- há 1 dia
O programa, apresentado por Veruska Donato, destaca a posse de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve e a divisão do mercado sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos, além da reação das bolsas internacionais às negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio.
No cenário brasileiro, a atração de investidores estrangeiros para a B3, os sinais fiscais do governo Lula e a derrubada de vetos da LDO pelo Congresso entram no debate. O programa também discute a PEC do fim da escala 6x1, os desafios do ajuste fiscal, o impacto dos juros na economia e os rumos da infraestrutura nacional.
A edição ainda repercute a decisão da Justiça francesa sobre o acidente do voo Air France AF447 e os desdobramentos da operação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra, acusada de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
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No cenário brasileiro, a atração de investidores estrangeiros para a B3, os sinais fiscais do governo Lula e a derrubada de vetos da LDO pelo Congresso entram no debate. O programa também discute a PEC do fim da escala 6x1, os desafios do ajuste fiscal, o impacto dos juros na economia e os rumos da infraestrutura nacional.
A edição ainda repercute a decisão da Justiça francesa sobre o acidente do voo Air France AF447 e os desdobramentos da operação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra, acusada de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.
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NotíciasTranscrição
00:28Legenda por Sônia Ruberti
00:58Legenda por Sônia Ruberti
01:29Legenda por Sônia Ruberti
01:55Legenda por Sônia Ruberti
02:00Esse é um dos assuntos de hoje do programa mercado que vai falar também sobre a B3 aqui no Brasil,
02:07a bolsa que tem registrado 6% de queda em maio depois de janeiro a abril com vários investimentos de
02:18estrangeiros entrando aqui na nossa bolsa brasileira.
02:23Nós vamos falar também sobre a guerra e também sobre trabalho e inteligência artificial.
02:32Eu quero começar te contando que o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Walsh, assume hoje o posto nos Estados
02:41Unidos.
02:41Ele vai comandar a próxima reunião do Fed sobre juros do Banco Central americano agora em junho.
02:49O mercado está dividido. Uma parte acredita na manutenção dos juros americanos atuais entre 3,5% e 3,75%.
02:59Outra parte acredita numa alta por conta dos impactos dos preços do petróleo na inflação nos Estados Unidos.
03:07No país, neste momento, os juros futuros em Wall Street sobem e o índice SP500 caminha para o oitavo ganho
03:17seguido.
03:19As ações nas bolsas europeias também caminham para a maior alta semanal desde abril.
03:25E esse ambiente favorável tem a ver com a possibilidade de uma resolução para a guerra no Oriente Médio.
03:32Mas de novo esse assunto, Verusca? Pois é. Mas a gente tem novidades.
03:36Hoje de manhã, os ministros das Relações Exteriores do Irã e do Interior do Paquistão se encontraram
03:43para discutir propostas para encerrar o conflito com os Estados Unidos e Israel.
03:49Ontem, o presidente Donald Trump, ao ser questionado se concordaria com uma cobrança de pedágio no Estreito de Hormuz pelo
03:56Irã,
03:57sugeriu que estava analisando a possibilidade.
04:01Apesar de destacar que deseja que a navegação no canal seja de graça, sem cobranças, já que se trata de
04:09águas internacionais.
04:11Como eu falei aí das bolsas americanas, vamos dar uma olhadinha na nossa bolsa, nossa B3,
04:18que já abriu aqui no Brasil.
04:21Nesse momento, se você quiser espelhar o meu aqui, Adriano, eu estou aqui com 177 mil pontos, queda de 0
04:33,35%.
04:36A gente ainda está no pré-mercado, a gente está ainda no período de leilão da nossa bolsa brasileira,
04:46daqui a pouquinho a gente vai dar uma olhada melhor, mas a verdade é que a B3 subiu ontem 0
04:54,17% com esses rumores aí do fim da guerra.
04:57No entanto, diferente do otimismo lá fora, a B3 acumula queda de 6% agora no mês de maio.
05:05A situação tem piorado do fim de abril até agora.
05:10Estariam os investidores estrangeiros tirando o pé das bolsas emergentes?
05:13Em quase um mês, foram retirados 20 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros da bolsa.
05:21Quase metade dos 50 bilhões que entraram durante todo o ano passado.
05:27Sobre esse assunto, eu quero conversar com a Cristiane Quartaroli, ela que é economista-chefe do OuriBank.
05:34Seja muito bem-vinda aqui, um bom dia para você.
05:38Bom dia, Verusca, bom dia a todos.
05:41Cris, a gente já pode falar que o investidor estrangeiro está fugindo das bolsas emergentes,
05:49já que não era só a nossa bolsa aqui que estava subindo bastante com essa diversificação do capital do investidor.
05:57Mas o que a gente viu de abril até agora não tem sido bom para a B3.
06:02Olha, Verusca, na minha visão, eu acho que esse é um movimento pontual.
06:07Eu acho que não dá para afirmar agora que os estrangeiros estão saindo dos emergentes
06:16e esse comportamento vai se reverberar até o final do ano, por exemplo.
06:23É um movimento pontual.
06:25Ele casa muito com essa versão ao risco que a gente está vendo, vindo do cenário externo,
06:34vindo da guerra do Oriente Médio, que está se refletindo em todo o mundo.
06:42E nessas perspectivas de possível alta de juros nos Estados Unidos.
06:50Então, começou-se a falar sobre isso e aí, portanto, o mercado financeiro reage sempre na frente.
