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NotíciasTranscrição
00:00Um forte abraço. Em seguida, Daniel Vorcário responde.
00:03Fala amigo, ótimo, também estou empolgado. Vou alinhar tudo com o Daniel, vou te passar,
00:07mas o Daniel te mostrará o apartamento.
00:10Então, aí ele diz assim, o Paulo Henrique depois, fechado, obrigado.
00:13A gente vê, pelas conversas, o quanto era normal, né?
00:18Olha, vou ali visitar o apartamento pra ver como é que é.
00:21Enfim, o esquema de corrupção, de ocultação de patrimônio,
00:25de organização criminosa, de fraude no Banco Master,
00:29ele era tratado dessa forma, né?
00:31Entre as pessoas que, enfim, estavam à frente dele.
00:34Tem algum outro trecho que a gente vai mostrar aqui pra vocês?
00:36Pra gente dar a ideia, né?
00:40A cara de como isso funcionava de uma forma totalmente natural dentro da lógica deles, né?
00:45E aí diz o seguinte, esse outro trecho.
00:48Conforme Paulo Henrique levava sua esposa para visitar os apartamentos luxuosos
00:52oferecidos por Daniel Vorcário, ele informava este último.
00:56Aí diz, Paulo Henrique, estive no outro hoje de manhã.
00:58A esposa ainda está meio cismada.
01:01Seria ótimo olhar outro para construir uma referência.
01:05Aí Vorcário diz, por quê?
01:06Aí, Paulo Henrique, hoje estava a região toda fechada.
01:09Seria bom dar o parâmetro.
01:11Daniel Vorcário, ah tá, esse outro é uma cobertura.
01:14Já pensando trazer família.
01:17Paulo Henrique, eu venho na frente mesmo e elas vêm depois.
01:20Boa, Daniel Vorcário, vale a pena ver.
01:23Paulo Henrique, claro.
01:24Qual o empreendimento?
01:25Entendimento.
01:25Daniel Vorcário.
01:26Outra coisa, quando tiver um tempinho aí, final de semana, veja se conseguimos falar.
01:30Esta semana estou com um gargalo de 300 milhões, milis.
01:36Na quarta, queria volar contigo o que acha que poderíamos fazer, conseguir fazer.
01:40E aí ele diz o quê?
01:42O Paulo Henrique, meu foco é nisso nessa semana.
01:44Já monto uma estrutura na segunda com a equipe.
01:46O que ainda temos de carteira varejo?
01:48E aí, equilíbrio com PJ.
01:50Vou levantar aqui com minha turma e te volto.
01:55Então, eles tratam ali essa questão, né, Daniel, da compra, né, do repasse dessa propina por meio de apartamentos de
02:03uma forma totalmente normal.
02:05Olha, minha esposa não gostou, ficou meio cismada.
02:08A região não é bem o que ela queria.
02:09Não, mas se trata de uma cobertura, vale a pena ver.
02:11E aí, no final da mensagem, a gente já vê eles tratando, de fato, de como que funcionava o esquema
02:18de corrupção, né,
02:19de como eles tratavam aquilo, de vender papel supervalorizado, né, de fundos, investimentos que eram supervalorizados e ganhar em cima
02:27disso.
02:27A gente tem mais algum trecho?
02:32Para mostrar da decisão?
02:34Vamos lá, então.
02:35Aí, em outra troca de mensagens, há fortes indícios de que Paulo Henrique e Daniel Vorcaro ajustaram um valor milionário
02:43a título de corrupção
02:44e que, referido, montante, precisaria corresponder a um dado número de imóveis luxuosos.
02:50Então, Paulo Henrique diz o seguinte, fiz as contas para chegar no valor que combinamos.
02:54Dependendo dos valores finais, sairia o Casa Lafri, que está no contrapiso, apagando algumas mensagens.
03:01Vorcaro diz, você diz, Casa Leopoldo, né, cobertura que você foi?
03:05Porque o Heritage melhor que o Laper, não?
03:07E o Paulo Henrique, esse era o nome.
03:09A Cris nos levou no Casa Laper, um apartamento tipo, sim, bem melhor.
03:13E vamos ter os delas novos de agora.
03:16Bom, tá aí, então, né, como a gente consegue mostrar o retrato da corrupção, né,
03:22por meio dessa decisão do ministro André Mendonça de prender o ex-presidente do BRB ligado a esse escândalo financeiro
03:29com o Master.
03:31Bom, e aí agora, quais serão os próximos passos?
03:34Já tem alguma previsão ou teve essa prisão e ainda a defesa vai se manifestar, ainda não se manifestou?
03:40Sabe de alguma coisa, Agulino?
03:42É, a defesa ainda não se manifestou.
03:45Eles vão passar para a audiência de custódia, que é o procedimento normal, toda prisão preventiva.
03:50E aí, o que falta agora é ver se o ministro André Mendonça vai colocar a decisão para referendo da
03:55segunda turma, né,
03:56igual aconteceu com a do Daniel Vorkar e dos outros investigados na última fase.
04:01E ainda não tem uma decisão desse tipo, mas é o procedimento padrão.
04:06Boa, Agulino, obrigada. Qualquer novidade é só voltar aqui, bom trabalho por aí.
04:11Obrigado.
04:12Gente, seguimos aqui, agora falar de eleições, está aqui no estúdio, muita honra, aliás, eu recebi você aqui no estúdio,
04:18Murilo Dalga, diretor do Paraná Pesquisas.
04:21Bem-vindo, bom dia.
04:22Bom dia, Marcela, uma honra estar com vocês.
04:24Falar de um assunto que você gosta pouco, né?
04:27Que você quase não tem familiaridade, né, eleições.
04:31Mas vocês fizeram um levantamento aqui de São Paulo que mostra um cenário bastante positivo para o governador, né,
04:37que é candidato à reeleição para o governador de São Paulo.
04:39Qual que é o retrato que ele tem agora?
04:42Pela pesquisa realizada, Marcela, se a eleição fosse domingo, eu cravaria que ele venceria a eleição no primeiro turno.
04:48Mas a eleição não é nesse domingo.
04:50Pela realidade de hoje, ele é franco favorito.
04:53Quais são os números, então, que vocês tiveram?
04:55Ele tem em torno de 48% contra 30% de Fernando Haddad.
04:59Ele tem uma vantagem de 17 pontos e no segundo turno essa vantagem amplia, certo?
05:03Que ele mostra que ele tem uma vantagem muito grande e, principalmente, Marcela,
05:08o que leva a crer nesse favoritismo do Tarcísio é a rejeição.
05:12Ele tem uma rejeição também bem menor que de Fernando Haddad.
05:16Ah, esse ponto é importante, né?
05:18Porque, além de ele ter um número alto, o fato do Haddad ter uma rejeição muito grande
05:23vai inviabilizando a possibilidade, inclusive, de um segundo turno, né?
05:27Como você disse.
05:28Com certeza.
05:28É muito difícil essa possibilidade.
05:30E ele ganharia também, mesmo assim, se o Haddad crescer muito e virar essas eleições,
05:35o Haddad também ganharia no primeiro turno,
05:37porque não consigo enxergar um terceiro e um quarto candidato com força eleitoral
05:41suficientemente para provocar um segundo turno.
05:43Então, essa é mais uma vantagem, com a vantagem que o Tarcísio tem hoje,
05:48de não ter um terceiro e um quarto candidato, que faria a eleição ficar mais curta para ele, né?
05:53O que daria essa vantagem muito grande nesse momento para ele.
05:57E o que a gente pode acreditar a esse favoritismo do Tarcísio?
