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  • há 11 horas
Em 'Os Três Poderes', Ricardo Ferraz recebe Robson Bonin, Laryssa Borges e José Benedito para analisar os desdobramentos do escândalo do banco Master. A prisão do ex-presidente do BRB, suspeito de receber propina para aquisição de ativos problemáticos, amplia a crise e levanta dúvidas sobre prejuízos bilionários. O programa discute ainda os possíveis acordos de delação, a movimentação no STF, com ação sobre colaborações premiadas, e a tensão política entre Senado e Supremo provocada pela CPI do Crime Organizado. Também entram na pauta os impactos eleitorais e a nova capa de VEJA sobre o endividamento dos brasileiros.

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Transcrição
00:00:27Legenda Adriana Zanotto
00:00:30Prisão do presidente do Banco de Brasília aumenta a tensão no caso Master.
00:00:35Paulo Henrique Costa, que segundo a Polícia Federal comprava carteiras de investimento podres da instituição de Daniel Borcaro em troca
00:00:41de propina,
00:00:43ainda não se comprometeu com uma delação premiada, mas pode não ter outra alternativa.
00:00:48O executivo teria recebido 146 milhões de reais na forma de apartamentos de luxo para manter uma gestão fraudulenta.
00:00:56O escândalo também segue no centro da crise entre poderes.
00:01:00Gilmar Mendes determinou que o Ministério Público investigue Alessandro Vieira,
00:01:04depois que o senador recomendou o indiciamento de ministros do Supremo e do Procurador-Geral da República
00:01:10no relatório final da CPMI do Crime Organizado.
00:01:14STF deve arbitrar ainda regras para delações premiadas e comissões parlamentares de inquérito.
00:01:22E a pesquisa Quest para a Presidência da República.
00:01:25A aprovação de Lula está abaixo do número mágico necessário para a reeleição
00:01:30e o governo tenta melhorar desempenho com mais programas de auxílio.
00:01:34É agora, nos Três Poderes.
00:01:49Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um Os Três Poderes,
00:01:52programa de análise política de Veja.com.
00:01:55Eu sou Ricardo Ferraz e a partir de agora me junto ao melhor time de colunistas do Brasil
00:01:59para juntos analisarmos tudo aquilo que foi destaque no mundo da política.
00:02:02Estamos ao vivo em nosso site Veja.com
00:02:05e também nos nossos canais de feste.
00:02:09Na Samsung TV Plus, canal 2059,
00:02:12LG Channels, canal 126,
00:02:14TCL Channels,
00:02:1510-0-31
00:02:17e na Roku, 2-2-1.
00:02:19Hoje aqui comigo a gente tem o melhor time de colunistas do Brasil
00:02:22já escalado com Larissa Borges,
00:02:25com Robson Bonin e com José Benedito.
00:02:28Uma boa tarde a todos vocês.
00:02:31E olha só, a gente começa
00:02:32este e os Três Poderes, falando do caso Master,
00:02:35que não para de produzir escândalos.
00:02:37Ontem o ex-presidente do BRB, o Banco de Brasília,
00:02:40foi preso após a Polícia Federal
00:02:42encontrar conversas de celular que demonstravam
00:02:44que ele recebia propina
00:02:46de Daniel Vorcaro para comprar carteiras podres
00:02:49de investimento.
00:02:51Vamos dar uma olhadinha aqui numa arte
00:02:52que a gente preparou para você.
00:02:54Fazer PPT anda meio perigoso aqui,
00:02:56mas na Veja a gente checa todos os nossos detalhes
00:02:59e a gente tem certeza de tudo aquilo que a gente está falando
00:03:01pode ficar tranquilo.
00:03:03Olha só, é bem simples.
00:03:05O Master comprava carteiras podres
00:03:07no valor de R$ 8 bilhões.
00:03:10Quer dizer, o BRB comprava do Master.
00:03:13O Master vendia carteiras podres
00:03:15ao BRB
00:03:17num prejuízo que ninguém sabe exatamente o tamanho,
00:03:20porque o BRB não tem publicado
00:03:22esses balanços.
00:03:24Mas como eu disse, estima-se aí que supera
00:03:26R$ 8 bilhões.
00:03:27E de acordo com as investigações,
00:03:29Costa, abre aspas,
00:03:31varava noites,
00:03:32isso é o que estava dito nas mensagens,
00:03:35entre Costa,
00:03:36trocadas entre Costa e Vorcaro,
00:03:38para atender aos interesses do banqueiro.
00:03:41E ele era recompensado por essa gestão fraudulenta
00:03:44com imóveis de luxo,
00:03:46que somam R$ 146 milhões.
00:03:48Então, o Daniel Vorcaro repassava aqui
00:03:51esta propina para Daniel Vorcaro,
00:03:55para Paulo Costa.
00:03:58Desde que o Vorcaro foi preso,
00:04:00o mundo político está em suspense
00:04:02com a delação que ele negocia
00:04:03com a Procuradoria-Geral da República.
00:04:05E agora se agita ainda mais
00:04:08com um possível acordo de colaboração
00:04:10do Executivo que comandava o BRB.
00:04:13A respeito deste assunto,
00:04:15a gente vai falar com o Guilherme Francis,
00:04:18que é o da Transparência Internacional.
00:04:24Ele que está aqui com a gente.
00:04:27Guilherme, muito obrigado pela sua presença.
00:04:29É gerente de Compliance e do que mais que é?
00:04:33É gerente de Pesquisa e Advocacy.
00:04:35Ah, Pesquisa e Advocacy, não de Compliance.
00:04:37Muito bem.
00:04:38Muito obrigado pela sua presença
00:04:39aqui nos Três Poderes.
