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Descubra a riqueza cultural e criativa de Pernambuco em um episódio especial de Na Cozinha com Cecília Chaves! Convidamos Lúcio Omena, produtor cultural e diretor de conteúdo da Fenearte, para uma conversa inspiradora sobre este evento que celebra a tradição e inova para o futuro.

Prepare-se para uma manhã repleta de cultura, tradição e criatividade. Vamos explorar como sabores e memórias se entrelaçam, criando legados que passam de geração em geração. Uma viagem pela identidade de Pernambuco, com destaque para o delicioso Bolo de Noiva Cecília Chaves, agora com uma embalagem que exalta o orgulho de nosso estado.

Lúcio Omena compartilha sua fascinante trajetória, de médico a um apaixonado pela cultura e arte. Conheça suas experiências únicas, desde o projeto "Casa de Lúcio" no Alto do Moura, que integrava gastronomia e cultura local, até o intimista "Cantoria em Casa", palco de encontros memoráveis com grandes nomes da música popular brasileira.

Este episódio é um convite para celebrar a diversidade e a força criativa de Pernambuco, conectando arte, cultura e economia criativa. Não perca essa imersão em um universo de afeto, tradição e celebração.

#Fenearte #CulturaPernambucana #Gastronomia #CeciliaChaves

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Transcrição
00:01Na Cozinha com Cecília Chaves. Oferecimento Senac. Você pronto para o mercado do presente e do futuro.
00:24Bom dia, sejam muito bem-vindos a mais um Na Cozinha com Cecília Chaves.
00:29Hoje o nosso encontro é um especial sobre a Fenearte.
00:33Para falar sobre esse evento que movimenta a cultura, a economia criativa e enche os pernambucanos de orgulho,
00:40eu recebo Lúcio Omena, produtor cultural e diretor de conteúdo da Fenearte.
00:46Então prepara o café, acomode-se no sofá para passar essa manhã comigo.
00:52Porque hoje o programa está recheado de cultura, tradição, criatividade e muito sabor.
00:57E eu já começo com uma dica incrível para vocês.
01:01Tem sabor que vira memória e tem memória que vira tradição.
01:06O bolo de noiva Cecília Chaves carrega o sabor das nossas festas, das casas cheias e das histórias que passam
01:13de geração em geração.
01:16É receita com afeto, feita no tempo certo, com o cuidado de quem acredita que cozinhar é cuidar.
01:23A nova embalagem chega com elementos da bandeira de Pernambuco.
01:28Porque esse bolo tem identidade, tem orgulho e tem a cara do nosso estado.
01:33É o presente que emociona antes mesmo da primeira mordida.
01:38É Pernambuco em forma de bolo.
01:41Bolo de noiva Cecília Chaves.
01:43O sabor que é tradição, afeto e celebração.
01:47Disponível nos principais cafés, padarias e delicatessen.
01:51Adquira já o seu.
01:54Gente, já estou aqui na sala.
01:55Uma honra enorme receber aqui comigo o Luciomino.
01:59Seja muito bem-vindo ao meu programa.
02:01Ô Cecília, bom dia.
02:03E é um prazer meu estar aqui conversando um pouquinho sobre esse universo todo que a gente tem em comum.
02:12Isso.
02:13E poder dividir isso um pouquinho com você e com todo mundo que está assistindo a gente.
02:18Primeiro, eu queria que você começasse contando um pouco para o público quem é Lúcio Almena.
02:26Todo mundo diz que é até difícil falar um pouco.
02:29Porque na realidade eu tenho uma diversidade de atividades.
02:33Eu sou...
02:34Minha primeira profissão foi médico.
02:37Meu pai era médico e dono de hospital em Caruaru e eu fiz medicina.
02:42Dentro da medicina eu escolhi a radiologia, métodos complementares de diagnóstico e fiz neurorádio.
02:49Então eu passei uma época fora, inclusive do Brasil, fazendo isso.
02:54Aproveitei esse momentozinho que eu estava fora na França e fiz algumas das clínicas do Cordon Bleu.
