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  • há 14 minutos

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00:13Bem-vindo, bem-vinda a mais um Revolução IA.
00:15Eu sou Letícia Cardoso e hoje o meu convidado é Henri Conceição, cofundador e CTO da Avenue.
00:23Bem-vindo, Henri. Tudo bom?
00:24Tudo bom. Obrigado pelo convite.
00:26Henri, queria começar falando sobre a sua posição na empresa, porque você cofundou e tem esse olhar estratégico para a
00:35tecnologia.
00:36Como que estar na mesa de decisões desde o dia 1 ajuda, muda a forma com que a Avenue investe
00:45e olha para a tecnologia e inteligência artificial?
00:47É legal. Eu acho que isso traz para os dois lados.
00:52Eu acho que o meu papel como CTO na Avenue e em outras empresas que eu trabalhei, além de conduzir
00:59o time de tecnologia, mas olhando para essa parte do sócio ou da interface com executivos,
01:04o desafio é sempre como é que eu levo para a mesa com meus outros pares, outros sócios, os trade
01:12-offs e as dificuldades e as oportunidades que a gente tem no mundo de tecnologia.
01:17Eu acho que a primeira vez que eu empreendi foi quando eu tive esse baque, né?
01:22Que antes eu ficava mais, a minha carreira inicial foi como desenvolvedor de software, então eu achava que a missão
01:27ali da tecnologia era defender a tecnologia,
01:29então uma coisa mais fechadinha ali, sempre procurando ir para o lado mais correto, mais técnico.
01:35Quando você muda do lado do balcão, você percebe que nem tudo é tão preto no branco e que as
01:40decisões não são tão simples quando envolvem investimento, fluxo de caixa, oportunidades que a gente deixa na mesa.
01:47E aí o Lee gosta de falar sempre que cada escolha uma renúncia, né?
01:51Então, como é que a gente traz isso?
01:53Então, acho que parte do trabalho é como eu levo para o resto da diretoria, para os outros meus pares
02:01e sócios,
02:02o que a gente tem de oportunidade, quais são os desafios, o que acelerar, onde a gente ganha, onde a
02:11gente perde.
02:12E acho que com AI passa muito por isso, como foi nas outras momentos de evoluções tecnológicas ou de uma
02:20inflexão em alguma tecnologia que a gente estava usando.
02:23Então, a gente está vindo, esse tsunami vindo, então a gente constrói um baquinho, um transatlântico, a gente está correndo,
02:32vamos para cima, vamos em direção à onda.
02:34Então, o desafio, acho que é esse, como é que eu traduzo para quem não é técnico, qual que é
02:43o melhor caminho, onde a gente deveria estar e pegar o feedback deles também,
02:47o entendimento de que, juntando todo o contexto da companhia e do mercado e dos sócios, onde a gente deveria
02:56se posicionar e o que são as oportunidades que a gente tem que perseguir nesse momento.
02:59Você contou aí como você foi, quando você foi para o outro lado da mesa, para o cofundador, você percebeu
03:06quão difícil é tomar as decisões, escolher o que priorizar.
03:10Falando de como é uma empresa de investimento, não tem como a gente não falar sobre o investimento, como que
03:16é a decisão de investimento em inteligência artificial dentro da Avenue.
03:20Vocês têm um orçamento separado para isso e de quanto?
03:23A gente tem um budget, não exatamente separado para a AI, mas a gente controla isso junto com o budget
03:28de tecnologia, com as outras oportunidades que a gente tem de investimento no dia a dia.
03:34O processo, principalmente na parte de tecnologia, ele foi uma construção.
03:39Acho que desde a primeira vez, a gente no passado já, acho que falando de AI, a gente está falando
03:44especificamente de AI generativa.
03:47Então, quando ali começa a surgir chat EPT e começa a ficar óbvio para todo mundo o potencial que essas
03:53ferramentas vão ter para geração de código ou low-code,
03:59enfim, como isso vai ajudar a fechar esse gap de produtividade ou de simplificar o acesso a coding para pessoas
04:08não técnicas,
04:09a gente começa a explorar essas ferramentas no dia a dia da companhia e ao longo do tempo a gente
04:18vai escalando tanto o uso quanto o budget e entendendo como é que a gente consegue absorver o custo, o
04:25trade-off, quanto isso está custando pelo time.
04:30Acho que desde o começo a gente tentou fazer um approach o mais data-driven possível, entendendo o que está
04:37tendo de impacto, produtividade, o ROI, enfim, acho que ainda é difícil ter uma métrica super assertiva que crava se
04:46isso está tendo retorno ou não,
04:47então a gente vai tentando triangular todas essas variáveis, produtividade do vendedor, ritmo de entrega, qualidade, retrabalho, enfim,
04:55tentando pegar todas essas variáveis e colocando ali num dash, tentando achar onde a gente está avançando e onde a
05:04gente não está e com isso a gente vai escalando o uso,
05:08então acho que hoje a gente tem um orçamento que é dedicado a essas ferramentas, mas ao mesmo tempo a
05:16gente não tem uma meta de um teto,
05:18que o AI vai ter A, B, C, D, então é mais olhando, tipo, está trazendo resultado, onde a gente
05:24está ganhando, faz sentido a gente acelerar ou não,
05:27estamos jogando dinheiro fora aqui, como é que a gente cuida desse dinheiro e como é que a gente vai
05:35pilotando essa aplicação no dia a dia.
05:38Isso olhando muito para ferramentas de produtividade, por momentos voltadas ao time.
05:43Agora, quando a gente olha para a parte mais voltada para os nossos clientes, seja institucional ou o cliente direto,
05:51aí acho que vai dentro do custo de serviço e de outras variáveis que a gente já levava em consideração
05:56com o custo de cloud,
05:57como a gente vai pilotando essas ervas.
06:00Eu acho que aí vira uma questão de qual é o nível de qualidade de serviço, da experiência que a
06:05gente quer entregar para o cliente da Avenue.
06:07E antes da gente continuar o nosso papo, eu queria chamar a mensagem do nosso patrocinador.
06:13Eu sou o Felipe Jasky, CTO do Grupo Casas Bahia.
06:16Hoje, a inteligência artificial no grupo tem uma grande representatividade, tanto para a tomada de decisão,
06:23quanto para criar novas experiências para os nossos clientes, sendo ali o cerne da decisão em tempo real.
06:29Então, hoje a gente consegue conectar através de um canal super relevante, símbolo dessa transformação,
06:34o WhatsApp consegue conectar o cliente através de uma jornada super fluida e humanizada,
06:41seja através de texto, áudio ou até mesmo foto.
06:44O cliente pode tirar dúvidas dos produtos, formas de pagamento e realizar ali seus sonhos.
