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  • há 10 horas
No Mercado, Veruska Donato analisa os principais temas que movimentam a economia e a política no Brasil e no mundo. O programa repercute o bloqueio de quase 24 bilhões de reais no orçamento federal anunciado pelo governo Lula, a pressão sobre as contas públicas e as expectativas do mercado para inflação, PIB, juros e câmbio após a nova alta nas projeções do Boletim Focus.

A edição também destaca a tramitação acelerada da PEC do fim da escala 6x1, os impactos da proposta no setor produtivo e as discussões no Congresso. Outro tema é o avanço dos carros chineses no Brasil e a transformação da indústria automotiva nacional.

O programa ainda aborda a crise do Golden Visa em Portugal, as negociações envolvendo recursos do Fundo do Pré-Sal para o agro, os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais, a posse de Kevin Warsh no Federal Reserve e a crescente polarização política no Brasil apontada em levantamento internacional.

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00:29Legenda Adriana Zanotto
00:57Legenda Adriana Zanotto
01:15Legenda Adriana Zanotto
01:59Legenda Adriana Zanotto
02:00Hoje nos Estados Unidos é feriado e o mercado financeiro no Brasil sente a redução dos negócios.
02:05Portanto, como eu disse, é uma semana cheia, é um dia cheio para a gente falar também sobre economia.
02:12Esse é o principal assunto de hoje, esses são os principais assuntos de hoje do programa Mercado,
02:17que vai ter vários destaques, como por exemplo, o fim da escala 6x1, que deve ser votada esta semana no
02:24plenário da Câmara.
02:27E eu começo te contando que o governo federal detalha esta semana quanto vai cortar do orçamento e quais ministérios
02:34e órgãos serão atingidos.
02:37No site de Veja, a gente trouxe que na semana passada o Ministério da Fazenda anunciou o bloqueio de 22
02:44bilhões de reais das despesas previstas este ano.
02:47O valor se soma a 1 bilhão e 600 milhões de reais que já haviam sido congelados em março,
02:54totalizando 23 bilhões e 700 milhões de reais em recursos bloqueados pelo governo.
03:00A medida tem como objetivo reduzir as despesas que extrapolam o teto de gasto permitido.
03:06Os recursos podem ser recompostos ao longo do ano, caso a situação das contas volte para as metas.
03:13E aí eu quero chamar o Bruno Andrade, que é repórter de Veja Negócios,
03:18está aqui hoje com a gente na segunda-feira e vai explicar melhor esse assunto para a gente.
03:22Bom dia, meu amigo. Bem-vindo.
03:24Bom dia, Verusca.
03:25O principal ponto dessa questão é a questão dos gastos obrigatórios.
03:30Se a gente olhar ali que todas as despesas primárias do governo, elas somaram 2,6 trilhões de reais ali
03:37no último bimestre.
03:38E dentro desse gasto, 2,4 trilhões de reais foram os gastos obrigatórios, que teve um aumento ali de 30
03:46bilhões.
03:47E o que puxou essa alta? Foram os gastos com previdência que subiram 11 bilhões de reais.
03:52Para a gente ter uma ideia, Verusca, os gastos com previdência, eles somam, eles equivalem a 45,8% desses
04:00gastos obrigatórios do governo.
04:02E aí você acaba tendo um embate ali, né, entre a ala governista e a ala e a oposição, que
04:10é uma ala um pouco mais fiscalista.
04:11Como resolver o problema fiscal do país?
04:14Porque o que está causando todo esse problema e essa elevação, né, enfim, dessa relação dívida-PIB no país,
04:19é justamente essa alta dos gastos obrigatórios que acaba pressionando aí, fazendo o governo ou ter que se endividar, né,
04:26enfim, ou ter que cortar.
04:27O governo atual, o governo é um governo mais progressista, né, um governo mais à esquerda.
04:32E ele vê esse aumento desses gastos previdenciários que ocupam aí 45,8% do orçamento e ele tenta solucionar
04:39isso via aumento de impostos, né.
04:41Para se ter uma ideia, nos últimos três anos, o governo Lula aumentou o imposto 25 vezes, né.
04:48E aí eu fiz alguns aqui para trazer alguns destaques para vocês, né.
04:51A gente teve, por exemplo, uma alta do IOF, para quem faz compras, né, internacionais ali no cartão,
04:57que o imposto era de 3,38%, subiu para 3,5%.
05:01Pessoas que compravam moeda, né, em dólar, em espécie, subiu de 1,1% para 3,5%.
05:08E, por exemplo, pessoas que faziam aportes em planos de previdência, aportes acima de 300 mil reais ali por mês.
05:15Essas pessoas tiveram aumento de, na verdade, tiveram taxação definitiva ali em 5%.
05:20Então, o governo, ele vê esse aumento dos gastos obrigatórios puxado pela previdência.
05:25Em vez de fazer aí alguma solução, né, enfim, para reduzir esses gastos com previdência,
05:31ele prefere aumentar a arrecadação e aumentar os impostos para se considerar um governo mais à esquerda e mais focado
05:37no social.
05:38Há propostas no Congresso, né, enfim, por exemplo, eu queria destacar o projeto dos deputados mais à direita, né.
05:43O deputado Pedro Paulo e Kim Kataguiri, eles já haviam enviado algumas propostas lá em 2024,
05:49final de 2024, início de 2025, para tentar mudar essa deterioração, né, enfim, da situação fiscal do governo.
05:57Por exemplo, congelando ali o reajuste do salário mínimo e deixando ele apenas pela inflação.
06:03A gente precisa lembrar que, atualmente, o reajuste do salário mínimo é a inflação mais PIB,
06:06o que dá um ganho real não só para quem trabalha no mercado de trabalho, mas também para os aposentados,
06:11e também aí vem sendo um desses problemas que vem pressionando os gastos públicos.
06:16Então, os deputados mais à direita preferem que o aposentado receba aí, né, esse reajuste vindo só ali pela inflação
06:24e não dando ganho real para o aposentado, e aí você ajudaria e controlaria e amenizaria essa situação do aumento
06:30de gastos, né.
06:31Então, e aí, uma das críticas, por exemplo, desses deputados mais à direita é que, mesmo com esses aumentos de
06:36impostos
06:37que eu acabei de citar, que o governo Lula fez, a gente teve que fazer esse contingenciamento novamente.
06:42Então, mesmo aumentando os impostos para não cortar, né, enfim, ali na carne do aposentado, né,
06:48você acaba tendo que fazer esses contingenciamentos nos gastos não obrigatórios.
06:52E o que são esses gastos não obrigatórios, né?