06:04Porque, se a gente for olhar em termos de gestão, tem pontos muito positivos
06:09que a população identifica como uma obra, como um feito dele, da gestão dele?
06:15Assim, eu te diria que é um todo.
06:17O Tarcísio, ele é um político com uma imagem muito boa.
06:20Eu te diria que a imagem dele, do Tarcísio, é maior do que o reconhecimento da população pelo seu governo.
06:26Eu te diria que hoje ele tem muito mais esses índices pelo capital dele,
06:30propriamente dito, do que pelo governo.
06:32O governo dele também, Marcelo, é muito bem avaliado.
06:35Ele tem 63% de aprovação, mas os atributos pessoais dele são muito bons, né?
06:41Olha, vou aqui espelhar um trecho da pesquisa para quem nos acompanha.
06:46Não, pode pegar do meu computador, por favor, porque aqui a gente tem os recortes por idade, né?
06:50Que eu acho que são interessantes.
06:51Se a gente for comparar, né, Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad com os jovens, por exemplo, 16 a 24
06:58anos.
06:59Tarcísio tem a vantagem de 43, enquanto Haddad 34.
07:03Essa vantagem vai subindo para Tarcísio, por exemplo, de 25 a 34 anos, 45.
07:08Haddad tem 29% e assim vai crescendo conforme vai aumentando a idade das pessoas
07:16e vai caindo, né, proporcionalmente também o índice do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
07:24Isso a gente pode... como que a gente pode analisar essa parte relacionada à idade, Murilo?
07:33Porque vai aumentando conforme a idade também vai aumentando.
07:37Mas mesmo assim, entre os jovens, o Haddad também não é favorito, né?
07:40Ele também fica bem atrás.
07:41Esse favoritismo vem... ele vence em todas as idades e todas as escolaridades, tá?
07:46Ele tem um porcentual maior, Marcelo, no interior de São Paulo do que na capital.
07:52No interior é maior do que na capital, mas ele vence tanto no interior quanto na capital.
07:57Na região metropolitana de São Paulo, o que mostra esse favoritismo.
08:04Diferentemente, se a gente for analisar as pesquisas nacionais, por exemplo,
08:08tem segmentos que vence o Flávio, tem segmentos que vence o Lula.
08:11Na pesquisa do Estado de São Paulo, o Tarcísio vence em todos os segmentos.
08:15E aí tem um outro recorte que é sempre interessante da gente falar, que vocês perguntam, né?
08:20Nos últimos 10 dias, o senhor, a senhora, participou de alguma celebração religiosa,
08:24como missa, culto ou outro tipo de cerimônia da sua religião.
08:28E aí os que votaram em Haddad dizem que...
08:33Peraí, deixa eu...
08:35É que não, né?
08:37Tarcísio 44, Haddad 36.
08:39Que sim, Tarcísio 51, Haddad 29.
08:43O que mostra também esse trânsito bom entre pessoas que não necessariamente são evangélicos, católicos,
08:50enfim, que tem ali algum tipo de religião.
08:52Exatamente, ele vence nos segmentos, a gente mudou esse tipo de pergunta, Marcelo.
08:56Porque antigamente ele perguntava a religião do eleitor.
08:58Hoje a gente está fazendo essa forma de pergunta que para nós ficou muito claro
09:01que quem vai a algum culto, a alguma missa, ele pensa igual, seja católico ou evangélico.
09:08Certo?
09:08Quem frequenta pensa igual.
09:10Não é que o evangélico vota mais no A ou no B.
09:13Não, quem vai a cultos e missas, eles pensam iguais.
09:17Então, isso é interessante, né?
09:19Porque geralmente, porque antes, por exemplo, o evangélico era um público mais à direita.
09:24E o católico tinha uma ligação com o PT, com a esquerda.
09:27Por que que mudou esse cenário?
09:29A gente mudou essa forma de perguntar, porque para a gente ficou muito claro que o católico
09:33praticante, ele pensa igual ao evangélico praticante.
09:36Ah, interessante.
09:36Porque muitas pessoas se dizem católicas, mas não frequentam a igreja.
09:42É católico de religião de...
09:44Que é a cultura brasileira, assim que o catolicismo sempre foi mais forte.
09:49Exatamente.
09:50E você tem, por exemplo, numa pesquisa, normalmente, você tem do católico que frequenta, que diz
09:57frequentar, você tem em torno de 45%.
10:00Já do evangélico, você tem em torno de 70% que frequenta.
10:05Agora, o segundo turno para a gente, não sei se você chegou a falar, o Tarcísio tem
10:0953%, o Haddad tem 37%.
10:1153,4%, para ser mais exata, e Haddad 37,3%, um número aí que está bastante distante.
10:20Agora, a campanha de Fernando Haddad, a gente até chegou a entrevistar o Emílio de Souza,
10:24deputado estadual, que está coordenando o programa de governo de Haddad.
10:28E eles chegaram até a comemorar.
10:30Ah, não, já largou com mais de 40% em outras pesquisas.
10:33Enfim, no geral.
10:35Como é que você vê esse tipo de olhar que a campanha, é claro, eles têm que estar
10:39otimistas, evidentemente, mas esse número, eles dizem que um número, ele partir de 40%
10:44já é positivo, quando a campanha não começou ainda.
10:47É positivo, com certeza, ele é um candidato competitivo, ele é o mais competitivo que
10:53tinha das possibilidades para o Lula, certo?
10:55Tanto que o Lula foi buscar o Haddad porque era o candidato mais competitivo da equipe dele.
11:01Agora, é uma campanha difícil porque ele perdeu com 10% as eleições no segundo turno
11:06aqui em São Paulo e hoje essa diferença é bem maior.
11:09Quer dizer, ele vai ter um desafio muito maior.
11:11Agora, ele vai ser beneficiado com certeza pelo Lula.
11:16Quando começar a campanha presidencial e houver esse casamento, com certeza o Lula vai ajudar
11:20o Haddad a crescer um pouco nas pesquisas.
11:23Isso eu não tenho dúvida.
11:24Agora, vocês fizeram também o levantamento de candidatos ao Senado, né?
11:29Tem ali, Marina Silva tem 37% na estimulada, né?
11:3237,8%, Tebet 32,9%, Guilherme Derriti, né?
11:38E secretário de Segurança Pública, também deputado federal, 27%,
11:41Salles, 19%, Paulinho da Força, 15%, André do Prado, 9,8%.
11:47Marina Silva e Simone Tebet, que são governistas, né?
11:51Foram ministras, agora não só mais porque são candidatas, tem números vantajosos
11:56diante, por exemplo, da oposição, que quem chega mais perto ali é o Derriti com 27%.
12:00Olha, Marcela, essa pesquisa para o Senado, se a gente analisar, é nesse momento,
12:05não só no estado de São Paulo, como na maioria dos estados brasileiros,
12:08quem está arrancando na frente são os nomes mais conhecidos, certo?
12:11E vale se alentar que tanto Marina quanto Simone Tebet já disputaram eleições presidenciais,
12:16já foram candidatos majoritários, então eles são bem mais conhecidos.
12:20E o fato de não ter um segundo nome ainda da chapa do Tarcísio escolhido, certo?
12:26Quem será o candidato? Será Mello Araújo? Será André do Prado? Será Mário Frias?
12:31Quem será esse candidato escolhido, certo?
12:33E tem o Ricardo Salles também, que está dividindo esse voto da direita.
12:38Então a direita hoje está se dividindo.
12:40E a esquerda, praticamente, só tem os dois nomes, Marina e Simone, certo?
12:45O que mostra essa vantagem inicial para elas.
