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  • há 11 horas
No programa Mercado desta sexta-feira, Veruska Donato analisa os bastidores do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca. A reunião entre os dois líderes teve forte peso simbólico, com acenos diplomáticos e discussões sobre tarifas, comércio internacional, minerais críticos e relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

O programa também debate os impactos das tensões no Oriente Médio após ataques americanos a portos iranianos, o bloqueio no Estreito de Ormuz e os reflexos para o mercado global de petróleo. Outro destaque é a suspensão do julgamento no STF sobre a redistribuição dos royalties do petróleo e os efeitos para estados produtores.

A edição recebe Patrícia Krause, economista-chefe da Latin America da Coface, e Paula Araujo, coordenadora do PMCRP.

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00:00A CIDADE NO BRASIL
00:51A CIDADE NO BRASIL
00:55Olá, bom dia. Hoje é 8 de maio de 2026, uma sexta-feira.
01:01Pra você que vai folgar, uma ótima folga.
01:04Pra você que vai trabalhar, bora ralar, se informar,
01:08pra você poder tomar as melhores decisões aí do seu dia,
01:14do seu fim de semana, da sua próxima semana também.
01:17Esse é o seu programa Mercado com as principais notícias de economia do Brasil e do mundo.
01:23Olha, tem uma ciência que estuda a estrutura dos sinais e como eles funcionam na comunicação.
01:30A semiótica analisa as diferentes formas de linguagem falada, a gestual, do corpo, imagens,
01:38e como essas linguagens afetam o sentido das coisas.
01:43Depois do encontro ontem com Trump, o presidente Lula usou uma frase que a mim pareceu importante.
01:49A fotografia vale muito.
01:51Frase dele na hora de resumir o tom desse encontro.
01:57Como foi?
01:57Os dois aparecem bem na foto.
02:00Trump sorri, Lula também.
02:03Aliás, Lula aconselhou que Trump sorria mais, porque assim a vida fica mais leve.
02:10Para o presidente brasileiro, o encontro consagra a sua figura como político experiente
02:16e aliado do maior símbolo da direita, o americano Trump.
02:20Mas resultado de verdade mesmo, nós não tivemos.
02:24As equipes dos dois países ainda vão conversar sobre os principais assuntos,
02:29inclusive econômicos, como as tarifas que valem desde o ano passado.
02:34Para Lula foi um gol de placa.
02:36Para a economia brasileira, não saiu do zero a zero.
02:41O encontro Lula e Trump é o principal assunto de hoje do programa Mercado.
02:46Nós vamos falar também sobre os minerais críticos, petróleo.
02:51O petróleo que está alta, desce.
02:54Ontem fechou em alta, puxando todo o mercado financeiro.
02:58Essa volatilidade, como afeta essa volatilidade, os preços, a inflação.
03:05A gente vai conversar sobre petróleo também.
03:07E como assunto principal, nós vamos falar de uma das maiores feiras da América Latina,
03:11de um assunto delicioso.
03:13Vinho.
03:14Pois é, fique conosco até as 10h45 da manhã.
03:19O presidente Lula se encontrou hoje com o presidente, na verdade ontem, perdão,
03:26com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
03:29Lula chegou à Casa Branca em Washington pouco depois do meio-dia, no horário de Brasília.
03:33A reunião durou cerca de três horas, com participação de ministros de ambos os países.
03:39Foram tratados temas como comércio, combate ao crime organizado,
03:43além de questões geopolíticas e de minerais críticos.
03:46A expectativa era que Lula e Trump atendessem a imprensa no Salão Oval, na Casa Branca.
03:52Mas o plano foi alterado.
03:53E o presidente brasileiro falou com jornalistas na Embaixada Brasileira, na capital americana.
04:00Logo depois do encontro, na própria rede social, a Truth Social, Donald Trump falou sobre o encontro com Lula.
04:07Vamos ver o que ele disse.
04:09Abre aspas.
04:10Acabei de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o dinâmico presidente do Brasil.
04:16Discutimos diversos temas, incluindo comércio e especificamente tarifas.
04:20A reunião foi muito produtiva.
04:22Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave.
04:28Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário, escreveu o republicano.
04:34Bom, mais tarde, Donald Trump falou de forma positiva sobre a reunião com o presidente Lula.
04:40O republicano afirmou a jornalistas na Casa Branca que Lula é, abre aspas, um bom homem e um cara inteligente.
04:49E repetiu que o encontro foi muito bom.
04:54Tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil.
04:56Estamos fazendo muito comércio e vamos ampliar ainda mais esse comércio.
05:00Falamos sobre tarifas, conversamos sobre o fato de que eles gostariam de algum alívio tarifário.
05:05Mas tivemos uma reunião muito boa.
05:07Ele é um bom homem, é um cara inteligente.
05:11Bom, se a gente tivesse que avaliar o encontro, como eu disse logo ali na abertura do programa,
05:15eu escolheria essa frase entre várias que foram ditas por Lula e Trump.
05:20Como bom negociador e líder, experiente, o presidente Lula descreveu esse encontro da seguinte maneira.
05:26A fotografia vale muito.
05:29Então eu saio muito, muito satisfeito da reunião.
05:34Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos.
05:40Eu sempre acho que a fotografia vale muito.
05:43E vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara fria.
05:48E eu fiz questão de depeleria, e um pouco é importante, alivia, alivia a nossa alma se a gente rir
05:55um pouco.
05:57Eu converso agora com a Patrícia Krause, ela que é economista-chefe da Latin América da Coface.
06:04Seja muito bem-vinda, Patrícia. Um bom dia para você.
06:08Olá, muito bom dia. Obrigada.
06:10Obrigada a você por ter aceitado o convite.
06:13Patrícia, vou pedir a sua avaliação, a sua análise do ponto de vista econômico sobre esse encontro.
