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  • há 23 horas
No Amarelas On Air, a apresentadora Marcela Rahal entrevista o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em uma conversa sobre o cenário político de 2026, polarização, economia e os desafios do país.

Durante a entrevista, Leite comenta o desgaste da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, defende a necessidade de uma alternativa à polarização entre Lula e bolsonarismo e reafirma apoio à candidatura de Ronaldo Caiado pelo PSD.

O governador também fala sobre sua saída do PSDB, os bastidores da disputa presidencial, os impactos da polarização no eleitorado e os desafios econômicos do Brasil, incluindo juros altos, ajuste fiscal e crescimento do Estado.

Na conversa, Eduardo Leite ainda faz um balanço da gestão no Rio Grande do Sul, detalha as ações após as enchentes históricas de 2024, comenta os investimentos em segurança pública, saúde e educação e explica por que decidiu permanecer no governo em vez de disputar o Senado em 2026.

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Transcrição
00:06Oi gente, sejam todos muito bem-vindos e bem-vindas ao Amarela Zoner, programa de entrevistas de veja.
00:11Eu sou a Marcela Rao e hoje eu tenho o prazer, a honra de receber aqui no nosso estúdio o
00:15governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
00:18Governador, seja muito bem-vindo e obrigada pela participação do senhor aqui com a gente.
00:20Obrigado, Marcela, e a quem nos acompanha.
00:23Governador, bom, quero começar falando sobre a situação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República,
00:29o desgaste por conta dessa questão envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que é envolvido nessa mega fraude financeira,
00:38está sendo investigado por isso, preso inclusive.
00:41Queria saber se diante desse fato o senhor viu e vê ou imaginaria a possibilidade de crescer caso fosse escolhido
00:49pelo PSD.
00:50Olha, fazer uma conjectura dessa, Marcela, é claro, é um exercício livre, né?
00:53Sim.
00:54Diz o poema do Fernando Pessoa que o ser não existe, né?
00:57O ser é um cadáver, o que seria da vida se a gente tivesse dobrado para a direita, ao invés
01:01de ir para a esquerda,
01:02se tivesse falado antes algumas palavras que só agora a gente elabora, essa pessoa, essa situação não existe.
01:08Mas eu justamente me apresentava como um pré-candidato à presidência e busquei vivamente isso,
01:14entendendo que a gente precisava encontrar um caminho alternativo a esses que a gente está observando e polarizando.
01:20E, de fato, aquilo que a gente observa na ligação, nas mensagens trocadas, na descoberta de visita,
01:29depois de que o Vorcaro foi tornozelado, foi colocado um monitoramento eletrônico nele pelo senador Flávio Bolsonaro,
01:38gera uma enorme indignação em todos aqueles que estão buscando um caminho que restabeleça para o país
01:46condições morais de enfrentar os seus problemas.
01:50Então, sim, acho que se pronunciava que coisas dessa natureza poderiam aparecer e que teriam o poder de impactar fortemente
01:58a eleição
01:58e abrir caminho para uma alternativa.
02:00O meu partido escolheu o candidato, o ex-governador Caiado, é o nosso candidato.
02:06Eu tenho diferenças de opiniões pontuais aqui e ali com o Caiado, mas reconheço um bom gestor,
02:12alguém com habilidade política, com uma trajetória de vida pública honrada, que pode ser, sim, essa alternativa dentro desse cenário.
02:21E eu vou dar o meu apoio, o meu suporte para que isso aconteça.
02:24Sobre esse escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, como é que o senhor vê isso?
02:29Bom, vamos lá.
02:32Além de tudo, tem o problema das versões todas.
02:35Primeiro diz que não conhece, que não se relaciona, depois descobre a mensagem,
02:39descoberta a mensagem, diz que foi só o pedido dos valores para o filme,
02:45depois descobre que teve uma visita e vão se descortinando temas que vão sempre deixando aquela interrogação.
02:51O que mais ainda não se sabe e que vai se saber e mexer ainda mais nesse cenário?
03:02É inevitável fazer a comparação com aquela situação de um relacionamento,
03:05de um casal que alguém descobriu em relação ao outro, que tem uma amante por conta de uma mensagem
03:12e aí recebe uma versão e diz que foi só uma mensagem, uma troca de mensagem,
03:18descobre que visitou, diz que não, mas visitei para dizer que acabou.
03:22E aí vai se descobrindo uma série de coisas e fica aquela questão,
03:25o que não se descobriu, que não foi perguntado e por isso não se sabe ainda?
03:30Muito ruim, muito ruim, sem dúvida nenhuma.
03:33Por mais que o crime efetivamente se configure, na minha visão,
03:39se estiver atrelado ao dinheiro, ao recurso recebido,
03:44algum tipo de favorecimento político que tenha sido dado, tem que fazer essa associação.
03:48Então, vamos lá, o presidente Lula quando foi preso foi porque se identificou no processo todo da Lava Jato,
03:57segundo a própria ação, julgado em primeira instância, em segunda instância e depois no STF,
04:02de que ele atuou para favorecer contratos da Petrobras em direção a empresas e que recebeu benefícios,
04:10inclusive o sítio e o apartamento do Triplex, em benefício à intermediação de contratos vinculados à Petrobras.
