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  • há 1 dia
No Ponto de Vista desta terça-feira (24), Veruska Donato apresenta os principais destaques da política nesta terça-feira. O programa começa com a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a prorrogação da CPMI do INSS, pressionando o Congresso a manter as investigações. O senador Carlos Viana, presidente da comissão, comenta os próximos passos.

Na corrida presidencial, a desistência de Ratinho Júnior não altera os planos do PSD, que avalia nomes como Eduardo Leite e Ronaldo Caiado. O cientista político Adriano Cerqueira analisa o cenário.

O programa também traz os números da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro no Sudeste, região-chave para 2026, com cenários de empate técnico e forte indefinição.

Outro destaque é o julgamento no TSE que pode tornar Cláudio Castro inelegível, após deixar o governo do Rio para disputar o Senado. E ainda: o adiamento do julgamento do caso Henry Borel.

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Transcrição
00:00E aí
00:30Oi gente, bom dia novamente, né? Saindo do programa Mercado, com as notícias de economia, vindo aqui para o ponto
00:37de vista com as notícias de política.
00:40Marcela Rao teve um compromisso e eu estou aqui para substituí-la. Quero fazer jus aí à colega jornalista na
00:49bancada do programa.
00:50Seja muito bem-vindo e seja muito bem-vinda a esse programa que se propõe a discutir os principais assuntos
00:57políticos do país.
00:58A gente vai começar com a notícia que saiu no portal veja.abril.com.br sobre a decisão do ministro
01:06do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça,
01:10sobre a prorrogação da CPMI do INSS. Saiu aí na coluna radar do jornalista, nosso colega Robson Bonin, assinada pelo
01:20Daniel Gulino, o repórter.
01:22E aí ele conta aqui na reportagem por que Mendonça mandou ao Colúmbio prorrogar investigações da CPMI do INSS.
01:32Fica aí para você poder se informar, poder ficar por dentro.
01:36E a gente vai conversar também com o Daniel Gulino, que já conectou aqui no programa Ponto de Vista.
01:42E vai contar para a gente sobre essa apuração que você fez, né, Daniel?
01:47Bom dia, viu? Seja bem-vindo.
01:50Bom dia, Verônica. Obrigado.
01:53Então, os parlamentares da CPMI do INSS, eles estão desde o ano passado tentando conseguir essa prorrogação dos trabalhos.
02:00Inicialmente a comissão teria que terminar nessa semana, dia 28.
02:04E aí, desde dezembro, eles coletaram as assinaturas necessárias para pedir essa prorrogação
02:09e entregaram para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que também preside o Congresso.
02:14E o Alcolumbre, ele precisaria ler esse requerimento, fazer a leitura durante uma sessão do Congresso.
02:19Mas isso não aconteceu, inclusive o Alcolumbre não marcou nenhuma sessão nesse período.
02:24E aí eles recorreram ao Supremo na semana passada.
02:27Esse processo caiu com o ministro André Mendonça.
02:30E o ministro concordou com o argumento deles, que houve uma omissão do Congresso em analisar esse pedido.
02:36O que o ministro Mendonça diz é que a CPMI, umas CPIs ou CPMI, que são as comissões mistas,
02:43elas são o direito da minoria parlamentar.
02:46Então você precisa ter um terço de assinaturas dos deputados, senadores ou dos dois,
02:51quando é uma comissão do Congresso, para conseguir instalar uma CPI.
02:55Isso já é um entendimento pacificado no Supremo.
02:58Inclusive, por exemplo, a CPI da Covid foi instalada por determinação do Supremo sobre esse argumento.
03:04Mas o ministro Mendonça, ele argumentou que a prorrogação da CPI também é um direito da minoria.
03:10Se eles conseguiram as assinaturas, não caberia ao presidente do Congresso decidir ou não se era o caso de ampliar
03:17o prazo.
03:18Então por isso ele considerou que houve essa omissão e determinou que o presidente Davi Alcolumbre deve fazer a leitura
03:26desse requerimento.
03:27E aí automaticamente a comissão já está prorrogada.
03:31Inclusive ele diz que cabe à minoria decidir o tempo que vai durar essa prorrogação.
03:39Obrigado pelas informações. Um bom dia para você. Seja sempre bem-vindo aqui.
03:44Obrigado.
03:45Eu quero conversar com o colunista de veja, Mauro Paulino, que me deixou sozinha aqui hoje no estúdio.
03:51Bom dia, Paulino.
03:54Bom dia, Verusca.
03:57Estou lutando ainda contra uma gripe aqui.
04:00Mas vamos lá.
04:01Tá bom.
04:02E aí eu quero te perguntar, Paulino.
04:03Eu estou na 2 ou na 1?
04:05Na 2, né? Estou na 2.
04:06Ô Paulino, quero te perguntar sobre essa prorrogação da CPMI do INSS.
04:10Na semana passada, quando eu estava aqui na quinta-feira, a gente já tinha falado que bom se essa CPMI
04:17fosse prorrogada,
04:18mas desde que trouxesse resultados concretos, né? Que servissem à população e não apenas uma CPMI de vitrine.
04:27Pois é, Verusca. Na verdade, essa prorrogação abre um precedente perigoso, diria.
04:35Porque leva essa CPMI para uma judicialização, uma interferência mesmo do STF
04:46na autonomia do Congresso Nacional em relação às CPIs, às CPMI's.
04:53Então, o que se espera, dada já essa prorrogação, o que se espera é que seja aproveitada
04:59para que as investigações sejam aprofundadas e que haja esclarecimentos maiores para a população.
05:07Mas a gente sabe que CPI's, CPMI's, são instrumentos também de articulação política,
05:17de mobilização de bases, enfim.
05:23CPI's acabam servindo para mais interesses políticos do que investigativos.
05:32E no ano eleitoral, ter uma CPI significa ter um local de exposição,
05:41de campanha mesmo para, especialmente, a oposição.
05:48Já que o desgaste tem recaído, mostram as pesquisas, mas sobre o governo.
05:55Portanto, interessa a oposição ter essa prorrogação da CPI,
06:01mas que seja para, espero, para aprofundamento das investigações
06:07e não para a utilização político-eleitoreira.
06:12Verusca.
06:13Paulino, a gente está com o Robson Bonin também, colunista do Radar.
06:17Bonin, seja bem-vindo. Bom dia a você.
06:21Bom dia, Paulino. Bom dia, pessoal, que está nos acompanhando em casa.
06:24O Bonin, você também vai nesse mesmo raciocínio do Paulino
06:29de que pesou ainda mais, já que já vinha aí um certo desgaste
06:36entre o Poder Judiciário e o Legislativo,
06:38pesou ainda mais essa decisão do ministro André Mendonça?
06:43E quais os efeitos disso?
06:46Verusca, são várias camadas dessa decisão,
06:48porque, primeiro, há uma história pessoal entre o ministro André Mendonça
06:53e o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
06:56Para quem não lembra, quando o Mendonça foi indicado ao STF,
07:00ele viveu os piores quatro meses da vida dele,
07:03que segundo ele fala para os aliados,
07:05porque foi o tempo que o Davi Alcolumbre deixou a indicação dele
07:09na geladeira no Senado,
07:11para pressionar o presidente da época, então, Jair Bolsonaro,
07:15a atender alguns pedidos políticos do grupo político do senador Davi Alcolumbre.
07:21Então, nesses quatro meses em que o ministro André Mendonça
07:25caminhou entre o sonho, porque é um sonho para todo mundo
07:28que está no meio jurídico, chegar a ser ministro do Supremo.
07:33Nesses quatro meses que ele ficou vivendo essa possibilidade de frustração,
07:37ou de quase chegar a atingir esse sonho,
07:40foi muito doloroso para ele,
07:42e hoje, e para o resto do tempo que ele passar pelo Supremo,
07:48o ministro vai lembrar do que o Davi Alcolumbre fez com ele.
07:52Não significa que o ministro está tomando uma postura pessoal
07:58ao mandar o Senado abrir essa investigação,
08:01prorrogar a investigação.
08:03Mas é um molho, porque agora os papéis se invertem,
08:08o poder está com o ministro André Mendonça,
08:10e o Davi Alcolumbre tem que acatar o que foi decidido.
08:14Tem 48 horas para isso.
08:17Agora, é um debate que muito bem lembrou o Paulino,
08:21ele suscita uma reflexão,
08:23porque o país está travando,
08:27fazendo essa autocrítica sobre os poderes do Supremo.
08:30O Supremo, os próprios ministros do Supremo,
08:33reconhecem que a corte está acumulando,
08:36atraindo para si muitos poderes,
08:39interferindo em diferentes questões
08:41que não seriam, em tese, o papel do Supremo interferir.
