- há 11 horas
No Bola Quadrada, Fernanda Arantes recebe no estúdio o ex-goleiro Diego Alves, campeão da Libertadores pelo Flamengo em 2019, para uma conversa franca sobre carreira, seleção brasileira e os bastidores do futebol. Ao lado dos comentaristas Amauri Segalla e Fábio Altman, o programa analisa a goleada do Palmeiras sobre o Flamengo, a convocação da seleção com Neymar e os desafios rumo à Copa de 2026. A edição ainda traz a participação de Marcelo Monteiro, um dos maiores colecionadores de camisas do país, além de Sérgio Almeida no quadro final. Um episódio cheio de histórias, opinião e bastidores do esporte.
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NotíciasTranscrição
00:12Olá, muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Bola na Copa. Agora a gente já tem a versão de Copa
00:18do Mundo do Bola Quadrada.
00:20Eu sou Fernanda Arantes, vou comandar aqui a nossa edição especial do programa. Fiquem à vontade.
00:27E como vocês podem ver, estamos muito bem acompanhados. Já vou apresentar os meus amigos, mas queria aqui dar as
00:33boas-vindas então.
00:35Diego Alves, ex-goleiro, campeão da Libertadores com Flamengo 2019. A gente estava colocando aqui recordista de pênaltis defendidos na
00:44história do campeonato espanhol.
00:46Diego, é uma honra ter você aqui. Obrigada por ter aceitado o nosso convite. Espero que você se divirta hoje.
00:51Está bem-vindo.
00:52Obrigado, é um prazer poder participar do programa. Espero poder compartilhar histórias e poder responder as perguntas, né?
01:01O que a gente conversou vai ter algumas perguntas mais difíceis, mas é um prazer.
01:06Bora lá, legal demais, Diego Alves.
01:08Agora sim, vou apresentar os meus amigos de sempre. A Maurícia Gala, editor executivo de Veja e Veja Negócios.
01:13Tudo bom, Fernanda? Obrigado.
01:15E Fábio Altman, redator-chefe de Veja. Oi, Fábio, tudo bem?
01:19Oi, Fernanda. Tudo bom.
01:20Já vamos começar com os destaques?
01:22Bora lá, né?
01:22Porque você viu, né? Diego falou. Talvez tenha polêmica aqui, mas qual foi o destaque então da rodada para você?
01:28O meu destaque é a incrível resposta do Palmeiras, né?
01:31Depois de uma semana difícil, perdeu para o Serro em casa na Libertadores.
01:35Aí vai ao Maracanã e mete 3x0 no Flamengo. Impressionante a resposta do Palmeiras.
01:39E você, Fábio?
01:40O meu destaque, eu acho impressionante, como uma semana depois da convocação do Neymar para a seleção brasileira,
01:46o nome dele continua reverberando.
01:49Aí tem agora o mistério, o problema na panturrilha, se será um problema, se não será.
01:54Acho incrível, assim, e é a grande notícia até agora, dia 27 ou 28,
02:00quando os jogadores vão, então, se apresentar para o jogo contra o Panamá dia 31.
02:04Então o meu destaque continua sendo o Neymar.
02:06É, estamos a zero o programa sem falar dele, como teria que ser mesmo, né?
02:12Olha só, segura aí, porque tem Brasileirão com Palmeiras fazendo 3x0 no Flamengo em pleno Maracanã.
02:19E a seleção brasileira finalmente foi convocada com Neymar, Hendrick e o Everton.
02:25A gente vai falar disso, a gente quer saber também o que o Diego pensa sobre as convocações,
02:31principalmente dos goleiros, né?
02:32Tem muita propriedade aqui para falar sobre isso.
02:35Tem mais, você vai conhecer também um super colecionador de camisas
02:39e a beleza de uma exposição no Museu do Futebol em São Paulo.
02:46Além das chances também, porque a gente gosta muito de falar de cinema aqui,
02:51um clássico da bola.
02:53Fica com a gente porque você vai entender logo mais.
02:56Está começando o Bola na Copa.
03:14Muitos assuntos hoje, mas já queria começar perguntando então para o Diego,
03:18como que está a vida depois de pendurar as luvas?
03:21A chuteira também, né?
03:22Mas principalmente as luvas aí.
03:24O que você tem feito, Diego?
03:24Olha, com muito menos pressão do que jogar de goleiro no Flamengo,
03:30mas é uma nova rotina, uma nova vida, onde todo atleta, infelizmente ou felizmente,
03:40vai ter que passar por isso.
03:42Mas eu me adaptei muito bem, tenho mais tempo com a minha família,
03:46consigo organizar a minha rotina.
03:48E, lógico, ainda sinto algumas dores da época de jogador, que é normal.
03:52Mas eu estou numa vida muito controlada e também comandando muito a minha rotina diária
04:00do que eu gosto de fazer.
04:02Diego, você criou uma empresa, a Nexus, para cuidar da transição de carreira de jogadores.
04:07O que faz a sua empresa?
04:08O que oferece para esses jogadores?
04:11Olha, a Nexus foi uma ideia que eu tive.
04:13Eu sempre cresci no futebol, desde a minha infância,
04:19escutando sempre falar que os jogadores ganhavam dinheiro
04:22e no final de carreira eles sempre perdiam.
04:26Eu tive amigos que tinham pais que eram jogadores
04:31que passaram por algumas dificuldades.
04:34Então eu já sabia que isso era um problema de lá de trás.
04:38E, no decorrer da minha carreira, eu percebi o tanto que a gente se dedicava ao futebol
04:43e que, às vezes, a gente não dava importância para outros assuntos que são importantes.
04:47Conhecimento, aprendizado, você conversar de diversos outros assuntos
04:51que não seja o futebol, que é a zona de conforto.
04:54E, num determinado momento que eu decidi parar,
04:58eu percebi que o jogador tinha pouca informação do que é o mundo real.
05:02Porque o jogador vive anos e anos numa rotina que o clube prepara para ele.
05:08Café da manhã, almoço, viagem, tempo de férias, tudo isso é feito pelo clube.
05:13Mas, de um dia para o outro, você já se depara acordando e tendo que fazer a sua rotina.
05:19Tendo que levar filho no colégio, sendo o marido mais presente dentro de casa,
05:24um pai mais presente dentro de casa.
05:26E a rotina começa a ser completamente diferente.
05:30E, sentando com algumas pessoas, eu comecei a entender que existe vida fora do futebol.
05:36Só que, também, o atleta tem que dar esse primeiro passo.
05:39Como os atletas não tinham essa informação,
05:42eu tive a ideia de criar essa empresa para poder levar essa informação para esses atletas.
05:46E, ali, a gente poder trabalhar esse bloqueio que o atleta tem
05:50para que ele possa ter uma transição de carreira muito mais natural
05:54do que ele tomar um susto e, nesse momento, ele se perder na vida dele.
05:59E, digo, transição de carreira, inclusive carreiras para fora do futebol.
06:03Quando você fala transição de carreira, a gente está falando quando um atleta
06:08encerra a sua participação profissional.
06:11A partir dali, ele tem que encontrar alguma outra forma de poder ter uma renda,
06:16de ter a consciência de que ele não é mais o jogador,
06:21ou jogador de basquete.
06:23Enfim, eu falo atleta em geral.
06:25Então, nesse ponto, a gente percebe que o atleta fica sem rumo.
06:30Ele não tem um caminho.
06:32Talvez ele queira sair do futebol, mas, quando ele pisa fora,
06:35ele fala, opa, ali eu não consigo me movimentar do jeito que eu queria.
06:40Eu vou voltar para o futebol.
06:41Então, é normal, depois de tanto tempo, os atletas pensarem dessa forma.
06:45Então, quando a gente cria a empresa, a gente cria a empresa pensando em quê?
06:49Eu não sou assessoria financeira, nós não somos family office.
06:53Eu acho que isso é um pilar importante, o pilar econômico, financeiro para o atleta.