06:59Antes da situação acontecer, o mercado financeiro já reage, ele já tenta se proteger.
07:06Então, acho que esse movimento que a gente está vendo agora de saída das bolsas dos países emergentes
07:12está muito relacionado a esse tema, a essa luz que se acendeu sobre a perspectiva de juros nos Estados Unidos.
07:19Porque se isso de fato acontecer, não acho que é esse o cenário, tá?
07:25Não acredito em alta de juros nos Estados Unidos agora, mas isso já está na mesa.
07:31Então, se por acaso isso acontecer, a gente está falando de taxa de juros mais altas nos Estados Unidos,
07:38e isso tende, claro, a levar fluxo para lá, porque a economia americana é uma economia vista como mais segura,
07:46né?
07:46Quando comparada com os países emergentes.
07:49Então, é esse movimento que a gente está vendo nas bolsas agora.
07:53A gente paga juros absurdos aqui no Brasil, né?
07:57O investidor ainda se sente impelido a investir lá, que tem um juro menor,
08:01e esse fluxo diminui, mas não só para cá também, né?
08:06Para o mundo todo, principalmente nas bolsas emergentes.
08:09Mas uma manutenção dos juros, mexe aqui com a nossa bolsa,
08:14se na próxima reunião agora o FED decidir que vai manter os juros no patamar em que estão?
08:22É bem provável que sim, é bem provável que a gente volte a ver esse ingresso de fluxo para cá,
08:28e a gente vê essa mudança ao longo dos dias mesmo, né?
08:31Porque, como você mencionou, a gente tem uma taxa de juros muito elevada,
08:36e com expectativa de que vá permanecer alta ainda por um período mais prolongado, né?
08:42A expectativa do Focus hoje para Selic aqui no Brasil é de que termine o ano em 13,25.
08:49Então, é um patamar bastante alto.
08:51Então, aos olhos dos investidores estrangeiros, é uma taxa de juros atrativa, né?
08:58Então, Estados Unidos mantendo o Fed Fund estável na reunião de junho,
09:02e mesmo se o Banco Central aqui do Brasil reduzir em 0,25, né?
09:08Que eu acho que hoje essa é a expectativa do mercado,
09:11ainda assim a gente tem um diferencial de juros bastante atrativo.
09:16Então, a resposta é sim, se o Fed manter a taxa de juros estável na próxima decisão,
09:23a gente tende a ver fluxo voltando aqui para o Brasil e para outros emergentes.
09:29É, eu prometi que ia trazer a Bolsa novamente,
09:32nesse momento queda de 0,67% aos 176 mil pontos,
09:38portanto abrindo aí, mas está muito cedo ainda para fazer um diagnóstico de hoje, né, Cris?
09:42Mas aí só deixando de informação aí para quem está nos assistindo.
09:47Bom, quero trazer também para falar com você uma entrevista ontem
09:52que o ministro da Fazenda, Dario Durigam, deu ao programa Ora H da CNN.
09:57Ele falou sobre diversos assuntos importantes.
10:01Um deles foi sobre os gastos públicos.
10:03O ministro da Fazenda negou que este governo gaste demais,
10:07mas via a necessidade de rever indexações e tornar políticas sociais mais eficientes.
10:13Também admitiu que exceções ao arcabouço fiscal não são positivas.
10:19Sobre juros, Durigam reclamou.
10:22Eu estou de acordo que os nossos juros não são juros civilizados.
10:26É algo que me incomoda muito ver a nossa dívida sendo rolada nos juros nesse patamar.
10:32Agora, veja, de novo, o compromisso aqui é de trabalho duro,
10:35encarando de frente as questões que nos aparecem.
10:38Por isso que a gente vai aumentar o bloqueio amanhã no bimestral.
10:41Em ano eleitoral, em vez de tomar o dinheiro dos governadores,
10:44eu sentei com todos os governadores
10:46e pactuei com eles uma medida em que a gente divida a conta,
10:50cabendo no bolso da União, cabendo no bolso dos Estados,
10:53para que a gente garanta abastecimento de diesel no país.
11:00Cristiane, nesse momento, a gente está passando pelos efeitos,
11:04os impactos da alta do petróleo no mercado internacional,
11:08mas se a gente não tivesse os efeitos dessa guerra,
11:11os nossos juros reais ainda são os mais altos do mundo.
11:15E o ministro disse que não tem a ver com o governo gasta demais.
11:20Ele, aliás, usou até uma explicação que os governos tornaram isso recorrente,
11:25de que a culpa é do governo anterior, que gastou muito,
11:28e eles arrumaram a casa.
11:30Enfim, a que se deve juros altos no Brasil?
11:34Desse tamanho que a gente tem hoje, né?
11:36Está em 14,5% a Selic.
11:42Bom, primeiro, assim, a questão fiscal, ela sempre foi e continua sendo
11:47o calcanhar de Aquiles aqui do Brasil, né?
11:50Então, é uma questão apartada aí,
11:54claro que tem a ver, a taxa de juros, ela tem a ver com essa questão também,
11:59mas a função do Banco Central é, o objetivo principal do Banco Central é trazer a inflação
12:07para a meta, né?
12:11E a gente não tem uma inflação na meta ainda hoje, né?
12:15De 3,5%.
12:18Portanto, isso faz com que o Banco Central use a taxa de juros,
12:24a taxa de juros é um instrumento que o Banco Central tem para controlar a inflação.