08:44Mas, nesse caso específico da CPMI,
08:46tem um amplo histórico de decisões do Supremo,
08:50desde a CPMI dos bingos,
08:52lá no primeiro governo Lula,
08:54até a CPI da pandemia,
08:56já durante o governo Bolsonaro,
08:58passando pela CPMI do 8 de janeiro,
09:00em que as forças políticas do Congresso
09:03se movimentaram para tentar barrar o direito da minoria,
09:07e aí o Supremo foi acionado para garantir
09:10que as minorias no parlamento
09:12tenham, sim, o direito de investigar.
09:14Porque a CPMI é um direito da minoria,
09:17não é uma vontade da maioria.
09:19É assim que é entendido,
09:20tanto pelo Supremo,
09:22quanto pelos políticos de maneira geral.
09:24quem é contra a CPMI normalmente é contra,
09:27porque tem algum problema
09:29que pode vir a ser escancarado pelas investigações.
09:33Então, de temporadas em temporadas,
09:34a gente vê os políticos aqui em Brasília
09:36se intercalando nesse papel,
09:38hora de defesa de abertura de CPMI,
09:40hora contra a abertura.
09:42E nesse caso específico, Verusca,
09:45a gente já sabe que tem muitos personagens,
09:48tanto da oposição quanto do governo,
09:50enrolados nesse escândalo do INSS.
09:52E a CPMI tem tido um papel importante
09:55em lançar luz nas investigações.
09:58Porque, enquanto as investigações
09:59estão na Polícia Federal,
10:01a gente fica sabendo muito pouco
10:02do que acontece por lá.
10:05Os documentos, as buscas,
10:07os relatórios de inteligência financeira,
10:09tudo isso ficam guardados no sigilo do Supremo.
10:12E quando esses materiais são enviados para a CPMI,
10:15os parlamentares têm acesso a esses dados,
10:17eles têm esse poder de interrogar testemunhas,
10:23realizar outros pedidos de convocação
10:25e de lançar luz a essas informações
10:27que são importantíssimas para a sociedade,
10:29porque todo mundo está querendo saber
10:30quais foram os políticos que lucraram
10:33com esse imenso esquema
10:35que vitimou mais de 5 milhões de aposentados no país, Verusca.
10:41Rapazes, vou trazer mais um assunto aqui
10:43para a gente conversar.
10:45Também está na coluna radar do Robson Bonin,
10:47que é a questão do governador do Paraná,
10:51Ratinho Júnior, que ontem, em comunicado,
10:53anunciou que não vai mais...
10:55não é mais pré-candidato à presidência da República,
10:59que vai concluir o mandato como governador do Paraná.
11:02Eu tenho aqui a reportagem do Marcelo Ribeiro.
11:04Pode colocar na tela para mim, Adriano?
11:06O título é, mesmo com desistência de Ratinho,
11:11Kassab mantém calendário para decidir presidenciável.
11:15O partido deve definir até a próxima semana
11:17quem disputará contra Lula e Flávio Bolsonaro.
11:21Leite, o governador do Rio Grande do Sul,
11:24e Caiado, de Goiás, são as alternativas da legenda.
11:29Paulino, vou começar com você,
11:31depois eu vou para o Bonin.
11:33Primeiro, para a gente entender,
11:36o que levou Ratinho Júnior, de fato,
11:39a desistir de uma pré-candidatura à presidência da República
11:43e ficar no governo do Paraná?
11:47Me parece, Verusca, que foi o lançamento da candidatura a Moro.
11:54Então, tendo o Sérgio Moro como um ator importante ali no Paraná,
12:02Ratinho Júnior viu ameaçada a sua hegemonia.
12:06Ratinho tem uma avaliação positiva do seu governo muito alta,
12:12segundo todas as pesquisas,
12:14e vê ameaçada essa sua influência no estado do Paraná
12:24por Sérgio Moro.
12:28Como a eleição presidencial vai ser muito dependente do desempenho
12:35dos dois principais candidatos nos estados,
12:38vai depender muito dos palanques,
12:41eu acredito que Ratinho Júnior colocou isso na balança também,
12:45e entende que a sua atuação no Paraná pode ser importante
12:51também para a candidatura Flávio Bolsonaro à presidência.
12:56Então, deve ter levado em conta esses dois fatores, Verusca.
13:02O que a gente pode esperar dessa terceira via?
13:06Ontem eu ouvi alguns comentaristas dizendo que ela não vinga nessas eleições,
13:12mas o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab,
13:15parece bastante convicto de que ela terá um futuro,
13:19inclusive com duas possibilidades, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
13:28Foi difícil, porque as pesquisas todas mostram que o brasileiro está
13:32ou num espectro, que é o campo da esquerda do presidente Lula,
13:37que é o atual governante,
13:39ou na oposição, junto com o bolsonarismo à direita,
13:43o conservadorismo.
13:45Agora, existia ali, alguns especialistas avaliam que existe essa brecha,
13:51vamos assim dizer,
13:53para que um discurso de um candidato equilibrado, moderado,
13:56que pregue a união do país,
13:57e que pregue um plano de desenvolvimento para o país,
14:03que faça com que os eleitores consigam sonhar com um país melhor,
14:07que poderia haver esse espaço para uma candidatura de terceira via.
14:13O que aconteceu nessa semana, no entanto,
14:16dificulta muito mais esse processo,
14:18porque primeiro se revela um fiasco
14:20dessa articulação política do PSD.
14:24O eleitorado já está saturado das questões políticas nacionais,
14:28com tantos escândalos de corrupção,
14:30com péssimos serviços públicos,
14:32e nesse processo inicial de candidatura,
14:37falta paciência para o eleitor
14:39para acompanhar esses jogos de interesses,
14:41que muitas vezes são interesses pessoais,
14:43que sobrepõem-se aos interesses do país.
14:45E o que aconteceu essa semana no PSD foi exatamente isso,
14:47foi uma decisão pessoal do governador do Paraná
14:50de não disputar.
14:52Aí não teve, ah, o interesse do país,
14:54que o país precisa, que é urgente,
14:56que tem que fazer sacrifício para salvar o país,
14:58tem nada disso.
14:59Esse foi o interesse pessoal do governador,
15:01da família dele, que tem negócios no Paraná,
15:04e os negócios não costumam conviver
15:08de uma maneira muito sólida com projetos políticos nacionais,
15:11porque há uma guerra na eleição para surgir,
15:15e a família do governador avaliou desse ponto de vista,
15:22até que ponto vale mergulhar numa campanha
15:25que deve ser muito barra pesada, deve ter muito ataque,
15:28muito jogo sujo,
15:30e com esses riscos adicionais de violência.
15:33A gente vive num país que é muito violento,
15:37e todo esse caldeirão aí fez com que o Ratinho Júnior
15:41saísse desse projeto presidencial,
15:44mas de uma forma muito ruim,
15:45porque estava tudo preparado, Veruska,
15:47para o anúncio da candidatura do Ratinho Júnior.
15:50Ele pegou todo mundo de surpresa.
15:52O roteiro delimitado, até segunda, ontem de manhã,
15:57era que hoje teria uma reunião da cúpula do PSD,
16:00em São Paulo,
16:01em que todos afinariam o discurso
16:05para lançar a candidatura do Ratinho Júnior.
16:07Essa candidatura seria anunciada nas redes sociais hoje à noite,
16:11e amanhã, quarta-feira,
16:13o Ratinho Júnior viajaria para Brasília
16:15para dar a sua primeira entrevista coletiva
16:17para a imprensa nacional como presidenciável do PSD.
16:20E, no meio do dia, ontem,
16:23o Ratinho simplesmente ligou para o Gilberto Kassab,
16:25que estava organizando tudo isso,
16:26e disse, olha, não vou mais.
16:28Eu tomei uma decisão aqui, eu vi minha família,
16:31eu vou continuar no governo do Paraná.
16:34E aí rolou aquela correria total.
16:36O Kassab tentou demover o Ratinho,
16:39e o Ratinho correu para soltar uma nota oficial
16:41para tornar aquilo um fato consumado,
16:44impedindo que as forças políticas pudessem,
16:47de alguma forma, tentar fazer com que ele voltasse atrás.
16:49E aí, a gente até revela hoje, mais cedo na coluna,
16:53que o Ronaldo Caiado, que é o outro governador,
16:56governador de Goiás, que está nesse trio de presidenciáveis,
16:59formado com o Eduardo Leite,
17:01ele, seis da manhã, pegou um voo hoje para São Paulo
17:03para se reunir com o Kassab,
17:05e definiu o futuro do que vai ser esse projeto presidencial do PSD.
