- há 11 horas
O escândalo do Banco Master ganhou um novo capítulo com mais uma operação da Polícia Federal envolvendo aliados políticos, executivos e novas suspeitas sobre a formação da carteira de ativos da instituição. No programa Mercado, Veruska Donato apresenta os desdobramentos da Operação Compliance Zero, a delação de Daniel Vorcaro e os impactos do caso no sistema financeiro brasileiro.
O programa também repercute a viagem de Lula aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump, com discussões sobre minerais críticos, terras raras, segurança, tarifas, big techs e datacenters. A Câmara aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tema que se tornou prioridade geopolítica global.
Ainda nesta edição: debates sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, o avanço do “Desenrola” para adimplentes, os impactos da taxa das blusinhas no varejo nacional, a retomada do julgamento dos royalties do petróleo no STF e os reflexos das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre petróleo e economia global.
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O programa também repercute a viagem de Lula aos Estados Unidos para encontro com Donald Trump, com discussões sobre minerais críticos, terras raras, segurança, tarifas, big techs e datacenters. A Câmara aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tema que se tornou prioridade geopolítica global.
Ainda nesta edição: debates sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, o avanço do “Desenrola” para adimplentes, os impactos da taxa das blusinhas no varejo nacional, a retomada do julgamento dos royalties do petróleo no STF e os reflexos das negociações entre Estados Unidos e Irã sobre petróleo e economia global.
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NotíciasTranscrição
00:00E aí
00:30E aí
01:10E aí
01:27Olá, bom dia!
01:29Quando você acha que já viu de tudo, de tudo mesmo no escândalo do Banco Master,
01:34aí vem a vida e te surpreende ou a Polícia Federal vem com uma nova operação.
01:40Esse já é considerado um dos maiores escândalos nacionais.
01:44Na economia, o ex-ministro Fernando Haddad disse lá atrás que essa era a maior fraude bancária da história do
01:52país.
01:53O mercado de fato reagiu muito nervoso quando o Supremo suspeitou dos trâmites que levaram à liquidação feita pelo Banco
02:00Central.
02:01Ficou pior quando o Tribunal de Contas da União também questionou a lisura do processo.
02:06Mas desde então, essa história tem passado longe do sistema financeiro.
02:12Ontem, a defesa de Daniel Vorcar enviou nova versão de delação.
02:16E há no mercado uma certa apreensão.
02:19O Master não agiu sozinho na formação da carteira de ativos, hoje considerada podre.
02:26Ou os ativos são considerados podres.
02:29Nós vamos falar dessa nova operação da Polícia Federal e como essa operação e o caso Master está repercutindo no
02:38país, principalmente na economia.
02:41Esse é o principal assunto de hoje do programa Mercado.
02:44Seja muito bem-vindo e muito bem-vinda.
02:47Hoje é quinta-feira, 7 de maio.
02:50E como outros assuntos, vamos falar também da visita do presidente Lula, que vai ter um encontro ao meio-dia,
02:57horário de Brasília, com o presidente Donald Trump.
03:01No cardápio, minerais críticos e terras raras.
03:05O plano foi aprovado ontem pela Câmara.
03:08Uma política nacional de minerais críticos e terras raras foi aprovada pela Câmara.
03:13Vai seguir para o Senado, mas a gente também vai tratar desse assunto.
03:17E tem um outro assunto muito interessante, que eu quero pedir para você acompanhar também e ficar aqui conosco.
03:23Nós vamos falar sobre a taxa das blusinhas, porque os empresários se reuniram com integrantes do governo esta semana para
03:32discutir o assunto.
03:34A gente começa, portanto, com a notícia de que a Polícia Federal realiza mais uma operação compliance neste momento no
03:42país.
03:42Desta vez, os investigadores miram o senador Ciro Nogueira e outros alvos envolvidos no escândalo do Banco Master.
03:51As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
03:56Essa é a quinta fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre crimes praticados por
04:03Daniel Vorcaro.
04:04A operação ocorre nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
04:09O senador e ex-ministro, Ciro Nogueira, é um desses alvos.
04:13O irmão dele, Raimundo Nogueira, também sofreu buscas e terá de usar tornozeleira eletrônica.
04:18O primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, é alvo de mandados em Trancoso, na Bahia, e está preso.
04:24Foi preso agora de manhã, temporariamente.
04:28Sobre esse assunto, eu quero convidar o nosso colunista de sempre, Alex Agostini, que é economista-chefe da Austin Reit.
04:35Seja muito bem-vindo. Bom dia, Alex.
04:38Olá, Verusca. Bom dia.
04:41Alex, como está o espírito, como está o ritmo do mercado acompanhando essas últimas notícias em relação ao escândalo do
04:52Banco Master?
04:53A gente também não pode esquecer que o senador Ciro Nogueira foi relator daquela proposta sobre o Fundo Garantidor de
05:00Crédito
05:01e que beneficiaria o Banco Master.
05:06Olha, primeiro, o sistema financeiro nacional e o mercado financeiro, que é o mercado dos capitais,
05:12eles estão observando isso em paralelo para saber que o início do fio desse novelo, o que vem por trás
05:21disso.
05:21Você vai lembrar que Ciro Nogueira, ele é um grande articulador político, ele foi ministro da Casa Civil do governo
05:27Bolsonaro,
05:28então ele tem uma articulação política muito grande e isso preocupa um pouco de qual é a extensão,
05:35lembrando que ele é o primeiro político a ser afetado ali nas investigações do Complices Rear.
05:44Então, a gente sabe que isso pode se estender, o STF tem ali envolvimentos diretos, a gente sabe disso,
05:51o Toffoli tem a questão da esposa do Moraes.
05:55Então, o mercado financeiro, ele está acompanhando em paralelo,
06:00preocupado justamente de que se há outras instituições que serão afetadas.
06:06Esse é o principal ponto.
06:07É claro que existe no ambiente político também, é uma questão de preocupação com a instituição de leis,
06:14daquilo que o Congresso foi aprovando, que poderia ter exposto o sistema financeiro nacional de fora muito ainda pior.
06:23O que eu quero dizer é o seguinte, o FGC cobria 250 mil por CPF,
06:28caso de liquidação de alguma instituição bancária.
06:33250 mil de investimento por CPF.
06:35Havia ali um movimento para aumentar para 1 milhão.
06:38Então, imagina só se ocorresse, nós estávamos falando aí algo em torno de 200 bilhões
06:43que poderia ter sido esse rombo, multiplicar por 4 o tamanho do rombo que aconteceu por conta do master.
06:50Então, seria muito maior.
06:52Então, o mercado financeiro, ele acompanha naturalmente os fatores determinantes do seu negócio no dia a dia.
06:59A questão fiscal, macroeconômica, relações internacionais, conflitos internacionais,
07:04preço do petróleo, isso é o que faz as coisas acontecerem.