12:29Então, respondendo a sua pergunta, por que que nossa taxa de juros é tão elevada?
12:34É por conta da nossa inflação.
12:36A nossa inflação, ela esteve muito alta, né?
12:40Agora ela até já está num nível mais razoável, mas ela esteve muito alta.
12:44O Banco Central precisou aumentar os juros para trazer a inflação para baixo.
12:50A inflação ainda não está na meta,
12:52inclusive ela começou, voltou a subir nos dados mais recentes,
12:58por conta do efeito guerra, né?
13:00Por conta do impacto da alta dos preços do petróleo.
13:04Então, o Banco Central tem mantido essa postura mais cautelosa com relação
13:09à taxa de juros.
13:10E por isso que a gente tem essa taxa de juros ainda elevada,
13:13porque a inflação ainda não chegou na meta.
13:15E mais que isso, né?
13:17O Banco Central, ele não olha apenas a inflação corrente,
13:20ele olha as projeções de inflação.
13:23Então, se a gente analisar as projeções de inflação da pesquisa Focus,
13:28que é a pesquisa oficial coletada pelo Banco Central,
13:33para 2026, para 2027, 2028, também subiram.
13:39Então, o Banco Central também está preocupado com essas projeções
13:43do próximo ano, né?
13:45De 2027 e 2028, que voltaram a subir,
13:48também permanecem acima da meta.
13:50E ele ainda não se sente confortável
13:53para reduzir de forma mais intensa a taxa Selic hoje.
13:58Mas o Banco Central, no caso do COPOM, né?
14:01O Comitê de Política Monetária,
14:02ele olha o conjunto da economia
14:05ou ele olha o recorte da inflação atual e futura?
14:10Ele olha o conjunto da economia, né?
14:13O Banco Central, ele, inclusive, detalha o conjunto da economia,
14:17todos os setores da economia,
14:19em seus relatórios, na ata do COPOM, por exemplo.
14:23Então, ele faz um balanço de riscos, que ele chama, né?
14:28E quando ele olha para esse balanço de riscos,
14:32claro, a inflação, ela tem um peso maior,
14:35porque é a função do Banco Central trazer a inflação para a meta,
14:39mas tem outras questões que também estão contribuindo
14:42para que a nossa taxa de juros esteja no patamar que está.
14:45E o Banco Central menciona isso em seus documentos, né?
14:49Um desses temas é a questão geopolítica,
14:54que, claro, ela tem impacto negativo sobre a inflação,
14:58e também a questão fiscal.
15:00O Banco Central menciona a questão fiscal
15:02como uma parte de risco no balanço, né?
15:07Como a parte negativa do balanço,
15:09porque quando a gente tem as contas fiscais descontroladas,
15:15descontroladas, elas não estão descontroladas,
15:17mas assim, quando a gente tem mais gasto do que a arrecadação, né?
15:22Que é o que a gente tem hoje, é o cenário que a gente tem hoje,
15:26a gente tem gasto crescente e a arrecadação em desaceleração,
15:33isso pode se refletir em mais inflação no futuro.
15:36Então, o Banco Central menciona isso na ata também como um ponto de atenção
15:41e como um fator que faz com que a taxa de juros nossa permaneça
15:45num patamar elevado ainda.
15:47Cris, quero trazer para você outro assunto, né?
15:50Que tem a ver com as contas públicas,
15:53que devem ficar mais gastos aí,
15:57por conta do que decidiu ontem o Congresso
16:01em uma sessão conjunta entre deputados e senadores.
16:03Isso porque o Congresso derrubou quatro vetos do presidente Lula
16:08à LDO, que é a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
16:11Com a decisão, o Parlamento autoriza o repasse de recursos federais
16:15para convênios com estados e municípios que estejam inadimplentes.
16:20Além disso, será permitido o uso de recursos federais
16:23para custear estradas e hidrovias estaduais e municipais.
16:28Os deputados e senadores também permitiram que a administração pública
16:32realize doação de bens, valores ou benefícios justamente agora
16:38em período eleitoral, derrubando o chamado defeso eleitoral.
16:43Traduzindo, está permitida a compra de voto.
16:46Mas o governo Lula afirma ser inconstitucional.
16:50Os vetos não serão devolvidos ao Planalto,
16:52pelo contrário, agora vão à promulgação.
16:55E mais de 3 mil municípios inadimplentes serão beneficiados.
17:00Bom para os parlamentares que tentam a reeleição,
17:03já que vão ter como cabo eleitoral os próprios prefeitos.
17:07E que não quer, não é mesmo?
17:09A decisão da derrubada dos vetos foi anunciada pelo presidente do Senado ontem,
17:13Davi Alcolumbre.
17:14Foram rejeitados os dispositivos 4, 5, 23 e 25 do veto 51 de 2025.
17:22Os dispositivos rejeitados vão à promulgação.
17:26A presidência informa que o resultado nominal e detalhado da votação da cédula
17:31está disponibilizado no portal do Congresso Nacional.
17:34E será feita devida comunicação à presidência da República.
17:38Foram rejeitados...
17:41O senador Welton Fagundes, do PL, pré-candidato ao governo de Mato Grosso,
17:47foi um dos articuladores para a derrubada dos vetos.
17:49O parlamentar defendeu que os vetos afetavam diretamente o setor produtivo,
17:55a infraestrutura e a segurança jurídica de estados e municípios.
