- há 10 horas
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NotíciasTranscrição
00:26Legenda Adriana Zanotto
00:56Legenda Adriana Zanotto
01:26Legenda Adriana Zanotto
01:56Legenda Adriana Zanotto
01:56A maior fraude financeira da história do país segue dando dor de cabeça, e não só na política, como também
02:04na economia.
02:05Daqui a pouco começa a audiência na Comissão de Assuntos Econômicos no Senado, em que o presidente do Banco Central,
02:11Gabriel Galípolo, mais uma vez será questionado sobre a liquidação do Master e a situação do BRB, o Banco de
02:20Brasília.
02:21O escândalo que parece envolver todas as instâncias de poder em todas as esferas vem sendo jogado igual batata quente.
02:30Sabe a brincadeira? Toma que é sua. Então, vai sobrar para Galípolo hoje.
02:36A questão aqui é saber o quanto isso pode afetar a credibilidade da instituição Banco Central.
02:42Escândalo que pegou também na intenção de voto do eleitor.
02:46A pesquisa Atlas Intel Bloomberg é a primeira a captar a reação do eleitor ao vazamento do áudio do senador
02:55Flávio Bolsonaro a vorcaro.
02:57E a coisa desandou para o senador.
03:00Esse é o principal assunto de hoje, o Banco Master, mas a gente vai falar também sobre outros assuntos.
03:07A gente vai falar sobre Trump, que deu uma declaração dizendo que estava desistindo de bombardear o Irã.
03:15Vamos falar também sobre a Petrobras? Fique, portanto, conosco.
03:21Bom, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, daqui a pouquinho, está marcada para 10 horas a audiência, né?
03:29Irá à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
03:32E a audiência já é de praxe entre o Parlamento e o BC, que atualiza os senadores sobre as atuações
03:40da instituição.
03:41Mas o assunto principal nesta terça-feira, no entanto, deve ser mais uma vez o Master.
03:46Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação do banco e muitos parlamentares reclamam que o BC
03:53tinha condições de avaliar bem antes que o Master cometia a fraude financeira.
03:59Os senadores também devem pedir explicações a Galípolo sobre as relações entre o Master e o BRB e questionar a
04:07atual situação do Banco de Brasília.
04:11Sobre esse assunto, eu vou conversar com o Sérgio Vale, ele que é economista-chefe da MB Associados.
04:17Seja bem-vindo, Sérgio. Bom dia.
04:22Eu acho que eu estou travado com o Sérgio, tá, né? Travou aí a imagem para a gente.
04:26Mas eu quero trazer o professor Ricardo Rocha, ele que é coordenador de finanças do INSPER, também está aqui conosco.
04:32É nosso colunista, né? Todas as terça-feiras aqui conosco.
04:35Enquanto a gente tenta conectar com o Sérgio, professor, então vou começar contigo.
04:41Eu já perguntei isso aqui algumas vezes, mas eu sou, me vejo na obrigação de perguntar sempre, porque tem sempre
04:48um novo capítulo chegando.
04:50E aí queria que o senhor explicasse, eu dei uma palhinha aqui, mas queria que o senhor explicasse.
04:55O Galípolo ir até a CAE é de praxe.
05:00A questão agora é discutir o Máster bem no momento em que parlamentares defendem a CPI do Máster.
05:11Bom, bom dia.
05:13Bom dia.
05:13Prazer falar com você, com toda a sua audiência no mundo todo, é uma grande responsabilidade, né?
05:20Isso aí está vinhando uma novela turca, uma novela mexicana, teremos vários capítulos,
05:25porque o ano eleitoral está adicionando aspectos não técnicos, então eu acho que o Galípolo vai ter que tentar mostrar,
05:36eu acho que o que ele vai tentar fazer é mostrar aspecto técnico.
05:40Eu sempre digo que quando tem uma liquidação financeira, chega no momento que o Banco Central toma essa decisão,
05:47porque não há outro caminho e quanto mais ele demora, o risco ao mercado aumenta.
05:54Agora, fraude a gente só consegue combater quando a gente descobre o tipo da fraude.
06:01E provavelmente não é um padrão.
06:03A gente tem que entender que quando o auditor vai olhar o banco, ele está olhando o que ele está
06:09vendo ali no balanço.
06:11Não necessariamente ele identifica problemas.
06:14A grande questão é que tem muita conversa de butiquim, a gente não sabe se é verdade,
06:21que o Vorcaro teve, antes do presidente Galípolo assumir o Banco Central,
06:26teve com ele, com o presidente Lula, que queria vender o banco para o BTG,
06:30essa história está correndo solta e a gente não sabe se isso é fato, se isso é boato,
06:35porque, como eu disse, o ponto principal da discussão está fugindo da técnica de avaliar o BRB e o Master
06:44e o Senado quer uma resposta política.
06:48O presidente do Banco Central é técnico, ele não é político.
06:51Então, acho que provavelmente vai ser uma discussão que não vai chegar a nenhuma conclusão.
06:59Eu sei que o presidente Galípolo está fazendo um bom trabalho, ele é muito didático, ele é muito calmo.
07:05Vamos ver se ele acalma os senadores.
07:07Mas essa história, como eu falei para você, é uma novela dessas que não termina nunca.
07:13Vai continuar, semana que vem estaremos aqui, na outra, até a proximidade do primeiro turno, isso vai render muito.
07:21Sérgio, o Vale agora já está conectado conosco, da MB Associados.
07:25Sérgio, quero trazer você aqui para a discussão com uma pergunta sobre o BRB,
07:31porque nas outras vezes em que o Galípolo esteve ali no Senado para falar com os senadores,
07:36a questão do BRB ainda não havia evoluído, essa deterioração que a gente viu nos últimos meses e semanas.
07:44Mas há algo ali que pode pegar, entre aspas, para o presidente do Banco Central,
07:51quer dizer, o BC, no caso do BRB, já tinha que ter tomado alguma medida que não tomou?
07:58Tudo bem, Verusca.
07:59Olha, muito provavelmente o que a gente vai ver acontecer, os caminhos futuros do BRB,
08:04talvez possa ser o mesmo caminho que a gente viu acontecer com o Master.
08:08Quer dizer, não necessariamente liquidação, mas a gente tem um encaminhamento que o BRB vai ser de fato incorporado
08:15dentro de outra estrutura financeira, seja a própria Caixa Econômica, seja outra instituição financeira,
08:21mas a gente está num cenário em que muito provavelmente a gente vai ver o BRB entrando num processo de
08:27fato
08:27de mudança mais definitiva ao longo dos próximos meses.
08:31Difícil imaginar que a gente vai ter um cenário em que vai permanecer como está.