03:01Então eu sempre tive um interesse muito grande por cultura.
03:04Então, na realidade, lógico, a vida me levou para dentro da medicina, que eu continuo exercendo e gosto, sobretudo, do
03:10que faço.
03:11Sou neuro radiologista, faço tomo, ressonância e ajudo muita gente com esse tipo de atividade.
03:18Mas eu sempre fui um apaixonado por cultura.
03:20Meu pai era um apaixonado por cultura.
03:23E eu, na minha pré-adolescência, ele escolheu a Cássio Gil Bossoi para fazer o projeto de casa e Janete
03:30para fazer a parte de ambientação.
03:32Então a gente, como pré-adolescente, a gente conviveu muito com a questão da construção desse universo,
03:38que era um universo completamente do que tinha em Caruaru, apesar da riqueza cultural de Caruaru.
03:43Mas era um momento que não se valorizava tanto isso e trouxe Janete, a pessoa que mais valorizava isso.
03:48E fazia essa conjunção entre cristais internacionais, mundo afora, como o Lalique, como os cristais venezianos de uma forma geral.
03:59E juntava isso com Vitalina.
04:01Então a gente bebeu na fonte.
04:03Então todos os filhos criaram ou construíram um amor muito grande por isso.
04:08Caruaru já era dentro da cena cultural muito forte.
04:11Caruaru é uma das poucas cidades do Nordeste que tem um Molière de teatro com Vital Santos,
04:16com o Alto das sete duas de barro, que narra justamente a vida de Vitalino, a vida e morte de
04:23Vitalino.
04:23Então isso sempre esteve impregnado na gente.
04:26Então quando eu voltei para Caruaru para exercer a função de médico,
04:33inicialmente eu queria fazer arquitetura, assim, pós-medicina.
04:38Mais um hobby.
04:40Para formalizar um universo que eu gostava tanto.
04:43Então assim, eu queria ter um conhecimento.
04:45Depois que você passa na academia, você sente essa necessidade de formar um pensamento crítico em relação a alguma coisa.
04:51Então você não quer ficar na superficialidade, quer adentrar isso.
04:56Então, como eu estava no Alto do Moura, montei um projetinho de gastronomia que chamava Casa de Lúcio,
05:02que era justamente para usar um pouco dos meus conhecimentos acadêmicos de gastronomia dentro da cultura local.
05:09E dentro da rede local, porque eu sempre acreditei muito em desenvolvimento de território criativo.
05:14É isso de você ter um serviço dentro do Alto do Moura, de você ter os objetos que servem dentro
05:20do Alto do Moura como referência.
05:22Porque a partir do momento que você consegue enxergar isso, você fomenta toda uma cadeia.
05:27Então as pessoas, os garções que serviam, as cozinheiras, o serviço era produzido lá.
05:33Então tudo era feito dentro desse universo.
05:36E era um restaurante Ménique Confiança, você não sabia o que era que você vinha comer.
05:41E depois disso aí, a gente sempre fazia alguma ativação de cultura junto, ou poesia, ou música, ou um pequeno
05:49drama, ou uma exposição de arte popular.
05:52Era uma experiência já.
05:53Era uma experiência.
05:54E aí eu senti a necessidade de ampliar e montei outro projeto que chamava Cantoria em Casa.
06:01Acontecia um show a cada três meses no Jardim de Casa, e que eu chamava essas referências de cultura popular
06:07para vir e conversar sobre a obra.
06:10Então mesmo que viesse um sanfoneiro tipo Santana, tipo Petrúcio, eles trocavam ideias, falavam um pouco da construção do trabalho
06:17deles.
06:18E assim, a gente fazia um diálogo muito grande.
06:20Como Minas e Pernambuco, eles têm um diálogo muito próximo de culinária, de arte popular, de música.
06:31A gente fez esse diálogo.
06:32Então vieram os grandes violeiros de Minas, tipo Miltinho Edberto, Wilson Dias, Pereira da Viola.
06:39E os grandes aqui, o Quinteto Violado.
06:42Dominguinhos fez o penúltimo show em casa.
