvulos que não ovulam, vamos dizer assim, né?
13:53Os que ficam envelhecendo lá no ovário, eles também têm uma perda da sua qualidade.
13:59Então, estruturalmente, o óvulo vai ficando com muitas dificuldades na hora da divisão celular
14:05e a gente começa a ter um risco muito alto também com a idade de ter bebês com síndromes genéticas.
14:11Então, principalmente isso acontece depois dos 38, 40 anos, né?
14:17E quanto mais tarde a mulher tenta engravidar, menor é a taxa de fertilidade,
14:23maior é o risco de abortamento e maior é o risco dela ter um bebê com síndromes.
14:28Então, aos 55 anos, na literatura, a gente nem tem estimativa para isso, de tão atípico e raro que é.
14:35Mas você falou da mulher e do homem, a idade do homem também conta, mesmo sendo jovem,
14:42uma jovem de 20 anos com um homem de 60 anos.
14:45Como é que a gente faz essa probabilidade aí em relação a síndromes, a saúde do bebê, a aborto?
14:51A gente sabe exatamente, isso aumenta o risco de, como eu citei anteriormente, de aborto, de infertilidade,
14:58especialmente depois dos 50 anos.
15:00Do homem.
15:01Do homem.
15:01E da mulher, 38.
15:0335, a gente já sabe que tem uma perda mais importante.
15:06No homem, assim, lógico, 40 seria uma data, uma idade boa ali de 40 para baixo.
15:13Para cima, você já começa a ter aumentos até de doenças genéticas também, né?
15:18Não só síndrome de Down, tal como distrofias musculares e outras alterações, tá?
15:23Alguns cânceres são ligados à idade paterna, avançada, então não é isento de risco.
15:30O câncer que a criança vai apresentar no futuro.
15:32Exato, exato.
15:33Tem a ver com a idade paterna.
15:34Tem a ver com a idade paterna.
15:35Do pai.
15:35Do pai.
15:36Interessante.
15:37Vamos trazer a Adriana aqui para contar um pouquinho da sua história, para a gente criar a identidade,
15:42trocar um pouquinho de informação.
15:44Adriana, seja bem-vinda, conta aí para a gente um pouquinho da sua história.
15:47Pois é, eu tenho 40 anos de idade e eu decidi fazer uma, como você me apresentou, eu também sou
15:53nutricionista,
15:54e eu decidi fazer uma nova faculdade, né, depois, né, já tenho quase 20 anos como jornalista,
15:59e foi quando meu marido falou assim, vamos ter um filho.
16:03E aí, eu fiz exatamente o que o senhor falou para não fazer.
16:06Eu falei, não, mas calma aí, deixa eu fazer a minha faculdade, porque já trabalho, né?
16:12E eu falei, vamos esperar.
16:15E eu tenho síndrome do ovário policístico, né, eu tomo anticoncepcional, comecei aos 19 anos de idade,
16:22e eu tomei até agora, aos 40, né, foram 21 anos tomando anticoncepcional.
16:27E aí, eu falei para ele, então, o seguinte, vamos, quando eu estiver no meu último ano, eu paro com
16:33o remédio.
16:33Mas aí, um ano antes, eu falei com a minha endócrina, e eu comecei um acompanhamento, né, já,
16:38para poder tirar esse remédio, fazer tudo certinho, que eu já imaginava, eu já tenho uma idade avançada.
16:44Eu tenho ovário policístico, eu nunca parei de tomar o remédio.
16:48E vamos ter um cuidado maior.
16:52E meu marido também tem 48 anos agora, né, ele também, ele já é pai, né, ele tem um filho
16:58do primeiro casamento.
17:00Mas, como o senhor mesmo disse, né, o homem vai ficando mais velho e também apresenta risco.
17:05A gente tem uma vida saudável, né, praticamos atividade física, não fazemos, não fumamos, a gente bebe muito raramente, socialmente.
17:14Então, eu falei assim, não, vou tirar então o remédio agora e vou fazer a tabelinha até o meio do
17:20ano.
17:22E deu certo a tabelinha.
17:25Fui tomando a tabelinha até o meio do ano.
17:28E aí, quando eu realmente, assim, falei, agora deixa, entrega para Deus, eu realmente engravidei, foi até muito rápido, né,
17:37eu engravidei e só que com seis semanas eu perdi, né, gestação.
17:43Foi de uma forma natural, é, a médica me falou assim, se você não, era capaz de você achar que
17:48atrasou a sua menstruação, né,
17:50eu não, graças a Deus, não precisei fazer nenhum procedimento, né, foi natural, fiquei um tempo em casa de repouso.
17:58E aí, para mim, é lógico que a gente fica triste, né, a gente fica assim, poxa, né, eu queria
18:03tanto.
18:03Mas a gente também pensa assim, olha, eu consegui, eu consegui rápido.
18:08Então, assim, eu fiquei mais alegre do que triste.
18:12Já meu marido, ele ficou mais triste, assim, eu senti que ele ficou triste, ele queria contar para todo mundo
18:17e tal.
18:18É, cada um sente de um jeito, né.
18:20E foi há pouco tempo, aí tem umas três semanas que eu fui liberada a voltar a tentar de novo,
18:26né.
18:26E tá animada.
18:26E aí, tô animada.
18:28E uma coisa, assim, que eu queria trazer como dúvida, como eu comentei, a gente faz atividade física, né,
18:34a gente faz triatlon, a gente faz muita atividade física até.
18:38E aí, inclusive, no dia que eu descobri que eu tava grávida, eu corria garoto.
18:41Eu corria garoto, maravilhosa.
18:44Aí, fui visitar meus pais no domingo à noite, depois de correr garoto, pra contar da prova.
18:49E minha mãe tá no meu ouvido, minha filha, olha, você tá grávida, você tá grávida.
18:53Fui lá na farmácia, peguei o teste, tava.
18:55Foi assim que eu descobri, depois de correr 16 quilômetros.
18:58Se você soubesse, você teria corrido?
19:00Eu não teria corrido.
19:01Veio a culpa.
19:02E aí, a gente fica assim, pois é, eu perdi.
19:05Eu tenho acompanhamento, ela fala, não, tudo bem.
19:08Mas eu acho legal a gente trazer isso.
19:11E aí, como que fica a atividade física?
19:15Até que ponto é saudável e não é?
19:18Porque fica a culpa.
19:20Fica a culpa.
19:21A gente sabe que o aborto é muito comum, né?
19:24Doutora Laysa, pode trazer alguns dados pra gente?
19:26Então, com 40 anos, né, que é a sua idade, o índice de aborto é mais ou menos 30%.