04:17Então, tinha ali dinheiro público da empresa pública e um benefício direto concedido a ele.
04:24Essas coisas ainda não estão claras em relação à relação do senador Flávio Bolsonaro com o Vorcaro,
04:31sobre qual foi o benefício público que tenha havido,
04:33mas é muito difícil você projetar que alguém colocou 100 milhões de reais num filme,
04:39simplesmente pela cultura, pela arte, ainda mais dentro do contexto político todo que está havendo ali,
04:47sem ter qualquer expectativa de retorno.
04:50Então, vai ter que se investigar muito profundamente isso
04:53e as mudanças que o Brasil precisa pela frente exigem alguém que tenha capacidade,
04:57sem dúvida nenhuma, moral de liderar esse país.
04:59E não está havendo por parte do senador Flávio Bolsonaro essa condição.
05:04E no PSDB o senhor tinha espaço, teria espaço para disputar a presidência da República,
05:09foi para o PSDB, foi uma aposta.
05:10O senhor se arrependeu em algum momento?
05:12Não, não me arrependi.
05:14Entendo que no contexto político que o Brasil vive,
05:17a gente precisa caminhar para menos partidos.
05:20O PSDB se transforma num dos grandes partidos,
05:23reúne figuras que eu respeito muito,
05:27tanto no parlamento quanto em governos estaduais.
05:32E é importante no Brasil, para poder atuar politicamente,
05:36estar em agremiações partidárias fortalecidas.
05:38Eu tenho grande carinho pelo PSDB, pela história, pela trajetória,
05:43mas infelizmente o caminho ficou mais difícil no contexto político atual para o PSDB,
05:47pela representatividade que se diminuiu no parlamento,
05:51pela dificuldade de reter filiados dentro de um contexto que politicamente ficou mais complicado.
05:56E o senhor veio espaço... Desculpa, pode dizer?
05:58Não, não, só assim, desejo sorte e sucesso ao PSDB,
06:01que ele possa retomar, que ele possa se restabelecer como partido,
06:05com relevância para disputas políticas,
06:08mas no estágio que eu vivo da minha vida pública,
06:12ele deixou de ser esse partido que poderia me conferir essa oportunidade de participação.
06:16Então, fiz o movimento para o PSDB com convicção, sabendo que havia outros postulantes.
06:22Naquele momento que eu fiz o movimento, era especialmente o governador Ratingo,
06:24o governador Caiado veio depois.
06:27Insisto, o presidente Kassab tem sido habilidoso para reunir figuras importantes
06:33e por mais que a gente possa ter diferenças aqui e ali, de pontos de vista,
06:37eu entendo que é o caminho correto do PSDB e sob a liderança agora do candidato Caiado.
06:43E o senhor vê, com esse desgaste da candidatura do Flago,
06:47claro que ainda tem cinco meses para as eleições,
06:49mas a possibilidade de espaço para um outro nome da direita crescer?
06:53Eu acredito que sim, sem dúvida.
06:55Eu acho que é importante que os brasileiros possam ir à urna
06:58para votar a favor de algo mais do que votar contra.
07:01É verdade que essa eleição, na configuração que está com as candidaturas postas,
07:04parece ser, infelizmente, uma eleição que vai ser determinada mais pela rejeição
07:09a um candidato ou a um campo, enfim, do que pela adesão dos brasileiros a um caminho.
07:17O que eu quero dizer com isso é, vai ser muito estimulado no processo eleitoral,
07:22a gente está vendo já pelos discursos, que é sobre tirar o Lula,
07:25ou é sobre evitar a direita e os bolsonaristas de votar,
07:29mais do que fazer os brasileiros acreditarem num futuro diferente.
07:33Isso que eu lamento, eu queria poder falar de futuro,
07:36de um Brasil que precisa estar conectado com o que está acontecendo na economia global,
07:43nos temas relacionados à inteligência artificial,
07:45das oportunidades de desenvolvimento do país a partir das energias renováveis,
07:49das terras raras, dos data centers,
07:52de toda uma economia que se rearranja,
07:54da formação de mão de obra que a gente tem que fazer,
07:56do capital humano que precisa urgentemente se qualificar
07:59para esse mundo novo que está vindo pela frente.
08:00e vai ser uma eleição sobre tira esse ou evita aquele,
08:04isso é o que me incomoda.
08:06Mas, no contexto que a gente vê,
08:08o presidente Lula, que não tem um governo aprovado,
08:12buscando o seu quarto mandato,
08:14numa sétima eleição que vai participar,
08:17me custa crer que os brasileiros possam ter entusiasmo
08:20em buscar, em dar ao presidente Lula um novo mandato.
08:24Porque é mais do mesmo, é mais do que já está aí,
08:26já esteve em três mandatos,
08:28o PT com ele cinco mandatos,
08:31junto com os dois da presidente Dilma,
08:33claro que um deles interrompido na metade pelo impeachment,
08:37mas é difícil ver que ele possa apresentar um futuro diferente para os brasileiros,
08:42especialmente com o caminho que tem utilizado,
08:44que é na insistência de uma política econômica
08:47que não destrava o país para o crescimento, na minha percepção.
08:52Embora os indicadores econômicos não sejam negativos,
08:55o que ele tem é, no gasto público desenfreado,
09:00na falta de ajuste fiscal,
09:02mantém juros elevados que limitam a nossa economia para o crescimento.
