00:00O 8 de janeiro foi um dos episódios mais tristes que vivi durante a minha vida.
00:05Eu estava na minha casa, voltando do culto dominical, com a minha família,
00:11tinha acabado de almoçar, estava indo descansar, quando fui chamado pela minha filha,
00:17que me dizia, papai, papai, estão quebrando o seu trabalho.
00:22Porque a minha filha ainda tinha na ideia, na época ela tinha 8 anos,
00:26que eu trabalhava aqui neste Senado, onde eu tive a honra de trabalhar por 4 anos.
00:32E simplesmente acudi, corri e fui ver o que estava se passando,
00:36onde eu vi pessoas invadindo este Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.
00:45Imediatamente convoquei meus advogados, os advogados que trabalham comigo,
00:50e a Advocacia Geral da União, adotar as medidas necessárias.
00:56Porque o meu papel, na condição de advogado-geral da União,
01:00assim como preconiza a Constituição e a lei orgânica da Advocacia Geral da União,
01:04é a defesa do patrimônio da União.
01:07É a defesa do patrimônio público.
01:10Eu quero deixar muito claro o que eu fiz e o que eu não fiz.
01:12O que eu fiz? A defesa do patrimônio da União.
01:16E por que eu fiz? Porque é meu dever constitucional.
01:19Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria, presidente Otto, prevaricado.
01:25E prevaricador nunca fui. E não serei.
01:28E o que pedi? A prisão em flagrante e não preventiva das pessoas que estavam onde?
01:36Aqui, neste prédio, no Palácio do Planalto, no Supremo Tribunal Federal, fazendo o quê?
01:42Quebrando tudo.
01:44Eu quero até fazer aqui uma saudação especial aos policiais legislativos desta casa,
01:51que nos acompanham, porque foram corajosos.
01:54Então não foi preventiva.
01:55Não foi preventiva.
01:56Não, não foi preventiva.
01:58Pedi a prisão em flagrante, que era o que eu poderia fazer.
02:01Até porque não tenho competência em matéria penal.
02:04Qualquer cidadão pode pedir a prisão preventiva, a prisão em flagrante,
02:09quando em flagrante delito.
02:11E foi o que fiz.
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