19:33Abaixo dos 35, 13%.
19:36Então, é aquela diferença que eu falei, né?
19:38Quanto mais tarde a mulher engravida, maior é o risco de aborto, justamente por causa das alterações cromossômicas.
19:46Porque os óvulos já estão mais envelhecidos e aí, na hora da divisão celular, acontecem mais erros de divisão.
19:53E aí, os embriões formados tendem a ter mais alterações genéticas.
19:57Muitas incompatíveis com a vida, então nem chega a implantar e aí a gente tem infertilidade.
20:02Mas algumas começam, né, o processo de implantação, mas a gravidez não vai adiante porque também é incompatível com a
20:09vida.
20:10Principalmente os abortamentos do primeiro trimestre, que acontecem até 12 semanas, são por causa de alteração genética do embrião.
20:18Então, não foi a corrida.
20:20Não, imagino que não.
20:22A mulher pode...
20:23A leitura da Adriana é uma leitura legal, né?
20:25Porque, assim, o óvulo estava lá, o espermatozoide estava lá, a trompa trouxe o óvulo até o útero, né?
20:34Então, testou ali, fez o aborto, ele tem esse aspecto de deu uma testagem na máquina.
20:39Está tudo funcionando, né?
20:40Está tudo funcionando.
20:41É.
20:42E eu espero que vocês consigam a próxima gravidez, né?
20:46Sim.
20:46Mas falando um pouco na parte do exercício, né?
20:49Você veja bem, a Ana Moser, quando era atleta de vôlei, ela jogou uma Olimpíada grávida.
20:54Ela jogou uma Olimpíada com seis meses de gravidez.
20:56Então, quando a pessoa já é uma atleta de alta performance, né, isso tem uma repercussão menor.
21:02Ó, é lógico que você é engravidor, querer se tornar uma atleta de alta performance durante a gravidez não é
21:07aconselhável, né?
21:08Mas você já faz triatlo e tudo.
21:11Tem alterações ligadas à prolactina, que a prolactina pode aumentar pelo exercício físico.
21:16Então, essa avaliação endócrina que você fez, ela é fundamental, né?
21:20Hoje existe até uma subespecialidade da ginecologia, aqui em Vitória não tem ainda, que é o ginecologista do esporte.
21:28Que é só para tratar justamente dessa mulher esportista, né?
21:33Em São Paulo já tem mais colegas se dedicando a essa especialidade.
21:38Mas é uma coisa que, tranquilizando, é só a mãe se ela não estiver nos ouvindo, né?
21:43A garota não teve nada a ver com isso, provavelmente.
21:47E a gente fica aqui na torcida para que dê tudo certo para vocês.
21:50E a gente sempre fala, né?
21:52Hoje tem técnicas de reprodução assistida, estão meus dois amigos aqui.
21:56E tem sempre a possibilidade também da adoção, né?
21:59Porque toda criança é adotiva, né?
22:01Mesmo quando vocês conseguirem, vocês vão ter que adotar essa.
22:04Às vezes a mãe adota, às vezes a mãe adota e o pai não adota.
22:08Às vezes o pai adota e a mãe não adota.
22:09Tem um amigo meu que é o caso, ele criou a filha dele.
22:12Porque quando a mulher estava grávida, ele queria casar com ela.
22:15Falou um erro, não justifico o outro.
22:16E ele cuidou da filha dele e a mulher não adotou.
22:20Então toda criança é adotiva, independente se ela é biológica ou não, né?
22:24E é também uma forma de sucesso de constituir família.
22:28Que a gente sempre tem que incentivar também, né?
22:31Que eu acho que é a questão daquele desejo de construção de família, né?
22:36Que é uma forma também bacana.
22:38E você fala assim, ah, mas eu conheço casos que deu errado.
22:41Eu também conheço casos que deu errado de filho natural.
22:43De todas as formas.
22:44Se você decidir ter filhos, tenho a certeza, vai dar algum problema.
22:48Certeza a gente não tem.
22:49Vai dar alguma merda.
22:52Certeza a gente não tem.
22:54Doutora Laysa, mas a infertilidade, ela é um problema de saúde pública,
22:58considerada pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde mesmo.
23:03Como que são esses números?
23:04É muito comum?
23:05A infertilidade tem uma incidência de 20% na população com idade reprodutiva, né?
23:13Então, se a gente pensar, a cada 10 pessoas, duas vão ter, vão sofrer com a infertilidade.
23:20É muito prevalente e a prevalência tende a aumentar, principalmente pela inserção da mulher no mercado de trabalho.
23:27E como o Sobral colocou, a mulher vai adiando a maternidade em prol da vida profissional, né?
23:35De uma série de questões.
23:37Vai se preparando, se preparando, se preparando.
23:39E os óvulos vão envelhecendo.
23:40Por mais que a gente se cuide muito hoje, a gente tenha muita consciência, né, dos hábitos de vida saudável,
23:47o envelhecimento, ele é contínuo, né, nos ovários, nos óvulos.
23:51Então, a gente não consegue retardar, a gente não consegue mudar isso.
23:55Então, nós percebemos que tem sido cada vez mais prevalente.
24:00A procura de casais por clínicas de reprodução também tem sido cada vez maior.
24:05E o grande alerta que fica é esse mesmo.
24:07É não postergar, né, pra mulher, principalmente, que não tem essa renovação dos óvulos.
24:13E se precisar adiar, o ideal é que congele os óvulos por volta dos 30 anos, no máximo até 35
24:22anos de idade.
24:23E aí, esse congelamento...
24:24Ganhar mais um tempinho.
24:25Ganhar mais um tempinho.
24:27No caso da Adriana, por exemplo, o congelamento ainda seria uma possibilidade?
24:32Então, a Adriana, ela quer engravidar nesse momento.
24:35Então, o dela já não precisaria congelar óvulo, né?
24:38Inclusive, foi o seu primeiro aborto?
24:40Foi.
24:40Então, um abortamento é comum, né, nas mulheres, independente da idade.
24:45Então, diante de um abortamento, a gente também não precisa de se precipitar e pressioná-la, né,
24:53e falar, não, agora só vai dar certo com o tratamento.
24:56Não é por aí.
24:57Pode perfeitamente acontecer de você engravidar novamente e ter o seu bebezinho de forma natural.
25:02Agora, quando a gente começa a ter abortos recorrentes...
25:05A partir de quantos, doutora?
25:07A literatura fala três, alguns livros falam dois, né?
25:10A partir do segundo abortamento, já vale a pena começar pelo menos a investigação.
25:15Se existe alguma outra causa...