07:07Mas não deixa de olhar, sem dúvida alguma, esse ambiente político,
07:10porque pode resvalar no ambiente econômico, de alguma forma, por conta dessas relações incestuosas
07:18que atingiram de forma muito negativa a percepção de investidores por conta do master e de toda uma rede que
07:27estava ali envolvida.
07:28Então, a preocupação é, será que teremos novas instituições que participaram dessa situação,
07:34além do BRB, além da FICTO, além de outras instituições?
07:37Essa é uma preocupação.
07:39Então, o mercado segue acompanhando, atento, mas isso ainda não é um fator determinante de posicionamento
07:45e de realocação de ativos e de recalcular rota, recalcular risco.
07:51Ainda não, mas sem dúvida alguma, isso abre uma expectativa muito grande para saber qual é a intensidade
07:58dessa investigação com o Plyce Zero, lembrando que teve uma frase que circulou muito em Brasília,
08:07que foi o seguinte, o master, vou caro, comprava todos que estavam à venda em Brasília.
08:13Bom, a gente está vendo que foram muitas pessoas.
08:16O Alex, você comanda uma agência de classificação de risco, uma empresa de classificação de risco,
08:23e a gente, quando se especializa em algo, a gente sempre costuma transferir aquele olhar
08:29que a gente está acostumado para tudo que a gente vê.
08:32Quando você olha essa questão do master, inclusive a delação do Daniel Vorcaro,
08:37hoje envolvendo o primeiro político, no caso, nota de 0 a 10, sendo 10 um alto risco.
08:44Qual nota você atribuiria hoje a tudo que a gente tem no master até agora?
08:50Olha, você colocou muito bem.
08:52Na posição de uma agência de classificação de risco, a gente tem que associar os fatores,
08:56isolar e analisar quais são os fatores determinantes e condicionantes.
09:00Para nós, a questão determinante é a condução e os efeitos da política econômica.
09:05Então, a gente olha a política monetária, fiscal, política creditícia e externa.
09:09Olhando por isso, de fato, tem uma preocupação com a questão da evolução das contas públicas,
09:16do endividamento público.
09:17Então, a gente mantém ali ainda a nota do Brasil sob observação.
09:22É muito mais aí, pós-eleição, para onde que vai essa tendência do endividamento.
09:27A questão dessa investigação é um fator ainda condicionante, porque a gente vai tentar entender
09:36como isso pode afetar a dinâmica macroeconômica.
09:40Então, essa é a nossa visão.
09:41A gente tem que tentar, ao máximo possível, associar as relações,
09:46deixá-las muito bem, cada uma no seu lugar,
09:50para não ter, obviamente, uma avaliação antecipada e, obviamente, também viesada.
09:56Então, a gente tem que acompanhar de perto.
09:59E lembrando que, no primeiro momento, quando a gente viu essa questão do Master,
10:04a gente tinha a preocupação de saber se aquilo afetaria ou não
10:07todo o funcionamento do sistema financeiro nacional.
10:10Nós vimos que não.
10:11Claro que foi uma fraude preocupante, mas nós vimos que não.
10:14Então, obviamente, que isso foi importante para a avaliação da Austin,
10:18do efeito do risco Brasil.
10:20Agora, sem dúvida alguma, quando a gente coloca uma graduação,
10:22quando você colocou de 0 a 10,
10:25hoje, o Brasil tem um nível de risco de uma nota 5.
10:29Ou seja, ele não está nem para o lado tão ruim, tão negativo assim,
10:34mas também está longe de atingir uma melhora das nossas condições econômicas.
10:39O Brasil, hoje, está numa questão muito favorável
10:42por conta do contexto do conflito global, da sua matriz energética.
10:46Mas, em termos de macroeconômica, a gente tem alguns fatores de preocupação.
10:50Taxa de juros muito elevada, inflação ainda crescente, a questão do gasto fiscal.
10:56Então, tudo isso está no nosso radar.
10:57Mas a questão política segue em paralelo, sem a gente deixar isso de lado.
11:02Estamos acompanhando, mas ainda não é algo que está afetando a dinâmica macroeconômica.
11:07Bom, só para a nossa audiência saber,
11:10Joel, espelha aí para mim o site da Veja, o site de Veja, geralzão aqui para a gente olhar,
11:19tudo o que tem de título, de manchete agora.
11:22Olha, a Polícia Federal aponta a mesada de Vorcaro a Ciro Nogueira e faz buscas contra senador.
11:27Senador recebia repasses de 300 mil reais para defender interesses de Vorcaro, diz PF.
11:33Emenda ProMaster foi elaborada pelo banco e entregue a Ciro, indica a investigação.
11:38O parlamentar usava imóvel e cartão de crédito do banqueiro, aponta a decisão.
11:42Preso hoje, primo de Vorcaro escapou da PF em janeiro, em carrinho de golfe.
11:47Bom, esses assuntos todos a gente vai discutir daqui a pouquinho,
11:51com mais propriedade no programa Ponto de Vista.
11:54Eu continuo aqui com os assuntos de economia,
11:56porque o presidente Lula desembarcou ontem à noite em Washington, nos Estados Unidos,
12:01para um encontro com o presidente Donald Trump.
12:03O avião pousou na base aérea de Andrews às 10 da noite, no horário de Brasília.
12:07Lula levou uma comitiva de ministros, além de Mauro Vieira, de Relações Exteriores,
12:12está também o ministro da Justiça e Segurança Pública, Welton César,
12:16da Fazenda, Dario Durigam, do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa,
12:21Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
12:25Na pauta estarão assuntos como segurança, as tarifas, big techs, data centers, minerais críticos e terras raras.
12:32A agenda, que é considerada estratégica para ambos, ocorrerá na Casa Branca,
12:36e temas como as tarifas sobre os Estados Unidos, como eu disse, agora há pouquinho, serão discutidos.
12:42Você viu aí, numa das últimas imagens, o presidente chegando à Embaixada do Brasil, em Washington.
12:49Aliás, essa é uma das manchetes da coluna radar de Robson Bonin, foi escrita por ele.
12:55A reportagem fala que Lula foi para a residência da Embaixada Brasileira, onde ele passou a noite.
13:02Na coluna radar de Robson, o jornalista traz uma reportagem sobre os gastos do presidente Lula nessa viagem.
13:08Segundo Bonin, depois de passar o mandato colecionando estadias luxuosas à custa do contribuinte,
13:14Lula virou alvo de vídeos de adversários que denunciam nas redes a falta de zelo com o dinheiro público.
13:20Vendo a popularidade cair, pesquisa após pesquisa, o presidente decidiu economizar.
13:24Em vez de gastos astronômicos em suítes presidenciais de hotéis estrelados, ele está hospedado, portanto,
13:30nos aposentos da Embaixada Brasileira em Washington.
13:33A reunião será daqui a pouco, vamos dizer assim, ao meio-dia desta quinta-feira, no horário de Brasília.
