- há 2 dias
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara avança na discussão sobre o fim da escala 6x1, com a aprovação da admissibilidade de propostas que reduzem a jornada de trabalho para 36 horas semanais. O tema segue agora para comissão especial e levanta debates sobre produtividade, custo do trabalho e impactos para empresas e trabalhadores.
No sistema financeiro, os desdobramentos do caso envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa ganham força, com possibilidade de delação premiada e julgamento em andamento no STF. Ao mesmo tempo, o banco busca reforçar capital com uma nova oferta de ações bilionária.
O programa também aborda a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, que passa a financiar imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda de até R$ 13 mil, em um momento de pressão no crédito imobiliário.
No mercado de crédito, o destaque é o crescimento das duplicatas digitais — um setor que movimenta trilhões de reais por ano e passa por transformação estrutural desde a digitalização obrigatória.
No cenário internacional, a tensão no Oriente Médio segue no radar, com impactos diretos sobre energia e atividade global, refletidos na queda do PMI da zona do euro.
Participam da análise a economista Marcela Kawauti, o editor de VEJA Negócios Diogo Schelp e Magno Lima, CEO da SPC Grafeno.
O programa é apresentado por Veruska Donato.
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No sistema financeiro, os desdobramentos do caso envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa ganham força, com possibilidade de delação premiada e julgamento em andamento no STF. Ao mesmo tempo, o banco busca reforçar capital com uma nova oferta de ações bilionária.
O programa também aborda a ampliação do Minha Casa, Minha Vida, que passa a financiar imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda de até R$ 13 mil, em um momento de pressão no crédito imobiliário.
No mercado de crédito, o destaque é o crescimento das duplicatas digitais — um setor que movimenta trilhões de reais por ano e passa por transformação estrutural desde a digitalização obrigatória.
No cenário internacional, a tensão no Oriente Médio segue no radar, com impactos diretos sobre energia e atividade global, refletidos na queda do PMI da zona do euro.
Participam da análise a economista Marcela Kawauti, o editor de VEJA Negócios Diogo Schelp e Magno Lima, CEO da SPC Grafeno.
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NotíciasTranscrição
00:28Legenda Adriana Zanotto
00:59Legenda Adriana Zanotto
01:00Pense fora da caixinha. É isso que eu desejo para você.
01:03Seja muito bem-vindo e muito bem-vinda ao programa Mercado, que traz as principais informações de economia do Brasil
01:10e do mundo.
01:12O fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho avançam na Câmara.
01:17Passou pela CCJ e agora segue para uma comissão especial.
01:21O presidente da Câmara, Hugo Mota, quer aprovar a matéria em plenário até maio.
01:27Mas muitos parlamentares apostam que as duas propostas de emenda à Constituição só serão votadas no segundo semestre.
01:36Só aí, então, seguir para o Senado.
01:38Bom, a gente sabe que a pressa, tanto dos deputados quanto do governo Lula, que até agora não viu o
01:45tamanho esforço da Câmara
01:48na tramitação do projeto de lei sobre o fim da escala que foi enviado ao Congresso pelo próprio governo.
01:56Todo mundo quer ser o pai da criança, que vai sair sobre essa jornada e a escala porque, gente, dá
02:02voto.
02:03Mas uma aprovação de afogadilho pode render dor de cabeça caso o setor empresarial insista
02:11num prazo de transição muito grande e compensação tributária.
02:17Esse é o principal assunto de hoje do programa Mercado.
02:20A gente vai trazer também as últimas da guerra no Oriente Médio, os reflexos aqui no Brasil,
02:27como o cancelamento de 2 mil voos marcados para maio e o porquê dessa decisão das companhias aéreas
02:35e como ficam os consumidores.
02:37A gente vai falar também sobre o BRB.
02:41O ex-presidente do banco, o Paulo Henrique Costa, trocou de advogado.
02:46E segundo especialistas em direito, essa troca estaria sendo feita para uma possível delação do ex-presidente,
02:56que segue preso.
02:57O Supremo Tribunal Federal decide até o final desta semana, portanto até amanhã,
03:02se será mantida ou não a prisão do ex-presidente do BRB.
03:07A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira o parecer favorável
03:13às duas PECs, que acabam com a escala de trabalho 6 por 1.
03:18A partir de agora, o relatório do deputado Paulo Azzi, do União Brasil, segue para uma comissão especial.
03:23Deputados da CCJ analisaram apenas a admissão das propostas e se elas atendem aos requisitos constitucionais.
03:31A análise incluiu duas PECs de parlamentares de esquerda, uma da deputada Érica Hilton, do PSOL,
03:38que propõe escala de trabalho de 4 dias por semana e jornada de 36 horas, e com um prazo de
03:44transição de um ano.
03:46E outra proposta do deputado Reginaldo Lopes, do PT, que também prevê a redução para 36 horas semanais,
03:53mas um prazo maior de até 10 anos.
03:57Bom, e os deputados Lucas Hedger, do PSD, Reginaldo Lopes, do PT, que é o autor de uma das PECs,
04:06e também o relator Paulo Azzi, do União Brasil, falaram sobre a aprovação na CCJ.
04:13Vamos ouvir os três.
04:14Eu acho que as regras de transição, que já estão sendo debatidas internamente, são pontos importantes.
04:19Alguns segmentos específicos, eles só têm como trabalhar na 6 por 1, então nós vamos ter que achar esses caminhos.
04:24Ou é trabalhando setor por setor em relação a uma compensação da desoneração da folha,
04:30ou alguma condição tributária para os pequenos e médios.
04:32Eu acho que a transição, ela pode ser um mecanismo mais eficiente.
04:38A compensação, nós fizemos a reforma tributária, e por exemplo, para as pequenas empresas,
04:44nós criamos um regime favorecido.
04:46E vai ocorrer também o ganho de aumento de produtividade.
04:49Porque quem trabalha menos, trabalha melhor.
04:52Quem trabalha menos, é mais produtivo.
04:54É claro que divergências existem, que pontos precisam ser aprofundados nessa discussão,
05:01mas eu tenho muita convicção que trabalhadores, setores produtivos e o governo
05:08haverão de estar ao lado da Câmara dos Deputados para oferecer ao país um avanço, um avanço de verdade.