06:49Se ele não conseguir, através do canal assistido, a gente consegue direcionar ele para uma loja mais próxima
06:54para ter um atendimento humano real, ou seja, a gente conecta uma estratégia omnicanal
07:00num canal super relevante que traz eficiência e é onde o cliente está.
07:03Então, esses mais de 2 milhões de clientes que acessam essa plataforma e já usam no dia a dia
07:09são a prova de que unir inteligência artificial dados no atendimento humanizado
07:15nos permite gerar resultados concretos.
07:18E a gente vai alavancar isso cada vez mais no grupo, sendo símbolo da nossa transformação.
07:24Unir experiências reais com resultados reais.
07:28Voltamos com Revolução Iá e um recado.
07:31Se você ainda não está inscrito no nosso canal do YouTube,
07:34aproveite e se inscreva para mais conteúdo sobre finanças e inteligência artificial.
07:41Siga a gente também em outras redes sociais, como o Instagram, Nelfeed Brasil.
07:46Henrique, a gente estava falando sobre investimento.
07:48O número vocês abrem?
07:50Não, esse número estratégico a gente não abre para fora.
07:53E qual é a métrica para saber que vem dando resultado?
07:58E quando descontinuar uma ideia, um projeto de inteligência artificial?
08:05Acho que pegando, por exemplo, vamos pegar aqui o time de desenvolvimento,
08:09que acho que é um monte que a gente conseguiu ao longo do tempo ver essa evolução e ir afinando.
08:15A gente depois começa com o prompt solto, as ferramentas,
08:19aí no segundo momento a gente vai adotando o GitHub Copilot.
08:24Eu acho que um ponto positivo,
08:26eu acho que quando as ferramentas começaram mais capturadas,
08:28elas já traziam alguns dados de uso.
08:32Então, aí é juntando mesmo,
08:34quem está usando, quem não está usando, como está usando,
08:37tentando tirar um pouco desse insight mais qualitativo
08:40e não só quantitativo da utilização das ferramentas.
08:44E medindo produtividade, entrega,
08:48a gente está enxergando uma aceleração no que o time estava trabalhando,
08:53mas ao longo do processo,
08:54a gente viu logo de início que o pessoal de engenharia conseguiu
09:01adotar mais rápido, incorporar mais rápido no dia a dia,
09:04na rotina dele, essas ferramentas.
09:06Mas enquanto a produção de código em si acelerou,
09:09a gente começou a perceber que tinha gargalos
09:12tanto na parte de upstream, de produto, de design,
09:16e tinha um gargalo que tinha movido da escrita do código
09:20para revisão e validação, teste do código.
09:23Então, a gente vai também adotando.
09:25Então, bom, aqui não adianta acelerar mais
09:27se a gente não resolver esses gargalos
09:29que, de certa forma, viraram estruturais aí na ponta.
09:32Então, vamos tunando, vamos trabalhando,
09:35aparando essas arestas durante o processo
09:37para conseguir ter uma pisteira de ponta a ponta
09:41que a gente perceba essa eficiência,
09:44esse ganho aí no dia a dia,
09:46na produtividade, no ramp-up das pessoas.
09:48E aí, quando já vai para o cliente,
09:50acho que depende muito da aceitação dele,
09:53do NPS.
09:55Eu acho que a gente consegue ter
10:00uma medição ali do cliente
10:03e entender se a ferramenta está sendo usada,
10:07se está tendo uma boa adoção,
10:09se a resposta está sendo positiva,
10:12e entender se vale a pena continuar o desenvolvimento ou não.
10:16Pode ser com o processo de código diferente
10:17de qualquer feature, de qualquer produto, serviço.
10:20Eu acho que com o risco da...
10:22A gente sempre tentou drivar o time internamente também,
10:27que inteligência artificial,
10:28adotar ela não era o fim,
10:30ela tem que ser o meio.
10:30Então, a gente está fazendo isso,
10:32vai entregar uma melhor experiência para o cliente,
10:35a gente vai entregar mais plataforma
10:39com mais qualidade ou com mais velocidade,
10:42evitar cair na armadilha
10:44de o uso da inteligência artificial
10:46de uma ferramenta vira o objetivo em si,
10:49porque está na moda, porque é legal,
10:51porque está no hype e que vai...
10:53Acaba fazendo o AI washing, né?
10:54Exatamente.
10:55Tipo, porque, enfim,
10:57ou vira playground do pessoal
11:00ou para fazer nota, né?
11:02Então, a gente sempre se preocupou em ter
11:04um caso de uso sólido,
11:06tanto interno como o cliente,
11:08para que...
11:09Onde a aplicação da tecnologia
11:11vai fazer sentido, vai fazer diferença
11:13para entregar o que a gente está precisando entregar.
11:15Você fala um pouquinho sobre o time de engenharia,
11:17essa adoção pelo time de engenharia,
11:19né, de tecnologia,
11:20ela foi natural ou foi estratégica, né?
11:24Algo que veio top-down, né?
11:26Uma decisão ali do alto comando
11:29de que vamos implementar a partir de agora
11:31e tomaram decisões.
11:33Eu acho que ela começa nas duas pontas.
11:36Eu acho que quando a gente...
11:39Naturalmente, a gente teve pessoas do time
11:40mais heliodopter, mais antenados,
11:42que eles perceberam em conjunto
11:45a oportunidade ali,
11:47o quanto isso deixava eles mais produtivos
11:49e tirava algumas tarefas
11:50que eu considerava chatas,
11:52mais repetitivas.
11:54Mas aí eu acho que...
11:56Praticamente, bom,
11:57todo mundo que eu conheço
11:57passa aquele momento do susto,
11:59despertei para AI, né?
12:01Foi lá em um evento,
12:02foi algum momento,
12:03você toma aquele tapa na cara
12:05que fala,
12:05não, temos que correr,
12:07que aqui, tipo...
12:10Acho que não vai ser opcional.
12:12Pelo menos quando você está falando,
12:14acho que para a engenharia,
12:15para alguma coisa assim,
12:16acho que não é uma questão de si,
12:18é uma questão de quando.
12:21Então, e aí,
12:22quando a gente chega nesse momento,
12:23acho que foi meados de 24,
12:26que a gente fala,
12:27precisamos traçar uma estratégia mais...
12:31mais concreta,
12:32mais organizada,
12:34porque o nosso medo na época,
12:36principalmente,
12:36eu acho que assim,
12:37não era ganhar produtividade,
12:40acho que isso é todo o desejo,
12:43mas o peso estratégico,
12:46que eu acreditava,
12:47acredito ainda,
12:48é que é uma coisa
12:50que pode tirar do jogo.
12:52Hoje a gente está...
12:53Quem não usar, né?
12:54Quem não usar.