06:54Seria, por exemplo, ali um Bolsa Família da Vida, esses gastos mais sociais, ou até gastos mesmo com saúde,
07:00de verbas para educação. O BPC também, né?
07:02O BPC é gasto obrigatório.
07:03Obrigatório.
07:04É gasto obrigatório.
07:04Mas ele também é reajustado conforme o salário mínimo, né?
07:07Isso, ele está dentro desses gastos previdenciários, o BPC, Verusca.
07:11E é uma crítica que os deputados mais à direita fazem ao governo, porque o ideal é você cortar esse
07:17gasto.
07:18Já o governo que é mais à esquerda fala, eu não vou cortar de quem ganha um salário mínimo, então
07:21eu vou aumentar imposto.
07:22Mas é difícil você imaginar, né, Bruno, que um governo mais progressista, mais à esquerda,
07:26vai ter uma atitude de cortar do social ou das pessoas que dependem da Previdência, por exemplo.
07:33É mais difícil, né?
07:34Sim, é mais difícil.
07:35E aí, esse é o embate, esse é o problema fiscal que a gente tem.
07:38Só que, só para concluir, e aí no final das contas, né, a gente tem esse embate que é um
07:43pouco incerto, enfim, tudo mais.
07:45E no final das contas, o governo acaba aumentando o imposto e não soluciona.
07:48E aí, a gente está tendo um aumento da relação dívida-PIB justamente por causa disso.
07:53Está chegando a 80% e o FMI projeta para o próximo ano que a relação dívida-PIB pode chegar
07:57a 100%.
07:58Então, é um problema que não vai ter solução no curto e médio prazo, por enquanto, Verusca.
08:03É, tanto que o principal candidato do PT, né, ao governo de São Paulo, é o candidato do PT ao
08:09governo do Estado,
08:09o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é chamado de taxado, né?
08:13Sim.
08:13Por causa do aumento dos impostos.
08:15Exatamente.
08:16Muito obrigada, viu, Voruno?
08:17Bom dia pra você, até segunda que vem, ou durante a semana, se assim, você me chamar.
08:23Perfeito, obrigada.
08:24Obrigada, viu? Bom dia.
08:27Bom, vamos falar da nova pesquisa BTG Nexus, que mostra o presidente Lula confortável na liderança da disputa ao Planalto
08:35e o aumento da rejeição ao nome de Flávio Bolsonaro, quase duas semanas depois da divulgação do áudio do senador
08:41ao banqueiro Daniel Vorcaro.
08:42Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio 35%.
08:49Na simulação de segundo turno, Lula cresceu de 46% para 47%, enquanto Flávio caiu de 45% para 43%.
08:58Essa pesquisa divulgada hoje de manhã também traz perguntas aos eleitores sobre temas da economia.
09:05E aí nós separamos quatro telas dessa pesquisa para trazer aqui para vocês, mostrando essa percepção do eleitor sobre a
09:13economia brasileira
09:14e algumas medidas tomadas pelo governo.
09:17Primeiro, os principais problemas do Brasil.
09:19E aqui tem vários problemas trazidos pelas pessoas que participaram da pesquisa.
09:26Corrupção em primeiro lugar, segundo saúde pública, segurança pública, classe política.
09:32O primeiro tema aqui que tem a ver com a economia aparece em sétimo lugar nessa lista, que é desemprego
09:38e falta de trabalho.
09:41Inflação, custo de vida em oitavo.
09:43Em nono lugar, impostos e aumento dos impostos.
09:46Aí a gente tem uma quebra aqui dos assuntos dos temas de economia, mas são relacionados, que é fome e
09:52insegurança alimentar.
09:53Baixo crescimento da economia, gastos públicos, que foi o que a gente trouxe agora há pouquinho, com o Bruno,
10:01aparecem lá em décimo, décimo primeiro lugar também taxa de juros e aumento das taxas de juros.
10:08Quero a próxima tela aqui, mais uma pergunta sobre economia, situação financeira e econômica atual.
10:13A economia no país, 51% diziam que era ruim e péssima em 27 de abril.
10:19Agora, 25 de maio, caiu essa percepção de economia ruim e péssima para 48%, que é um bom sinal para
10:27o governo Lula.
10:28Os que consideram ótima, boa, subiu dois pontos percentuais de abril para maio.
10:32Situação financeira, era 47% em 27 de abril, que considerava regular a situação financeira, caiu para 46%.
10:41Ao mesmo tempo, aumentou quem acha ótima, boa, de 31% para 34% e quem achava ruim, péssima, caiu
10:49a situação financeira ruim de 22% em 27 de abril para 20% em 25 de maio.
10:55Vamos para uma terceira tela, que eu quero conversar com a nossa entrevistada.
10:59O fim da taxa das blusinhas e expectativas com o seu efeito.
11:0473% dos entrevistados dizem que o governo agiu certo em reduzir, em acabar com a taxa das blusinhas.
11:1250% dos entrevistados disseram que fizeram compras em sites internacionais nos últimos 12 meses.
11:20E 71% sabem sobre o fim da taxa das blusinhas.
11:24A última tela, por favor.
11:27Sobre o endividamento.
11:29E aqui a gente trouxe esse recorte do desenrola.
11:32Quem está endividado ou inadimplente, disse que 6% já renegociaram alguma dívida com base no desenrola.
11:4030% ainda vão negociar.
11:44Lembrando que são 3 meses, 90 dias desde o início, desde o anúncio do governo desse desenrola.
11:5058% têm dívidas, mas disseram que não vão renegociar, nem pretendem renegociar alguma dívida.
11:57Mas aí eu mostro para vocês, 36% vão utilizar o desenrolo, que é um número favorável ao governo.
12:03Aí eu quero chamar a nossa entrevistada, que é a Laura Pacheco, já está aqui.
12:08Ela que é economista.
12:10E quero perguntar para você, Laura, trazendo aí, juntando o que o Bruno trouxe para a gente,
12:16sobre o corte do orçamento, para poder caber ali os gastos, principalmente os gastos da Previdência,
12:22que aumentaram muito, mas aí também nesse orçamento estão aí as benesses que o governo tem dado,
12:28que vocês dizem, inclusive, por conta das eleições.
12:30E aí esse recorte da economia que as pesquisas eleitorais têm trazido,
12:35que estão favoráveis ao governo desde que foram lançadas essas medidas mais populares.
12:39Bom dia.
12:40Bom dia.
12:42Bom, eu vejo que eles se estão cumprindo de forma, com muita maestria, essa agenda pré-eleitoral.
12:49Então, eu percebo que se está conseguindo amarrar muitos pontos importantes
12:54para poder conseguir fazer uma projeção de bom dia.
12:58Primeiramente, a gente teve ali algumas iniciativas, algumas decisões que foram bastante populares.