06:20Eu disse logo ali na abertura que para a figura Lula, ainda mais em plena campanha eleitoral,
06:28ele que é pré-candidato, se mostrar bastante próximo, chegado do maior símbolo da direita brasileira hoje,
06:35é um gol de placa. Mas para a economia, a verdade mesmo é que não tivemos nada definitivo.
06:43Sim. No campo político, o fato de não ter tido tensões, então, já é algo positivo.
06:50Acho que a maior preocupação é em relação, poderia ser eles em relação a isso.
06:54Ganhos, não sei se terá algum ganho em relação aos hóspedes, que vocês podem mostrar isso.
06:59Em relação a termos econômicos, a gente não tem nenhum ganho concreto, de fato, desse encontro.
07:05Eu diria que o saldo, de modo geral, seria positivo para conversas futuras.
07:11Acho que um destaque é em relação à questão comercial.
07:14Ali houve até algum ponto de atrito, quando falado sobre a tarifa média cobrada pelo Brasil
07:19para produtos que entram aqui americanos, que seria de 2,7,
07:23e houve uma contra-argumentação da parte americana, dizendo que não, essa tarifa seria maior.
07:27Enfim, mas abrisse um espaço para que em 30 dias houvesse uma nova reunião
07:33e que houvesse a comunicação entre os representantes comerciais de ambos os lados
07:37para que conversassem sobre a questão de política comercial e possíveis outros assuntos espinhosos.
07:43Então, acho que, claro, a gente não tem nada de concreto saindo disso
07:46e mesmo esse encontro que foi positivo pode ser bastante volátil,
07:50a gente sabe como é a questão do Trump,
07:53mas é importante, talvez, abrir um espaço, dado que a gente sabe que há impulso,
08:00não só contra o Brasil, mas vários outros países, 60 países,
08:03que os Estados Unidos abriram ali em fevereiro,
08:06investigações em relação a práticas comerciais.
08:09Então, a gente pode, de repente, vir à frente a imposição de novas tarifas.
08:14Então, tendo esse canal, a gente pode, talvez, evitar que isso possa acontecer,
08:18ou, se não, mesmo que venha a acontecer, talvez tenha alguém, algum contato mais próximo,
08:23poder abrir um contato.
08:25Então, acho que, diria que isso não é nada de concreto,
08:28mas abre um caminho, pode ser algo positivo.
08:30E foi mencionado também a questão dos minerais críticos,
08:33também não saiu novamente nada de concreto em relação a isso,
08:36mas foi também uma semana em que no Brasil também teve o avanço,
08:39no Congresso, toda a questão de regulamentação dos minerais críticos,
08:43e a gente sabe que é um assunto não só importante para o Brasil,
08:46que pode ser um grande provedor,
08:48assim como também os Estados Unidos como demandantes também.
08:52Então, haver cenas dos próximos capítulos,
08:54se a gente tem alguma novidade também aqui daqui a 30 dias.
08:58Bom, eu vou trazer aí as falas pontuais do presidente Lula
09:03e quero saber a sua opinião, como é que essas falas,
09:07você já citou minerais críticos, você citou também as tarifas,
09:11e aí eu quero trazer esses trechos para a gente saber
09:14o que você acha que a gente pode avançar.
09:18Vou trazer e aí eu quero saber a sua opinião.
09:20Eu vou começar aí, gente, pelas questões econômicas,
09:23porque os dois presidentes conversaram sobre comércio
09:26entre Estados Unidos e Brasil e as tarifas impostas ao país
09:29no âmbito da sessão 301.
09:32É uma investigação aberta pelos Estados Unidos no ano passado
09:35que mira práticas consideradas prejudiciais aos americanos
09:39como o PIX e as sobretaxas, né, também faz parte aí dessas conversas
09:44impostas por Trump e que ainda são aplicadas
09:48sobre alguns produtos brasileiros.
09:50Vamos ouvir o que disse o presidente Lula.
09:53Durante todo o século XX, os Estados Unidos
09:56foi o maior parceiro comercial do Brasil.
10:00Os Estados Unidos começaram a perder a hegemonia
10:03a partir de 2008, não sei a memória, porque a China entrou no espaço
10:09para comprar coisas brasileiras, sabe, que interessavam aos chineses
10:15e que outros países não tinham capacidade de produzir tanto quanto o Brasil.
10:19E o Brasil passou a ter, na China, o seu principal parceiro comercial.
10:24Uma das razões pelas quais eu trouxe o Dario
10:28era porque eu imaginava o PIX, então também não toquei.
10:32Porque eu espero que um dia ele ainda vá fazer um PIX.
10:36Porque muitas empresas americanas já fazem.
10:39A segunda coisa é que ele não discutiu o acordo, sabe, da sessão 301.
10:52Nós levantamos a tese de que está havendo uma fiscalização,
10:56que nós achamos que não tem procedente a fiscalização contra o Brasil.
11:00Eles levantaram a tese de que o Brasil tem coisa que o Brasil está cobrando mais de imposto.
11:06Nós dissemos que não, eles disseram que sim.
11:09Então eu sugeri ao Trump que a gente colocasse os nossos ministros
11:13para, em 30 dias, resolver esse problema
11:16para nós decidirmos o que vai acontecer.
11:18Eu acho, eu acho que vai terminar bem no acordo entre o Brasil e os Estados Unidos
11:25na questão comercial.
11:27Bom, eu assisti essa entrevista inteira, inclusive dos ministros,
11:31e Lula aí fez essa brincadeira, né, sobre o PIX.
11:35Ele realmente estava muito confortável ali falando com jornalistas,
11:38inclusive jornalistas aí internacionais, né, do mundo todo.
11:41Mas aí eu venho com a pergunta para você, Patrícia,
11:44porque ele falou que os Estados Unidos discordam,
11:47o Brasil também discordam dos argumentos de cada lado.
11:50Você já tinha citado algo assim, né, agora na sua primeira fala.