05:16Esses setores que têm na composição do seu custo um peso relevante da mão de obra,
05:22merecem sim uma atenção, merecem sim que o governo possa, de alguma forma, mitigar esses efeitos.
05:29Bom, e saiu agora há pouquinho no site de Veja, na coluna Radar, de Robson Bonin,
05:35a notícia mais recente sobre esse projeto do fim da escala 6x1, né?
05:41Essas PECs e o relatório que segue agora para a comissão especial.
05:44O presidente Hugo Mota já decidiu quando quer instalar essa comissão especial
05:50dessa PEC do fim da escala 6x1, das duas PECs, né?
05:53A relatoria da proposição ainda não está definida e o chefe da Câmara deve ouvir partidos
05:58antes de bater o martelo.
06:02Aqui, segundo o Radar, essa comissão deverá ser instalada o mais rápido possível.
06:09Te convido a ir no site veja.com.br e ler um pouquinho mais dessa reportagem.
06:14E sobre esse assunto eu quero conversar com a Marcela Kawait, ela que é economista-chefe da Lifetime,
06:19gestora de recursos, e que já está conosco aqui. Seja muito bem-vinda.
06:23Marcela, bom dia.
06:25Bom dia, é um prazer participar.
06:27Não, a gente tem que estar na pessoa...
06:28Ô Marcela, é muito... a gente tem falado sobre essa redução da escala, né?
06:336x1, também a redução da jornada.
06:36E vocês, economistas, fazem as contas, né?
06:40Ainda mais de quem trabalha diretamente com o setor empresarial.
06:44O próprio ministro Boulos, né?
06:47Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência,
06:50admitiu que poderá ter impacto aí no setor econômico.
06:53Eu queria saber de você que impacto você calcula que poderá chegar aí à economia.
07:01E se já chega logo que o projeto, que a PEC for aprovada, ou se essa transição é necessária?
07:09Bom, começando pelo impacto no custo dos empresários.
07:14A gente tem ali alguns estudos que estão saindo em relação a esse impacto da escala 6x1.
07:20E a maior parte deles converge no aumento de 10% da folha salarial daqueles empresários.
07:29Então, se eles tiverem que contratar mais gente para, né,
07:33colocar ali no lugar das pessoas que vão trabalhar menos dias por semana,
07:37eles teriam um aumento, então, de 10% nesse custo com o pessoal.
07:42Mas é importante dizer que esse aumento é considerando que o empresário não vai procurar
07:49uma forma de aumentar a produtividade desse trabalhador para tentar absorver parte desse custo.
07:56O que provavelmente vai acontecer.
07:59E é muito importante ter essa transição que você estava falando
08:03para que essa busca por produtividade maior faça com que exista quase que um colchão ali
08:10para mitigar parte desse aumento de custo.
08:13Então, o empresário vai se deparar ali com uma mudança estrutural no mercado de trabalho,
08:19com essa limitação dos dias por semana,
08:22e ele vai precisar se adequar.
08:25Contratando mais gente, mas também procurando ali de absorver esse custo.
08:30Um exemplo é colocar ali algum tipo de programa
08:34que possa ajudar o trabalhador a ser mais produtivo,
08:38ou mudar os processos da empresa de forma que cada pessoa consiga entregar um pouco mais
08:44nesses cinco dias da semana que vai trabalhar.
08:48E por isso que a gente vai precisar, para ter uma...
08:50A gente tem essa estimativa de 10%, mas para ter um número final,
08:55essa transição vai ser bastante importante.
08:57E é ela que vai ajudar a fazer com que os efeitos inflacionários desse aumento de custo
09:03também sejam mitigados.
09:06Marcela, a gente está falando sempre na produtividade do trabalhador brasileiro,
09:11que segundo especialistas no mercado de trabalho, economistas também,
09:15essa produtividade está estacionada em uma das menores,
09:18em relação a várias economias do mundo.
09:22Mas essa também é uma responsabilidade das próprias empresas.
09:27Esse ganho de produtividade, ou essa produtividade maior,
09:32ela nasce onde?
09:35E como isso pode ser feito para que se chegue a esse aumento de produtividade?
09:41A gente pode dividir esse aumento de produtividade
09:45em um aumento de produtividade de curto prazo
09:48e um aumento de médio e longo prazo.
09:51Quando a gente fala do aumento de produtividade de curto prazo,
09:54a gente está falando de ferramentas de fácil implementação.
09:58E aí são esses exemplos de revisão de processos, por exemplo,
10:02para que as coisas andem um pouco melhor,
10:05também introdução de programas e softwares
10:08que ajudem a produtividade do trabalhador
10:11a crescer naquela determinada empresa.
10:13Isso é o tipo de coisa que pode sim ser feito pelos empresários
10:18nesse momento de adaptação à escala 6x1.
10:21Mas existe também uma questão bastante relevante,
10:24que é a produtividade de longo prazo,
10:27que depende principalmente de educação.
10:30Não só educação básica,
10:32mas também educação de ensino técnico e ensino superior.
10:36E aí acaba recaindo sobre a questão das políticas públicas
10:41e de educação no Brasil.
10:43O ideal é que a gente tivesse uma composição das duas coisas.
10:47O aumento de produtividade de curto prazo,
10:51que ajudaria a mitigar, por exemplo,
10:53esses efeitos dessa nova mudança estrutural no mercado de trabalho,
10:57mas também que houvesse foco no longo prazo,
11:00para que o Brasil como um todo pudesse crescer
11:03de uma forma um pouco mais perene.
11:05A gente falou de educação,
11:08mas também outros exemplos ali
11:10que poderiam ajudar a produtividade no Brasil,
11:13seriam redução de burocracia,
11:15melhora de infraestrutura,
11:17tem várias questões ali que demoram muito para maturar,
11:20mas que, de novo, seriam importantes para aumentar
11:22o que a gente chama de PIB potencial
11:24e fazer com que o Brasil pudesse crescer ali no longo prazo.
11:28Outro assunto que eu quero tratar com você, Marcela,
11:30é sobre o BRB,
11:31porque o ex-presidente do BRB,
11:34Paulo Henrique Costa trocou de advogado
11:37e pode estar se preparando para uma delação premiada.
11:41O Supremo Tribunal Federal vota até sexta-feira,
11:44se mantém ou não a prisão dele.