17:09O Caiado também anda meio magoado,
17:11que nas últimas semanas o PSD claramente lançou o Ratinho
17:16como a principal figura do partido e deixou de lado
17:19tanto a figura do Caiado quanto a do Eduardo Leite.
17:22E agora é essa crise.
17:24Beleza, vamos de Ronaldo Caiado ou vamos de Eduardo Leite?
17:27Se vamos com o Ronaldo Caiado, o partido vai de fato apoiar?
17:31Vai estar todo mundo dentro do projeto?
17:32Vai ter estrutura?
17:33Vai ser uma coisa séria?
17:35Ou vai ser uma coisa para faz de conta?
17:38Então, é nesse sentido que está, por enquanto, Verusca,
17:41essa novela aí da terceira via,
17:43que do jeito que está, só bagunça mais a cabeça do leitor,
17:49a imagem do que deveria ser um projeto de terceira via no país.
17:53Bonin, você falou de novela, passou uma cena aqui na minha cabeça,
17:56porque o Kassab, ele é bastante conhecido pela articulação,
18:00diz que ele é um excelente político para convencer os outros do que ele quer.
18:06E aí, essa imagem que você passou, que o Ratinho correu
18:08para divulgar logo um comunicado e praticamente fugir dessa articulação do Kassab
18:13é um bastidor bastante interessante.
18:16E eu quero trazer esse ponto que você está trazendo
18:18para conversar com Adriano Serqueira,
18:20que é o cientista político que está aqui conosco.
18:22Seja bem-vindo e bom dia.
18:25O Diogo Schelp, editor de Veja Negócios,
18:28aqui da editora Abril, da Veja,
18:31trouxe esses dias um...
18:33Ele lançou um livro chamado Nem Fascista, Nem Comunista,
18:35dizendo como há um grupo grande de eleitores brasileiros
18:39que quer uma outra opção,
18:41que não seja Lula e que não seja a família Bolsonaro,
18:46quer dizer, esquerda e direita muito bem definidos.
18:49Mas a gente não vai ter isso, né?
18:52Essa chamada terceira via não tem nem vingado
18:55nas pesquisas eleitorais.
18:57Como é que a gente explica essa dissonância, Adriano?
19:02Bom dia, Verusca.
19:03É sempre um grande prazer estar junto ao programa de vocês
19:07e à audiência.
19:09Esse é o contexto específico da política brasileira.
19:14Eu acho que nos últimos tempos na política
19:18houve crises institucionais bastante sérias, né?
19:23E essas crises institucionais, elas geram ruptura
19:27em termos de escolhas de eleitorado.
19:30Elas favorecem movimentos de polarização.
19:33A ascensão de Bolsonaro aconteceu a partir de 2016, mais ou menos,
19:38por conta de todas aquelas evidências
19:41que estavam sendo reveladas pelas investigações da Lava Jato,
19:46que estavam atingindo em cheio o establishment,
19:48o sistema existente.
19:51E isso impulsionou uma candidatura antissistema.
19:53Isso já tinha funcionado em 2016
19:55nas eleições de prefeitura, municipais,
19:58e continuou crescendo até chegar em 2018,
20:02culminando com uma vitória relativamente fácil,
20:04em termos brasileiros,
20:06de um candidato antissistema,
20:08que tinha saído diretamente da canção de deputados,
20:10que foi Jair Bolsonaro.
20:11Depois disso, a gente teve todas aquelas dificuldades
20:15relacionadas ao mandato de Bolsonaro,
20:17com várias interferências de outros poderes,
20:19em especial o STF, o problema da pandemia,
20:23crise institucional bastante relevante,
20:27e aí há um resgaste da figura histórica do Lula,
20:31o Lula que teria conseguido, no início deste século,
20:34fazer uma espécie de redenção nacional,
20:36uma comunhão, migrando para o centro, enfim.
20:41E mesmo assim, houve um ambiente muito acalorado
20:44e politizado nesse sentido.
20:47Só que o mandato do Lula agora não ajudou.
20:51A gente está vivendo uma terrível crise institucional,
20:54que está atingindo duramente a credibilidade
20:56de todos os poderes, em especial do STF.
20:59É uma situação que eu, aqui, com meus pouco mais de 60 anos,
21:04é novidade para mim, né?
21:07Ter essa má imagem, assim, tão acentuada
21:11para a figura do STF.
21:14Então, a gente vive novamente uma crise institucional relevante.
21:18E aí, fica fácil você ter uma candidatura moderada,
21:22uma candidatura que queira se apresentar
21:24como alternativa às polarizações.
21:26cria-se essa divisão entre establishment e anti-establishment.
21:30E, nesse sentido, a família Bolsonaro soube se reinventar, né?
21:35Acharam uma figura mais moderada, nova,
21:39que até posa um pouco como uma espécie de terceira via, né?
21:44Não é.
21:45É ligado à ala Bolsonaro.
21:47Mas é um rapaz mais educado, fala bonitinho, né?
21:51Explica bem, tem uma boa imagem.
21:53Ele tem condições, sim, de atrair esse eleitor mais moderado.
21:59De qualquer forma, eu acho que essa crise institucional latente
22:02que a gente vive na República Brasileira
22:05alimenta esse clima de polarização.
22:08Adriano, eu vou...
22:09Aliás, meninos, Adriano, Paulino, Bonin,
22:12eu vou dar um tempinho só, a gente volta a falar de eleições,
22:14mas é com você, Adriano, porque os meninos vão participar comigo.
22:18O senador Carlos Viana conectou agora com a gente,
22:21ele que é presidente da CPMI do INSS.
22:24Bom dia, senador, seja bem-vindo.
22:28Bom dia.
22:29Muito obrigado, mais uma vez, pela possibilidade de estarmos juntos.
22:33Que bom, senador.
22:34Como é que o senhor recebeu essa notícia
22:36da prorrogação da CPMI do INSS?
22:40Olha, eu recebi com uma satisfação muito grande,
22:46não somente como senador, presidente de uma comissão,
22:48mas como brasileiro,
22:50porque foi uma vitória institucional,
22:53uma decisão que mostra claramente que o STF
22:56pode corresponder ao que a gente espera
22:58e para o qual ele foi criado,
23:00que é exatamente fazer cumprir a Constituição
23:03e não tomar decisões que viram no parlamento
23:06quando a lei já é muito clara.
23:09E é o interessante, porque ontem,
23:11boa parte da imprensa amanheceu
23:13para falar mal da CPMI.
23:16Manchetes que eu li, inclusive, de vocês,
23:19me perdoem aqui pelo respeito que eu tenho,
23:20de que a CPMI se capta de um fracasso total.
23:23Ora, está por trás de tentar acabar com a CPMI
23:28que pediu a presença de 21 pessoas,
23:30tem 14 presos,
23:323 bilhões e meio de reais apreendidos,
23:35deu total transparência a uma investigação,
23:38mostrou ao Brasil quadrilhas que estão esquisados,
23:41mostrou ao Brasil que servidores públicos
23:43que estão comprometidos,
23:45corrompidos, que estão presos,
23:47mostrou que tem políticos envolvidos.
23:49Nós só não avançamos na direção de mais investigações
23:53porque a base do governo
23:54blindou a maior parte dos requerimentos.
23:56Então, a quem não interessa,
23:59interessa não investigar,
24:00interessa o povo brasileiro.
24:03Então, ontem, essa decisão trouxe, a meu ver,
24:06um alívio ao Brasil
24:08de que esse escândalo não ficará abafado
24:11como nós, desde o início,
24:12estamos lutando para poder manter até o final.
24:17É, só vou pedir para o senhor nos gesticular muito com o braço,
24:20que quando o senhor mexe,
24:21a nossa internet no Brasil é um horror.
24:24E aí, quando o senhor mexe muito o braço,
24:25ela dá umas pausadas, só isso.
24:29Mas eu vou passar a palavra para o Mauro Paulino
24:32para perguntar para o senador.
24:36Bom dia, senador.
24:37Prazer falar com o senhor novamente.
24:40Então, diante dessa prorrogação,
24:42quais serão os principais próximos passos
24:46na investigação, na CPMI?
24:50Mauro, tudo tem um começo, um meio e um fim.
24:54A CPMI, eu falo para você com tranquilidade,
24:5980% de tudo aquilo que ela se compromete.
25:04A questão dos descontos associativos,
25:07dos entidades, os chamados clubes de desconto,
25:11estão idos hoje no Brasil de fazer qualquer desconto
25:13para os aposentados, ou seja,
25:15já temos uma grande vitória.
25:17O aposentado pode dormir tranquilo
25:19de que ninguém vai lá descontar dinheiro dele
25:21sem ele saber.