18:02A Comissão de Orçamento é uma comissão mista, formada de senadores e deputados,
18:06e que aprovamos na LBO para que, primeiro, tivesse mais recursos para a infraestrutura,
18:11para que estradas vicinais, estradas estaduais pudessem receber recursos mais abundantes.
18:18Ai, ai, mais abundante não, um pouco mais, porque infelizmente não é essa a realidade hoje no Brasil.
18:24É só aumento de carga tributária, aumento de carga tributária e não chega o recurso na ponta.
18:28Por isso, nós estamos aqui para derrubar esse veto e um outro veto também muito importante,
18:33que é a questão dos municípios endividados no Brasil.
18:37O governo tem criado os programas, criado mais programas, empurrado para os prefeitos atender a população,
18:44mas não manda o recurso necessário.
18:46Por isso, também, aqui, nós estamos derrubando o veto.
18:49Olha, nós tínhamos aprovado na LDO e o presidente vetou para que municípios que estejam inadimplentes,
18:56e aí são municípios com até 65 mil habitantes, e isso representa mais de 3 mil municípios no Brasil.
19:03Mais da metade dos municípios não poderiam investir nas escolas, na creche, obras inacabadas.
19:10Nós temos hoje no Brasil 11 mil obras inacabadas, sendo delas 8 mil só na área da saúde e da
19:18educação.
19:18E isso revolta o cidadão que está lá pagando imposto e que ele quer, ele precisa trabalhar,
19:24a mulher precisa trabalhar e não tem uma creche para deixar a sua criança, porque a obra está lá inacabada.
19:29Está lá um hospital inacabado, está lá uma escola inacabada e é inaceitável.
19:35Cristiane, eu volto com você.
19:36Seu argumento é bom, os argumentos são bons, mas a oposição que sempre cobra do governo
19:42que está gastando mais e gastando mal, agora fez a lição de casa.
19:49É um assunto polêmico, e como eu mencionei, a questão fiscal é um problema estrutural do Brasil,
20:00ela continua sendo, né? Então, falando especificamente dessa questão, um dos vetos derrubados, ele flexibiliza, né?
20:11Como você mencionou, esses repasses e transferências de bens para a administração pública num período que é eleitoral.
20:19Então, na prática, abre espaço para doações públicas em meses que antecedem as eleições.
20:26Então, assim, a gente entende que é importante, né? Como ele mencionou, que exista investimento em infraestrutura.
20:35Claro que é importante isso para o país.
20:37A questão é que o dinheiro, ele não é carimbado, né?
20:40Então, isso acaba gerando aí uma polêmica em torno desse assunto.
20:47Economicamente falando, acho que do ponto de vista dos economistas, né?
20:54Existe, essa decisão, ela acaba sendo vista como uma preocupação, né?
21:01Porque ela amplia gasto em ano eleitoral e acaba enfraquecendo aí os mecanismos que o governo tem de controle do
21:13orçamento.
21:13Então, é mais um ponto de atenção, até inclusive para o Banco Central, pensando na taxa de juros,
21:22que era o tema que a gente estava falando anteriormente, né?
21:24Então, de novo, é uma questão polêmica, a gente entende que alguns gastos, eles são necessários, né?
21:33Para o país, mas, de fato, a gente precisa entender melhor como que esses gastos serão, de fato, efetivados no
21:42futuro.
21:43Obedecer regras, né? A primeira coisa que a gente aprende quando é criança.
21:47Cristiane Quartaroli, do Ouro e Bank, muito obrigada pela entrevista e um bom fim de semana.
21:53Obrigada, bom dia, bom final de semana a todos.
21:56Obrigada, bom dia.
21:58E ontem, gente, o Instituto Fiscal Independente divulgou o relatório que faz todos os meses
22:06sobre a situação das contas públicas, a situação fiscal do país.
22:11E aí eu vou ler um trechinho para vocês, que está aqui, inclusive, na página do IFE, no Senado Federal.
22:19IFE, Instituição Fiscal Independente, avalia a economia, entre aspas, equilíbrio precário
22:26e não espera medidas e ajustes fiscais radicais em ano eleitoral.
22:32Quero chamar aqui para a entrevista o Alexandre Andrade, ele que é diretor da Instituição Fiscal Independente,
22:38a IFE, para conversar aqui conosco.
22:41E aí eu pergunto, você estava prevendo algo desse tipo quando vocês fizeram o relatório, Alexandre?
22:49Bom dia, Verusca, bom dia a todos que nos assistem.
22:54Bem, a gente espera que, nunca espera que aconteçam medidas de ajuste em ano eleitoral,
23:04ainda mais quando a gente pensa em controle de gasto.
23:09Eu estava acompanhando a entrevista anterior e essas medidas recentes,
23:16esses vetos que foram derrubados, vão implicar em aumento de despesa.
23:20Então, em anos como o atual, o que a gente espera é um afrouxamento do controle do gasto público.
23:29Então, foi mais nesse sentido que a gente utilizou essa expressão de controle,
23:35um equilíbrio precário.
23:37Mas a gente também analisou os números que foram apresentados no projeto de lei
23:43de diretrizes orçamentárias de 2027, que foi encaminhado em abril,
23:47para análise do Congresso, e esses números mostram projeções bastante otimistas,
23:54comparadas com as que nós temos hoje, e comparadas também com projeções de analistas de mercado.
24:01Alexandre, traga para mim quais foram os resultados do relatório esse mês.