13:39Eu estou trazendo toda essa história só para a gente poder dar uma atualizada,
13:44mas Alex, quero saber de você, a gente já tinha falado ontem sobre essa visita,
13:50o que ela poderia render, mas como a gente tem visto aí por último,
13:54o que você pode trazer de importante, o que pode sair dessa reunião?
13:59Olha, você colocou muito bem no início da sua fala da apreensão do programa, que foi o seguinte,
14:04ontem a Câmara dos Deputados aprovou o Plano Nacional de Exploração de Minerais Críticos,
14:09que depois vai ser apreciado pelo Senado.
14:11E esse é o ponto, eu acho que mais importante nesse encontro com Donald Trump.
14:16Donald Trump quer liderar essa questão de minerais críticos,
14:20porque a gente sabe que o momento da economia global está seguindo a questão da inteligência artificial,
14:26dos data centers, dos carros elétricos, então a demanda por esses minerais vai ser crescente.
14:30O Brasil tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo,
14:34mas antes desse plano de exploração de minerais críticos, tinha uma produção muito ampla.
14:39E agora a tendência é que abra um pouco mais essa exploração,
14:41e o governo brasileiro, quando ele disse que a questão da soberania tem que prevalecer,
14:46a soberania nacional, é justamente porque o solo, abaixo do solo, naturalmente,
14:52a gente tem que, isso é de propriedade do governo federal.
14:55Então ele quer negociar isso com o governo Trump, para não deixar isso na visão de Trump,
15:02não deixar, sim, continuar na liderança da questão da tecnologia.
15:07Então o Trump, muito inteligente, está vindo muito próximo do presidente Lula para negociar isso.
15:14Esse é o principal ponto.
15:15Claro que depois Donald Trump vai colocar à mesa, como estrategista que é,
15:20algumas questões muito delicadas em relação ao Brasil.
15:23Ele vai colocar a questão das facções, ele vai colocar a questão das eleições, muito provavelmente,
15:29ele vai colocar a questão do PIX, muito provavelmente,
15:33que são temas que já tinham sido abordados antes.
15:35Então o Lula tem que ser extremamente estratégico no posicionamento
15:40para não cair nessa questão de exposição negativa
15:45e ter que ficar condicionado a conceder algumas relações com Donald Trump
15:53na questão de minerais críticos.
15:55É claro que isso a gente vai saber com um pouco mais detalhes depois do meio-dia,
15:59na verdade, mais ou menos umas duas, três da tarde,
16:02depois de concluir toda essa reunião.
16:04E aí sim, a gente vai ter um pouco de intensidade.
16:06Lula vai aproveitar isso até para ter uma questão política,
16:10olhando para a eleição, tentando ali fazer com que Trump seja algo mais parceiro
16:16do que um crítico como foi no passado.
16:20Então, na questão de minerais críticos, eu acho que o Brasil está indo bastante preparado,
16:25mas não pode cair na armadilha quando colocado à mesa outros fatores
16:30que não são relacionados diretamente a essa questão.
16:33Bom, já que o Alex chamou aí a questão dos minerais críticos,
16:37eu trago para você que a Câmara aprovou ontem à noite o projeto de lei
16:41que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
16:44O texto prevê a criação de um fundo garantidor para estimular projetos
16:49e um crédito tributário de R$ 5 bilhões para incentivar a exploração de minérios no país.
16:54A proposta foi aprovada na véspera do encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump.
17:00Os minerais críticos e estratégicos são cobiçados mundialmente e entre eles existem as chamadas
17:07terras raras, um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de uma série de produtos.
17:14O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo com cerca de 21 milhões de toneladas.
17:20O projeto de lei segue agora para o Senado e, se aprovado, ainda precisará ser sancionado pelo presidente Lula.
17:27E na tribuna do Plenário da Câmara ontem tiveram protestos e também elogios ao novo marco legal dos minerais críticos.
17:35Vamos ouvir.
17:36Perspaça esse conceito da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos
17:42e todos os instrumentos por nós apontados como uma necessidade nesse documento de que tenhamos uma orientação.
17:52O Brasil não pode ser mero exportador de commodities minerais.
17:58Deve ter estratégia política, determinação de agregar valor, fazer o seu beneficiamento, fazer a transformação
18:07e usar isso, que é um atributo nosso geológico, como um instrumento claro de desenvolvimento.
18:16O Brasil institui um novo modelo legal que nos colocará numa posição, primeiro, de competitividade,
18:24para que o Brasil possa explorar a sua enorme reserva, a segunda reserva do mundo até hoje descoberta,
18:31que a gente possa ter segurança jurídica, que possamos aqui receber empresas de todos os países,
18:38não havendo vinculação a nenhum interesse unilateral de nenhuma nação que não seja a nossa.
18:47Eu quero dizer claramente, a importância desse tema deveria nos fazer discuti-lo com mais tempo,
18:55porque há um debate geral de generalidades.
19:00As terras raras são importantes, o Brasil é importante, então temos que regulamentar.
19:05Ora, isso é consenso, a questão é como.
19:09E isso não está sendo discutido aqui.
19:12E, sobretudo, um elemento que é caro para nós, da bancada pessoal-rede,
19:17o papel do Estado nesse processo.
19:21Essa bandeira brasileira que está aqui, por muitas vezes, tem sangue indígena,
19:26tem sangue das comunidades quilombolas,
19:28porque vocês não foram escutar, lá em Araxá, perto de Uberlândia,
19:33a exploração de nióbio, já é responsável pela fertilidade de mulheres.
19:37Nós estamos aqui porque queremos debater a economia,
19:41mas não desse jeito irresponsável a mercantilização dos nossos recursos naturais,
19:45porque esse Congresso, votando hoje, serão os cabrais do século XXI,
19:50negociando, assim como em 1500, negociou o nosso país a preço de banana.
19:55E o nosso Estado de Minas Gerais vale muito mais.
19:58Queremos uma legislação, mas uma legislação responsável.
20:01No Senado, a Comissão de Relações Exteriores recebeu a visita de parlamentares americanos,
20:06tanto dos republicanos, partido do presidente Trump, quanto dos democratas.
20:12Segundo o presidente da comissão, Nelson Tradi, o senador Nelson Tradi,
20:16o interesse é pelas reservas de minerais críticos e terras raras do Brasil.
20:20Eles vieram fazer o que, desde o início, quando saiu a sobretarifa, o tarifácio,
20:30a gente procurou fazer, que é estreitamento das relações entre Brasil e Estados Unidos.
20:38Eu senti isso claramente.
20:41Mas por que eles vieram fazer isso?
20:43Porque tem um tema muito sensível para eles, em que o Brasil é o segundo maior detentor
20:50de minerais raros, de terras raras do mundo, perde só para a China.
20:55E eu penso que nada é por acaso.
20:59Vieram sondar a respeito dessa questão, como que o Congresso está enxergando isso,
21:04como que o governo brasileiro pensa em relação a essa questão
21:11e perguntando se a gente já tinha algum encaminhamento
21:17em relação a alguma tratativa, seja com que país fosse.