00:04:41Guilherme, chama a atenção, nesse caso,
00:04:43o valor absurdo que um gestor público,
00:04:47na medida em que geria um banco público,
00:04:50estava para receber, de acordo com as investigações
00:04:52da Polícia Federal,
00:04:54na forma de imóveis de luxo
00:04:56que seriam repassados para ele
00:04:58após todo esse final.
00:05:00As investigações mostram ali,
00:05:01inclusive, trocas de mensagens
00:05:06que o Vorcaro, assim que ele não consegue
00:05:08atingir os objetivos dele,
00:05:10ele tenta suspender o pagamento dessas propinas.
00:05:14Nessa rede bilionária que Daniel Vorcaro
00:05:17formou de influências bastante complicadas
00:05:21a partir do círculo de poder em Brasília.
00:05:24Minha pergunta para você é a seguinte,
00:05:26na medida em que se trata de um banco público
00:05:28que gere, portanto, dinheiro ligado
00:05:31à administração pública,
00:05:34muitas vezes em relação, inclusive,
00:05:36a servidores que são clientes do banco
00:05:39para receber salários, etc.
00:05:41O que pode ser feito, em termos de governança,
00:05:44para que esse tipo de coisa não aconteça
00:05:46com bancos que têm a ver
00:05:47com a administração pública do Brasil?
00:05:52Bom, obrigado pelo convite,
00:05:54é um prazer estar aqui com vocês.
00:05:56Acho que esse caso demonstra,
00:05:58e o caso do BRB especificamente,
00:06:00mostra que, apesar dos avanços importantes
00:06:03que nós tivemos nas governanças de empresas estatais,
00:06:08desde a aprovação da Lei das Estatais,
00:06:11que ela é própria à resposta à Operação Lava Jato,
00:06:15a gente ainda tem muito a avançar.
00:06:16O caso BRB mostra os déficits
00:06:19que ainda existem em termos de governança e integridade
00:06:22nas empresas estatais,
00:06:23no nível estadual, distrital, nesse caso,
00:06:26mas a gente não está restrito a isso.
00:06:28Temos visto com alguma frequência
00:06:31em questões relacionadas, por exemplo,
00:06:33a Codevasf, enfim.
00:06:36Então, os problemas relacionados
00:06:39à atuação dessas empresas estatais,
00:06:42sociedades de economia mista,
00:06:43empresas públicas,
00:06:44continuam existindo,
00:06:46apesar do trauma,
00:06:47apesar da experiência que o Brasil já passou
00:06:49com a Lava Jato,
00:06:50que mostrou como esses esquemas de corrupção
00:06:52se proliferaram em empresas públicas
00:06:55e sociedades de economia mistas,
00:06:57onde, como você apontou com muita razão,
00:06:59a presença de dinheiro público
00:07:02exige a instituição de mecanismos
00:07:04de governança e integridade mais cuidadosos.
00:07:09Guilherme, Larissa Borges, aqui de Brasília,
00:07:12eu estava conversando com advogados
00:07:15que participaram do julgamento
00:07:16do escândalo do Mensalão,
00:07:18e a gente estava lembrando
00:07:19a diferença de valores daquele escândalo
00:07:23para depois da Lava Jato
00:07:24e agora para esse caso do Master.
00:07:26O que a gente pode dizer?
00:07:28Me parece que o país não aprendeu
00:07:30com os escândalos,
00:07:31eu lembro que no caso do Banco do Brasil,
00:07:33no Mensalão, por exemplo,
00:07:35eram 147 milhões,
00:07:38que isso é praticamente a mesma propina
00:07:40que a PF atribui ao ex-presidente do BRB.
00:07:44Isso significa que os escândalos
00:07:47se sofisticaram,
00:07:48o país rasgou a fantasia,
00:07:51as compliances não existem,
00:07:52o que a gente pode tirar de diagnóstico
00:07:54desses escândalos?
00:07:57Acho que o diagnóstico é que,
00:07:59apesar das lições que esses escândalos mostram,
00:08:02o Brasil não avançou nas reformas necessárias
00:08:04para preveni-los futuramente.
00:08:07Eu vou dar aqui um exemplo muito simples
00:08:09relacionado a esse caso.
00:08:11O Brasil até hoje não tem um sistema
00:08:13de declaração de bens
00:08:15para agentes públicos
00:08:16que possibilite um controle,
00:08:18uma fiscalização adequada
00:08:20por parte dos órgãos de controle,
00:08:22especialmente da sociedade e da imprensa.
00:08:25Declarações de bens
00:08:26e de interesses
00:08:28são uma ferramenta
00:08:30absolutamente comum
00:08:31em muitos países no mundo todo,
00:08:33e não estou aqui me referindo
00:08:34apenas a países envolvidos,
00:08:36como Noruega, Suíça e Dinamarca,
00:08:38que são normalmente referidos
00:08:39como exemplos de combate à corrupção.
00:08:42Países da América Latina,
00:08:44África, Ásia,
00:08:45têm esse mecanismo
00:08:46que possibilita a identificação justamente
00:08:49de evolução patrimonial
00:08:50incompatível com a renda.
00:08:52O que é isso?
00:08:53É quando um servidor público,
00:08:54um agente público,
00:08:55tem uma evolução patrimonial
00:08:57que não corresponde
00:08:58à renda licitamente obtida,
00:09:01aos seus salários,
00:09:02aos seus investimentos
00:09:02previamente declarados.
00:09:04A gente até hoje não tem isso.
00:09:06Então, é muito mais difícil
00:09:08identificar quando essas irregularidades
00:09:10acontecem.
00:09:11Elas acabam sendo
00:09:12identificadas lá para frente.
00:09:14E não é nem que a gente
00:09:16não evoluiu nesse sentido.
00:09:18A gente retroagiu.