11:54O que pode estar acontecendo?
11:56Porque assim, por exemplo, os países, né, muitos países acusam o Brasil
12:01de ser protecionista com suas empresas, né.
12:05E qual a origem desse mal entendido?
12:09Quem tem razão?
12:11É um ruído?
12:13Ou os Estados Unidos têm razão em dizer que o Brasil é o...
12:18Quem está errando e não o contrário?
12:22Eu acho que não tem um certo e um errado em relação a isso, né.
12:26De fato, o Brasil, não só em relação aos Estados Unidos,
12:29mas em outros países também, né, pode existir essa queixa em relação
12:32a tarifas altas de importação para a entrada de produtos,
12:36e não diria só o Brasil, mas países também do Mercosul.
12:40Então, com certeza, pode haver espaços para redução de tarifas, né,
12:44e enfim, acho que isso pode ser um ponto.
12:47Mas essa preocupação tanto dos Estados Unidos em relação à relação comercial
12:52entre ambos, né, então, sim, muitas vezes mencionando
12:57que havia um desequilíbrio entre as relações,
12:59não existe, de fato, um grande desequilíbrio.
13:02Você pode ter, talvez, uma tarifa alta em um produto ou outro, né,
13:04que afeta os Estados Unidos, mas a gente sabe que, né,
13:07que o resultado final, né, é super evitado nos Estados Unidos.
13:11Você não tem um déficit grande com o Brasil, né,
13:13que tem um desequilíbrio.
13:14Então, acho que tem um pouco aí dos dois lados, né,
13:18não tem exatamente um certo e um errado,
13:20e, de fato, a importância de ter conversas, de fato,
13:24para poder avançar nesse sentido.
13:26Acho também um período de 30 dias, né, como eu falei,
13:29eu acho que é positivo abrir esse canal.
13:30Mas, claro, em 30 dias você não vai resolver décadas de questões
13:34de tarifas e tudo mais, né, mas abrir esse canal de comunicação.
13:39Não te parece estranho que o país que convida um outro presidente
13:45já não tenha algo em mãos ali, que já possa...
13:50Os países vêm conversando desde o ano passado.
13:52As tarifas sempre foram uma reclamação e o governo brasileiro sempre colocou isso
13:56muito claro, botou na mesa que queria discutir, que queria renegociar.
13:59Não te parece estranho que os Estados Unidos, ao convidar o Brasil para ir para...
14:04O presidente Trump está na Casa Branca, uma reunião que ia durar uma hora,
14:08durou três horas.
14:10Não te parece estranho que talvez os americanos já não teriam que ter algo
14:16já esquematizado, conversado e que pudesse mostrar ao governo brasileiro,
14:22mas, assim, jogar isso para 30 dias.
14:26É, assim, acho que...
14:28Vamos ver se a gente vai ter alguma novidade em relação a isso.
14:30Houve uma surpresa, porque essa, de fato, essa visita, né,
14:34já estava para ocorrer há muito tempo.
14:36Você foi postergado, por conta também dos conflitos,
14:38já político, provavelmente tenha postergado essa situação.
14:40E teve essa ligação, e parece que foi acordado na última semana.
14:45Então, realmente, há uma questão, né, dessa reunião ter ocorrido
14:49com um aviso ali breve e muito curto.
14:52Não se sabe muito a respeito disso, não tem grandes conclusões em relação a isso.
14:57Mas o fato de a gente não ter nada de muito concreto,
15:00não chega a me espantar, né, de outras reuniões que muitas vezes ocorrem,
15:04e que a gente sai sem nada de concreto, de fato, de novidade.
15:08E também porque a questão comercial dos Estados Unidos,
15:11embora para a gente fale, bom, você já está há tanto tempo em andamento,
15:15as tarifas mesmo naquelas, né, no passado, quando eles começaram com as de 50,
15:19embora tenham sido derrubados, em agosto, né, em julho do ano passado,
15:23quando foi anunciado, enfim.
15:25Mas ainda assim, a gente tem que pensar que são 60 países em que tem investigação, né.
15:30Então, por isso, para a gente é algo que deveria já ter um resultado,
15:33mas para eles também talvez não seja uma prioridade.
15:35Tem vários outros países ali também em andamento às investigações ao mesmo tempo.
15:41Bom, quero trazer o outro assunto.
15:42Você falou ali brevemente sobre minerais críticos,
15:45mas o presidente Lula também falou sobre essa questão dos minerais críticos e terras raras.
15:51Lula repetiu a Trump o que prevê a política nacional aprovada esta semana na Câmara
15:56e que está no Senado.
15:57O Brasil não quer ser exportador de matéria-prima.
16:02Ou seja, tudo que se fala hoje é dos minerais críticos porque a China, porque a China, porque a China,
16:07porque a China.
16:07Eu disse ao presidente Trump que nós não só fizemos uma coisa extraordinária,
16:12aprovando na Câmara ontem, sabe, a lei sobre a questão dos minerais críticos,
16:18como a aprovação de um conselho sobre a coordenação da presidência da República,
16:22tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional,
16:27para que a gente possa compartilhar o potencial do Brasil,
16:32que ainda é pouco conhecido, porque nós só temos conhecimento de 30% do nosso território
16:37e agora nós temos a obrigação de termos conhecimento de 100% do território,
16:42a compartilhar com quem queira fazer investimento no Brasil.
16:46Nós não temos preferência.
16:48O que nós queremos é fazer, sabe, parceria, compartilhar com as empresas americanas,
16:54chinesas, alemãs, japonesas, francesas, ou seja,
16:57quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração,
17:03para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas tesas raras nos oferecem,
17:09estão sendo convidados para ir no Brasil.
17:12Sobre este assunto, o ministro do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Turismo,
17:17Márcio Elias Rosa, disse que é mais barato investir e refinar os materiais no Brasil.