06:59Mas existem outros pilares que você pode desbloquear na cabeça do atleta,
07:02que isso vai favorecer ele positivamente nessa trajetória.
07:06E quando eu falo transição de carreira, não é somente quando você está chegando ao fim da sua carreira,
07:10você buscar uma ajuda.
07:11Não. A gente já tem atletas com 28 anos, 29 anos, que já estão buscando essa visão,
07:19esse conhecimento para poder gestionar um pouco melhor esse caminho final até a transição de carreira.
07:27Então, depende muito do atleta.
07:29E essa é a conscientização que a gente leva para ele.
07:31Que não adianta a gente levar para ele a informação se ele não quer dar o primeiro passo
07:36de querer aprender coisas novas na vida.
07:39Você pode dar um exemplo prático do que a sua empresa faz?
07:42Você estava falando dos bastidores aqui, que a sua empresa ajudou um jogador a publicar um livro, a escrever um
07:46livro.
07:46A gente está ainda no processo.
07:49A gente tem alguns atletas e a gente trabalha baseado em cinco pilares.
07:55Que a gente vê que são cinco pilares importantes para que o atleta possa decidir lá na frente
08:03se ele quer sair do futebol, sair do esporte que ele está, ou se ele quer retornar, mas de uma
08:08maneira muito mais consciente
08:09para o que ele quer fazer.
08:11Então, a gente trabalha com a saúde financeira, a saúde mental, o marketing, a marca pessoal e o empreendedorismo.
08:19A marca pessoal, o que é?
08:20É ele saber se comunicar, ele saber se comportar.
08:23Porque o atleta, se ele para de jogar e vive num ambiente de futebol, você não tem a dúvida que
08:29ele vai voltar para o futebol de alguma maneira.
08:31De alguma maneira ele vai estar no futebol.
08:33Só que se ele não tiver a coragem de querer aprender alguma coisa nova, ele vai viver isso sempre.
08:39E eu acho que a vida é muito longa para você viver somente de ter sido um ex-jogador de
08:45futebol.
08:45Você gasta aí, com muita sorte, 20 anos da tua vida, 15.
08:50Isso eu estou falando dos atletas que vão um pouco mais.
08:52Tem uns que não conseguem nem chegar.
08:54Mas você imagina que você tem mais 40, 50 anos de vida pela frente e você vai viver de ex
09:00-jogador.
09:01Você tem que preencher essa vida toda ainda pela frente, né?
09:03É uma adaptação à nova vida.
09:05Então, o atleta tem que saber que vai acabar.
09:08Existe a fase, eu falo que existe a fase do super-herói, que o atleta acha que ele é o
09:11super-herói.
09:12Ele pode tudo, ganha dinheiro, tem todos os acessos.
09:15Mas uma hora vai acabar isso.
09:17E a forma que ele vai se comportar com essa situação?
09:20É isso que a gente tenta trabalhar.
09:22Então, a gente faz um acompanhamento com o atleta, onde a gente trabalha esses cinco pilares.
09:27E da mesma forma que a gente vai mostrando e trazendo aprendizado, nós também trazemos ferramentas.
09:32As pessoas que são expertas nesses assuntos, para poder também acrescentar mais ainda e fortalecer o que o atleta quer
09:41fazer ou quer aprender para a transição de carreira.
09:44Diego, enquanto você estava falando, estava passando das imagens da sua carreira.
09:48Um momento muito importante.
09:50Você vai ver agora e até te perguntar, olha só, você com a seleção brasileira, que peso que tem vestir
09:57essa amarelinha?
09:59Olha, é um sonho.
10:01Eu sempre que eu ia para a seleção brasileira, eu me doava, me entregava ao máximo, porque quando eu era
10:06pequeno, antes de jogar, o meu sonho era ser jogador da seleção brasileira.
10:11E eu sempre aproveitei todas as minhas oportunidades.
10:15Teve uma que eu me machuquei antes, faltava 15 minutos para acabar o jogo, na temporada 2015, eu tinha sido
10:22convocado para a Copa América.
10:24Provavelmente eu seria titular e poderia ter sido uma outra história no decorrer dos anos, mas também não guardo nenhuma
10:31mágoa, tinha que acontecer.
10:33Voltei depois da minha recuperação para a Copa América Centenária, nos Estados Unidos.
10:38Então eu tive uma, vou dizer assim, jogos importantes dentro da seleção.
10:43Tenho, acho que 13 jogos como titular, um gol tomado, dois gols tomados, um número bem positivo nesse sentido.
10:51Mas eu me sentia muito orgulhoso quando eu estava na seleção.
10:54Você tem uma medalha olímpica pela seleção, né?
10:56Tenho, tenho. Desde a base, né?
10:58Minha primeira convocação para a seleção de base foi na Sub-18, quando eu era do Botafogo de Ribeirão Preto.
11:03Fui o primeiro goleiro da seleção brasileira da Sub-18, sendo convocado pelo Botafogo de Ribeirão Preto.
11:08Nossa, que bacana.
11:09Importante, né?
11:11Comecei ali, Sub-19, disputei o Mundial Sub-20, onde a gente perdeu para a Argentina na semifinal.
11:17Argentina de?
11:19Messi.
11:19Leandro Messi.
11:20E depois os Jogos Olímpicos também perdemos para a Argentina do Messi e acabamos com a medalha de bronze.
11:27E a Argentina acabou com a medalha de ouro.
11:29Então, eu tenho uma história já dentro da base da seleção brasileira e isso também me ajudou muito a ter
11:35um pouco mais de tranquilidade quando atingisse a seleção principal.
11:39A gente falou de seleção brasileira, vamos mostrar então os convocados do Brasil, os 26 convocados, e já pedindo a
11:47opinião do Diego, né?
11:49Para ele comentar com a gente, olha só, a gente tem dos goleiros, zagueiros laterais, meio campistas e atacantes.
11:55Vamos começar com os goleiros e já pegamos a opinião do nosso especialista aqui, né?
11:59Alisson, Ederson e o Everton.
12:02O Everton foi a grande surpresa dessa lista no quesito goleiros.
12:05O que você achou das escolhas?
12:07Olha, eu achei justo.
12:09A gente tem que entender que existe o desejo do torcedor, existe o desejo dos comentaristas,
12:17mas também existe o desejo do treinador e o que ele enxergou durante as convocações nos treinos diários.
12:24Então, se ele sentiu que ele não estava com muita confiança nos goleiros que ele tinha convocado,
12:31essa é uma situação que encaixa bem numa decisão de segurança.
12:36Porque o Everton é um goleiro que é experiente dentro da seleção, foi campeão olímpico,
12:41já foi convocado para uma Copa do Mundo, jogou alguns minutos, então ele tem, ele já conhece o ambiente.
12:46E se acontecer alguma coisa com o Alisson, tomara que não, com o Alisson e com o Ederson,
12:52a gente teria um goleiro experiente para tomar essa posição e não sentir tanto o peso de uma Copa do
12:57Mundo.
12:57Esse goleiro experiente não poderia ser o Fábio, por exemplo, Diego?
13:01Poderia, mas pelo histórico dele com o Carlos Ancelotti, ele não foi convocado.
13:06Então, isso já baixou muito.
13:08Eu também acho que o Fábio, ele tem que ser estudado.
13:13Ele tem que ser estudado porque é um goleiro que ele está rendendo a um nível altíssimo numa idade também
13:19que é fora do padrão.
13:22Só lembrando que o Fábio é bem mais velho que você, né?
13:24Você estava comendo, você tem 40 anos.
13:26Muito, muito.
13:27Ele tem 45, né?
13:28Ele tem 5 anos a mais, 6 anos, 5 anos mais mais que eu.
13:32Aí depois dos 40, cada 5 anos a mais, pesa o meu.
13:34Eu já, com uns 35, 36, já começava a sentir dor e tal.