25:17Feminina ou masculina...
25:19Exatamente.
25:19Porque a gente trouxe aí o homem pra roda, né?
25:22Se existe alguma outra causa que esteja ocasionando essas falhas, né, de evolução gestacional ou abortamento.
25:31E aí, se houver, a gente tratar pra evitar um novo episódio.
25:34O abortamento é muito sofrido, né?
25:38Emocionalmente, abala muito mesmo o psicológico.
25:41Então, eu recebo muitas mulheres que no primeiro abortamento já querem fazer a investigação.
25:47E assim, não é errado, mas também não é recomendado.
25:50Porque pode não ser nada e na próxima gravidez dá tudo certo.
25:53Mas pra evitar um novo sofrimento, muitas preferem investigar, pelo menos, né?
25:59E se a gente encontra alguma alteração, aí sim a gente vai focar na alteração que a gente encontrar.
26:06Então, por exemplo, a gente poderia fazer exames genéticos no casal, né?
26:11Exame seminal e tal.
26:13E se a gente encontrar alterações, como o Sobral colocou, a medicina reprodutiva, ela oferece um recurso que é a
26:20triagem genética pré-implantacional.
26:23Então, a paciente pode fazer uma fertilização in vitro e estudar o embrião antes de colocar no útero.
26:29Mas isso implica numa escolha? Pode escolher sexo?
26:33Não.
26:33Pode... não.
26:34No Brasil, a sexagem é proibida. Só pode ser escolhido o sexo do bebê em doenças ligadas ao sexo.
26:41Na verdade, você tá descartando os embriões que não seriam viáveis.
26:45Exatamente.
26:45Descartando doenças apenas, mas sem revelar sexo e número de bebês de embriões.
26:54Que são analisados, você fala?
26:56Que a pessoa pode...
26:56Então, vai depender da reserva ou de...
26:58Ela pode escolher?
26:59Não, que ela pode transferir.
27:01Então, quando é embrião biopsiado e saudável, no máximo dois.
27:06Um ou dois, a resolução permite.
27:08Não mais que isso.
27:09Agora, quantos ela vai biopsiar, vai depender de quantos embriões ela vai obter.
27:14Aí depende da reserva bariana.
27:15Biopsiar seria estudar pra ser implantado na barriga dela.
27:18Exatamente.
27:19Implantar de vez um ou dois.
27:21Isso.
27:22E ela pode escolher se vai ser um ou dois?
27:23Pode.
27:25Atualmente, a recomendação é que a gente transfira um embrião, embrião único, pra evitar
27:30a gemelaridade.
27:32Porque a gravidez gemelar, ela é mais delicada, ela tá mais relacionada com comorbidades na
27:40gestação, hipertensão, diabetes, prematuridade.
27:43Então, a gente visa evitar.
27:44E quem tá tentando engravidar?
27:47Você falou, a Adriana agora tá tentando engravidar.
27:49Não seria o caso dela congelar.
27:51Mas a partir de quanto tempo de tentativa a gente já pensaria em congelar o óvulo?
27:56Então, no caso dela, que já quer engravidar, não tem indicação de congelamento de óvulos.
28:02Porque ela já quer engravidar.
28:03O congelamento é quando a mulher não quer engravidar no momento ou não pode.
28:08Por exemplo, uma paciente oncológica.
28:11Então, a gente vai congelar.
28:12O tratamento de câncer tem que esperar, enquanto isso ela congela os óvulos dela.
28:17Exatamente, antes de começar a quimioterapia.
28:18O tratamento.
28:19E sempre que ela tem o parceiro, a preferência é congelar o embrião, né?
28:23Exatamente.
28:24Porque o embrião sempre já vai ter um resultado um pouco melhor do que o óvulo.
28:27Exatamente.
28:27Se ela já tem o parceiro definido, né?
28:30Porque a gente sabe, na verdade, que é muito difícil pra mulher, né?
28:33Porque ela disputa o mercado de trabalho de igual pra igual.
28:37Então, a gente se forma normalmente com 28, 26 anos e tal.
28:43Começa a entrar no mercado de trabalho e aí o mercado vai absorvendo, né?
28:48Com 35, às vezes você tá naquela oportunidade de se tornar uma gerente, se tornar uma âncora do jornal.
28:54Então, é difícil abrir mão, né?
28:56Mas aí teria que pensar em congelar óvulos.
28:59Se você vai adiar muito a gravidez e não tem o parceiro, congelar óvulos.
29:03Se tem o parceiro, pode-se pensar até em congelar o embrião.
29:06Mas o ideal é que se toque alguns projetos com a barriga, por mais que isso seja difícil.
29:11Sim.
29:11Literalmente, né?
29:12Sim.
29:12Então, mas aí no caso dela, ela não tá em indicação de congelamento de óvulos.
29:16Se fosse fazer algum tratamento, seria já pra engravidar nesse momento, entendeu?
29:22No caso que vocês duas que gostam muito de correr, é não correr.
29:24É ficar junto ali.
29:34Então, uma observação aqui específica do caso de vocês, né?
29:37Da parte masculina.
29:38Eu vou falar aqui, já que eu tô aqui pra levantar um pouco e valorizar essa parte masculina.
29:43A idade dele é um fator, né?
29:45Que a gente poderia pesquisar.
29:47E o excesso de atividade física, pelo menos na parte masculina, não é bom.
29:52Você aumenta muito o radical livre.
29:53Os permogramas são piores, de alta performance, são piores do que quem faz uma atividade física
29:59três a quatro vezes por semana, uma horinha.
30:01É o ideal.
30:01Moderado, né?
30:02Moderado, tá?
30:03Então, assim, é pior até quase, em alguns casos é pior que o sedentário.
30:07Então, assim, o exercício em alta performance pra reprodução não é bom.
30:11Então, vale a pena ele fazer um espermograma, qualquer coisa que a gente conversa depois.
30:15Teria que avaliar o casal, como sempre, o ideal é esse, né?
30:19Não só a mulher, né?
30:20Como a gente não fala muito sobre o homem, ainda mais ele, que já é pai, né?
30:24Tem um filho, entendeu?
30:25Então, comigo tá tudo bem.
30:27O homem acha que tá tudo bem.
30:28Esse é o pensamento geral, né?
30:31Eu já tenho aqui o certificado com o meu filho de que eu vou gerar um filho.
30:34Mas ele representa uma outra idade, né?
30:37Sim, passou até a frente.
30:38É o que a gente deixou bem claro.
30:40Exato.
30:41Perfeito.
30:42Vamos trazer mais uma dúvida de ouvinte aqui pra gente?