13:06Estamos falando aí da questão, dessa discussão em relação a...
13:10Escolar 6x1. Estamos falando ali da questão do aumento do teto do imposto de renda.
13:14Então, assim, coisas que a luta para a grande massa da população.
13:20Posteriormente, um posicionamento no cenário internacional, a vinda de Lula aos Estados Unidos.
13:25Por sinal, estou nos Estados Unidos agora.
13:27A vinda dele também foi de forma muito estratégica nesse posicionamento.
13:32Agora, vindo de todo esse histórico que tem trazido essa ideia de responsabilidade com os gastos públicos,
13:38veio começar a colocar também um posicionamento de responsabilidade com as contas públicas.
13:43Então, eu vejo que se tem cumprido muitos pilares ali para poder fazer tanto ali o ganho da confiança da
13:51grande população.
13:52Então, o presidente Lula, ele olha para a grande população, para a maioria da população, certo?
13:58Ele sabe se projetar muito bem para essa, para esse número de eleitores.
14:05Qual que é a grande questão que eu vejo que precisa ser feito também?
14:12O que se está acontecendo é o remanejamento do orçamento.
14:16O que é feito é necessário, mas até que ponto existe um compliance e uma fiscalização relacionada aos benefícios,
14:24aos beneficiários de muitos programas que estão muito importantes, a assistência é importante,
14:32mas também eu vejo que pouca rigidez em relação à fiscalização do uso do dinheiro público.
14:40E isso sim é um ponto muito importante.
14:43A gente fiscalizar, ter ali um rigor em relação à fiscalização para que o dinheiro público cumpra a função
14:50e traga o impacto social necessário, que não apenas impacta no problema,
14:55mas trata também as causas de problemas sociais.
14:57E por que não também começar a trazer maiores compromissos relacionados a questões sociais também por parte das empresas?
15:07Isso é algo que eu bato muito nessa tecla também de as empresas começarem a ter um olhar para os
15:13impactos sociais
15:14que elas poderiam trazer.
15:16Tanto olhar para os ruins e ver o que elas podem fazer de bom para poder mitigar os impactos que
15:21elas fazem,
15:22mas também de conseguir talvez dar um destino de um retorno social maior para o dinheiro público.
15:29Concordo totalmente com você, viu, Laura.
15:31Esse é um tema que a gente pode um dia combinar de discutir aqui.
15:34Mas eu quero trazer o dia, né, e hoje saiu o Boletim Focus, como sai toda segunda-feira,
15:41e confirma o que o mercado vinha alertando sobre o aumento das expectativas para a inflação.
15:46O IPCA saiu de 4,92% na semana passada para uma expectativa de alta de 5,04%.
15:55É a décima primeira semana seguida de expectativa de alta do mercado para o IPCA.
16:03É a primeira vez que esse índice, segundo o mercado, sai dos 4,5%, que é o teto da meta,
16:13determinada aí pelo CMN, pelo Conselho Monetário Nacional, para cima de 5%.
16:18O PIB também, a expectativa para o PIB saiu de 1,85% para 1,89%, lembrando que o PIB
16:24será divulgado na sexta-feira.
16:26A expectativa para o câmbio caiu de R$ 5,20 para R$ 5,17 essa semana, portanto dólar
16:34em queda.
16:35E o mercado também reajustou a expectativa para a inflação em 2027.
16:39É uma leve expectativa de aumento de 4 para 4,01% do IPCA no Boletim Focus.
16:49E eu lembro, mais uma vez, essa semana tem divulgação do IPCA 15 na quarta-feira, que é a prévia
16:54da inflação de maio.
16:55Quinta tem desemprego pelo IBGE do mês de abril e na sexta o IBGE divulga o PIB e o Ministério
17:02do Trabalho traz o CAGED.
17:05E aí eu quero conversar com a Laura novamente. Laura, qual é a sua expectativa e por quê em relação
17:12a esses principais números, principalmente ao IPCA 15 e ao PIB?
17:18Bom, em relação ao IPCA 15, eu vejo que o principal...
17:22Bom, eu já estava sendo não muito otimista em relação à inflação, na verdade,
17:26porque a gente está vivendo um cenário que favorece muito o aumento da inflação.
17:31A questão do PIB, qual é um ponto também que pode ter nos favorecido em relação ao crescimento econômico?
17:38O cenário interno, quando a gente tem ali um aumento do preço do petróleo, isso favorece a finança comercial brasileira
17:47e pode também trazer ali reflexos no crescimento econômico.
17:51A preocupação da questão inflacionária é por conta principalmente das causas da inflação.
17:58Taxa de juros, ele é como se fosse ali o remédio, ele não trata as causas.
18:03Uma economia é como um organismo vivo.
18:06A gente precisa olhar para muitos fatores que impactam a saúde desse organismo.
18:11E, às vezes, a gente precisa, sim, tomar decisões que são de restrição,
18:18que são de também, às vezes, abrir mão de alguns prazeres da vida em prol da saúde desse organismo.
18:27Uma economia funciona da mesma forma.
18:29A minha preocupação maior em relação a esse cenário inflacionário é o fato de que se trata muito aspectos pensando
18:37no curto, médio prazo.
18:39Mas que, se a gente for olhar de forma mais profunda de algumas decisões que estão sendo tomadas agora,
18:46se não for tomada uma cautela em relação às causas da inflação,
18:51a gente pode vir a ter uma crise econômica projetada ali, talvez, para os próximos, depois dos próximos 3, 4
18:59anos.
19:00Então, isso é muito importante de, sim, estar sendo avaliado, mas não apenas olhando para taxas de juros,
19:06mas também olhando para os outros pilares que formam a inflação.
19:10Por quê?
19:11Do que adianta a gente ter crescimento econômico,
19:13a gente ter ali, talvez, uma redução de desemprego,
19:17talvez um pouco mais de confiança e, cada dia a mais, o nosso dinheiro está valendo menos.
19:22O impacto que a gente acaba tendo na economia acaba sendo um pouco artificial.
19:26Então, por isso que é muito, muito importante olhar para agora quais são as decisões,
19:33as renúncias que precisam também ser feitas para conseguir conter as causas da inflação.
19:39Esse é um ponto que eu sou um pouquinho mais crítica, porque eu vejo que,
19:43para poder ser um pouco mais restritivo, existe um pouco de resistência ainda,
19:47por parte do governo atual.
19:50Laura, muito obrigada, viu, por estar aqui conosco mais uma vez.
19:54Está de férias, é isso?
19:58Eu vi algumas pesquisas e tive uma reunião lá no Federal Reserve, na semana passada.