21:23Eu reiterei, na posição daqui do Senado,
21:28ouvindo grande parte daqueles que estão na frente parlamentar das terras raras,
21:34que a questão da soberania brasileira em relação a isso é inegociável.
21:40Ou seja, nós temos o produto, coisa que eles não têm.
21:47O que eles têm e que falta para nós é saber explorar de uma maneira sustentável
21:53e que possa gerar dividendos para que o Brasil possa se estabelecer
21:59nesse mundo em que se está todo mundo indo atrás dos minerais raros.
22:07E eu costumo dizer que o que protege o mineral raro é justamente a sua raridade.
22:15Alex, volto com você.
22:17E aí eu te pergunto, eu vi alguns economistas hoje de manhã
22:21que comemoraram o fato do governo não conseguir colocar no projeto
22:26a criação da empresa pública Terra Brás,
22:29que seria para administrar aí como seria feita essa exploração
22:37ou essa comercialização de terras raras, minerais críticos e estratégicos.
22:41Quais foram os pontos para você que ainda precisam ser aprimorados?
22:45O que ficou bom nessa política?
22:51Olha, Verusca, eu cheguei a olhar no detalhe da política,
22:55até porque eu gostaria de esperar um pouco mais informações
22:58dessas reuniões que vão acontecer e também da apreciação do Senado.
23:02Mas o que, primeiro de tudo, foi a melhor coisa.
23:06Eu acho que quanto menos o Estado entrar como executor, melhor.
23:11Ele tem que ser regulador e fiscalizador.
23:14Nós falamos isso ontem, ainda que tenhamos várias agências,
23:18reguladoras e fiscalizadoras, a gente peca porque são instituições,
23:22autarquias que estão na mão de políticos,
23:24teriam que estar na mão de técnicos, justamente para a gente não ter vacilos
23:29em relação à competitividade global.
23:32E o Brasil continua vacilando nesse sentido.
23:34Eu concordo muito bem com o Senador.
23:36A gente precisa ter uma transferência de tecnologia.
23:39Não dá para o Brasil fazer como nós fazemos hoje com minério de ferro.
23:43Explora, manda para fora, lá é manufaturado,
23:46depois a gente importa o trilho, ou importa o vagão.
23:49A gente precisa estimular a indústria doméstica.
23:52Mas para isso, naturalmente, a gente precisa ter um plano bastante robusto
23:56e que linde toda essa situação.
23:58É claro que empresas multinacionais, internacionais,
24:01são bem-vindas ao Brasil.
24:02Mas que elas façam um investimento de manufatura aqui.
24:06Eu acho que, nesse sentido, é que esse plano vai se estender um pouco mais
24:11no Senado, para tentar ter essa habilidade.
24:13E, mais uma vez, quanto menor o tamanho do Estado na execução do trabalho,
24:19melhor.
24:19Porque a gente evita diversos outros problemas,
24:22como nós vimos em outras ocasiões aqui no Brasil,
24:24como foi, por exemplo, a privatização da exploração de minério de ferro
24:29muito tempo atrás, e que hoje o Brasil é o maior do mundo.
24:33Então, a gente precisa seguir esse caminho de continuar sendo competitivo
24:37globalmente para sair dessa situação de miséria que estamos.
24:40Porque isso leva, Veruscar, a várias outras condições,
24:44como vamos fazer o desenrola 2, desenrola 10,
24:47justamente porque a gente não tem um plano de longo prazo.
24:50E essa é uma grande oportunidade que o Brasil tem,
24:53de terras raras, minerais críticos,
24:56de fazer um planejamento de longo prazo
24:58para mudar essa situação do Brasil
25:00e mudar essa questão de endividamento, de juros altos.
25:03É tudo um processo que tem que ser colocado à mesa.
25:05Não pode ser só uma questão pontual, factual.
25:10Alex, muito obrigada, viu, por ter nos atendido
25:14para falar especialmente.
25:15A gente tinha planejado outras entrevistas,
25:17mas aí vieram dois assuntos extremamente importantes
25:20que a gente precisava esclarecer aqui.
25:22E você topou conversar conosco.
25:24Muito obrigada.
25:25E foi ótimo, viu?
25:26Bom dia.
25:28Bom dia, Verusca.
25:29Bom dia a todos.
25:29Boa quinta-feira.
25:30Até mais.
25:31Obrigada.
25:33Bom, vamos falar da taxa das blusinhas?
25:37Pois é, gente.
25:38Esta semana, representantes do setor produtivo
25:42se reuniram aí com representantes do governo.
25:45Porque, eu não sei se vocês se lembram, né?
25:47Essa é uma reportagem que quero que você traga para mim depois, Joel,
25:51quando eu chamar o nosso entrevistado.
25:52Eu quero que ele comente isso.
25:55Porque eu não sei se vocês se lembram,
25:57mas o presidente Lula, em uma das várias entrevistas que ele deu no gabinete,
26:04ali no Palácio do Planalto, para jornalistas que o próprio Palácio do Planalto selecionou,
26:09ele disse que a taxa das blusinhas foi um dos erros da administração dele,
26:15dando a entender que poderia voltar atrás.
26:17O vice-geral do Alckmin, logo depois, comentou sobre isso e disse que era contra,
26:22que, para ele, a taxa está valendo.
26:25E aí, sim, eu gostaria de chamar a reportagem.
26:28Foi uma reportagem que a gente fez há um tempo, logo depois que saiu essa declaração do vice-geral do
26:32Alckmin.
26:34E a manchete diz exatamente isso aí.
26:36Após taxa das blusinhas, varejo nacional eleva preços e não gera empregos,
26:42tarifa para importação online de até 50 dólares, não causa ampliação de emprego e renda,
26:47segundo estudo da consultoria Global Intelligence.
26:52Para falar sobre esse assunto, eu convido aqui para o programa Mercado Edmundo Lima,
26:57ele que é diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil.
27:02Seja muito bem-vindo, bom dia.
27:06Bom dia, Verusca.
27:08É uma satisfação estar aqui com você e a sua audiência.
27:12Queria que você começasse nos explicando,
27:16primeiro, por que a taxa das blusinhas foi necessária?
27:22Bom, Verusca, a taxa das blusinhas, ela foi necessária para trazer igualdade de condições
27:27entre o varejo, a indústria brasileira e as plataformas internacionais de e-commerce.
27:33Igualdade de condições no campo, tanto tributário como no campo regulatório.
27:38Hoje o varejo brasileiro e a indústria, ao longo de toda a cadeia de valor,
27:43ela arca com uma carga tributária ao redor de 90%,
27:46enquanto que as plataformas internacionais agora, após a taxa das blusinhas em julho de 24,
27:55começou a arcar com uma carga tributária de 45%.
27:58Então, o varejo e a indústria nacional arcam com o dobro de carga tributária
28:03em relação às plataformas.