30:47Doutor, a gente ouve muito falar de menopausa das mulheres e andropausa.
30:52O homem tem andropausa a partir de que idade?
30:57Então, aí o homem não tem uma andropausa especificamente, né?
31:01Não, não tem.
31:02Esse termo veio por causa da analogia com a menopausa feminina.
31:07A mulher realmente tem uma data, como a doutora Lays falou, que para de menstruar, acabou, acabou.
31:13O homem não tem isso.
31:14Ele não tem um momento onde ele para de produzir testosterona.
31:16Não existe.
31:17Então, ele vai tendo uma queda progressiva.
31:19A gente chama de deficiência androgênica do envelhecimento masculino.
31:23Que é uma queda progressiva da testosterona a partir dos 40 anos.
31:28E uns caem mais, outros caem menos.
31:29Então, o homem pode ter a tal da andropausa, vamos dizer, a necessidade de reposição de hormônio.
31:34A partir dos 50, dos 60, dos 70 ou nunca precisar.
31:38E o que ele sente para saber que ele precisa e o outro não precisa?
31:42A gente tem que, para dar um diagnóstico, a gente precisa associar sintomas e dosagem hormonal, né?
31:47Exatamente.
31:48Testosterona.
31:48É, exatamente.
31:50E sintomas, queda de desejo, da libido, cansaço, fadiga, irritabilidade.
31:56São sintomas também muito subjetivos, que às vezes pelo estresse, pelo desgaste de relacionamento, a gente confunde um pouco.
32:03Então, não dá para só...
32:04O parceiro chega lá, doutor, estou muito cansado, eu não quero ter relação com a minha parceira, porque a minha
32:10testosterona está baixa.
32:11Aí você vai dosar, está autônomo.
32:13Então, ou seja, mistura-se muito esses sintomas.
32:15Mas precisa dosar para descobrir, para bater o martelo e o exame de sangue.
32:19A própria disfunção erétil, né?
32:21É um fator.
32:22Então, a gente tem algumas coisas clínicas, né?
32:25De diagnóstico clínico, sinais e sintomas, mas tem que ter uma comprovação de laboratório.
32:30A disfunção erétil para o homem também é um tabu, né?
32:33A partir de quando que essa disfunção passa a ser um problema?
32:38Então, a disfunção erétil, a gente classifica leve, moderada e severa, né?
32:42Tem aquele que não consegue a penetração nunca, de jeito nenhum.
32:45Não tem rigidez para ter a penetração.
32:48E essa é a disfunção severa.
32:49O outro, ele tem aquele pênis que fica mais ou menos, ainda consegue, alguma coisa.
32:54E o outro é mais leve, esporádico, às vezes tem psicosomático, ele fica nervoso por algum motivo.
33:01Então, a gente tem várias formas de diagnóstico, várias causas para isso.
33:05Até cirurgias também, câncer de próstata, ele tem disfunção erétil, câncer de cólon.
33:10Então, alguma cirurgia também, causa de disfunção erétil, diabetes.
33:15O comum mesmo é diabetes, hipertensão, a idade avançada.
33:19E procurar um endologista, então, seria, né?
33:23Para investigar.
33:24Para investigar a causa e o tratamento.
33:26Nós temos vários tratamentos também para isso.
33:28Vamos trazer mais uma dúvida aqui.
33:32A pergunta é, quando que a gente sabe que a gente está realmente na menopausa
33:36e não tem mais chances de engravidar?
33:39Acho que está todo mundo ainda pensando na Cláudia Raia, né?
33:42Meu Deus, achei que eu estava livre e agora?
33:45Assim, conceitualmente, a gente considera a menopausa um ano sem menstruação, né?
33:50Mas o climatério, ele começa um pouco antes, né?
33:53Então, didaticamente, a gente fala assim, dos 35 aos 45, é o climatério pré-menopausal.
34:00Dos 45 aos 55, é o período que a menstruação vai parar.
34:06Então, pere-menopausal e depois dos 55, pós-menopausal.
34:09Mas a idade da menopausa é dos 40 aos 59.
34:13Antes dos 40, menopausa precoce.
34:15Se for antes dos 30, tem até que fazer carotipagem para avaliar alterações genéticas, né?
34:24E aí, a parada da menstruação, o aumento do FSH, né?
34:30A avaliação hormonal é que vai dizer para a gente se ela tem chance ou não de gravidez.
34:35Mas acontece em pacientes de menopausa precoce, que tem uma ovulação tardia,
34:40e tem um caso excepcional, igual o de Cláudia Raia aí, né?
34:44Uma coisa que eu gosto muito de colocar para os meus pacientes é a idade da mãe,
34:48que 85% das vezes coincide a idade da menopausa da mãe com a idade da mulher.
34:54Ah, a gente perguntar para a nossa mãe a idade que começou a menopausa dela.
34:58O normal, o mais comum é os 50, se a mãe entrou na menopausa aos 50, ok.
35:02Ela deve entrar na menopausa aos 50, a fertilidade vai cair muito 10 anos antes.
35:07Mas se a mãe entrou na menopausa aos 42, a fertilidade dela pode começar a cair a partir dos 32.
35:14Então não é matemática, é muito individual, mas essa idade da mãe, ou a idade de uma irmã,
35:19é um parâmetro bacana que ela pode pensar se ela tem mais tempo ou menos tempo, né?
35:26Se ela vai congelar o óvulo mais cedo.
35:28Sim, é um alérgico.
35:29Tem razão também com a menarca ou com a primeira menstruação?
35:31Não, a única informação que tem mais relação é com a idade da mãe.
35:36E gente, olha que interessante, vocês sabiam que a alimentação pode te ajudar na fertilidade?
35:41A nossa endocrinologista, a doutora Gisele, vai explicar um pouquinho disso pra gente também.
35:47Existem diversos fatores que podem adiar uma gestação, como a idade, algumas doenças presentes na mulher,
35:55algumas alterações hormonais, o estresse e uma alimentação inadequada.
36:00Então, pra quem pensa em engravidar e ter uma gestação saudável,
36:05é fundamental que haja uma escolha dos alimentos que vão ser colocados no prato.
36:11Em um estudo recente publicado em Harvard, foi avaliado o impacto da alimentação sobre a fertilidade.
36:17E eles destacaram alguns alimentos que não podem faltar na dieta da mulher,
36:22incluindo ômega 3, ácido fólico, o cálcio e a vitamina B12.
36:28Então, foi sugerido que alguns alimentos fizessem parte da dieta dessas mulheres,
36:33que melhorassem a fertilidade.