09:07E do outro lado, nessa polarização,
09:10um candidato que não governou nada,
09:13que tem agora problemas graves para explicar,
09:17do ponto de vista moral,
09:18na relação com aquele que é investigado
09:20pelo maior escândalo de corrupção da história do país,
09:24valores que tenha movimentado,
09:26nas dezenas de bilhões de reais
09:28que o Banco Master movimentou.
09:32Então, o Brasil vai estar diante dessa polarização,
09:35diante de um caminho que não empolga,
09:36que não entusiasma,
09:37que também tem problemas de corrupção,
09:38do PT, de um lado,
09:39um outro caminho que também não apresenta
09:42o que quer, o que deseja,
09:44e também tem problemas morais.
09:46Então, tem espaço, sem dúvida nenhuma,
09:47para uma alternativa.
09:48Agora, essa alternativa tem que saber se apresentar.
09:51E no eventual segundo turno entre Lula e Flávio,
09:54quem que o PSD apoiaria?
09:56É difícil falar sobre um cenário hipotético.
09:59Eu vou trabalhar tudo o que eu posso no primeiro turno
10:01para poder ajudar a evitar esse segundo turno.
10:03Se houver esse segundo turno, vamos ver,
10:04vamos discutir politicamente dentro do partido
10:07o melhor posicionamento que possa haver.
10:10Mas é difícil projetar e eu torço
10:12para que nesse cenário a gente consiga,
10:14efetivamente, colocar o nosso candidato,
10:15que é o governador Caiado, no segundo turno.
10:17E, bom, havia a possibilidade do senhor disputar pelo Senado.
10:20Por que o senhor desistiu?
10:22Não, na verdade, o Senado seria um caminho natural,
10:24mas vários aspectos pesaram na minha decisão.
10:28Bom, o primeiro deles é que o Rio Grande do Sul
10:31passou por uma grave enchente no meu segundo mandato.
10:35E se fosse para renunciar,
10:37para concorrer à presidência da República,
10:39num projeto onde eu entendo que eu poderia liderar,
10:43dentro desse contexto que a gente já falou aqui,
10:45uma alternativa para o Brasil,
10:48a renúncia se justificaria.
10:49Mas renunciar para concorrer ao Senado,
10:52quando eu preciso ainda liderar dentro do Estado,
10:55todo o programa da reconstrução,
10:57não que eu vá concluir todo esse processo
10:59dentro desses oito meses que a gente tem pela frente,
11:01mas eu acredito que eles vão ser determinantes
11:03para poder deixar tudo no estágio mais avançado possível.
11:06Tem muitas obras para entregar,
11:08muitos leilões para serem feitos,
11:10de concessões de rodovias,
11:11concessão para construção de hospital,
11:14para reforma e ampliação de escolas em PPPs
11:17que a gente está fazendo.
11:17Então tem vários projetos do meu plano original para o Estado
11:21que acabaram deslizando nos prazos,
11:25por conta da tragédia de 2024.
11:27Então acabou fazendo com que muitos projetos
11:29não conseguissem ser concluídos
11:33no tempo que originalmente a gente previa.
11:36E vários projetos entraram dentro do nosso plano de governo
11:39em função das enchentes.
11:41Obras em estradas,
11:42obras de casas, de habitação,
11:45contratação de tecnologia,
11:47de radares, de estações hidrometeorológicas,
11:49uma série de coisas estão sendo implementadas no Estado
11:51como política de recuperação
11:53que eu me sinto na obrigação de conduzir,
11:55concluir esse processo
11:56para poder passar o bastão para o meu sucessor.
11:59Então entendi que era o caso de ficar no mandato,
12:01a saída para o Senado
12:04não me deixaria confortável
12:06em função dos projetos que eu tenho que tocar como governador.
12:09insisto, fosse para concorrer a presidente.
12:10Bom, estamos falando de um projeto
12:11para liderar nacionalmente,
12:13inclusive em benefício do Rio Grande do Sul,
12:15mas o Senado,
12:17entrando que a gente tem outros nomes
12:18que podem cumprir esse papel.
12:19E o que o senhor imagina agora
12:20para o seu futuro político pós-governo?
12:24Bom, ainda são recentes essas decisões.
12:29Eu não pretendo deixar a vida pública.
12:31Eu pretendo...
12:33O que me motiva é onde eu vejo
12:35que eu consigo ter impacto
12:37na vida das pessoas.
12:38Poxa, quando eu pego um Estado quebrado
12:40como o Rio Grande do Sul,
12:41que não conseguia pagar salário no final do mês,
12:43que não conseguia ter nada para investimento,
12:45que tinha impostos aumentados
12:46e mesmo assim não conseguia pagar as contas em dia.
12:49Durante cinco anos,
12:50o Estado ficou pagando o salário dos servidores com atraso.
12:52Chegava no dia do pagamento,
12:53pagava R$100,
12:55dois, três dias depois pagava R$300,
12:58cinco dias depois pagava mais R$500,
12:59até integralizar o pagamento do salário do servidor.
13:02Chegou a levar 40 dias,
13:03bateu uma folha na outra
13:04e não tinha concluído a folha anterior.