28:05Isso não é uma questão de justiça.
28:09A gente precisa, sim, trazer essa igualdade tributária concorrencial
28:13para que o varejo e a indústria possam competir em pé de igualdade.
28:17Agora, vocês estiveram esta semana com representantes do governo.
28:21Como foi esse encontro?
28:24O encontro foi bastante positivo no sentido de abrir um canal de diálogo com o governo.
28:29o governo, apesar de ter sido mencionado na reunião,
28:33a probabilidade, sim, de o governo estar pensando em uma medida provisória
28:38para retirar a taxa das blusinhas.
28:41Nós entendemos isso como um profundo retrocesso,
28:44isso traz muita preocupação para o setor, tanto da indústria como do varejo,
28:49dado que, como eu mencionei anteriormente,
28:52nós temos uma assimetria tributária que precisa ser corrigida
28:56para garantir a geração de empregos e renda aqui no país.
29:02Hoje, o varejo e a indústria, na totalidade,
29:05elas empregam 18 milhões de pessoas.
29:07Todo esse contingente de trabalhadores está em risco
29:10em função dessa concorrência desleal.
29:12O setor de moda, do qual eu represento, o setor de vestuário,
29:17hoje ele emprega ao redor de 2,3 milhões de pessoas diretamente,
29:22que dá quase uns 8 a 10 milhões de pessoas no total.
29:26Então, isso, sim, traz um impacto bastante grande
29:29caso haja esse retrocesso em relação à taxa das blusinhas.
29:35Quem foram as pessoas, quais foram as entidades representadas
29:38que participaram desse encontro e também os representantes do governo de mundo?
29:45Nós tivemos com o ministro Boulos e a sua equipe
29:49e participaram desse encontro, tanto a BVTex,
29:53a Associação Brasileira do Varejo Têxtil,
29:55como o Instituto de Desenvolvimento do Varejo,
29:58além da UGT.
30:00Também esteve presente representantes da UGT,
30:03os trabalhadores também estão bastante preocupados,
30:06os sindicatos estão bastante preocupados com essa possibilidade
30:09de retroagirmos na taxa das blusinhas,
30:14que ainda não trouxe essa igualdade de condições,
30:16e isso, obviamente, penalizar os empregos aqui no Brasil.
30:21O que seria trazer condições igualitárias nessa questão,
30:28tanto lá fora quanto aqui,
30:30para que a gente pudesse competir aqui no Brasil
30:32em pé de igualdade com a concorrência,
30:35no caso chinesa, né?
30:39Sim.
30:40Olha, Verusca, na realidade, o que a gente vem defendendo
30:43é a igualdade dessas condições, né?
30:45Então, se nós estamos propensos a uma carga tributária aqui no Brasil,
30:49nós entendemos que as plataformas internacionais
30:52têm que estar também arcando com essa mesma carga tributária.
30:55Ou então, se, como o governo está fazendo,
30:59concedendo um benefício fiscal de redução de tarifas
31:03e de carga tributária para as plataformas internacionais,
31:07nós queremos ter o mesmo padrão de carga tributária.
31:11Então, o que nós estamos defendendo
31:13não é um protecionismo,
31:15é uma igualdade de condições
31:15para que a gente possa competir em pé de igualdade.
31:18Então, a carga tributária, ela tem que ser similar.
31:20Como eu mencionei no início da nossa conversa,
31:25hoje, a carga tributária no setor de varejo e indústria brasileira
31:29está ao redor de 90% e as plataformas com 45%.
31:33Ou nós trazemos tudo para 45% e esse é o nosso desejo,
31:37de redução da carga tributária brasileira,
31:40de dar maior acessibilidade dos produtos brasileiros
31:44à população em geral,
31:46é o que nós estamos defendendo nesse momento.
31:50Quais são as chances de o governo aprovar essa medida provisória
31:57ou fazer essa medida provisória?
32:00Edmundo, o que te parece que o governo está realmente preocupado
32:04porque as pessoas não estão conseguindo comprar mais roupas baratas
32:07ou é uma medida de olho na popularidade do presidente
32:11por conta das eleições esse ano?
32:15Olha, essa discussão nesse momento nos causa bastante estranheza,
32:19exatamente pelo período eleitoral.
32:22Definitivamente, nós entendemos que é necessário, sim,
32:26essa igualdade de condições,
32:27que a gente vem defendendo junto ao governo.
32:32A gente apela para o bom senso,
32:35para a responsabilidade do governo,
32:37no sentido de não retroagir nessa questão relacionada à taxa das blusinhas,
32:44porque, de novo, isso vai ampliar ainda mais essa simetria
32:47e dificultar a competitividade da indústria do varejo brasileiro,
32:53vai impactar diretamente na geração de empregos,
32:57manutenção dos empregos,
32:58isso coloca em risco, inclusive,
33:01o próprio sistema de empregos hoje no Brasil,
33:04a gente tem visto cada vez mais empresas na busca por tentar competir
33:08neste cenário de assimetria,
33:10ir para a informalidade e, definitivamente,
33:14colocar em risco os empregos formais no país,
33:17o próprio desmantelamento do modelo de trabalho hoje no Brasil,
33:23ele corre risco,
33:24porque as pessoas, de alguma forma, estão buscando competir,
33:29acabam indo para a informalidade,
33:30e não contratando mais as pessoas pela CLT,
33:34pelos direitos trabalhistas,
33:35então, isso traz um sério dano para a economia nacional,
33:39para os empregos aqui no Brasil,
33:41para a geração de renda.
33:42Então, esse ano é um ano que vocês estão fazendo muitas contas,
33:46porque está vindo aí também o fim da escala 6x1
33:49e a redução da jornada,
33:51para vocês também é um outro assunto bastante delicado.
33:56Sem dúvida, Verusca,
33:58isso coloca todo o empresariado em um estado de atenção.
34:03São muitas incertezas que impactam nos negócios,
34:07este ano mesmo,
34:08tínhamos uma previsão de só no varejo brasileiro,
34:11um investimento de 100 bilhões de reais.
34:14Esse investimento hoje corre sério risco,
34:16porque essas instabilidades,
34:19essas discussões de possível retrocesso,
34:21fazem com que os empresários, então, puxem o freio de mão
34:25e fiquem numa condição de espera
34:27para realizar os investimentos.
34:29Com isso, estamos deixando de gerar empregos,
34:32estamos deixando de gerar investimento e riqueza aqui no país.
34:36Edmundo Lima,
34:37diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Teixo,
34:40muito obrigada pela sua entrevista.
34:44Eu é que agradeço, Verusca.
34:46Bom dia.
34:49Vamos falar agora de internacional, gente.
34:53Mais notícias aí,
34:54a gente que vem acompanhando todos os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
34:58O presidente americano, Donald Trump,
35:00considera que existe muita chance de alcançar um acordo com o Irã
35:04para acabar com a guerra,
35:06mas ameaçou realizar novos bombardeios,
35:09caso as negociações fracassem.