06:45Então foi lindíssimo, foi um privilégio enorme.
06:49Era um show para 150, 200 pessoas, num jardim, com intimidade, com conversas.
06:56Então assim, Chico César fez um show de três horas em casa.
07:00Você tem uma ideia da inter-relação disso daí.
07:03E aí, a partir daí, em 2017, quando Raquel assumiu o primeiro governo da cidade,
07:12ela disse, Lúcio, eu queria realmente alguém que construísse as políticas de cultura de Caruaru.
07:17Eu queria desconstruir o que está aí, construir um novo caminho.
07:20Você vem fazendo isso, Raquel era amiga, e disse, você vem fazendo isso.
07:25E eu queria que você, mas Raquel, eu não tenho experiência em gestão pública,
07:28eu disse, doutor de suporte, doutor de suporte jurídico.
07:32Doutor, a gente tem um plano de governo que eu, de certa forma, tinha participado.
07:37Raquel, antes de assumir a prefeitura de Caruaru, passou mais de um ano estudando o que era esse território,
07:43estruturando esses eixos para o desenvolvimento da cidade.
07:46E eu tinha tido uma participação efetiva na construção desses eixos.
07:50Então eu fui para a Fundação Cultura de Caruaru e ajudei a construir o primeiro esboço realmente do São João
07:56de Caruaru.
07:57Assim, porque o São João de Caruaru se construiu espontaneamente desde muito tempo.
08:03Mas, assim, faltava um pouco de amarrar os pontos e ter um propósito para essa festa.
08:08E esse propósito era fortalecer a cultura popular, porque o São João hoje se dividiu.
08:14Hoje, assim, você tem nessas grandes cidades cultura de massa, não é mais cultura popular.
08:19E a gente vive sonhando com esse pequeno cenário de cultura popular, não é?
08:24Da fogueira em frente de casa, da comida de milho, do forró.
08:27Voltar o tempo um pouquinho, né?
08:29Voltar o tempo um pouco.
08:30E, na realidade, o que a gente tem que ver, cultura é uma coisa que se transforma.
08:33E depende das pessoas.
08:35Então, assim, eu entendo que a gente precisa de ações para fortalecer os nossos símbolos.
08:41E esses símbolos, eles estão dentro da cultura popular.
08:44Mas a gente não pode querer uma festa para 180 mil pessoas que seja um forrozinho pé de serra numa
08:50casa sem reboco, né?
08:51Assim, eu acho que a gente tem como conciliar.
08:54João Gomes agora está mostrando aí que ele pôde furar a bolha, que ele pôde valorizar a cultura popular,
09:00mas, ao mesmo tempo, tem uma linguagem de cultura de massa.
09:03Eu acho que ele aprendeu muito com o universo do sertanejo, pode dizer assim, e do piseiro.
09:11Mas ele voltou e ele bebeu das fontes que eram importantes.
09:15E hoje ele faz a gente enxergar o que é melhor dentro desse universo todo.
09:19Então, é isso que a gente sempre imaginou.
09:21E aí, a partir disso daí, eu me transformei em um gestor público, né?
09:25Sempre fui colecionador de arte popular.
09:27Sempre, assim, faz 25 anos que moro no Alto do Moro, até mais um pouco do que isso.
09:32Então, convivi com essa realidade.
09:35Sei o que é essa realidade.
09:36Pegou muita transformação, né?
09:37Muita transformação, entendeu?
09:39Então, assim, e venho, assim, dentro desse universo há muito tempo.
09:46E aí, passei a ser um pouco consultor, saindo da questão da cultura, que fala mais da salvaguarda.
09:54Eu parti também um pouco mais para a economia criativa, que é, que ativo desse a gente pode transformar a
10:02economia através dele.
10:04Então, hoje, assim, estou na Agência de Desenvolvimento de Pernambuco, né?
10:08Na ADEP, como um dos gestores de economia criativa.
10:14Lúcio, e além de tudo isso, você também, hoje, atua como diretor de conteúdo da Feneart, já há algum tempo,
10:23né?