12:55Então, vamos supor,
12:55hoje como um time
12:56que está culturado,
12:58que está no processo
13:00de estar dentro do workflow,
13:02usa ferramenta,
13:03vai ter um ganho, sei lá,
13:04entre 10% e 50%,
13:0630% que seja de produtividade.
13:09Você já ficar 20%,
13:1130% atrás da concorrência
13:13é muito ruim.
13:14Então, em um ano,
13:16você provavelmente já...
13:17Em teoria,
13:17você já vai tomar uma volta deles
13:19nessa corrida.
13:21Mas, dada a evolução
13:23dos modelos,
13:24das ferramentas,
13:25então,
13:27o próximo salto
13:28é difícil de você conseguir
13:30prever no tempo
13:32quando ele vai acontecer.
13:34Ah, os modelos,
13:34eles vão se atualizando
13:37bimestralmente,
13:38trimestralmente,
13:39um pace super acelerado.
13:41E o salto deles
13:42não é incremental,
13:43às vezes o salto
13:43é exponencial.
13:45Então, imagina que agora
13:46a gente está conseguindo
13:48delegar 50% da tarefa,
13:50até um número arbitrário,
13:5150% a mais de produtividade.
13:54Isso é um exemplo?
13:55Não, é um exemplo aqui.
13:57Então, a gente vai ter...
13:58A gente está tendo 50%,
14:00uma empresa está tendo
14:0150% a mais de produtividade.
14:03Na troca de modelo,
14:04esse número pode saltar
14:05para 150.
14:06Imagina que se fosse um novo modelo,
14:08ele é revolucionário,
14:09ele resolve de vez
14:11a parte de engenharia,
14:13de software.
14:14Quem não tiver
14:15já com isso incorporado
14:17no dia a dia,
14:18não tiver com o time
14:20usando essas ferramentas,
14:22entendendo,
14:23tendo o mindset já,
14:25virado para esse novo modelo
14:29de trabalho,
14:30está fora do game.
14:31Porque até você conseguir
14:33trazer o time,
14:35adotar as ferramentas,
14:36achar seu jeito de trabalhar,
14:38conseguir adaptar a companhia,
14:41nessa diferença de velocidade,
14:45você já ficou para trás,
14:46vai ser muito difícil
14:47você conseguir fazer o catch-up.
14:50depois.
14:51Então, acho que isso
14:53foi o start ali
14:55para a gente,
14:55sim,
14:56aí já montar uma estratégia
14:57com top-down,
14:58com um olhar
14:59para quem está usando,
15:01quem não está usando,
15:02quem não está usando,
15:03entender os motivos,
15:04é uma dificuldade
15:05de aceitação,
15:07de migração,
15:08está preso no modelo antigo,
15:10ou está faltando um pouco
15:10de treinamento,
15:11a ideia é que a gente
15:12trouxesse sempre o time
15:13com a gente
15:14nessa transição,
15:15e a gente foi trabalhando
15:17esse caso a caso,
15:19a gente tinha um guidance geral
15:21e vendo quem estava
15:23o tiller,
15:23tanto do ponto positivo,
15:24entender o que é
15:25que as pessoas estavam fazendo,
15:26que elas adotaram,
15:27estavam tendo esses ganhos
15:28para replicar
15:29para o resto da equipe
15:31e quem estava ficando
15:32para trás,
15:32entender os motivos
15:34que a gente estava atrás.
15:35A gente teve casos
15:35de demissão de pessoas
15:37que não acredito
15:38nesse modelo,
15:40não concordo
15:41e a pessoa foi ser fotógrafa,
15:43eu acho que ele escolheu
15:44um das coisas que a AI
15:46vai disruptar,
15:47talvez foto não era
15:47a melhor opção
15:48para ele escolher
15:50para ficar...
15:52Abandonou completamente
15:53a tecnologia?
15:54Abandonou,
15:55ele não acreditava
15:56no modelo,
15:57não achava que esse era o caminho,
15:58não concordava
15:58com a direção,
16:00então a gente falou,
16:01olha,
16:01a gente está como companhia,
16:03estamos adotando
16:03essa linha
16:05e ele escolheu
16:06sair do mercado
16:08de tecnologia.
16:09E vocês têm
16:09uma equipe interna
16:10de desenvolvedores?
16:12O que vocês fazem
16:13dentro de casa
16:14e o que é feito
16:15através de parceiros?
16:18A gente tem
16:18um time de desenvolvedores
16:20e a gente tem
16:20em volta de 120 pessoas,
16:22mas isso é tudo
16:23no tamanho do nosso time
16:24de engenharia.
16:26Então,
16:27falando em particular,
16:28hoje a gente faz
16:29boa parte da...
16:30A gente faz parte
16:30da experiência
16:31da plataforma,
16:32a gente entende
16:32que o coro diferencial
16:35da Avenue
16:35sempre foi a nossa capacidade
16:36de conectar instituições,
16:39mercados,
16:39conseguir registrar
16:40essa empresa
16:41empresa para o cliente.
16:42Então,
16:43isso sempre foi
16:44o objetivo
16:45ali do nosso time.
16:48E dentro da companhia,
16:50a gente tem um time ali
16:51que é mais dedicado
16:52para um core de AI,
16:53para uma plataforma de AI,
16:55fazendo uma parte
16:55mais infraestrutural
16:56para esses times
16:58de engenharia
16:59ou times core users
17:01que a gente tem
17:02de usuários lá.
17:03A gente tem algumas áreas
17:04que hoje já são
17:07um aprocho
17:08mais ou menos
17:09descentralizado
17:10tanto para a parte de dados
17:11como para a parte AI
17:12onde os times
17:13dentro da área
17:14de tecnologia
17:15eles assumem
17:16a infraestrutura core,
17:18mas a gente
17:18dá uma...
17:19um sandbox,
17:21um espaço
17:22de customização
17:23ali para os times
17:24conseguirem
17:25experimentar
17:26e desenvolver
17:27ferramentas ali
17:28de uso mais restrito,
17:30mais interno,
17:31mas que eles tenham
17:32mais liberdade
17:32de trabalhar
17:33próximo deles ali.
17:35dado que eles
17:36estão mais próximos
17:37dos negócios
17:37e ficam menos presos
17:39às grandes prioridades
17:41estratégicas da companhia,
17:42então a gente consegue
17:43tentar equilibrar
17:44um espaço
17:45de dar mais autonomia
17:47para esse pessoal.
17:48Então a gente
17:49acaba tendo
17:49essa divisão interna
17:52lá e trabalhando
17:54eles nesse sentido.