08:36Eu acho que, na verdade, toda essa discussão que está tendo agora em relação ao BRB, ao Master,
08:43nesse momento o Galipo indo lá para falar sobre isso, dá um pouco a ideia de que não deveria ser
08:49por aí.
08:50A gente está num processo inflacionário complicado agora, acho que a discussão do Banco Central nesse momento
08:54deveria ser o foco em relação à política monetária.
08:57A questão regulatória do Banco Master, do BRB, eu acho que nesse momento é mais caso de polícia federal
09:06do que algo explicitamente relacionado ao Banco Central.
09:10Bom, meninos, Sérgio e Ricardo, professor Ricardo, eu desde quando o Intercept trouxe aí o vazamento do áudio
09:20do senador Flávio Bolsonaro, numa conversa com o Vocaro, pedindo dinheiro para financiar o filme do pai,
09:29a gente sempre trouxe aqui a pergunta para os economistas, até que ponto isso poderia contaminar a campanha,
09:37já que o senador Flávio Bolsonaro vem sendo apontado como o candidato preferencial do mercado financeiro,
09:45do candidato preferencial aí da direita, inclusive para vencer, com mais chances de vencer o presidente Lula.
09:52Mas hoje o senador Flávio Bolsonaro perdeu fôlego na disputa com o presidente Lula,
09:58segundo a nova pesquisa Atlas Intel, Bloomberg, divulgada hoje de manhã.
10:02A pesquisa já reflete o vazamento desse áudio no qual o senador Flávio aparece, como eu disse agora há pouco,
10:09cobrando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro no último dia 13 de maio.
10:13Lula tem agora quase 13 pontos de vantagem para Flávio no primeiro turno, 47% contra 34,3%.
10:21O petista praticamente manteve estável a intenção de votos, mas o senador viu recuar o percentual de apoiadores em mais
10:29de 5 pontos.
10:31Em o eventual segundo turno, Lula também abre vantagem sobre Flávio, com mais de 7 pontos agora à frente do
10:38principal adversário.
10:39Aí eu vou começar com você, professor Ricardo Rocha.
10:43O mercado ainda havia dado crédito logo depois do vazamento do áudio, dizia que Flávio ainda era um candidato viável,
10:55e que se esperariam os próximos capítulos, novos vazamentos, novas questões e as pesquisas eleitorais.
11:03A gente teve hoje essa pesquisa Atlas, Intel, Bloomberg. O que ela muda no cenário para o mercado?
11:11Olha, eu acho que tem uma discussão que é anterior, quando a gente fala que o mercado apontava o Flávio
11:17Bolsonaro como provável candidato,
11:20que é o que o eleitor quer escolher.
11:23Um ponto, de fato, houve uma decepção do eleitor.
11:28O eleitor foi pego de surpresa, o Flávio falou com todos os veículos de comunicação, não negou a dar explicação.
11:37A explicação parece que não pegou, nem para a mídia, muito menos para o eleitor, é o que mostra essa
11:44pesquisa.
11:45Mas uma coisa que me chama a atenção é que o presidente Lula está da mesma proporção.
11:51Ele tinha 46%, foi para 47%, a rejeição dele é muito grande e o início da corrida eleitoral está muito
12:01no começo.
12:01Então, a gente tem que aguardar novas perspectivas.
12:06O que acho que tem um ponto de interrogação para todo mundo, que você bem colocou na abertura do seu
12:15programa,
12:16é que o Vorcaro pegou para tudo que é lado.
12:21O Vorcaro é um verdadeiro lançador de foguetes.
12:24Tem um artefato em guerra, chama lançador de foguetes, que ele lança 360 graus foguete para tudo que é lado,
12:31vai míssil para tudo que é lado.
12:32Então, eu não sei qual é o próximo político que vai sair envolvido com o Vorcaro.
12:37Não sei se o Lula, não sei se o Caiado, não sei.
12:41E a direita, me parece que está meio que obcecada, a direita que tem mais voto, pela família Bolsonaro.
12:50E eles vão ter que sentar e conversar, acho que vão ter que ter um candidato de consenso,
12:57que eu não sei se vai ser o Flávio.
12:58Agora, está muito no começo, porque Banco Master e BRB vai sobrar para todo mundo.
13:03Acho até que para o presidente Lula. Vamos aguardar.
13:07Sérgio, você é da mesma opinião que vai sobrar para todo mundo e a campanha do pré-candidato.
13:15A gente tem que lembrar que é pré-candidato ainda.
13:17Ainda é viável? Flávio Bolsonaro ainda é viável?
13:21Olha, Iverusca, tudo pode acontecer nessa eleição.
13:24A gente está em maio, a eleição tem meses à frente, a gente precisa saber exatamente quem vão ser os
13:29candidatos.
13:30Agora apareceram outros, o Joaquim Barbosa e tem o Renan, o Aldo vai ser candidato ou não.
13:37Todos são candidatos pequenos, obviamente, não vão compor no final, provavelmente, o que vai ser o segundo turno.
13:44Mas ainda há muita indefinição em relação às candidaturas nesse momento, a gente vai precisar esperar.
13:50O fato é que o Lula é o candidato incumbente, então ele tem um favoritismo em relação a isso.
13:58É alguém que já tem experiência em candidaturas do passado, não é tão simples de bater o Lula nesse sentido.
14:04O Flávio tem esse histórico complicado que começou a aparecer e uma divisão muito grande dentro da direita,
14:10que eu acho que é um ponto de complicação bastante grande para ele.
14:14Então a direita tende a chegar ao primeiro turno dividida, se unir ao longo do segundo turno,
14:19mas vai ser suficiente, vai ter tempo para conseguir bater o Lula no final.
14:23Então tem muita indefinição, muita abertura ainda.
14:25E quando a gente olha do ponto de vista econômico, é talvez o que possa ainda um pouco mais machucar
14:29o Lula olhando pela frente.
14:32Você tem uma inflação que está começando a machucar mais agora, com inflação de combustíveis,
14:36a gente está falando de inflação de alimentos que está começando a vir um pouco com mais intensidade pela frente.
14:41Desemprego começando a subir também agora nesse momento, vai ser um ano de desemprego um pouco maior do que foi
14:47ano passado.
14:47Então você tem elementos aí que tendem a machucar o Lula ao longo dos próximos meses.
14:52Vai ser suficiente para derrotá-lo nas urnas?
14:57Não está muito claro.
14:58Vai ser uma eleição, de certa forma, parecida com o que foi em 2022.
15:02Quem ganhar vai ganhar por muito pouco e a gente hoje não sabe exatamente quem que é.
15:06Bom, meninos, eu acrescentaria aí nessa brilhante fala do Sérgio, a questão do El Ninho, ainda temos El Ninho,
15:14e teremos aí a crise dos fertilizantes batendo na porta de 2027, da próxima safra que será acolhida.