25:23Então, essa primeira parte
25:24é a que era mais importante.
25:26Está muito bem.
25:27Todas as quadrilhas identificadas,
25:30todos eles, inclusive, 14 presos.
25:32Isso, para nós, é um momento.
25:34Agora, nós temos que caminhar
25:36para a outra, a segunda fase
25:38que eu me propus, que eu vou planejamento,
25:40que é a questão dos empréstimos consignados
25:43e os bancos.
25:44Os aposentados brasileiros,
25:46hoje, são reféns de um sistema
25:49sem controle.
25:51Bancos fazem o que querem com aposentados,
25:53que dependem para viver do que recebem,
25:57se endividam,
25:58fazem empréstimos sem ter com 23% de juros ao mês,
26:01e a Previdência Social não toma qualquer providência.
26:05O Banco Central, por sua vez,
26:06só fiscaliza o funcionamento.
26:09Então, o aposentado, o aposentado,
26:12eles são fragilizados nessa luta gigante.
26:15E eu falo com clareza para você,
26:17eu nunca vi um setor tão protegido
26:20como o setor de bancos.
26:22É uma coisa em que o gabinete
26:23virou um desfile aqui
26:25de senadores, ex-senadores,
26:27todo mundo pedindo para poder aliviar,
26:30trazer a FEBRABAN.
26:31Olha, nós temos 10 bancos
26:33que são campeões de reclamações.
26:36Um deles é o Crefisa, de São Paulo,
26:39que, infelizmente, ganhou um habeas corpus,
26:41permitindo que a presidente,
26:43como pessoa jurídica,
26:44não comparecesse a uma CPMI.
26:45Olha, é o tipo de decisão
26:47que nos estranha.
26:49Essa decisão gera...
26:53Nosso primeiro passo
26:55é nós avançarmos,
26:57nos consignados,
26:57e criarmos, pelo menos sugerimos,
27:01legislações de auditoria,
27:02vias constantes e regras
27:05na questão do empréstimo consignado
27:07para não deixar os aposentados
27:09hoje reféns dos bancos.
27:11Um segundo ponto,
27:12nós temos, pelos 10 pessoas,
27:14que deveriam ter vindo a se ir
27:16e, por meio de habeas corpus,
27:18conseguiram se livrar.
27:20Nós precisamos urgentemente,
27:21a secretária de advocacia do Senado,
27:23estar trabalhando junto ao Supremo
27:25para que a gente murcha o desenhamento
27:27e essas pessoas,
27:28entre eles,
27:29Maurício Camisotti,
27:31pessoas ligadas a Antônio Carlos Camilo,
27:33Careca do INSS,
27:34gente que movimentou 800 milhões na conta,
27:37isso tudo,
27:38nós pensamos que seria muito importante
27:40para que o relatório tivesse um depoimento
27:42juntamente com as provas que nós temos.
27:45São esses, a meu ver,
27:47passos hoje que nós precisamos
27:49para que a gente tenha um prazo de 60 dias,
27:51porque também não quero 120 dias.
27:53o 120, não há necessidade disso.
27:56A minha visão é de que a gente consegue terminar,
27:59nós vamos conseguir terminar essa investigação
28:02num prazo mais de dois meses.
28:04Senador, eu acabei prendendo suas mãos aí,
28:07dizendo que eram suas mãos,
28:08mas você vê que a internet é tão terrível
28:09que a sua imagem continua ruim,
28:11mas a sua voz está chegando,
28:13está dando para ouvir,
28:14está dando para entender.
28:16Aí agora o Bonin,
28:17Bonin tem uma pergunta, senador.
28:20Senador, vamos lá,
28:21o que todo mundo está querendo saber, né?
28:23O senhor já conseguiu confirmar
28:25que o celular que o Porcaro manda aquela mensagem
28:29conseguiu bloquear?
28:30É mesmo o celular do ministro Alexandre de Moraes?
28:33Então, eu queria saber,
28:34se o senhor pode adiantar para a gente
28:35que provas a CPMI já reuniu
28:37para indiciar,
28:38pedir o indiciamento do Lulinha,
28:39que é outro assunto que está
28:40bem latente na investigação, né?
28:43Olha, primeiro,
28:45eu tenho a confirmação e a certeza
28:48de que o telefone pertence
28:50a funcional do Supremo Federal.
28:51isso é um dado já oficial
28:55que nos foi enviado
28:56a CPMI,
28:57nós fizemos um levantamento
28:58junto ao CITEL,
29:00que é um sistema usado
29:01pelo Ministério Público Federal,
29:02pelas polícias,
29:03em que dá total confiabilidade
29:05sobre a titularidade
29:07das linhas no Brasil.
29:09Agora, dizia que esse telefone
29:11estava de mão
29:13em um determinado ministro,
29:15eu só posso fazer
29:16quando o próprio Supremo
29:18nos fizer a confirmação.
29:19É uma questão de responsabilidade
29:21como presidente
29:22de uma comissão.
29:23Eu sei,
29:24por meio,
29:25inclusive,
29:25de jornalistas,
29:26que mantinham contato
29:28com o ministro
29:29por meio do número.
29:30Mas, oficialmente,
29:32eu digo para você
29:32que nós não temos
29:33ainda essa confirmação.
29:35Sobre o filho do presidente,
29:36e é bom aqui,
29:37foi uma pergunta
29:38muito boa da sua parte,
29:40eu tenho dito com clareza
29:41que nós não podemos
29:42indiciar pessoas
29:44sobre as quais
29:45nós não temos provas.
29:47E nós não temos provas
29:48em relação
29:49ao filho do presidente,
29:50porque a base do governo
29:52não nos permitiu
29:53investigar.
29:54Nem a ele,
29:55nem a da Luxker,
29:56nem a ninguém do grupo
29:58que foi muito próximo
29:59de Antônio Carlos Camilo.
30:01O que nós temos
30:01são as reportagens
30:03de televisão
30:04feitas também
30:05por vocês,
30:06que para nós,
30:07na investigação,
30:09servem apenas como
30:09linha de acompanhamento.
30:11Mas, no relatório final,
30:14o Alfredo Gaspar,
30:15onde nós conversamos
30:15muito sobre esse assunto,
30:17ele deverá manter
30:18tecnicamente
30:19o que nós temos
30:20como provas.
30:21se durante esses 60 dias
30:23a base do governo
30:24nos permitir
30:25quebrar o sigilo
30:27de Fábio Luiz da Silva
30:28e de Roberta Luxker,
30:29aí sim,
30:30nós poderíamos ter
30:31uma clareza maior
30:32sobre o tamanho
30:34do envolvimento deles
30:36nesse escândalo
30:36do INSS.
30:39Viana,
30:40presidente da CPMI
30:41do INSS,
30:42muito obrigada
30:43pela disposição
30:44de vir aqui
30:44conversar conosco.
30:46Um bom dia.
30:47Bom dia para vocês,
30:48muito obrigado pela gentileza.
30:49Obrigada.
30:51Peço desculpa
30:52a quem está nos assistindo
30:53por conta do sinal,
30:54mas o que é mais importante
30:56aqui no programa
30:57é a gente informar você,
30:59é trazer a informação.
31:01E isso a gente conseguiu fazer,
31:03não é mesmo?
31:03Eu quero trazer de volta
31:05o Adriano Serqueira,
31:06que ficou ali de castigo,
31:08assistindo,
31:08mas esperando.
31:10Adriano,
31:10você ouviu
31:12o senador,
31:14falando sobre a CPMI
31:16do INSS,
31:17o que a gente pode esperar
31:18aí dessa CPMI
31:19como contexto político,
31:23o que pode vir,
31:23arranha a imagem de alguém,
31:25pode prejudicar alguém
31:26nas eleições,
31:27o senador que disse aí
31:28que precisa de 60 dias
31:30para concluir essa CPMI.
31:34É,
31:34é o calendário,
31:35a meu ver,
31:37politicamente viável
31:38para se estender
31:38uma CPI
31:39ou CPMI
31:40em ano eleitoral,
31:42ainda mais um ano
31:43em que vai ter renovação
31:44na Câmara dos Deputados,
31:45uma renovação de dois terços
31:46no Senado,
31:48ou seja,
31:48o pessoal não vai ficar
31:49perdendo muito tempo
31:50em Brasília,
31:51com esses tipos
31:52de reuniões,
31:53eles já estão preocupados
31:54com o calendário eleitoral,
31:55que vai começar
31:56a se intensificar
31:57a partir da semana que vem,
31:58que é 4 de abril.