17:23E óbvio, discutimos a sessão 301, que é uma grande preocupação,
17:28apresentamos e reiteramos a eles todos os dados e informações que já foram apresentadas,
17:34indicando a necessidade de conclusão da sessão 301,
17:37o presidente Lula mencionou isso ao presidente Trump, nós mencionamos a contraparte
17:43e estabeleceu-se uma discussão em torno das tarifas efetivas que são aplicadas pelo Brasil
17:50e o não cabimento de sobretarifas em relação aos produtos brasileiros
17:55e nós ficamos de nos reunirmos nos próximos 30 dias para avaliarmos ou chegarmos a uma conclusão.
18:04Na nossa expectativa, uma conclusão que leve também ao encerramento da sessão 301.
18:10E há necessidade de nós nos reunirmos novamente.
18:13Ficou pactuado, ficou avançado,
18:15que o USTR, Departamento de Comércio, o MRE e o MDIC voltarão nas próximas semanas
18:22a negociar o fim das tarifas e o estabelecimento de uma nova regra para o futuro.
18:30Patrícia, eu peço perdão aí pela confusão,
18:33porque na verdade o ministro está falando sobre algo que nós já falamos aqui,
18:36que é a sessão 301, né?
18:38E aí a gente já passou por isso, já falou,
18:40então peço perdão aí para você também que está nos assistindo,
18:44mais informação preciosa.
18:47Quero voltar na questão dos minerais críticos.
18:50O que seria bom para o Brasil agora em atrair essas empresas?
18:57Essa política nacional de minerais críticos e terras raras
18:59ainda vai ser discutida no Senado, pode ser que sofra modificações,
19:03aí tem que passar pela Câmara novamente.
19:05Mas a gente já está entrando nesse jogo já atrasado, né?
19:10A gente já está entrando com o jogo andando já.
19:12O que o Brasil pode fazer nesse momento em que a política nacional ainda não estava pronta e promulgada?
19:21Acho que a gente tem um bom caminho aí no Congresso, né?
19:26Primeiramente, acho importante mencionar que em relação às terras raras,
19:28a gente tem como uma das maiores reservas do mundo, segunda maior reserva, assim,
19:34é realmente muito importante para terras raras.
19:36Mas em termos de exploração, então, assim, realmente a gente não é hoje um grande player aí no mercado, né?
19:45Tem grandes oportunidades, mas não é ainda a realidade.
19:48Em parte de extração, eu acho mais fácil de que isso seja desenvolvido, né?
19:52A gente tem, então, um Congresso que fala da regulamentação e acho que a gente espera que avance logo pelo
19:58Senado.
19:59E seria muito importante também para que tenha regras claras em relação também a questões ambientais,
20:03para que a gente não possa ter problemas futuros ou questões de investimento,
20:08não que sejam em traves, né?
20:10Mas que possa também olhar por esse lado de possíveis preocupações nesse sentido.
20:15Então, acho que uma vez que você tem essas regras mais claras, isso pode ajudar também a atrair investimentos em
20:20relação à exploração.
20:22Mas na fala do Lula, ele menciona ali também que ele não quer ser só um exportador de terras raras,
20:29brutas, né?
20:29Da commodity bruta, né?
20:31Ele quer que tenha um processo de refino no Brasil, né?
20:34E que isso não é diferente de discussões que a gente já teve no passado,
20:37de vários produtos que a gente acaba exportando, né?
20:41O bem ali bruto, sem ter um processo de manufatura localmente, né?
20:47Diria que, claro, seria importante que a gente tenha esse processo localmente,
20:50mas é mais difícil, né?
20:51Porque você tem que atrair conhecimento para a questão de refino,
20:59viabilidade, investimentos, grandes investimentos.
21:02Então, não é uma coisa assim tão simples, né?
21:04Então, a ver o que eles vão conseguir nesse sentido, o que pode ser anunciado mais à frente.
21:11Patrícia Krause, muito obrigada aqui por clarear os assuntos para a gente.
21:17Viu um ótimo fim de semana para você.
21:20Obrigada, bom fim de semana para todos, para você também.
21:24Vamos falar da guerra no Oriente Médio aí?
21:27Aqui, as últimas informações que temos, militares dos Estados Unidos realizaram ataques
21:34contra dois portos iranianos, segundo a emissora norte-americana Fox News.
21:40A emissora diz que os incidentes ocorrem em pleno cestar-fogo e em meio às tensões no estreito de Hormuz.
21:47A rota é vital para o comércio internacional de petróleo e foi bloqueada pelo Irã desde o início da guerra,
21:53em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irã.
21:59E cerca de 1.500 embarcações permanecem no Golfo sem poder sair por causa do bloqueio do Irã no estreito.
22:07A informação é do secretário-geral da Organização Marítima Internacional.
22:14Cerca de 1.500 embarcações e suas tripulações permanecem presas no Golfo devido ao bloqueio do Irã no estreito de
22:21Hormuz.
22:21A informação foi revelada pelo secretário-geral da Organização Marítima Internacional, a OMI,
22:27Arsene Domingues, no Panamá, nesta quinta-feira.
22:29Neste momento, temos aproximadamente 20 mil tripulantes e cerca de 1.500 navios encalhados no Golfo Pérsico.
22:38São pessoas inocentes que realizam seu trabalho diário em benefício do resto do mundo,
22:41mas se encontram envolvidas em situações geopolíticas que fogem ao seu controle.
22:52A guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de
22:58fevereiro,
22:58provocou represálias de Teirã em vários países da região e o bloqueio do estreito de Hormuz,
23:04uma rota comercial estratégica.
23:05Até o início do conflito, um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passava pelo estreito de
23:11Hormuz.
23:12Seu fechamento levou a um aumento significativo nos preços dos hidrocarbonetos.
23:17Já o presidente do Panamá, José Molino, afirmou que a indústria marítima enfrenta atualmente uma enorme pressão geopolítica.