12:47Mas não tenho dúvida que elas estão, nesse momento, sendo muito beneficiadas pelo grau de conhecimento delas.
12:52Agora, você falou do Mário Frias, Mário Frias, que é um nome bastante conhecido,
12:57em um cenário, no cenário 2 que vocês testaram,
13:00que tem Paulinho da Força, tem Ricardo Salles, Guilherme Derritte, Simone Tebet, Marina Silva,
13:05Mário Frias está com 13%.
13:07Até achei que ele teria mais, né?
13:09Porque ele repercute, ele transita também muito bem nas redes sociais, né?
13:13É, mas isso é uma bolha, né, Marcia?
13:14É uma bolha.
13:15É uma bolha, é muito boa para quem é candidato a deputado federal e deputado estadual.
13:19A bolha funciona muito bem para as eleições, eu te diria, de deputado, certo?
13:24Para eleição de senador e eleição de governador, é bem diferente.
13:28Murilo Hidalgo, um prazer receber você aqui no nosso estúdio.
13:31Venha sempre, viu? Está sempre convidado.
13:33Eu que agradeço, Marcia.
13:35Sempre à disposição dos amigos.
13:36Obrigada, até mais.
13:38Gente, seguimos aqui, agora a gente vai conversar com o cientista político Rodrigo Prando,
13:42que está aqui com a gente, para inclusive também repercutir esses números que a Paraná Pesquisa trouxe hoje
13:47em relação à disputa, tanto para o governo, quanto para o Senado, né, dos candidatos ao Senado aqui do Estado
13:53de São Paulo.
13:54Professor, seja muito bem-vindo e obrigada pela participação do senhor aqui com a gente.
13:59Obrigado pelo convite, Marcela.
14:01E olha, depois do Murilo fica muito fácil o meu trabalho, né?
14:04Agora eu vou fazer o quê, né, Marcela?
14:07Ele já fez a análise, você só repete com outras palavras.
14:12Brincadeira.
14:12Não, professor, você é sempre insubstituível.
14:16Não, vamos lá.
14:17Vamos começar, então.
14:18A gente estava falando do Senado, que também é um cenário interessante, mas falando sobre o governo,
14:22eu ia falar da rejeição, mas eu acho que é melhor a gente começar pela possibilidade de Tarcísio de Freitas
14:28ganhar no primeiro turno,
14:29se a gente for, né, obviamente contar que os votos válidos são a partir de 50 mais um, um candidato
14:34já consegue levar no primeiro turno.
14:36Isso.
14:37É uma possibilidade concreta, o Murilo tem razão, né?
14:40Assim, veja só, se a gente for pensar, Marcela, a candidatura do Haddad num cenário em que o governador Tarcísio
14:50é franco favorito,
14:51e a gente chegou até a conversar um tempo atrás a respeito ainda daquele momento de dúvida, né,
14:58se o Tarcísio seria um candidato à presidência da República.
15:02E eu dizia que o Tarcísio tinha uma eleição muito mais garantida e fácil do que uma eleição presidencial,
15:09e trocar o certo pelo duvidoso seria ruim.
15:12Pois bem, os dados, os números mostram isso.
15:16Haddad fará um papel que é quase como o Lula fez de mandá-lo para o sacrifício.
15:21Não é um sacrifício em vão, porque de fato, e o Murilo tem razão,
15:26com o Lula aparecendo e fortalecendo a imagem do seu ex-ministro, agora candidato, o Haddad,
15:34ele pode crescer um pouco, mas eu acho muito difícil derrotar o governador Tarcísio.
15:40Então, uma vitória no primeiro turno, eu ainda acho que não é provável.
15:44Pode acontecer, mas não seria inusitado se o Tarcísio faturasse no primeiro turno.
15:50De novo, eu acho mais complicado, eu acho que vai ter um segundo turno,
15:54até porque com o Lula chegando, a polarização se retroalimenta,
15:59e eu acho que muita gente fará crítica ao Tarcísio, o próprio Haddad fará,
16:04e o campo progressista e de esquerda tentará desgastar a imagem do Tarcísio,
16:08levando para o segundo turno.
16:10Mas é possível, sim, uma vitória dele no primeiro turno,
16:13ainda que eu ache nesse momento improvável.
16:15Agora, vale a pena esse desgaste que o Fernando Haddad pode sofrer,
16:20se de fato ele for derrotado, e a gente não sabe qual que vai ser o tamanho dessa derrota,
16:26se ela acontecer, a gente não pode gravar nada em eleição, evidentemente, né, professor?
16:31Mas esse desgaste com a ideia, com o objetivo do presidente Lula,
16:38de ter um palanque forte, vale a pena aqui em São Paulo?
16:43Marcela, eleição e candidato tem algumas variáveis.
16:47O desejo e o interesse, e me parece que não havia nem o desejo,
16:52nem o interesse de Fernando Haddad em concorrer.
16:55Mas ele está indo porque é um homem de partido,
16:58o Lula, que também só teve sua vida ligada ao PT,
17:02precisa de uma figura que vá para o debate.
17:05E lembrando, inclusive, né, que o Fernando Haddad,
17:09e você noticiou isso muitas vezes aqui na TV Veja, né,
17:13o Fernando Haddad nunca se recusou a debater, inclusive,
17:16com os bolsonaristas mais radicais.
17:18Ele foi, debateu, discutiu.
17:20Então ele é alguém que intelectualmente, politicamente, está preparado.
17:25A derrota independente gera um desgaste?
17:28Gera.
17:28Mas ele deixou o ministério, ele vai para este confronto com o Tarciso,
17:35ele vai trazer teses, valores e elementos ideológicos do seu campo político,
17:41que é o campo progressista e de esquerda,
17:42e ele sabe que as chances dele são pequenas.
17:46São nulas?
17:47Não são, porque política pode ter alguma coisa que aconteça,
17:50por exemplo, a desabonar o governador,
17:53ou de repente o Fernando Haddad consegue ganhar corações e mentes?
17:57Pode acontecer, pode.
17:58Mas o desgaste virá.
18:00O tamanho não sabemos, mas ele está colocando de lado,
18:03provavelmente, interesses mais pessoais e projetos pessoais e políticos
18:08para enaltecer e trazer à tona os valores do seu campo político.
18:13Então, muitas vezes, o político não assume aquilo que quer,
18:18mas ele assume aquilo que quer o partido,
18:20ou, no caso, a principal liderança do partido, que é o Lula,
18:23que é um palanque forte em São Paulo.
18:26Sim, ó, tem um outro recorte da pesquisa que eu comentei aqui com o Murilo Hidalgo,
18:30vamos espelhar para a gente mostrar aqui,
18:33o Haddad em relação à rejeição, né?
18:35O Haddad tem 42,9%, Tarcísio 27%.
18:39Nesse cenário, eles testaram Kim Kataguiri com 17%, Paulo Serra com 17%.
18:44Então, é uma rejeição muito alta, um número ruim para Fernando Haddad,
18:49porque, além dele conseguir conquistar votos, ele teria que diminuir a rejeição,
18:53e a rejeição de Tarcísio, por exemplo, é de 27%, bem menor do que a de Haddad.
18:58Então, o desafio fica ainda mais complicado, né?
19:04Absolutamente certa a sua leitura, e vamos pensar duas questões.
19:092022.
19:112022 foi um segundo turno entre dois candidatos, Lula e Jair Bolsonaro,
19:17e ambos com muita rejeição.
19:19Então, uma rejeição muito grande nessa, 49%,
19:23ela costuma ser entendida, se o Murilo estivesse aqui para a gente trocar uma bola,
19:28mas ela chega até a ser impeditiva de qualquer pretensão de vitória eleitoral.