24:06Bom, nós fizemos uma, primeiro, a primeira análise que nós fizemos foi um, digamos,
24:12um diagnóstico da despesa do RGPS, o Regime Geral da Previdência Social.
24:19O que tem acontecido é que, nos últimos anos, a gente tem observado uma volta do ritmo de crescimento,
24:26de um crescimento mais forte dessa despesa.
24:30Então, a gente tentou detalhar um pouco esses números,
24:34e buscando mesmo entender o que tem pressionado mais ou menos a evolução desse gasto.
24:43E nós fizemos também duas análises a respeito do PLDO, como eu mencionei anteriormente.
24:49A primeira foi uma análise das projeções que estão apresentadas no documento,
24:55sempre tendo como parâmetro as projeções que nós publicamos,
25:00as projeções mais recentes que nós publicamos na IFE,
25:04e também fizemos uma análise do anexo de riscos fiscais do PLDO.
25:11Os riscos fiscais são um componente muito importante das diretrizes orçamentárias,
25:18porque, em caso de materialização de alguns desses riscos,
25:23tende a ocorrer um comprometimento da execução orçamentária.
25:27Então, foi isso que nós apresentamos em linhas gerais no relatório de maio.
25:36Eu imagino que equilíbrio precário não seja algo bom.
25:41É algo do tipo, estamos ali no meio, mas mais pendendo ali para cair em algo que nos deixe em
25:50uma situação pior.
25:51O que precisa ser feito hoje que mudaria esse equilíbrio precário?
25:57Bem, hoje, qual é a situação das contas públicas?
26:03O governo tem duas regras principais, regras fiscais,
26:09que é a regra do limite de despesa, definida na Lei Complementar 200, do arcabouço fiscal,
26:17e o cumprimento de metas de resultado primário.
26:21O que o governo coloca ali no PLDO são metas cada vez mais ambiciosas
26:28para superávit primário nos anos à frente,
26:31e ele, segundo os números que ele entrega ali,
26:35essas metas serão cumpridas.
26:37Mas a gente tem uma situação também, ao mesmo tempo, de endividamento crescente,
26:43ainda que nos dois últimos anos o governo tenha conseguido cumprir a meta fiscal
26:48definida nas diretrizes orçamentárias,
26:51isso ocorreu fundamentalmente, eu estou falando de 2024 e 2025,
26:55ocorreu com base em abatimentos legais de despesas da meta
27:00e de realização de receitas extraordinárias.
27:05Então, foi assim que o governo conseguiu entregar o cumprimento dessas metas.
27:11A gente tem um quadro em que muitas despesas obrigatórias,
27:15as despesas obrigatórias são aquelas que têm algum comando legal,
27:20que disciplina a sua execução.
27:23E tem muitas despesas obrigatórias crescendo,
27:29mesmo depois da aprovação do arcabouço fiscal em 2023,
27:33que foi a regra que substituiu o então teto de gastos
27:36da Emenda Constitucional 95, de 2016.
27:40Mas, mesmo assim, a gente vê muitas despesas que crescem acima
27:44dos limites definidos ali nessa regra,
27:47e essas despesas, sendo obrigatórias, vão comprimindo cada vez mais o espaço
27:53de despesas discricionárias, que são as despesas de livre manejo do poder executivo.
28:00E nas despesas discricionárias se inserem, por exemplo, os investimentos públicos.
28:05Então, quanto mais as despesas obrigatórias crescem e comprimem o espaço das discricionárias,
28:13mais comprometida fica a capacidade de investimento do Estado.
28:17O que isso impõe na prática?
28:22Isso impõe a necessidade de uma discussão e de uma revisão da trajetória de crescimento
28:28dessas despesas obrigatórias.
28:30Uma das despesas mais representativas é justamente a despesa previdenciária,
28:37a despesa do regime geral da previdência social.
28:40Mas tem outras despesas também que são igualmente importantes.
28:46Se a gente considerar, por exemplo, todos os pagamentos de benefícios previdenciários
28:51e assistenciais, a gente está falando de algo em torno de 50%
28:56da despesa primária da União.
28:58É muita coisa.
28:59Isso sem contar a despesa de pessoal, etc.
29:03Então, o que precisaria ser feito, considerando que nós, da instituição fiscal independente,
29:12não podemos dar recomendação, seria uma revisão de despesas obrigatórias,
29:19não estamos falando aqui de corte de despesa, mas sim de uma adequação de ritmo de crescimento.
29:26É isso que as reformas poderiam fazer, reformas do gasto.
29:32E isso precisaria acontecer, porque, como eu falei anteriormente,
29:37mesmo com o Poder Executivo entregando resultados primários dentro das metas
29:45que são apresentadas nas diretrizes orçamentárias,
29:49a gente vê a dívida pública crescendo.
29:52Ou seja, por quê?
29:53Porque o resultado primário efetivo, ou seja, o déficit,
29:59receitas menos despesas,
30:02o déficit primário efetivo é alto ainda e incapaz de conter a trajetória de alta do endividamento.
30:11Alexandre Andrade, da IFE, muito obrigada pela entrevista, viu?
30:14Um ótimo fim de semana.
30:17Obrigado, igualmente.
30:18Bom dia.
30:19Bom dia.
30:21Bom, vamos continuar aqui na economia, mas agora, mudando de assunto,
30:25vamos falar sobre o fim da escala 6x1,
30:27porque os deputados federais da Comissão Especial, pelo fim da escala 6x1,
30:32estiveram ontem em Belo Horizonte.