10:23Então, conta para a gente também a importância desse seu trabalho.
10:26Cecília, essa direção de conteúdo, ela não existia formalmente, assim, antes de 2023.
10:36Ela existia, existia pessoas que trabalham com a cenografia, com os temas.
10:41Os temas na Feneart, eles eram muito mais voltados à cenografia.
10:47E as homenagens, tá?
10:49Isso.
10:49Com o passar dos anos, as primeiras Feneart sempre homenageavam um mestre nosso.
10:57Mas isso, às vezes, criava uma obventura de contracorrente.
11:00Homenageavam um dentro de um território e o outro se sentia desprestigiado.
11:05Então, chegou à conclusão que a gente deveria homenagear um universo.
11:10Então, isso é uma das coisas.
11:13A gente, hoje, tem alguns homenageados dentro desse universo, mas o universo é um fazer, por exemplo.
11:20Como esse ano, são os celeiros de Pernambuco.
11:23Isso.
11:23Então, mas a gente sentia falta.
11:26Por exemplo, a gente sempre teve moda Feneart, a gente sempre teve cozinha Feneart,
11:30a gente teve sempre os salões de arte popular, de arte religiosa e de reciclados da Feneart.
11:37Hoje, a gente tem um salão voltado ao design, que é Pernambuco Far Design.
11:41Mas esses pontos não estavam amarrados.
11:43E aí, o que foi que a gente pensou?
11:45Primeira coisa, como é que a gente tem uma feira que tem uma visibilidade tão grande como a Feneart,
11:49que hoje é a maior da América Latina, e a gente não consegue dar visibilidade aos nossos produtos?
11:55Então, a direção de conteúdo veio justamente para amarrar esses pontos.
12:00De dizer, olha, o tema esse ano é isso, então vamos escolher dentro de cada uma das modalidades de economia
12:06criativa,
12:06que conectem isso e que sejam, por exemplo, produtos nossos que estão em via de patrimonialização.
12:12Então, já foi o queijo coalho, já foi a farinha, esse ano é a cozinha sertaneja,
12:17porque é todo um universo que precisa ser divulgado, que as pessoas precisam acessar isso,
12:23porque isso faz parte, a gastronomia é um dos grandes pilares da nossa cultura, né?
12:29Outra coisa é que, como a gente tem um limite físico dentro do pavilhão de convenções,
12:35a gente está tendo 40%, 45% dos nossos atesãos.
12:3865% fica fora.
12:43Então, e outra coisa é o seguinte, é um momento que todo mundo vem para Pernambuco
12:47e que precisava de outras atividades.
12:49Então, por que não aproveitar esse período da Fenearte e fazer Feito Milão faz o Fore Salone,
12:56o nosso Extra Salão, que é hoje o que a gente faz com o Circuito Fenearte.
13:01Então, a gente permitiu uma ativação de turismo, turismo de negócio,
13:07que permite quem vem ali fora permanecer no território e ter atividades
13:12e dar visibilidade a outros dos nossos produtos, como as artes visuais, como o design,
13:19como a gastronomia, como a moda.
13:22Então, além das pequenas ativações, pequenas em arco, que são dentro do pavilhão,
13:28a gente tem um território ativado hoje com Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul,
13:34Agreste e toda a região metropolitana com atividades para quem vem permanecer aqui.
13:38A gente não tinha isso até 2023.
13:42Em 2023, a gente se espelhando nas grandes cidades, por exemplo, o Salão de Milão,
13:47ele hoje funciona como uma agenda.
13:49Então, assim, é a agenda do Salão de Design, mas o que acontece fora,
13:55todas as empresas de design fazem seus lançamentos fora do Salão.
14:01Então, tem toda uma ativação que permite isso, permite dar visibilidade ao produto pernambucano.
14:07Viram datas comemorativas, né?
14:09E de lançamento, né?
14:11E de lançamento comerciais, né?
14:12Exatamente.
14:13Sobretudo, porque a gente não quer que, por exemplo, no Circuito Fenearte,
14:16venha um artista do Centro Sul apresentar seu trabalho.