15:24Mas aí eu quero entrar nessa questão da guerra e também do boletim macrofiscal divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda.
15:31Espera um pouquinho que eu já volto com vocês, porque o presidente Donald Trump suspendeu uma retomada dos bombardeios ao
15:37Irã
15:37que já haviam sido pausados para um cessar-fogo, frágil cessar-fogo.
15:43Trump ameaçou atacar o país nesta terça-feira.
15:47O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que desistiu de um ataque contra o Irã previsto para esta terça
15:54-feira
15:54a pedido de líderes do Países do Golfo, mas acrescentou que os Estados Unidos estão preparados
16:00para lançar um ataque total em grande escala contra o Irã de maneira imediata, caso não se alcance um acordo
16:06aceitável.
16:07Mais tarde, Trump também afirmou que há muito boas chances de que se chegue a um acordo com o Irã
16:13sem retomar as hostilidades.
16:15Se pudermos fazer isso sem bombardeá-los até a exaustão, eu ficaria muito feliz, disse durante um evento na Casa
16:21Branca nesta segunda.
16:23Qualquer pacto, afirmou o republicano, deve garantir que o Irã não desenvolva uma arma nuclear.
16:29Washington e Teherã trocaram propostas de acordo para encerrar o conflito,
16:33mas realizaram apenas uma rodada de conversas apesar do precário cessar-fogo.
16:38O presidente do Irã, Massoud Pejeskian, declarou em uma mensagem na rede social X nesta segunda-feira
16:43que dialogar não significa capitular.
16:48O problema dessa guerra prolongada é a contaminação nas economias por conta da alta do petróleo.
16:54A commodity não se resume a combustível, mas a quase tudo hoje na indústria.
16:59É matéria-prima para plástico, embalagens, pneus, roupas, calçados,
17:04componente em produtos de beleza e de limpeza.
17:07Gente, muito mais.
17:09Por conta da guerra, a equipe econômica elevou a estimativa oficial da inflação para este ano
17:15de 3,7% para 4,5%, que é o limite máximo definido pelo Conselho Monetário Nacional.
17:21Essa revisão foi anunciada ontem no Boletim Macrofiscal.
17:25E a secretária de Política Econômica, Débora Freire,
17:28e o subsecretário de Macroeconomia, Rafael Leão, explicaram a revisão.
17:33A gente ainda não consegue avaliar qual é a duração desse conflito,
17:38qual é a extensão desse conflito.
17:40Então, acho que a grande questão global hoje de incerteza
17:43é a extensão, a duração e o aprofundamento, ou não, desse conflito.
17:49Estive em Nova Iorque na semana passada,
17:52e basicamente essa é uma incerteza que permeia a análise de praticamente todos os analistas.
17:58Os principais vetores que nos levaram a rever a inflação foi, claro,
18:03a elevação do Brent, de 73 para 91, que vai se transmitir,
18:08pega primeiro nos combustíveis e depois tem os seus efeitos de segunda ordem
18:13sobre insumos, transporte, frete, que acaba alastrando um pouquinho.
18:18Em alimentos, ele deve deixar de contribuir por isso negativamente para a inflação,
18:24como eu falei, por outros elementos que não só esse impacto
18:29vindo diretamente do choque do petróleo.
18:34E, com isso, a gente viu um desgarramento das expectativas de inflação,
18:39que também acabam entrando em alguns modelos,
18:41modelos também do Banco Central,
18:43que subiu dos 3,8 para 4,9, a expectativa para esse ano.
18:48Então, são vetores que nos levaram a revisar a inflação para cima.
18:55A estimativa para o crescimento do PIB foi mantida em 2,3% este ano
19:00e em 2,6% para 2027.
19:04Ricardo Rocha, começo com você, professor.
19:07Qual é a relevância, a importância de se fazer essa revisão e atualizar?
19:14Acho que é importante, acho que o Banco Central e os mecanismos do Ministério da Fazenda
19:18têm que ser transparentes.
19:20Eles mudaram um pouco o discurso.
19:22A gente se recorda que, um mês atrás,
19:25o discurso do Ministério e do Ministro da Fazenda era outro.
19:29O Brasil não tinha nada a ver com a guerra,
19:31só que a gente está no contexto global.
19:33Isso até porque a gente é exportador de petróleo bruto.
19:35Então, acho que isso é o que se espera de um governo
19:42que é falar para a população, não só para o mercado,
19:45obviamente que o discurso que foi feito ali é bem técnico,
19:49a gente tem que traduzir para a maioria das pessoas,
19:52mas é dizer que o gato subiu no telhado e o telhado está úmido.
19:56Então, essa é a realidade.
19:58Aí vem uma segunda questão,
20:00que talvez o Sérgio possa, com o brilhantismo dele,
20:04explicar melhor,
20:05que é qual é o impacto disso
20:08na cabeça do Comitê de Política Monetária.
20:10Porque, politicamente falando, não tecnicamente,
20:14todos os dias tem notícias aí,
20:18principalmente dos partidos de apoio
20:21à candidatura do presidente Lula,
20:22criticando o Banco Central.
20:26Recentemente, o Mercadante fez um programa de televisão
20:29e falou que o Banco Central perdeu o time,
20:31já devia ter baixado o juro.
20:32Não vem pressão,
20:33porque o juro está alto,
20:35o desenrola, não sei se desenrola,
20:37é muita gente endividada,
20:39como o Sérgio colocou,
20:40desemprego aumentando,
20:43nível de atividade caindo.
20:45Então, a gente tem muita coisa negativa.
20:49Obviamente que você tem uma desculpa,
20:51que é o fato,
20:53tirando a pressão fiscal,
20:55que a culpa é nossa,
20:56o choque externo aconteceu,
20:58uma guerra com uma dimensão não esperada,
21:01que era óbvio que desde o ataque terrorista a Israel em 2023,
21:09você tinha que estar no radar que uma hora algo ia acontecer,
21:12como vem acontecendo.
21:13Só que escalou de maneira dramática,
21:17o Trump mostrou força, recuou,
21:20a gente nunca sabe a cabeça dele,
21:22ele se acha estrategista,
21:24não sei o quanto ele é,
21:25mas o poderio militar norte-americano é muito superior.
21:29Acho que a saída dele à China
21:32talvez tenha trazido um discurso de,
21:36olha, não vou atacar, vamos tentar negociar.
21:39E o calcanhar de Aquiles com o Irã
21:41é a questão nuclear,
21:43porque a questão nuclear é uma ameaça direta
21:46à existência do Estado de Israel.
21:49Então, acho que esse é o ponto.