13:06Era uma situação gravíssima, duríssima.
13:09A gente pega esse Estado,
13:11bota as contas em dia,
13:12recupera a capacidade de investimento,
13:13a gente sai de 2% da receita corrente líquida
13:15para 10% da receita do Estado em investimentos,
13:19com impostos menores.
13:20A carga tributária reduziu no Estado.
13:23A segurança pública no Estado é outra hoje,
13:26porque a gente montou um programa
13:28de governo de segurança
13:31estruturado em dados,
13:32em evidências,
13:33com uma governança bem definida,
13:35que eu lidero.
13:36O Estado reduziu 60% de homicídios,
13:39reduziu 80% de roubos de pedestres,
13:41reduziu 90% de roubos de veículos.
13:44Somos o Estado mais seguro
13:45para andar com o celular na rua,
13:47segundo o anuário da segurança pública.
13:49O que eu quero dizer com isso é
13:51que a política tem um poder transformador
13:53que, quando a gente participa dela
13:56e consegue entregar esses resultados,
13:58a gente tem vontade sempre de fazer mais.
14:00Então, eu não pretendo deixar a vida pública.
14:02Mas, naturalmente,
14:03eu vou concluir meu mandato,
14:04vou deixar meu mandato,
14:05não concorro a nada nessas eleições.
14:10Penso em alguma área em que eu possa ter,
14:13mesmo que no setor privado,
14:15também algum grau de impacto na sociedade,
14:17até que ali na frente,
14:18eventualmente,
14:18eu possa me apresentar novamente aos eleitores.
14:20Eu ia perguntar isso,
14:22como fazer para se manter
14:23um nome competitivo para 2030?
14:26Pois não tem um segredo,
14:29uma fórmula mágica,
14:30mas tem várias opções.
14:32Eu costumo dizer que
14:33para poder causar impacto na sociedade,
14:35é claro, como eu falei,
14:36a política é um canhão,
14:38porque quando você está no governo,
14:41como eu falei,
14:42você pega 18 escolas com tempo integral
14:44e vai para 432,
14:46como nós fizemos no Rio Grande do Sul,
14:47isso está mexendo na vida
14:48de dezenas de milhares de pessoas,
14:50ao mesmo tempo,
14:51ou de milhões de pessoas,
14:53quando você cria um programa
14:54que devolve imposto para famílias de baixa renda.
14:57Enfim, tem muito impacto.
14:59Mas você pode ter impacto também
15:00em setores da sociedade civil organizada.
15:04Existem organizações,
15:05entidades que trabalham
15:06em melhoria de gestão pública,
15:08que trabalham em apoio a governos
15:11para a qualificação de serviços,
15:12para a estruturação de programas,
15:14de projetos.
15:14na própria iniciativa privada,
15:16também várias empresas têm ações
15:18de responsabilidade social,
15:19de questões de sustentabilidade,
15:22áreas de sustentabilidade social,
15:24ambiental,
15:25para contribuir com as suas comunidades,
15:30com as suas regiões,
15:31ou com o país inteiro.
15:32Então, existem espaços para isso.
15:34Eu insisto,
15:35não estou com nada engatilhado,
15:37nada em vista diretamente,
15:41mas, naturalmente,
15:42tende a ser.
15:43Digo isso porque
15:45é distante ainda projetar
15:47quem será um novo governo.
15:48Alguém vai me perguntar,
15:49vai ser ministro?
15:50Vai ser isso?
15:50Bom, em primeiro lugar,
15:51não se pergunta para mim,
15:51se eu vou ser,
15:52tem que perguntar para quem ganhar a eleição.
15:53Em segundo lugar,
15:54a gente nem sabe quem é que vai ganhar a eleição,
15:55qual é o campo que vai ser,
15:57mas onde eu estiver,
15:59eu vou estar procurando,
15:59de alguma forma,
16:00ter impacto para,
16:01além de ter uma vaga de emprego,
16:03que me remunere.
16:05Sim.
16:06Teve uma pesquisa da Quest,
16:07de abril, se não me engano,
16:09que mostrou,
16:10que perguntou,
16:11questionou ali
16:12aos entrevistados,
16:15qual que se achava
16:17que o senhor tinha,
16:18que merecia se reeleger.
16:1949% disseram que não
16:21e 39% disseram que sim.
16:23Como é que o senhor viu isso?
16:24Não, você tem no Rio Grande do Sul,
16:27eu sou primeiro governador reeleito na história,
16:29então eu não posso concorrer à reeleição,
16:30mas nesse caso,
16:31deve ser a pergunta
16:31sobre eleger o sucessor ou não.
16:35Não estar nos polos,
16:39bolsonarista ou lulopetista,
16:42significa já partir,
16:43na verdade,
16:44segundo as pesquisas indicam,
16:46de 15% a 20% de cada lado
16:48de não simpatizantes,
16:50no mínimo.
16:51Você tem de 15% a 20% de bolsonaristas,
16:53você tem de 15% a 20% de lulopetistas,
16:56é o que as pesquisas mais ou menos indicam,
16:58e é mais ou menos a mesma coisa
17:00no Rio Grande do Sul.
17:01Então, a gente já parte de 30% a 40%
17:05de eleitores gaúchos que,
17:08de alguma maneira,
17:09ao não me verem identificado
17:11com o seu candidato a presidente,
17:14entendem que estamos politicamente distantes.