19:34E por que, então, que Jair e Lula foram com alta rejeição?
19:38Porque eram os dois, duas figuras carismáticas,
19:42duas figuras que têm a sua bolha, a sua tribo, a sua militância,
19:46e aí muita gente que votou no Lula, não votou porque gostava do Lula,
19:50mas porque odiava o Bolsonaro.
19:52Muita gente que votaria no Bolsonaro, votou no Bolsonaro não porque gostasse
19:57e compartilhasse dos valores, mas porque odiava o Lula e o PT.
20:00Neste caso, com Haddad não se repete a mesma estratégia ou a mesma lógica.
20:04Por quê?
20:05Porque o Haddad, e eu até acho essa rejeição até, uma rejeição muito alta,
20:09porque não precisaria ser tão alta no caso dele,
20:11mas ele tem o desgaste de ser do PT, de ter sido ministro da Fazenda,
20:15e tem um livro que você já deve ter lido, Marcelo,
20:17o pior emprego do mundo é ser ministro da Fazenda no Brasil.
20:20Então o Haddad tem esse desgaste, a taxação das blusinhas, várias outras questões,
20:26então tem um desgaste já consolidado, e do outro lado você não tem uma rejeição alta.
20:31Então o Tarcísio, ele não tem essa rejeição muito grande.
20:35Inclusive, se a gente for olhar o histórico, o Tarcísio, claro, é fruto do bolsonarismo,
20:39mas ele não é uma pessoa agressiva, como muitas vezes foi o presidente Bolsonaro.
20:45Ele é até entendido como mais moderado, e inclusive era, como nós sabemos,
20:51um candidato preferido da chamada Faria Lima, do mercado e até mesmo do centrão.
20:57Então a situação do Haddad é muito difícil.
21:00De novo, ele vai para o sacrifício, se manter esse cenário,
21:02mas ele fará o papel dele, que é trazer a discussão, colocar-se no debate
21:07e de certa maneira tentar valorizar o governo que ele fez parte até a pouco,
21:12que é o governo que tenta a reeleição do Lula, de Luiz Inácio Lula da Silva.
21:17Agora, professor, você falou, o Murilo Hidalgo também falou,
21:20sobre essa questão da imagem.
21:21O Tarcísio tem uma imagem como gestor muito positiva.
21:25como que a campanha do ex-ministro Fernando Haddad pode fazer
21:30para tentar minar isso, para, obviamente, conseguir aumentar o número de votos?
21:37Olha, a estratégia de desgaste é tentar pegar aquilo em que entende-se
21:42que ele não foi tão bem.
21:44Por exemplo, tem uma crítica já que circula muito
21:47desse modelo de pedagiamento que tem nas rodovias
21:51e que isso gera um certo desgaste.
21:53Você pode pegar questões da segurança pública,
21:57então, muita gente falando da letalidade policial.
22:01Você pode buscar a desconstrução da imagem moderada do Tarcísio
22:06quando ele, por exemplo, apoiou o tarifaço do dono de Trump
22:10e colocou a culpa do tarifaço do presidente Lula
22:14em meados do ano passado, de 2025.
22:17Então, seriam elementos que viriam para o debate,
22:22para a discussão na tentativa de desgastar.
22:25Mas aí eu diria o seguinte, para cada tentativa de desgaste,
22:29os candidatos e os marqueteiros também criam uma vacina.
22:34A vacina é algo utilizado no marketing político
22:37no sentido de que, se alguém vier a me atacar por determinado ponto,
22:42eu já vou inocular uma vacina na opinião pública do eleitorado
22:46tentando me proteger.
22:47Quer ver um exemplo claro?
22:50O filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro,
22:53está tentando se afastar da figura do pai.
22:56Não foram poucas as vezes que disseram que ele é um Bolsonaro normal,
23:00ou seja, dizendo que o pai que está preso é anormal e outras coisas,
23:05e é uma vacina na moderação.
23:07O Tarcísio provavelmente também tem uma coleção de vacinas
23:10para tentar neutralizar o desgaste que, porventura,
23:13a campanha de Haddad possa trazer à toa
23:16neste embate político pelo governo de São Paulo.
23:19Agora, para a gente finalizar essa questão da análise da pesquisa Paraná,
23:24tem um outro cenário em relação aos pré-candidatos ao Senado
23:28aqui do Estado de São Paulo.
23:29Então, o resultado a gente tem aí na tela, olha só,
23:32Marina Silva tem 37,7%,
23:34Tebet 32,3%,
23:37Derritte 26,8%,
23:38Salles 18,2%,
23:40Paulinho da Força 14,8%
23:41e Mário Frias 13,4%.
23:44A gente observa que as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet
23:48têm mais vantagens sobre os outros candidatos
23:51que a gente pode falar da oposição,
23:53se a gente pensar em termos de governo federal.
23:55E só que são dois nomes que não são do PT, né, professor?
24:01Isso mostra também uma certa dificuldade do PT
24:04de ter nomes em São Paulo.
24:08Mostra uma dificuldade, sem dúvida, tem razão,
24:12mas também mostra um pragmatismo.
24:15Eu sempre costumo dizer que o PT
24:17sempre foi aquele menino que desce para jogar bola
24:20com a bola debaixo do braço.
24:22Qualquer coisa que não seja o resultado,
24:24ele sobe emburrado para o apartamento.
24:26Isso estamos falando de um cenário aqui
24:28de quem mora em condomínio.
24:29O Lula sempre foi o dono da bola.
24:32Quando o PT abre mão de nomes fortes,
24:35mas está com figuras aliadas e conectadas,
24:38e são dois nomes, vamos...
24:39E o Murilo tem razão,
24:41porque são dois nomes conhecidos.
24:42Se a gente, inclusive,
24:44for pegar até há pouco
24:46o ministério do presidente Lula,
24:48você tem o vice-presidente,
24:51que é ministro também.
24:52O Alckmin era, na verdade, ministro.
24:54Foi candidato à presidência da República.
24:56Marina Itebit, candidatos à presidência da República.
25:00Você tem nomes de peso,
25:02o próprio Haddad,
25:03que também já foi candidato e derrotado em 2018 por Bolsonaro.
25:06Esses nomes são importantes
25:09nessa questão de uma leitura pragmática do cenário.
25:12E por que eu estou dizendo uma leitura pragmática?
25:14Porque, para mim, está muito claro
25:16que o PT e o presidente Lula
25:19dão como certas,
25:20ou como vai, vamos lá, como certas não.
25:22Em política não tem isso.
25:23Como muito provável,
25:25uma derrota de Haddad ao governo
25:27por conta desse cenário positivo
25:29que o governador Tarcísio tem neste momento.
25:33A grande questão e o grande embate,
25:36Marcela, será o Senado.
25:38Eu diria que, em alguns aspectos,
25:41a eleição para o Senado
25:42é tão ou mais importante
25:44que o nome escolhido
25:46para ocupar o Executivo Nacional,
25:47que é a presidência da República.
25:49Por quê?
25:49Porque um Senado de direita
25:52ou de extrema-direita
25:54é, para este campo da direita e da extrema-direita,
25:57um passo para ganhar a presidência do Senado
26:00e, com isso, votar impeachment
26:02de ministros do Supremo Tribunal Federal,
26:04que é um desejo
26:06absolutamente público e notório
26:08de uma parcela substantiva dos bolsonaristas.
26:11Pelo menos, tendo dois nomes.
26:13Então, só para quem nos acompanha
26:15aqui em TV, veja.