21:50Agora, falar a verdade,
21:54eu aprendi...
21:55...pela frente dos próximos meses,
21:57os próximos dois anos, eu diria,
21:59porque é um cenário de impacto,
22:01de preço de combustível que a gente está vendo agora,
22:03e todos os derivados que vão ter ao longo desse ano,
22:06você muito bem lembrou dos petroquímicos,
22:07dos fertilizantes,
22:08que vão continuar trazendo pressão inflacionária esse ano.
22:11Então, a inflação,
22:12na verdade, eu acho que não vai ser nem os 4,5%
22:14que o governo está esperando,
22:16e tem que ficar ali no teto
22:17para não trazer muito problema
22:19na conversa com o Banco Central no final,
22:21mas é uma inflação que está caminhando
22:23para ficar mais próximo de 5% esse ano.
22:25Começa a contaminar a inflação de 2027,
22:27que vai ser pelo menos 4%.
22:29E se você joga o próximo choque possível,
22:33que é do El Ninho,
22:34tem um pico esperado no final do ano,
22:36e está caminhando para ser, no mínimo,
22:37se tudo der certo,
22:38El Ninho moderado,
22:39podendo ser um El Ninho forte,
22:41e aí você tem implicações graves
22:43de inflação de alimentos no ano que vem.
22:45Então, um choque de combustível,
22:46de petróleo esse ano,
22:48um potencial choque de alimentos em 2027,
22:51um Banco Central que olha a inflação cheia
22:53e vê essa inflação ficar muito próxima
22:56de 5% dois anos seguidos.
22:58Então, vai ficar uma discussão
23:00que já está começando a aparecer no mercado,
23:02de que, olha,
23:03você está caindo os juros agora,
23:05talvez vai começar a ter um momento
23:07de que vai ter que parar essa queda de juros.
23:09E o ponto terminal da Selic,
23:12que estava já meio estabelecido
23:14semanas atrás em 13%,
23:16começa a subir também.
23:18Não vai dar para cair juros
23:19com muita intensidade esse ano,
23:21sem falar que, se de fato,
23:22se confirmar o choque de alimentos
23:24para o ano que vem,
23:25o BC possa ter um cenário ainda mais agressivo
23:29de pensar,
23:29ou, eventualmente,
23:30ter que colocar isso na roda,
23:31de ter que subir a taxa de juros.
23:33Isso tudo, obviamente, está em aberto,
23:35porque a gente tem câmbio para acompanhar,
23:37saber para que lado vai taxa de câmbio também,
23:39continua caindo ao longo dessas últimas semanas,
23:42desses últimos meses,
23:43por conta do cenário relativamente positivo de Brasil,
23:47comparado com o resto do mundo,
23:48com a piora do dólar.
23:50Mas tem uma eleição complicada,
23:52um cenário fiscal indefinido para o ano que vem,
23:54é muita incerteza para o Banco Central,
23:56com uma certeza grande agora,
23:58que é petróleo,
23:59e uma quase certeza que é inflação de alimentos.
24:01Então, vai ser difícil a vida do BC,
24:04e eu acho que ele vai ter que entrar em algum momento
24:06e falar que, olha,
24:07não vai dar para cortar mais.
24:09Eu acho que a gente está se aproximando disso.
24:11Selic está caminhando para encerrar esse ano,
24:13talvez em torno de 13,5.
24:15Lembrando que,
24:16dois, três meses atrás,
24:18boa parte do mercado via Selic a 12.
24:21Então, a gente está falando de um cenário que, de fato,
24:23mudou de forma importante agora.
24:25É, vocês estão otimistas, uai.
24:27Está 14,5 para 13,5,
24:30é um ponto percentual.
24:31Vocês estão otimistas.
24:33Parabéns.
24:33Obrigada, viu, Sérgio?
24:35Bom dia.
24:37Bom dia.
24:37Prazer falar com vocês.
24:39Obrigada.
24:40Professor Ricardo Rocha,
24:41mais uma vez aqui.
24:42Muito obrigada.
24:43Bom dia.
24:44Imagina, estou sempre à disposição.
24:46Conte comigo.
24:47É um grande prazer estar aqui,
24:49falar para todo o seu público,
24:51com você, com seus convidados,
24:53sempre todos muito brilhantes.
24:55Muito obrigado.
24:56Boa semana.
24:57Até terça que vem.
24:58Até terça.
25:00Combinado.
25:02Vamos trocar de assunto,
25:04mas ainda na economia.
25:06Porque a Confederação Nacional da Indústria
25:08alerta que o fim da escala 6x1
25:10pode gerar uma retração
25:12de até 76 bilhões de reais no PIB.
25:16E que as queixas contra a mudança
25:18não são chororô do setor produtivo.
25:21Ontem, o diretor da CNI, Alexandre Fulham,
25:24e a representante da Confederação Nacional do Comércio,
25:26Luciana Diniz,
25:27participaram da audiência na Comissão Especial
25:29que discute o fim da escala 6x1
25:32e a redução da jornada na Câmara.
25:35Nossa posição é para uma manutenção
25:38da forma como está
25:39e através das negociações coletivas, sim.
25:42A gente pode trabalhar, inclusive,
25:44na questão de redução de jornada,
25:47mas através das negociações coletivas.
25:49Nós não somos contra a discussão
25:51da redução de jornada,
25:52mas nós precisamos ver
25:54que alguns segmentos econômicos
25:55não podem prescindir, por exemplo,
25:56da 6x1.
25:57Indústrias siderúrgicas, indústrias cerâmicas,
25:59indústrias plásticas,
26:01que têm equipamentos
26:02que não podem ser desligados.
26:04Então, o que a gente,
26:05o que eu pleitei, inclusive,
26:06foi que,
26:07reduzindo a jornada para 40 horas,
26:09você possa,
26:10por negociação coletiva
26:12e, obviamente,
26:12fazendo os pagamentos necessários,
26:14continuar trabalhando as 44 horas
26:16naqueles segmentos
26:17em que você não pode prescindir
26:19desse tipo de jornada.
26:20Tem que ter um tempo de implementação.
26:22Há 90, 60 dias, 90 dias
26:25para ter ali esse tempo de implementação.
26:27A transição imediata,
26:29ou seja,
26:30reduziu a jornada,
26:31reduziu a escala,
26:33tempo de 90 dias ali,
26:34simplesmente para a implementação.
26:36Esse é o presidente da Comissão Especial,
26:38o deputado Alencar Santana.
26:40E a UGT,
26:41a União Geral dos Trabalhadores,
26:43tem participado diretamente
26:45das negociações com o governo em Brasília
26:47e conversado com os deputados
26:48da Comissão Especial.