23:26Eu converso agora com a Paula Araújo, ela que é coordenadora do programa macro-regional da caracterização de rendas petrolíferas.
23:36Seja muito bem-vinda. Bom dia, Paula.
23:39Bom dia. Muito bom estar aqui com vocês hoje.
23:42Paula, essa questão do petróleo, essa questão não é nem do petróleo, é do conflito ali no Oriente Médio,
23:48dessa guerra no Oriente Médio, a gente sempre está trazendo aqui para a nossa audiência como é que está a
23:54volatilidade do petróleo.
23:56E enquanto durar essa guerra, teremos essa volatilidade?
24:02Ou, na sua opinião, o Irã liberando ali o estreito de Hormuz, a coisa dá uma assentada?
24:09Ou ainda permanece no ar a ameaça de fechar novamente o estreito de Hormuz, trazendo novamente a volatilidade?
24:19Essa volatilidade, ela tende a continuar e a gente aqui no Brasil também sofre com isso em outras questões
24:27que também estão super em alta nesse momento, que é a questão dos royalties do petróleo, né?
24:31A produção ser afetada e o valor do barril ser afetado, isso modifica as questões da distribuição dos royalties
24:40para os municípios, para os estados brasileiros, que está super em alta com a decisão no STF também.
24:47É, e eu quero trazer esse assunto do Supremo Tribunal Federal para dentro desse contexto,
24:54aproveitar que você é desse programa que avalia os impactos dessa decisão que pode vir a ser tomada pelo Supremo,
25:03e eu quero te ouvir sobre esse assunto nesse contexto, inclusive, da guerra.
25:07Porque o Supremo Tribunal Federal suspendeu ontem o julgamento sobre a redistribuição dos royalties do petróleo.
25:15A relatora Carmen Lúcia votou pela inconstitucionalidade voltada a discutir esta semana
25:21como devem ser divididos os royalties e as participações especiais da produção de petróleo e gás natural no Brasil.
25:27Esse assunto estava parado há 13 anos e a decisão pode afetar a arrecadação de estados produtores,
25:33como é o caso do Rio de Janeiro, São Paulo e também do Espírito Santo.
25:37Paula, aí eu volto com você.
25:39Quer dizer, 13 anos de espera, né? Por uma decisão.
25:45E o processo é pausado novamente.
25:49Isso, foram 13 anos de espera para a gente começar a ter a decisão sobre isso, né?
25:54Ontem a ministra Carmen Lúcia, ela, como você disse, votou pela inconstitucionalidade dessas alterações
26:01que foram promovidas pela lei de 2012, e ela afirmou que o Congresso, ele pode regulamentar os critérios de distribuição,
26:09mas que ele não pode alterar o desenho constitucional dessa compensação financeira,
26:13conforme previsto ali no artigo 20 da Constituição Federal.
26:16Então, em suma, a compreensão dela foi de que a lei de 2012,
26:22ela ultrapassou os limites constitucionais por redistribuir os recursos que originalmente estão vinculados
26:28aos entes que são afetados pela atividade petrolífera.
26:32E aí a gente teve também uma dúvida do ministro Flávio Dino,
26:37que expôs alguns problemas que não vão ser debatidos nesse julgamento,
26:41porque não são diretamente relacionadas à inconstitucionalidade da lei de 2012,
26:46mas que são problemas em relação à distribuição das renas petrolíferas, dos royalties,
26:52e que o ministro perguntou ontem à Carmen Lúcia sobre a questão da distribuição desses recursos
27:00para os municípios produtores.
27:02Como é que isso é feito?
27:04Atualmente, a gente usa uma legislação de 1986,
27:10em que o IBGE traçou as linhas paralelas e ortogonais à costa dos municípios e dos estados
27:17para estabelecer quem são os produtores.
27:20E é esse critério que continua sendo utilizado até hoje
27:25e que, inclusive, está num acórdão do Tribunal de Contas da União
27:29para subsidiar a discussão ali no Supremo,
27:32que reconhece várias fragilidades nesse processo,
27:36porque o traçado original era adequado à situação que a gente tinha em 1986 de produção,
27:42aos campos que eram conhecidos naquele momento.
27:45Mas o próprio IBGE já avaliou que não há memória de cálculo sobre essas linhas
27:50e que as tecnologias atuais poderiam modificar bastante
27:54e o conjunto poderia provocar modificações em relação aos que já recebem.
27:59E que a gente sabe que há algumas questões de municípios que recebem um volume
28:05muitíssimo elevado de recursos,
28:07enquanto municípios vizinhos a ele recebem uma fatia muito pequena.
28:13Paula, algo tentou ser feito aí no Congresso Nacional
28:18para que se pudesse legislar sobre isso?
28:20Quer dizer, se houver um entendimento,
28:22se os ministros seguirem a relatora e tiver essa mudança na lei,
28:27pelo menos eu entendo o seu ponto de vista,
28:30quer dizer, estados que já têm isso como receita ali pronta,
28:33fazem seus orçamentos, fazem programas ali com base naquela receita,
28:38de repente ficassem isso de uma hora para outra.
28:40Mas como não cabe ao Supremo legislar,
28:44se o Congresso já em algum momento mostrou disposição de falar sobre isso,
28:49inclusive de se montar um plano de transição,
28:54caso essa questão seja aprovada,
28:57pelo menos para que esses estados,
28:59essas cidades que dependem desses royalties,
29:02hoje possam adequar suas receitas.
29:05É realmente bem preocupante para a situação desses estados que são,
29:10a gente diz que são dependentes desse recurso já há algum tempo,
29:14a gente tem principalmente o estado do Rio de Janeiro,
29:16que vem desde a produção da Bacia de Campos e agora com a Bacia de Santos,
29:20recebendo um volume elevado de recursos,
29:23é evidente que é um estado que estruturou políticas públicas e orçamentos
29:27que está baseado no recebimento desse recurso.