00:09:20Se vocês lembram,
00:09:21jornalistas faziam sempre
00:09:23na declaração de bens
00:09:25de pessoas que estavam
00:09:27concorrendo a cargos eletivos,
00:09:29essas declarações de bens
00:09:30eram um campo muito fértil
00:09:32para a gente identificar
00:09:33quais eram os bens,
00:09:35quais eram os interesses
00:09:36que as pessoas que estavam
00:09:37concorrendo aos votos tinham.
00:09:40Essa era uma ferramenta
00:09:41que era muito bem detalhada.
00:09:43Antigamente,
00:09:43a gente conseguia identificar
00:09:44em que ações
00:09:46uma pessoa investia
00:09:47seu dinheiro,
00:09:48quais eram os fundos
00:09:49de investimento,
00:09:50detalhes sobre o seu patrimônio.
00:09:53Hoje em dia,
00:09:53graças a mudanças
00:09:54que, infelizmente,
00:09:56o Tribunal Superior Eleitoral
00:09:58instituiu,
00:09:59hoje essas declarações
00:10:00são muito genéricas.
00:10:01Elas dificultam muito
00:10:02que a gente entenda
00:10:03qual é o patrimônio,
00:10:05quais são os interesses
00:10:06das pessoas que estão buscando
00:10:07votos nas eleições.
00:10:10Então, o sistema
00:10:10de declaração de bens
00:10:11do TSE,
00:10:13que era antigamente
00:10:13a única ferramenta.
00:10:16A época já era inadequada,
00:10:17porque só possibilitava
00:10:18acompanhar de quatro
00:10:19em quatro anos.
00:10:20Mas, mesmo assim,
00:10:22já era uma ferramenta.
00:10:23Infelizmente,
00:10:23hoje essa ferramenta
00:10:24retroagiu.
00:10:25A gente tem informações
00:10:26cada vez mais
00:10:27imprecisas e genéricas
00:10:29sobre o patrimônio
00:10:30de agentes públicos
00:10:31com mandato
00:10:32ou que buscam
00:10:33algum cargo eleitoral,
00:10:34algum cargo nas eleições.
00:10:36Então, a gente não evoluiu
00:10:38na direção
00:10:39que a gente poderia,
00:10:40justamente para prevenir
00:10:41e detectar esses casos
00:10:42rapidamente.
00:10:44Agora, doutor,
00:10:45parece,
00:10:46analisando a decisão
00:10:47do ministro André Mendonça,
00:10:50que não era só também
00:10:51uma questão de compliance,
00:10:52pareceu meio que
00:10:53uma missão suicida,
00:10:54porque um banqueiro,
00:10:56dois banqueiros ali,
00:10:57estavam querendo fabricar
00:10:5812 bilhões de reais
00:11:00com papel falso.
00:11:02Estava na cara
00:11:04que isso ia estourar,
00:11:05porque um rombo
00:11:06desse tamanho
00:11:07não se cobre
00:11:08com planilha de Excel.
00:11:11num caso como esse,
00:11:13em que deliberadamente
00:11:14eles decidiram
00:11:15atuar criminosamente
00:11:17sem pensar no dia de amanhã,
00:11:19o que poderia acontecer com...
00:11:20Hoje ele está preso,
00:11:22o ex-presidente do banco,
00:11:23os dois estão presos.
00:11:25que tipo de ação
00:11:27o sistema pode
00:11:28ter num caso assim?
00:11:30Quando as regras existem,
00:11:33elas até
00:11:34por existirem,
00:11:35conseguiram levar
00:11:36até onde a gente está hoje,
00:11:38tem um escândalo
00:11:38sendo investigado,
00:11:39todo mundo está preso,
00:11:41mas o que se pode fazer
00:11:42num caso como esse
00:11:43quando os agentes
00:11:45escolhem deliberadamente
00:11:46corromper o sistema?
00:11:50O objetivo é justamente
00:11:52a gente ter várias linhas
00:11:53de defesa
00:11:55classicamente
00:11:55para prevenir
00:11:56e detectar esses casos.
00:11:58Então,
00:11:59havia ali,
00:12:00teoricamente,
00:12:01uma supervisão
00:12:02pelo Banco Central
00:12:03sobre a qual
00:12:04a gente já sabe
00:12:05que havia questões
00:12:06de captura,
00:12:08de tráfico de influência,
00:12:09de conflitos de interesse
00:12:10por parte das pessoas
00:12:11que deveriam ser responsáveis
00:12:12por supervisionar
00:12:14a atuação
00:12:15do Banco Master.
00:12:16Então,
00:12:17essa talvez fosse
00:12:18a primeira linha
00:12:19onde fosse possível
00:12:20identificar as irregularidades,
00:12:22a fragilidade contábil,
00:12:24outros órgãos do executivo
00:12:26que talvez tivessem
00:12:26competência ali
00:12:27para fiscalizar aspectos
00:12:29da atuação do Banco,
00:12:31a própria CVM,
00:12:32é um espaço
00:12:33onde essa supervisão
00:12:34deveria estar acontecendo
00:12:35e detectando
00:12:37esses casos,
00:12:38essas fragilidades
00:12:39e essas ilusões
00:12:40que estavam tentando
00:12:41ser vendidas
00:12:41precocemente.
00:12:43Um segundo nível
00:12:44são as entidades
00:12:45de investigação,
00:12:46os órgãos de fiscalização
00:12:48e investigação,
00:12:48Polícia Federal,
00:12:50Controladores-Geral da União,
00:12:51que são os órgãos
00:12:52responsáveis justamente
00:12:53por fiscalizar
00:12:55quando recebem denúncias.
00:12:56Acho que esse é um ponto
00:12:57importante.