26:49A UGT representa cerca de 12 milhões
26:52de trabalhadores,
26:53especialmente nos setores de comércio
26:55e serviços,
26:56que são áreas diretamente impactadas
26:58pela escala 6x1.
27:00Eu converso agora com o Ricardo Patá,
27:03ele que é presidente da UGT.
27:05Seja bem-vindo.
27:06Bom dia.
27:07Bom dia.
27:08É um prazer muito grande falar com você
27:10e com todos que estão nos vendo.
27:11um tema que hoje se fala mais dele
27:14do fim da 6x1 do que das próprias eleições.
27:17Pois é.
27:18E aí eu quero começar por esses assuntos
27:22que foram lançados aí,
27:23porque os deputados dizem,
27:25na Comissão Especial,
27:26que o fim da escala 6x1 é certo,
27:28sem redução de salário
27:29e redução da jornada de 44 para 40 horas.
27:33O que está em discussão agora
27:34é o tempo de transição,
27:36se haverá compensação
27:39e se será para todas as categorias
27:43do mesmo jeito.
27:44Quero saber qual que é a opinião da UGT.
27:47Bom, primeiro nós temos que colocar
27:49dois temas,
27:50redução para 40 horas
27:52e o fim da escala 6x1.
27:55O caso da redução da jornada
27:57para 40 horas
27:59é uma questão muito antiga
28:00do movimento sindical.
28:02Isso já, a primeira grande greve
28:05do nosso país em 1917
28:06já pleiteava as 40 horas.
28:10E agora esse tema está maduro.
28:14Porque na oportunidade
28:16que o Temer era o presidente da Câmara
28:19pela terceira oportunidade,
28:21ele propôs, há 10, 12 anos atrás,
28:24que reduzisse para 42 horas
28:26e depois para 40 horas.
28:27O movimento sindical naquela oportunidade
28:30falou ou é 40 ou é nada.
28:32ficamos com nada.
28:33Então, voltamos a debater,
28:36já em 88 houve a redução
28:38de 48 para 44 horas
28:41e naquela oportunidade
28:42já era debatido ir para 40
28:45de forma transitória.
28:47Muito bem.
28:48Essa questão eu acho que está
28:49muito madura no nosso país.
28:51O mundo todo já fez essas adequações.
28:54Nós estamos com uma tecnologia extraordinária.
28:57Temos tantas mudanças importantes
28:58na relação capital e trabalho.
29:00Tivemos uma reforma de 2017
29:03fazendo mudanças importantes na Série T.
29:06Então, esse tema, a meu ver,
29:08está praticamente acertado
29:10que vai ocorrer agora.
29:13Se vai ter alguma transição,
29:15e eu também sou daqueles do diálogo,
29:18eu acho que tem questões específicas
29:20que merecem ter uma observação
29:23um pouco diferenciada.
29:25Agora, não é por conta de três, quatro, cinco setores
29:29que nós vamos impedir
29:30que se tenha essa mudança importante.
29:33Já a escala 6x1
29:35é uma questão que apareceu
29:37com muita força
29:38de três anos para cá.
29:40E nós, que somos da área de serviço e comércio,
29:43a UGT é a maior central do Brasil
29:44na área de comércio e serviços,
29:46onde realmente essa questão
29:47se impacta profundamente.
29:50Só na área do comércio,
29:51nós somos mais de 10 milhões
29:52de trabalhadores no Brasil todo.
29:54E é justamente nessa área
29:55que a gente percebe
29:57uma situação muito complicada.
29:59Vamos pegar o exemplo de São Paulo,
30:00uma cidade que tem uma mobilidade complexa,
30:03por ser a maior da América Latina,
30:06e a mulher,
30:08que faz parte da área do comércio,
30:10é uma parte muito grande,
30:11ela demora uma hora e meia
30:13para chegar no trabalho,
30:14uma hora e meia para voltar para casa.
30:16Chega em casa, vai trabalhar.
30:18Tem um dia de folga
30:18para colocar a casa em ordem.
30:20Então, não é vida.
30:21Nós adoramos trabalhar,
30:23mas nós temos que ter condições
30:24de ter lazer, capacitação
30:27e uma série de outras questões.
30:28Então, a questão é conceitual.
30:31E nós sabemos
30:32que tem aí na área do judiciário,
30:34o pessoal tem 60 dias de férias,
30:3630 dias de recesso.
30:39Foi aprovado recentemente
30:40para os funcionários do parlamento
30:43trabalhar 3x1
30:44e ganhar acima do teto.
30:46Então, esse Brasil,
30:48nós temos que repensar,
30:49temos que mudar.
30:51Agora, não é fácil.
30:53Tem que ter uma transição,
30:55principalmente na questão da escala.
30:57E uma coisa que é muito importante,
31:00a questão, na verdade,
31:01não é da área empresarial,
31:02é a questão da sociedade.
31:04Porque quem vai pagar
31:04os custos que, porventura,
31:06ocorrem,
31:07é a sociedade que vai pagar.
31:09Agora, precisamos perguntar
31:09para a sociedade.
31:10Sociedade.
31:11Nós queremos uma sociedade
31:15inclusiva,
31:16uma sociedade que permite
31:17que todos tenham condições
31:18de ter uma vida adequada
31:20no século XXI
31:22com essa tecnologia extraordinária
31:23ou não?
31:24Agora, hoje,
31:26as questões estão muito sensíveis.
31:29Temos eleições.
31:31E eu não digo que é uma questão
31:32eleitoreira,
31:33porque quando em 2017
31:34teve a mudança,
31:36a pedido da área empresarial,
31:39nós reclamamos,
31:40mas aconteceu.
31:42E essa agora,
31:43porque é muito similar
31:44à de 88,
31:46que todo mundo reclamava,
31:47todo mundo reclamava
31:48vai custar, etc.
31:49Passou de 88
31:50e não aconteceu nada.
31:52Eu tenho certeza
31:53que dialogando,
31:55nós vamos buscar
31:55o que é melhor
31:56para a sociedade.
31:57Não vamos querer
31:58quebrar a empresa.
32:00Na área do comércio
32:00tem muita pequena
32:01e microempresa,
32:02somos sabedores disso,
32:03nós queremos ela em pé.
32:05Então, nós temos que buscar
32:06alternativa para aquelas empresas.
32:08Por exemplo,
32:08tem um funcionário.
32:09Como é que vai fazer
32:09que tem um funcionário?
32:11Então, nós temos que buscar
32:12alternativas efetivas
32:14em casos específicos,
32:16ou fazer uma situação similar
32:18no caso da pandemia,
32:20que teve o auxílio emergencial,
32:23foi tantas questões estudadas
32:25para que as empresas
32:25não quebrassem.