13:39Eu não sei como é que o Fábio consegue jogar e ele não tem lesão, não tem nada, é impressionante.
13:44Agora, Diego, você falou muito na possibilidade do Ancelotti chamar o Hugo Souza por ser catador de pênaltis.
13:51Você exime o catador de pênaltis.
13:54Existia, de fato, essa possibilidade de levar um terceiro goleiro só para a eventualidade de uma disputa de pênaltis?
14:00Eu acho que isso não passou pela cabeça do Ancelotti.
14:04Eu acho que foi uma coisa criada, porque o debate tem que existir.
14:10Isso aí é interminável o debate.
14:12Aqui, em outros lugares, vai ser em todo lugar.
14:15Mas eu vejo que foi criada uma situação para também poder levar um goleiro mais jovem,
14:22que pegue pênaltis e aí entra aquele também, o torcedor e tal, merece, não merece.
14:27Por merecimento, poderia ter outros goleiros.
14:31O Léo Jardim do Vasco é um goleiro que eu gosto muito do trabalho dele.
14:36Mas eu não acredito que o Ancelotti levaria um goleiro somente para as decisões de pênaltis.
14:42Eu acho que ele levaria num contexto geral.
14:44Porque não adianta nada.
14:46Você vai para uma decisão de pênaltis, beleza, mas talvez você chegue em uma decisão de pênaltis
14:50com todas as substituições já feitas.
14:53Eu nunca vi o Ancelotti, na história do Ancelotti, ele trocar um goleiro em uma decisão de pênaltis.
14:58Eu nunca vi na seleção brasileira isso acontecer.
15:00Então era um pouco improvável.
15:02E também não tenho certeza se passou isso pela cabeça do Ancelotti.
15:06Eu acho que foi uma coisa mais externa.
15:08A imprensa inventou isso.
15:09Pode ser.
15:11É legal o debate, né?
15:12É um jornalista.
15:13É legal, é legal.
15:15A gente estava falando de defender pênaltis, né?
15:17Você é o goleiro com mais pênaltis defendidos na história do campeonato espanhol.
15:23E aí a gente está bem servido no Brasil nesse quesito.
15:27Você estava até fazendo...
15:27Eu queria te perguntar como é que faz para pegar tanto pênalti, Diego?
15:31Qual que é a sua mágica para isso?
15:32Não...
15:33É intuição, você presta atenção no movimento do batedor.
15:37Como é que rola isso?
15:38Olha, todo mundo acha que é só o goleiro pular para um lado, acertou, tenta pegar.
15:42Mas existe vários detalhes que influenciam um goleiro pegar bem pênalti de um outro que
15:50talvez não pegue tanto pênalti, né?
15:53A leitura é um dos fatores importantes, a intuição, você saber ler, você saber jogar.
16:00Hoje o Dibu, que é o goleiro da Argentina, é um dos atuais, eu acho que é um dos melhores
16:07pegadores de pênaltis que existe.
16:09O último Mundial, ele foi decisivo, né?
16:12Você vê que ele é um goleiro que ele se sente confortável em provocar, ele se sente
16:18confortável em tirar o jogador daquela zona de conforto, da acomodação.
16:23Eu fazia a mesma coisa, eu gostava desse jogo psicológico, eu sempre me aproximava
16:28do cara que ia chutar.
16:29Antes, eu sou da época que ainda podia aguentar um pouquinho.
16:31E falava o que para o cara?
16:32Dava uma provocada, vai perder?
16:34Não, eu falava do lado que ele chutava que eu sabia que era o lado de confiança.
16:38Eu tentava fazer com que ele chutasse do lado que eu queria.
16:42Era o primeiro ponto, eu fiz isso com o Messi, fiz isso com o Cristiano.
16:46Com o Cristiano eu defendi três pênaltis de quatro cobranças.
16:50Então houve uma guerra psicológica nessas quatro cobranças enormes.
16:55Mas assim, tirando isso, também existe a técnica no salto, existe a reação, o braço, se você
17:02vai com o braço mais baixo, o braço mais alto, que você ganha mais espaço, o salto
17:06se é na diagonal ou se é na lateral.
17:08Então assim, são detalhes que influenciam.
17:10Então acho que isso, mas eu sempre tive essa característica, desde a minha infância.
17:14Não era porque eu estudava vídeo antes do jogo, não.
17:18Eu, desde a minha infância, quando eu nem sabia quem ia chutar a bola, eu pegava pênalti.
17:22Do Messi você pegou também?
17:23Eu peguei um pênalti do Messi.
17:24Pegou, olha só.
17:25Peguei um pênalti do Messi.
17:26Pô, pegou um pênalti do Messi, Cristiano Ronaldo, tá bom, hein?
17:28Tá, mas tomei gol também.
17:31Agora uma Copa que todos esses estão se despedindo.
17:35Qual a chance do Brasil em 2026?
17:39Como que você analisa o cenário ali das seleções?
17:42Olha, eu vejo o Brasil como sempre favorito.
17:46O Brasil, por mais que chega em 94, que eu me lembre bem, foi quando eu comecei a entender
17:51mais de futebol, em 94 também o Brasil saiu massacrado daqui e voltou campeão.
17:57Eu acho que o Mundial é uma competição muito curta, onde as seleções têm que ter sorte
18:02para que não machuque um jogador, não seja, talvez, suspenso num jogo importante.
18:08São sete jogos, né?
18:09A gente está falando de sete jogos?
18:10Oito jogos.
18:11Oito jogos.
18:13Oito jogos.
18:14São oito jogos ali que em três em três dias você tem que jogar e ter a sorte.
18:20Se preparar bem.
18:22Copa passada, a Arábia ganhou da Argentina, todo mundo massacrando a Argentina.
18:27A Argentina termina campeã.
18:28Então eu vejo como sempre Espanha, Brasil, Argentina, França, são seleções sempre que
18:36vão estar próximos.
18:38Mas eu acho que por ser nos Estados Unidos um território diferente, como houve na Copa
18:44do Mundo de clubes, eu acho que algumas seleções podem ter vantagem com o aspecto do clima,
18:50do campo, isso pode favorecer algumas seleções.
18:52Para a gente encerrar o nosso bloco, eu vou deixar vocês fazerem a pergunta, então, sobre
18:57a tão comentada convocação dele.
19:01Vamos saber o que é.
19:02Vai lá, Fabio.
19:03Neymar.
19:03O Felote fez bem convocá-lo para a seleção brasileira?
19:06Pelo jeito, Neymar, você gosta de falar bastante do Neymar, já percebi aqui.
19:10De vez em quando.
19:11De vez em quando, né?
19:13Eu sou a favor da convocação do Neymar, eu acho que foi uma boa convocação.
19:18Primeiro que eu sofri muito com o Neymar na Espanha e também comemorei muito com ele
19:23a favor na seleção.
19:25O Neymar, eu vi ele fazer coisas completamente diferentes na Europa, até mesmo o Messi não
19:30fazia o que o Neymar fez lá na época do Barcelona.
19:34E o Neymar, a gente tem que entender que ele é um jogador que pode ser que fisicamente
19:38ele não seja o Neymar de antes, mas a mentalidade, o raciocínio, ele segue sendo o Neymar.
19:47E ele quando começa a se juntar com esses jogadores também que tem essa velocidade
19:52de raciocínio, e isso não é menosprezando nenhum jogador do Santos, nenhum, mas é que
19:57os jogadores da seleção ali estão os melhores.
20:00Eu acho que isso pode fazer o resultado do Neymar evoluir muito.
20:05Então, a gente tem que entender que o Neymar não vai ser o Neymar da Copa de 2014,
20:10de 2018, aquele jogador da Europa, mas ele é um jogador importante.
20:13Se ele entender a importância dele hoje na seleção.
20:16Eu faço uma pergunta, dado o tamanho do Neymar, a dimensão, a história, o dinheiro, o volume
20:22de patrocínio, será que ele topa modestamente sentar no banco e ficar vendo lá o jogo?