36:35Dentre eles, as folhas verdes escuras, os laticínios, ovos, o tomate, as castanhas,
36:44que são alimentos ricos em nutrientes e importantes pra fertilidade da mulher.
36:49É muito importante também que haja uma redução de alimentos ultraprocessados,
36:54açúcares, principalmente os açúcares refinados, os carboidratos simples,
37:00aqueles alimentos ricos em trigo, farinha de trigo branca,
37:04que ajudam também a melhorar a fertilidade da mulher.
37:08Mas o mais imprescindível é que mantenha uma alimentação equilibrada,
37:13a prática de atividade física e sempre um acompanhamento médico
37:17pra que você tenha uma gestação saudável.
37:22Adriana, nossa nutricionista aqui na roda também.
37:25É isso, né? A gente pensava em acompanhamento nutricional pra gestante,
37:30mas a mulher que tá pensando em engravidar também deve procurar um nutricionista?
37:34Também. É muito importante a gente pensar numa nutrição limpa, né?
37:37Uma alimentação cada vez mais limpa.
37:39Como a doutora falou, a gente evitar, tentar tirar da nossa vida mesmo os ultraprocessados,
37:46aquele também, aquele temperinho que você usa na sua casa,
37:49aquele temperinho que tem, né?
37:51Quinó, anginomoto,
37:53são temperos, são marcas e marcas.
37:56São temperos que tem muita gordura, muito sódio.
37:59Então, às vezes você fala, não, mas eu faço tudo em casa, eu pego da feira,
38:03mas o que você usa pra temperar?
38:05Então, existem detalhes na alimentação que são importantes, né?
38:09A bebida alcoólica, né?
38:11A ingestão de bebida alcoólica.
38:13Então, é importante que a gente faça a suplementação, né?
38:17Com ácido fólico, né?
38:18Se a gente conseguir ter um ômega 3 também é importante,
38:21mas a gente ter isso no alimento é muito bom.
38:25E um alimento limpo, se puder,
38:27ah, eu consigo ir naquela feira orgânica,
38:29eu consigo esse alimento, é melhor.
38:32Às vezes o preço da folha na feira orgânica
38:35é o mesmo preço da folha que não é orgânica no supermercado.
38:38Então, é a gente colocar na balança,
38:40a gente fazer melhores escolhas, né?
38:43Prestar atenção em legumes, verduras,
38:44num prato sempre colorido.
38:46Importante também pra tiroide funcionar bem,
38:49que é importante ela estar em bom funcionamento
38:51pra fertilidade feminina.
38:53Então, é muito bom que a gente tenha aí
38:56alimentação adequada, sem exageros.
38:58Já tá cuidando da sua, né?
39:00Eu tô, com certeza.
39:01E do marido.
39:03Perfeito.
39:03Gente, aqui a gente tem sempre um compromisso
39:05com a saúde pública, como você ter acesso
39:08a esses tratamentos e a tudo que a gente fala
39:10de especialidades aqui pelo SUS também.
39:12Então, o doutor Sobral falou sobre o acesso
39:15do pré-natal nas unidades de saúde,
39:17mas a gente também quer falar de pré-natal
39:19de alto risco.
39:20Como você faz pra poder ter acesso
39:22e como que funciona?
39:25Olá!
39:27Eu gostaria de agradecer a participação
39:29nesse projeto, respondendo ao questionamento
39:33como funciona o pré-natal de risco no SUS.
39:36As pacientes, elas são referenciadas
39:39através das unidades básicas de saúde
39:41para um hospital de terciário,
39:43como, por exemplo, o Hospital das Clínicas.
39:45Então, são mulheres que tinham,
39:47que já tinham alguma doença de base,
39:49como cardiopatias, hipertensão, diabetes,
39:52doenças reumatológicas e várias outras,
39:55ou mulheres previamente saudáveis
39:57que apresentam algum aparecimento
39:59de alguma doença durante a gestação
40:01ou alguma alteração no desenvolvimento,
40:04no crescimento do seu bebê.
40:05Então, o pré-natal, ele conta
40:07com uma equipe multidisciplinar.
40:09Além do obstetra, existe o enfermeiro,
40:13nutricionista, psicólogo,
40:15algumas especialidades médicas,
40:18como endócrino, cardiologista,
40:20oftalmo, neuro, médico,
40:23de acordo com a necessidade clínica.
40:25Durante o pré-natal,
40:26é muito importante o envolvimento
40:28de pelo menos um familiar
40:30nesse processo da gestação e do parto.
40:33Então, nas consultas,
40:35o gestante e o familiar
40:36são informados sobre o bem-estar do bebê,
40:39sobre o bem-estar da gestante,
40:41sobre a interferência da evolução
40:43da gestação sobre uma doença de base
40:46e da interferência da doença
40:49sobre a evolução da gestação.
40:53doutor Sobral e doutora Laysa,
40:56doutor José Augusto,
40:58tratamento de infertilidade masculina
41:00e feminina no SUS.
41:01Temos?
41:03Então, a Laysa até,
41:04eu participei junto com ela
41:06de uma luta para tentar montar
41:08alguma coisa mais elaborada
41:10em termos de reprodução humana
41:11para os casais lá no CAN,
41:13no hospital universitário.
41:15Mas isso acabou ficando uma coisa
41:17que não conseguimos desenvolver.
41:20Alguns lugares,
41:21por exemplo,
41:21tem um amigo meu em Campos
41:22que ele vende alguns tratamentos
41:24para a prefeitura.
41:26Então, a prefeitura oferece
41:27para alguns casais.
41:28Aqui no estado,
41:29o que a gente faz
41:29no Hospital das Clínicas,
41:31o que eu sei que a Santa Casa
41:33também faz,
41:33os hospitais universitários fazem,
41:36são os tratamentos cirúrgicos.
41:37O paciente tem um sépto uterino
41:39que está dificultando ela a engravidar,
41:41tira o sépto, ela engravida,
41:42tem um mioma que pode ser a causa,
41:44não é comum,
41:45mas se o mioma for a causa,
41:46tira o mioma.
41:47Então, as cirurgias a gente faz
41:49pelo SUS,
41:50mas a gente não tem
41:51a tecnologia de alta complexidade
41:53para fazer reprodução
41:55pelo SUS,
41:55infelizmente,
41:56no Espírito Santo.