11:47Dois ministros já votaram pela manutenção,
11:50André Mendonça e Luiz Fux,
11:52e Dias Toffoli, que se declarou impedido.
11:54Ainda faltam os votos dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes.
11:59Paulo Henrique Costa está preso desde o dia 16 de abril,
12:02depois que a Polícia Federal informou ao STF
12:05que o ex-presidente se tornou suspeito no caso Master,
12:09com a acusação de ter recebido como propina
12:11seis imóveis de luxo,
12:13no valor de quase 140 milhões de reais.
12:16E aí, o BRB traz um comunicado
12:21para quem acessa o site, a página do banco,
12:25e a gente trouxe uma artezinha
12:28sobre esse comunicado que o BRB faz,
12:31que está bem na página logo que a gente acessa.
12:34É esse dizendo que o BRB segue em pleno funcionamento.
12:38De tempos em tempos, diz aí a comunicação,
12:41circulam nas redes sociais publicações
12:42com informações imprecisas, incompletas,
12:45e até fake news, com perguntas como
12:47o BRB vai fechar?
12:49Ou o banco BRB faliu?
12:51A resposta é não.
12:53Bom, e como última notícia aqui
12:56para a gente trazer para a Marcela comentar com a gente,
13:01é que o BRB aprovou um aumento de capital
13:04de até 8,8 bilhões para recompor o rombo
13:09pós o Master.
13:10Foram os acionistas que aprovaram ontem
13:12esse aumento do capital social,
13:14que serão captados esses 8,8 bilhões
13:17em bancos privados por meio de oferta de ações,
13:20ou o BRB também espera um retorno do FGC,
13:24sobre um pedido de capitalização.
13:28Eu volto a conversar com a Marcela,
13:30porque essa troca de advogado
13:32trouxe aí um certo burburinho
13:34no mercado financeiro,
13:36porque Daniel Vorcaro teria muito potencial
13:42para mexer com o cenário político,
13:44mas o ex-presidente do BRB
13:46é de mercado financeiro.
13:48Então, as coisas,
13:50o que ele teria para delatar,
13:52o que ele teria para falar
13:53à Polícia Federal e ao Ministério Público
13:56envolveriam aí o mercado financeiro.
13:58E, portanto, há um certo burburinho
14:00do que ele teria para falar
14:02se isso mexeria com o sistema financeiro.
14:05Marcela, o que tem ainda
14:08dessa questão do Banco BRB e do Master
14:11que podem abalar a credibilidade
14:14do sistema financeiro no Brasil?
14:17Essa pergunta é muito boa, Verusca,
14:20porque envolve o que a gente chama
14:21de risco sistêmico.
14:23Até agora, a gente tem visto, de fato,
14:26algumas alegações de fraude
14:28bastante relevantes,
14:30envolvendo um grupo de instituições financeiras
14:33que parecem estar rodando ali
14:34em volta do núcleo ali do Banco Master.
14:38Mas esse, sempre que a gente ouve falar
14:42de novas alegações e de novas acusações,
14:45eles estão ali sempre dentro desse núcleo.
14:49Isso mostra que esse problema,
14:52que é um problema bastante grave,
14:54não é um problema sistêmico,
14:56que envolveria todas as instituições financeiras
14:59no Brasil, como a gente teve, por exemplo,
15:01um problema sistêmico lá em 2008 nos Estados Unidos,
15:05quando um problema não era uma questão de fraude,
15:08era uma questão ali de crédito,
15:10que estava mal concedido
15:12e que abalou todo o sistema financeiro americano,
15:15inclusive com efeitos sobre o restante do mundo.
15:18Dessa vez, como eu falei,
15:19existe ali uma limitação para um grupo
15:21que estava envolvido com essa fraude.
15:25E o fato da gente ter no Brasil
15:27uma fiscalização bastante dura do Banco Central,
15:32especialmente das instituições ali
15:34que estão no topo da lista dos maiores bancos,
15:39esses cinco maiores bancos,
15:41faz com que a gente tenha um pouco mais de conforto
15:44de imaginar que esse problema vai ficar contido ali
15:47nesse grupo que você falou agora há pouco.
15:51Então, não parece existir nenhum tipo de risco sistêmico
15:55para o sistema financeiro brasileiro.
15:58As instituições, especialmente as grandes instituições,
16:01estão bastante blindadas
16:03por conta dessas regras do Banco Central,
16:05que são inclusive mais rígidas
16:07para instituições ali que têm uma representação
16:11de mais de 10% do PIB
16:13e isso acaba deixando o mercado ali relativamente confortável.
16:18Tanto é assim que quando a gente olha
16:21a resposta da Bolsa de Valores
16:23ou das ações desses grandes bancos listadas no Ibovespa,
16:28a gente vê que eles continuam ali subindo
16:31ou descendo de acordo com eventos ali
16:34que são particulares a eles
16:36e não particulares a essa questão do Banco Master.
16:40Então, de novo, é importante que essa fraude
16:43seja investigada, é importante que tudo
16:46que precisa ser feito seja punido
16:50quem cometeu qualquer tipo de fraude,
16:52que a fraude, que a investigação chegue até o fim,
16:56mas não me parece haver um risco ali
16:59de um risco sistêmico que pegue o sistema financeiro
17:02como um todo.
17:03Marcela, qual a solução hoje para o BRB?
17:06Eu tenho ouvido aqui alguns economistas
17:08e falam, alguns falam em privatização,
17:10outros falam que privatização está totalmente descartada.
17:14O que precisa ser feito no caso do BRB, na sua opinião?
17:18O banco precisa de dinheiro
17:21para fazer frente ali a todos esses ativos
17:24que ele tem, que ele precisa agora terminar de pagar.
17:30Então, me parece que a solução passa por algum tipo de capitalização.
17:36Agora, a forma de capitalizar o banco
17:38vai depender muito de algumas particularidades.
17:41O BRB é um banco que tem boa parte do seu capital
17:45ligado ao governo ali do Distrito Federal.
17:51Então, a gente tem ali alguns empecilhos
17:54em relação a essa capitalização.
17:55A privatização pode até ser uma boa ideia,
17:59mas ela depende de aprovações ali
18:01que podem tomar um pouco mais de tempo.