20:04E o que você traz para a gente do Federal Reserve?
20:07Alguma novidade aí que a gente possa explorar aqui?
20:10Então, eles são muito restritos, né?
20:13Eles são bastante criteriosos até para entrar, não pode fotografar, não pode filmar, não pode nada.
20:19Assim, é bem restritivo mesmo.
20:21E eles me receberam principalmente para tratar em relação a essa questão do impacto da educação financeira,
20:28pensando nas decisões de um banco central.
20:32Então, quem faz toda a parte de curadoria e de grade dos estudos de educação financeira
20:38que vão para as escolas americanas é o Federal Reserve.
20:42Então, tem uma área pedagógica lá dentro, eu conheci a área, me reuni com a responsável.
20:47E, inclusive, eles nos deram um endosso para que possamos também fazer uso desses materiais
20:53e até usar o selo do Federal Reserve para os materiais pedagógicos
20:57que estamos querendo implementar aqui no Brasil.
20:59Então, foi uma grande conquista que a gente teve também com essas reuniões.
21:03Mas, em relação a decisões de cenário econômico, eles são bastante restritos.
21:07Até entre funcionários existe ali uma cautela muito grande.
21:12Nem os funcionários podem circular sozinhos dentro do Banco Central.
21:15Tá certo, tá certo, né?
21:17É a maior economia do mundo.
21:19Obrigada, viu, Laura?
21:20Em mim, né?
21:21Um bom dia.
21:21Obrigada também.
21:23Bom dia.
21:23Bom dia.
21:25O presidente Lula se reúne hoje com o presidente da Câmara, Hugo Mota,
21:30e o relator da PEC sobre o fim da escala 6x1, deputado Léo Prats.
21:34No fim de semana, os deputados da Comissão Especial estiveram em Manaus,
21:39na Assembleia Legislativa, e a ida à capital do Amazonas faz parte da tarefa da comissão
21:46de ouvir setores do empresariado e trabalhadores na busca por um projeto mais alinhado ao que querem os setores.
21:53O relatório será apresentado na Comissão Especial agora à tarde em Brasília
21:57e o documento deve ser votado na comissão amanhã.
22:01Na quarta, esse documento segue para o plenário.
22:04No caso, o relatório segue para a apreciação do plenário para decidir se aprova ou não.
22:10Se for aprovado, segue para o Senado.
22:12Aí, complementando aí para vocês o que nós temos de mais importante na semana,
22:17portanto, essa votação do relatório do fim da escala 6x1.
22:21Agora, quero mudar de assunto.
22:23A gente ainda continua em economia, mas falando sobre os carros chineses.
22:27É porque as ruas brasileiras ganharam esses novos protagonistas.
22:31Carros chineses passaram a ocupar vitrines de concessionárias
22:34e aceleram a maior transformação da indústria automotiva brasileira em muitos anos.
22:38Essa é a reportagem do editor de Veja, Ernesto Neves, ele que é de Veja Negócios
22:45e que vai trazer mais detalhes para a gente dessa transformação que desafia as montadoras tradicionais.
22:53Ernesto, bom dia para você.
22:55Queria saber de onde você partiu para poder escrever essa reportagem e qual foi a sua conclusão.
23:03Bom dia, Verusca.
23:05Exatamente.
23:06A gente vinha observando aqui nos índices uma venda exponencial de carros chineses.
23:15E a gente resolveu investigar como é que estava isso,
23:18se de fato era um fenômeno consolidado e foi muito surpreendente.
23:22Para você ter uma ideia, dos pouco mais de 800 mil carros
23:28emplacados no Brasil entre janeiro e abril,
23:33125 mil eram de tecnologia chinesa.
23:37É um recorde.
23:38A gente jamais viveu isso.
23:40Isso dá mais ou menos 15% das vendas no Brasil.
23:45Não só isso, a gente também viveu uma invasão de importações vindas da China.
23:51De cada dois carros importados, um é chinês.
23:56Então, é um número muito impressionante.
24:01E aí, conversando com os especialistas do porquê desse fenômeno
24:06e como que a China chegou lá,
24:08a gente foi descobrindo ali que a China viu antes de todo mundo
24:16que a tecnologia do carro elétrico ia de fato se tornar
24:22alvo de desejo do consumidor e se preparou para isso.
24:26Então, anos atrás, eles começaram a fazer pesquisa avançada.
24:30O governo passou a financiar universidades e empresas
24:34para que elas chegassem nessa tecnologia mais avançada.
24:39Então, depois de décadas aí de um domínio da indústria automotiva
24:45por empresas da Europa, dos Estados Unidos e do Japão,
24:50todas elas comeram mosca e não viram essa tecnologia chegando
24:54e foi aí que a China entrou e conseguiu romper
24:58esse monopólio dessas empresas.
25:04Bem bacana, viu?
25:06A gente vê mesmo uma invasão, não é uma invasão de carros chineses, né?
25:11Você olha para o lado, sempre tem uma marca chinesa ali do seu lado no trânsito.
25:17Muito obrigada, viu?
25:18E aí eu quero convidar as pessoas a lerem um pouco mais da reportagem
25:22no site de Veja ou na revista que já está nas bancas.
25:26Obrigada, viu, Ernesto? Bom dia.
25:28Obrigado, bom dia.
25:30Bom dia.
25:32Investidores estrangeiros que aderiram ao programa Golden Visa,
25:36uma modalidade de residência por investimento criada por Portugal,
25:40se preparam para avançar judicialmente contra o governo português
25:45após as recentes alterações feitas na lei.
25:48O objetivo do Golden Visa é atrair capital estrangeiro
25:52e envolve aportes a partir de 250 mil euros.
25:56O que é muito dinheiro,
25:59Wilson Bicalho, que é advogado especialista em direito migratório,
26:02e vai conversar com a gente agora,
26:04é muito dinheiro, 250 mil euros, né?
26:06Para mudar a regra do jogo com o jogo sendo jogado.
26:10Bom dia.
26:12Bom dia, Verusca, é um prazer falar com você e com toda a sua audiência.
26:16Pois é.
26:17Bom, o número assusta, mas desculpa só de cortar,
26:21porque ainda há um pior.
26:23Esse número é o dobro.
26:24As pessoas investiram 500 mil euros ou mais,
26:28nesse caso específico.
26:31É, não, então vai um dobro de susto aqui.
26:34E o que dá para fazer nesse caso?
26:37O que eles estão entrando com recurso na justiça,
26:40mas o que eles alegam?
26:42Perda financeira?
26:43O que dá para fazer?
26:45Bom, isso está muito ligado à perda da confiança, na verdade.
26:50O que essas pessoas alegam é que foi vendido para elas,
26:53foi aventado um sonho que foi embrulhado num pacote único.