17:54De provedores de serviço
17:56a gente trabalha
17:56muito próximo
17:57do Google,
17:58então acho que
17:59para o engine principal
18:01ali que vão ser usados
18:02as aplicações,
18:02a gente tem trabalhado
18:04bastante com eles
18:05na Vertex,
18:06enfim,
18:07todo o stack deles
18:08e quando a gente
18:09já está falando
18:10das ferramentas
18:11de produtividade,
18:12hoje o Cloud
18:14dominou o coração,
18:16a gente teve um momento
18:17de Cloud Lovers
18:18lá que tomou
18:19a empresa de
18:20eu senti
18:20esse movimento
18:21de assalto.
18:23A gente no início,
18:25logo que quando a gente
18:25quis fazer a primeira
18:26adoção de ferramentas
18:28de forma mais corporativa,
18:30a gente começou
18:30com o Copilot
18:31da Microsoft
18:32mas ele teve
18:34uma certa rejeição
18:35com a parte dos usuários,
18:36a interface dele
18:37não estava muito polida,
18:38você percebeu
18:39algumas diferenças grandes
18:40entre o que estava
18:41sendo oferecido ali
18:42e a OpenAI,
18:43então no segundo momento
18:44a gente pulou
18:46para o Gemini,
18:48então o Gemini já teve
18:49uma boa aceitação,
18:50ele teve uma boa atração,
18:52mas aí veio o Cloud
18:53e acho que principalmente
18:54o ferramental dele,
18:55as integrações
18:57com ferramentas,
18:57a facilidade que ele teve,
18:59ele dá um salto ali
19:00para o final do ano passado,
19:01começo desse ano
19:03para ali na integração,
19:04geração de documento,
19:05como ele dá o suporte
19:07acho que no trabalho
19:08dia a dia,
19:09a facilidade para criar skills,
19:11então ali o Cloud
19:13levou o coraçãozinho
19:15do time
19:16e a gente foi
19:18ao longo do tempo
19:19também se adaptando,
19:20eu acho que quando a gente
19:21olha para o ponto de vista
19:22de governança
19:25e planejamento,
19:26esse acho que um dos maiores desafios
19:27que a gente tem
19:28é como é que a gente
19:31escolhe,
19:32libera ou restringe,
19:33porque ao mesmo tempo
19:36um approach
19:37mais conservador,
19:40a gente no limite
19:42está tirando a capacidade
19:43do time experimentar,
19:45testar novas ferramentas
19:46que podem trazer
19:47mais produtividade,
19:48capacidade de inovação
19:51e outros benefícios
19:53nessa linha,
19:53mas toda vez que
19:55essas mudanças
19:56a gente sempre precisa
19:57preocupar com
19:59proteção de dados,
20:01segurança,
20:02políticas,
20:03então a gente hoje
20:04também tem esse desafio
20:05de
20:07equilibrar os pratinhos
20:09num mercado
20:09que a cada seis meses
20:11você está tendo
20:12uma troca
20:13de ferramenta,
20:15de quem que está liderando
20:17e de quais são as perspectivas
20:18para o próximo ciclo,
20:19difícil planejar
20:20para o ano
20:23num cenário
20:24como a gente está hoje.
20:25Até porque
20:26o mercado financeiro
20:27é um setor
20:28com dados
20:30muito sensíveis,
20:31é a vida das pessoas,
20:33a confiança.
20:34sim,
20:35sem dúvida,
20:36acho que sempre foi
20:37uma preocupação
20:37gigantesca da gente
20:39da parte de segurança,
20:40proteção a dados,
20:41privacidade
20:42e acho que esse rollout
20:43é a dificuldade
20:46de a gente entregar
20:47essas ferramentas
20:48e garantir que
20:49elas estão já
20:51com uma governança
20:53e que a gente tem
20:53uma monitoração,
20:54um controle
20:55para garantir
20:56que isso ocorra
20:57sem riscos
20:59de vazamentos
21:00ou coisas de parar
21:01na internet
21:02ou na mão de terceiros.
21:04Henrique,
21:04dá para estimar
21:05qual é o percentual,
21:07a fatia dos códigos
21:09hoje gerados na Avenue
21:10que tem uma participação
21:12da inteligência artificial?
21:14Tem,
21:14a gente consegue.
21:15Hoje a gente,
21:17nossa medição
21:18diz que por volta
21:19de 80,
21:1985% de tudo
21:21que é gerado
21:21dentro do,
21:22da parte,
21:23pelo time de engenharia
21:24tem assistência
21:26de um,
21:28de uma,
21:29de AI,
21:29de um agente
21:30ou de um robô.
21:31Acho que varia um pouco
21:32o grau
21:33de quanto mais agente
21:37ou não
21:37é o processo,
21:38mas a gente consegue
21:39hoje já rastrear
21:41que 80%
21:42dessa,
21:43do que está sendo produzido
21:45passa por agentes,
21:47passa por robôs,
21:49passa por essa infraestrutura
21:50para ser trabalhada.
21:51A gente falou muito
21:52sobre a parte
21:52da equipe interna,
21:54da equipe de engenharia.
21:55Agora,
21:56olhando um pouquinho
21:56para o cliente final,
21:58você já tem um agente
21:59específico
22:00para executar
22:01alguma tarefa
22:02para interagir
22:03com esse cliente?
22:04A gente hoje tem
22:05alguns agentes,
22:06a gente atua
22:08uma parte de revisão
22:09de documentos,
22:10alguns processos internos,
22:11a parte de,
22:12acho que,
22:12do atendimento,
22:13a gente também
22:14está rodando
22:14uma estrutura
22:16bem sofisticada
22:18de agentes
22:19para atendimento,
22:20então,
22:21eles interagem
22:22com o cliente
22:23também nessa linha.
22:25Quando a gente
22:25estava pensando,
22:26acho que,
22:27na história da Avenue,
22:28a gente começa ali
22:29no início
22:30olhando muito
22:30para como é
22:31que a gente
22:32abre o mercado
22:33financeiro,
22:34expande a vida
22:35financeira do brasileiro
22:36para além do Brasil,
22:38mas era ali
22:39pensando muito
22:40em investimento,
22:41ações,
22:41ETFs,
22:41depois a gente
22:42percebe que tem
22:42uma oportunidade
22:43grande também
22:44para não só
22:45investimentos,
22:46mas como a vida
22:47financeira
22:48completa.
22:49E hoje,
22:50a gente olhando
22:51o que a concorrência
22:53entendeu também,
22:55esse mercado,
22:55veio junto com a gente,
22:56então a gente olha
22:57hoje todos os
22:58grandes players
22:59têm essa oferta
23:00de conta global,
23:02investimento internacional,
23:03coisa que há
23:04sete anos atrás
23:05era impensável,
23:06a gente ia falar
23:07que todo mundo,
23:07quando a gente falava,
23:08o pessoal falava,
23:09vocês estão malucos.
23:10Dinheiro fora
23:11era coisa de gente
23:12que estava fazendo
23:13coisa errada,
23:14era isso que vinha à mente.