30:34A audiência na Assembleia Legislativa faz parte dos trabalhos da Comissão de Viajar para alguns lugares do Brasil
30:41e discutir a PEC, que cria a escala 5x2 e reduz a jornada para 40 horas semanais.
30:49O relator da matéria, Léo Prats, deve apresentar o texto na segunda-feira.
30:54A comissão deve votar a matéria na terça, que, se aprovada, segue para o plenário da Câmara na quarta-feira.
31:01Aliás, o relator, Léo Prats, que é do Republicanos da Bahia, em entrevista ontem,
31:06acabou com os humores de que vai colocar uma transição para a entrada em vigor das novas regras.
31:13Já o presidente da comissão, Alencar Santana, do PT de São Paulo, falou sobre as votações da semana que vem.
31:19Não há discussão da transição para os dois dias de folga.
31:23Esse é compromisso do governo, é compromisso do presidente Hugo Mota.
31:26Então, assim, o fim da escala, terminado o debate, nós vamos dar o tempo de promulgação,
31:33que for aquele tempo de até, vamos dizer assim, 120 dias de implementação.
31:38Mas, assim, a ideia é que os dois dias de folga entrem em vigor já em 2026.
31:42Popular, uma expectativa de um trabalhador que está cansado, exausto, quer mais qualidade de vida.
31:48A vida não tem hora extra, ele precisa de um tempo, a vida além do trabalho.
31:53Eu vou começar agora com o Fábio Junges, ele que é CEO da Sol, uma empresa que mexe aí com
32:01inteligência artificial.
32:02Eu falei certo, Fábio?
32:05Muito bem, Verusca, bom dia. Falou certo sim, está correto.
32:09Obrigada. Bom, a gente tem ouvido o setor produtivo é contra, né?
32:15O fim da escala 6x1 e também com a redução da jornada, sem mexer nos salários, sem que haja uma
32:21transição.
32:22E tem falado muito, até mesmo, nesse debate, e eu quero saber se faz sentido para você,
32:28é que os trabalhadores podem sair perdendo porque a inteligência artificial está vindo com tudo
32:33e pode, inclusive, enxugar empregos.
32:35Quando esse trabalhador passa a ter um custo mais alto para a empresa,
32:39será substituído pela inteligência artificial.
32:41Faz sentido?
32:44Bom, Verusca, obrigado pela oportunidade, pela conversa.
32:48O assunto, ele é super interessante, instigante, assim, não há dúvida alguma
32:54de que nós estamos passando por um momento de transição, né?
32:57A sociedade como um todo, assim como em outras épocas, né?
33:01A sociedade já viveu também desde as outras revoluções industriais, né?
33:05Há 250 anos atrás, há 150 anos atrás, quando houve uma substituição, né, Verusca,
33:12do trabalho humano manual pela máquina, né?
33:16Pela máquina que começou lá atrás, né?
33:19Com máquina a vapor, um pouco mais adiante com o surgimento dos motores elétricos, né?
33:25E da eletricidade, né?
33:27Da era do petróleo.
33:29E mais recentemente, nós vivemos aqui, há os últimos 50 anos,
33:32essa revolução da informação, surgimento da internet, né?
33:37A digitalização de quase todos os aspectos da nossa vida, né?
33:41Comunicação, consumo e uma série de outros aspectos.
33:44E agora a gente está vivendo uma transição, ou mais uma transição, né?
33:49Que é essa tecnologia, né?
33:52Esse arcabouço de tecnologias que acaba ganhando, né?
33:54Essa identidade de inteligência artificial, que se propõe, né?
33:59A assumir a capacidade cognitiva das pessoas, né?
34:03Ou seja, se no passado a transição era, né?
34:07Uma transição, ou foi uma transição do trabalho físico, né?
34:12E sim, as máquinas, elas ocuparam esse espaço em sua grande maioria.
34:16Agora se tem uma transição para uma tecnologia, ou uma potencial transição para uma tecnologia
34:23que tem a capacidade de ler, de interpretar, de produzir, de desenhar, de calcular, de analisar,
34:30de programar, né?
34:31Que eram essencialmente atividades humanas, né?
34:36Então, sim, a gente está adiante um desafio social, que é enxergar como vai ser esse nosso futuro,
34:44com o uso da inteligência artificial, à medida que praticamente, né?
34:50Isso é o que tem se dito muito, né?
34:52Assim, praticamente toda e qualquer atividade que é feita hoje por um humano
34:56em frente a uma tela de computador, pode potencialmente ser substituída por uma inteligência artificial, né?
35:04Óbvio que nós estamos, Verusca, numa trajetória de transição,
35:09nós estamos em meio a uma transição onde já aparecem elementos suficientes, né?
35:17Para nós dizermos que essa não é uma transição leve, né?
35:20Ela é de altíssimo impacto, né?
35:22Ela vai, a inteligência artificial vai estar no centro das discussões de inovação
35:29e de transição tecnológica nos próximos anos, nas próximas décadas,
35:34e ela vai ser tão impactante ou mais impactante do que foi a internet há 30 anos atrás
35:41ou do que foi o surgimento da eletricidade há 150, 200 anos atrás.
35:46Então, sim, estamos diante de uma transição significativa.