26:16O Senado, este ano,
26:17são dois nomes a serem escolhidos.
26:19Na última eleição, foi um nome.
26:21Então, nós temos a renovação
26:22de dois terços e depois um terço.
26:25Então, fica o nome por São Paulo
26:27e dois nomes seriam eleitos.
26:29E são dois nomes fortes.
26:30Duas ministras expressivas
26:32e com força política.
26:33Ainda que eu imagino
26:35que estejam, neste momento,
26:37ou próximo disso,
26:37a transferir o domicílio eleitoral,
26:40ou se já transferiram para São Paulo.
26:42Porque Tebete e Marina
26:43não são nomes de histórico
26:46na cidade de São Paulo.
26:47Mas, até aí, o Terciso,
26:48o governador, também não era
26:49e foi eleito governador de Estado.
26:52Pois é.
26:53Já que você falou dessa história
26:54dos ministros do Supremo,
26:55vou trazer aqui uma informação
26:57do ministro Gilmar Mendes,
26:58de ontem, né?
26:59Uma decisão pedido.
27:00Na verdade, o ministro Gilmar Mendes
27:03do STF pediu ao Procurador-Geral da República
27:06que investigue o senador Alessandro Vieira.
27:08Isso porque o senador Alessandro Vieira
27:11fez um parecer na comissão,
27:13na CPI do crime organizado,
27:15pedindo o indiciamento dos ministros
27:18Alexandre de Moraes,
27:19Gilmar Mendes,
27:20Dias Toffoli
27:21e também do PGR,
27:22Paulo Gonê.
27:23E na avaliação de Gilmar Mendes,
27:25nesse ofício em que ele mandou
27:27para o PGR,
27:28teve conduta de possível abuso
27:30de autoridade do relator
27:32da CPI do crime organizado.
27:34Professor, a gente viu um embate público duro
27:37dos ministros do STF
27:39que foram citados nesse parecer
27:41que acabou sendo rejeitado
27:42na CPI do crime organizado.
27:44Esse embate público duro
27:46aconteceu principalmente encabeçado
27:48pelo autor, né?
27:49Desse parecer que é o senador Alessandro Vieira.
27:52Mas outros senadores da oposição
27:55também ficaram muito revoltados
27:57com a resposta que os ministros deram
28:00em relação a essa possibilidade
28:03de indiciamento.
28:04Isso, na prática, nem se concretizou.
28:06E lembrando que seria um pedido
28:07de indiciamento, né?
28:09O que a gente sabe que poucas vezes
28:11esses pedidos de comissão,
28:13de CPI, eles vão para frente.
28:15Como é que você vê essa situação toda,
28:17essa briga, essa tensão,
28:19essa crise, a gente pode dizer assim,
28:21entre Congresso e Supremo Tribunal Federal?
28:24É uma crise, Marcela,
28:26que se retroalimenta a cada ação
28:29e reação tida por esses atores
28:31que são políticos, mas também institucionais.
28:34Ministros do Supremo não deveriam
28:36ser atores políticos,
28:38mas nós sabemos que o são.
28:40Mas são essencialmente atores institucionais.
28:43É óbvio, Marcela,
28:44que causou estranheza
28:46ao universo desses atores políticos
28:49e institucionais
28:50que numa comissão parlamentar de inquérito
28:53que investiga o crime organizado
28:55não tem indiciamento de muitas seguras,
28:57mas de ministro, do Supremo
28:59e do Procurador-Geral da República.
29:01Bom, quem assinou e mandou o relatório,
29:03o senador Vieira,
29:04ele fez o que ele achou que tinha que fazer.
29:07Agora, esta reação
29:09de pedido de investigação
29:11por abuso de autoridade do ministro,
29:13nós não podemos dizer
29:14que Gilmar Mendes não conheça as leis.
29:16Ele conhece.
29:18Além de ministro,
29:20ele é um teórico, intelectual,
29:21um professor, um acadêmico
29:23profundo conhecedor
29:24do regimento, do direito, das leis.
29:27Ok.
29:27Mas, neste momento,
29:30o que me transparece
29:33a muitos, provavelmente,
29:34seria a ideia de que há ali
29:35uma retaliação,
29:37uma tentativa de enquadramento
29:39e constrangimento
29:40não de um ministro,
29:42não de um senador apenas,
29:44não de uma outra figura,
29:46mas de um outro poder,
29:47que é o poder legislativo
29:48na figura desse senador.
29:51Então, eu imagino
29:52que a melhor solução,
29:53independente das questões jurídicas,
29:55seria o PGR
29:56se negar a dar prosseguimento a isso
29:59e tentar virar a página,
30:00porque, senão,
30:02a gente vai ter constantemente
30:04uma crise
30:05de institucionalidade
30:07em que os poderes,
30:08ao invés
30:09de servirem
30:11de freio
30:12e contrapeso
30:13ao outro poder,
30:14e essa é uma dimensão
30:15que está na obra
30:16de Montesquieu,
30:17o espírito das leis,
30:19isso se perde
30:20e a gente passa a ter,
30:22na verdade,
30:22um poder atacando
30:24e buscando intervir
30:25no espaço,
30:27na seara,
30:27do outro poder,
30:28o que não é bom
30:29em nenhum momento,
30:30especialmente
30:31num ano eleitoral.
30:33Ninguém sai satisfeito
30:35e não é bom
30:36para o Brasil,
30:36não é bom
30:37para a democracia
30:38e também
30:39para as instituições
30:41que isso aconteça.
30:42E vale ressaltar,
30:43e você tem os dados,
30:44Marcela,
30:45você provavelmente noticiou,
30:46as pesquisas mostram
30:47que o Supremo Tribunal Federal
30:49hoje
30:50apresenta
30:51um quadro
30:52de enorme desconfiança
30:53à sociedade brasileira.
30:55Então,
30:55o brasileiro
30:56não confia
30:57e não acredita
30:58que o Supremo
30:59tenha agido
31:00de acordo com a lei.
31:02Agora,
31:02fazer críticas
31:03aos ministros
31:04do Supremo
31:05é uma coisa
31:05que, inclusive,
31:06a democracia comporta.
31:07outra coisa
31:08completamente diferente,
31:10Marcela,
31:10é desejar
31:11que ministro
31:12seja decapitado
31:13ou ministra
31:13seja estuprado
31:15e queimado
31:15em praça pública,
31:16que muitas vezes
31:17foram essas
31:19as mensagens
31:20enviadas
31:20ao longo do tempo
31:21até para os gabinetes
31:23dos ministros.
31:24A gente deveria
31:24ter um freio
31:25de arrumação
31:26e repensar o Brasil
31:27no ano que vem.
31:29Eu acho que não vai acontecer,
31:30mas seria bom
31:31que acontecesse.
31:32Pois é,
31:32você citou aí,
31:33só para a gente
31:34trazer aqui o contexto,
31:35o Datafolha,
31:36por exemplo,
31:36no sábado
31:37divulgou que
31:37para 75%
31:39da população
31:40o STF
31:41tem muito mais poder
31:42do que deveria.
31:44Bom,
31:44e tem outras pesquisas
31:45que foram divulgadas
31:46falando também
31:46da imagem,
31:47de como que as pessoas
31:48veem o Supremo Tribunal Federal
31:49e são números
31:49bastante ruins.