20:27É que eu acho que não tem isso de topar, é a realidade hoje, e eu acho que isso deve
20:34ter sido conversado entre eles antes, porque o Neymar é importante jogando e não jogando.
20:40O Neymar pode ser importante em um minuto, em 15 segundos, num passe, numa falta.
20:46Então, eu acho que o Neymar tem que entender todo esse contexto para que, lógico, ele vai
20:51fazer de tudo para ser titular, com certeza.
20:53A competição está no sangue, isso não vai perder nunca, nem quando parar de jogar.
20:58Mas também existe a base que o Ancelotti montou e automaticamente a decisão do Ancelotti.
21:03Você escalaria o Neymar em que posição, Diego?
21:06Então, é o modelo de jogo do Ancelotti.
21:09Pelo que a gente vê, o Ancelotti gosta de uma transição ofensiva rápida, ele já
21:14fazia isso no Real Madrid.
21:15Ele tem jogadores também que gostam de ter aposta de bola, eu acho que a aposta de bola
21:19favorece bastante o Neymar, porque o Neymar tem uma boa aposta de bola, um bom passe.
21:24Então, vai depender muito da forma física que ele tiver.
21:27Se ele tiver apto para jogar de ponto, que é aquele Neymar que a gente está acostumado,
21:31seria maravilhoso.
21:32Mas talvez o Ancelotti coloque ele um pouco mais atrás ali da linha ofensiva para poder
21:38distribuir vários passes para que esses atletas possam poder fazer o gol.
21:42Veremos.
21:43Agora a gente vai dar uma pausa rapidinho, porque o papo está bom demais.
21:47A gente volta no segundo bloco.
21:48Fica com a gente.
22:11Voltamos com o Bola na Copa, mas antes da gente ir para a Copa do Mundo, o Brasileirão
22:17está pegando fogo.
22:18Por isso a gente vai dar uma olhada nos resultados dos jogos do fim de semana.
22:23Vamos colocar aqui na tela para a gente comentar.
22:26Vamos passar por essa vitória em cima do...
22:28Vitória do Vitória!
22:29Em cima do Internacional por 2x0.
22:32O Grêmio conseguiu a virada em cima do Santos.
22:36Que situação em 3x2.
22:38O Santos teve expulso, né?
22:40E o Grêmio conseguiu essa virada.
22:43O que vocês acharam?
22:44Achei até que o Santos conseguiria segurar ali o resultado, mas não foi possível.
22:48E o Santos está perigando, né?
22:51É o primeiro da zona.
22:51Como no ano passado, ali de novo, qual é o sério risco de cair para a segunda divisão.
22:55É.
22:55A gente tem Flamengo e Palmeiras.
22:57O jogo ficou 3x0 para o Palmeiras.
23:00A gente já vai falar dessa partida.
23:01Cruzeiro e o Chapecoense estavam lá, hein?
23:04Cruzeiro venceu essa partida importantíssima.
23:07Foi isso que o Cruzeiro foi?
23:08Eu tenho sorte com o Cruzeiro?
23:09Foi isso?
23:10Cruzeiro venceu.
23:11A Chapecoense teve ali dois momentos, um possível pênalti.
23:14Teve gol anulado, mas realmente foi para o VAR e se confirmou, então, a vitória do Cruzeiro.
23:21O Vasco da Gama perdeu para o Bragantino.
23:24Renato Gaúcho, muito questionado pela torcida.
23:27Acabou, Ludmel?
23:28Acabou.
23:29Torcida do Vasco não tem muita paciência também, né?
23:32O São Paulo e o Botafogo ficaram empatados em 1x1.
23:36Como está o São Paulo nessa situação de empate?
23:39Para variar, o São Paulo está mal, né, Fernanda?
23:41Agora chama a atenção a dignidade do Botafogo.
23:43Toda crise, né, com esses problemas de bastidores, o time correu muito, foi para cima.
23:48Olha, parabéns para o Botafogo.
23:50Mirassol venceu em casa o Fluminense.
23:52Mirassol também tentando essa guinada, mas segue na zona de rebaixamento.
23:57O Remo perdeu para o Atlético Paranaense por 2x1.
24:01Também teve uma expulsão.
24:02O Corinthians venceu o Atlético Mineiro em casa.
24:06Vitória importante com o gol do Zacarias.
24:09Bonito gol.
24:10Bonito gol e o destaque é o retorno do Memphis, né?
24:14Há 20 dias da Copa do Mundo, finalmente...
24:18Uma retorno também dando uma seguradinha, né?
24:21É, sim.
24:22Embora, assim, evidentemente, quando ele entrou em campo, você vê que ele faz diferença.
24:25É um jogador muito inteligente, se desloca muito bem.
24:29Tal qual o Neymar não tem mais o arranque que tinha antes, mas é um jogador que entra em campo
24:35e faz diferença.
24:37Você percebe imediatamente isso.
24:40Bom, hoje tem Curitiba e Bahia às 8 horas da noite, junto com o nosso programa.
24:45Agora, vamos voltar a falar do Flamengo e Palmeiras.
24:50É claro que a expulsão do Carrascal foi decisiva para essa partida.
24:55Vocês acreditam nisso?
24:56Ah, foi, né?
24:57O Flamengo estava dominando o jogo no início, ali, nos primeiros 20 minutos.
25:00Então, teve boas chances.
25:02Aí, depois, a expulsão acabou virando a partida.
25:05Eu tenho uma teoria, viu, pessoal?
25:06Eu acho que pênalti e expulsão precisam ser muito incontestáveis.
25:10Se houver dúvida, acho que o juiz não deveria dar.
25:12Não deveria nem expulsar, nem marcar pênalti.
25:14Porque você acaba decidindo a partida, né?
25:17Mas isso não exclui o fato de que o Palmeiras partiu para cima depois.
25:21O Palmeiras podia ter tentado ali, né?
25:23Segurar o empate, pelo menos.
25:24Não, dominou completamente.
25:26Podia ter feito até mais.
25:27É uma situação ali que o Carrascal foi até questionado pela torcida.
25:33Os torcedores foram para a porta do condomínio.
25:36Diego, quando tem uma decisão de campeonato brasileiro, igual a gente está vendo,
25:42que está muito entre o Flamengo e o Palmeiras,
25:44dominante há muitos anos,
25:46um jogo de confronto direto como esse,
25:50qualquer situação, eu acredito que pesa muito para o jogador, né?
25:53A pesa.
25:54É um jogo que, para muitos, não se tornou um clássico,
26:00mas nas rivalidades aí do passado e de hoje,
26:05são os dois times aí que brigam pelo título todos os anos.
26:09Então, é um jogo importante, um peso diferente.
26:12E quando você tem uma expulsão contra um time que você acaba entrando numa maneira que o Palmeiras gosta de
26:19jogar.
26:21Segundo o tempo, houve uma mudança, o Flamengo foi para frente, ainda tentou agredir o adversário,
26:25mas o Palmeiras foi letal na transição e conseguiu fazer três gols ali.
26:33É difícil você ver uma derrota assim dentro do Maracanã, o Flamengo, ainda mais o Palmeiras.
26:37O histórico é um histórico bem favorável para o Flamengo, mas pesa bastante.
26:42E o Flamengo com três jogadores que estarão na Copa do Mundo, né?
26:45Exatamente.
26:46Que estavam em campo ontem.
26:47Exatamente, mas assim, são três pontos.
26:50Por mais do desastre que aparenta ser, são três pontos.
26:55O Palmeiras está com sete agora, né?
26:57Sete, mas com um jogo a mais.
26:58Sete com um jogo a mais.
27:00Isso.
27:00Tem campeonato.
27:01Ainda tem campeonato.
27:02Tem campeonato.
27:03Mas é difícil que o título não seja de um desses dois, né?
27:06Hoje em dia.
27:07Ou a Fluminense correndo por fora.
27:09Sim, são os dois times hoje, exemplo financeiramente.