17:18Nós temos,
17:19segundo as pesquisas,
17:20a maior taxa de aprovação
17:21de fim de mandato
17:23que governos no Rio Grande do Sul
17:25já tenham tido.
17:26Lembrem que é o primeiro,
17:27nós somos o primeiro governo
17:28a ser reeleito.
17:29Nunca aconteceu reeleição antes.
17:32É uma população que, naturalmente,
17:33é bastante crítica,
17:34demanda bastante,
17:35o povo gaúcho
17:37tem essa característica
17:38e eu entendo que nós entregamos
17:40muitos resultados para ele.
17:41Agora vai ter a oportunidade
17:41de discutir o futuro do Estado,
17:43o nosso candidato,
17:44que é o nosso vice-governador,
17:45Gabriel Souza,
17:45vai ter a oportunidade
17:46de mostrar o que se fez,
17:47falar do futuro também.
17:49Eu tenho certeza
17:50que quando botarem na balança
17:51onde nós estávamos
17:52quando nós assumimos o governo
17:54e onde nós estamos agora,
17:55vão ver essa enorme evolução
17:57que o Estado do Rio Grande do Sul teve.
17:59Tem problemas,
18:00tem dificuldades,
18:00tem desafios,
18:01não está com tudo resolvido,
18:02mas avançou,
18:04melhorou substancialmente.
18:05É claro que passamos
18:06por estiagem,
18:07por enchente,
18:08tudo isso deixou dores,
18:10traumas,
18:12desafios,
18:13mas as pessoas vão ter a oportunidade
18:14de fazer a reflexão,
18:15logo mais na eleição,
18:16sobre a jornada toda,
18:17não só onde nós estamos,
18:19mas onde nós estávamos
18:21e para onde nós conseguimos
18:22trazer o Rio Grande do Sul.
18:24Quando isso for feito,
18:25a reflexão,
18:25eu tenho certeza
18:26que as pessoas vão entender
18:27que o caminho mais seguro
18:28é garantir uma continuidade.
18:29E o vice do senhor Gabriel Souza
18:32está atrás nas pesquisas,
18:33está o Luciano Zucco na frente,
18:35junto também com a Juliana Brizola.
18:37O senhor acredita
18:38nessa polarização também no Estado?
18:40Ela tem nesse momento
18:41a reprodução da polarização nacional,
18:44mas insisto que
18:46a eleição só começa ali na frente
18:48quando a campanha for deflagrada.
18:50E aí vai ser o momento
18:51de debater o Estado.
18:53Boa parte dos eleitores
18:54ainda não conhece
18:55o nosso vice-governador,
18:56mas sabe quem são
18:56os candidatos apoiados
18:57pelo Lula e o Bolsonaro
18:59no Estado.
19:00Naturalmente,
19:01isso dá para eles,
19:01neste momento,
19:02algum grau de vantagem.
19:03A Juliana concorreu
19:04à prefeita de Porto Alegre,
19:07então isso deu para ela
19:08visibilidade
19:09no processo eleitoral
19:10mais recente
19:10que o nosso vice-governador
19:11não teve.
19:13Eu, nesse estágio,
19:14nesse momento,
19:15na campanha eleitoral,
19:16lá de 2018,
19:17quando eu fui concorrer
19:18a governadora,
19:18eu tinha 6%
19:19de tensão de votos.
19:21Então,
19:22não tenho nenhum problema
19:25em identificar
19:26que logo mais adiante
19:28quando a campanha começar
19:29vai haver um debate
19:31que vai chamar
19:31a reflexão sobre o Estado.
19:33E o Gabriel é,
19:34sem dúvida nenhuma,
19:35o cara mais preparado
19:36dos nomes
19:37que estão se apresentando
19:38para poder tocar
19:40essa agenda,
19:40não só para continuar
19:42o governo,
19:42nem eu,
19:43como eleitor,
19:44desejo que seja
19:45simplesmente uma continuidade.
19:47eu quero que possa
19:48ter uma evolução,
19:49que possa reconhecer
19:50o que se fez de bom
19:51e a partir do aprendizado
19:53que todos tivemos,
19:54ele, inclusive,
19:55poder partir daí
19:57para melhor.
19:58É isso que a gente
19:58deseja para o nosso Estado.
20:00E essa reflexão
20:01vai acontecer
20:02pelo eleitor
20:02logo mais à frente.
20:03O senhor falou
20:04do problema
20:04das enchentes,
20:05foi algo traumático,
20:06ainda existe a possibilidade
20:08de mais problemas
20:09em relação a isso.
20:11O que deu para aprender
20:12dessa tragédia toda?
20:14que a questão climática
20:15precisa estar nos planos
20:16de governo
20:16de todos os candidatos.
20:18Vamos lembrar
20:19que a gente está
20:19na perspectiva
20:19de um euninho
20:21intenso pela frente,
20:23é isso que está
20:23se apresentando
20:24nesse momento.
