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  • há 23 horas
Durante a sabatina na CCJ do Senado, o advogado-geral da União, Jorge Messias, relembrou os atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023 e classificou o episódio como um dos mais marcantes de sua vida. Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal, Messias afirmou que agiu dentro de seu dever constitucional ao pedir a prisão em flagrante de invasores que depredavam o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o STF.

No depoimento, ele destacou que não solicitou prisão preventiva e reforçou que sua atuação foi voltada à defesa do patrimônio público, como prevê a Constituição. Messias também elogiou a atuação de policiais legislativos durante a crise.

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Transcrição
00:00O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes que vivi durante a minha vida.
00:05Eu estava na minha casa, voltando do culto dominical, com a minha família,
00:11tinha acabado de almoçar, estava indo descansar, quando fui chamado pela minha filha,
00:17que me dizia, papai, papai, estão quebrando o seu trabalho.
00:22Porque a minha filha ainda tinha na ideia, na época ela tinha 8 anos,
00:26que eu trabalhava aqui neste Senado, onde eu tive a honra de trabalhar por 4 anos.
00:32E simplesmente acudi, corri e fui ver o que estava se passando,
00:36onde eu vi pessoas invadindo este Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.
00:45Imediatamente convoquei meus advogados, os advogados que trabalham comigo,
00:50e a Advocacia Geral da União, adotar as medidas necessárias.
00:56Porque o meu papel, na condição de advogado-geral da União,
01:00assim como preconiza a Constituição e a lei orgânica da Advocacia Geral da União,
01:04é a defesa do patrimônio da União.
01:07É a defesa do patrimônio público.
01:10Eu quero deixar muito claro o que eu fiz e o que eu não fiz.
01:12O que eu fiz? A defesa do patrimônio da União.
01:16E por que eu fiz? Porque é meu dever constitucional.
01:19Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria, presidente Otto, prevaricado.
01:25E prevaricador nunca fui. E não serei.
01:28E o que pedi? A prisão em flagrante e não preventiva das pessoas que estavam onde?
01:36Aqui, neste prédio, no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal, fazendo o quê?
01:42Quebrando tudo.
01:44Eu quero até fazer aqui uma saudação especial aos policiais legislativos desta casa,
01:51que nos acompanham, porque foram corajosos.
01:54Então não foi preventiva.
01:55Não foi preventiva.
01:56Não, não foi preventiva.
01:58Pedi a prisão em flagrante, que era o que eu poderia fazer.
02:01Até porque não tenho competência em matéria penal.
02:04Qualquer cidadão pode pedir a prisão preventiva, a prisão em flagrante,
02:09quando em flagrante delito.
02:11E foi o que fiz.
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