32:26Eu acho que também,
32:27para isso,
32:28nós temos que pensar.
32:29Então,
32:30está muito próximo
32:31de ter aprovação.
32:32dia 27
32:33é o dia
32:35onde se vai,
32:36na minha perspectiva,
32:38aprovar
32:39essas mudanças
32:40no Congresso Nacional.
32:42Lógico,
32:43com as ponderações
32:44e as questões
32:46feitas
32:47com muita tranquilidade.
32:48Nada de ruptura
32:49e nada que é feito
32:51para que nós possamos
32:52nos arrepender
32:53no dia seguinte.
32:55O senhor fala muito
32:57sobre tranquilidade,
32:59tranquilidade,
33:00mas no ano eleitoral,
33:02do jeito que está sendo feito,
33:04não está muito atropelado.
33:05Aliás,
33:06a Federação das Indústrias
33:07de São Paulo,
33:08a Fiesp,
33:09informou a Comissão Especial
33:10que não ia participar
33:11ontem da reunião,
33:13porque não queria participar
33:15de algo que estava
33:16tão açodado.
33:18Acho que foi essa palavra
33:19que eles usaram,
33:19querendo dizer
33:20que estava numa velocidade
33:22que eles não concordavam.
33:23o senhor acha
33:25que esse
33:26é o momento
33:27de se discutir
33:28ou tira a proposta,
33:30discute-se melhor,
33:32busca-se o entendimento
33:34e discute
33:35num outro momento?
33:37Eu prefiro
33:38que as questões
33:38sejam resolvidas agora.
33:41Uma dúvida
33:42que ele é muito
33:43mais favorável
33:44ao campo
33:45dos trabalhadores,
33:47pode ter certeza,
33:48o Congresso
33:49que nós temos hoje,
33:50ele é muito conservador,
33:52é muito da direita,
33:53e se não passar isso agora,
33:56no ano que vem,
33:57com qualquer que seja
33:58a conversa,
33:58não vai passar,
33:59não vai passar nunca mais.
34:00O momento é esse.
34:01Agora,
34:02não é por conta disso
34:03que nós vamos nos aproveitar
34:04e fazer com que isso
34:06seja de goela abaixo
34:07colocado
34:08para a área empresarial,
34:10sem que eles tenham
34:11condições
34:11de sobreviver.
34:13Isso não vai acontecer.
34:14O próprio relator,
34:15o Léo Prates,
34:17já colocou,
34:17diferente do presidente
34:19que eu ouvi a matéria
34:20que você colocou agora,
34:21minutos atrás,
34:22ele já disse
34:23que tem que ter
34:23uma transição
34:24de alguns anos.
34:26E eu sou favorável
34:27que nós tenhamos
34:28uma transição
34:30que seja adequada
34:31para que não
34:32tenhamos
34:33problemas econômicos
34:35no nosso país.
34:37Penso diferente
34:38daqueles que dizem
34:39que o PIB
34:39vai cair 14%,
34:41isso é uma loucura.
34:42Não vai acontecer
34:43de jeito nenhum.
34:44Os recursos,
34:45inclusive,
34:45muitos deles
34:46serão colocados
34:46na área do turismo,
34:48na área da educação.
34:50Então,
34:50para mim,
34:51o PIB não vai cair.
34:52Vai ter custo,
34:53com certeza absoluta.
34:54A sociedade que vai pagar,
34:56não vai ser a área empresarial.
34:57Só que nós vamos
34:58fazer isso
34:59de forma diluída.
35:00É essa a única forma
35:02que eu penso,
35:03diferente do que
35:04o pessoal da indústria,
35:05conforme você colocou,
35:06que não querem participar.
35:07Porque já no ano passado,
35:08essa discussão já ocorreu
35:10e não tinha eleições.
35:11Já tivemos vários eventos,
35:13inclusive,
35:13foi feita uma audiência pública
35:14na área patronal
35:16do comércio
35:16no Sesc,
35:17aqui em São Paulo,
35:18no ano passado,
35:19onde todos tiveram
35:20oportunidade de falar
35:22e colocar os seus argumentos.
35:23Eu acho que,
35:24então, é maduro,
35:25é o momento
35:25da gente ter uma inclusão
35:27adequada no nosso país,
35:28valorizar a mulher,
35:29principalmente.
35:30A mulher é uma das maiores
35:32sacrificadas
35:32pelo formato
35:34que nós temos hoje
35:34dos seis por um.
35:36Qual seria?
35:38a forma mais adequada
35:39de transição?
35:41Falam-se em várias formas,
35:43né?
35:43O próprio propositor da ideia,
35:47o deputado Reginaldo,
35:48falava na proposta original
35:50de dez anos de transição.
35:52O relator já tem dito,
35:53por exemplo,
35:54no caso da redução da jornada,
35:56a redução de uma hora por ano,
35:58enfim,
35:59tem se falado
35:59em algumas alternativas.
36:01Qual seria,
36:02para o senhor,
36:03a melhor alternativa
36:04hoje de transição?
36:07eu acho que a melhor forma,
36:08no caso da redução
36:09de 44 para 40 horas,
36:11podemos fazer muito próximo
36:12do que estava no passado
36:14e o movimento,
36:16para que se chegue
36:17a essas 40 horas
36:18e as empresas
36:19vão se adaptar
36:20a esse formato.
36:22Na questão do seis por um,
36:24nós temos que fazer
36:24alguma coisa mista,
36:26inclusive colocar,
36:27como também foi dito,
36:28pela advogada
36:29da área do comércio,
36:30também agora,
36:30no seu programa,
36:32de que a negociação coletiva
36:34é um fator fundamental.
36:36Nós podemos fazer
36:37uma medida muito similar
36:39para certos setores
36:41que tenhamos
36:42essa negociação coletiva,
36:44que a área empresarial
36:46e a área dos trabalhadores
36:47vão se adaptar
36:49e se adequar
36:49diante das necessidades,
36:51tanto dos trabalhadores
36:53e das possibilidades
36:54da área empresarial.
36:55Eu acho que tem vários formatos
36:57que podem ser incluídos,
37:00mas o que precisa
37:01é ter definitivamente
37:03esse ano
37:04a aprovação
37:06de que vai haver
37:08essa redução
37:08para 40 horas
37:09e que a escala 6 por 1
37:11vai deixar de existir
37:13de supervida
37:14pela 5 por 2
37:15ou outras.
37:16E em casos
37:17muito específicos,
37:19como foi dito também
37:20pela área da indústria,
37:21na área de forno,
37:23na área metalúrgica,
37:24tem algumas coisas
37:26que são muito específicas.