27:13São os dois times, a potência financeira são os dois.
27:16Mas a gente já teve.
27:17O Botafogo foi campeão.
27:18O Atlético Mineiro também, né?
27:20Mas eu acho que se você for ver no percentual mesmo, o Flamengo e o Palmeiras são os dois
27:26times que sempre vão estar ali chegando.
27:27Diego, você acha saudável para o futebol brasileiro dois times dominarem tanto o campeonato?
27:32Olha, talvez para o futebol não.
27:35Não, mas o Flamengo é uma gestão vitoriosa que fez o Flamengo se tornar essa potência.
27:45Então, eu acho injusto hoje você falar, poxa, só os dois vão chegar, mas o Flamengo
27:50se reestruturou, fez a gestão, sofreu lá no passado.
27:54Eu passei um pouco dessa reestruturação 2017 e pegando ali 2019 que foi o ano.
28:00Então, assim, eu acho que seria injusto também você colocar o Flamengo que se preparou
28:04e se dedicou tantos anos para ter essa reestruturação bem feita.
28:09O Palmeiras, a gente sabe que tem a Leila que investe, que põe o dinheiro ali.
28:17Mas na Espanha a gente tem Barcelona e Real Madrid que sempre estão brigando.
28:20Na Inglaterra algum outro time mais.
28:23E vai ser isso.
28:24Eu acho que se continuar da maneira que está, o Flamengo e o Palmeiras vão continuar sempre
28:28brigando nas cabeças, a não ser que tenha uma reestruturação geral, que os outros
28:32times também possam se reestruturar.
28:33Só que demanda tempo.
28:35Não vai chegar ninguém com uma varinha mágica e vai colocar um dinheiro e fazer
28:38o Corinthians não ter mais dívida, o outro time também não ter mais dívida e acabar
28:44tendo, apesar que mesmo com dívida ainda tem títulos, né?
28:48Ainda alguns times conseguem ganhar títulos.
28:51Mas a realidade do futebol hoje brasileiro é essa.
28:54Diogo, não dá para te entrevistar e não perguntar daquele Flamengo em 2019, né?
28:57O que tinha de mágico naquele time?
28:59O que o Jorge Jesus fez que deu liga para vocês ali?
29:02Olha, eu acho que de mágico tinha muito trabalho, muito entendimento do que o treinador
29:06queria.
29:07Eu acho que criou...
29:08A gente, quando um time se torna campeão, sempre tem um ingrediente a mais.
29:15E eu acho que o grupo em si, aquele ano, foi o diferencial.
29:20Porque se você pegar bem jogador por jogador, nós não tínhamos um plantel muito grande.
29:27A gente tinha ali 13, 14, 15 jogadores que eram os jogadores que tinham as trocas.
29:33Depois era a base.
29:34Eram jogadores novos que, inclusive, ganharam os primeiros títulos ali com a gente.
29:39Então, a chegada do Jorge, ele coloca uma dinâmica muito da Europa nos treinamentos.
29:46E os jogadores não estavam acostumados a isso.
29:48E começaram a chegar os jogadores que vinham da Europa.
29:51Rafinha, Felipe, o Gerson, eu já tinha jogado, o Diego Ribas.
29:55Então, isso também ajudou muito a ter uma base que entendia o que o treinador queria.
30:00E não foi fácil.
30:02Porque no começo a gente começa perdendo.
30:04A gente perde lá contra o Emelec.
30:06A gente sai da Copa do Brasil.
30:08E a virada de chave é o jogo que vai para o Emelec nos pênaltis, que a gente ganha.
30:12Depois vem o jogo do Internacional.
30:14E ali a gente começa a engrenar.
30:16A entender como que o Jorge queria.
30:18Mas, num contexto geral, eu acho que tanto o grupo como o Jorge, ali foi um ano...
30:25A gente encontra hoje os jogadores daquela época.
30:27Parece que a gente está vivendo ainda em 2019.
30:29Criou uma afinidade, uma identificação muito grande em todos os jogadores.
30:33Então, até o Jorge com a gente.
30:34Ele liga, conversa.
30:36Então, foi uma família montada ali mesmo, em 2019.
30:39Viralizou muito as reações de vocês ali.
30:42Quando vocês precisavam dar um gás, recuperar, ir atrás, né?
30:47Vocês tinham uma liderança também, uma afinidade que possibilitava isso acontecer?
30:52Então, isso vai muito da mentalidade dos jogadores.
30:56Por quê?
30:56Porque ali também uniu muitos jogadores que não tinham títulos de expressão.
31:01Eu, por exemplo, eu tinha ganhado o Brasileiro da Série B e o Campeonato Mineiro.
31:05Depois eu fui para a Europa.
31:06Então, a gente tinha o Gabi, que tinha ganhado o Paulista.
31:09O Gerson, que também não tinha.
31:11O Arrascaeta tinha ganhado a Copa do Brasil, mas não tinha ganhado o Brasileiro.
31:16Então, os jogadores estavam ali naquele ano para ganhar.
31:21Foi montado o time.
31:22O Bruno Henrique vem do Santos também.
31:24Então, assim, a gente montou um time.
31:26No meio do ano, houve mais uma leva de jogadores que chegaram com experiência.
31:31Que aí veio Rafinha, veio Felipe Luiz.
31:34E isso facilitou muito na hora de entender quando o time tinha que pressionar na hora que perdia a bola.
31:40Quando a gente tinha que ir um pouco mais para trás e se defender.
31:44Então, isso é importantíssimo.
31:45A leitura de jogo, ela é fundamental.
31:47Você, como um dos líderes daquele time, você conversa ainda com o Jorge Jesus?
31:51Você sabe se ele tem interesse em voltar ao Brasil?
31:53A gente conversa de tudo.
31:56Menos, assim, de falar de voltar, né?
31:58O Jorge, ele tem um carinho muito grande por todos os jogadores de 2019.
32:03Inclusive, ele mesmo fala que foi o melhor time que ele treinou.
32:05Não só por resultado, mas pelo contexto geral.
32:09E a gente conversa de tudo.
32:11Eu, particularmente, acho que ele não vai voltar.
32:14Eu acho que ele não deve voltar.
32:15Porque a história dele é tão linda.
32:17Que ele volta e acontece alguma coisa diferente.
32:19Talvez vai mudar um pouco aquele Jorge, né?
32:23E eu acho que não deu tempo nem dele ser criticado.
32:25Porque foi mais títulos do que derrota.
32:27E isso é muito difícil.
32:29É muito difícil.
32:30A gente sabe que o Felipe também estava numa situação muito parecida.
32:33Com mais títulos que derrotas.
32:36E quando ele perdeu um pouco mais, foi gerado um ambiente onde ele acabou sendo demitido.
32:41Então, eu acho que o Jorge fez o dever dele aqui no Brasil.
32:45Ele criou uma maneira de jogar diferente naquela época.
32:51E teve um torcedor que falou uma coisa pra mim que eu achei muito interessante.
32:55Vindo de um torcedor, né?
32:56Ele falou, Diego, eu nunca falei isso pra ninguém.
32:58Mas pra você eu vou falar.
33:00Eu acho que 2019 foi um dos times mais inteligentes que o Flamengo teve.
33:05Eu falei, cara, colocação.
33:06Eu nunca escutei uma colocação dessa.
33:08E eu concordei com ele.
33:10Concordei porque talvez se o Jorge tivesse chegado com jogadores que tivessem uma mentalidade completamente diferente.
33:18O resultado talvez não viria.
33:20E pra ele ter chegado num lugar onde a maioria tinha mentalidade da Europa.
33:24Acabou que os resultados foram aparecendo.
33:26O entendimento foi muito rápido.
33:27A gente treinou com ele duas semanas pra começar a jogar.
33:30Então, num período normal, talvez não ia ter muito tempo pra se adaptar.
33:34E eu acabei concordando.