00:12:58Muitos dos casos
00:12:59de corrupção,
00:13:00eles são descobertos
00:13:01a partir de denúncias
00:13:02que são feitas
00:13:03por pessoas
00:13:03que têm alguma informação
00:13:04sobre o que está acontecendo.
00:13:06Hoje, no Brasil,
00:13:07a gente ainda tem
00:13:09fragilidades no sistema
00:13:10de recebimento
00:13:11de denúncias.
00:13:12isso porque as pessoas
00:13:14não têm confiança
00:13:15de que suas denúncias
00:13:15serão investigadas,
00:13:17as pessoas têm medo
00:13:17de retaliação,
00:13:19as pessoas não têm
00:13:20certeza de uma garantia
00:13:21de anonimato,
00:13:22ou seja,
00:13:22elas têm medo
00:13:23de serem identificadas
00:13:24a partir das denúncias
00:13:25feitas e, posteriormente,
00:13:27sofrer retaliações.
00:13:28Acho que também
00:13:29esse caso mostra
00:13:30muito bem
00:13:31como a criação
00:13:32dessas ilusões
00:13:33depende desse tráfico
00:13:35de influência,
00:13:36ela depende
00:13:37da atuação
00:13:38junto às gestores públicos
00:13:39que, por conta
00:13:40da sua atuação,
00:13:42acabam controlando
00:13:43recursos que podem
00:13:44servir para
00:13:46criar essa ilusão.
00:13:47Acho que os fundos
00:13:48de pensão estaduais,
00:13:50que muitos deles,
00:13:51estaduais e municipais,
00:13:52que muitos deles
00:13:52investiram no Banco Master,
00:13:55apesar da fragilidade
00:13:56que esse banco tinha
00:13:57em relação aos fundos
00:13:59de investimento,
00:14:00promessas completamente
00:14:01reais de retorno,
00:14:03mostram como,
00:14:04quando você tem
00:14:04essa governança,
00:14:06o controle sobre
00:14:07a tomada de decisão
00:14:08de investimentos
00:14:09bilionários,
00:14:11frágeis,
00:14:12decisões tomadas
00:14:13individualmente,
00:14:14isso fragiliza muito
00:14:16a capacidade do sistema
00:14:18de resistir
00:14:19a essas intenções
00:14:21corruptas.
00:14:24Boa tarde a todos,
00:14:26boa tarde ao convidado,
00:14:27obrigado por participar.
00:14:28A minha pergunta é a seguinte,
00:14:29há pouco tempo,
00:14:30eu li no site
00:14:31da Transparência Internacional,
00:14:32foi em fevereiro agora,
00:14:33uma matéria interessante
00:14:34que falava sobre
00:14:35como organizações mafiosas
00:14:37usam o aparato do Estado
00:14:38ou se filtram
00:14:39no aparato do Estado
00:14:40e esse cruzamento
00:14:41entre organizações mafiosas
00:14:43e políticas,
00:14:44e nesse caso,
00:14:45eu acho que isso se aplica,
00:14:46porque assim,
00:14:46embora a gente esteja falando
00:14:48de uma grande banco privado,
00:14:49uma grande instituição financeira,
00:14:50todo o modo desoperante
00:14:52revelado até agora
00:14:53é o modo desoperante
00:14:53de uma organização mafiosa,
00:14:55compra juízes,
00:14:56corrompe instituições,
00:14:57faz ameaças,
00:14:58tinha até um grupo
00:14:59de gente para perseguir
00:15:01e agredir,
00:15:02enfim, usar de violência,
00:15:03então assim,
00:15:04dá para dizer que
00:15:05isso que está sendo
00:15:06desvendado agora é típico
00:15:07de uma organização mafiosa
00:15:09incrustada no Estado,
00:15:10incrustada nas instituições,
00:15:12e se isso é um problema
00:15:13crescente no Brasil,
00:15:14se o Brasil é um país
00:15:15muito exposto
00:15:16à organização dessas máfias,
00:15:17e a gente sabe
00:15:18que não tem só essa,
00:15:19a gente sabe que tem
00:15:19várias outras,
00:15:20inclusive essa matéria
00:15:21da transparência internacional
00:15:22citava várias outras,
00:15:24é por aí,
00:15:24o senhor acha que
00:15:25o Brasil está muito exposto
00:15:27a essas organizações mafiosas?
00:15:32Infelizmente,
00:15:32a gente viu ao longo
00:15:33do último ano,
00:15:35especialmente em 2025,
00:15:37com importantes investigações
00:15:38que mostraram
00:15:40as garras
00:15:41do primeiro comando
00:15:42da capital,
00:15:43do comando vermelho,
00:15:44no Estado brasileiro,
00:15:46a gente viu esses riscos.
00:15:48Acho que o caso
00:15:49do Banco Master
00:15:49é ilustrativo,
00:15:51porque ele mostra
00:15:52uma empresa
00:15:53que na verdade,
00:15:54como se falou,
00:15:55é uma organização criminosa,
00:15:56que dependia
00:15:58da sua infiltração
00:15:59no Estado.
00:16:00Os recursos
00:16:01que eram conseguidos,
00:16:02de novo,
00:16:03a questão dos fundos
00:16:04de pensão estaduais,
00:16:05eram recursos
00:16:06obtidos a partir
00:16:07de ações de corrupção.
00:16:10A gente via ali
00:16:11um esforço grande
00:16:12de assegurar
00:16:15o modelo de negócio
00:16:16dependia da corrupção.
00:16:18Então,
00:16:18é um modelo de negócio
00:16:19que depende
00:16:19de obter recursos públicos
00:16:21direto ou indiretamente,
00:16:23depende de capturar
00:16:25os mecanismos
00:16:26de supervisão
00:16:26para evitar
00:16:27que se detectasse
00:16:28qualquer tipo
00:16:29de fragilidade
00:16:31que já estava evidente.