18:04Então, vai depender muito de o que vai sair
18:07de toda essa investigação
18:09para que a gente tenha, de fato,
18:11o número final de necessidade de capitalização
18:13para depois a gente ver como é que isso vai ser feito.
18:17Provavelmente, vai ter ali alguma solução paliativa
18:20vinda de dinheiro ali do governo de Brasília,
18:25até para poder dar fôlego para a instituição financeira
18:27e depois que tudo passar,
18:29aí sim dá para pensar em uma privatização,
18:33uma capitalização via emissão de dívidas, enfim,
18:36mas depois que a gente tiver, de fato,
18:38o número final para entender o tamanho
18:41da necessidade do banco.
18:43Marcela, para encerrar com você,
18:44eu estou trazendo outro assunto aqui
18:46que é a ampliação do programa Minha Casa Minha Vida,
18:49que passou a financiar imóveis de até 600 mil reais
18:53a partir dessa semana
18:54para famílias com renda de até 13 mil reais.
18:57É a reportagem que está no site de Veja,
19:00para quem quiser um pouquinho mais de informações,
19:02é do Felipe Erich e da Carolina Ferraz,
19:05é só acessar veja.com.br.
19:08Essa mudança já tinha sido anunciada,
19:12essa ampliação do programa, na verdade.
19:15Já tinha sido anunciada e essa semana
19:17aí está começando a valer.
19:19Queria saber de você, Marcela,
19:20o que a gente pode esperar?
19:22Um aquecimento do mercado imobiliário?
19:27Com certeza.
19:28Toda vez que a gente tem mais incentivos
19:30para uma determinada compra,
19:33a gente pode esperar sim um reaquecimento daquele setor.
19:36O mercado imobiliário,
19:38quando a gente fala de Minha Casa Minha Vida,
19:41ele acaba recebendo ali um subsídio, né?
19:43Então, os juros cobrados por quem compra esse tipo de imóvel
19:48são menores do que os juros praticados pelo mercado
19:52e isso acaba incentivando a compra desse tipo de público.
19:56Então, a gente pode ter sim um aquecimento desse mercado
20:00e também uma elevação de preços
20:03por conta do aumento da demanda.
20:05E esse aumento, ampliação do programa Minha Casa Minha Vida
20:09vem num momento em que o Banco Central
20:11está num ciclo de queda de juros.
20:13Então, você tem duas vertentes ali,
20:16dois vetores que aquecem o mercado imobiliário.
20:19Em primeiro lugar, a ampliação do programa Bolsa Família
20:22e em segundo lugar, a queda de juros
20:24que também acaba impactando aquelas pessoas
20:27que vão comprar imóveis fora desse programa.
20:30Então, para 2026, a gente pode sim
20:32esperar um aquecimento do mercado imobiliário,
20:35que tem sido um mercado bastante forte,
20:39bastante pujante desde o final da pandemia, né?
20:41O setor de serviços como um todo,
20:43serviços imobiliários e também de construção civil
20:46tem sido muito forte ali desde 2022, 2023
20:49e para 2026 a gente pode esperar
20:52que o setor continue de novo bastante acelerado.
20:56Marcela, muito obrigada pela sua entrevista
20:58e um bom dia, viu?
20:59Ótima semana.
21:00Quer dizer, a semana acaba amanhã, né?
21:02Mas é uma ótima semana para você.
21:05Muito obrigada.
21:06Foi um prazer enorme participar.
21:08Obrigada.
21:10Vamos falar da guerra agora, gente?
21:12Porque a guerra no Oriente Médio, né?
21:15Nada de acabar, né, Diogo?
21:17Toda semana a gente está aqui falando
21:19sobre repercussões da guerra
21:20e o Diogo Schelp, hoje, editor de Veja Negócios,
21:24vai trazer para a gente a questão das passagens aéreas, né?
21:28Exatamente, Verusca.
21:30O que tem acontecido é que as companhias aéreas
21:32no Brasil e no exterior estão enfrentando
21:35uma situação complicada por causa do preço
21:37do querosene de aviação, né?
21:38O preço aumentou bastante.
21:41Por exemplo, na Europa, houve uma alta de 100%.
21:44O preço dobrou, né, para as aeronaves europeias,
21:49principalmente para os voos internos,
21:51um impacto é bastante grande.
21:52No Brasil, o aumento foi de pouco mais de 50%,
21:55porque aqui o reajuste é feito ali
21:57com o controle da Petrobras,
21:59mas também tem um impacto.
22:00Então, a gente aqui no Brasil já tem notícia
22:02de suspensão de 2 mil voos.
22:04E na Europa, por exemplo, a Lufthansa já anunciou
22:08a suspensão de 20 mil voos.
22:10Quer dizer, é realmente um impacto muito grande.
22:13Já tem um impacto também nas passagens aéreas.
22:16Um estudo divulgado essa semana mostrou que
22:18para voos de longa distância, partindo da Europa,
22:23o preço médio aumentou 100 dólares
22:25e para voos internos na Europa aumentou
22:28um pouco mais de 20 dólares.
22:30A gente precisa lembrar que o querosanho de aviação
22:33tem um peso muito grande no custo operacional dos voos.
22:36Pode ser aí de 35% a 45% desse custo.
22:41Então, tem um impacto muito grande.
22:43E aí, as companhias passam a cancelar voos
22:47que têm, por exemplo, taxa de ocupação mais baixa,
22:50aqueles voos que acabam dando prejuízo,
22:52mesmo que muitas passagens já tenham sido vendidas.
22:54E o que as empresas, as companhias fora daqui do Brasil
23:00estão fazendo como solução, se estou à União Europeia?
23:04No caso da União Europeia, Verusca,
23:06teve uma reunião ontem por parte de, inclusive,
23:10ministros europeus para discutir soluções para o problema.
23:13O problema passa basicamente por regulação.
23:15Então, uma das soluções que estão sendo estudadas
23:19pela União Europeia é, por exemplo,
23:21permitir que as companhias aéreas europeias
23:24possam importar mais combustível americano.
23:28Eles têm características diferentes do combustível de aviação
23:32que é usado na Europa.
23:34Então, essa autorização para importação de querosene
23:37de aviação americano pode aliviar a pressão
23:40por causa do fechamento do estreito de Ormuth,
23:44que tem prejudicado as cadeias de fornecimento.