26:59Ou seja, as pessoas que fazem o Golden Visa,
27:01elas têm o direito de residir em Portugal.
27:04E esse direito era, você reside em Portugal por cinco anos,
27:07legalmente, e depois disso você pode pedir a nacionalidade portuguesa.
27:12Esse era o pacote completo do sonho que eles compravam.
27:15E agora, no meio do decurso desses prazos,
27:18nós temos pessoas que estão chegando literalmente a esses cinco anos,
27:21o governo alterou essa lei,
27:23e esse tempo de espera passa a ser de cinco para dez anos.
27:27O que eles estão se baseando muito é nesse impacto
27:30e nessa quebra da confiança, Verusca,
27:32porque, diferente das pessoas que têm direito adquirido
27:36ou tinham a perspectiva de direito
27:37de, com cinco anos, terem a nacionalidade só pelo fato de viverem,
27:42esses literalmente compraram, aportaram dinheiro no sistema português.
27:47Estava fazendo as contas aqui,
27:49quer dizer, 500 mil euros dá quase 3 milhões de reais, né?
27:53E quebra de confiança de quem investe dinheiro no país, no governo,
27:58a gente tem experiência própria aqui no Brasil, né?
28:00É muito ruim.
28:02O que acontece agora com essas pessoas?
28:04Elas estão entrando com a ação para que valha a lei antiga,
28:08porque o investimento foi feito com a lei antiga.
28:12Exatamente.
28:13O que esses escritórios, a maioria dessas pessoas,
28:16devem se juntar em grupos, em associações,
28:19porque nós estamos falando principalmente em investidores americanos
28:23que têm uma prática de tribunal
28:25e uma visão de judiciário muito diferente
28:28do que nós temos no Brasil ou em Portugal, né?
28:30Então, eles devem se juntar em termos associativos
28:33para poder brigar exatamente por isso,
28:35para que seja aplicado a eles
28:37a lei de quando eles compraram os imóveis,
28:40que foi um investimento feito em Portugal,
28:43para que possam ter isso julgado a partir dessa legislação.
28:47Agora, Wilson, você tem ideia de quanto foi investido no total?
28:52Quantas pessoas atingem?
28:54Você tem ideia também de quantos brasileiros?
28:56Percentual, qualquer número.
28:59Bom, o que acontece muito é que o Golden Visa
29:02é um sistema de compra de nacionalidade.
29:05E isso é uma realidade e existe também no Brasil.
29:08É importante a gente ter essa noção.
29:10O número exato de pessoas que utilizaram o Golden Visa
29:14passa de 2 mil pessoas.
29:16Esse número de 500 pessoas que devem entrar com essa ação
29:20e talvez isso aumente ou diminua
29:22à medida que as pessoas vejam como funciona o judiciário
29:26e o quanto elas vão gastar,
29:27é um número que representa praticamente 25% desse total.
29:31Mas a maior perda, a maior quebra que existe,
29:34Verusca, que eu acho,
29:35é realmente a relação de confiança.
29:38É um país perder um pouco a confiança,
29:41a credibilidade junto a investidores estrangeiros.
29:44Isso é, para mim, o principal ponto negativo para Portugal
29:48dessa alteração de lei.
29:50Tem muito brasileiro que se encaixa também nesse perfil
29:54de investidor em Portugal esperando o Golden Visa?
30:00Tem.
30:00Nós temos um número também significativo de brasileiros,
30:03mas não é um caminho que os brasileiros hoje ultimamente faziam muito.
30:08Mas na época da pandemia,
30:10é o período pós-pandêmico principalmente,
30:12houve muito essa migração.
30:14Muitas pessoas fizeram realmente investimentos nessa casa
30:17de 500 mil euros para poder terem o Golden Visa.
30:20Então, nós temos uma quantidade também de brasileiros grande,
30:24impactada,
30:25mas não é como é um investimento muito alto,
30:27nós falamos aqui já no começo.
30:29Na reportagem,
30:30esse investimento não é um investimento massificado,
30:34não é uma coisa gigantesca
30:35que faça luz aos mais de 400 mil brasileiros
30:38que moram aqui em Portugal.
30:40Agora, Wilson,
30:41a justiça é o único caminho
30:42para poder reverter
30:46essa decisão do Golden Visa
30:48de 5 para 10 anos?
30:52Sim.
30:53Essa lei foi promulgada,
30:54ela entrou em vigor a partir do dia 19 agora,
30:57e a partir da entrada da legislação em vigor,
31:00isso impacta diretamente,
31:02muda completamente.
31:04É, tem outra situação aí,
31:07quer dizer,
31:08a gente está falando dessas pessoas que serão impactadas
31:10porque já investiram,
31:11mas isso também impacta
31:13quem estava planejando investir no país
31:17para conseguir o Golden Visa,
31:1910 anos é muito tempo.
31:21É bastante tempo.
31:23A gente tem que lembrar,
31:24a legislação do Golden Visa,
31:26ela mudou já no ano passado,
31:29e não é possível mais as pessoas fazerem Golden Visa
31:32com compra de imóvel.
31:34Hoje é possível ter o Golden Visa ainda
31:36com investimento em educação,
31:39investimento eventualmente em outros sistemas,
31:42mais em ciências, por exemplo,
31:45mas não com compra de imóveis.
31:47Então, naturalmente,
31:48o Golden Visa já deu,
31:50já teve um decréscimo muito grande da procura,
31:52mas esse tipo de ação
31:54acaba fazendo com que tenha
31:56ainda menos credibilidade esse sistema.
31:59Agora, qual que é a explicação
32:01do governo português
32:02para mudar as regras?
32:06Merusca, é muito interessante
32:07a gente olhar para o contexto geral
32:10do que tem sido feito
32:11de nacionalidade,
32:13não só em Portugal,
32:14mas em toda a Europa.
32:15Os partidos hoje,
32:17mais à direita,
32:18que têm um discurso
32:19mais anti-imigração,
32:21como os Estados Unidos também,
32:22por exemplo,
32:23acabam vendendo uma imagem
32:25de problema,
32:26passando uma imagem
32:27que a imigração é um problema,
32:29quando, na verdade,
32:31isso é muito mais trazido
32:33por esses próprios partidos.
32:34Esse número que nós estamos falando,
32:36por exemplo,
32:37do Golden Visa,
32:37é um número irrisório,
32:39são pessoas que investiram dinheiro
32:41e pessoas extremamente qualificadas
32:43do ponto de vista financeiro
32:45e que não impactaria nada.