00:16:33E é um modelo
00:16:34que depende
00:16:34de você fragilizar,
00:16:37capturar
00:16:38as instâncias
00:16:39de investigação.
00:16:41Muito do esforço
00:16:42que é demonstrado
00:16:44ali pela imprensa
00:16:45e pela polícia já,
00:16:47da atuação
00:16:48do Banco Master,
00:16:49é justamente impedir
00:16:50que as investigações
00:16:51vão à frente
00:16:52e não só as investigações
00:16:53da Polícia Federal
00:16:55e do Banco Central
00:16:56e da Controladoria Geral
00:16:57da União.
00:16:57As investigações
00:16:58da imprensa,
00:16:59o banco,
00:17:00o caso de ameaça
00:17:02de retaliação
00:17:03contra jornalistas,
00:17:04demonstra justamente
00:17:06esse esforço
00:17:06de utilizar,
00:17:08ou se utilizar
00:17:09de mercenários,
00:17:12pessoas contratadas
00:17:13ali diretamente
00:17:14para fazer
00:17:15esse tipo
00:17:15de intimidação,
00:17:16ou mesmo
00:17:17agentes públicos,
00:17:18de órgãos
00:17:19de polícia,
00:17:21para intimidar
00:17:22intimidar a imprensa
00:17:23quando ela estava
00:17:23fazendo esse trabalho
00:17:24de investigação.
00:17:25Então, o modelo
00:17:25de negócio depende
00:17:26de você capturar
00:17:27recursos públicos,
00:17:28obter vantagens
00:17:29regulatórias
00:17:30que beneficiem
00:17:31esse banco
00:17:32e, de outro lado,
00:17:34de impedir
00:17:34que as instâncias
00:17:35de supervisão
00:17:35e fiscalização
00:17:36atuem de forma efetiva.
00:17:38Guilherme France,
00:17:39da Transparência Internacional,
00:17:40muito obrigado
00:17:41pela sua presença
00:17:42aqui nos Três Poderes.
00:17:43Volto sempre.
00:17:45Obrigado.
00:17:47E olha,
00:17:47toda essa movimentação
00:17:49em torno dos acordos
00:17:50de delação premiada
00:17:51e, principalmente,
00:17:51diante da possibilidade
00:17:52do depoimento
00:17:53de Vorcaro
00:17:54respingar no STF,
00:17:56levou o ministro
00:17:57Alexandre de Moraes
00:17:58a desenterrar
00:18:00uma ação do PT
00:18:01questionando os acordos
00:18:03de colaboração
00:18:04com a Justiça.
00:18:05A DPF,
00:18:06Arguição de Preceito Fundamental,
00:18:07foi proposta
00:18:08na época
00:18:08em que ainda
00:18:10se debatia
00:18:11as operações
00:18:12Lava Jato,
00:18:13cinco anos atrás,
00:18:14mais ou menos,
00:18:15entre os principais pontos
00:18:17estão os depoimentos
00:18:18cruzados,
00:18:19que, segundo os proponentes
00:18:20desta DPF,
00:18:22pode possibilitar
00:18:22que réus
00:18:23combinem versões.
00:18:25A respeito
00:18:26deste assunto,
00:18:26Larissa Borges
00:18:27acaba de publicar
00:18:28uma reportagem
00:18:30na revista Veja
00:18:31que eu recomendo
00:18:33muito que seja lido,
00:18:34mas a gente vai
00:18:35diretamente lá
00:18:37para Brasília
00:18:37para perguntar,
00:18:39né, Larissa,
00:18:40não é só
00:18:41essa delação
00:18:42do Vorcaro
00:18:42que tem agitado
00:18:43aí os bastidores,
00:18:44tem muito
00:18:44e agora tem
00:18:45essa possibilidade
00:18:46de Paulo Henrique Costa
00:18:48também vir
00:18:50a se tornar
00:18:50um colaborador.
00:18:51Como é que isso
00:18:52tem agitado
00:18:52os bastidores
00:18:53aí da Capital Federal?
00:18:57Ferraz,
00:18:58não é só o Vorcaro,
00:19:00tem o pessoal
00:19:00do INSS,
00:19:02tem o pessoal
00:19:03de fundos
00:19:04de investimento,
00:19:05tem o pessoal
00:19:06que é investigado
00:19:08por relações
00:19:09com facções
00:19:10criminosas
00:19:10e tudo isso
00:19:12respinga
00:19:12na classe política
00:19:14e tem tirado
00:19:15o sono
00:19:15de muita gente
00:19:16dos três poderes.
00:19:17No caso
00:19:18do Paulo Henrique Costa,
00:19:20o Supremo
00:19:21deve confirmar
00:19:22na semana que vem
00:19:23a prisão,
00:19:24essa ordem de prisão
00:19:25que o ministro
00:19:26André Mendonça
00:19:27determinou,
00:19:28pois
00:19:29que vieram,
00:19:30que descobriu-se
00:19:31essa troca
00:19:33de mensagens
00:19:34entre ele
00:19:34e o Daniel
00:19:35Vorcaro
00:19:35negociando
00:19:36imóveis,
00:19:38negociando
00:19:38papéis falsos
00:19:40para dar
00:19:40esse lastro
00:19:41para a compra
00:19:42do Master
00:19:44pelo BRB.