23:47Outra solução que tem sido apresentada e discutida
23:50é a de suprimir ou regular e reduzir os voos
23:55com jatinhos particulares.
23:57Quer dizer, essa é uma reivindicação
23:59de alguns parlamentares europeus.
24:01E a outra solução é de aumentar,
24:04mas essa é uma solução que, obviamente,
24:05é mais de médio e longo prazo,
24:07que é aumentar a participação do combustível sustentável,
24:11que é combustível de aviação feito
24:13com matérias-primas sustentáveis,
24:15como, por exemplo, o etanol, entre outros.
24:17E o Brasil é um país, inclusive, que pode se beneficiar
24:20de uma decisão nesse sentido.
24:22Mas são decisões aí que passam, obviamente, pela regulação
24:27e a tentativa é, inclusive, evitar o desabastecimento.
24:32Mais do que a questão do preço,
24:33há um risco de desabastecimento de querosene de aviação
24:36na Europa, principalmente.
24:37A última informação que eu recebi é que há um estoque
24:41na Europa para seis semanas de querosene de aviação.
24:44Nossa, principalmente, a gente não pensa nem tanto em passageiro,
24:49mas os aviões de carga e descarga para o mundo todo,
24:53quer dizer, eles recebendo mercadorias do mundo todo necessárias
24:58para a sobrevivência e também enviando,
25:01vendendo para o mundo todo, que faz parte da economia deles.
25:03Sim, e inclusive, Brusque, você falou muito bem,
25:06a Lufthansa, por exemplo, que cancelou,
25:08suspendeu 20 mil voos,
25:10também já suspendeu muitos voos de carga.
25:12Quer dizer, eles estão, inclusive, privilegiando
25:14ou favorecendo os voos de passageiros
25:17do que os de carga, justamente por causa da questão do combustível.
25:20Que coisa, né?
25:21E você falou uma questão muito curiosa,
25:24eu não sabia do uso do etanol no querosene de aviação.
25:30Eu não sabia que existia combustível verde, né?
25:33Isso.
25:33Que poderia ser usado no querosene de aviação.
25:37Ainda é muito pouco usado, o SAF, como é conhecido,
25:40que é o combustível de aviação sustentável,
25:44menos de 1% do combustível de aviação usado no mundo
25:49é SAF, ou é esse tipo de combustível.
25:53Mas existem muitas tentativas de aumentar essa proporção.
25:56Então, o Brasil, por exemplo, tem acordos com o Japão
25:59justamente para que o etanol brasileiro,
26:02os combustíveis vindos do Brasil,
26:04possam compor aí uma parcela maior dos combustíveis
26:07usados por aviões de companhias japonesas.
26:10Que o governo japonês já definiu que até 2030,
26:1310% do combustível de aviação
26:16deve ser esse tipo de combustível sustentável.
26:18E o Brasil está tentando fazer com que esses 10%
26:20sejam fornecidos por nós.
26:22É, porque aí entra uma questão muito delicada,
26:25que é a segurança do avião voar em segurança
26:29com o combustível, que vai ser praticamente testado no ar.
26:34Essa tecnologia já existe no Verusca.
26:36Inclusive, já foram feitos voos de demonstração
26:39de aviões com esse tipo de combustível.
26:42Então, essa tecnologia existe.
26:44É uma questão de adaptação, obviamente.
26:46Então, as companhias aéreas...
26:48Das máquinas, né?
26:49Das aeronaves.
26:49Há uma adaptação necessária, mas esse plano já existe
26:53para aumentar essa participação.
26:56Obviamente que isso, no futuro, vai ser muito importante,
26:58inclusive para reduzir a dependência geopolítica, né?
27:02Que é causada por questões geopolíticas
27:04como essa da guerra no Irã.
27:06Interessante.
27:07Bom, voltando aos voos aqui no Brasil,
27:09como é que fica o consumidor?
27:12Que...
27:13Uma tristeza, né?
27:14Porque você compra uma passagem,
27:16vai tirar férias agora, em maio, né?
27:19Esses 2 mil voos cancelados.
27:20Eu estava lendo no site de Veja
27:2210 mil assentos por dia, Diogo.
27:25Pois é, Vilusca.
27:26O que acontece é que a escolha, né?
27:29Das companhias é, geralmente, em suspender voos
27:33que têm mais...
27:35Ocupação mais baixa, né?
27:36Então, a taxa de ocupação nesses voos
27:37costuma ser menor.
27:39Geralmente, ponte aérea, Rio-São Paulo,
27:42essas rotas que são mais procuradas
27:45são menos impactadas,
27:46até porque também tem uma facilidade maior
27:48de reacomodação,
27:50caso haja alguns horários mais vazios.
27:52Mas as rotas menos procuradas,
27:54aquelas que têm taxa de ocupação mais baixa,
27:57com aviões menores, por exemplo,
27:59costumam ser as mais impactadas.
28:02O direito do consumidor é o seguinte,
28:04se uma companhia aérea cancela um voo
28:07para o qual ele já comprou uma passagem,
28:09ele tem direito a ser reacomodado em outro voo,
28:13de preferência em horário próximo,
28:15que pode ser da própria companhia
28:17ou de outra companhia.
28:18Ele pode receber um reembolso,
28:20ele tem a opção,
28:20ele que escolhe se ele quer um reembolso 100%,
28:23ou ele pode ter uma reacomodação futura,
28:26ele pode escolher ficar com aquele crédito
28:28e futuramente usar pela mesma companhia.
28:31As mesmas regras valem para a Europa,
28:34para os voos na Europa.
28:36E na Europa tem um detalhe,
28:37se a companhia aérea cancela o voo
28:40a menos de 14 dias do voo,
28:44ela ainda tem que pagar uma compensação financeira
28:47ao consumidor.
28:47Diogo Schelp, editor de Veja Negócios,
28:50muito obrigada.
28:51A gente vai fazer algo aqui na frente de vocês,
28:53porque a gente tenta dar uma disfarçada,
28:56quando tem duas câmeras e um entrevistado só presencial,
28:59mas esse também é um pouco do bastidor
29:01de como a gente faz o programa.
29:02Diogo, sai.
29:03Muito obrigada, Diogo, mais uma vez.
29:05E agora eu recebo o Magno Lima,
29:07ele que vem falar para a gente sobre duplicatas.
29:10Magno, prazer, viu?