41:57A parte masculina é a mesma coisa,
41:59não tem,
41:59nós não temos centro
42:00de reprodução humana,
42:01na infestinação em vítus,
42:03ou disseminação e tal,
42:05mas a gente também corrige
42:07tratamento cirúrgico,
42:08uma varicocele,
42:09que é a principal causa
42:09da infestilidade masculina,
42:11então isso pode ser corrigido
42:12pelo SUS,
42:14tratamento de infecção,
42:15diagnóstico genético,
42:17medicamento,
42:19hormônios,
42:19isso a gente tem,
42:20mas os tratamentos de laboratório,
42:23a gente fala de alta complexidade,
42:24de fertilização em vítus,
42:25a gente não tem.
42:26É, porque é uma estrutura cara,
42:29né, assim,
42:29para ser viabilizada
42:31no sistema público,
42:32então, na verdade,
42:32no Brasil,
42:33a gente tem nove centros apenas,
42:35no Brasil inteiro,
42:37então acaba que...
42:37Particulares, nove centros?
42:39Não, do SUS,
42:40pelo SUS.
42:41E alguns nem fazem
42:43todo o tratamento,
42:44né,
42:44alguns centros,
42:45a paciente tem que arcar
42:47com uma parte do tratamento,
42:49outros centros,
42:50são completamente pelo SUS,
42:52mas isso gera também
42:54uma fila grande,
42:55de espera, né,
42:56porque a oferta é muito menor
42:58do que a demanda, né,
42:59como a gente falou,
42:59a demanda é muito grande
43:01de casais que precisam
43:02desses tratamentos,
43:03infelizmente,
43:04aqui no Estado,
43:05a gente ainda não tem.
43:06Isso seria uma coisa,
43:07eu tenho um...
43:09Em termos de hospedas federais,
43:12universitários, né,
43:13Natal tem um hospital
43:14e eles fazem...
43:16Sim.
43:16A reprodução assistida,
43:17mas o hospital,
43:18é uma maternidade,
43:20inclusive,
43:20praticamente,
43:22de atendimento
43:23à saúde da mulher,
43:24e que eles compraram
43:25essa briga,
43:26mas eles têm
43:27uma parte subsidiada
43:28para o Ministério da Saúde,
43:29que é muito pouca,
43:30e o próprio hospital
43:31subsidia o tratamento.
43:33Então, porque o diretor...
43:33Não vamos pleitear
43:34mais investimento aí.
43:36Não vamos pedir isso
43:37para a Rita,
43:38não vamos pedir isso
43:38para o secretário de saúde,
43:40que a Rita,
43:40que é a nossa diretora
43:41lá do CAM, né,
43:42porque, assim,
43:43o CAM não tem condições
43:44de subsidiar,
43:45não vai faltar medicamento
43:46para outras coisas.
43:47Mas é importante
43:48a saúde pública
43:49ter esse olhar
43:49para esses casais
43:50que precisam de engravidar, né?
43:53É lógico que a gente
43:53não deve desanimar,
43:55às vezes,
43:55uma avaliação inicial,
43:56a paciente tem um ovário
43:57policístico,
43:58você consegue induzir ovulação,
44:00ela engravida,
44:01um tratamento medicamentoso, né?
44:03Mas quando chega lá
44:04e precisa de técnicas
44:05de alta complexidade,
44:07o que a tabela...
44:08Não tem na tabela SUS,
44:09o que o SUS paga
44:10aos hospitais,
44:11não consegue gerar valor
44:13para que isso tenha
44:14uma sustentabilidade.
44:16Então, é preciso
44:17que os gestores, né,
44:20da saúde
44:21tenham um olhar diferenciado
44:22para esse número enorme
44:24de casais
44:25que não conseguem engravidar
44:26na saúde pública, né,
44:28e que não têm acesso.
44:29Ficando o acesso
44:30só para aquelas pessoas
44:32que têm mais condição financeira.
44:33Sim.
44:33Perfeito.
44:34E nessa parte, gente,
44:35que a gente está indo mais aí
44:36para o finalzinho do programa,
44:38eu quero falar de assunto
44:39que é tabu,
44:40porque eu prometi
44:41que eu ia fazer perguntas
44:42que você não tem coragem
44:43de fazer aí
44:44nem para o seu espelho.
44:45Então, a gente quer falar
44:46de disfunção,
44:46de disfunção sexual
44:48masculina e feminina.
44:50Doutor José Augusto,
44:51comece falando para a gente
44:52quais são as principais
44:53disfunções masculinas,
44:55porque esse nome é difícil,
44:56mas eu aposto
44:57que todo mundo aí
44:58conhece o que é uma disfunção.
44:59É, o paciente pode ter
45:00a disfunção erétil, né,
45:02a disfunção orgásmica,
45:04ele pode ter uma ejaculação
45:06precoce,
45:06ou ter a anorgasmia,
45:10ou dificuldade de obter,
45:12ou não ter orgasmo,
45:13ou demorar muito
45:14para obter esse orgasmo, né.
45:16É lógico que tem vários motivos
45:17para isso,
45:18a gente tem que fazer
45:19uma investigação.
45:21O mais comum
45:22é a disfunção erétil
45:22e a ejaculação precoce,
45:24são as principais
45:26queixas do nosso
45:27consultório de urologia.
45:28E tem tratamento?
45:29Tem tratamento,
45:30e com resultados muito bons, né.
45:32A disfunção erétil,
45:33a gente trata
45:33desde mudança
45:34de estilo de vida,
45:35parar de fumar,
45:36tratar diabetes,
45:37tratar hipertensão,
45:39e medicamentos.
45:40Tem vários medicamentos hoje,
45:42medicamentos genéricos,
45:43com preços mais em conta,
45:45mais fáceis,
45:46mais excessivos,
45:46é o famoso azulzinho,
45:48e tem vários genéricos
45:49similares, etc.
45:51E aí a gente vai evoluindo
45:52o tratamento
45:53com injeções
45:54intracabernosas,
45:55ou seja,
45:56uma injeção no pênis,
45:57para induzir a ereção,
45:58ou até chegar
45:59à necessidade
46:00de uma prótese peliana.
46:01Então,
46:02a disfunção erétil
46:02tem vários níveis
46:04de tratamento também,
46:05de acordo com
46:05a gravidade
46:07dessa disfunção erétil.
46:08A ejaculação precoce
46:10é uma coisa
46:10que o paciente
46:12demora muito
46:13a procurar a gente,
46:14é engraçado.
46:14O trabalho mostrou
46:16que ele demora
46:16quase 10 anos
46:17para procurar o urologista.
46:20Porque às vezes
46:20a pessoa não identifica,
46:22tem vergonha.
46:22Ele fica bem com vergonha,
46:23ele não inviabiliza
46:24aquele ato sexual,
46:26então ele tem...
46:27Não enxerga aquilo
46:28como algo que pode ser tratado,
46:29acha que é algo dele, né?