35:12O presidente americano, Donald Trump,
35:14considera que há muitas possibilidades
35:16de alcançar um acordo com o Irã
35:18para acabar com a guerra,
35:19mas ameaçou realizar novos bombardeios
35:21se as negociações fracassarem.
35:25Eles querem fechar um acordo.
35:26Tivemos conversas muito boas
35:28nas últimas 24 horas
35:29e é muito possível que cheguemos a um acordo.
35:32O otimismo do mandatário
35:34contrasta com a ausência de um pronunciamento de Teira
35:37e o Ministério das Relações Exteriores do Irã
35:40declarou que a proposta americana
35:41para encerrar o conflito
35:42está em análise,
35:44segundo a imprensa iraniana.
35:45Trump indicou na terça-feira
35:47em sua plataforma Truth Social
35:48que a possibilidade de se chegar
35:50a um acordo completo e definitivo
35:52com os líderes iranianos
35:53colocaria a operação para escoltar
35:55navios no Estreito de Hormuz,
35:57conhecida como Projeto Liberdade,
35:59e lançada na segunda-feira
36:00em pausa por um curto período.
36:02Desde o início da guerra, em fevereiro,
36:04Teira controla essa via estratégica
36:06para o comércio global de hidrocarbonetos.
36:08Mas Trump esclareceu
36:10que o bloqueio americano aos portos iranianos,
36:12imposto em 13 de abril,
36:14permanecia em vigor
36:15e que a pausa na operação de escolta
36:17foi decidida
36:18após pedido do Paquistão
36:20e de outros países.
36:21Horas depois,
36:22o presidente americano
36:23abandonou o tom conciliador
36:25e alertou nas redes sociais
36:27que se um acordo não for alcançado,
36:29os bombardeios recomeçarão
36:30e, infelizmente,
36:32serão em um nível de intensidade
36:33maiores do que antes,
36:35afirmou Trump.
36:36Bom, navios e petroleiros
36:38foram vistos hoje de manhã
36:40ancorados no estreito de Hormuz.
36:43As tripulações aguardam
36:45os próximos capítulos
36:46das conversas entre Estados Unidos e Irã.
36:48A Guarda Revolucionária Islâmica
36:50anunciou ontem
36:51que a passagem segura e sustentável
36:53pelo estreito
36:54será possível
36:55com a implementação
36:56de novos protocolos.
36:57Isso ocorreu em meio a relatos
36:59de que um acordo
37:00entre as partes
37:01poderia estar próximo.
37:04Bom, essas são as principais notícias
37:06do conflito no Oriente Médio,
37:09da guerra.
37:10E agora o Bruno Andrade,
37:12que é repórter de finanças
37:14da Veja Negócios,
37:15está aqui comigo
37:16e vai trazer para a gente
37:18balanço dos bancos
37:20e depois o desenrola.
37:22Vamos começar com o balanço dos bancos.
37:24Bom dia.
37:24Bom dia, Verusca.
37:25Bom dia para o espectador.
37:27Bom, a temporada de balanços
37:29do primeiro trimestre de 2026
37:31do setor bancário começou
37:32e a gente teve
37:33uma mistura de resultados.
37:35O Santander, por exemplo,
37:36teve um resultado
37:37que decepcionou o mercado
37:38com alta da inadimplência,
37:40deterioração da carteira.
37:41O Itaú teve aquele resultado
37:43dentro do esperado
37:44e o Bradesco superou as expectativas.
37:47No caso do Santander,
37:48o banco teve um lucro
37:50de 3,8 bilhões de reais
37:51no primeiro trimestre de 2026.
37:54E aí a companhia também teve
37:55o que pegou ali
37:56foi a piora da inadimplência.
37:58A inadimplência do Santander
37:59subiu 0,6 ponto percentual
38:02na comparação
38:03entre o primeiro trimestre de 2026
38:05com o primeiro trimestre de 2025.
38:07E o porquê disso?
38:08Está tendo uma deterioração
38:09na carteira de crédito do Santander
38:11na pessoa física, Verusca.
38:13E aí a gente tem esse problema
38:16que acabou também trazendo
38:17uma piora da rentabilidade,
38:19que ali é o retorno
38:20sobre o patrimônio líquido do banco.
38:22A rentabilidade do Santander
38:23no mesmo período do ano passado
38:25estava em 17,4%
38:27e agora no primeiro trimestre
38:28de 2026 ficou em 16%.
38:32E aí diante de toda essa dificuldade
38:34que o banco está passando,
38:35a companhia vai passar
38:36por uma transição de gestão,
38:37inclusive.
38:38A gente precisa lembrar
38:39que o atual CEO do Santander,
38:41Mário Leão,
38:41deixa o cargo agora em julho
38:43e aí quem assume é
38:45Gilson Freakstein,
38:45atual CEO da B3.
38:47E aí o que acontece
38:48é que o Leão não conseguiu
38:50retomar a rentabilidade do Santander
38:52do patamar pré-pandemia.
38:55Era uma promessa do Leão
38:56entregar um ROE acima de 20%.
38:58Na última coletiva,
38:59o Leão disse que o ROE do Santander,
39:01que é a rentabilidade,
39:02ia ficar ali em 20%
39:04só em 2028.
39:05Então o Santander enfrenta
39:06essa deterioração
39:07e essa dificuldade
39:09de se recuperar
39:10desde o fim da pandemia.
39:12Do outro lado,
39:13a gente teve o Itaú
39:14que vive um momento
39:16muito bom
39:17e manteve todas
39:18essas perspectivas.
39:19O banco lucrou
39:2012 bilhões de reais
39:22no primeiro trimestre
39:23de 2026,
39:24lucro muito maior,
39:24por exemplo,
39:25do que o do Santander,
39:25que foi de 3,8.
39:27A inadimplência no Itaú
39:29se manteve estável
39:30em 1,9
39:31e a rentabilidade do Itaú
39:33ficou em 24,8%.
39:36Antes da gente chegar
39:37e parar para pensar,
39:39a gente pode ficar preocupado.
39:41Nossa, mas por que a inadimplência
39:42do Santander está mais elevada
39:43e a do Itaú, por exemplo,
39:44está muito baixa?
39:46Isso acontece
39:47porque o Itaú
39:49é mais focado
39:49na alta renda,
39:50enquanto o Santander
39:51teve boa parte
39:52da carteira exposta
39:53à baixa renda.
39:54Na própria coletiva
39:55de imprensa,
39:56o CEO do Santander,
39:57Mário Leão,
39:58comentou que a companhia
39:59não ia mais conceder
40:01empréstimos
40:01para trabalhadores informais
40:03que recebiam até
40:04dois salários mínimos,
40:05nessa tentativa
40:06de resolver esse problema
40:07da carteira de crédito
40:08do banco.
40:09Um outro ponto também,
40:10uma outra companhia
40:11que vem tentando resolver
40:12esse problema
40:13da baixa renda
40:14é o Bradesco.