00:19:45E a situação
00:19:46do Paulo Henrique Costa
00:19:47é interessante
00:19:49porque desde o final
00:19:50do ano passado,
00:19:51quando o caso Master
00:19:52ainda estava
00:19:53nas mãos
00:19:54do ministro
00:19:54Dias Toffoli,
00:19:57investigadores,
00:19:57juízes que atuam
00:19:58no caso falavam
00:19:59que a situação dele
00:20:00era insustentável,
00:20:01porque já naquela altura,
00:20:03ainda em dezembro,
00:20:04já tinha um volume
00:20:04de provas tão grande
00:20:06que mostrava
00:20:07que o BRB,
00:20:07o Banco de Brasília,
00:20:09ele não atuou,
00:20:10como ele diz,
00:20:11na maior das boas intenções
00:20:13numa tentativa frustrada
00:20:15de compra do Master.
00:20:16E agora,
00:20:17essa ordem de prisão
00:20:18do ministro André Mendonça
00:20:20tendo como alvo
00:20:20o Paulo Henrique Costa
00:20:21deixa isso muito evidente.
00:20:23E aí,
00:20:23quando a gente fala
00:20:24de Paulo Henrique Costa,
00:20:25é meio que inevitável
00:20:27a gente falar também
00:20:28do ex-governador
00:20:29Ibanez Rocha.
00:20:31A gente lembra
00:20:31que o Paulo Henrique
00:20:32falava,
00:20:33para quem quisesse ouvir,
00:20:34que não dava um passo
00:20:36sem consultar
00:20:37o ex-governador
00:20:38Ibanez Rocha.
00:20:39Se isso é verdade
00:20:40ou não,
00:20:41a essa altura do campeonato,
00:20:43a investigação
00:20:43que vai dizer.
00:20:44Mas isso
00:20:46fomenta,
00:20:47aqui no imaginário
00:20:48político,
00:20:49a iminente
00:20:50delação
00:20:50do Paulo Henrique.
00:20:51Ele foi aconselhado
00:20:53a fazer uma delação,
00:20:55mas no primeiro momento
00:20:56não topou.
00:20:57E também não passou
00:20:58despercebido
00:20:59entre juízes,
00:21:00advogados,
00:21:01essas pessoas
00:21:02que acompanham
00:21:03o desenrolar
00:21:04das investigações
00:21:05do Máster,
00:21:05que o advogado
00:21:07do Paulo Henrique Costa
00:21:09é um homem
00:21:10da extremíssima confiança
00:21:11do Ibanez Rocha.
00:21:12Então,
00:21:13não faz sentido
00:21:14o ex-governador
00:21:15colocar o principal
00:21:16homem de confiança
00:21:17dele para defender
00:21:19o banqueiro,
00:21:20sendo que esse banqueiro
00:21:21poderia fazer delação.
00:21:23Então,
00:21:23essa incerteza,
00:21:25se o Paulo Henrique
00:21:26vai fazer delação
00:21:27porque tem um homem
00:21:28do Ibanez
00:21:28na antessala dele,
00:21:30isso deixa tudo
00:21:31mais nebuloso
00:21:33e a classe política
00:21:34continua aqui
00:21:34dormindo à base
00:21:35de remédios,
00:21:36Ferraz.
00:21:38O que a gente
00:21:39está acompanhando também,
00:21:40Larissa Ferraz,
00:21:42é uma corrida
00:21:44desesperada
00:21:45pela fila da delação.
00:21:46O que conta primeiro
00:21:47a história
00:21:48tem os maiores benefícios
00:21:50e tem mais chances
00:21:52também de conseguir
00:21:53produzir provas
00:21:55que até então
00:21:55a Polícia Federal
00:21:56não tem conhecimento.
00:21:57E o que a gente
00:21:58está vivendo em Brasília,
00:22:00esse desespero
00:22:01que a Larissa
00:22:01aborda aí
00:22:02nessa reportagem
00:22:04e seis páginas
00:22:04de reportagem
00:22:05na Veja,
00:22:07vem dessa situação
00:22:09de metástase
00:22:12institucional,
00:22:13como dizem
00:22:14os investigadores.
00:22:15Porque não se trata
00:22:16de um caso
00:22:17isolado no executivo,
00:22:19no legislativo,
00:22:20no judiciário,
00:22:21esses escândalos
00:22:23eles se cruzam
00:22:23e pegam
00:22:24figuras importantíssimas
00:22:26dos três poderes
00:22:27dos órgãos
00:22:28reguladores
00:22:29e instituições
00:22:30que a gente
00:22:30até então
00:22:30imaginava
00:22:31que eram blindadas
00:22:33desse tipo
00:22:33de lobby
00:22:34de corrupção.
00:22:35E a grande
00:22:36pergunta que se faz
00:22:38e que é o grande
00:22:39mistério
00:22:39que pode
00:22:40ampliar ainda mais
00:22:42esse escândalo
00:22:43é se
00:22:44esses
00:22:46delatores
00:22:46eles inovaram
00:22:49na corrupção,
00:22:50ou seja,
00:22:50eles foram primeiros
00:22:51a corromper
00:22:52o Banco Central,
00:22:55o judiciário,
00:22:56e os gabinetes
00:22:58importantes
00:22:59dos outros poderes,
00:23:00ou se eles
00:23:01simplesmente
00:23:02eram mais
00:23:03um cliente,
00:23:05clientes
00:23:05de um sistema
00:23:06que já
00:23:06servia
00:23:07a outros
00:23:10esquemas.
00:23:11Porque,
00:23:11veja como,
00:23:13para pegar um exemplo,
00:23:14a situação do Banco Central.
00:23:15Se o Borcaro
00:23:16revelar
00:23:16que ele
00:23:18apenas usou
00:23:19um sistema
00:23:19que tinha
00:23:20outros clientes,
00:23:20ou seja,
00:23:21outros figurões
00:23:22do mercado
00:23:23financeiro
00:23:24que corrompiam
00:23:25e pagavam
00:23:25propina
00:23:25no Banco Central
00:23:26para conseguir
00:23:27empurrar
00:23:27crédito podre
00:23:28de outros
00:23:29bancos
00:23:30no sistema,
00:23:31isso escala
00:23:32a crise
00:23:33de uma forma
00:23:34sem precedentes.