31:59a gente já está vendo
32:00movimentações
32:01em termos de lançamento
32:02de pré-candidaturas,
32:03não lançamento
32:04de pré-candidaturas,
32:05porque estamos aí
32:07há 10 dias
32:07dessa definição máxima,
32:09então é o momento
32:09em que as jogadas
32:12de negociação
32:13são intensificadas,
32:15então você ameaça
32:16não sair candidato,
32:17que é o caso
32:18do Gatinho e Júnior,
32:19não há nenhuma garantia
32:20que ele semana que vem
32:21surpreenda e apareça
32:22candidato a algum carro
32:23que seja.
32:25Aqui em Minas,
32:26o Zema falando
32:28que ele vai ser
32:28candidato de qualquer
32:29jeito à presidência
32:30e daqui a uma semana
32:32a gente é surpreendido
32:33com a outra notícia
32:34de que não,
32:35que ele talvez
32:36faça parte de vice
32:37de outra chapa,
32:38enfim,
32:39é o momento de definição.
32:40Então eu acredito
32:41que essa CPMI
32:42ela vai avançar
32:43o máximo possível,
32:45né,
32:45dentro desse contexto
32:46que eu expliquei,
32:47que esses dois meses,
32:49e aí claro,
32:50tanto a oposição
32:51quanto o governo
32:52vão tentar ao máximo,
32:53né,
32:54intensificar as pressões
32:55para,
32:55de um lado,
32:56a oposição,
32:57tentar explorar
32:58o máximo possível,
32:59né,
32:59o desgaste do governo
33:01nesse momento tão crítico
33:03que é o momento eleitoral,
33:05e o outro lado,
33:06né,
33:06a base do governo
33:07tentando minimizar,
33:08tentando de alguma forma
33:09anular esse avanço,
33:12né,
33:13de críticas em relação
33:14à atuação do governo
33:15ou envolvimento,
33:16né,
33:17de figuras muito próximas
33:18do governo.
33:18Então a gente vai ver,
33:19então,
33:20uma extensão ainda
33:21dessa CPMI,
33:22vão ver a capacidade dela
33:23de produzir fatos,
33:25né,
33:25relevantes que impactam
33:26de fato o eleitorado,
33:28mas é uma oportunidade a mais
33:30para a oposição
33:31tentar avançar,
33:32né,
33:32nessa campanha de desgaste,
33:34que é importante,
33:35né,
33:35já que a gente tem
33:36essa corrida eleitoral
33:37que está se aproximando.
33:39Outro assunto que a gente
33:40traz aqui no Ponto de Vista
33:41hoje é,
33:43começa, né,
33:44hoje o julgamento
33:45no Tribunal Superior Eleitoral
33:46da questão do,
33:47agora,
33:49ex-governador Cláudio Castro,
33:52ele que deixou o executivo
33:54fluminense ontem,
33:56né,
33:56uma despedida,
33:58uma cerimônia
33:58no Palácio da Guanabara
34:00e mexendo as peças aí,
34:03porque essa saída
34:04de Castro ali do governo
34:07mexe também com disputas
34:09no país,
34:10disputas regionais
34:11e também, né,
34:12ele que tinha colocado aí
34:14como pré-candidato
34:15ao Senado.
34:17Como fica todo esse jogo, né,
34:19vamos conversar com o repórter
34:21Gabriel Saboia,
34:22da Veja,
34:23que traz mais informações
34:24para a gente.
34:25Gabriel, bom dia.
34:27Bom dia, Verusca,
34:28a você,
34:28bom dia a todos
34:29que nos assistem.
34:30Pois é,
34:30você fez uma pergunta agora
34:33que é a pergunta de milhões
34:35nesse momento,
34:35digamos assim,
34:36como se diz no Popular.
34:37Como fica todo esse jogo
34:39em função do julgamento
34:41do Tribunal Superior Eleitoral
34:44sobre a elegibilidade
34:46do Cláudio Castro.
34:47caso ele seja responsabilizado
34:50por abuso de poder
34:51nas eleições lá de trás
34:52de 2022,
34:55julgamento sendo apenas agora,
34:57ele pode ficar inelegível
34:58e dessa forma
34:59ele não conseguiria
35:00se lançar o Senado
35:02pelo Rio de Janeiro.
35:03O governador do Rio
35:04deixou ontem
35:04o Palácio Guanabara,
35:06se descompatibilizou do cargo,
35:07saiu do governo
35:08do Rio de Janeiro
35:09justamente pensando
35:10em ser senador.
35:12Agora,
35:12nesse momento,
35:13a corte de sete ministros
35:14do TSE
35:15tem dois votos
35:17desfavoráveis a ele.
35:18O que isso quer dizer?
35:19Caso se chegue a quatro votos,
35:21ele pode acabar
35:22inelegível
35:23e responsabilizado
35:25pelos crimes praticados
35:26lá atrás,
35:27em 2022.
35:28Dessa forma,
35:29se tornaria inviável
35:31uma candidatura
35:32dele ao Senado.
35:33E aí,
35:33só para que a gente
35:34possa entender,
35:35o Verusca,
35:35o que acontece ali?
35:36Ele deixa o governo do Rio
35:38baseado numa tese jurídica
35:39que é alvo de contestações.
35:41Isso porque o Castro
35:42e o seu corpo jurídico
35:43acreditam que,
35:44a partir do momento
35:46em que ele deixa o poder,
35:47deixa o governo do Rio,
35:48o julgamento do TSE
35:50perde o seu objeto
35:51pelo fato
35:52desses crimes
35:53terem sido cometidos
35:54justamente durante o período
35:55em que ele era governador.
35:57A oposição deve judicializar
35:59essa questão
36:00caso
36:02se chegue ao consenso
36:03de que ele não tem
36:04objeto mais
36:05nesse julgamento,
36:07mas essa tese jurídica
36:09de que se perde o objeto
36:10em relação aos atos
36:12de governador
36:13já é contestada
36:14por alguns juristas,
36:15ela não é uma tese unânime.
36:17De qualquer forma,
36:18Castro segue nesse momento
36:19como pré-candidato
36:21ao Senado
36:21pelo PL,
36:22partido de Jair Bolsonaro
36:23no Rio de Janeiro
36:24e lidera as pesquisas
36:26de intenção de votos.
36:28Gabriel,
36:28rapidinho,
36:29quem está no comando
36:30hoje do governo do Rio,
36:32já que o vice-governador
36:33foi para o Tribunal de Contas
36:34da União?
36:35Pois é,
36:36essa é uma outra questão.
36:37A linha sucessória
36:38do governo do Rio
36:39também é algo
36:40bastante nebuloso
36:42em função de algumas
36:44movimentações de peças
36:45feitas nos últimos tempos.
36:47Hoje,
36:48nesse instante exato
36:49em que falamos,
36:50quem assume
36:52o governo do Rio
36:53é o presidente
36:54do Tribunal de Justiça
36:55do Rio de Janeiro.
36:56E por que o presidente
36:57do Tribunal de Justiça
36:58do Rio de Janeiro
36:58e não o vice-governador
37:00eleito em 2022
37:01com Castro,
37:03que é o Tiago Pampolha?
37:04Pampolha deixou
37:05a vice-governadoria
37:06para assumir uma vaga
37:07no Tribunal de Contas
37:08do Estado do Rio,
37:10o TCE.
37:10Na época,
37:11essa movimentação
37:12foi feita lá no ano passado
37:13visando uma candidatura
37:15do Rodrigo Bacelar,
37:16então presidente
37:17da Assembleia Legislativa
37:19do Rio,
37:20que entraria
37:21nessa linha sucessória.
37:22Ou seja,
37:22se não tem vice-governador,
37:23o primeiro assumia justamente
37:25o presidente
37:26da Assembleia Legislativa.
37:28Acontece que,
37:29nesse meio tempo,
37:30Bacelar é alvo
37:30de uma operação
37:32da Polícia Federal,
37:33é afastado do cargo,
37:34então a linha sucessória
37:36fica aberta.
37:37Nesse instante,
37:38quem assume o governo
37:39do Rio
37:39é o presidente
37:40do Tribunal de Justiça
37:41do Rio de Janeiro,
37:42o TJRJ,
37:43mas o que pretende
37:45se fazer no Rio de Janeiro?
37:46Uma eleição indireta
37:48via Assembleia Legislativa
37:49do Rio
37:49para que um aliado
37:51do Castro
37:51assuma o governo
37:52do Rio
37:53até o fim do ano.
37:54Quem seria hoje
37:55o favorito
37:56para assumir
37:57esse mandato tampão
37:58até o final do ano?