29:12Seja bem-vindo.
29:13Prazer todo meu.
29:14Muito obrigado pela oportunidade.
29:15Bom dia.
29:16Bom, gente, é que o mercado de duplicatas
29:18movimenta cerca de 10 trilhões de reais por ano no Brasil.
29:2110 trilhões.
29:22Para quem não sabe, duplicata é um título de crédito
29:25emitido por empresas e formaliza uma venda a prazo.
29:29É um título futuro que garante ao vendedor
29:31o direito de receber o valor numa data acordada entre as partes.
29:35As duplicatas eram emitidas antes em papel ou boleto,
29:39mas uma mudança em 2018 tornou esse registro digital.
29:42É aí que entra o Magno,
29:44porque sobre esse assunto a gente vai conversar com ele,
29:46ele que é CEO da SPC Grafem,
29:51a empresa que é o braço da SPC,
29:53que é o Serviço de Proteção ao Crédito,
29:54já registra 40% das duplicatas no país.
29:57Errei alguma coisa?
29:58Nada, foi perfeita.
30:00Nada, está ótimo.
30:01Seja muito bem-vindo, viu, Magno?
30:03Bom, obrigado.
30:04Porque a duplicata também,
30:06ela é um dos principais canais de financiamento para as empresas, né?
30:11Pequenas, médias ou grandes ou todas elas?
30:14Todas elas.
30:15Bom, a duplicata, ela é um veículo muito importante,
30:17porque a duplicata, no fim do dia,
30:19ela é um direito creditório.
30:22Ou seja, quando uma empresa concede crédito para outra empresa,
30:26ou seja, na venda a prazo,
30:27ela faz isso pelo veículo chamado duplicata.
30:30Hoje, a duplicata,
30:31ela não, no mercado como um todo,
30:34ela não está sendo formalizada como deveria,
30:37porque há um risco jurídico nessa transação financeira
30:41envolvendo duplicatas.
30:42Hoje, é muito comum se falar no boleto,
30:44que é o método de pagamento,
30:46mas não originalmente o papel que formaliza
30:50o direito creditório entre duas empresas.
30:52Portanto, a duplicata escritural,
30:54ela vem com o objetivo de trazer robustez jurídica, né?
31:00Para esse documento,
31:01trazer ela para um lugar não padronizado,
31:05para um sistema financeiro padronizado,
31:07e com isso, a duplicata escritural,
31:09ela vai mudar as estruturas do crédito empresarial no Brasil,
31:13impactando principalmente as pequenas empresas.
31:16Essa é uma crença da SPC Grafeno.
31:18Vale para qualquer venda a prazo?
31:21E aí, eu fiquei com dúvida,
31:23conversando com a minha equipe.
31:25Venda a prazo também é cartão de crédito?
31:29E aí, qualquer venda a prazo já gera uma duplicata
31:32ou é o montante das vendas no cartão de crédito?
31:35Uma boa pergunta.
31:36Vamos dividir os assuntos, né?
31:38Uma coisa é o método de pagamento.
31:40Então, vamos lá.
31:41Cartão de crédito é um exemplo de método de pagamento.
31:44Inclusive, em 2021,
31:45o Banco Central, através de uma regulação,
31:48que ela previa o registro dos recebíveis de cartão de crédito,
31:54ela trouxe um impulsionamento muito forte
31:56para a negociação que envolvia esse método de pagamento.
32:00Então, por exemplo,
32:01de 2021 para cá,
32:02com a segurança que foi trazida
32:04para o registro de recebíveis de cartão,
32:07aumentou 50% o número de empresas
32:10que conseguiam antecipar crédito
32:12através da venda a prazo do cartão de crédito,
32:16triplicou o número de crédito
32:19em cima dos recebíveis de cartão de crédito
32:24e reduziu pela metade o spread,
32:26o custo financeiro em cima dessas transações.
32:28Isso aí a gente está falando de transações
32:30que envolvem o método de pagamento de cartão de crédito.
32:34Mas o método de pagamento,
32:35ele está depois da formalização da venda a prazo.
32:39Então, vamos lá, vou dar um exemplo bem simples.
32:42Então, eu tenho uma empresa,
32:43ela vende a prazo para outra empresa,
32:45em uma condição de 30 dias.
32:47Quando ela emite a nota,
32:49vai lá na descrição da nota,
32:50essa condição de pagamento a prazo,
32:5230 dias.
32:53A partir deste momento,
32:55se dá o direito creditório,
32:57ou seja, nasce a duplicata.
32:59Só que quando houve a nota fiscal eletrônica,
33:03ela saiu do analógico e veio para o eletrônico,
33:06a duplicata não acompanha esse mesmo movimento.
33:09Agora, com a duplicata escritural,
33:11ela acompanha esse movimento.
33:13Ou seja, a duplicata escritural,
33:15ela vai estar vinculada à nota fiscal eletrônica.
33:17Portanto, ela vai estar padronizada da mesma forma,
33:19dando a robustez que se precisa,
33:23não só jurídica,
33:24mas também de lastro para esse documento.
33:26E aí entra o papel das escrituradoras.
33:29A SPC Grafeno é uma das signatárias,
33:32hoje ela faz registro,
33:33eu já explico um pouquinho o que é isso,
33:34mas é uma das signatárias da duplicata escritural.
33:37Então, as escrituradoras,
33:39ela tem o papel de,
33:40no momento que nasce essa venda a prazo,
33:43que é emitido a nota fiscal,
33:45ela vai e escritura essa duplicata
33:48e ela dá transparência dessa duplicata
33:51para o sistema financeiro.
33:53Portanto, se a minha empresa vendeu a prazo para a sua
33:56e depois quer negociar essa duplicata,
33:58ou seja, antecipar esse dinheiro,
34:00esse direito creditório em dinheiro,
34:02ela pode ir para o sistema financeiro,
34:04porque o sistema financeiro já vai ter acesso a essa informação.
34:08Hoje já acontece desta forma,
34:10mas a forma que acontece,
34:12ela é passível de fraude.
34:13Por quê?
34:14Porque eu posso negociar uma duplicata
34:17com mais de um financiador, por exemplo.
34:20O registro, ele mitiga esse risco,
34:22mas com a duplicata escritural,
34:23isso acaba de uma vez por todas.
34:25Por quê?