23:15É,
23:16da Lama Jato,
23:18vocês estão indo
23:18para Miami
23:19ou vocês estão
23:19indo fugidos,
23:20então tinha isso,
23:21quando a gente falava
23:23que ia fazer
23:23o câmbio instantâneo,
23:25a gente ouviu lá,
23:25vocês vão ser presos,
23:26tipo,
23:27bom,
23:27não fomos presos
23:29e acho que a indústria
23:31em mais ou menos velocidade
23:34entendeu o movimento
23:36e acho que o público também,
23:38o cliente deixou claro
23:39que o acesso direto
23:41é preferível a produtos
23:44com intermediação
23:45mais agressiva,
23:47vamos dizer assim,
23:49e esse acabou
23:50com a categoria,
23:51você criou,
23:52consolidou,
23:53mas a gente entende
23:54hoje é que se você olhar
23:55o grau de penetração
23:56do brasileiro,
23:57o quanto o brasileiro
23:58se põe,
23:59diversifica a sua carteira
24:00para fora do país,
24:01tem o seu patrimônio
24:02indicado,
24:03ainda é muito baixo
24:05em relação a qualquer
24:06referência que a gente tenha,
24:07Chile,
24:07Estados Unidos,
24:08enfim,
24:09acho que tem muito espaço
24:10para crescer
24:11e acho que até pela dinâmica
24:13hoje que a gente enxerga
24:14de como as relações
24:16de trabalho,
24:18educação,
24:18de vida das pessoas
24:19estão evoluindo,
24:23o Brasil ficou pequeno
24:24para o bolso do brasileiro,
24:26então a gente,
24:27acho que eu sempre gosto
24:29desse exemplo,
24:30quando a gente olha
24:31para a educação,
24:33eu lembro que eu fui conhecer,
24:34acho que a primeira pessoa
24:35que fez uma graduação
24:36fora do país completa,
24:38já trabalhava,
24:39já conhecia no mercado,
24:40era uma pessoa destacada,
24:42todo mundo no escritório
24:44sabia quem tinha
24:45estudado fora,
24:46hoje quando você
24:47conversando com pais
24:49de adolescentes
24:50e no médio,
24:50todo mundo tem
24:51em alguma medida
24:51um plano de que,
24:53olha, não,
24:53eu quero que meu filho
24:54já siga essa linha
24:55porque eu quero dar
24:55a possibilidade para ele
24:56poder fazer toda a graduação
24:58dele fora do país,
24:59seja nos Estados Unidos,
25:01na Europa,
25:02então acho que tem
25:02esse shift grande
25:04no jeito que hoje
25:06o brasileiro de classe média,
25:09média alta e altamente,
25:10renda,
25:11ele entende que o Brasil
25:14ele quer dar
25:14essa opcionalidade
25:16da família
25:17poder ter uma vida global,
25:19uma vida que se expanda
25:20no mundo
25:20e a gente vai vendo
25:21a relação de trabalho,
25:22o quanto de gente hoje
25:23trabalha para fora,
25:24recebe de fora,
25:26então acho que
25:26essas fronteiras
25:28estão ficando
25:28cada vez mais cinzas
25:31e a gente entende
25:33que esse movimento
25:34tende a acelerar
25:35e como é que,
25:37aí para fazer um gancho
25:37com a sua pergunta,
25:38como é que a gente entende
25:39que a vida do brasileiro
25:42e qual que é o nosso papel
25:42nisso,
25:43que vai apoiar
25:45essa expansão de vida,
25:47só que ela é simples,
25:48ela passa por
25:49novos modelos tributários,
25:52fronteiras,
25:53novas regras de investimento
25:55ou de bancárias,
25:56e aí onde a gente acha
25:57que a AI tem um super papel
25:59que vai ajudar a gente
26:00a dar escala,
26:01porque a gente já tem
26:02de gente,
26:03a gente tem de time
26:04tanto dentro
26:04como fora da Évron,
26:05nesse ecossistema financeiro
26:06brasileiro,
26:08conseguir dar suporte
26:10para ele conseguir
26:11tomar o mundo
26:12daqui do Brasil,
26:14a gente não sair daqui
26:16e ser atendido
26:18por um player estrangeiro,
26:20e sim que a instituição brasileira
26:23consiga se expandir
26:24do Brasil para o mundo.
26:26Quando você fala
26:27força de trabalho exponencial,
26:29você pensa em fazer mais
26:31com a mesma quantidade
26:32de pessoas,
26:32atender uma gama
26:33de clientes muito maior,
26:35ou oferecer mais oportunidades
26:37de investimento,
26:38ou já pensou,
26:40você e o board aí,
26:43sobre redução de time?
26:46É fazer mais
26:48com o que a gente tem
26:49de time
26:49e com o que a gente tem instalados.
26:51Eu acho que até,
26:52engraçado,
26:53essa semana saiu
26:56um artigo
26:57no Wall Street Journal
26:59que,
27:00ou no Washington Post,
27:01agora não vou lembrar qual
27:02dos dois,
27:03que falava que as empresas
27:05estão começando
27:06a recontratar,
27:07que elas saíram
27:08daquele mundo
27:08de redução,
27:09recontratar,
27:10isso era uma coisa
27:12que a gente também
27:12falava para o time,
27:13quando surgiu,
27:14a gente começou
27:15a fazer esse push
27:17internamente
27:17sobre usar
27:18mais ferramentas
27:19e perguntar,
27:20ah,
27:20mas a gente vai ser
27:21substituído
27:22por inteligência artificial?