40:16O banco começou
40:17uma reestruturação
40:18lá em 2024
40:19com o CEO
40:20Marcelo Noronha
40:21e começou a dar resultados.
40:23O balanço do Bradesco
40:25nesse primeiro trimestre
40:26de 2026
40:27ficou acima do esperado
40:29pelo mercado.
40:30A companhia reportou
40:30um lucro de 6,8 bilhões
40:32de reais
40:33no primeiro trimestre.
40:34A rentabilidade do Bradesco,
40:36que é o ROI,
40:37foi de 15,8%,
40:39uma alta de 1,4 ponto percentual.
40:41Então, a gente tem
40:42uma melhora
40:43no resultado do Bradesco
40:44de modo geral.
40:45E o porquê?
40:46O Noronha também destacou
40:47na coletiva
40:48que está focando
40:49na alta renda.
40:50Só para você ter ideia,
40:51a concessão de empréstimos
40:53do Bradesco
40:54para alta renda
40:54subiu 18,6%
40:56só nesse primeiro trimestre
40:58de 2026.
40:59E já a baixa renda
41:01subiu só 5,5%.
41:03Então, o que a gente tem
41:04olhando aí
41:05o cenário macroeconômico
41:08e o que os bancos
41:09estão fazendo?
41:10Diversificando o portfólio,
41:12tentando abocanhar
41:13a alta renda
41:14para conseguir
41:17melhorar a situação
41:18e sair
41:19dessa inadimplência
41:20que vem ali
41:20da baixa renda.
41:21Isso significa,
41:22Verusca,
41:23que os grandes bancos
41:24vão deixar de emprestar
41:26para alta renda?
41:27Não.
41:28Não significa isso.
41:29O Bradesco, por exemplo,
41:30está aumentando,
41:31como eu já havia dito,
41:32a concessão de crédito
41:34para a baixa renda
41:35em 5,5%.
41:36E o Itaú,
41:37ele vai focar
41:38na baixa renda
41:39mais em aposentados
41:40no INSS,
41:41porque ali é um segmento
41:43mais seguro,
41:44digamos assim.
41:45Você sabe qual aposentado
41:45vai receber a aposentadoria dele,
41:47enfim, vai receber o salário ali.
41:49Então,
41:50é mais difícil
41:51de você receber calote ali.
41:52E por que todo esse temor?
41:53Aí a gente olha
41:54para o cenário macroeconômico,
41:56que o próprio CEO do Bradesco
41:57comentou uns minutos atrás,
41:58agora,
41:58na coletiva de empresas
41:59que eu estava,
42:00que o cenário macroeconômico
42:00está mais desafiador.
42:01Por quê?
42:02A gente já tinha,
42:03no início do ano,
42:04um número de endividados elevado,
42:06enfim,
42:07a inadimplência está alta no Brasil,
42:09o endividamento das famílias
42:10está muito alto,
42:12e aí você tem
42:13esse cenário de crédito
42:15a risco
42:15e o juro elevado.
42:16E aí tínhamos
42:17uma perspectiva
42:18de queda de juros,
42:18que o próprio CEO do Bradesco
42:20apontou agora há pouco,
42:21que não vai se firmar.
42:23No começo do ano
42:24estava uma perspectiva
42:25de que a Selic
42:25cerraria por volta de 11%
42:27ou até 12%,
42:27e agora temos uma perspectiva
42:29de Selic
42:30por volta de 13% ao ano.
42:32Então,
42:33essa perspectiva
42:34de uma Selic
42:34mais elevada,
42:35ela pode degradar
42:38a situação
42:38das carteiras de crédito
42:40e faz com que os bancos
42:40aumentem
42:42o sarrafo
42:43para conceder crédito.
42:45E aí,
42:45tudo isso acontece,
42:46do cenário macroeconômico,
42:48com o programa
42:49Desenrola acontecendo.
42:50Os bancos já estão preparados
42:52para o Desenrola?
42:53Sim,
42:54inclusive...
42:54Os grandes bancos.
42:56Sim,
42:56os grandes bancos
42:57já noticiaram
42:57que vão participar
42:59do Desenrola.
43:00A perspectiva,
43:02o Bradesco
43:03soltou o comunicado ontem
43:04afirmando que já está
43:05rolando dívida de cliente,
43:07Banco do Brasil também,
43:08o Itaú,
43:09o Santander,
43:10então todos,
43:11de modo geral,
43:12já estão participando
43:12do Desenrola.
43:13O impacto
43:14para as companhias
43:15em si,
43:16para o Desenrola,
43:16ele não é direto
43:18ali na carteira
43:20porque elas são dívidas
43:21de dois anos atrás,
43:23então talvez não tenha
43:24um impacto financeiro
43:25para os bancos.
43:26Porque as dívidas
43:26são mais antigas?
43:27Isso,
43:27exatamente.
43:28Nossa.
43:29São dívidas de dois anos,
43:30um ano,
43:31então não tem uma safra nova.
43:33As dívidas que fariam
43:34diferença,
43:35média de quanto tempo aí?
43:37A média é dois anos.
43:38A média do programa
43:39é dois anos.
43:40Não tem aquele grande impacto
43:41porque já foi provisionado.
43:43E também a exposição
43:44da carteira desses bancos,
43:46justamente que eles tiveram
43:47essa grande reforma
43:48de concessão de crédito
43:49para a baixa renda,
43:50ela mudou.
43:51Então esses bancos
43:53não estão mais
43:53tão focados
43:54na baixa renda.
43:55Então como eles fizeram
43:56essa mudança de carteira,
43:57então o impacto
43:58é menor no balanço deles.
44:00No entanto,
44:01os seus dessas companhias,
44:02Verusca,
44:03eles deixaram claro
44:04ali nas coletivas
44:05que é positivo,
44:07enfim,
44:08para a economia
44:09de modo geral,
44:10mas também deixaram claro
44:11que não é
44:11a grande solução.
44:13é um remédio
44:14e um tratamento paliativo
44:17para a inadimplência brasileira.
44:19O que poderia ajudar
44:20a recuar
44:21a inadimplência brasileira,
44:22por exemplo,
44:22seria a queda de juros
44:23que poderia acontecer
44:24caso o governo,
44:25por exemplo,
44:26assumisse uma postura fiscal
44:27um pouco mais responsável ali.
44:29Então,
44:30todo esse cenário
44:31acontece por causa disso.
44:33Houve, inclusive,
44:34mudança de posicionamento
44:36em relação
44:36a uma repetição
44:37do programa.
44:38O CEO do Itaú,
44:39o Milton Malu e Filho,
44:40havia comentado em 2023
44:42num evento
44:43que eu estava lá
44:43do Santander
44:45que se o desenrola
44:47se repetisse
44:48seria um risco moral
44:50do país,
44:51para o país.
44:52Por quê?