33:36Eu acho que 2019 a gente também ganhou devido à inteligência dos jogadores.
33:41É.
33:42E aí, a partir disso, muitos ganharam cada vez mais destaque também.
33:45E a gente vê esse monstro que é o Flamengo hoje no futebol brasileiro.
33:50Levando muitos também pras suas seleções.
33:53Olha só.
33:53Muito bom.
33:54Mas a gente vai dar uma respirada pra um assunto muito legal.
33:57A camisa da seleção brasileira.
33:59O Museu do Futebol, em São Paulo, acaba de inaugurar uma exposição muito bacana.
34:04É a Amarelinha, que fica em cartaz até o dia 7 de setembro.
34:09A exposição tem 18 camisas de lendários jogadores, como Rivelino, Sócrates, Ronaldo.
34:16Ela revisita a história de um símbolo que saiu dos campos para se tornar parte da cultura brasileira.
34:22Muito bacana.
34:24E quem vai conversar com a gente sobre isso, por vídeo, é o Marcelo Monteiro.
34:27Um dos grandes colecionadores do país e que ajudou muito nessa exposição.
34:33Marcelo, chega mais pra falar com a gente.
34:35Muito obrigada.
34:37É um prazer ter você aqui.
34:38E eu já vou começar perguntando quais camisas suas a gente vai conseguir ver, conferir nessa exposição.
34:46Oi, Fernanda.
34:47Um abraço pra todo mundo que tá assistindo.
34:49Ao Diego Alves, grande goleiro aí do Flamengo.
34:52Ao Fábio Amaury também.
34:54Grande alegria estar participando do programa.
34:56É, você falou, né?
34:58São 18 camisas e eu contribuí com 6 camisas pra essa exposição.
35:02A mais antiga é da Copa de 66.
35:05E aí emprestei também a de 78, que é a minha preferida, assim, aquela azul ali que a gente
35:11tá vendo no vídeo.
35:13A uma de 98, da Copa de 98.
35:15E outras mais recentes também, da Copa de 2002, do Ronaldinho Gaúcho, 2006 e 2010.
35:24Que demais, né?
35:26Marcelo, você tem quantas camisas na sua coleção?
35:29E você poderia destacar duas ou três que você tenha especial carinho, especial apreço?
35:38É, Fábio, é uma pergunta que me fizeram recentemente e é um número difícil de precisar.
35:45Eu até fui tentar fazer algum tipo de estatística recente.
35:49É, tá chegando em 900, assim.
35:52A estimativa por alto, assim, é em torno de 900, um pouquinho menos.
35:58É, eu tenho até algumas camisas aqui que eu separei, é, pra mostrar pra galera.
36:03Uma que eu gosto muito é essa aqui do... é o nosso 10 Eterno, né?
36:09Pra nem explicar muito de quem seria.
36:11O curioso é essa camisa, que ela, a gente pode ver aqui, né?
36:16Tem duas estrelas em cima do escudo da CBD.
36:19É, tá autografada pelo Pelé, né?
36:22O autógrafo é um pouquinho posterior, é de 1971.
36:25Mas esse modelo específico foi usado em um jogo só.
36:30É, que foi Brasil contra a seleção da FIFA.
36:34Foi disputado em novembro de 68, no Maracanã.
36:38É, é um modelo muito particular, com essa gola e a manga também,
36:42que são bem diferentes do que o Brasil usava na época.
36:45E foi a única vez que o Brasil usou duas estrelas, é, acima do escudo.
36:51Pra caracterizar o bicampeonato, né?
36:53Então, essa camisa é de 68.
36:55Inclusive, a gente teve o Marcelo Duarte recentemente, né?
36:58Participando do programa, mostrando o livro dele sobre a história dos álbuns de figurinhas.
37:03A gente consegue ver, nesse álbum, México 70, várias figurinhas que os jogadores do Brasil estão usando esse modelo de
37:10camisa.
37:11Mas são fotos posadas, né?
37:13Não são fotos de jogo.
37:14Então, esse modelo, além de ser do Pelé, né?
37:17Que é muito especial.
37:19É muito rara porque foi usado em apenas um jogo da seleção brasileira.
37:24Depois desse jogo em 68, eles retiraram as estrelas.
37:28Continuaram usando 100 estrelas.
37:30E aí, só voltaram a colocar as estrelas depois da Copa de 70.
37:33Em 71, já com as três estrelas alusivas ao tricampeonato.
37:40Marcelo, o que que torna uma camisa especial?
37:42É o jogador que vestiu a camisa ou é a história por trás dela?
37:47Olha, eu acho que tem vários fatores, assim.
37:50Até, inclusive, fatores particulares, assim.
37:52Por exemplo, se você viu um jogo que foi muito marcante pra você, com seu pai do lado, com algum
37:59amigo.
38:00E você consegue uma camisa que você consegue ligar aquele jogo específico, aquele jogador que fez um gol muito marcante
38:07pra você.
38:08Ela se torna uma peça muito interessante, né?
38:12Então, lógico que uma camisa do Pelé, por exemplo, é muito importante, né?
38:17Pelo jogador que é.
38:18Mas acho que tem vários fatores, assim, que levam a uma camisa se tornar importante.
38:24Não só o jogador, como a seleção, né?
38:27Por exemplo, uma camisa da Copa de 70 do Brasil é muito importante, né?
38:32E também esses fatores particulares, né?
38:35Que cada torcedor, cada colecionador leva em conta.
38:40Eu acho que aí o Diego, ele tem uma coleção especial também, né, Diego?
38:44Tem, tenho algumas camisas importantes aí da minha história.
38:49Dez anos na Europa, eu acho que eu peguei a geração de ouro na Espanha, entre Cristiano Ronaldo, Messi.
38:56E aquela seleção do Barcelona e do Real Madrid, né?
38:59Porque era Puyol, Xavi, Iniesta, por exemplo.
39:02No Barcelona, essas camisas todas eu tenho.
39:04Do Real Madrid, Marcelo, Xavi Alonso.
39:08Eu tenho a do Croce também, quando ele jogava no Bayern de Munique.
39:12Quando a gente jogou pela Champions, Valência e Bayern.
39:15Então, assim, algumas camisas Peter Cech.
39:18Pô, Peter Cech pra mim era...
39:20Quando eu troquei com ele.
39:22Mas eu tenho uma que...
39:23Uma não.
39:24Quatro que eu guardo com carinho, que são as quatro do Cristiano Ronaldo.
39:28Dos quatro pênaltis que ele chutou em mim.
39:30Três eu defendi.
39:32O último pedido, ele achou ruim o que eu pedi, né?
39:35Porque eu defendi o pênalti e ele tava bravo no final do jogo.
39:38Mas eu tenho até a camisa número nove dele.
39:41Quando ele ainda não era o CR7 no Real Madrid.
39:43Ele era o CR9.
39:43O 7 era do Raul.
39:45E eu tenho essa camisa também guardada no meu museu.
39:48Eu acho que o Marcelo tinha outras camisas pra mostrar pra gente, né?
39:54Tem um modelo aqui na seleção.
39:56Eu nem sei se é da época do Diego Alves, mas eu separei aqui.
39:59Eu acho que é um modelo numa época que ele jogou na seleção.
40:02Eu tô a verde.
40:03Eu tenho a verde dessa aí.
40:06Essa aqui eu separei em especial pela presença do Diego Alves.
40:11Eu não tirei do plástico porque ela tá colando no plástico.
40:14O Júlio jogava com ela.
40:15Acho que o Júlio César jogava com ela.
40:17Não era dessa época?
40:18Eu acho que o Júlio César costumava usar o número doze, né?
40:22Mas essa aqui não tem o nome atrás.
40:24Então não dá pra identificar.
40:26Mas eu acredito que tenha sido...
40:29Foi na minha época.
40:29Tá, é o que você jogou na seleção.
40:33Você tem quantas camisas?
40:34Tem mais coisas aqui.