37:28Nesse, eu acho
37:28que tem que ter
37:29um tratamento também específico,
37:31mas nós não podemos
37:32generalizar
37:33por conta de um
37:34ou dois setores
37:35que não vai acontecer
37:37nem a redução
37:37para 40 horas
37:38e nem do fim
37:39do 6 por 1.
37:40Da taxa das blusinhas
37:43e perguntar
37:44qual é a sua opinião,
37:46já que o fim
37:47da taxa de 20%
37:48sobre produtos importados
37:50de até 50 dólares
37:51mexe muito
37:52com a indústria.
37:55portanto,
37:55mexe com empregos.
37:57O senhor é de comércio
37:58e serviços,
37:59mas eu queria saber
38:00se o senhor tem participado
38:01inclusive
38:02desses alertas
38:04feitos de que
38:04isso pode causar
38:05um desemprego.
38:08Olha,
38:08eu vou até contar
38:09muito rapidamente.
38:10Eu fui na área
38:11sindical,
38:12o primeiro a colocar
38:13para o presidente Lula
38:14e o ministro Haddad
38:16na época,
38:17quando nós fizemos
38:18uma viagem para a China.
38:19Eu levei um estudo
38:20que foi apresentado
38:21pela área empresarial,
38:22eu não conhecia,
38:24eu fiquei abismado,
38:25porque no estudo
38:26mostrava que
38:28dezenas de aviões
38:29vinham da China
38:30ou para virar copos
38:31ou para Guarulhos
38:32com produtos
38:33isentos
38:34e com dumping,
38:36porque o produto
38:36custava até mais
38:37do que 50 dólares
38:38na origem
38:39e era vendido
38:39aqui por 50 dólares,
38:41até 50 dólares
38:42e com isenção
38:43de imposto.
38:44Eu fiquei estarecido.
38:45Achei um absurdo,
38:46porque eu sou comerciário,
38:48eu conheço profundamente
38:49essa área,
38:50vai quebrar pequena,
38:51não só a indústria,
38:52mas principalmente
38:52na área do comércio.
38:54Então, eu levei,
38:54o presidente se sensibilizou
38:56a dar demais ainda,
38:58tanto é que um ano depois
38:59colocou em vigor
39:01essa taxação,
39:02que não era a taxação
39:04que nós estávamos
39:04preenchendo,
39:05porque nesse caso
39:06eu trabalhei de forma
39:07sinérgica com a área
39:08empresarial
39:08por acreditar muito
39:10nessa situação.
39:11E fiquei,
39:12confesso a você
39:13e todos que estão nos vendo
39:14bastante decepcionados
39:16com essa decisão
39:17dessa isenção
39:18nesse momento.
39:19É por vários motivos.
39:21Primeiro,
39:21nós estamos valorizando
39:22o emprego na China.
39:25Eu falei isso
39:26em reunião
39:27com o ministro Boulos,
39:29que eu estive junto
39:30com a área empresarial,
39:31mas ele até nos alertou
39:33de forma transparente,
39:34olha,
39:34o martelo está para ser batido,
39:36vai acontecer a qualquer momento.
39:37E aconteceu
39:38dois dias depois
39:39da nossa reunião
39:40e realmente eu confesso
39:42que eu acho
39:42que o governo
39:43nesse particular
39:45equivocou.
39:46Porque ou
39:47ele dá essa isenção
39:49também para a indústria brasileira,
39:51mas aí não sei
39:52como é que vai viver
39:52sem nenhum imposto,
39:55ou teria que manter
39:56a taxação
39:57desses produtos
39:59que com certeza
39:59traz prejuízo
40:01muito grande
40:02para a indústria
40:02e principalmente
40:03para o comércio
40:04do nosso país.
40:05Não fica só
40:06na questão da isenção,
40:07que já é grave,
40:08mas tem o tal
40:09do dumping.
40:10E daqui a pouco
40:10eles pegam
40:11o nosso mercado
40:12todo,
40:12aí eu quero ver
40:13como é que nós vamos fazer.
40:16Muito obrigada,
40:16Ricardo Patá,
40:17presidente da UGT,
40:18União Geral dos Trabalhadores.
40:20Um bom dia.
40:21Muito obrigado.
40:23Obrigada.
40:25Bom, então caminhando aí
40:26para o finalzinho
40:27do programa,
40:28quero trazer notícias
40:29da Petrobras,
40:30porque a estatal
40:32anunciou um investimento
40:33de 37 bilhões
40:34de reais
40:35até 2030
40:37em São Paulo.
40:38O evento contou
40:39com o presidente Lula,
40:40ministros
40:41e a presidente
40:41da Petrobras,
40:42Magda Chambrian.
40:44Ela disse que a Petrobras
40:45registrou o crescimento
40:47de 16%
40:48na produção
40:49no primeiro trimestre
40:51deste ano.
40:51Enquanto...
40:52E aí comparou com o agro,
40:54enquanto, segundo ela,
40:55o agro cresceu
40:56no mesmo período
40:57menos 12%.
40:59Quando a gente compara
41:01a produção da Petrobras
41:03de petróleo e gás
41:05com o primeiro trimestre
41:07de 26,
41:08com o primeiro trimestre
41:10de 25,
41:11a gente enxerga
41:13um crescimento
41:14de produção
41:14de 16%.
41:16Quem foi que cresceu
41:18no Brasil,
41:19presidente,
41:19de 16%
41:20em um ano?
41:22Diz aí,
41:23para mim,
41:24gente,
41:24quem foi que cresceu
41:25isso?
41:26Outro dia,
41:27eu não estou querendo
41:27falar mal do agro,
41:29não,
41:29mas disseram que o agro
41:30cresceu 12%
41:31e era bom
41:32para chuchu,
41:33né?
41:33Então,
41:33o agro cresceu 12%,
41:35foi bom,
41:36nós crescemos 16%.
41:38O presidente Lula
41:39disse que a Petrobras
41:41foi a empresa
41:41mais rentável
41:42do planeta
41:43e defendeu
41:43a exploração
41:44de petróleo
41:45na margem equatorial.
41:48E quando alguém fala,
41:49não,
41:49mas não pode mexer
41:50porque a Amazônia,
41:51não,
41:52ninguém,
41:52ninguém tem mais cuidado
41:54com a Amazônia
41:54do que nós.
41:56Ninguém tem mais cuidado.
41:57Agora,
41:58a gente vai fazer
41:59com a maior responsabilidade
42:00do mundo,
42:01mas a gente não pode deixar
42:02uma riqueza
42:03que está a quase 500 metros
42:05de distância
42:06da nossa margem,
42:07mas daqui a pouco
42:08o Trump vem,
42:09acha que é dele
42:09e vai lá.