14:19A gente quer que o artista do Norte, Nordeste, use o Circuito Fenearte para apresentar seu produto aqui.
14:26Para daqui a gente fazer negócio para fora.
14:28Eu sempre digo que Pernambuco é um encontro de mundos,
14:31porque está conectando o Norte, está conectando a América do Sul,
14:36se você pensar que você está vindo da Europa ou está vindo dos Estados Unidos.
14:39Então, tem um ponto de conexão e está conectando o nosso Centro Sul.
14:43Então, é a encruzilhada para isso tudo.
14:46Então, nada melhor do que a gente ser a grande vitrine para essa produção.
14:51Então, a direção de conteúdo, ela tem uma força muito grande,
14:54no sentido que ela dá visibilidade ao que está se produzindo em Pernambuco.
14:58Então, torna-se uma grande força.
15:00Você vem ver o artesanato, porque existe uma...
15:03Apesar da Fenearte ser uma feira para consumidor final,
15:09ela é direto do artesão para consumidor final.
15:12Mas, no final das contas, quem vem muito aqui é o lojista.
15:15É aquele lojista que vai acessar esse produto para vender nas lojas Brasil afora.
15:21Tanto para comprar na Fenearte, como para fechar negócios futuros, pegar contatos.
15:26Isso. Esse ano, a gente tem uma novidade que, em parceria, nós convidamos a Apex
15:31para fazer uma parceria e vamos ter a primeira rodada de negócio internacional.
15:36Estamos trazendo compradores da Europa, dos Estados Unidos, da América do Sul e da África.
15:42Estamos preparando nossos artesãos.
15:44Fizemos um pool de artesãos que têm capacidade de entrega,
15:47têm qualidade técnica, que têm portfólio para entregar.
15:51E, dia 9 e 10, durante a Fenearte, vamos fazer a primeira rodada de negócio internacional
15:59para mercado, para exportação.
16:01E é muito importante isso, porque quando o produto sai,
16:07ele naturalmente ganha esse trabalho de valor intangível.
16:10Quando ele sai, ele ganha.
16:11Então, até no mercado interno, ele se valoriza muito.
16:15Então, esse trabalho, a gente está dando mentoria.
16:19A gente vai ter consultor internacional junto da gente, junto dos nossos artesãos,
16:23que entendam desse mercado.
16:25É a primeira vez que vai acontecer.
16:27A gente sabe que cada mercado funciona diferente.
16:29E aí, a partir disso daí, a gente vai estimular que nosso artesão alcance o mercado internacional.
16:38Minha gente!
16:39A própria moda, esse ano, como tem os celeiros de Pernambuco,
16:44é engraçado como o universo do couro e de seu trabalho nunca tinha sido homenageado.
16:49Porque a gente, assim, até dava trabalho encontrar temas que não tinham sido homenageados.
16:56Mas o couro é uma das principais simbologias de Pernambuco.
16:59Porque outro grande pilar de constituição desse ser nordestino é Luiz Gonzaga.
17:06E Luiz Gonzaga usou do gibão e do chapéu de couro uma simbologia para mostrar essa força.
17:13E aí vem agora, de tanto tempo depois, o João Gomes, que usa um bonel,
17:18que também é um elemento de couro, que também tem a ver com o vaqueiro de gibão,
17:22uma derivação das vestimentas do vaqueiro de gibão,
17:26para trazer isso daí e novamente se tornar um dos difusores da nossa cultura.
17:33Então, nós envelopamos isso daí para esses celeiros, né?
17:38A gente chama de celeiro porque eles, originalmente, eles faziam cela.
17:44E a partir daí, suas indumentárias e os outros elementos decorativos e de imobiliário.
17:50Deixa eu ir para um breve intervalo.
17:52Fica aqui com a gente, porque esse papo está bom demais.
17:55E a gente já volta para falar sobre cozinha.
17:59Procurando um curso de graduação com nota máxima do MEC
18:02em um dos segmentos que mais cresce no Brasil e no mundo?