29:30Então, o impacto,
29:32se esse recurso parasse de chegar aos cofres públicos,
29:35seria de grande porte.
29:38A lei de 2012,
29:40ela tentava fazer uma transição,
29:42ela previa uma transição de sete anos.
29:45Ontem, o voto da ministra Carmen Lúcia mostrou que
29:50essa alteração tão drástica da porcentagem que fica com os municípios produtores
29:54e com os municípios não produtores,
29:56isso seria inconstitucional.
29:59Não sabemos ainda como serão os próximos votos,
30:03mas a gente sabe que esse impacto nos estados produtores seria muito grande.
30:09Eu acho que é interessante a gente entender um pouco
30:11de como é o percurso que foi dado pela legislação brasileira
30:15até chegar nessa lei de 2012.
30:18Vou passar muito brevemente por isso,
30:20só para explicar um pouco o contexto.
30:23A gente teve ali em 1985,
30:25com o início da produção do mar,
30:27o estabelecimento de uma alíquota de pagamento de royalties de 5%,
30:32que era igual ao que é pago em terra,
30:35para produção em terra.
30:36E aí, nessa alíquota,
30:38os estados produtores ficam com 30%,
30:41os municípios produtores com 30%,
30:44o comando da marinha com 20%
30:46e o fundo especial,
30:47que é esse fundo que redistribui o recurso
30:49para todos os municípios e estados do país,
30:51fica com 10%.
30:54Aí, em 1986, a gente tem essa legislação
30:57que introduz um conceito de área geoeconômica
31:00e que faz o que eu comentei anteriormente,
31:03que é responsabilizar o IBGE por traçar linhas paralelas e ortogonais
31:07a partir da costa desses estados e municípios
31:10para estabelecer quem são os produtores.
31:14Aí, já em 1989,
31:16que teve uma alteração nessa alíquota de royalties
31:20para colocar os municípios que têm embarque e desembarque
31:24de petróleo e gás natural.
31:25E, para isso, se diminuiu o fundo especial do petróleo.
31:29E aí, a gente tem, por fim, uma lei muito especial,
31:32conhecida como lei do petróleo, em 1997,
31:36que o que ela faz é ampliar essa alíquota de 5% para 10%.
31:40E ela faz também uma adição.
31:46Ela coloca o Ministério da Ciência e Tecnologia
31:48como ente que deve receber esse recurso também
31:50e, para isso, diminui fatias dos outros entes beneficiários.
31:56Um grande problema que a gente tem
31:58é que todas essas legislações vão se sobrepondo.
32:01Elas não retiram a validade da anterior.
32:04Então, a gente tem uma distribuição atual dos royalties no Brasil
32:06que os primeiros 5% são distribuídos de acordo com a legislação dos anos 80
32:11e os excedentes são distribuídos de acordo com essa lei de 1997.
32:17E aí, retomando aquele acórdão do Tribunal de Contas da União,
32:21isso acaba gerando um outro problema,
32:24que é uma insegurança jurídica,
32:26que decorre dessa multiplicidade e da complexidade
32:29dos critérios atualmente vigentes para a distribuição desses recursos.
32:33Paula, nossa, você fez uma linha do tempo aí perfeita.
32:36Bom, mas agora o único recurso que resta é esperar, né?
32:43Sim.
32:44Obrigada, Paula Araújo. Um bom dia.
32:46Um ótimo fim de semana, viu?
32:49Para você também, para todo mundo que está nos ouvindo.
32:51Obrigada.
32:54Eu venho aí com mais uma notícia da guerra,
32:57porque o presidente iraniano, Massoud Peseskian,
32:59afirmou que o país não quer nada dos Estados Unidos,
33:03enfatizando que Teherã busca apenas os direitos legais
33:07sob o direito internacional e não pretende ir além desse âmbito.
33:12Em reunião com empresários e sindicalistas,
33:14ele contou que recentemente se encontrou com o líder supremo do Irã,
33:18Mojtabá Khamenei,
33:20dizendo que os dois conversaram por quase duas horas e meia
33:24e o descrevendo como uma pessoa sincera e humilde.
33:27Autoridades americanas já lançaram dúvidas sobre a saúde do Ayatollah
33:32e alegando que ele teria sido atingido gravemente
33:35por um ataque e um bombardeio.
33:39Vamos falar de coisa leve, coisa gostosa,
33:43porque acontece de 12 a 14 de maio,
33:46semana que vem, portanto,
33:48uma das maiores feiras de vinho da América Latina,
33:52a Wine South America,
33:54o evento que já é tradicional no calendário dos enólogos,
33:57é na cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
34:01Sobre esse assunto eu converso com o Marcos Milanese,
34:04ou Milanese, perdão, você me fala aí qual que é o certo,
34:07que é o diretor da feira.
34:09Seja muito bem-vindo.
34:11Bom dia, Verusco, obrigado pelo convite.
34:14Marcos Milanese.
34:15Muito bem.
34:16Já chega sorridente já na área,
34:18porque quem trabalha com coisa gostosa e boa
34:21está sempre feliz, né, Marcos?
34:24Exato.
34:24É um prazer trabalhar com a Feira Internacional do Vinho,
34:27a Wine South America,
34:28que é uma das maiores feiras profissionais de vinho da América Latina.
34:32É uma feira que é promovida em parceria com a Vinítele,
34:35que é uma das maiores feiras mundiais
34:37que acontece anualmente em Verona.
34:39O nosso grupo trouxe essa feira desde 2018
34:42aqui para a Serra Gaúcha,
34:43que é a maior região produtora de vinhos e espumantes do Brasil.
