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  • há 22 horas
STF, penduricalhos e crise de credibilidade: o colunista da VEJA, Mauro Paulino, analisa no Ponto de Vista a decisão do Supremo de limitar benefícios a 70% do teto constitucional e o impacto disso na percepção da sociedade sobre o Judiciário.

No programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal, Paulino comenta a pressão pública sobre o STF e afirma que a medida é uma resposta à crise de confiança:
➡️ “Essa é uma das questões que mais incomoda a sociedade em relação ao Judiciário, que são os penduricalhos.”
➡️ Segundo ele, “o STF vinha sendo muito questionado e precisava dar algum tipo de resposta para a sociedade.”

O colunista também destaca outros desafios do sistema de Justiça no Brasil, como a demora nos julgamentos e a desigualdade no tratamento de presos:
➡️ “É preciso dar tratamento igualitário para os presos [...] e não privilegiar os mais bem inseridos na sociedade.”

📌 O debate aborda:

Limitação de benefícios no Judiciário
Pressão da sociedade sobre o STF
Crise de credibilidade institucional
Morosidade da Justiça
Desigualdade no sistema prisional

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Transcrição
00:00Paulino, bom, tem essa regra de transição que foi aprovada pelo Supremo, né, de limitar aí os chamados penduricalhos até
00:0970% do teto constitucional.
00:12O que você achou disso? Porque, como eu estava falando aqui com o Gulino, um salário que pode chegar a
00:18quase 79 mil reais, né?
00:21Pois é, essa é uma das questões que mais incomoda a sociedade em relação ao judiciário, que são os penduricalhos,
00:30esses abusos que favorecem mais aos integrantes do que ao bem comum, à sociedade.
00:38E é interessante a gente ver como as coisas que a gente comenta aqui a partir dos resultados de pesquisa
00:44acabam se materializando nas ações das autoridades.
00:51O STF vinha sendo muito questionado ultimamente, enfim, por uma série de questões e precisava dar algum tipo de resposta
01:01para a sociedade.
01:02Então, esse tema que estava já há algum tempo a ser avaliado, a ser tratado pelo STF, se tornou mais
01:12urgente.
01:13É possível imaginar que nas reuniões dos ministros se tenha discutido uma forma de dar uma resposta à sociedade diante
01:23dessa crise de credibilidade.
01:24A maior crise de credibilidade recente do Supremo, dá uma primeira resposta à sociedade. E é isso que foi feito.
01:35É claro que essa discussão já estava prevista, mas certamente ela foi antecipada por conta da cobrança que o STF
01:46vem recebendo da sociedade.
01:47A partir de agora, imagino que o Supremo, que a corte, vá dar atenção a outras questões que a sociedade
01:58cobra em relação à instituição.
02:01Por exemplo, amorosidade nos julgamentos, uma série de detentos, de presos que ainda não tiveram o seu julgamento realizado e
02:12estão presos sem esse julgamento.
02:15Isso é algo que precisa ser acelerado pela justiça no Brasil.
02:20Outra questão é dar tratamento igualitário para os presos que têm uma inserção na sociedade, digamos, mais privilegiada.
02:37Caso de ex-presidentes, caso de banqueiros, exemplo Alvorcaro, que têm privilégios que outros detentos não têm.
02:46Então é preciso olhar para as condições precárias das penitenciárias no país para que haja um tratamento que seja igualitário
02:58para todos os presos
02:59e que não privilegie os mais bem inseridos na sociedade.
03:06Obrigado.
03:06Obrigado.
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