18:06Faça gastronomia na Faculdade Senac e torne-se um profissional capaz de criar,
18:12gerenciar e colocar em operação uma cozinha ou os mais diversos serviços de alimentação.
18:18Tudo isso em uma instituição com metodologia voltada para o mercado e professores, mestres e doutores.
18:26Faculdade Senac, sua realização.
18:29Nosso propósito.
18:31Acesse pe.senac.br barra vestibular e inscreva-se já.
18:41Gastronomia não foi a minha primeira escolha.
18:44Eu estava no último ano de publicidade.
18:46Quando eu resolvi fazer o vestibular da Faculdade Senac para gastronomia.
18:50Foi a minha melhor decisão.
18:52Hoje só tenho a agradecer a minha alcalda de 17 anos atrás.
18:57Ensino inovador voltado para o mercado.
18:59Cursos com nota máxima no MEC.
19:00Nas áreas de gestão, tecnologia, gastronomia, moda e saúde.
19:03Professores, mestres e doutores.
19:05Tudo para levar você aonde você quer chegar.
19:07Faculdade Senac.
19:08Sua realização.
19:09Nosso propósito.
19:14Estou de volta aqui com o Lúcio Almena para esse papo delicioso sobre Fenearte.
19:20O que está acontecendo, gente, aqui no Recife.
19:23Vai até o dia 19 de julho.
19:25Quem não foi ainda, não perca essa oportunidade, né?
19:28Não só de ir no pavilhão da Fenearte, mas também na Fenearte.
19:32Que hoje em dia a gente pode dizer que ela extrapolou o pavilhão do Centro de Convenções.
19:38Porque aí ela acontece em restaurantes, em galerias de arte e tantos outros lugares.
19:43Eu queria que você falasse um pouco sobre essas ativações no mundo da gastronomia fora da Fenearte.
19:49Durante a Fenearte.
19:50É, durante a Fenearte.
19:51Assim, a gente escutava muito que muitas vezes em julho a gente tinha opções limitadas de gastronomia.
19:59Principalmente no período que fechava a feira.
20:01Porque a feira, como ela já acaba mais tarde, as cozinhas estavam fechadas.
20:05E aí aproveitamos a concepção da cozinha Fenearte, que nada mais é do que as oficinas que já aconteciam.
20:15Hoje, como a gente falou, elas têm tema.
20:17O tema desse ano é a cozinha sertaneja, por essa relação direta com...
20:21É indissociável.
20:24O couro, a alimentação, porque na realidade o couro aconteceu porque o gado foi para o interior.
20:30Fui interiorizado porque a produção, na zona da mata, a gente produzia cana, na época do Brasil Colônia.
20:36Então, o gado chegou e foi para o interior.
20:40E nesse interior se produzia a carne, se tinha o couro e se produzia as indumentárias.
20:47Então, é impossível separar o couro da carne, da proteína, que era a nossa principal proteína.
20:54E também da oralidade, né?
20:56A gente tem toda uma relação de oralidade, lembrando isso daqui dos aboios.
21:01Porque esse é um universo que tem uma influência moura muito grande, né?
21:04Através da Península Ibérica chega no Brasil, mas em próprios adereços, adornos das indumentárias de couro, tem essa relação direta.
21:13E aí, nós criamos um circuito gastronômico para o período da Fenearte e que tem como tema também o tema
21:21da cozinha Fenearte, que nesse caso, repetindo, é a cozinha sertaneja.
21:25Então, a gente tem um pool de restaurantes no território que tem um horário de funcionamento estendido e que preparou
21:33um prato específico para o circuito com o tema de cozinha sertaneja.
21:37Então, a gente tem um pool de restaurantes que estão atendendo.
21:41Então, uma pessoa que vem para fazer essa visita à Fenearte, ela pode, no encerramento da feira, se dirigir a
21:47alguns restaurantes que participam desse circuito para ter uma gastronomia.
21:54Como é? Provar desse sabor pernambucano e que tem uma relação direta com o tema.
21:59Então, isso é uma coisa muito legal que vem funcionando desde 2023 e que a gente tem estendido cada dia
22:05mais.