27:24Eu falei,
27:25olha,
27:26a gente nunca
27:27faltou ideia
27:28dentro da companhia,
27:29se eu dobrar
27:30a capacidade
27:31da gente
27:31entregar a plataforma,
27:33eu tenho certeza
27:34que um mês
27:34vocês vão estar
27:35topados de trabalho,
27:36então fiquem tranquilos
27:38que acho que
27:38a gente,
27:40a nossa necessidade,
27:42ela,
27:43por muito tempo
27:44ainda vai ser maior
27:45que a nossa capacidade
27:46de entregar,
27:47eu acho que o mesmo
27:48acontece no mercado,
27:49eu acho que
27:51nessa corrida
27:52que eu falei no início,
27:53quando você consegue
27:54entregar mais,
27:55vão aparecer
27:56mais oportunidades
27:57e essas oportunidades
27:59vão trazer
27:59mais pessoas,
28:01mais necessidades
28:02e a gente vai
28:02escalando,
28:03vai crescendo
28:04e acho que não
28:05reduzindo,
28:06do ponto de vista
28:07de redução,
28:08você teria que chegar
28:08numa ideia
28:09do tipo,
28:10mission accomplished,
28:12eu já tenho aqui
28:12a base,
28:13já tenho tudo
28:13que eu precisava ter
28:14para tocar
28:15a minha empresa,
28:16meu negócio,
28:17eu só preciso manter,
28:18então para manter
28:18o mesmo,
28:19aí eu posso usar AI
28:21para fazer um desinvestimento,
28:22desescalar meu time,
28:24ou você tem alguma coisa
28:25que foi um momento
28:27ali que você teve
28:27que ser muito ineficiente
28:30no ponto de execução
28:32para conseguir
28:33dar uma super enxugada
28:35com pessoas,
28:35então acho que aqui
28:36a ideia,
28:37voltando à sua pergunta,
28:38é escala mesmo,
28:40como é que a gente
28:40consegue atender
28:41mais e melhor
28:43as pessoas
28:45com o que a gente
28:46tem de inteligência,
28:49de time,
28:50de pessoas treinadas
28:52no mercado,
28:53acho que o nosso
28:54objetivo é
28:54como é que a gente
28:55dá assessoria
28:56para 100%
28:57dos nossos clientes,
28:59eu acho que
29:00isso vai ser
29:01uma combinação
29:01de mão híbrida,
29:02acho que o humano
29:04vai ter sempre
29:07seu papel ali,
29:09monitorando,
29:09observando,
29:11pegando alguma coisa
29:12ali que aí
29:12deixa passar,
29:13mas acho que aí
29:14consegue dar escala,
29:15consegue dar prontidão
29:17nessa situação,
29:18acho que a combinação
29:20dos dois
29:20é onde a gente
29:21enxerga que
29:22esse,
29:23onde entra o exponencial
29:25aí nessa história
29:26desse workforce.
29:27E o perfil
29:28do profissional mudou?
29:30Eu não diria
29:31que mudou
29:32exatamente,
29:34mas eu acho
29:34que ele vai
29:35ser exigido
29:36algumas coisas
29:38que hoje,
29:39principalmente
29:40quem não está
29:41na área de tecnologia
29:42ou que era
29:43mais distante
29:43da tecnologia,
29:44ele vai passar
29:45a ser exigido
29:46um pouco mais
29:46de uma construção
29:47de um raciocínio lógico,
29:49uma capacidade
29:49de transformar
29:53problemas
29:53e instruções
29:54em língua natural
29:55para um chat,
29:57para a gente,
29:57para um computador,
29:58acho que não é
29:59diferente da história
30:00da programação,
30:00a gente sempre
30:01quando começou
30:01lá com uma assembly
30:02que era muito
30:04específico de máquina,
30:06ao longo do tempo
30:06essas linguagens
30:07elas vão
30:09subindo de nível,
30:10ficando mais
30:11simples de serem
30:13entendidas,
30:14mais próximas
30:14da linguagem natural,
30:16eu acho que
30:16AI é mais um passo
30:18dentro dessa linha,
30:19então para você
30:19conseguir utilizar
30:20as ferramentas,
30:21as pessoas vão
30:23ter que entender
30:24um novo jeito
30:25talvez de interagir
30:26com o computador,
30:27como pedir as coisas
30:29para um computador
30:30diferente do que
30:30elas pediam
30:31no passado
30:32mais recente.
30:34É uma mudança
30:35de perfil?
30:36Não acho que não,
30:37capacidade analítica
30:38continua instalada ali
30:40e é mais um
30:41acho que um
30:42retreinamento,
30:43um treinamento
30:44das pessoas
30:45de como usar
30:46essas novas
30:47ferramentas.
30:48Com a ascensão
30:49da AI,
30:50é muito
30:51também com
30:52a AI conversacional,
30:55a gente tem
30:56ouvido conversas
30:57sobre o fim
30:58dos aplicativos,
30:59você acha
31:00que o aplicativo
31:01financeiro,
31:02o aplicativo
31:03de vocês
31:03vai acabar
31:05e a interação
31:05com os clientes
31:06vai ser
31:07de outra forma?
31:08Ah,
31:08essa é a pergunta,
31:09né?
31:09Acho que todo mundo
31:10já faz,
31:11essa é a pergunta
31:12que sempre que eu
31:13vou em eventos,
31:14tenho contato
31:14com pessoas
31:15e parceiros,
31:16eu sempre faço
31:17essa pergunta também
31:19e a resposta
31:20ela é sempre variada,
31:21eu acho que depende
31:22sempre do ponto
31:23de vista,
31:24do contexto,
31:26eu acho que
31:27a gente,
31:29hoje eu consigo
31:30enxergar que a gente
31:31vai para um modelo
31:32híbrido,
31:33eu acho que
31:34os assistentes,
31:35os chats,
31:36eles vão cada vez
31:37ter um papel maior
31:38na vida
31:38das pessoas,
31:40mas eu tenho
31:41dificuldade
31:41de enxergar
31:42que no futuro próximo
31:43eles vão substituir
31:45100%
31:45das interações
31:46das pessoas
31:47com outros
31:48ecossistemas,
31:49com outros
31:49aplicativos
31:50para ficar
31:52totalmente
31:53concentrados
31:55num chat.
31:57Esse ano
31:58a Mweb,
32:00que sempre lança
32:01o relatório de trend,
32:01ela mudou
32:02a fórmula
32:03que ela acompanhava
32:04essas tecnologias,
32:06ela está chamando
32:07de convergências
32:08agora,
32:09e ela traz ali
32:10uma das coisas
32:10que para mim
32:12foi muito legal,
32:15foi bem impactante,
32:16que ela fala
32:16do emotional
32:17outsourcing,
32:19que hoje
32:19tem alguns
32:21percentuais
32:21de quantas pessoas
32:22nos Estados Unidos
32:23já usam o chat
32:24como confidente,
32:26já se fazem
32:27terapia
32:27nessas ferramentas,
32:29surgimentos
32:30de amigos virtuais,
32:31exentam toda
32:32essa dinâmica,
32:33mas acho que
32:34o ponto relevante
32:35para a indústria
32:36ali é que
32:37está se criando
32:38uma geração
32:40que a pessoa
32:41que ela mais
32:42confia no mundo
32:43são os chats,
32:45são os aplicativos,
32:47né,
32:47e no futuro
32:49de alguém
32:49criado nesse contexto,
32:51como é que vai ser
32:51a relação dela
32:52com pessoas,
32:53com instituições,
32:54então para mim
32:55essa talvez
32:56seja a questão
32:56até mais
32:57da facilidade
32:58da interface,
32:59como essas relações
33:00vão evoluir
33:01ao longo do tempo
33:01e como elas vão
33:04dominar ou não
33:06o play das pessoas,
33:07se alguém
33:07hoje,
33:08eu acho que
33:08o principal ponto
33:10de confiança
33:11na relação financeira
33:12é humano,
33:13né,
33:14então vai ser
33:14o planejador,
33:15o assessor,
33:16o gerente,
33:17eu acho que
33:17essa pessoa hoje
33:19ela tem
33:20o trust,
33:21junto com a marca,
33:22junto com a instituição,
33:23ela carrega
33:24o trust das pessoas,
33:26para mim essa,
33:27a pergunta do mercado
33:28foi,
33:28a gente vai continuar
33:29tendo esse trust aí
33:31ou ele vai migrar
33:32para outro,
33:33outro lectório,
33:33eu acho que vai
33:34continuar nas pessoas
33:35e as pessoas
33:35vão ter a escala,
33:37mas tem essa,
33:39tem essa outra onda
33:40vindo do outro lado
33:41que a gente vai descobrir
33:42aí nos próximos anos
33:43como é que isso vai ser,
33:45vai se acomodar,
33:46eu acho que essa
33:47grande parte interessante,
33:50mas ao mesmo tempo
33:52complicada,
33:53desse movimento
33:54que a gente está passando
33:55que são muitas opções,
33:57as coisas mudando rápido
33:58e fica difícil
33:59de fazer uma futurologia
34:02aqui,
34:02cravar qual que é
34:03o nosso destino
34:05para daqui a dois anos
34:06que seja.