31:51Inclusive,
31:51hoje em dia,
31:52professora,
31:53a gente pode até falar
31:54disso rapidinho
31:55antes da gente passar
31:55para o próximo tema,
31:57hoje em dia
31:58tem
32:00o ataque ao STF
32:01é um ativo,
32:03é uma arma
32:03eleitoral,
32:06olha só,
32:07eu vou agora
32:08mudar um pouquinho
32:09e aí eu vou te fazer
32:11uma pergunta,
32:11mas não se preocupe
32:13que se você acertar
32:14ou errar,
32:14você não vai estar
32:15na berlinda,
32:15deixa eu,
32:16olha só,
32:17porque quando a gente,
32:18não,
32:18fica tranquila,
32:19porque quando a gente
32:20fala de confiança,
32:22não existe sociedade
32:25que consiga sobreviver
32:26sem que nós
32:27tenhamos confiança,
32:28não só nas instituições,
32:30mas confianças uns nos outros,
32:32ou seja,
32:32você confia no vizinho,
32:34você confia nos seus familiares,
32:36uma pergunta para você,
32:37você sabe qual o percentual
32:39de brasileiros
32:40que confiam nos outros brasileiros?
32:43Não,
32:44não vou nem mentir,
32:44não vou nem chutar.
32:45Quanto você acha,
32:47tenta chutar um número aí,
32:48eu perguntei para os meus alunos,
32:50eu perguntei para os,
32:50quanto você acha,
32:52se a gente pegar
32:52de 10 brasileiros,
32:54quantos brasileiros
32:55confiam nos outros?
32:57Percentualmente,
32:58o que você acha?
32:59É muito,
32:59é baixo?
33:00É,
33:01eu acho que o brasileiro
33:03ele é bastante otimista,
33:05então vou colocar ali
33:06uns 60%?
33:09Olha só,
33:10todo mundo que eu pergunto
33:12responde muito próximo de você,
33:14mas é absolutamente
33:15o contrário,
33:16Marcela,
33:16nós no Brasil,
33:18e quem traz,
33:19é isso aí,
33:19é uma pesquisa,
33:20do CEO da GenialQuest,
33:22que lançou um livro
33:23no final do ano passado,
33:2583% dos brasileiros
33:28não confiam nos outros brasileiros,
33:3183%,
33:32é muito alto o número
33:34de desconfiança,
33:35então,
33:35quando a gente olha
33:37para as instituições,
33:38para o Supremo Tribunal Federal,
33:40a gente não confia
33:41só no ministro do Supremo,
33:43e mais,
33:44se você pegar a pesquisa,
33:45a desconfiança do Congresso
33:47é ainda maior
33:48do que do Supremo Tribunal Federal,
33:50então,
33:50olha que coisa,
33:51Marcela,
33:51o brasileiro
33:53desconfia do Supremo,
33:54mas desconfia
33:55inclusive
33:56de quem ele
33:57colocou lá
33:58pelo voto,
33:58e nós não confiamos
34:00no vizinho,
34:01então,
34:01o brasileiro,
34:02na verdade,
34:03confia em Deus,
34:04Deus em primeiro lugar,
34:05e a família
34:06em segundo lugar,
34:07praticamente empatado
34:09a partir das pesquisas,
34:11então,
34:11de fato,
34:12Marcela,
34:12a gente precisa
34:13pensar o seguinte,
34:14não há possibilidade
34:16de uma vida democrática
34:18sem confiança
34:20entre nós
34:21e os grupos,
34:22entre os indivíduos
34:23e os grupos,
34:23mas também
34:23nas instituições,
34:25e aí,
34:25você tem razão,
34:27esta crítica
34:28ao Supremo
34:29deixa de ser
34:30uma crítica
34:30substantiva
34:31assentada em dados,
34:33porque de fato
34:34os ministros
34:34contribuem
34:35e muito
34:36para essa desconfiança,
34:37mas a despeito disso
34:39tornou-se
34:40um ativo
34:40político eleitoral,
34:41como se atacar
34:42o Supremo
34:43e a inexistência
34:44do Supremo
34:45Tribunal Federal
34:46fosse melhorar
34:47a sociedade,
34:47e eu garanto
34:48a ausência
34:49da lei,
34:50a ausência
34:50do Supremo
34:51Tribunal Federal
34:52é um passo
34:53para uma sociedade
34:54autocrática,
34:55autoritária,
34:56o que é tudo
34:56aquilo que nós,
34:58cientistas,
34:59cidadãos,
34:59jornalistas e pessoas
35:00que prezam pela liberdade
35:02e pela democracia
35:03não desejam.
35:04É, com certeza,
35:05agora esse número
35:05realmente me assustou,
35:06né,
35:07de como as pessoas
35:08eu vou te mandar
35:09depois a foto,
35:10vou te mandar a foto
35:11da página e do livro
35:13só para você ver
35:13como é assustador,
35:15nós não confiamos
35:16nas pessoas
35:17com as quais
35:18nós nos relacionamos
35:20cotidianamente,
35:21e aí o que acontece,
35:22insegurança gera medo
35:24e medo gera sempre
35:25respostas mais violentas
35:27e autoritárias,
35:28é um ciclo perverso
35:29que a sociedade brasileira
35:30tem vivendo.
35:31É, com certeza.
35:32Agora, professora,
35:33mudando um pouquinho
35:33de assunto,
35:34quero falar também
35:35de uma outra aposta
35:36do governo federal
35:37para as eleições
35:37desse ano,
35:38que é o projeto,
35:40né,
35:40do fim da escala 6x1,
35:41redução da jornada
35:42de trabalho,
35:43tem PEC já sendo analisada
35:45na Câmara dos Deputados
35:46e o governo mandou
35:48um projeto de lei
35:49em regime de urgência
35:51para conseguir também
35:52emplacar essa pauta,
35:53esse mesmo assunto,
35:55mas com a paternidade
35:57do governo federal.
35:58E aí o Centrão
35:59está bravo,
36:00tem uma nota
36:01que está na Rumi de Veja,
36:02vou mostrar aí para vocês,
36:03do Marcelo Ribeiro,
36:04que diz assim,
36:05ó,
36:05Centrão se incomoda
36:06com o envio do PL
36:07do fim da escala 6x1
36:08com urgência constitucional.
36:10A urgência constitucional,
36:11ela obriga
36:12a Câmara dos Deputados,
36:14o Congresso,
36:14a dar agilidade
36:15à apreciação
36:17da proposta, né,
36:18mesmo com o alinhamento
36:19do presidente Lula
36:20com o presidente da Câmara,
36:22o Gumota,
36:22a liderança do Centrão
36:23se incomodaram
36:24com essa decisão,
36:25né,
36:25do governo.
36:26Horas antes de encaminhar
36:27o texto,
36:28Lula almoçou com o Mota
36:30e avisou que encaminharia
36:31a medida para marcar
36:32posição política
36:33e demonstrar compromisso
36:34com a iniciativa.
36:35A avaliação do Centrão
36:36é que ao fazer o movimento,
36:37o presidente buscou roubar
36:39o protagonismo do legislativo
36:40sobre o assunto,
36:41já que uma PEC
36:42com a mesma temática
36:43já tramita na casa.
36:45Apesar das críticas
36:46à estratégia de Lula,
36:47a leitura é que isso
36:48dificilmente vai prejudicar
36:49o avanço da proposta
36:50nos próximos meses,
36:51porque dificilmente
36:52alguém teria coragem
36:53de votar contra um projeto
36:55tão popular
36:56em pleno ano eleitoral
36:58que vai afetar ali
36:59todas as pessoas,
37:01enfim,
37:01ou todas as pessoas
37:02que estão submetidas
37:03a esse regime
37:04de escala de trabalho.
37:05A briga é grande,
37:06né,
37:07para assumir
37:07essa paternidade.