40:35Eu falo até de goleiro também.
40:37Também bem interessante.
40:39E tem tudo a ver com o Diego Alves também, por ser de goleiro.
40:44Essa camisa é muito interessante.
40:45É uma camisa da Copa de 78, da Argentina.
40:49A Argentina foi campeã, né?
40:51Ganhou em casa.
40:52A curiosidade dela tá atrás.
40:55Que é um número...
40:57Que é um número cinco, né?
40:59Na Copa de 78, a Argentina definiu a numeração a partir da ordem alfabética do nome dos jogadores.
41:10Então o Alonso, que era um meio campista, foi o número um.
41:13Era uma camisa de linha com o número um.
41:16O Fidiol, que foi o goleiro que jogou no Flamengo, assim como o Diego Alves, era o número cinco.
41:24Então, assim, essa camisa é muito interessante pra mim.
41:28Além de ter sido uma camisa campeã, né?
41:32Campeã mundial da Copa.
41:33Ela tem essa particularidade de ter um número que não é um número tradicional de goleiro, né?
41:39É um número de linha.
41:40E essa camisa é original, assim, já foram feitas várias réplicas e por ela ser muito marcante, né?
41:46Pros argentinos.
41:47Mas essa aqui realmente é da época mesmo do 78.
41:53E é muito pesada, assim.
41:54Você vê que é um pano bem grosso, assim.
41:57Até um pouco desconfortável de usar, mas o que mostra também é a evolução dos uniformes, né?
42:03Como nos anos 70 e antes até as camisas eram bem pesadas, assim.
42:08Nada confortáveis de se usar.
42:12Legal.
42:12Pra quem quiser acompanhar, né?
42:14Também toda a coleção aí tem o Instagram, que é o arroba Museu Histórico do Futebol.
42:21É isso mesmo, né, Marcelo?
42:23Isso aí.
42:24Museu Histórico do Futebol lá.
42:27As pessoas podem ver outras camisas da coleção, né?
42:31Tem várias publicadas lá.
42:32Só uma curiosidade aqui, Marcelo.
42:37Você disse que tem 900 camisas.
42:39Você tem mais ou menos que 900 camisas, Diego?
42:41Não, eu tenho menos.
42:42Tem menos, né?
42:44Você vê o tamanho da sua coleção aí, Marcelo.
42:46Vamos pra nossa saideira aí.
42:48Tem uma qualidade também, né?
42:50É.
42:53E a última que você ia mostrar pra gente?
42:54Vai de pé, deixando o Ronaldo, o Messi, aí é um diferencial, né?
43:00Com certeza.
43:01Vou mostrar uma última aqui rapidinho, que não é de boa lembrança pro Brasil, mas não tem jeito, né?
43:08É uma camisa que ficou marcada, né?
43:11Fala que é do Flamengo.
43:12É.
43:13É.
43:14Exatamente.
43:15Até na época, a Alemanha falou que usou esse modelo inspirado no Flamengo, porque a Copa seria disputada no Brasil,
43:24né?
43:24Essa é muito curiosa, porque é o número 17, é do zagueiro Mettersacker.
43:30Mettersacker.
43:31É muito curioso, porque, assim, a Alemanha é meio que sinônimo de organização, né?
43:38A disciplina, mas em 2014, a gente consegue ver no jogo com o Brasil, duas camisas diferentes sendo usadas no
43:47mesmo jogo, ao mesmo tempo.
43:50Aqui, a Alemanha, há muitos anos, como outras seleções, usa o que a gente chama de Match Date, que são
43:57informações do jogo, né?
43:59O Diego Alves deve ter usado no Valencia esse tipo de camisa, também na final da Libertadores, com o Red
44:05Stavis também.
44:06É uma identificação embaixo do escudo que bota, por exemplo, o Brasil e a Alemanha, a data do jogo e
44:13o local.
44:14No caso, seria Mineirão, né?
44:16A gente consegue ver em fotos do Mettersacker, ele usando a camisa sem nada, uma camisa sem o Match Date.
44:25E ao lado dele, tem uma foto dele com o Thomas Miller, do lado dele com o Match Date.
44:30Então, um jogador tem o Match Date na camisa e o outro não tem.
44:35É até bem curioso imaginar, assim, uma falta de padrão, né?
44:40Numa Copa muito recente, né?
44:42Em 2014, não estamos falando do século passado, né?
44:47É uma curiosidade bem interessante.
44:50E essa camisa eu devia muito tempo para conseguir, porque, como eu estava falando, tem muitas réplicas, muitas reproduções.
44:55Mas essa aqui eu consegui identificar como uma camisa idêntica à que os jogadores usaram na Copa do Mundo de
45:042014.
45:05Legal.
45:06Marcelo, te agradecer a participação.
45:08Deixa essa camisa guardada, porque é ano de Copa.
45:11É.
45:11Deixa ela quietinha aí no seu acerto, tá?
45:14Essa está indo para São Paulo, em breve vai ter uma outra exposição que eu vou colaborar.
45:18Ela vai estar lá, né?
45:19Mas foi pedido, entendeu?
45:21Eu não pude negar.
45:22Mas a exposição vai ver ela de perto lá.
45:25Tá certo.
45:26Muito obrigada, viu?
45:27Foi um prazer.
45:28Obrigado.
45:29Obrigado a vocês.
45:30Tudo de bom.
45:30Um grande abraço.
45:32Valeu.
45:33Bom, mais um bloco muito legal.
45:35Agora a gente vai dar mais uma paradinha e aí na volta tem uma surpresa, tá?
45:40Fica com a gente.
46:04Voltamos para o nosso último bloco do Bola na Copa.
46:07E agora uma entrevista que o Alessandro Giannini fez com o escritor italiano Sandro Veronese,
46:14que vem para a Feira do Livro lá na Praça Charles Miller, no Pacaembu.
46:19A feira acontece em dois fins de semana, agora no dia 30 e 31 de maio e depois no dia
46:246 e 7 de junho.
46:26O Veronese, autor de Colibri, está relançando em português Caos Calmo, seu primeiro sucesso.
46:33Vamos conferir?
46:34Eu vou reparlar um pouco.
46:36Eu gostaria de falar um pouco agora sobre uma coisa.
46:39Daqui a poucos dias todos estaremos com atenção voltada para o futebol.
46:44E o senhor, eu não me lembro bem agora, o senhor torce para um time de Florença ou torce para
46:53um time de Turim?
46:54Eu sou da província de Florença e fui criado no ódio à Fiorentina, porque a Fiorentina representava a opressão.
47:05A minha família não era Toscana, então eu só absorvi isso de forma superficial.
47:11Mas na Toscana isso é muito profundo, é histórico.
47:16Então, na minha cidade, Prato, um menino da minha idade nos anos 1960, não torcia para a Fiorentina.
47:23Ele tinha três opções, Juventus, Inter ou Milan, que eram os três grandes times que batiam na Fiorentina.
47:31E eu escolhi a Juventus, que naquele momento era a menos forte das três, sem saber que depois se tornaria
47:38mais forte.
47:39E até hoje eu sou o torcedor da Juventus.
47:42Então, também estou um pouco de luto, porque a Juventus está indo muito mal.
47:50Era, inclusive, o time do meu pai.
47:55E o que o senhor acha da Itália fora da Copa do Mundo?
47:59E para quem o senhor escolheu torcer nessa Copa?
48:05Nessa Copa do Mundo eu torço pelo Brasil, por causa do Carlo Ancelotti, e pela França,
48:12porque eu sou um dos poucos italianos que ama a França.
48:14Os italianos não gostam da França.
48:17Os franceses gostam da Itália, mas o contrário não.
48:20Eu, ao contrário, gosto muito.
48:21Eu amo a França, a cultura francesa, os franceses.
48:24Eu gosto muito do futebol francês, que é espetacular.
48:28Então eu espero que uma dessas duas seleções vença o Mundial.
48:32Eu vou acompanhar a Copa justamente por isso.