32:47Esse tipo de legislação
32:49acaba fazendo muito mais barulho
32:51e trazendo, ao meu ver,
32:53um prejuízo muito maior
32:54para a credibilidade do país
32:56do que realmente
32:57para mudar alguma coisa efetiva
33:00que cause problema.
33:01Mas é muito mais
33:02nessa questão da imagem
33:04e do que esses partidos
33:06querem passar,
33:07do que eles querem se posicionar.
33:08É muito mais político
33:10do que um problema real.
33:11Wilson Bicalho,
33:13advogado especialista
33:14em direito migratório,
33:15muito obrigada, viu,
33:16pela sua entrevista.
33:17Bom dia.
33:18Bom dia,
33:19prazer falar com vocês.
33:21Obrigada.
33:22A Comissão de Assuntos Econômicos
33:24do Senado deve votar amanhã
33:26a proposta de usar
33:27o fundo do pré-sal
33:28para financiar produtores rurais.
33:31A votação estava marcada
33:32para a semana passada,
33:33mas acabou odiada
33:34a pedido do governo federal
33:35que busca um consenso
33:37com os senadores,
33:38já que a proposta original
33:39do executivo
33:40era voltada para produtores
33:41atingidos por eventos
33:43climáticos apenas.
33:45O ministro Dario Durigan
33:46tem negociado pessoalmente
33:48com os integrantes da comissão.
33:50Um modelo estruturante
33:52de garantias
33:53para o agronegócio brasileiro.
33:56Isso muito inspirado
33:57no que a gente vê,
33:58por exemplo,
33:58no FGC,
33:59que serve ao setor bancário
34:01como um todo
34:01para algumas operações.
34:03Então,
34:03a gente se comprometeu
34:04em avançar,
34:06podendo já ter no projeto
34:07uma sinalização autorizativa
34:09ou algo que o valha,
34:10para que a gente coloque de pé
34:12um fundo garantidor
34:13para o setor do agronegócio.
34:15E que tenha participação
34:16não só do poder público,
34:18que também é uma exigência,
34:19uma condição,
34:20melhor dizendo,
34:21que eu coloquei
34:22do ponto de vista
34:23do Ministério da Fazenda,
34:23que também haja contribuição
34:25principalmente dos bancos,
34:26das instituições financeiras,
34:28dos próprios agricultores,
34:29uma quantia menor
34:30para que caiba
34:31no bolso dos agricultores,
34:32mas para que a gente
34:33consiga constituir
34:34um fundo garantidor
34:36que ajude
34:37no acesso ao crédito,
34:38que ajude
34:39no momento de inadimplência,
34:41no momento de crise
34:41do país,
34:42que possa socorrer
34:43e, portanto,
34:44dar mais rigidez
34:45ao crédito rural.
34:47Estamos vendo
34:48o que é possível
34:49e o que não é possível.
34:49Não adianta fazer um projeto
34:51e depois ele não ser execuível.
34:53Então, o que nós queremos
34:54é a facilitação
34:55dos dois lados
34:56para que a gente possa
34:58rapidamente chegar
34:59a um bom termo
35:01com as regras claras,
35:02como a que o ministro
35:03colocou,
35:04de quem pode acessar,
35:06quanto pode
35:07e a celeridade
35:08que é fundamental
35:09porque nós temos
35:10o próximo plano safra
35:11chegando aí
35:12no começo já de junho.
35:15Bom, a gente teve
35:15Dario Durigan
35:16falando ali no começo
35:17e a senadora Tereza Cristina
35:18de Mato Grosso do Sul
35:19que faz parte da comissão
35:21e também da bancada ruralista.
35:22Eu quero conversar agora
35:23com o Gustavo Junqueira,
35:24ele que é colunista
35:25de Veja Negócios
35:26e sempre traz para a gente
35:28aqui a luz
35:28quando se trata de agro.
35:30Ô Gustavo,
35:31você já tem chamado
35:32a atenção aqui
35:33várias vezes
35:34no nosso programa
35:34que não é uma questão
35:35pontual de um programa
35:37para algo específico,
35:39mas o agro como um todo
35:43precisa ser pensado
35:45como política pelo governo.
35:46Bom dia.
35:48Bom dia, Verusca.
35:49Bom dia a todos.
35:50É isso mesmo, Verusca.
35:51Acho que a gente está falando
35:52em algumas vezes
35:54o mesmo tema
35:56e vai e volta.
35:57O debate sobre dívida rural
35:58no Brasil
35:59ele começa sempre
36:01da mesma forma.
36:02Começa com perdão,
36:04securitização,
36:05culpa do governo,
36:06culpa do produtor
36:07e o Brasil tem essa habilidade,
36:11provavelmente é o único país
36:12do mundo que consegue
36:13transformar negociação emergencial
36:16em política agrícola permanente.
36:20E isso tem feito
36:23com que o processo
36:27de desenvolvimento do agro
36:29dentro da fazenda,
36:31dentro das empresas
36:32seja muito mais rápido
36:33do que de fato
36:35o sistema financeiro
36:37ou o governo
36:38consiga acompanhar
36:40esse desenvolvimento.
36:41Hoje nós estamos falando,
36:43Verusca,
36:44de uma economia,
36:46de um agro
36:47de 3,2 trilhões de reais.
36:52Só de crédito formal aqui,
36:55nós estamos falando
36:56de 750 bilhões de reais,
36:59que é o que a gente chama
37:01de plano safra,
37:02do sistema bancário em si,
37:05mas em cima
37:07desses 750 bilhões,
37:09nós temos mais
37:09um trilhão de reais
37:11de exposição
37:13que vai pelos CRAS,
37:16pelos fiagros,
37:18pelo mercado privado,
37:20private banking,
37:21tradings,
37:22barter,
37:23ou seja,
37:24é uma
37:27distribuição de risco
37:29que saiu da porteira
37:31há muito tempo.
37:32hoje,
37:33qualquer crise
37:35no agro
37:35atravessa
37:36o sistema financeiro
37:38inteiro.
37:38Então,
37:39se nós íamos
37:39há alguns anos
37:40alertando
37:41sobre o caso
37:42Master,
37:42que o caso
37:43Master
37:44estava saindo
37:45de controle
37:46e hoje
37:47a gente vê
37:48como é que isso
37:49afetou o mercado
37:50financeiro,
37:51o FGC pagando
37:52tantos bilhões
37:54para sanar
37:55esse problema,
37:56o caso
37:57agro
37:57também é um problema
37:59e tem sido
38:00falado
38:01recorrentemente,
38:03porque
38:03por vários anos
38:04a percepção
38:06era que a soja
38:07só subia,
38:08que o valor
38:09das terras
38:10só subia,
38:11que o crédito
38:12era infinito
38:13para o agro
38:14e que o risco
38:15climático
38:16não existiria,
38:17tinha tirado
38:18férias aí
38:19e não ia ter
38:20risco climático.