38:00Justamente o escolhido
38:01por Flávio Bolsonaro,
38:02o deputado estadual
38:04Douglas Ruas,
38:05que pegaria essa vaga
38:06e conseguiria ali
38:07manejar a máquina,
38:09o governo do Rio de Janeiro,
38:11já se colocando
38:12como candidato
38:13à reeleição
38:14nas eleições desse ano.
38:16Ou seja,
38:16uma manobra política
38:17que deixou o Rio de Janeiro
38:18sem linha de sucessão direta
38:20e agora uma nova manobra
38:21tenta escalar
38:22um aliado de Castro
38:23e de Bolsonaro
38:24justamente para o posto
38:25de governador do Rio.
38:27Isso foi perfeito, viu?
38:28Obrigada pelas informações.
38:30Um bom dia.
38:32Obrigado, bom dia.
38:34Bom, o Gabriel aí
38:35elegantemente me corrigiu,
38:36não é Tribunal de Contas
38:36da União,
38:37é Tribunal de Contas
38:38do Estado, tá?
38:39Só para ficar registrado aí.
38:41E a repórter Ludmila Lima,
38:43também da Veja,
38:44acompanhou ontem
38:45a cerimônia
38:47em que Cláudio Castro
38:48deixou o cargo.
38:50O governador Cláudio Castro
38:52anunciou a renúncia
38:53ao mandato
38:54na noite desta segunda-feira.
38:56Logo após fazer o comunicado
38:57junto à imprensa,
38:58ele participou de uma cerimônia
39:00com aliados
39:01aqui no Palácio Guanabara.
39:03A estratégia de renunciar
39:05tem a ver com a possibilidade
39:07de ser caçado pelo TSE,
39:09no caso do CEPERJ.
39:11Caso seja condenado,
39:13ele evita essa caçação
39:14e o desgaste
39:15junto ao eleitorado.
39:17Agora, quem assume o Estado
39:18é o desembargador Ricardo Pouto,
39:21presidente do TJ.
39:21ele vai convocar a eleição
39:24indireta para governador
39:25e quem vai decidir,
39:27quem ocupará
39:28esse mandato tampão
39:29serão os deputados
39:30na LERJ,
39:31que terão 30 dias de prazo
39:33para fazer essa votação.
39:35Por enquanto,
39:36o futuro político do Rio
39:38continua indefinido.
39:42Douglas Ruas,
39:43que seria o candidato
39:45ao mandato tampão
39:46do campo da direita,
39:47não pode mais
39:48se lançar essa corrida
39:50por causa de uma decisão
39:51do ministro Luiz Fux,
39:53que decidiu que
39:55os candidatos
39:57têm que se desincompatibilizar
39:59dos cargos
39:59num prazo de seis meses.
40:01E ele, até sexta-feira,
40:02era secretário das cidades
40:04aqui do governo.
40:05Cláudio Castro,
40:06no anúncio,
40:07confirmou que é
40:07pré-candidato ao Senado.
40:09Caso ele se torne
40:11inelegível pelo TSE,
40:13há uma possibilidade
40:15dele conseguir uma liminar
40:16e manter sua candidatura.
40:18Obrigada, Ludmille.
40:20E ontem mesmo,
40:22o ex-governador Cláudio Castro
40:23falou sobre as pretensões
40:26que ele tem aí.
40:28Ele confirmou que é
40:28pré-candidato ao Senado
40:30e falou na despedida
40:31do governo do Rio de Janeiro.
40:32Vamos ver.
40:33Hoje eu encerro
40:34o meu tempo à frente
40:36do governo do Estado.
40:39Vou em busca
40:40de novos projetos.
40:42Como todos sabem,
40:43saio para ser,
40:45sou pré-candidato
40:46ao novo Senado.
40:49Saio de maneira
40:51de cabeça erguida,
40:52de forma grata.
40:55Adriano Cerqueira,
40:57volto com você,
40:58cientista político.
40:59Adriano,
41:00o que a gente pode esperar
41:02desse julgamento
41:04aí da justiça eleitoral?
41:07E queria saber com você
41:09se há algo parecido
41:10na história
41:11com o que
41:12o ex-governador do Rio
41:14está fazendo agora,
41:15quer dizer,
41:15renunciando.
41:16A gente teve a questão
41:18do ex-presidente Collor,
41:20que renunciou
41:21no mesmo dia
41:22em que o Congresso
41:23votava o impeachment.
41:25O entendimento
41:26naquele ponto
41:27é de que
41:28não conseguiu escapar
41:29do impeachment.
41:30E como fica agora
41:32nesse caso
41:33da justiça eleitoral do Rio?
41:36É como eu falei
41:38anteriormente,
41:39a gente vive um quadro
41:40em que não há
41:42uma rotina,
41:43não há uma certeza
41:44quanto aos ritos
41:46a serem seguidos.
41:48Há muita indefinição,
41:49há muita definição
41:51que é feita
41:52em último momento,
41:53há muita suposição.
41:55O próprio lançamento
41:57do Cláudio Castro
41:58como senador,
41:59ele fica meio vacilante,
42:01porque ele mesmo não sabe
42:02se vai conseguir ser candidato.
42:04E estamos falando
42:05de uma figura poderosa,
42:07ex-governador do Rio,
42:08que é um estado
42:09extremamente importante
42:10na federação,
42:13economia,
42:13em termos de estados,
42:15enfim.
42:16Então,
42:17o que a gente está vendo
42:18nessa situação do Rio
42:20é quase que
42:21uma situação
42:22imprevista,
42:23ou seja,
42:24a linha sucessória
42:26não pode ser seguida,
42:27se esperava
42:28que o presidente
42:29da Assembleia
42:29seria o natural candidato,
42:31mas não pode,
42:32aí você coloca
42:33um mandato tampão,
42:35chama-se uma eleição
42:36para a Assembleia,
42:38que é a instância
42:40que tem que indicar
42:41quem vai ser
42:42o governador
42:43até que as eleições
42:45gerais aconteçam,
42:46que é no final deste ano,
42:48e mesmo assim,
42:49quem aparece como candidato
42:51já de antemão
42:52fala-se que
42:53está complicado,
42:55enfim,
42:55tem que ter
42:55uma desincompatibilização,
42:57então fica difícil
42:58essa previsibilidade,
43:00e isso atrapalha
43:02todo o processo
43:03de articulação
43:03de candidaturas.
43:04Eu fico imaginando
43:05como que está
43:06a articulação
43:06do Rio de Janeiro
43:07em termos de apoio
43:08a candidaturas presidenciais,
43:12gera-se incerteza,
43:14a definição
43:15de quem vai ser
43:15candidato a senador,
43:16se não pode ser
43:17o Cláudio Castro,
43:18vai ser quem?
43:18Quem está querendo
43:19ser senador,
43:20se o Cláudio Castro
43:21não pode,
43:23se puder,
43:24então vai virar
43:24deputado federal,
43:25então é um monte
43:26de incertezas,
43:27e o prazo final
43:29está se chegando,
43:30e isso que está
43:31acontecendo no Rio
43:32está acontecendo
43:32em vários outros estados,
43:34não de uma forma
43:34tão dramática assim,
43:35como a gente acabou
43:36de assistir,
43:37mas é uma situação
43:40que realmente gera
43:41muita incerteza.
43:42Pelo histórico,
43:44o fato de ele ter
43:45se desincompatibilizado
43:47o cargo
43:47não deixa imune
43:49a que seja condenado,
43:51e você lembrou
43:53muito bem
43:53o caso do Collor,
43:55mas o TSE,
43:57o STF,
43:58as altas cortes
43:59têm tomado decisões
44:00que não seguem
44:01necessariamente
44:02uma coerência
44:03no tempo passado,
44:04mesmo que seja recente,
44:05então pode ser
44:06que haja alguma
44:07alteração de entendimento
44:08nesse meio tempo.
44:10O indicativo
44:11no momento
44:12é que vai ficar
44:13difícil para ele,
44:14já está
44:14dois a zero
44:15contra ele,
44:16precisa só
44:17de mais dois votos,
44:18mas aí tem que ver
44:19como está a composição
44:20e o entendimento
44:20em relação
44:21à sua situação,
44:23se é um entendimento
44:23mais jurídico
44:24ou mais político.
44:25Eu acredito
44:26que está um pouco
44:26complicada a situação
44:27dele de manter
44:28a sua candidatura,
44:29porém,
44:30ultimamente no Brasil,
44:32decisões surpresas
44:33têm acontecido
44:34também nas altas cortes,
44:35então eu,
44:36como o pré-possível
44:39candidato ao Senado
44:40na causa de caça,
44:40eu fico aguardando
44:41os acontecimentos,
44:42porque é difícil
44:43uma previsibilidade
44:45nesse instante.