37:10A briga é grande
37:11e filho bonito
37:13todo mundo quer ser pai,
37:14né?
37:14Então, assim,
37:15é uma clássica.
37:17Filho bonito
37:18tem muitos pais,
37:19a derrota ela é órfão,
37:20tá?
37:21Então, a derrota
37:22costuma ser sempre órfão.
37:23Marcella,
37:25a discussão substantiva
37:27de um tema como esse
37:28tem que ser trazida
37:29à tona no Brasil.
37:30E não apenas
37:31por questões políticas,
37:33mas por questões econômicas
37:35e sociológicas.
37:36o mundo do trabalho mudou,
37:39a forma como nós
37:40nos relacionamos
37:42e trabalhamos
37:43mudou.
37:44Das várias formas,
37:45desde a CLT
37:46até a pejotização
37:48e a uberização,
37:49tudo está muito diferente.
37:51E tem uma questão,
37:53por que o governo
37:54tem feito uma força
37:56para trazer isso para si?
37:58Para ser, portanto,
37:59o pai da criança?
38:01Porque já há
38:02uma clara noção
38:04de que o PT
38:06e o campo de esquerda
38:08acabou perdendo
38:09protagonismo
38:10no universo
38:11e no mundo do trabalho.
38:12Lembrando,
38:13e nós já conversamos aqui,
38:15Marcela,
38:15o PT nasce
38:16enquanto partido
38:17a partir de três
38:19grandes matrizes,
38:20não só,
38:20mas três principais.
38:22O sindicalismo,
38:23de que o Lula
38:23é representante,
38:25os movimentos sociais
38:26da década de 70,
38:29comecinho dos 80,
38:30e também as comunidades
38:31eclesiais de base,
38:32com força no catolicismo.
38:34Você até perguntou
38:35para o Murilo
38:36a questão do catolicismo
38:37e dos evangélicos
38:38nos índices de pesquisa.
38:39Então, o PT
38:40sempre teve essa base,
38:42só que o mundo mudou,
38:44aquele sindicalismo
38:45e aquele emprego
38:46que o Lula,
38:47inclusive,
38:48teve quando era
38:48sindicalista,
38:49já não é o mesmo,
38:50existe,
38:51mas não é o mesmo.
38:52Então,
38:52é uma discussão
38:53substantiva.
38:54E aí,
38:54o que acontece?
38:55Infelizmente,
38:56a nossa classe política,
38:58ela joga o farol
38:59muito baixo.
39:00A classe política
39:01não tem farol alto
39:03para olhar à frente.
39:04E essa discussão
39:05da escala 6x1,
39:07de mais tempo
39:07do trabalhador de descanso,
39:09com a família
39:10e outras questões,
39:11acaba perdendo espaço,
39:13eu vou até usar
39:14uma palavra
39:14um pouquinho mais
39:15pretenciosa,
39:16mas ela fica
39:18obnubilada,
39:19intransparente,
39:20por questões políticas
39:22e politiqueiras,
39:23eleitorais,
39:24enquanto a gente
39:24deveria que sim
39:25fazer uma discussão
39:27séria e substantiva.
39:28Agora,
39:28a briga é boa
39:29e é claro
39:30que o Centrão
39:31e o Legislativo
39:32quer ter o protagonismo.
39:33O governo Lula
39:34tem pela frente
39:37uma enormidade
39:38de dificuldades,
39:39eu acho que é uma
39:40ampla gama de dificuldades
39:41e a maior delas
39:43não é só ir
39:44para o segundo turno
39:45com o Flávio Bolsonaro,
39:47não é isso
39:47que o Lula tem.
39:48A grande questão
39:49é o Lula
39:50diminuir a rejeição
39:51que ele tem
39:52e também aumentar
39:53o desgaste
39:54do Flávio Bolsonaro
39:55para ver
39:56se consegue de fato
39:57um segundo turno
39:58melhor do que
39:59os números estão mostrando.
40:00Então é por isso
40:01o pano de fundo
40:02dessa briga,
40:03desta queda de braço,
40:05ela se dá
40:06por conta
40:06da necessidade
40:07do governo
40:08de apresentar
40:09uma agenda positiva.
40:11E vamos lembrar,
40:11né, Marcela,
40:12a aprovação
40:13da isenção
40:14do imposto de renda
40:14até 5 mil reais,
40:16todo mundo
40:17dava como certo
40:18que seria
40:18um grande trunfo.
40:19Eu mesmo
40:20pensei isso
40:20no ano passado
40:21e não está
40:22se consolidando,
40:24se consubstantivando
40:25a situação
40:26de melhoria
40:27da imagem
40:28do governo
40:28e de diminuição
40:29da sua rejeição.
40:30Então é por isso
40:31que tem esse braço
40:32de ferro
40:33e a briga é boa
40:33e continuará sendo.
40:35Agora,
40:35a gente tem que pensar
40:36de fato
40:37em questões substantivas
40:38e com farol alto,
40:39não com farol baixo
40:40para ver a 5 metros,
40:41tem que ver lá na frente.
40:43Pois é,
40:43não está se revertendo
40:45em popularidade
40:45para o presidente Lula.
40:47Vamos ouvir então
40:47o que disse
40:48o presidente da Câmara,
40:49Algo Motta
40:49sobre esse tema,
40:51sobre o projeto
40:52do fim da escala 6x1
40:53e também o ministro
40:54do trabalho,
40:55Luiz Marinho.
40:55Vamos ver.
40:56Nós queremos
40:57que o PL
40:59esteja sendo levado
41:00em consideração
41:01neste momento
41:01exatamente
41:02porque ele é
41:03mais célebre
41:04do que a PEC
41:06e a PEC
41:06pode ser discutida
41:07com mais serenidade,
41:08mais tranquilidade.
41:09Então essa é a nossa
41:10visão em relação a isso.
41:12Nós seguiremos
41:13com o cronograma
41:14de PEC
41:15de propósito
41:16de emenda à Constituição
41:17acerca da matéria
41:18por entendermos
41:19que com a PEC
41:21nós temos
41:22um âmbito maior
41:23para a discussão,
41:24todos os atores
41:25envolvidos
41:25poderão ser ouvidos
41:27para que a Câmara
41:28construa
41:28a proposta
41:29mais equilibrada
41:30possível
41:30para conceder
41:32à classe trabalhadora
41:33um ganho
41:34no reconhecimento
41:35da importância
41:36que esses trabalhadores
41:37têm
41:37na redução
41:38da sua jornada,
41:39mas que isso
41:40possa ser
41:41também absorvido
41:42de maneira
41:43onde se tenha
41:43planejamento,
41:44onde se tenha
41:45previsibilidade.
41:47Agora,
41:47o Gumoto também
41:48ele quer fazer
41:49com que isso
41:50seja agilizado,
41:51apesar dessa
41:52tensão aí
41:53do pai,
41:53da criança,
41:55porque ele
41:55precisa também
41:56de uma marca
41:56boa para o primeiro
41:57ano de gestão dele
41:58como presidente
41:59da Câmara,
41:59porque ele teve
42:00a imagem
42:00muito desgastada,
42:02né, professor?
42:02Para a gente encerrar
42:03que o nosso tempo
42:03aqui já está
42:04meio esgotado.
42:05Então,
42:06vou ser sucinto,
42:08imagem desgastadíssima
42:10do Gumota,
42:11o Gumota,
42:12muita gente
42:12disse que ficou
42:13pequeno na cadeira
42:14que ocupava
42:15e ele precisa,
42:16assim,
42:16de uma imagem
42:17forte para terminar
42:18pelo menos
42:19esse primeiro ano
42:20à frente da presidência
42:21da Câmara.