46:31E a gente tem tratamentos bons,
46:34hoje muito eficazes.
46:34Se não for marcar,
46:35não vai.
46:36Não vai, entendeu?
46:38Então, assim,
46:38tem várias formas.
46:40Esses são os principais
46:42queixas, né?
46:42Lógico, tem várias outras
46:43e às vezes até
46:44problemas psíquicos também, né?
46:46Então a gente às vezes
46:47tem parcerias com psicólogos
46:48para encaminhar,
46:49para fazer um acompanhamento
46:51disso aí.
46:52Doutor, e na mulher?
46:53Quais são as principais
46:54disfunções sexuais?
46:55Tem a alteração do desejo, né?
46:57Que é o hipodesejo,
46:59a baixa do desejo sexual,
47:00da procura, né?
47:01E algumas vezes...
47:02Mas todo mundo acha
47:03que com o tempo,
47:04com o relacionamento,
47:05é normal,
47:07aí todo mundo pergunta
47:08na roda,
47:09pra você quantas vezes
47:10por mês?
47:11Mês?
47:12Semana?
47:13Quantas vezes por dia?
47:14Como que a gente
47:15começa a desconfiar
47:16que passou do ponto ali
47:17a falta de desejo?
47:19Essa tem uma coisa que é bem individual
47:22e às vezes depende do casal, né?
47:24Então quando está incomodando, né?
47:27A sexologia, ela é um pouco
47:30até, vamos dizer assim,
47:32conservadora nessa questão, né?
47:34Se ela tem desejo duas vezes por mês,
47:36já pode ser considerado normal, né?
47:39Mas é comum você ter uma disfunção
47:42em relação ao que o casal quer, né?
47:43Às vezes...
47:43Exato.
47:44A mulher gostaria
47:45de uma relação mais duradoura...
47:47Vocês estão em harmonia,
47:48tá bom.
47:48Porque tem aquela diferença...
47:50Os mais antigos falavam, né?
47:52Que o homem é o fogão a gás, né?
47:53Que se levanta rápido,
47:55mas acaba às vezes interrompendo.
47:57E a mulher é fogão a lenha, né?
47:58Que demora mais a esquentar,
48:00mas quando esquenta...
48:01É, acho que isso é fundamental.
48:01Fica quente mais tempo, então...
48:03O modelo é diferente, né?
48:04Do homem e da mulher.
48:04Não se comparar com o outro casal.
48:06Não perguntar pra sua amiga,
48:08perguntar pro seu marido
48:09se tá bom pra ele, né?
48:10Exatamente.
48:10Não, não se assim, então tá bom.
48:11E vice-versa.
48:11A outra questão é a do orgasmo,
48:13que é uma questão muito importante,
48:15que também tem que ser
48:16uma avaliação do casal, né?
48:17Porque se o homem tem ejaculação precoce,
48:19ela não consegue ter o orgasmo,
48:20não por um problema dela,
48:22mas por um problema da duração da relação, né?
48:26A região do orgasmo da mulher
48:29é a região do clítoris,
48:30então o casal precisa aprender também
48:33a explorar bem essa região
48:35que vai facilitar o orgasmo feminino.
48:38E é basicamente isso, né?
48:42E algumas vezes o acompanhamento
48:45com a psicoterapia
48:46pra dar suporte a esse casal aí
48:48é importante.
48:49Mas quem que a mulher pode conversar?
48:51Com ginecologista?
48:53Com ginecologista,
48:54em aqueles casos mais, vamos dizer,
48:57mais graves, mais acentuados,
48:58tem o sexólogo,
48:59que é o casal que é o médico
49:02mais especializado, né?
49:04Muitas vezes, essa mulher
49:06não tem liberdade
49:08pra falar sobre isso.
49:10Então, a queixa sexual,
49:11a queixa que na história clínica
49:13do ginecologista,
49:14ela deve ser uma buscativa.
49:16O médico perguntar, abordar,
49:19porque às vezes a gente tem vergonha, né?
49:21Exatamente.
49:21De começar o assunto.
49:22Se você pega um médico
49:24que também tem vergonha
49:25de abordar e não aborda isso com você,
49:27fica difícil.
49:27É fundamental isso fazer parte da história
49:29e você perguntar àquela mulher
49:30e se ela estiver com o marido
49:31sempre é bom também
49:32porque você já tem
49:33uma informação do casal.
49:35Pra que ela possa ter liberdade
49:36de falar sobre isso
49:38e buscar ajuda.
49:39Porque realmente hoje
49:40tem muita coisa
49:41que pode ser ajudada, né?
49:43A mulher tem menos medicamentos, né?
49:45Mas tem alguns antidepressivos
49:47que melhoram a questão do orgasmo.
49:49Então você pode também tentar
49:50algum tratamento medicamentoso,
49:52mas não é uma revolução tão grande
49:55como a Pfizer produziu
49:57quando trouxe o Viagra pro mercado.
50:00Perfeito.
50:00Gente, a gente vai pra um breve intervalo,
50:03mas na volta a gente vai falar
50:05de alimentos que te ajudam aí
50:06nessa libido que a gente tá comentando aqui.
50:09Fica aí que ainda tem assunto
50:10sobre libido hoje aqui.
50:12Desejo sexual,
50:13você não precisa ter vergonha
50:14de conversar sobre esse tema, não.
50:41Esse é o Checab Saúde
50:43de volta aqui na sua manhã de domingo.
50:45Vamos falar de alimentos que ajudam na libido?
50:49Vou trazer o vídeo da especialista
50:50aqui pra vocês agora,
50:52a doutora Letícia.
50:54Então, como a nutrição pode te ajudar
50:57na questão da libido?
50:59É de sua importância a gente fazer
51:01primeiramente uma avaliação bioquímica
51:03e avaliar os micronutrientes,
51:06vitaminas, minerais,
51:07então do zinco, magnésio,
51:09a parte hormonal é muito importante avaliar,
51:12pra daí a gente realmente fazer
51:14um levantamento do que tá em deficiência
51:17pra suplementar.
51:19Muitas das vezes pode ser deficiência
51:20de alguma vitamina,
51:22de algum mineral
51:22que tá comprometendo aí
51:24a questão da sua libido.
51:26E é óbvio pensar muito
51:29na questão dos hormônios,
51:32mas nem tudo é hormônio.
51:35Às vezes as pessoas têm
51:36uma testosterona um pouco mais baixa,
51:39mas tem uma libido ok.
51:40Então, pensar sempre que
51:42libido tem muita relação
51:44com a nossa cabeça,
51:45com o nosso bem-estar.