44:46É, Adriana,
44:47tudo está imprevisível,
44:49está uma loucura
44:50esse mundo,
44:51lá fora a guerra,
44:53Trump,
44:53enfim,
44:54obrigada
44:54pela sua entrevista,
44:56Adriana,
44:56obrigada.
44:58Eu que agradeço
44:59mais uma vez
45:00a oportunidade,
45:01parabéns aí
45:01pelo programa,
45:02ótimo trabalho aí.
45:04Obrigada,
45:04bom dia.
45:06Vamos de
45:07real-time
45:07big data,
45:09a pesquisa
45:09divulgada ontem
45:11trouxe
45:11como está a disputa
45:12Lula versus
45:13Flávio Bolsonaro
45:14no Sudeste,
45:15segundo as pesquisas,
45:17a corrida presidencial
45:18na maior arena
45:19eleitoral do país
45:19é acirrada,
45:21com empates
45:22e margens
45:23apertadas de vitória.
45:25A reportagem
45:26do Bruno Caniato
45:27e aí traz
45:28alguns números
45:29aqui,
45:30foram nada menos
45:3165 milhões
45:32de editores,
45:33estão no Sudeste,
45:36um breve resumo
45:38aqui da pesquisa
45:39para a gente dar
45:40uma olhada,
45:40Minas Gerais,
45:42dois dos três cenários
45:43indicam empate
45:44técnico entre Lula
45:45e Flávio Bolsonaro
45:46e uma terceira hipótese
45:48aponta a liderança
45:49do petista
45:49por um ponto percentual
45:50no limite
45:51da margem de erro.
45:53Nos três casos,
45:54Flávio aparece
45:55com 31%
45:56das intenções
45:56de voto,
45:57enquanto Lula
45:57oscila entre 35%
45:58e 36%
45:59do eleitorado mineiro.
46:01Temos aqui
46:02os cenários,
46:02te convido
46:03a assistir
46:04no veja.abril.com.br.
46:06Um resuminho
46:07aqui no Rio de Janeiro,
46:08Flávio Bolsonaro
46:08lidera contra Lula
46:09no Rio,
46:10onde vivem
46:1112,7 milhões
46:12de eleitores.
46:13Aqui as diferenças,
46:15a vantagem do senador
46:16é de um ponto percentual
46:17no limite
46:17da margem de erro,
46:19varia entre 40% e 41%
46:20e Lula
46:21tem entre 35% e 36%
46:23do apoio entre os fluminenses.
46:24Aqui os três cenários,
46:27para você dar uma olhada lá,
46:28São Paulo.
46:29Lula e Flávio Bolsonaro
46:30empatam em todos os cenários
46:31em São Paulo.
46:33Flávio Bolsonaro
46:33tem 39% dos votos,
46:35Lula fica com 35%
46:37oscilando para 38%
46:38e 34%
46:39em um terceiro cenário.
46:41E temos aqui,
46:42por último,
46:42o Espírito Santo.
46:45Domicílio eleitoral
46:46de quase 3 milhões
46:46de brasileiros,
46:47Flávio Bolsonaro
46:47lidera contra Lula
46:49em todos os cenários.
46:51Portanto,
46:52te convido
46:53a dar uma olhada
46:54melhorzinha aqui
46:55nos números.
46:55Eu não vou
46:56destrinchar tudo aqui,
46:57porque eu quero conversar
46:58com o Mauro Paulino
47:00e quero conversar
47:00com o Robson Bonin
47:02sobre esses números.
47:05Começa com você,
47:06Paulino.
47:06o que essa pesquisa
47:08te mostra
47:09com esse retrato
47:12do Sudeste?
47:14Bom,
47:15o Sudeste
47:15é o epicentro
47:16eleitoral
47:17do Brasil,
47:19com 42%
47:21do eleitorado
47:21concentrado
47:22nessa região,
47:23mas também
47:24pelo peso
47:25econômico
47:26e político,
47:28tudo o que acontece
47:29no Sudeste
47:30tem repercussão
47:31nacional.
47:33Então,
47:33é a região
47:34sempre
47:36protagonista
47:37em que as campanhas
47:39dedicam
47:39a maior parte
47:40do tempo.
47:41Então,
47:42o peso
47:42especialmente
47:44de São Paulo
47:45e de Minas,
47:46não só
47:47o peso eleitoral,
47:49o peso
47:49do percentual
47:50de eleitores,
47:51mas também
47:51de influência
47:54política
47:54e econômica
47:55em todo o país,
47:56faz com que a região
47:58seja,
47:59assuma esse protagonismo.
48:00há uma vantagem
48:04mostrada
48:05pela pesquisa
48:06de Flávio
48:08Bolsonaro
48:09nessa região,
48:10como já
48:11constatado
48:12em eleições
48:13anteriores,
48:14tanto em 2018
48:15quanto em 2022,
48:16e é um desafio
48:18para o governo
48:19ter um desempenho
48:20na região
48:22Sudeste
48:22que permita
48:23uma competitividade
48:26refletida
48:27no restante
48:28do país.
48:29É preciso
48:30que o governo
48:32tenha um desempenho
48:34razoável,
48:35bom,
48:36no Sudeste
48:37para que não fique
48:38tão dependente
48:39da região
48:41Nordeste
48:41como base
48:43do seu eleitorado.
48:44Portanto,
48:46é uma região
48:47em que as campanhas
48:48prestam
48:49muita atenção
48:50e dedicam
48:50a maior parte
48:52dos seus esforços,
48:53da sua energia.
48:55Verusca.
48:56Bonin,
48:56você concorda
48:57com esse raciocínio
48:58do Paulino
48:59de que a região
49:00Sudeste
49:01tem esse peso,
49:03inclusive para tirar,
49:04pelo que eu entendi
49:05ali do Paulino,
49:06me corrija se eu estiver
49:07errada,
49:07Paulino,
49:08tirar o fardo ali
49:08de você ter que
49:09desempenhar bem
49:10em outras regiões
49:11na questão
49:12dos candidatos,
49:14pré-candidatos
49:15nesse momento.
49:18Essa é a região
49:19estratégica
49:20mais populosa
49:20e um tradicional
49:23curral eleitoral
49:24tanto da esquerda
49:25quanto da direita.
49:25no momento
49:26que a gente vive
49:27a gente vê
49:27o advento
49:28do avanço
49:28do conservadorismo
49:30nessa região
49:30com governadores
49:34bem avaliados
49:35saindo do mandato
49:37justamente
49:39para buscar
49:39outros projetos.
49:40No caso,
49:41o Tarcísio de Freitas
49:41seria candidato
49:42à presidência
49:43se não fosse
49:43intervenção
49:44do Flávio Bolsonaro
49:45que obrigou
49:45ele continuar
49:46no projeto
49:47de reeleição
49:47para o governo
49:48de São Paulo.
49:49Mas o Zema
49:49saiu de Minas Gerais
49:50bem avaliado,
49:51vai tentar buscar
49:52um espaço
49:53e a gente tem
49:55um único
49:57cenário de caos
49:58que é o Rio de Janeiro
49:58porque lá
50:00a gente sabe
50:00que a política
50:01a gente não sabe
50:02qual vai ser
50:03o futuro governador
50:04mas a gente sabe
50:04que ele pode ter problema
50:05porque é uma longa história
50:07de governadores
50:08com problemas
50:08no Estado.