42:10Ele achou,
42:11ele achou que o Canadá
42:13era dele,
42:13ele achou que a Groenland
42:15era dele,
42:16ele achou que o Golfo do México
42:17era dele,
42:18o Canadá do Panamá.
42:19Quem é que ele não vai dizer
42:20que a margem equatorial
42:22é dele também?
42:24Bom,
42:24o Brasil pode se unir
42:25aos Estados Unidos
42:26ou a China
42:27por terras raras,
42:29disse Lula.
42:30Foi num outro evento
42:31diferente desse
42:31que você viu aí,
42:32mas aqui em São Paulo,
42:34em Campinas.
42:35A gente vai ter que contar
42:37com a inteligência
42:38e a ciência
42:39e o conhecimento
42:40de vocês
42:41para a gente dar
42:42um salto de qualidade
42:43e ver se num curto espaço
42:45de tempo.
42:45A gente faz com que o Trump
42:47deixe de brigar
42:48com o Xi Jinping
42:49e venha se associar a nós
42:51para que a gente
42:52possa explorar aqui.
42:54Nós não temos veto
42:55a ninguém,
42:55nós não temos preferência
42:56por ninguém.
42:57Aqui pode vir chinês,
42:59pode vir alemão,
43:00pode vir francês,
43:01pode vir japonês,
43:03pode vir americano,
43:04pode vir quem quiser.
43:05Desde que
43:07tenha consciência
43:08de que o Brasil
43:09não abre mão
43:10da sua soberania,
43:11pode vir os minerais críticos,
43:13são nossos,
43:13até na área
43:14a sua nota
43:15e a gente
43:16quer explorar
43:17aqui dentro.
43:19Agora a notícia internacional,
43:21os presidentes
43:22Xi Jinping
43:23da China
43:24e Vladimir Putin
43:25da Rússia
43:26vão se encontrar
43:27a partir de hoje
43:28em Pequim.
43:29A visita acontece
43:30menos de uma semana
43:31depois do encontro
43:32entre Trump
43:33e o líder chinês.
43:35Pequim se enfeitou
43:36à espera
43:37de Vladimir Putin,
43:38um mar de bandeirolas
43:40russas e chinesas.
43:41De olho nas negociações,
43:43o visitante
43:44gravou um vídeo
43:45dirigido ao povo chinês
43:46antes da chegada.
43:47Putin disse
43:48que as relações
43:49entre os dois países
43:50é de confiança
43:51e que há uma atmosfera
43:53de entendimento mútuo
43:54no sentido
43:54de se apoiarem
43:55em questões
43:56que afetam
43:57a proteção
43:57da soberania
43:58e da unidade nacional.
44:00O líder russo
44:01ainda citou
44:01que ambas as nações
44:02trabalham ativamente
44:04para desenvolver
44:05a cooperação
44:05na política,
44:06na economia
44:07e na indústria
44:08de defesa.
44:09Putin e Xi Jinping
44:11se encontraram
44:12mais recentemente
44:13em setembro
44:13do ano passado,
44:14na cerimônia
44:15que marcou
44:16o 80º aniversário
44:17do fim
44:18da Segunda Guerra Mundial
44:19e o dia
44:19da vitória na China.
44:21Na ocasião,
44:22Putin celebrou
44:23a parceria
44:23entre os países.
44:24A visita
44:25vem menos de uma semana
44:26depois do encontro
44:28entre Xi e Trump.
44:29O presidente americano
44:30falou,
44:31falou e falou
44:32sobre a cooperação
44:33da China,
44:34mas saiu de Pequim
44:35praticamente
44:35de mãos abanando.
44:37Nem mesmo
44:37a promessa concreta
44:38de Xi Jinping
44:39de ajuda
44:40com o desbloqueio
44:41do Estreito de Hormuz
44:42se concretizou.
44:44Bom,
44:45vamos mostrar aí
44:46um trechinho
44:47do presidente
44:47do Banco Central,
44:48Gabriel Galípolo,
44:49na Comissão de Assuntos
44:50Econômicos
44:51do Senado.
44:52Ele fala neste momento
44:55sobre vários assuntos.
44:57Vamos ouvir um trecho
44:59do que diz
44:59o presidente
45:00do Banco Central.
45:00Onde vem um pacote
45:02onde você não enxerga
45:02e sim,
45:03você pode agregar,
45:04mas você vai enxergar
45:05cada um dos pagamentos
45:06quem fez
45:07com seus valores
45:07de onde veio o recurso
45:08encerrando o que era antes
45:10o chamado conta bolsão.
45:13Aqui a questão
45:14do BC Protege Mais
45:15é simplesmente
45:15um sistema
45:16que restringe
45:17através do sistema
45:18de comunicação,
45:19você restringe
45:20contratação
45:21para o sistema financeiro.
45:22Ou seja,
45:23eu não quero
45:23que uma instituição
45:25ou outra
45:25abra uma conta
45:26no meu nome.
45:27Muitas vezes
45:27a gente descobre
45:29que alguém teve acesso
45:30aos nossos dados
45:30e conseguiu abrir
45:31uma conta no nosso nome
45:32e pegar um financiamento
45:34no nosso nome.
45:34Se você se cadastrar
45:35no BC Protege Mais,
45:36você pode restringir isso,
45:38está limitada
45:38a abertura
45:39de qualquer conta
45:40ou contratação
45:41de qualquer serviço
45:42no seu nome
45:43a partir dessa
45:43instrução normativa
45:45que o BC fez também.
45:46A necessidade agora
45:47de autorização
45:48de entrada
45:48em funcionamento
45:49de IPs,
45:49ou seja,
45:50nenhuma IP mais pode...
45:51Bom, portanto,
45:53aí o presidente
45:53do Banco Central,
45:54Gabriel Galipo,
45:55falando sobre produtos,
45:57atuações
45:58do Banco Central.
45:59Essa audiência
46:00é uma audiência
46:01a praxe
46:01em que o presidente
46:02da instituição
46:03é chamado
46:04a falar sobre
46:05as atuações
46:06da instituição
46:08aos parlamentares,
46:09principalmente da Comissão
46:10de Assuntos Econômicos,
46:11mas um dos assuntos
46:13que deve ser
46:15trazido
46:15para essa audiência
46:17é a questão
46:18do Banco Master,
46:20principalmente
46:20a relação
46:21com o BRB.
46:23Bom,
46:23a gente vai trazer amanhã
46:24trechos aí
46:25da fala
46:26do presidente
46:27do Banco Central
46:27para você.
46:29Daqui a pouquinho
46:29tem o programa
46:30Ponto de Vista
46:31e o Verusca Donato
46:32te espero amanhã
46:33no programa Mercado
46:34a partir das 10 horas
46:35da manhã.
46:36Tchau, gente!
46:58E aí
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