00:23:35A gente tem
00:23:36aquela gestora
00:23:36de fundo
00:23:37REAG
00:23:37do Mansur,
00:23:38que é o José Carlos
00:23:39Mansur,
00:23:40que é o outro
00:23:40delator
00:23:40que está
00:23:42já produzindo
00:23:43anexo,
00:23:43que o problema
00:23:45é da ordem
00:23:46de 400 bilhões
00:23:48de reais.
00:23:49Ou seja,
00:23:50é muito maior
00:23:50que o próprio
00:23:51Master,
00:23:51que já é
00:23:52um escândalo
00:23:53histórico.
00:23:54E quando a gente
00:23:55constata
00:23:56que isso tudo
00:23:58está avançando
00:23:58de uma forma
00:23:59ameaçadora
00:24:00contra figuras
00:24:00importantes,
00:24:01a gente vê
00:24:02as peças
00:24:03aqui em Brasília
00:24:04se movimentando
00:24:04para mudar
00:24:05as regras
00:24:05do jogo.
00:24:06Tenta-se mudar
00:24:07as regras
00:24:08de como se faz
00:24:08delação,
00:24:09tenta-se mudar
00:24:10as regras
00:24:11de como uma CPI
00:24:12pode investigar
00:24:13casos de corrupção
00:24:14no país,
00:24:14e é isso que a gente
00:24:15vem abordando
00:24:16na semana
00:24:16na revista.
00:24:18Há um movimento
00:24:19no Supremo
00:24:19para usar
00:24:22o julgamento
00:24:23que vai acontecer
00:24:23sobre a quebra
00:24:24de sigilo
00:24:25do Lulinha,
00:24:26que foi
00:24:26suspenso
00:24:27pelo Flávio Dino,
00:24:29para redesenhar
00:24:31os poderes
00:24:31das CPIs,
00:24:32para convocar,
00:24:33para quebrar sigilo,
00:24:35para indiciar,
00:24:36propor indiciamentos.
00:24:37Então,
00:24:38o que a gente
00:24:38está acompanhando
00:24:39é as peças
00:24:41se movimentando
00:24:42para,
00:24:42de alguma forma,
00:24:44ver se salva
00:24:46algumas partes
00:24:47de Brasília
00:24:48desse tsunami
00:24:49que está vindo
00:24:50por aí.
00:24:50E é importante
00:24:52que a gente
00:24:52possa discutir
00:24:54esse instituto
00:24:55da delação premiada,
00:24:57é importante
00:24:57que a gente
00:24:57possa discutir
00:24:58de fato
00:24:58algumas coisas
00:24:59que a gente
00:24:59fala em relação
00:25:00à CPMI
00:25:01aqui,
00:25:02porque
00:25:02não cansamos
00:25:04de dizer aqui
00:25:04mesmo nos três poderes
00:25:06que muitas vezes
00:25:07as CPMI
00:25:07não se julgam
00:25:10a fazer
00:25:11para que elas
00:25:12foram criadas,
00:25:13que é justamente
00:25:13investigar,
00:25:14mas sim
00:25:14para ficar
00:25:15criando palco
00:25:16para os políticos
00:25:17conquistarem
00:25:17os seus votos.
00:25:18Não são discussões,
00:25:19o que eu quero dizer
00:25:20é que não são discussões
00:25:21meramente banais,
00:25:23mas que elas
00:25:25acabam acontecendo
00:25:26no pior momento possível
00:25:27que é justamente
00:25:29regulamentar
00:25:30essas coisas,
00:25:31também não com o propósito
00:25:32de melhorar
00:25:32a legislação
00:25:33para que
00:25:34tudo se torne
00:25:35mais transparente,
00:25:37mas sim
00:25:38fazer com que
00:25:39se proteja
00:25:40A, B ou C
00:25:41quem tiver
00:25:41mais poder
00:25:42de articulação
00:25:43em Brasília.
00:25:44Lembrando que
00:25:45você falou
00:25:45da REAG,
00:25:46né Bonin?
00:25:46A REAG
00:25:47ela está
00:25:49envolvida
00:25:50em outro esquema,
00:25:51por exemplo,
00:25:51na questão
00:25:52da carbono oculto,
00:25:53que é uma operação
00:25:54que trata
00:25:55do crime organizado
00:25:56e o
00:25:58Ministério Público
00:25:59de São Paulo
00:26:00disse,
00:26:00não, nós não queremos
00:26:01a delação
00:26:02do principal envolvido
00:26:04que se chama
00:26:05Beto Louco,
00:26:06uma pessoa que tem
00:26:07ligação
00:26:08com o crime organizado,
00:26:09com o PCC,
00:26:10e disse,
00:26:10não, nós não queremos
00:26:11porque,
00:26:12embora ele se
00:26:13prontifique a dar
00:26:14um bilhão
00:26:15de reais
00:26:16e ressarcir
00:26:17os cofres públicos
00:26:18em um bilhão
00:26:19de reais,
00:26:21ele movimentou
00:26:22oito bilhões.
00:26:23E, segundo
00:26:25o Ministério Público,
00:26:25se você abre
00:26:26essa possibilidade
00:26:27de aceitar
00:26:29uma delação
00:26:29premiada
00:26:30nessas condições,
00:26:31você pode
00:26:32criar um verdadeiro
00:26:33esquema
00:26:33de lavagem
00:26:34de dinheiro
00:26:35e legalização
00:26:36de negócios
00:26:37ilícitos
00:26:37a partir do
00:26:38Instituto
00:26:38da Delação
00:26:39Premiada,
00:26:39que é um negócio
00:26:40que preocupa
00:26:40bastante.