50:09Então,
50:10o desafio
50:11tanto para o Lula
50:12quanto para o Bolsonaro
50:12o Flávio Bolsonaro
50:14nessa campanha
50:15é conseguir
50:17mostrar
50:17alguma alternativa
50:19para esse eleitor
50:19que faça ele sair
50:20da polarização
50:21que é muito difícil
50:22quem é esquerda
50:23vai votar
50:24no presidente Lula
50:26e quem é contra
50:27a família Bolsonaro
50:28vai votar
50:29em quem for
50:30para barrar
50:31essa vitória
50:32de um filho
50:33de Jair Bolsonaro
50:33e o raciocínio vale
50:35da mesma forma
50:36para o Lula
50:37então
50:37a gente está caminhando
50:39no Sudeste
50:40com uma campanha
50:42de veto
50:42uma campanha
50:43dos rejeitados
50:44quem for mais
50:45rejeitado
50:46talvez perca ali
50:48um pouco mais
50:49de musculatura
50:51nas pesquisas
50:52porque o caminho
50:54do jeito que ele está
50:54se desenhando
50:55primeiro
50:56é o presidente Lula
50:57tendo que arcar
50:58com os fardos
50:59de escândalos
51:00de corrupção
51:00o que não é
51:01nenhuma novidade
51:02é algo que
51:03atrai desgaste
51:04para ele
51:04e ele tem como
51:06principal ativo
51:07a questão dos benefícios
51:08sociais
51:08que estão sendo
51:10corroídos
51:10pela inflação
51:12pela guerra
51:13que está
51:14pressionando os preços
51:15dos combustíveis
51:16enfim
51:16então
51:17ele está
51:18num cenário
51:19que é
51:20de estrangulamento
51:21vamos assim dizer
51:22e o Flávio Bolsonaro
51:23está no mesmo caminho
51:24porque ele é o desafiante
51:26mas ele precisa
51:27levar adiante
51:28a obra do pai
51:29então vira e mexe
51:30ele fala
51:31mal da imprensa
51:32mal das instituições
51:34para defender
51:35o que o pai fez
51:35no poder
51:36e defender
51:37o que o Bolsonaro
51:37fez no poder
51:38em alguma medida
51:40tira votos
51:41do Flávio Bolsonaro
51:41anunciar o filho
51:43do Jair Bolsonaro
51:45o Eduardo Bolsonaro
51:46como um futuro
51:48chanceler
51:48também tira votos
51:50do Flávio Bolsonaro
51:51mas esse é o dilema
51:52do Flávio
51:53ele não pode se dissociar
51:54completamente
51:55da natureza
51:56do que é o projeto
51:57familiar de poder
51:58dos Bolsonaros
51:59ele tem que defender
52:00em algum ponto
52:01esse legado
52:01e é aí onde ele se desgasta
52:03também
52:03por quê?
52:04porque além de ter
52:06todo esse peso
52:07para carregar
52:08da obra do Bolsonaro
52:09ele tem que ter
52:10programa
52:10projeto
52:11mostrar ao país
52:12que ele tem
52:12de fato
52:13alguma coisa
52:14a fazer
52:15em relação aos problemas
52:16que a gente tem
52:17e ele
52:18olhando em perspectiva
52:20é o único desafiante
52:21o único candidato
52:22da eleição
52:22provavelmente
52:23que nunca administrou
52:25nada
52:25ele foi sempre
52:27um parlamentar
52:28carreira legislativa
52:29e gestor mesmo
52:31ele nunca foi
52:32de nenhum
52:32nenhum
52:33não tem notícia
52:34da capacidade
52:35gerencial
52:36do Flávio
52:36Bolsonaro
52:36então
52:37essa eleição
52:38vai ser muito
52:38focada
52:39nas rejeições
52:40um mar de lama
52:41ataques
52:41e quem sair
52:43menos sujo
52:44disso
52:44é provável
52:46que vença
52:46a eleição
52:46um vírus
52:48nossa
52:48eu sei que a gente
52:49vai fazer
52:49um excelente
52:50trabalho
52:50aqui
52:50mas ainda bem
52:51que eu estou
52:51em economia
52:52eu sei que a gente
52:53vai tocar
52:54nesse assunto
52:54em algum ponto
52:55mas eu não queria
52:56estar na pele
52:56de vocês
52:59Mauro Paulino
53:00obrigada
53:00e Robson Bonin
53:01obrigada também
53:02bom dia
53:05gente
53:06um outro assunto
53:07que a gente
53:07traz hoje
53:08aqui no programa
53:09é o adiamento
53:10do julgamento
53:11do assassinato
53:13do menino
53:13Henri Borel
53:14o julgamento
53:15da Monique Medeiros
53:16e do doutor Jairinho
53:18o ex-vereador
53:18réus pela morte
53:20do menino
53:20em 2021
53:21foi adiado
53:23a repórter de Veja
53:24a Raíssa Mota
53:25traz mais informações
53:27pra gente
53:27Raíssa
53:28o caso chegou muito perto
53:30de ser julgado
53:30nessa segunda-feira
53:31no tribunal do júri
53:32do Rio de Janeiro
53:33mas uma manobra
53:34da defesa
53:35do ex-vereador
53:36doutor Jairinho
53:37padrasto de Henri
53:38que responde
53:39pelo homicídio da criança
53:40acabou levando
53:42ao adiamento
53:42o processo estava pronto
53:44ali para julgamento
53:45as testemunhas
53:46que são mais de 20
53:47estavam apostas
53:49para serem ouvidas
53:50os réus
53:51para serem interrogados
53:53e aí o processo
53:54não passou da fase
53:55de sorteio
53:56do conselho de sentença
53:57como é um
53:58caso de homicídio
54:00ele é julgado
54:01em júri popular
54:02esses jurados
54:03leigos
54:04sete são sorteados
54:05para compor
54:05o conselho de sentença
54:06que dá o veredito
54:07sobre a condenação
54:08ou a absolvição
54:09dos réus
54:10isso foi feito
54:11mas a partir dali
54:12a defesa
54:13de Jairinho
54:13pediu a palavra
54:14para suscitar
54:15uma série
54:15das chamadas
54:16questões preliminares
54:19nulidades
54:19que na avaliação
54:20da defesa
54:21deveriam levar
54:21ao adiamento
54:22do julgamento
54:23todas essas nulidades
54:25foram rejeitadas
54:26pela juíza do caso
54:27a juíza considerou
54:28que não havia
54:29questões novas
54:30afinal esse é um processo
54:31que tramita na justiça
54:32há cinco anos
54:33desde o início
54:34das investigações
54:35então a juíza
54:36considerou que não havia
54:37nada de novo
54:38que todos os pedidos
54:39haviam sido analisados
54:40anteriormente
54:41que o processo
54:41deveria seguir
54:42ocorre
54:44que em um sinal
54:45de protesto
54:46os advogados
54:46abandonaram
54:47o plenário
54:48e o abandono
54:49de plenário
54:50tem um efeito
54:52evidente
54:52que é impedir
54:53a continuidade
54:54do julgamento
54:55porque nenhum réu
54:56pode ser julgado
54:57sem advogado
54:58e aí
54:59foi o que aconteceu
55:00a juíza precisou
55:01adiar o julgamento
55:02mas isso não aconteceu
55:04sem implicações
55:05para esses advogados
55:06não
55:06ela pediu
55:07a notificação
55:08da ordem
55:08dos advogados
55:09do Brasil
55:10para abrir
55:10processos disciplinares
55:12sobre a conduta
55:13desses criminalistas
55:14e também
55:15determinou
55:16que eles
55:16reembolsem
55:17o poder judiciário
55:18pelas despesas
55:19com o julgamento
55:19afinal não é
55:20um custo irrisório
55:21tem toda
55:22uma despesa
55:23com deslocamento
55:24de testemunhas
55:25escolta dos réus
55:26alimentação
55:27tudo isso
55:28vai entrar na conta
55:29desses advogados
55:30e aí
55:32essa manobra
55:33dos advogados
55:33teve um outro efeito
55:35que foi beneficiar
55:36Monique Medeiros
55:37mãe de Henrique
55:38também responde
55:39pelo crime
55:40a defesa dela
55:41pediu
55:41e a juíza
55:42atendeu
55:43o relaxamento
55:44da prisão
55:45a Monique
55:45ela está presa
55:46desde 2021
55:47ela chegou a conseguir
55:48uma liberdade provisória
55:50e depois voltou
55:51a ser presa
55:53e a juíza
55:55considerou
55:55que como não foi
55:56culpa dela
55:57o adiamento
55:58e como ela ainda
55:58está numa prisão
55:59processual
56:00ou seja
56:00não é uma prisão
56:01decorrente de condenação
56:04que a manutenção
56:05dessa prisão
56:06configuraria um
56:07constrangimento
56:07ilegal
56:08por excesso
56:09de prazo
56:10e mandou liberá-la
56:11o Ministério Público
56:12já informou
56:13que vai recorrer
56:14dessa decisão
56:15para que ela
56:16volte a ser presa
56:17mas fato é
56:17que hoje
56:18ela poderá
56:19aguardar o julgamento
56:20em liberdade
56:20e a juíza também
56:22já marcou
56:22uma nova data
56:23para esse julgamento
56:24em princípio
56:25será no dia
56:2622 de maio
56:27daqui a dois meses
56:28Bom, quero te convidar
56:31aí a assistir
56:32o documentário
56:33Caso Henri Borel
56:34A Marca da Maldade
56:36que foi produzido
56:38pela equipe de reportagem
56:39de Veja
56:40ele está disponível
56:41no canal Veja Mais
56:43no YouTube
56:44YouTube
56:45você vai lá
56:45e procura
56:46Veja Mais
56:47a produção
56:48em quatro episódios
56:50relembra
56:50a trágica
56:52história do menino
56:53assassinado em 2021
56:54Muito obrigada
56:56pela sua audiência
56:57pela sua paciência
56:58Amanhã a gente
56:59está de volta
57:00Bom dia
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