34:46Esse ano a gente está na sexta edição,
34:49uma feira que está crescendo a cada ano,
34:52cada edição a gente supera número de visitantes,
34:55número de expositores,
34:56e esse ano a gente tem um recorde, né,
34:58de participação de expositores,
34:59são mais de 400 marcas
35:01nacionais e internacionais presentes,
35:04e que vão apresentar diversas novidades aí
35:06para o setor vitivinícola nacional.
35:09É, a gente está mostrando imagens aí,
35:12fotos, né, das edições anteriores,
35:15tem muitos fabricantes, né,
35:18demonstrando produtos ali,
35:20e tem muita rodada de negócios.
35:23Hoje o Rio Grande do Sul é o maior produtor de vinho do país, né,
35:27essa é uma oportunidade para os produtores
35:29mostrarem o produto nosso, brasileiro.
35:33Isso, a feira, dos 400 expositores que participam da feira,
35:38a grande maioria é nacional,
35:4080% dos expositores, então, são vinícolas nacionais,
35:43e não só do Rio Grande do Sul.
35:45O Rio Grande do Sul é o maior estado produtor,
35:47a sede do evento é onde a maioria das empresas
35:50são do Rio Grande do Sul,
35:52mas hoje no Brasil são mais de 18 estados
35:54que estão do Brasil,
35:56como Brasília, Goiás, Espírito Santo,
35:59vinhos de inverno de Minas Gerais,
36:02São Paulo são presentes também no evento.
36:04Então, é uma feira que representa
36:06toda a diversidade e a qualidade dos vinhos brasileiros.
36:10A gente também tem expositores de Santa Catarina,
36:13do Vale de São Francisco,
36:15então, é uma feira bem completa
36:16da participação nacional,
36:18mas também a gente tem uma crescente participação internacional.
36:22A gente tem expositores aqui
36:23de mais de 20 países que são presentes,
36:26a gente tem uma participação expressiva da Itália
36:28através do IT,
36:30que é a agência do governo italiano,
36:32que vão ter a participação de mais de 30 produtores italianos,
36:36muitos inéditos no Brasil,
36:38é a maior participação italiana, assim,
36:41em algumas feiras no Brasil.
36:43A gente também tem uma participação de Portugal,
36:45bem expressiva com o Wines of Portugal.
36:48Ambos países estão dobrando a participação
36:51na feira esse ano,
36:53muito relacionado ao acordo Mercosul,
36:55que está em vigor agora a partir desse mês,
36:58e que está abrindo bastante oportunidades
37:00dentro do mercado brasileiro,
37:03que é um mercado que mais cresce no mundo todo.
37:06Enquanto outros países estão tendo uma redução,
37:09hoje o Brasil, nos últimos 10 anos,
37:12de acordo com dados da Ideal B,
37:14dobrou de tamanho.
37:16Então, chega a movimentar mais de 21 bilhões de reais
37:21esse setor hoje aqui no Brasil.
37:24Sobre, já que você falou do acordo União Europeia-Mercosul,
37:28os países europeus são muito famosos
37:31pelos bonzinhos italianos, espanhóis,
37:34portugueses, franceses, principalmente.
37:39Esse acordo, ele de alguma forma nos prejudica
37:43ou nos abre portas?
37:45O setor vitivinícola, ele está crescendo muito.
37:49Então, o consumo ainda no Brasil é muito pouco.
37:52A gente consome cerca de 2 litros per capita,
37:55enquanto outros países europeus
37:57consomem cerca de 40 a 50 litros per capita.
38:01Então, a gente tem um mercado enorme ainda para crescer.
38:04Isso a gente está crescendo.
38:05A previsão é que nos próximos 10 anos
38:07a gente dobre de tamanho novamente.
38:10E, realmente, isso vai chegar para o consumidor final
38:15produtos também de qualidade com preços mais acessíveis.
38:18Para os produtores nacionais,
38:21hoje, a cada 10 garrafas de vinhos finos
38:25comercializados no Brasil,
38:27um é vinho brasileiro.
38:28Então, realmente, a tendência em vinhos finos
38:31vai ser bem competitiva cada vez mais.
38:35Em relação ao espumante,
38:36o mercado brasileiro é focado,
38:38é direcionado muito para as vinícolas nacionais,
38:41que elas dominam esse mercado
38:42pela qualidade do produto
38:44que elas desenvolvem hoje no Brasil,
38:46que são reconhecidos mundialmente
38:48com 4 mil medalhas internacionais.
38:52Aqui, a cada 10 garrafas de espumante
38:54comercializados no Brasil,
38:568 são de vinhos nacionais.
38:58Então, o Acordo Mercosul tem 12 anos
39:01para espumante de transição
39:03de rótulos abaixo de 6 dólares.
39:08Então, tem esse tempo de transição
39:09para o setor de vinícola nacional.
39:11Então, a gente acredita que o setor
39:13vai poder fortalecer ainda mais
39:15a sua presença no mercado brasileiro
39:18e fortalecer ainda mais
39:19seu posicionamento junto ao consumidor brasileiro.
39:22Marcos, a feira, né,
39:24para a gente terminar de 12 a 14 de maio,
39:26em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul,
39:28é aberta ao público?
39:30E é uma feira profissional,
39:32dirigida a compradores do trade.
39:35Então, profissionais de supermercados,
39:37bares, restaurantes, hotéis,
39:40lojas especializadas,
39:41eles têm um acesso gratuito,
39:42é só realizar o credenciamento
39:44e solicitar seu convite
39:45pelo site winesa.com.br.
39:48Para consumidor final,
39:50a gente tem uma cota de convites
39:52também disponível, disponibilizado para venda
39:55no site.
39:56Mas é uma feira focada em negócios.
39:59Nossa, delícia fazer degustação na feira.
40:01Olha isso.
40:03Marcos, muito obrigada.
40:05Eu que agradeço pela oportunidade.
40:08Obrigada, bom dia.
40:11Ah, pena que eu estou longe, né?
40:12Não vai dar para viajar também.