34:07A confiança
34:08é realmente
34:09o principal elo
34:11entre o assessor
34:12de investimentos
34:13e o investidor.
34:14Hoje o assessor
34:15de investimentos
34:16da Avenue
34:16já utiliza
34:18algum tipo de agente
34:20para auxiliar
34:20o seu trabalho?
34:21Sim,
34:22a gente tem
34:22ferramentas internas
34:23que dão esse suporte
34:25para o time
34:25tentando ali
34:26dar mais contexto
34:27para ele
34:27de quem que é a pessoa,
34:29de com o que ele está falando,
34:31como ele pode ajudar
34:32aquele cliente ali.
34:35voltando à nossa ideia
34:37de que ele continua
34:39sendo o astro,
34:41o principal ali,
34:43o que a gente quer
34:43é que ele consiga
34:44ter mais capacidade
34:47sem perder a qualidade
34:48para atender
34:49o maior número
34:50de clientes possíveis,
34:51mas ainda mantendo ali
34:52aquela relação
34:54com as pessoas.
34:55E quantos clientes
34:56um profissional
34:58que usa
34:58inteligência artificial
34:59é capaz
35:00de atender
35:01versus o que não usa?
35:03Vai ficar nos números
35:04estratégicos
35:04que eu não posso divulgar,
35:05mas a gente tem
35:06essa métrica
35:06de account load
35:07e consegue já
35:08hoje ver
35:10uma diferença
35:11sensível
35:12de quando a gente consegue
35:14melhorar o ferramental
35:15não só na escala,
35:18mas no NPS,
35:19na qualidade
35:19desse atendimento,
35:23porque a gente consegue
35:24com essas ferramentas
35:25a gente consegue olhar
35:26tanto no que a gente
35:28está entregando
35:29de contexto,
35:30que a gente está
35:30entregando ferramenta,
35:31como na parte
35:32de monitoração,
35:33entender onde tem
35:35oportunidades de treinamento,
35:37de refinamento
35:38no processo
35:39e na educacional
35:41do treinamento
35:42do nosso time.
35:43Agora,
35:44quando a gente fala
35:44sobre assessores
35:45utilizando inteligência artificial,
35:48vou fazer uma provocação,
35:49uma reflexão aqui.
35:51Você acha que
35:52o modelo de remuneração
35:54precisa mudar
35:55dos assessores
35:57com esse uso da IA?
35:59Eu acho que o mercado
36:01hoje passa
36:02por essa discussão
36:03do fee base,
36:04do subscription base,
36:05de como é que ele está
36:06se reposicionando.
36:10É uma decisão
36:12que acho que passa
36:13tanto pelo modelo
36:14de remuneração,
36:15mas acho que
36:15pelo cliente entender
36:19onde está o valor
36:21para ele,
36:21que tipo de atendimento
36:22ele quer
36:23e que não existe
36:23freelancer.
36:24Então,
36:25se ele está,
36:27se não tem ninguém
36:28cobrando dele
36:28em algum lugar,
36:30essa pessoa está
36:31sendo remunerada
36:32pelo serviço dela
36:34e entender
36:36onde estão
36:37os incentivos
36:38dentro dessa
36:41relação.
36:42Eu acho que
36:43o uso,
36:43mais uso,
36:44menos o diferencial
36:45de fato
36:45deveria interferir
36:47no preço
36:48só se mudasse
36:49a qualidade.
36:50Entendeu?
36:51Então,
36:51acho que a pessoa,
36:52do menos do jeito
36:53que a gente
36:54está usando
36:55ferramentas
36:55para mais escala,
36:57mas acho que
36:57esse atendimento
36:59está ficando
37:00melhor
37:01do que estava antes,
37:02acho que aí
37:03é um benefício
37:05da tecnologia
37:06e a relação
37:07vai se construindo
37:09em cima disso
37:09da percepção
37:11de valor
37:11que o cliente
37:12está enxergando
37:12naquela relação.
37:13Então,
37:14não,
37:15isso não significa
37:16que a IA
37:16está fazendo
37:17o trabalho
37:17do assessor?
37:18Eu acredito que não,
37:20acho que a IA,
37:21se eu acho que
37:22aí vai depender
37:23muito do caso
37:24do assessor,
37:25acho que se o assessor
37:26for facilmente
37:28substituído
37:28pelo MyA
37:29e hoje,
37:30talvez o assessor
37:31estava fazendo
37:32um trabalho
37:34ali que não tinha
37:35tanto valor
37:36para o cliente
37:37que ele conseguiu
37:38automatizar,
37:39mas acho que
37:39um bom assessor
37:40hoje consegue
37:42provar seu valor
37:42e a IA
37:43vai ajudar ele
37:44a ficar ainda melhor
37:45nessa relação
37:46de trabalho,
37:47nessa relação
37:48comercial
37:48que ele tem
37:49com seus clientes.
37:50E a Evner
37:51olha muito para fora
37:52ajudando os brasileiros
37:53a investir
37:54fora do país,
37:55a diversificar
37:56suas aplicações,
37:57se dolarizarem.
37:59Quando a gente
38:00olha para fora
38:01também no quesito
38:01de inteligência artificial,
38:03a gente tem
38:03duas grandes potências,
38:05Estados Unidos
38:06e China.
38:07O que você observa
38:09das instituições
38:10financeiras
38:11lá de fora
38:12que é interessante
38:14trazer para o Brasil
38:15e como que você vê
38:17essa corrida
38:18pela IA
38:18entre bancos
38:20e instituições
38:20financeiras
38:21aqui no país?