44:52O governo estaria apoiando
44:54a pessoa a fazer a dívida,
44:56a não pagar
44:57e aí depois viria
44:58um programa do governo.
44:59Reponendo os bons pagadores.
45:00Exatamente.
45:01Viria uma questão
45:02do governo ali
45:02para você renegociar
45:04a sua dívida.
45:04Ele mudou o posicionamento,
45:06disse que houve uma conversa
45:07com o governo,
45:08enfim,
45:08e tudo mais,
45:09e que agora
45:10aprova essa repetição
45:12do programa.
45:13Bruno,
45:14obrigada, viu?
45:15Muito obrigada
45:15pelo seu comentário,
45:17trazendo sempre para a gente.
45:19Muito obrigada.
45:20Eu vou continuar aqui
45:21porque eu quero falar
45:21sobre a escala 6x1,
45:24gente,
45:24porque ontem
45:25a comissão especial
45:27da Câmara
45:28fez mais uma sessão,
45:31fez mais uma audiência
45:33para a discussão
45:34do fim da escala 6x1,
45:36uma audiência pública
45:37na comissão,
45:39na verdade não foi
45:40a comissão especial,
45:41perdão,
45:41comissão mista
45:42de combate
45:43à violência
45:43contra a mulher.
45:44A escala 6x1
45:46atinge principalmente
45:47os setores
45:48onde a mão de obra
45:49feminina predomina,
45:50como o comércio.
45:51O serviço de limpeza,
45:52hotelaria e enfermagem,
45:54muitas vezes,
45:54essa jornada
45:55se soma
45:56ao trabalho invisível
45:57que a mulher
45:57assume dentro de casa,
45:59podendo ultrapassar
45:5967 horas semanais,
46:0267.
46:04As mulheres representam
46:0551% da população
46:07em idade ativa.
46:08As convidadas
46:09que participaram
46:10da audiência
46:10defenderam que não adianta
46:12aprovar o fim
46:13da atual escala
46:13sem pensar
46:14que as mulheres
46:15ainda vão continuar
46:17sobrecarregadas
46:18e tendo menos tempo
46:20para estudar
46:21e cuidar
46:22de si mesmas.
46:24Portanto,
46:25essa aí
46:25é a comissão
46:26de combate
46:27à violência
46:27à mulher
46:28porque elas também
46:28consideram,
46:29as integrantes,
46:30que chega a ser
46:31uma violência
46:31contra a mulher,
46:33o fato de
46:34carregarem tudo
46:35sozinha,
46:36fazerem um trabalho
46:37remunerado
46:37e ainda carregar
46:39família,
46:41casa,
46:41tudo isso.
46:43Bom,
46:43falando sobre
46:43a comissão especial
46:44do fim da escala
46:456 por 1,
46:46ontem também
46:46teve discussão
46:48para redução
46:49da escala
46:50e da jornada.
46:51A comissão
46:52debateu os principais
46:53pontos da proposta.
46:54O ministro do trabalho,
46:55Luiz Marinho,
46:56foi um dos convidados.
46:58Ele disse que o governo
46:59defende o fim da escala
47:01e a redução
47:01de 44 para 40 horas
47:03semanais.
47:03Você está vendo aí
47:04o presidente da comissão,
47:05o deputado Alencar Santana.
47:07Ali ao lado,
47:08o ministro Luiz Marinho.
47:10Ele defendeu
47:1240 horas semanais
47:13e não 36,
47:13como está
47:14nas duas PECs
47:15que tramitam
47:16na casa.
47:17O ministro também
47:18defendeu que a comissão
47:19aprove as regras
47:21gerais sobre os assuntos,
47:22mas que a regulamentação
47:24seja feita
47:25por projeto de lei.
47:26No fim da audiência,
47:28o ministro
47:29e o relator
47:29Léo Prats
47:30e o presidente
47:31Alencar Santana
47:32conversaram
47:33com a imprensa.
47:35Vamos ouvir.
47:36Eu preciso também
47:37soltar
47:38que as PLs
47:39também entrem
47:40e terá papel
47:42para as convenções
47:42coletivas.
47:44Se quer
47:44a PEC
47:46e as legislações
47:47vai dar conta
47:49de resolver
47:49todas as entranhas
47:51dos relacionamentos
47:52do mundo do trabalho.
47:53Tem muita especificidade,
47:55tem muitas categorias
47:57que é preciso
47:58ser revisitadas,
47:59portanto,
48:00tem papel
48:01da PEC,
48:02tem papel
48:03do PL,
48:03tem papel
48:04dos contratos coletivos.
48:05O mundo do trabalho
48:06muda muito rápido,
48:07as questões,
48:08os avanços
48:09da sociedade
48:10precisam ser trazidos,
48:11então,
48:11do aspecto formal,
48:12eu acho que
48:12o ministro Marinho
48:14hoje dá um caminho,
48:15que é isso de
48:16a PEC
48:16regular a regra geral
48:17e a gente
48:18em PL,
48:19como até foi feito
48:19muito próximo
48:20da reforma tributária,
48:21o PL regular
48:22as especificidades.
48:24A gente quer uma condição
48:24forte,
48:25garantindo,
48:26como disse o deputado
48:27Léo,
48:27nosso relator,
48:28os princípios básicos,
48:29quais são a redução
48:32para 40 horas
48:33e o fim da escala
48:346 por 1,
48:35ou seja,
48:35um dia de descanso a mais.
48:37De que maneira
48:38essa escala
48:39do trabalhador
48:40será definida
48:41entre empresas,
48:43entre setores
48:43e federações
48:45de trabalhadores
48:46é um passo
48:47a posterior
48:48e, logicamente,
48:49dentro daquilo
48:49assegurado por lei.
48:51Para encerrar o programa,
48:52vamos dar uma olhadinha
48:54como é que está
48:55o petróleo
48:55nesse momento.
48:56O petróleo tipo
48:57bruto e Brent
48:58caindo entre
49:002,8% e 3%,
49:02como você vê
49:03aí na sua telinha,
49:05abaixo,
49:06tanto o óleo
49:07bruto quanto
49:07o óleo tipo Brent,
49:08abaixo dos 100 dólares.
49:10E essa queda
49:11tem a ver, gente,
49:12com a expectativa
49:14do mercado
49:14para finalmente
49:15um acordo,
49:17nem que seja
49:18temporário,
49:19entre Estados Unidos
49:20e Irã.
49:21olhando a nossa
49:23bolsa agora,
49:24queda
49:25de 1,81%
49:28aos 184 mil pontos.
49:33O programa
49:34Mercado
49:34fica por aqui.
49:35Eu te espero
49:36amanhã
49:37para uma nova
49:37conversa
49:38sobre economia
49:40e daqui a pouquinho
49:41eu estarei
49:42no ponto de vista
49:43para tratar
49:44de política
49:45para você
49:46assistir, hein, gente?
49:47Até daqui a pouco.
49:54e aí
50:08o
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