48:37E a Itália fora da Copa, o que o senhor acha?
48:43Já é a terceira vez, isso virou algo normal.
48:46É a terceira vez que acontece, então já não me surpreende mais.
48:49É isso, Veronese, autor de Colibri.
48:54Tá muito legal.
48:56Agora chegou o momento da surpresa, do convidado especial.
49:00Rolou uma substituição.
49:01Vamos abrir a câmera aqui para vocês verem?
49:03Saiu o Fábio Altman, entrou.
49:05Sérgio Almeida, o amigão, muito bem-vindo.
49:08Tudo bem, Fernando?
49:09Prazer te ter aqui.
49:10Se você está aqui, significa que é hora do...
49:12Bola na rede.
49:13Solta a vinheta aí!
49:24Sérgio, quem comenta hoje é simplesmente Diego Alves, tá?
49:27É, hoje a gente tem uma responsabilidade grande aqui, né?
49:29Então manda ver.
49:30Bom, a gente teve a cobertura da Convocação do Brasil,
49:32trabalho brilhante da Fernanda, do show a Mauri e do Fábio na semana passada.
49:38Recorde de audiência, aliás, no nosso site na Veja, tá?
49:41Audiência impressionante.
49:42Vocês estão de parabéns.
49:44E essa semana, nos últimos dias, viralizou nas redes sociais a convocação de outras
49:50grandes seleções para a Copa do Mundo, né?
49:53E foram várias.
49:54A gente tem desde a Alemanha e a República Tcheca mostrando crianças.
49:58A gente tem o Senegal com uma homenagem à sua cultura.
50:01Coisas muito bacanas.
50:03Mas a gente selecionou três aqui que foram aquelas que mais chamaram atenção.
50:08A primeira delas é a convocação da seleção escocesa.
50:11E a gente vai ver aí no vídeo.
50:13E o que ela tem de especial?
50:15A locução é feita pelo Ivan McGregor, o nosso Obi-Wan Kenobi,
50:21da trilogia Star Wars, da saga Star Wars, né?
50:25Tá demorando um pouquinho pra gente ter o vídeo, mas já vai aparecer.
50:27Vamos conferir.
50:51A homenagem é bacana, né?
50:54A identidade escoceira.
50:56That's where the heartbeat's loudest.
50:58Ring of Prince, message.
50:59Marcante, exatamente.
51:01Note que os jogadores não são o principal assunto aí, na verdade.
51:08Na verdade, é uma celebração desse retorno da Escócia a uma Copa do Mundo depois de 28 anos.
51:15Nosso tradicional adversário, né?
51:17Sim.
51:18A gente quase sempre...
51:19Tradicional freguês, né?
51:20Tradicional freguês, exatamente.
51:21Esse é o freguês.
51:23Muito bem-vindo à Copa de 26 anos, a seleção escocesa.
51:31Bem romantizado, né?
51:32Bem legal.
51:34E aí eu achei curioso, o Pinotti, os jogadores, os convocados, eles entram ali nos créditos, né?
51:40Isso pra mim mostra, claro, que eles serão protagonistas durante a Copa, mas nessa ação aqui, eles são citados nos
51:46créditos.
51:46O protagonista é o país, né?
51:48É muito legal.
51:49A história, a cultura.
51:51Mas eles já sabiam antes de sair esse trailer aí, porque se esperar...
51:54Eu imagino que se ficar esperando até o finalzinho aí, fica complicado, né?
51:57Sacanagem, né?
51:59Mas muito legal, bem bonito, deu vontade de viajar pra lá, na verdade.
52:03Pois é, os Highlands, né? É um país muito bacana.
52:05E a gente tem aí mais duas que a gente separou.
52:08A próxima é a da seleção francesa.
52:10Vocês vão ver agora, é uma pegada diferente, uma pegada muito criativa.
52:14A gente pode assistir aí.
52:15Os jogadores franceses ali em contato com a cultura dos países em sede, né?
52:21Estados Unidos, Canadá e México.
52:26Lembrante.
52:27Isso.
52:28A francesando algumas expressões americanas, né?
52:31Me chamou a atenção aí, pessoal, como esses jogadores atuaram bem.
52:37Eles parecem até atores, sabe?
52:39Então, parabéns ao diretor desse clipe.
52:42Ao roteirista, claro, também, né?
52:44Porque ficou muito criativo, muito bacana.
52:48Olha, como atores, eu prefiro como jogadores, viu?
52:52Porque alguns deram um trabalho.
52:53Você vai ver o Mbappé aí.
52:54O Mbappé dá um show, eu achei.
52:58O cinema francês presente, né?
53:01Impressionante a qualidade artística que tem.
53:04Pois é.
53:05Com essa estética americanizada, né?
53:08Mas ainda assim, bem presente ali nos elementos.
53:16Olha aí, ele.
53:17Olha.
53:18Olha, grande atuação, galera.
53:22Acho que os brasileiros iam ver isso aí, hein?
53:24Lu Barbecue.
53:25Isso me lembrou de outra volta lá no Pulp Fiction.
53:27No Pulp Fiction.
53:28Lu Big Mac.
53:29É.
53:30Uma discussão com o Samuel Jackson, né?
53:32Exato.
53:33A grama artificial.
53:34Para a gente ficar aí no clima cinematográfico, né?
53:36Isso aí lembra um pouquinho Simpsons também, né?
53:39Aquela entrada no episódio.
53:41E por último, aquela que está sendo considerada aí a mais impressionante de todas elas.
53:46A convocação da seleção inglesa.
53:48Até deixou de fora alguns jogadores aí.
53:50O Maguire, né?
53:51Alguns jogadores estão sendo reclamados aí por não ter sido convocados.
53:54Folden também não foi, né?
53:55Folden também não.
53:57Mas eles usaram o que eles têm de melhor, né?
53:59E a gente vai ver aí uma bela homenagem...
54:05Ao som do Beatles?
54:07É uma banda pouco conhecida, né?
54:08Pouco conhecida, exatamente.
54:10Vamos ver.
54:10Just like them because they're English, do you think?
54:13Do you think they're very English?
54:14I think they're jolly English, actually.
54:22Música
54:23Música
54:29Computação
54:31Música
54:31Música
54:35Música
54:37He wants spinal crack and he got feet down below his knee
54:46Hold you in his arms, yeah, you can feel his disease
54:51Come together, right now, over me
55:02Right!
55:29I love this part, I think it's my favorite
55:36I don't know your opinion
55:37I think it's incredible, I think it's come together, a classic with the aesthetic of Yellow Submarine
55:43That's the psicodelia of the Beatles, right?
55:44Yes!
55:45It's really cool
55:48And then, Fernanda, how do you see these videos, this creativity, and even this resource
55:55What do you think of these videos, these clips, compared to that great event that we were there
56:04That was the first transmission of our Bola na Copa?
57:04I really enjoyed the event, as well as I love this innovation
57:08I think we're in the moment of innovation and it's very cheap
57:12I see each one with their own way of presenting the players
57:16And thanks to all those who did, because it was really cool
57:18It would be great to be convocated like that, right?
57:20Poxa, imagine the despair
57:21You don't know
57:22You don't know
57:23You don't know
57:23You don't know
57:23You don't know
57:50You don't know
57:53You don't know
57:54I'm not sure
57:54But here I have the possibility of telling a story
57:57Great
57:58You know
57:58I've got three points of the season
58:00I won't know
58:01Just like that
58:02Just like that
58:02You can see them
58:05You can see them
58:05They're really cool
58:08To understand why the game is here
58:11My friends, thank you
58:13Thanks, thank you
58:13Thank you, Fernanda
58:14Thank you
58:14Thank you
58:14Thank you
58:17A gente se encontra, então, na semana que vem.
58:19Tá chegando, hein?
58:20Tá chegando o grande momento do futebol mundial.
58:23A gente se vê na semana que vem.
58:24Valeu!
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