20:25No Brasil,
20:26isso se configura
20:27com secas
20:29do centro-oeste
20:30para a região norte,
20:31amazônica,
20:32então tem perspectiva
20:33de comunidades
20:35terem dificuldade
20:36de acesso,
20:36como a gente já viu
20:37em anos recentes,
20:40na Amazônia,
20:41porque os rios
20:42podem baixar
20:43bastante de nível,
20:44isso significa também
20:45outros problemas
20:46de abastecimento
20:46d'água,
20:47tem uma série
20:48de pontos
20:49que têm que ser
20:49observados nacionalmente
20:51e para a região sul
20:52tende a ser
20:53período de maior chuvas,
20:54de volume de chuvas.
20:55Aquilo que aconteceu
20:56em 2024
20:57foi não apenas
20:58o euninho,
20:59mas o euninho
21:00associado a vários
21:01outros fenômenos climáticos
21:02que bloqueio atmosférico,
21:03aquecimento do Atlântico,
21:05enfim,
21:05que geraram
21:06naqueles dias,
21:07no final de abril,
21:08início de maio,
21:10ter chovido
21:11quase a chuva
21:11do ano inteiro
21:12em uma semana.
21:13Foi uma situação
21:14absolutamente excepcional.
21:16Nós estamos
21:17reconstruindo o Estado,
21:18é importante lembrar
21:19que essa reconstrução
21:20não é apenas
21:21fazer de volta
21:22o que havia antes,
21:23então uma estrada
21:24que foi rompida
21:25em vários trechos,
21:26por exemplo,
21:26porque o rio
21:28extravasou,
21:29é um caso de uma estrada
21:29que liga municípios
21:31na região central,
21:32que é Agudo
21:33e Dona Francisca,
21:35por exemplo,
21:35pegar esse exemplo
21:36muito simbólico,
21:37o rio Jacuí
21:38extravasou,
21:39e a estrada
21:40virou um dique
21:41improvisado,
21:41ela foi rompida
21:42em vários trechos.
21:44Então,
21:44não adianta fazer a estrada
21:45como ela havia antes,
21:46o Estado teve que fazer
21:47um projeto novo
21:48com vários viadutos
21:50de várzea
21:50que precisavam ser
21:52dimensionados,
21:53projetados,
21:54galerias,
21:55drenagem,
21:56aumento do nível
21:57da estrada,
21:58enfim,
21:59para que ela seja
22:00mais resiliente.
22:01e assim como isso
22:02nessa estrada
22:03aconteceu,
22:04em cerca de mil
22:06quilômetros
22:07de rodovias
22:07do Rio Grande do Sul
22:08a gente precisou
22:08reproduzir a mesma coisa.
22:10Na Serra Gaúcha,
22:11por exemplo,
22:11o problema foi
22:12de deslizamentos,
22:13nós precisamos fazer
22:14encostas,
22:14são centenas
22:15de contenções
22:16de encostas
22:17que estão sendo
22:18implantadas
22:19que exigiram também
22:20elaborar projetos,
22:21diagnóstico
22:22da situação
22:22dessas estradas,
22:24elaboração de projetos
22:25e execução
22:25agora acontecendo.
22:27E os projetos
22:28de contenção
22:29de cheias,
22:30esses levam mais tempo
22:31porque são
22:31para a região
22:33metropolitana
22:33e precisam ter
22:35estudos de impacto
22:36ambiental,
22:37projetos que são
22:37mais complexos,
22:39não é simplesmente
22:39sair erguendo diques,
22:41não tem lugar no mundo
22:42que tenha feito
22:44em dois,
22:45três anos
22:45um volume de obras
22:46como nós precisamos
22:47fazer lá
22:47de 150 quilômetros
22:49de diques
22:50e não é só o dique,
22:51é todo o sistema
22:52de macrodrenagem
22:53para tirar a água
22:54de dentro das cidades,
22:55casas de bombas,
22:56condutos forçados,
22:57são várias estruturas
22:59de engenharia
22:59que precisam estar
23:00muito bem desenhadas
23:02para suportar
23:03eventos climáticos.
23:04Então são obras
23:05para nos próximos
23:07cinco, seis,
23:09sete anos
23:09serem executadas
23:10no Estado.
23:11E o governo federal
23:11tem ajudado,
23:12ajudou,
23:13como é que está
23:13essa parceria?
23:13Houve uma ajuda
23:14importante que tem
23:14que ser reconhecida
23:15porque o governo federal
23:16conseguiu fazer um acordo
23:17para que a dívida
23:18que o Estado pagaria
23:19com a União
23:20ficasse no Estado,
23:21então isso financia
23:21parte do nosso plano
23:22de reconstrução,
23:23que são os recursos
23:25do FUNRIGS,
23:25o Fundo Rio Grande,
23:27que a gente chama
23:27do Plano Rio Grande
23:28de Reconstrução.
23:29São 15 bilhões
23:31de reais aqui
23:32que o Estado
23:32está administrando
23:33e tem um outro fundo
23:35que foi constituído
23:36com recursos da União
23:37aportados,
23:38que é o chamado
23:39FIRECE,
23:39que é um fundo
23:40para investimentos
23:41em resiliência
23:41e combate às enchentes.
23:43Ali tem seis bilhões
23:44e meio que vão financiar
23:45essas obras
23:46de contenção
23:46de cheias.