38:22Então,
38:23se deu dinheiro,
38:24se financiou
38:25operações
38:26com base
38:27nessas premissas
38:28e essas premissas
38:29se mostraram
38:32equivocadas,
38:33porque os juros
38:34dispararam,
38:35os custos
38:36operacionais
38:37explodiram
38:38e o preço
38:39das commodities
38:40caíram.
38:40Então,
38:41nós estamos
38:41aprendendo aqui
38:42da maneira
38:43mais difícil,
38:43que não adianta
38:44ficar só fazendo
38:45PowerPoint,
38:46que isso
38:47não muda
38:48a realidade
38:49dos fatos
38:50físicos
38:51e reais,
38:52as coisas
38:52realmente
38:53acontecem.
38:54Acho que
38:54essa solução
38:56que estão
38:57apresentando,
38:58trazendo aí
38:59a possibilidade
39:00de 30 bilhões
39:01de reais
39:02do fundo social
39:03do pré-sal,
39:04ou seja,
39:04estamos lá pegando
39:05no petróleo
39:06que subiu agora
39:07com a guerra
39:08e trouxe muita
39:09receita
39:10para o Brasil,
39:11pegando parte
39:13desse dinheiro,
39:1330 bilhões
39:14de reais,
39:15que não é pouco,
39:17mas é pouco
39:17em relação
39:18ao tamanho
39:19do agro
39:20hoje,
39:21para dar
39:22para esses
39:23produtores
39:24que tiveram,
39:25seja,
39:26problemas
39:26de clima,
39:27seja,
39:27problema
39:28de gestão,
39:29seja,
39:32problemas
39:33de maneira
39:33geral,
39:34dá 10 anos
39:35para que eles
39:36possam pagar
39:37essa dívida
39:38que agora,
39:39hoje,
39:39é impagável,
39:40porque não adianta
39:41ter só
39:41super safra,
39:42no Brasil,
39:43a gente fala,
39:43não,
39:43vai ter uma super safra,
39:45mas uma super safra
39:46com margem zero
39:47não significa nada,
39:48você está tocando
39:496 por meia dúzia,
39:51então,
39:52eu acho
39:53que o Brasil
39:55tem que olhar
39:55essa questão
39:57não somente
39:58para resolver
39:59o problema
40:00agora,
40:00mas fazer
40:01uma solução
40:02estrutural,
40:03a gente vai ter
40:03que trocar
40:04a turbina
40:05do avião
40:05com o avião
40:06voando,
40:07ou seja,
40:07resolve esse
40:08problema agora,
40:10mas monta
40:11uma estrutura
40:11que possa ser
40:13nos modelos
40:14como o ministro
40:15colocou,
40:15do FGC,
40:17um fundo garantidor,
40:18que só de você
40:20ter a capacidade
40:21de colocar
40:2220 a 30 bilhões
40:24nesse fundo,
40:25você tem
40:26uma capacidade
40:27de financiamento
40:27de 150 bilhões,
40:29porque você tem
40:29toda uma alavancagem
40:31que é possível
40:32através desse fundo,
40:34então,
40:34eu acho que
40:37nós temos que
40:38realmente
40:39perseguir isso,
40:41agora,
40:41tem a questão
40:42da política,
40:43Verusco,
40:44eu acho que
40:44esse é o grande
40:45questão,
40:45um ano eleitoral,
40:48Brasília
40:48tem uma
40:49tecnologia
40:50super avançada
40:52para transferir
40:53problema presente
40:55para o próximo
40:56plano safra,
40:57então,
40:58ele resolve
40:58o problema
40:59para enfrentar
41:00os interesses,
41:01administra
41:02com a barriga
41:04aqui alguma
41:05coisa para ganhar
41:06a eleição,
41:07então,
41:08tanto o governo
41:08quanto a oposição
41:10tem que olhar
41:11o agro
41:11como algo
41:12mais estrutural
41:14e pensar
41:15uma política
41:15de longo prazo,
41:17para que a gente
41:18não esteja
41:18a todo momento
41:21tendo que
41:22resolver
41:22esses problemas
41:23pontuais
41:24e também
41:25agora
41:25colocando
41:26todos os
41:27investidores
41:27no risco
41:29do agro
41:29sem saber
41:30que eles estão
41:30dentro do agro,
41:32esse é
41:32um desafio
41:33para trabalhar
41:34com o mercado
41:34financeiro
41:35numa atividade
41:36que tem
41:37todas as suas
41:38particularidades.
41:40Gustavo,
41:41muito obrigada
41:41mais uma vez
41:42trazendo luz
41:43aqui para a gente,
41:44viu?
41:44Bom dia.
41:45Eu que agradeço,
41:46boa semana.
41:46Obrigada.
41:49Vamos agora
41:50às últimas notícias
41:51da guerra
41:52no Oriente Médio.
41:53Os mercados
41:53lá fora
41:54operaram
41:54a segunda-feira
41:55de olho
41:56no fim
41:56dos ataques
41:57e a liberação
41:58do estreito
41:59de Hormuz.
42:00As bolsas
42:00asiáticas
42:01e as europeias
42:02fecharam
42:03em alto
42:03clima positivo.
42:05Nos Estados Unidos
42:06hoje é feriado
42:07do Memorial Day,
42:09uma data em homenagem
42:10aos militares
42:11das forças armadas
42:12que morreram
42:12em combate
42:13e o que deve
42:13afetar os negócios
42:15aqui no Brasil.
42:16Mas vamos dar
42:17uma olhadinha
42:17na nossa bolsa
42:18como é que está
42:18nesse momento?
42:20Pode jogar
42:21para mim
42:21aqui na tela.
42:22Joel,
42:23aos 177 mil pontos
42:24o Ibovespa
42:25alta
42:26de 0,52%.
42:31Eu acho
42:31que o meu
42:32está funcionando
42:32aqui,
42:33dá uma olhadinha.
42:34Exato.
42:36Ah,
42:36bom,
42:37está 177 mil pontos,
42:38acho que
42:39só não dá
42:40para ver
42:40a alta
42:41de 0,54%
42:44é alta
42:44nesse momento
42:45mais
42:46aos 177 mil
42:47164 pontos.
42:48Está certo.
42:49Vamos às commodities,
42:50petróleo
42:51nesse momento
42:52queda
42:53por conta
42:53das notícias
42:54de que a guerra
42:55pode acabar
42:56mais rápido
42:57do que se imagina.
42:59A gente vai falar
43:00um pouquinho mais
43:00sobre isso,
43:01qual é a posição
43:01do Irã
43:01e também
43:02dos Estados Unidos.