42:22Muita gente
42:22disse que ele
42:23ficou refém
42:24de interesses
42:25do grupo radicalizado
42:26bolsonarista
42:27e que ele prometeu
42:29para todos
42:30e ao prometer
42:31para todos
42:31não cumpriu
42:32a promessa
42:33que fez
42:33e por isso
42:34que ele precisa
42:34dessa marca.
42:35Tentei ser sintético,
42:36consegui?
42:38Perfeito,
42:38professor,
42:39como sempre,
42:40muito obrigada,
42:40bom trabalho
42:41e até a próxima.
42:43Obrigado para você também,
42:44tudo de bom
42:45e para quem nos acompanha,
42:47excelente finalzinho
42:48aí de semana.
42:49Abraço a todos.
42:50Abraço.
42:51Gente,
42:52seguimos agora
42:52com outro destaque
42:53que está na Home de Veja,
42:54vou mostrar aí para vocês,
42:55olha só,
42:56a Justiça aceitou
42:57um pedido
42:57de interdição
42:58do ex-presidente
42:59Fernando Henrique Cardoso,
43:01um dos filhos
43:02do ex-presidente
43:02vai cuidar
43:03do seu patrimônio
43:04e vai responder
43:06civilmente
43:06pelo pai
43:07que tem 94 anos
43:08e sofre
43:09de uma doença,
43:10sofre de Alzheimer.
43:11Vamos falar com
43:12a Isabela Panho
43:13que trouxe
43:14essa informação
43:14hoje para a gente
43:15e vai detalhar.
43:16Isa,
43:17seja muito bem-vinda,
43:18bom dia para você,
43:18conta mais.
43:21Bom dia,
43:21Marcela,
43:22bom dia a todos
43:22que nos acompanham
43:23aqui no Ponto de Vista.
43:26Então,
43:26Marcela,
43:27a Justiça de São Paulo
43:28concedeu uma liminar
43:29decretando a interdição
43:31do ex-presidente
43:32Fernando Henrique Cardoso.
43:34Ele já tem 94 anos
43:36e sofre de mal
43:37de Alzheimer,
43:38que é uma doença crônica
43:39degenerativa,
43:40que infelizmente
43:42é irreversível.
43:43Os tratamentos
43:43avançaram muito
43:44nos últimos anos,
43:45mas não a ponto
43:46de conseguir reverter
43:48os estragos cerebrais
43:49que a doença causa.
43:51diante disso,
43:53agora o administrador,
43:55quem fica responsável
43:57por cuidar dos bens
43:58e responder civilmente
44:01pelo ex-presidente
44:02é um dos filhos dele,
44:04o Paulo Henrique Cardoso,
44:06que vai ficar responsável
44:08por fazer essa representação
44:11do pai na vida civil.
44:12Essa decisão foi dada
44:14em caráter liminar,
44:16então ela é um espaço
44:17de urgência,
44:18o processo ainda vai correr,
44:19vai ter fases de produção
44:21de provas e tudo mais,
44:23mas em situações como essas
44:25que a pessoa sofre
44:26de uma doença crônica
44:27irreversível,
44:29é quase que certo
44:30que a justiça
44:31costuma conceder
44:32em caráter definitivo
44:34a interdição.
44:35O caso está em segredo
44:37de justiça
44:37e a família preferiu
44:39não comentar o caso
44:40até para preservar
44:41a intimidade
44:42e esse momento
44:43tão delicado
44:44que a família
44:45deve estar vivendo.
44:46Pois é, né?
44:47Bom, enfim,
44:48a gente espera aí
44:49tudo de melhor
44:50evidentemente
44:50para o ex-presidente,
44:52mas eu acho que
44:53nesses casos
44:53acabam que
44:54essas decisões
44:55acabam sendo
44:56essas mesmas, né?
44:57Enfim,
44:58da interdição.
44:59Obrigada, Isa.
45:00Bom trabalho e até mais.
45:02Tchau, tchau, Marcelo.
45:03Até a próxima.
45:04Até mais.
45:05Gente, olha só,
45:06o ex-deputado federal
45:07Alexandre Ramagem
45:08foi solto
45:09nesta quarta-feira
45:10após passar
45:11dois dias preso
45:12nos Estados Unidos
45:12onde está foragido
45:14das autoridades brasileiras.
45:16Quem traz as informações
45:17é o nosso repórter
45:18Marcelo Beck.
45:20Bom dia, Marcela.
45:21Eu trago informações
45:22da nossa home de veja,
45:24matéria do Pedro Jordão
45:25sobre a soltura
45:26do ex-deputado federal
45:27e ex-chefe da BIM
45:28Alexandre Ramagem.
45:30Alexandre Ramagem
45:31foi preso
45:31nesta última segunda-feira
45:32pela polícia migratória
45:34dos Estados Unidos,
45:35o ICE,
45:35por estar andando
45:36com seu visto vencido
45:37nos Estados Unidos.
45:39Ele foi solto
45:40ontem,
45:40quarta-feira,
45:41e ainda
45:42nenhuma autoridade
45:43norte-americana
45:45ou brasileira
45:45informou o motivo
45:46dele ter sido solto.
45:48É importante dizer
45:49que essa prisão
45:50do Alexandre Ramagem
45:51foi um alvo
45:51de disputas políticas
45:52aqui no Brasil.
45:54Enquanto o presidente Lula
45:55defendia que ele fosse
45:56extraditado para o Brasil
45:57para que aqui
45:58ele pudesse cumprir
45:59a sua pena
46:00de 16 anos de prisão
46:01pela tentativa
46:02de golpe de Estado,
46:03Flávio Bolsonaro
46:04falava que a sua prisão
46:06ia ser revertida
46:06nos Estados Unidos
46:07e que ainda existia
46:08um processo
46:09em andamento
46:10lá nos Estados Unidos
46:11de asilo político
46:12para Alexandre Ramagem.
46:13A sua mulher,
46:14Rebeca Ramagem,
46:16publicou um vídeo
46:17nas redes sociais
46:17com suas filhas
46:18assim que ficou sabendo
46:20que Alexandre Ramagem
46:21seria solto
46:21e logo em seguida
46:22publicou um outro vídeo
46:24recebendo Alexandre Ramagem
46:25na casa deles
46:26nos Estados Unidos.
46:47O ex-deputado federal
46:49Alexandre Ramagem
46:50que havia sido preso
46:51pelo ICE
46:51foi liberado
46:52depois de dois dias.
46:54Há um pedido de extradição
46:55por parte do governo brasileiro
46:57depois que ele foi condenado
46:58pela trama golpista
46:59no final do pano
47:00do ano passado
47:01e fugiu para os Estados Unidos.
47:02Agora basta saber
47:03como é que vai ficar
47:04a situação
47:04do ex-deputado federal.
47:06A gente viu esse vídeo
47:07que foi postado
47:08pela mulher dele
47:09assim que ele retornou
47:11à casa.
47:12Gente,
47:12vamos ficar por aqui
47:13com o Ponto de Vista.
47:14Voltamos amanhã
47:15às 11 horas da manhã
47:16sempre com muita informação,
47:17análise e entrevista.
47:19Até lá então
47:19às 11 horas
47:20Ponto de Vista.
47:21A gente espera vocês.
47:22Tchau, tchau.
47:25E aí
47:26E aí
47:27E aí
47:28E aí
47:30E aí
47:32E aí
47:33E aí
47:34E aí
47:35E aí
47:45E aí
47:46E aí
47:49E aí
47:49E aí
47:50E aí
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