23:47É claro que
23:48no ambiente político
23:48há sempre
23:50especialmente o ataque
23:51que as obras
23:52ainda não começaram
23:53desse fundo,
23:53enfim,
23:54mas eu insisto,
23:55são projetos
23:56extremamente complexos,
23:57você tem que fazer
23:58a revisão,
24:00até o Estado já vinha
24:01com estudos
24:01e anteprojetos
24:02feitos anteriormente,
24:03mas eles estão
24:04sendo todos revisados.
24:06Tem uma cidade
24:06que é o Dourado,
24:07ao lado de Porto Alegre,
24:09que no estudo inicial
24:10se projetava
24:11fazer seis metros
24:12de altura de dique
24:14e agora,
24:15com o impacto
24:16das enchentes de 2024,
24:18tiveram que ser revistos
24:18esses projetos
24:19para sete metros e trinta.
24:21É uma obra
24:22de um bilhão de reais
24:23que vai ser feita
24:24para praticamente
24:25fortificar a cidade
24:26toda com diques
24:27e se você vai
24:29impermeabilizar a cidade
24:30para que o rio
24:31não invada,
24:32tem que fazer
24:33todo o sistema
24:34de drenagem interno
24:35funcionar também
24:36para que a água
24:36da chuva saia.
24:37Então envolve
24:38sistemas de drenagem
24:39com quatro casas
24:40de bombas
24:41que tem que ser
24:42corretamente dimensionadas
24:43sob pena de se não
24:44a cidade passar
24:45a ter problemas
24:46de alagamento
24:46porque a água
24:47não sai da cidade.
24:48Tudo isso tem que estar
24:49dimensionado,
24:50bem estruturado,
24:50em projetos de engenharia
24:51que são complexos,
24:52envolvem estudos
24:54bastante densos
24:55e esse é só um caso.
24:57Estou falando aqui
24:58de todo o sistema
24:58de proteção
24:59da região metropolitana.
25:00Tudo isso está sendo elaborado
25:01com muita responsabilidade técnica
25:03para poder proteger
25:04as nossas cidades
25:05e nós montamos também
25:06um sistema de governança
25:07para que a sociedade civil
25:08acompanhe,
25:09e em alguma medida
25:11esses projetos
25:12não sofram solução
25:13de continuidade
25:14com as trocas
25:15de governos
25:15aí pela frente.
25:16Como que dá
25:17para fazer um balanço,
25:18claro, ainda tem oito meses
25:19pela frente
25:20para a conclusão
25:22do mandato do senhor,
25:23mas dá para fazer
25:24um balanço
25:25do que o senhor
25:26acertou
25:27na sua avaliação
25:28e do que errou?
25:30Olha,
25:30mesmo quando a gente
25:31acerta,
25:32tem adversários
25:34que vão bater
25:35na gente,
25:36então vamos deixar
25:36os erros para eles
25:37na verdade,
25:38claro que a gente
25:39erra e acerta,
25:39só um ser humano
25:40como qualquer outro,
25:42mas eu acho
25:42que quando você olha
25:43o que o Rio Grande do Sul
25:44era antes
25:45e o que ele é agora,
25:46vai ver que nós
25:47acertamos muito mais
25:48do que erramos.
25:50o Estado tinha quase 80%
25:53da sua receita corrente
25:54consumida pela despesa
25:56com a folha de pagamento.
25:58Hoje ele tem 60%,
25:59então nós precisávamos ser
26:01como fomos,
26:03duros,
26:03até antipáticos
26:04em uma reforma
26:05para dentro
26:06da máquina pública.
26:07A gente revisou
26:07planos de carreira,
26:09nós extinguímos
26:10vantagens e benefícios
26:11que se incorporavam
26:12nas remunerações
26:13dos servidores públicos,
26:14nós fizemos uma reforma
26:16na previdência
26:17para os servidores públicos
26:19que precisou ser
26:20muito profunda
26:21sob pena de a gente
26:22não ter capacidade fiscal
26:23nem de pagar os salários
26:24dos servidores em dia
26:25e nem de fazer
26:27investimentos para a sociedade.
26:29Nós acabamos de fazer
26:30uma apresentação
26:30recentemente
26:31quando apresentamos
26:31a lei de diretrizes
26:32orçamentárias para 2027
26:34que se nós não tivéssemos
26:35feito aquelas reformas
26:36a nossa despesa
26:37com a folha de pagamento
26:38seria potencialmente
26:39agora algo perto
26:40de 10 bilhões de reais
26:41a mais por ano.
26:42A gente precisa dizer
26:43que o Estado estaria quebrado,
26:45não estaria pagando
26:45os salários nem nada.
26:47Então ao fazer essas reformas
26:48a gente bota as contas em dia
26:49ao ter as contas em dia
26:50a gente começa
26:51a retomar investimentos
26:54inclusive nos servidores
26:55por exemplo
26:56a força policial do Estado
26:57hoje
26:57cada governo
26:59que me antecedeu
27:00entregou para o seguinte
27:02menos policiais
27:03do que tinha recebido
27:04porque ele não tinha
27:04fôlego fiscal
27:05o governo
27:06para sequer repor
27:07aqueles que se aposentavam.
27:08Nós fizemos
27:09uma política de reposição
27:10das forças de segurança
27:11que nos permite ter hoje
27:13o maior efetivo policial
27:15em cerca de 20 anos
27:17no Rio Grande do Sul.