51:47E além disso,
51:48é de sua importância
51:49prestar atenção no que você se alimenta.
51:52Então, assim,
51:52homens que têm problema de ereção,
51:54é importante usar alimentos
51:56que têm uma quantidade maior
51:58de vasodilatadores.
52:00Então, a melancia aí é super importante
52:02porque ela é rica em citrulina,
52:03então é um vasodilatador
52:05e usar a parte branca é importante,
52:07tanto pra homem quanto pra mulher.
52:10Chocolate,
52:10acima de 70% do cacau,
52:12é vasodilatador.
52:14A gente tem também a pimenta,
52:15que é super importante.
52:16Além disso, o açafrão é importante
52:18tanto pra mulher quanto pra homem,
52:20que ajuda principalmente a mulher
52:22a lubrificar e o homem também.
52:24Gengibre é muito interessante.
52:27Nunca esquecer da quantidade de proteína,
52:29que aumenta também a produção de testosterona
52:32e os alimentos que são ricos em zinco.
52:34Eu gosto muito de pedir
52:35para os pacientes usarem
52:36semente de abóbora,
52:38semente de girassol,
52:39porque são ricos em zinco e magnésio.
52:41Isso vai te ajudar
52:42muito na questão
52:43da sua libido.
52:46Essa semente de zinco e magnésio,
52:48você pode colocar isso
52:49na sua salada,
52:49que fica super importante.
52:51Lembrar de beber bastante água,
52:52que isso também vai te ajudar bastante.
52:56Já dá pra repensar
52:57e no almoço de hoje,
52:58hein, gente?
52:59Ainda tá em tempo de ir na feira.
53:01Trazer umas novidades
53:03pra apimentar um pouquinho
53:04a relação, né?
53:05Faz parte.
53:06A gente tá chegando ao final
53:08desse Check-Up Saúde.
53:09Eu queria agradecer
53:10a presença de vocês.
53:12Adriana,
53:13a gente te convidou
53:13a deixar uma mensagem
53:14às mulheres hoje tentantes
53:16como você, né?
53:18É, eu digo pra vocês,
53:20continuem sempre tentando,
53:21cuidem da sua saúde,
53:22porque conseguindo ou não
53:24é importante que a sua saúde
53:26esteja em dia.
53:27E se vocês não conseguirem,
53:29como o doutor falou,
53:30a gente pode sempre tentar
53:31adotar uma criança, né?
53:33E dar amor.
53:34Se o seu objetivo
53:36é dar amor
53:36e não conseguir engravidar,
53:38que seja de outra forma, né?
53:40Perfeito.
53:41Eu acho que é dividindo
53:42as nossas histórias
53:43que a gente cresce,
53:44que a gente se conhece,
53:45que a gente ajuda o outro também.
53:46Eu só posso te agradecer.
53:48Muito obrigada.
53:48E te desejar toda a saúde
53:50e sorte do mundo.
53:51Obrigada.
53:51Doutora Laysa?
53:53Então, eu queria agradecer
53:55pela participação
53:56e deixar, né,
53:58de novo esse alerta,
53:59assim,
53:59principalmente as mulheres
54:02priorizarem esse projeto
54:03da maternidade
54:04nas suas vidas,
54:06não adiarem
54:06e se precisarem adiar,
54:08recorrerem ao congelamento
54:09de óvulos,
54:10que hoje é um recurso
54:11valioso que nós temos, né?
54:13E pra aquelas que já passaram,
54:15né, a gente tá falando
54:15muito em adoção,
54:17mas a gente tem também
54:17a possibilidade de
54:19ovo doação, né,
54:21tratamento com óvulo
54:22de uma doadora.
54:23Então, é possível
54:23gerar o bebê,
54:25viver essa experiência
54:26da gestação,
54:27do parto,
54:28da amamentação
54:29e através da epigenética
54:30participar de forma
54:31muito ativa
54:32na formação
54:33desse neném também.
54:35Então, a medicina reprodutiva...
54:35Deixa o seu site, doutora.
54:37A senhora tem muita informação
54:38lá também, né?
54:39arroba medicina reprodutiva.
54:40Então, a medicina reprodutiva
54:42tá aí pra ajudar mesmo, né?
54:44De várias formas.
54:46Perfeito.
54:47Doutor José Augusto.
54:48Obrigado aí pelo convite,
54:50pela participação no programa.
54:52Eu acho que a minha ideia
54:53foi tentar passar
54:54essa importância
54:55de analisar,
54:57investigar
54:58e mudar o hábito de vida
54:59do homem também
55:00pra ter um filho.
55:01E não só ficar só
55:02focado na mulher
55:03pra ter um filho, né?
55:04É o casal que precisa
55:05ter um filho,
55:06então o homem também
55:06tem que ter qualidade de vida,
55:07tem que ter uma investigação
55:09mínima ou básica mesmo,
55:11mas tem que ter alguma coisa também,
55:12tem que se preocupar
55:13com esse espermatozoide.
55:15E não só como homem.
55:15E não pode ficar ali na banheira
55:16achando que a idade pra ele
55:18não vai fazer diferença, né?
55:19Exato.
55:19A idade também é importante.
55:20Tem várias coisas
55:21que a gente pode auxiliar
55:23e orientar
55:24antes de ter esse neném.
55:25O ideal é que seja
55:25uns 3, 4 meses
55:27antes de começar
55:28a tentar
55:29a engravidar.
55:31Perfeito.
55:31Doutor Sobral.
55:33Só agradecer,
55:33achei muito bacana
55:36a nossa conversa aqui hoje
55:37porque abordou
55:38diversos aspectos, né?
55:39desde a história da Adriana
55:41e outros comentários
55:42que vieram
55:43nas nossas entrevistas
55:45e foi um prazer
55:46estar aqui com você
55:47nesse programa
55:48muito ilustrativo.
55:49Eu que agradeço
55:50e aqui quem pauta
55:51o assunto é você.
55:53Não deixe de mandar
55:54suas dúvidas
55:55arroba
55:56doutoralicesarcineli
55:57nas minhas redes sociais
55:58que agora
55:59são suas também.
56:00Assim como
56:01os nossos especialistas.
56:02Um excelente domingo,
56:04caprichem no tempero
56:05e até o próximo
56:06Checkup Saúde.
56:10Checkup Saúde.
56:12Checkup Saúde.
56:13Checkup Saúde.
56:14Checkup Saúde.
56:15Checkup Saúde.
56:17Checkup Saúde.
56:17Checkup Saúde.
56:17Checkup Saúde.
56:17Checkup Saúde.
56:17Tchau, tchau.