35:50E quando se discute essa questão da, a exemplo, né, dessa pauta polêmica
35:55da eliminação da escala 6x1, é óbvio que os dois assuntos, eles se correlacionam, né?
36:01Porque, por um lado, essa pauta de redução da carga de trabalho horária
36:07sem não impacto na base salarial, e por outro lado, o potencial de tecnologia
36:13substituir esse trabalho que antes era essencialmente feito por pessoas.
36:18Aí eu quero trazer outro, é o mesmo tema, mas eu quero trazer aqui para o nosso debate,
36:24estar no nosso site de Veja, que o governador da Califórnia, Gavin Newsom,
36:29assinou ontem uma ordem executiva para ampliar o monitoramento dos impactos
36:35da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho
36:39e estudar formas de proteção a trabalhadores afetados pela automação.
36:45Nós, aqui no Brasil, estamos atrasados nesse assunto?
36:51A gente já tinha que estar discutindo de que forma a gente poderia reduzir
36:58os impactos da inteligência artificial nos empregos?
37:02É, veros que a pergunta é muito boa, assim, acho que primeiro é importante dizer
37:06que o Brasil, ele não está atrasado em relação à adoção, em relação ao uso, né?
37:13A gente tem acompanhado, óbvio que quando a gente compara com o Vale do Silício,
37:17onde o berço das grandes inovações tecnológicas aqui dos últimos 30, 40, 50 anos,
37:24a gente tem uma distância razoável, mas assim, existe um movimento muito forte no Brasil
37:30de teste, de validação, de projetos e de escala no uso de tecnologias
37:36como a inteligência artificial.
37:37E também, veros que é importante entender que esse medo na instituição do trabalho
37:44por tecnologia, de uma forma geral, ele também não é novo.
37:50Lá atrás, quando as pessoas começaram a ser substituídas por máquinas,
37:54o medo também estava lá, mas e o desemprego?
37:57Agora as máquinas vão fazer o que os humanos fazem, vai ter desemprego em escala.
38:01E eu acho que aqui tem uma das falácias, ou uma das discussões importantes, Verússia,
38:08porque a quantidade de trabalho que precisa ser feita, ela não é limitada.
38:14Nós não estamos num jogo de soma zero que ou vai ser feito por pessoas
38:18ou por tecnologia, por inteligência artificial.
38:22Assim, isso a história nos conta também.
38:24Todas as grandes tecnologias que nos proporcionaram desenvolvimento tecnológico,
38:32econômico e produtividade, isso a gente pode falar na indústria da agricultura,
38:36da energia, da indústria de manufatura, todas as tecnologias que impulsionaram a produtividade
38:42também impulsionaram o emprego, também trouxeram mais empregos.
38:46Houve sim um deslocamento e há sim uma necessidade de se redesenhar algumas formas de emprego.
38:54Existem novas posições que são criadas, existem posições que são substituídas
38:59ou que são ampliadas ou amplificadas.
39:02A gente tem dito muito, Verússia, que a discussão desse momento de transição
39:07não é a troca de um humano por uma inteligência artificial,
39:11mas é como as pessoas podem ampliar a sua capacidade,
39:16a sua capacidade de análise, de interpretação, de produção,
39:20com o uso de inteligência artificial.
39:22Fábio, muito obrigada pela entrevista, um bom dia, um bom fim de semana.
39:28Obrigado, Verússia, uma excelente restante de dia, um final de semana para todos.
39:33Um abraço.
39:34Obrigada.
39:36Bom, vamos continuar aqui, porque eu quero falar sobre a Air France e a Airbus.
39:41A justiça francesa reconheceu a total responsabilidade das duas empresas
39:47pelo acidente com o voo AF447, que matou 228 pessoas, incluindo 58 brasileiros, em junho de 2009.
39:56Em abril de 2023, a justiça absolveu as duas companhias em primeira instância das acusações criminais,
40:03a justiça francesa, tá, gente?
40:05Mas admitiu a possibilidade civil da Air France e da Airbus pela queda do avião Airbus A330-203,
40:14em meio ao Oceano Atlântico, durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris.
40:18Parentes das vítimas recorreram da sentença de 2023 e, em 2025, o Ministério Público francês
40:24passou a atuar pela condenação das duas companhias por imprudência e também negligência.
40:32O novo Desenrola Brasil renegociou cerca de 12 bilhões de reais em dívidas de famílias
40:37e contratos do Fundo de Financiamento Estudantil, FIES, desde o lançamento.
40:41As negociações beneficiaram mais de um milhão de pessoas.
40:46A gente, dentro do Desenrola Famílias, que é o que pega as pessoas em geral do país,
40:51nós ultrapassamos a marca, nesses primeiros dias, de mais de um milhão de pessoas,
40:56um milhão de CPFs, beneficiados com o programa Desenrola Brasil.
41:02Um dado muito impressionante, e a gente tem aqui a data base ainda de alguns dias para trás,
41:06então, certamente, esse dado já é maior hoje.
41:10operações que foram objeto do Desenrola e foram quitadas à vista.
41:16Portanto, não tem nenhuma outra operação contratada para ser quitada à frente.
41:20Já, a pessoa já resolveu a sua pendência de dívida bancária de uma vez por todas.
41:25foram mais de 449 mil dívidas quitadas à vista.
41:32Foram mais de 449 mil operações quitadas de uma dívida original de um bilhão
41:39que foi pago 154 milhões com desconto de 85%.