38:24Uma pergunta bem ampla.
38:26Eu acho que a gente tem,
38:28acho que entre China
38:29e Estados Unidos,
38:30eu acho que
38:30são quase duas escolas
38:32diferentes ali,
38:33acho que Estados Unidos
38:34para esse modelo
38:36mais generalista,
38:40a China vai para um lugar
38:41mais aplicado,
38:42acho que até
38:42pela capacidade
38:45de hardware
38:45instalada
38:46de um lado
38:46para o outro,
38:47eles se adaptaram
38:49ao que eles poderiam fazer
38:50e o uso estratégico
38:52desses recursos
38:53que eles tinham,
38:54então a China
38:55acaba indo
38:55para alguma coisa
38:56mais focada
38:57com o modelo
38:58open source,
38:58os Estados Unidos
39:00têm essa maior centralização.
39:04Olhando
39:04para as instituições
39:05financeiras,
39:07eu acho que a gente
39:07ainda está
39:08numa fase
39:09de discovery,
39:10a gente vê
39:12iniciativas
39:13de agentes virtuais,
39:14de uso interno,
39:15uma parte de fraude,
39:17compliance,
39:18então acho que tem
39:18casos de uso,
39:19experimentos
39:20que têm muito sucesso,
39:21outros que a gente
39:21percebe que
39:23ficou muito legal,
39:25mas
39:26está gerando valor,
39:28teve impacto
39:29que o cliente
39:30ficou bacana
39:31para fazer
39:31um press release
39:32e posicionar
39:34bem o banco
39:35para o acionista
39:35dele,
39:36para falar
39:37que eles não
39:37estão ficando
39:38para trás,
39:39eu acho que
39:40tem esse tipo
39:42de reflexão,
39:43eu acho que
39:43para mim,
39:45mais até
39:45que das grandes
39:46instituições,
39:48onde está
39:48a fonte
39:49de inspiração
39:50são nos
39:50AI Natives,
39:53principalmente
39:54pegando
39:54o caso
39:55da Avenue,
39:57pelo a gente
39:58ter sido
39:58nascido ali
39:59em 2018,
39:59então a gente
40:00já não é
40:00um nativo digital,
40:01já é um nativo
40:02de cloud,
40:02então acho
40:03que como companhia
40:04a gente conseguiu,
40:05já nasceu
40:05bem posicionada
40:06nisso,
40:07eu acho que
40:07AI é a primeira
40:09grande transição
40:10tecnológica
40:11que a gente
40:11está fazendo,
40:12então acho
40:13que quando a gente
40:13olha para
40:14AI Natives,
40:14a gente
40:16percebe
40:17que a estrutura
40:19da empresa
40:19está mudando
40:20dado que
40:22hoje você consegue
40:23ter agentes
40:24ou uma facilidade
40:25maior na
40:26comunicação,
40:27na estruturação
40:28da informação,
40:29então acho
40:30que a inspiração
40:32que vem de fora
40:33para a gente
40:33tem sido
40:33muito mais
40:34impactante
40:34em pensar
40:35se hoje
40:37a nossa
40:38estrutura
40:39corporativa
40:40ela
40:41a gente
40:42está indo
40:42na direção
40:43certa,
40:43ela vai ser
40:44adequada
40:44e competitiva
40:45para quando
40:46esses players
40:47que já
40:48estão nascendo
40:49nesse
40:50contexto,
40:51nesse mundo,
40:52eles tiverem
40:52mais tamanho
40:53a gente
40:54não está
40:56numa era
40:57atrás
40:58dessa turma.
40:59E se a
41:00Avenue
41:00fosse nascer
41:01hoje,
41:02já em meio
41:03à ebulição
41:04da inteligência
41:05artificial,
41:06o que você
41:06faria diferente?
41:08Ah,
41:09tanta coisa.
41:11Acho que
41:14boa parte
41:15do que a gente
41:16está fazendo
41:17de transição
41:18para o modelo
41:18agêntico,
41:19ela já nasceria
41:19agêntico,
41:20então acho
41:21que toda a estrutura
41:22de comercial,
41:23de tecnologia,
41:25ela teria
41:25outra,
41:27nasceria com
41:28outro pensamento
41:29e acho que
41:30acaba refletindo
41:31na forma
41:31de você
41:32estruturar
41:33os produtos,
41:34serviços,
41:34as operações
41:37internas,
41:38né?
41:39Acho que
41:39tem uma série
41:40de reflexões
41:42assim,
41:42que
41:44a gente fala
41:44muito daqui
41:45talvez a gente
41:45tenha que derrubar
41:46e construir
41:47de novo
41:48para nascer
41:49de um jeito
41:50moderno
41:50e vai
41:51trocando
41:52essa roda
41:53com o carro
41:53andando,
41:53né?
41:54E aí,
41:55para a gente
41:55finalizar,
41:55vou fazer uma
41:56pergunta
41:57de milhões
41:58para você.
42:00Pensando
42:00em tudo
42:01que vocês
42:01já desenvolveram
42:02de inteligência
42:03artificial,
42:04todos os ganhos
42:05concretos
42:06que vocês tiveram
42:07na Avenue,
42:08se você
42:09tivesse que escolher
42:10apenas uma solução,
42:12se tivesse verba
42:12apenas para uma solução,
42:14qual é essa solução?
42:16Qual é a solução
42:16que mexe o ponteiro?
42:18Eu acho
42:19que é do
42:19que fosse para o inicial.
42:20Eu acho
42:20que para ela
42:20hoje,
42:21de tudo
42:21que a gente
42:22está olhando,
42:24ela é
42:25onde eu
42:27achar o maior
42:27potencial de crescimento
42:29e entrega
42:31de qualidade,
42:31experiência
42:32para o cliente,
42:33ganho de escala
42:33dentro da
42:35companhia,
42:36é onde
42:37talvez não seja
42:38a que
42:39vai ser
42:40a mais
42:41disruptiva
42:42do ponto
42:43que está,
42:44acho que
42:44não vai ter um avatar
42:46falando com as
42:48pessoas,
42:49mas pensando
42:50na empresa
42:51que a gente
42:51quer no futuro,
42:52a escala
42:52que a gente
42:53precisa ter,
42:54a qualidade
42:54de serviço
42:55que a gente
42:55está a entregar,
42:56eu considero
42:56ela principal
42:57no nosso
42:57dia a dia
42:58hoje.
42:59Henrique,
43:00muito obrigada
43:00pela sua entrevista.
43:01Obrigado a você.
43:02E a você
43:03que nos acompanhou,
43:04obrigada pela sua
43:05audiência.
43:06Revolução Iá
43:06volta em breve.
43:07Até lá.
43:08Casas Bahia,
43:09dedicação total
43:10a você.
43:11Tchau.

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