43:03Mas o petróleo
43:04nesse momento
43:05com queda
43:05de 5%,
43:06tanto o WTI
43:07quanto o petróleo
43:08tipo Brent.
43:10eu lembro a vocês
43:11que na semana
43:11passada
43:12o petróleo
43:12tipo Brent
43:12estava perto
43:13de 110 dólares
43:14o barril,
43:15hoje nesse momento
43:1698 dólares
43:18o barril,
43:18portanto caiu
43:19bastante.
43:20Bom,
43:21sobre o que diz
43:21cada autoridade,
43:22o presidente iraniano
43:23Massoud Pezeskian
43:24afirmou que o país
43:26não abrirá a mão
43:27da honra
43:28durante as negociações
43:29em curso
43:30para um acordo
43:30de paz
43:31com os Estados Unidos.
43:32Tem imagens aqui
43:33de uma reunião
43:35que ele fez
43:35em que declarou
43:36ainda que Teheran
43:37não tem o desejo
43:38de adquirir
43:39armas nucleares.
43:40Durante a fala
43:41o presidente iraniano
43:42chegou a acusar Israel
43:43de estar conspirando
43:44para manter a guerra,
43:46a agitação
43:47e a discórdia.
43:48Ontem
43:48o presidente
43:49dos Estados Unidos
43:50Donald Trump
43:51declarou que as negociações
43:52com o Irã
43:52estão acontecendo
43:53de forma ordenada
43:54e construtiva
43:55e que o bloqueio naval
43:57dos Estados Unidos
43:58no Estreito de Hormuz
43:59permanecerá em pleno vigor
44:00e efeito
44:02no caso
44:02o bloqueio
44:03das forças americanas
44:05nos portos iranianos.
44:07até que seja
44:08assinado um acordo
44:10entre as duas partes.
44:11O Washington Post
44:12o jornal
44:13diz que o acordo
44:14está próximo
44:15mas as autoridades
44:16dos países envolvidos
44:18tentam conter
44:19as expectativas.
44:21Bom
44:21ontem
44:22quer dizer
44:23no fim de semana
44:24ontem
44:25domingo
44:25o secretário
44:26de Estado
44:26dos Estados Unidos
44:27Marco Rubio
44:28afirmou que foram
44:29feitos progressos
44:30significativos
44:31nas negociações
44:32com o Irã
44:33e que o mundo
44:34deveria esperar
44:35boas notícias
44:36em breve.
44:40Sobre a situação
44:41do Irã
44:42acredito que haverá
44:43talvez mais notícias
44:44saindo um pouco
44:45mais tarde
44:45sobre esse tópico
44:46e deixarei
44:47para que o presidente
44:48faça mais anúncios
44:49sobre isso.
44:51Basta dizer
44:52que algum progresso
44:52foi feito
44:53progresso significativo
44:55embora não final
44:56mas foi feito.
44:57O problema
44:58será resolvido
44:58de uma forma
44:59ou de outra.
45:00Então
45:01fizemos algum progresso
45:02nas últimas 48 horas
45:04trabalhando com nossos
45:05parceiros
45:06na região do Golfo
45:07em um esboço
45:08que poderia
45:08em última análise
45:09se for bem sucedido
45:11nos deixar
45:12não apenas
45:12com o estreito
45:13completamente aberto
45:14e quero dizer
45:15estreito aberto
45:16sem pedágios
45:17mas também
45:18com alguns
45:18dos principais objetivos
45:20que sustentaram
45:21o que tem sido
45:21as ambições
45:22de armas nucleares
45:23do Irã
45:24no passado.
45:25Bom, e por causa
45:27dessas falas
45:28e toda essa expectativa
45:29de que agora sim
45:30estaria sendo
45:31construído um acordo
45:32preliminar
45:33não é um acordo
45:34definitivo
45:35mas um acordo preliminar
45:36onde o Irã
45:36iria liberar ali
45:38a passagem
45:38do estreito de Hormuz
45:39Estados Unidos
45:40também recuaria
45:41no fechamento
45:42dos portos iranianos
45:43por conta disso
45:43a gente mostrou
45:44agora há pouco
45:45o petróleo em queda
45:46continua assim
45:46e as ações
45:47da B3 em alta
45:49o Ibovespa
45:49marcando alta
45:50nesse momento de
45:52deixa eu
45:52antes de encerrar
45:530,45%
45:55não mudou muita coisa
45:55quero trazer para vocês
45:57uma última notícia
45:58que a Laura Pacheco
45:59trouxe para a gente
45:59para a gente ficar de olho
46:00essa semana
46:01porque o presidente
46:03Donald Trump
46:04disse na sexta-feira
46:06durante a posse
46:07do novo presidente
46:08do Fed
46:09que ele será
46:10totalmente independente
46:12e aponta
46:12em um alinhamento
46:13de visão sobre juros
46:14está no nosso site
46:16de Veja
46:16a fala
46:17como eu disse
46:18ocorreu durante
46:18a cerimônia de posse
46:19de Kevin Walsh
46:20como o novo chefe
46:21da autoridade monetária
46:22na Casa Branca
46:23após pregar
46:24pela autonomia
46:25da instituição
46:25Trump frisou
46:26que a visão de Walsh
46:27sobre a política
46:28de juros
46:29estaria alinhada
46:30com o que o governo
46:31dos Estados Unidos
46:32pensa
46:32ele disse
46:33quero que o Kevin
46:34seja totalmente independente
46:36e faça um ótimo trabalho
46:38disse Trump
46:39durante a cerimônia
46:40mas lembrando a vocês
46:42que o mercado
46:43está de olho
46:44na próxima reunião
46:46do Federal Reserve
46:48sobre os juros
46:50que balizam ali
46:50a economia americana
46:52que será
46:52na segunda semana
46:54de junho
46:56uma parte
46:57apostando
46:58numa alta
46:59dos juros
47:00e uma outra
47:00parte dos mercados
47:02apostando
47:02numa manutenção
47:03dos juros
47:04entre 3,5%
47:05e 3,75%
47:06ao ano
47:07é isso
47:08a gente provavelmente
47:08vai falar muito
47:09sobre isso
47:10nos próximos dias
47:11e nas próximas semanas
47:12também
47:12quero deixar para você
47:14um bom dia
47:15um ótimo início
47:16de semana
47:17amanhã
47:18terça-feira
47:1926 de maio
47:21estarei de volta
47:22aqui no programa
47:22Mercado
47:23a partir das 10 horas
47:23da manhã
47:24até
47:51e aí
47:53e aí
47:54e aí
47:55Obrigado.
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