34:26Ela, quando nasce,
34:27ela vai ser escriturada
34:29e a partir dali,
34:30todo o evento que acontecer em cima daquela duplicata,
34:34ela vai ser registrada numa espécie de agenda
34:37por uma empresa autorizada pelo Banco Central.
34:39No caso, a SPC Grafeno é uma das empresas que exerce esse papel.
34:42Portanto, a segurança que vai se trazer,
34:46o lastro que vai se ter desse documento
34:49e também a unicidade desse documento
34:52vai ser importante para que, de fato,
34:55ocorra uma mudança no crédito empresarial.
34:58Hoje, qual é o papel da Selic
35:02nas duplicatas?
35:03Ou não existe?
35:04Eu imagino que seja o enxugamento do crédito também.
35:07Crédito mais caro.
35:09Hoje você tem um impacto dos juros muito forte no crédito.
35:14Mas o seguinte, vamos voltar um pouco
35:17para como eu consigo precificar o risco
35:21para se dar o crédito.
35:23Quando você pega uma duplicata
35:25no modelo que ela está hoje,
35:26que ela não está padronizada,
35:29não está lá escriturada
35:30numa empresa autorizada pelo Banco Central,
35:33as informações não estão transparentes
35:35para o sistema financeiro,
35:36você tem muitos riscos envolvidos
35:38como os que eu citei aqui há pouco.
35:40Então, a precificação desse risco
35:43é uma precificação grande.
35:44e essa carga de custo no momento desse desconto da duplicata,
35:50usar essa duplicata como uma garantia para capital de giro,
35:53ela é muito alta.
35:55E com os efeitos da Selic, isso se potencializa.
35:59Quando a gente tem um cenário de mitigação de risco,
36:02que foi esse que eu comentei, da duplicata escritural,
36:04em teoria, o preço do risco vai ficar menor.
36:07E com isso, mesmo que haja, obviamente,
36:11o impacto da taxa de juros aqui,
36:13eu tenho uma somatória menor de spread,
36:16um custo menor para fazer essa transação.
36:19Mas também a gente acredita
36:22que esse ambiente mais seguro,
36:24esse ambiente mais transparente empresarial,
36:27porque a gente está falando do seguinte,
36:28como você comentou,
36:29é um impacto de 10 trilhões.
36:31O PIB anual do ano passado brasileiro
36:35foi de 12 trilhões.
36:37A gente está falando de 10 trilhões
36:39sendo impactado por essa segurança,
36:41por esse lastro, por essa unicidade,
36:44por essa padronização de informação.
36:46Portanto, o que a gente entende
36:47é que o efeito também na economia
36:49vai ser muito positivo.
36:51Então, o efeito para o crédito empresarial
36:53vai ser muito forte,
36:54ou seja, as empresas no Brasil,
36:56aquela história que o empreendedor brasileiro
36:59é um corajoso, ele é um herói,
37:01e de fato é,
37:03com esse ambiente,
37:04ele torna a vida um pouco mais fácil
37:07do empresário.
37:08Porque a mentalidade,
37:09e aí até um dado do Sebrae,
37:11que hoje a maior taxa de mortalidade
37:15das empresas se dá
37:16pela não gestão do fluxo de caixa,
37:19correto?
37:20Com o crédito,
37:22você consegue melhorar
37:23essa gestão do fluxo de caixa,
37:25tendo acesso a crédito,
37:27principalmente os pequenos.
37:28E aí você tem um outro ponto também,
37:30é não só ter o crédito
37:32para efeito de gestão
37:35de fluxo de caixa,
37:36mas também para crescimento
37:38da sua empresa.
37:39Porque em países desenvolvidos,
37:41o crédito,
37:42ele é um veículo muito forte
37:44de aceleração de negócio.
37:46Se você for para os Estados Unidos,
37:48para a Europa,
37:48e principalmente em ambientes
37:50que isso já está mais consolidado,
37:52o empresário,
37:53ele pensa no crédito
37:54para crescer o seu negócio.
37:56Aqui o empresário
37:56pensa muito no crédito
37:58para pagar a conta
37:59no final do mês.
37:59É.
38:00Está certo?
38:01Então, esse ambiente,
38:02ele vai dar também
38:02essa oportunidade
38:04do empresário
38:05usar o crédito
38:06como um veículo acelerador,
38:08um veículo de...
38:09Investimento.
38:10De crescimento do seu negócio.
38:12Magno,
38:13muito obrigada, viu?
38:14Por você ter vindo aqui.
38:15Prazer em conhecê-lo.
38:17Eu agradeço muito
38:17a oportunidade.
38:18Um ótimo dia.
38:19Obrigada.
38:19Tchau.
38:20Bom, gente,
38:21vamos falar um pouco mais da guerra, né?
38:23O Diogo já veio aqui,
38:24explicou pra gente
38:25sobre os efeitos da guerra,
38:29mas eu gostaria de trazer,
38:30por exemplo,
38:31a questão do Paquistão,
38:32porque o Paquistão
38:33mantém os esforços
38:34para uma segunda rodada
38:36de negociações
38:37entre os Estados Unidos
38:39e o Irã.
38:40O ministro do interior
38:41paquistanês,
38:43Mohsin Nakvi,
38:44esteve com a encarregada
38:45de negócios dos Estados Unidos,
38:47Natalie Baker,
38:48em Islamabad.
38:50O presidente Trump
38:51chegou a anunciar
38:52na semana passada
38:53que haveria
38:54uma nova conversa
38:55com o Teherã,
38:55mas o governo iraniano
38:57nunca confirmou
38:58essa informação.
38:59Com a morte
38:59dos principais líderes,
39:01a radical
39:01guarda revolucionária
39:03vai ganhando
39:04mais força
39:06em Teherã.
39:07Falando em
39:08guarda revolucionária
39:09islâmica do Irã,
39:11a guarda divulgou ontem
39:12as imagens
39:14que,
39:14segundo a organização,
39:16mostram
39:17a apreensão
39:18de duas embarcações
39:20acusadas
39:20de violar
39:21regulamentos marítimos
39:23no estreito
39:24de Hormuz.
39:25Em comunicado,
39:27a guarda revolucionária
39:28afirmou que
39:29duas embarcações
39:30identificadas como
39:32MSC Francesca
39:34e Iba Minouds
39:36foram interceptadas
39:38e transferidas
39:38para águas
39:40territoriais
39:41iranianas.