22:06Fora isso, ainda tem uma ativação no Mercadeu Frasio Barbosa.
22:10A gente, a próprio circuito Fenearte faz, vai ter uma, a montagem de uma casa sertaneja com atos mostrando cada
22:20um dos elementos dessa cozinha sertaneja.
22:22A partir da casa sertaneja.
22:24Então, assim, do universo dos caprinos e ovinos, nosso body tão conhecido nosso dentro da gastronomia.
22:31A carne de boi de cavalo, porque a gente tinha o charque aí que fazia parte desse universo.
22:38Então, tem esse recorte.
22:39O recorte da farinha, o recorte dos derivados de queijo, uma sessão dedicada...
22:44Uma gastronomia super rica também, né?
22:46Dedicado ao queijo, o queijo de coalho.
22:48A gente precisa enfatizar isso mais uma vez, que como o queijo de coalho faz parte do café da manhã
22:54do Nordeste,
22:55a gente não sabe que a primeira referência histórica do queijo de coalho foi feita no território de Pernambuco.
23:00Então, a gente está em via de tornar isso patrimônio imaterial brasileiro por Pernambuco, o nosso queijo de coalho.
23:09E isso vai estar tudo dentro desse universo lá.
23:12O universo também dos vaqueiros de gibão.
23:16Tem algumas exposições dentro desse contexto de audiovisual, com a audiodescrição de vaqueiros que foram fotografados Brasil afora.
23:27Então, assim, tem muitas ativações que acontecem.
23:30É muita riqueza.
23:30É muita riqueza.
23:31E quando a gente une esses portos, a gente torna isso muito mais forte.
23:35Quando isso acontece sem essa construção, acaba se perdendo muitas dessas coisas.
23:41Então, hoje a gente tem um circuito que você pode fazer um caminho.
23:44Temos visita à Feira de Caruaru para visitar esse universo.
23:48Temos visita à Tracunhaém.
23:50Temos visita à Usina de Arte, que é um grande ativo nosso.
23:53Maravilhoso.
23:54De artes visuais e de lenda de arte.
23:57Eu acho que muita gente, inclusive, já está aí mandando mensagem para os parentes que não moram aqui
24:03para correrem para Pernambuco, para virem vivenciar essa super Fenearte.
24:09Mais uma Fenearte para ficar para a história.
24:12Gente, esse papo está bom demais, mas eu tenho uma dica incrível para vocês.
24:17As férias chegaram e, por aqui, isso significa mais tempo juntos, filme no sofá e uma boa
24:24pipoca caseira para acompanhar.
24:27E eu vou te contar.
24:28Parece simples, mas uma pipoca bem feita faz toda a diferença.
24:33A minha dica é caprichar na hora de salgar.
24:36O segredo é usar a quantidade certa e escolher um sal de qualidade, porque ele distribui melhor o sabor
24:45e deixa cada pipoca gostosa na medida certa, sem exageros.
24:50E é aí que entra o sal leve.
24:53Um bom sal transforma até os preparos mais simples do dia a dia, deixando tudo mais saboroso.
24:59É o tipo de coisa que a gente usa todo dia.
25:03E quando ele é de qualidade, faz total diferença no sabor.
25:08Aqui em casa, eu uso sal leve marinho, porque ele é feito com sol, vento e mar, respeitando o tempo
25:16da natureza.
25:17Isso deixa o sal mais puro, soltinho e com aquele sabor que a gente adora.
25:22E eu gosto disso porque combina muito com a nossa cozinha nordestina.
25:27Comida feita com cuidado e com capricho.
25:31Além disso, o sal leve é a marca de sal mais vendida no Brasil.
25:36Tem qualidade de verdade para a receita do dia a dia e também para aquele almoço de final de semana.
25:42Então, já sabe, na hora de cozinhar, escolha o sal que a sua família e sua receita merecem.
25:50Sal leve branquinho e soltinho.
25:53Voltando aqui com o Luciomena para esse papo delicioso.
25:56Eu queria saber que história é essa?
25:58O couro vindo do cacto.