27:19Nós somos o primeiro governo
27:20que termina mandato
27:21com mais policiais
27:23trabalhando
27:23do que
27:24quando começou o governo
27:25e os resultados
27:26são percebidos.
27:27Como eu falei para você
27:30a criminalidade
27:3160% ou menos
27:32de homicídio
27:3280% ou menos
27:33de roubo de pedestres
27:3590% ou menos
27:36de roubo de veículos.
27:38Nós nos tornamos
27:38um dos estados
27:39mais seguros do Brasil
27:40isso é reconhecido
27:41nos rankings
27:42que avaliam
27:43segurança pública
27:44os investimentos
27:45em infraestrutura
27:46a educação
27:48os alunos
27:48têm uniforme escolar
27:49a merenda
27:50aumentou 10 vezes
27:51o valor que a gente
27:51coloca na merenda
27:52escolas de turno integral
27:54saíram de 18
27:55para 432
27:56ou cerca de 1%
27:59para 21%
28:00dos alunos
28:01gaúchos
28:02hoje estão
28:02em tempo integral
28:04no ensino médio
28:05além de tantas outras
28:06mudanças que nós fizemos.
28:07E na saúde
28:08a pesquisa da Quest
28:09aponta que a principal
28:10reclamação
28:11é a questão da saúde
28:12saúde, enchentes
28:13que a gente falou aqui
28:14e economia.
28:16Bom, a saúde
28:17quando assumiu o governo
28:18o estado não conseguia
28:19pagar os hospitais
28:20a característica
28:21da saúde
28:22no Rio Grande do Sul
28:23é de muito uso
28:24de hospitais filantrópicos
28:25o estado não opera
28:27diretamente hospitais
28:28ele tem contratos
28:31com hospitais de caridade
28:33hospitais de beneficência
28:34hospitais de santas casas
28:36e a gente contrata
28:37o serviço
28:37com esses hospitais
28:38a gente reorganizou
28:39essa política
28:40de remuneração
28:42no estado
28:43definindo critérios
28:44claros
28:45criamos o que nós
28:45chamamos de SUS gaúcho
28:47isso a gente conseguiu
28:47criar no ano passado
28:48a gente está aportando
28:50valores maiores
28:51para poder
28:52estimular os hospitais
28:54a fazerem cirurgias
28:55e consultas especializadas
28:56como de oftalmologia
28:58traumatologia
28:59aquelas que são
28:59as principais filas
29:00que se acumularam
29:01no nosso sistema
29:02de saúde
29:03e quando a gente consegue
29:04remunerar melhor
29:05porque o SUS infelizmente
29:07é muito subfinanciado
29:08então se ele não paga
29:09muitas vezes o custo
29:11que o hospital tem
29:12efetivamente para fazer
29:13um procedimento cirúrgico
29:15e consequentemente
29:15vai ficando uma fila
29:16porque o hospital
29:17cada vez que ele
29:18se ele fizer mais atendimento
29:20ele aumenta o déficit dele
29:21na lógica do SUS
29:22então quando o estado
29:24entra complementando
29:25esses valores fortemente
29:26a gente consegue estimular
29:27a adesão
29:29dos hospitais
29:30para fazerem mais cirurgia
29:31então a gente já está conseguindo
29:32reduzir muito as filas
29:33na saúde
29:34além de termos estabelecido
29:35uma política de investimentos
29:36que está
29:38estabelecendo
29:39centros de urgência e emergência
29:40centros de parto normal
29:41o estado não fazia nada disso
29:43antigamente
29:43junto desses hospitais
29:44então a gente não tem
29:46a nossa opção foi essa
29:48não
29:50criar um prédio novo
29:52o governo
29:53porque políticos gostam muito disso
29:54vai lá e cria
29:55o ambulatório de especialidade
29:57constrói um prédio bonito
29:58para botar uma marca
29:59placa do governo do estado
30:00eu não acredito nessa solução
30:01eu acredito na solução
30:02que a gente reconhece
30:03as estruturas que já prestam serviços
30:05e ajuda elas a se tornarem melhores
30:06então foi o que nós fizemos
30:08nós vamos lá para o hospital
30:09de caridade
30:10ou para o hospital de Santa Casa
30:11no interior do estado
30:12e a gente passa o recurso
30:13para eles reformarem
30:14ampliarem
30:15e eles atenderem melhor
30:16porque eles já fazem
30:17aquele serviço
30:17não dá a mesma
30:20visibilidade
30:20para o governador
30:21mas é o que é mais efetivo
30:22para a população
30:23então claro
30:24saúde tem também desafios
30:26naturalmente tem
30:27mas houve avanços
30:28concretos
30:29que podem ser medidos
30:30nessas reduções de filas
30:32que a gente está conseguindo fazer
30:33no estado agora
30:34nesses últimos períodos
30:35muito bem
30:36Eduardo Leite
30:37governador do Rio Grande do Sul
30:38governador
30:39prazer falar com o senhor
30:40e até uma próxima
30:41obrigado e até uma próxima
30:42obrigado
30:42e obrigado a você
30:44que nos acompanhou
30:45pelas mensagens
30:46pela audiência
30:46a gente volta
30:47aqui ao longo
30:49da nossa programação
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