40:14Durante a semana, estou trabalhando,
40:16vou ter que deixar para a próxima, viu, Marcos?
40:18Não vai dar dessa vez.
40:20A gente está caminhando aí para o final, gente?
40:23E aí eu queria trazer alguns destaques
40:24da economia esta semana,
40:28porque o presidente da Câmara dos Deputados,
40:30Hugo Mota,
40:31participou da primeira audiência pública
40:33da PEC, que trata do fim
40:35da escala 6x1.
40:36O debate foi realizado
40:38na Assembleia Legislativa da Paraíba.
40:41Segundo o presidente,
40:42as propostas que preveem
40:43a redução da jornada de trabalho
40:45já entraram na agenda prioritária do Congresso
40:48e deve avançar nas próximas semanas,
40:51com expectativa de análise
40:53ainda no mês de maio.
40:54Mota afirmou também que o objetivo
40:56é conduzir a tramitação da proposta
40:58de reforma responsável,
40:59ouvindo representantes
41:01de diferentes setores econômicos
41:03e trabalhadores.
41:06Outro evento importante esta semana,
41:09o presidente, em exercício,
41:10Geraldo Alckmin,
41:11recebeu representantes
41:12do Parlamento Europeu
41:14no Palácio do Planalto
41:16para discutir os desdobramentos
41:18do acordo comercial
41:19entre o Mercosul e a União Europeia,
41:21que entrou em vigor na semana passada,
41:24criando aí uma das maiores áreas
41:26de livre comércio do mundo.
41:28A Alckmin ressaltou que o tratado
41:31foi elaborado com equilíbrio,
41:32assegurando salvaguardas
41:33para proteger os setores produtivos.
41:35Nesta fase preliminar,
41:37mais de 5 mil itens brasileiros
41:39já contam com a isenção tarifária,
41:42abrangendo matérias-primas,
41:44alimentos e bens industriais.
41:46O acordo comercial entre
41:47Mercosul e União Europeia
41:48envolve 31 países,
41:51abrangendo o mercado
41:52de 720 milhões de consumidores.
41:57É isso, estão caminhando aí para o final,
41:59quero trazer para você,
42:00para você dar uma espiadinha,
42:02mas espiadinha, deixo, vai.
42:03Na capa de Veja,
42:05revista que já está nas bancas
42:07esta semana,
42:08e traz como reportagem principal
42:11os eleitores que podem mudar de voto.
42:14Apesar da polarização entre Lula e Flávio,
42:174 em 10 eleitores admitem
42:19que pensam nisso.
42:21Na segunda reportagem,
42:22o vasto número de pesquisas eleitorais
42:24divulgadas desde o início deste ano
42:26mostram um cenário polarizado
42:29entre o presidente Lula
42:30e o senador Flávio Bolsonaro
42:32há pouco menos de 5 meses das eleições.
42:36Bom, a conferir aí, portanto,
42:39essa capa de Veja que está fresquinha,
42:41chegou agora às bancas.
42:43Vamos dar uma olhadinha
42:44na nossa Bolsa Brasileira
42:47que ontem caiu bastante
42:48por conta das indefinições
42:50sobre a guerra no Oriente Médio.
42:51Nesse momento,
42:53alta de 1,26%,
42:56acima aí dos 185 mil pontos.
43:01Mas piada também,
43:03já é de praxe aqui,
43:05em como está o petróleo.
43:08Petróleo, WTI,
43:1194 dólares o barril,
43:14nesse momento,
43:15queda, pequenininha, né?
43:17Pequena queda aí,
43:18de 0,37%.
43:21Petróleo tipo Brent,
43:22passando dos 100 dólares,
43:24o barril,
43:27está empatado ali, né?
43:28Não saiu do lugar.
43:30Na semana,
43:31o petróleo WTI,
43:33quase 7% de perda
43:35e Brent,
43:377,2%.
43:39mas no ano,
43:40olha ali onde está verde,
43:41está vendo?
43:42No ano,
43:43o petróleo WTI,
43:4565% de ganho,
43:47superior a isso, né?
43:47Mais de 65%,
43:48e o petróleo tipo Brent,
43:5264,9%.
43:53É isso,
43:54vamos dar uma olhadinha,
43:55eu sempre gosto de espiar
43:56para não ficar para trás
43:57e não deixar você que está com a gente, né?
44:00sem saber do que está acontecendo
44:03nesse momento.
44:05Então,
44:05eu sempre dou uma olhada
44:06no nosso site de Veja,
44:07faço aí o convite para você também,
44:09veja.com.br,
44:11trazendo ali,
44:12proposta de delação de Vorcaro,
44:14ainda não convence investigadores.
44:17Para agentes da Polícia Federal,
44:21o material apresentado
44:22já foi superado
44:24pelo próprio avanço
44:25das investigações
44:26da Polícia e da PGR,
44:28dizem os investigadores.
44:30Portanto,
44:31nada novo no front,
44:33por enquanto, tá gente?
44:34Porque ainda leva um tempo aí
44:35para se ter dimensão
44:37do que o ex-banqueiro,
44:40o ex-dono do Banco Master,
44:43vai trazer.
44:43Portanto,
44:44informações aí da coluna radar
44:45de Robson Bonin,
44:47reportagem do próprio
44:48Robson Bonin.
44:49Te convido, portanto,
44:50a se atualizar
44:51e ir até o nosso site,
44:53ler aí as principais notícias
44:55do país e do mundo
44:56e ficar bem informado.
44:58Eu, Verusca Donato,
44:59termino o programa Mercado aqui.
45:01Daqui a pouquinho,
45:02deixa eu ver,
45:0315 minutos,
45:04a gente se encontra
45:06no Ponto de Vista
45:07para falar sobre política.
45:09Até daqui a pouco.
45:46Legenda Adriana Zanotto
45:47e aí
45:49Obrigado.
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