26:00Conta pra gente.
26:02Mas hoje a gente tem um universo enorme de peles alternativas, inclusive de cacto.
26:07Tem um estilista pernambucano, Marlu,
26:11que hoje está em São Paulo por conta de mercado,
26:14mas que trabalha com as peles alternativas.
26:16Então, a gente vai ter pele de cacto na Fenearte, pele de seringueira, pele de sal, pele de seringueira.
26:23Então, tem muita coisa nova para a gente acessar nesse universo, entendeu?
26:27E feito por um, trabalhado por um pernambucano que estava na COP agora de Belém,
26:32mostrando isso, quanto a gente pode usar do nosso bioma na construção de peles alternativas,
26:38que ajudam nisso.
26:39A gente sabe que pra gente o couro é um subproduto, né?
26:42Porque a carne é o produto número um.
26:44A gente também sabe que do ponto de vista nutricional a carne é importante, né?
26:49A gente sabe que os veganos e vegetarianos, eu respeito esse universo.
26:53Minha filha é vegana e eu respeito demais, mas a gente sabe que fica uma carência nutricional.
26:58Então, essa proteína animal ainda é importante e o couro é um subproduto.
27:02Então, ele precisa ser usado.
27:03E pra gente mais ainda, porque tem uma simbologia de representar nosso território.
27:08Sem sombra de dúvida.
27:09Então, foi assim, acaba sempre chegando em alguém.
27:13Eu adoro esses temas que eles revolcam um pouco esse saber ancestral, né?
27:17Que é o ponto de partida da feira, esse nosso ativo de saber ancestral que vem rebatido nos nossos produtos,
27:28né?
27:28É muita criatividade, né?
27:31Lúcio, pra gente encerrar, eu queria que você convidasse aí o pessoal pra Fenearte.
27:36A gente, vamos, a Fenearte tá acontecendo, dá tempo ir hoje ainda e vai até o dia 19, até o
27:44próximo domingo.
27:46Então, a gente tem todo esse período, não só para a Fenearte, mas para o circuito Fenearte,
27:52que é o que acontece fora dos salões do Centro de Convenções, tem atividade em praticamente todos os nossos equipamentos
27:59culturais,
28:00nos nossos restaurantes, nas nossas galerias de arte visuais.
28:05Tá distribuído, inclusive, programas fora da região metropolitana de Recife.
28:11Visita a Tracunhaém, visita a Feira de Caruaru, e isso tudo tem programas que você pode se inscrever, inclusive gratuitos.
28:19Olha aí, que incrível.
28:21Então é isso, gente.
28:22Vamos lá, todo mundo, curtir aí, aproveitar essa oportunidade de conhecer tanta coisa bacana,
28:29que muitas vezes a gente não tem uma oportunidade, ou até não valoriza tanto,
28:33e que elas estão aqui à disposição para a gente vivenciar.
28:38Obrigadíssimo.
28:39O programa de hoje foi especial demais.
28:41Pois é, gente, eu aproveito também para convidar vocês para aparecerem lá na Rua 14,
28:46se deliciarem com bolinho de noiva pernambucano, também patrimônio cultural nosso,
28:52que eu faço assim, questão, e amo demais levar para a Fenearte.
28:56Lúcio, obrigadíssimo por esse programa incrível, sem sombra de dúvida,
29:00e despertou a curiosidade de muita gente também de vivenciar esse momento Fenearte.
29:06Eu agradeço demais, Cílio, a oportunidade de estar aqui,
29:08de divulgar isso que é tão importante para os pernambucanos, para nós,
29:13e sobretudo para aqueles que fazem, que produzem artesanato e arte popular,
29:18que tem isso como o seu ativo, para melhorar, para crescer.
29:24É isso aí.
29:24Obrigada, gente.
29:25Até o próximo sábado, às 10 da manhã, aqui na TV Tribuna.
29:29Eu espero vocês.
29:32Na Cozinha com Cecília Chaves.
29:35Oferecimento Senac.
29:37Você pronto para o mercado do presente e do futuro.

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