39:46E saiu hoje
39:48o PMI
39:49da zona
39:49de euro.
39:51Foi divulgada
39:51e o PMI
39:53foi divulgado
39:53pela Standard & Poor's
39:55Global.
39:56Caiu para
39:5748,6
39:59em abril
40:00ante
40:0050,7
40:03em março.
40:04A expectativa
40:05era de
40:0650,2.
40:08O PMI
40:09é o índice
40:10que mede
40:10a atividade
40:10da indústria
40:11manufatureira
40:12nesse caso
40:13na zona
40:14do euro.
40:15A queda
40:15refletiu
40:16a guerra
40:17no Irã
40:17já que
40:18os custos
40:19mais altos
40:19de energia
40:20afetaram
40:21inclusive
40:21a demanda
40:23do consumidor.
40:24Como última notícia
40:26para vocês
40:27vamos dar uma olhadinha
40:28aqui como está
40:29a movimentação
40:31da B3
40:33nesse momento.
40:34B3
40:35com leve queda
40:37de 0,14%
40:40aos 192 mil pontos
40:43625.
40:44A B3
40:45que vem
40:46tendo aí
40:46uma realização
40:47de lucros
40:48teve na quarta-feira
40:49é uma realização
40:51de lucros
40:52algo normal
40:53uma acomodação
40:54do mercado.
40:55Vamos dar uma olhada
40:56no mercado
40:56de commodities
40:57e ver como está
40:58o petróleo.
40:59Nesse momento
41:00o petróleo
41:02tipo bruto
41:02com alta
41:04de menos
41:05de 1%
41:06o petróleo
41:07tipo Brent
41:08chegando
41:09a 0,57
41:1150,5%
41:13aí
41:14de alta
41:15mas
41:16acima
41:18dos 102 dólares
41:19o barril
41:20de petróleo.
41:21Esse momento
41:22aqui
41:22de não sobe
41:24muito
41:24nem cai
41:25muito
41:25tem a ver
41:26com o mercado
41:27esperando
41:28mais notícias
41:30sobre a guerra
41:31no Irã
41:32evolução
41:33dessas
41:34negociações
41:35ou se haverá
41:36uma segunda rodada
41:38de negociações
41:39como a gente contou
41:40agora há pouco
41:41essa mediação
41:42do Paquistão
41:43os Estados Unidos
41:44já se propôs
41:46a fazer uma segunda
41:46rodada de negociações
41:48o governo iraniano
41:49nunca respondeu
41:50nem diz que sim
41:51nem diz que não
41:52mas o que a gente sabe
41:54é que o governo iraniano
41:55hoje enfrenta
41:57uma falta
41:58de autoridades
41:59que estejam dispostas
42:01a negociar
42:02com o governo americano
42:03isso porque a maioria
42:04das autoridades
42:05de Teherã
42:07que era mais favorável
42:08à negociação
42:09ou está morta
42:10ou está afastada
42:12do governo iraniano
42:13e aí sobrou
42:14como eu disse agora há pouco
42:15os representantes
42:16sobraram
42:17os representantes
42:19da guarda revolucionária
42:20do Irã
42:21que é a parte
42:22mais conservadora
42:24e a parte
42:24mais radical
42:26aí que está
42:27dentro
42:28infiltrado ali
42:29faz parte
42:30do governo iraniano
42:32e portanto
42:32segura
42:33um pouco mais
42:34essas negociações
42:35eu vou dar uma olhada
42:37aqui
42:38no site
42:38de Veja
42:39para a gente
42:39ir atrás
42:41de mais
42:42olha só
42:42Polícia Federal
42:43saiu agora
42:44um pouquinho
42:45no radar
42:45a Polícia Federal
42:47investiga
42:48mira fraudes
42:48em fundos de previdência
42:50fundos de previdência
42:51que aportou
42:5213 milhões de reais
42:54no Banco Master
42:55portanto
42:56as notícias
42:57aí
42:58envolvendo
42:59suspeitas
43:00novamente
43:00de operações
43:01irregulares
43:02no Banco Master
43:03essas notícias
43:04não param
43:05elas nos consomem
43:07inclusive
43:07nós jornalistas
43:08para a gente conseguir
43:09inclusive se atualizar
43:10aí a reportagem
43:11do Robson Bonin
43:12que é o colunista
43:14de radar
43:14diz que os investigadores
43:15cumprem seis mandados
43:17de busca e apreensão
43:18na cidade de Santo Antônio
43:20de Posse
43:21e Mojimirim
43:22aqui no interior
43:23de São Paulo
43:24portanto
43:25essa operação
43:26é deflagrada
43:27pela Polícia Federal
43:28mais uma operação
43:29para investigar
43:30as suspeitas
43:31de fraudes
43:32de fraudes
43:33em aportes
43:34de 13 milhões
43:35de reais
43:35do fundo de previdência
43:36dos servidores
43:37de Santo Antônio
43:38de Posse
43:38aqui em São Paulo
43:39em investimentos
43:40do Banco Master
43:41é isso
43:42amanhã é sexta-feira
43:43lembro mais uma vez
43:44que hoje é quinta
43:4523 de abril
43:46dia mundial
43:47do livro
43:48se você
43:49há muito tempo
43:50não tem uma
43:51uma relação
43:53com o livro
43:54então eu te convido
43:55assim terminar o programa
43:56pegue o livro
43:58que você mais gosta
43:59releia
44:00faça isso
44:01às vezes a história
44:01que a gente leu
44:02há algum tempo
44:03atrás
44:03nesse momento
44:05tem um outro sentido
44:06dependendo
44:07do que você está
44:08passando
44:08então
44:10parabéns a todos
44:11os escritores
44:12as editoras
44:13e a você
44:13que gosta de ler
44:15assim como eu
44:16eu volto amanhã
44:17com mais programa
44:18mercado
44:18a partir das 10 horas
44:19da manhã
44:19até 10h45
44:21as notícias
44:22mais importantes
44:22de economia
44:23do Brasil
44:24e do mundo
44:24até lá
44:25commissme
44:31tchau
44:36para odidー
44:41a ressing
44:52shaving万もう
44:54o as
44:55as
44:55as
44:58Obrigado.
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