41:45Esse dado é um dado atualizado até o dia 14 de maio,
41:49para vocês terem ideia do quanto a gente tem avançado nisso,
41:53certamente esse número já é maior hoje.
41:55Ainda dentro do Desenrola Famílias, vou trazer um segundo ponto aqui.
42:00Nós estamos falando de operações agora, sim, refinanciadas.
42:02Portanto, se eliminou a primeira operação com uma dívida muito grande,
42:06com juros muito grandes, para agora, com o suporte do FGO,
42:10ter uma nova contratação com juros mais limitada.
42:14Então, a gente tem uma quantidade de operações já refinanciadas,
42:18685 mil e 500 operações, também com desconto médio de 85%,
42:26o que faz com que uma dívida anterior de 9 bilhões tenha sido refinanciada,
42:33agora em parcelas, com garantia do FGO, com juros limitados a 1 em 99,
42:39no montante de 1,3 bilhão.
42:42O ministro também disse que um desenrola para pessoas adimplentes,
42:48que pagam as dívidas em dia, está sendo estudado pela equipe econômica
42:51e deve ser apresentado nas próximas semanas ao presidente Lula.
42:56A influência de Olane Bezerra foi levada para a penitenciária feminina de Santana,
43:01na zona norte de São Paulo, e já foi transferida agora há pouquinho
43:04para o presídio em Tupi, no interior de São Paulo.
43:07Ela foi presa ontem na Operação Wernix, entre o Ministério Público e a Polícia Civil.
43:13Ela é acusada de fazer parte de um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC,
43:18a quadrilha que comanda os crimes dentro e fora dos presídios.
43:21As investigações começaram em 2019.
43:24Ontem, a Polícia Civil e representantes do Ministério Público
43:28conversaram com jornalistas e detalharam o esquema.
43:31Vamos ouvir o Procurador-Geral da Justiça de São Paulo,
43:34Paulo Sérgio de Oliveira, e o delegado Edmar Caparrós.
43:37A gente já aprendeu que eles têm fintechs, a gente já aprendeu que eles têm uma economia formal,
43:46a gente já aprendeu que eles arregimentam uma legião de jovens que acreditam no dinheiro fácil,
43:52e até emprestar RG, emprestar nome para a criação de novas empresas,
43:57e poder ficar construindo o ambiente necessário para isso.
44:01Muitas vezes tem operações que não estão ligadas ao PCC,
44:05mas elas usam lacunas do próprio Estado,
44:07que estão sendo preenchidas com legislação e com regulamentação,
44:11para poder usar no mesmo ambiente dessas lacunas,
44:15poder usar em favor do crime e jogando o dinheiro na economia formal.
44:19E nós entendemos, ao longo da investigação, em parceria com o Ministério Público,
44:25que a Deolane, até pelo poder econômico que ela adquiriu ao longo do tempo,
44:31e pela sua influência, ela funciona como uma espécie de caixa do crime organizado.
44:37Então, o crime organizado deposita esses valores nessa pessoa, figura pública,
44:45que esse dinheiro acaba se misturando com o dinheiro de outras atividades,
44:50e quando precisa desses recursos, esses recursos retornam para o crime organizado.
44:57Bom, ainda segundo uma reportagem de Veja,
44:59durante uma vistoria no presídio de Presidente Venceslau,
45:02dois agentes penitenciários perceberam que detentos jogavam algo pelo vaso sanitário,
45:08e com o filtro colocado no esgoto, eles encontraram pedaços de papel rasgado,
45:12que juntos faziam parte de uma carta.
45:15O documento destinado a outros faccionados pedia a compra de fuzis
45:20e cobrava ataques a agentes públicos que tomaram medidas contra o PCC.
45:25E havia citação nestas cartas, segundo a polícia, a Deolane Bizerra.
45:31Estamos caminhando para o finalzinho, né?
45:33Na verdade, a gente já devia ter encerrado aos 45 minutos,
45:36mas eu não posso terminar sem dar antes uma olhada na nossa bolsa,
45:40que nesse momento está caindo 0,69% aos 176 mil pontos.
45:49Para a gente chegar aí a uma conclusão do que está acontecendo,
45:53vamos dar uma olhadinha nos preços do petróleo.
45:57Nesse momento, petróleo em alta, petróleo WTI em leve alta,
46:02o Brent passando de 1,2%,
46:05mas veja que na semana, tanto o WTI quanto o Brent acumulam perdas.
46:11O Brent que chegou a tocar, e os 110 dólares o barril,
46:15nesse momento está sendo negociado no mercado internacional,
46:18a 103 dólares o barril.
46:20Por que isso?
46:22O mercado ficou animado com a possibilidade do fim da guerra no Oriente Médio,
46:27já que o Irã disse que estava conversando com o Paquistão
46:30para poder fazer essa intermediação com os Estados Unidos e encerrar de vez o conflito.
46:36Mas agora, diante de novidades, portanto, o mercado volta a precificar o petróleo.
46:41E a nossa bolsa tem seguido muito o que acontece lá fora.
46:47Está muito lastreada, as negociações estão muito influenciadas
46:51por conta do que acontece no cenário externo.
46:54É isso. Segunda-feira eu volto para a gente falar um pouquinho mais sobre economia
46:59e eu conto com a sua companhia.
47:02Está bom? Combinado?
47:03Um ótimo final de semana para você.
47:05Muito obrigada pela sua audiência. Até segunda.
47:39Legenda Adriana Zanotto
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