00:26:41Eu levo
00:26:42para você,
00:26:43Zé Benedito,
00:26:43como é que você
00:26:44vê todas
00:26:44essas questões?
00:26:45Porque,
00:26:45de fato,
00:26:46é importante
00:26:47que se discuta
00:26:47tudo isso,
00:26:48mas não no calor
00:26:49do momento
00:26:49para proteger
00:26:50a OB,
00:26:50mas sim para
00:26:51melhorar
00:26:51a legislação
00:26:52brasileira.
00:26:54O curioso,
00:26:55Ricardo,
00:26:55é que a discussão
00:26:57sobre a necessidade
00:26:58de reavaliar,
00:26:59de rever,
00:26:59de fazer ajustes
00:27:00nesse ou naquele
00:27:01instrumento,
00:27:01ela sempre parte
00:27:02de quem está
00:27:03no alvo.
00:27:03Então,
00:27:04assim,
00:27:04sempre e sempre
00:27:05já sai comprometida
00:27:06de cara.
00:27:06Eu acho que as
00:27:07delações têm,
00:27:07de fato,
00:27:08muito a mudar,
00:27:08isso já vem sendo dito
00:27:09desde quando elas
00:27:10começaram a ser usadas.
00:27:11Mesmo na época
00:27:12da Lava Jato,
00:27:13havia sérias críticas
00:27:14à forma como as
00:27:14delações eram feitas,
00:27:15e não eram poucas
00:27:16críticas,
00:27:17eram muitas críticas,
00:27:18algumas,
00:27:18inclusive,
00:27:18foram totalmente
00:27:20inutilizadas,
00:27:20porque elas simplesmente
00:27:21eram emprestáveis,
00:27:22pelo caso da delação
00:27:23do Palocci,
00:27:24a do Delcídio também,
00:27:25se eu não me engano.
00:27:26Então,
00:27:27assim,
00:27:28houve delações,
00:27:29inclusive,
00:27:29que não serviram
00:27:30para nada.
00:27:30Então,
00:27:31desde a época
00:27:31da Lava Jato,
00:27:32e foi mais ou menos
00:27:33nessa época que as
00:27:33delações passaram a ser
00:27:34usadas como
00:27:35instrumento de investigação,
00:27:36elas já vinham
00:27:37sendo questionadas.
00:27:38Só que é tal negócio,
00:27:39né,
00:27:39assim,
00:27:40é sempre quem
00:27:41sempre quem está
00:27:42na Berlinda
00:27:42é que levanta a mão
00:27:43falando,
00:27:44ó,
00:27:44tem que rever isso aí,
00:27:45né,
00:27:45e aí fica de fato
00:27:46muito suspeito.
00:27:47Eu acho que a questão
00:27:47das CPIs
00:27:48também pode ser
00:27:49que precise de um ajuste
00:27:50aqui ou acolá,
00:27:51porque as duas últimas
00:27:52CPIs, né,
00:27:53cá entre nós,
00:27:54foram vexames, né,
00:27:55assim,
00:27:56as duas últimas CPIs
00:27:56foram vexame.
00:27:59Independente do mérito
00:28:00dessa coisa do
00:28:00Alessandro Vieira
00:28:01versus STF,
00:28:02a verdade é que
00:28:03as duas CPIs,
00:28:04elas terminaram
00:28:04sem conseguir produzir
00:28:05um relatório,
00:28:06porque elas foram
00:28:07tão instrumentalizadas
00:28:08politicamente,
00:28:09elas viraram tanto
00:28:09o palco eleitoral
00:28:11que elas perderam
00:28:11totalmente o rumo, né,
00:28:14perderam totalmente
00:28:14a noção.
00:28:15Então, assim,
00:28:15as CPIs foram vexames,
00:28:17então eu acho que
00:28:17precisa de fato
00:28:18ter algum tipo de ajuste.
00:28:19Agora,
00:28:19para o STF,
00:28:20eu acho muito ruim, né,
00:28:21porque, assim,
00:28:21o STF está vendo
00:28:23a questão das delações
00:28:23e o STF vai ver também
00:28:24a questão das CPIs.
00:28:26Nos dois casos,
00:28:27fica parecendo
00:28:27que o STF
00:28:28está tentando se autoproteger, né,
00:28:30e nesse clima
00:28:31conflagrado contra o STF,
00:28:32qualquer tentativa
00:28:33que pareça autoproteção,
00:28:35só piora a situação,
00:28:36né, só piora.
00:28:37É só você ver
00:28:37nas redes sociais,
00:28:38eu sei que as redes sociais
00:28:39não é o único termômetro,
00:28:40mas você pode ver,
00:28:41por exemplo,
00:28:41como que o STF,
00:28:42num momento de popularidade
00:28:43tão ruim,
00:28:45e tão na Berlinda,
00:28:46como eu vou usar
00:28:47uma expressão
00:28:47que eu acabei de citar aqui,
00:28:49ele tentando se autoproteger,
00:28:50ele, na verdade,
00:28:51gera um efeito contrário,
00:28:52que é aumentar as críticas
00:28:53e aumentar a percepção negativa
00:28:55de que tem algo a esconder, né.
00:28:57Então, assim,
00:28:58para o STF também é muito ruim.
00:28:59Eu acho que esse escândalo todo,
00:29:00só para fechar,
00:29:01eu acho que é um grande
00:29:01perde, perde, né.
00:29:02Eu acho que o Congresso perdeu,
00:29:04porque as CPIs,
00:29:05as CPIs foram um fracasso
00:29:06e lá ninguém tem interesse
00:29:07em investigar ninguém,
00:29:08não vão abrir CPI nenhuma de massa,
00:29:10não vai ter nenhuma investigação
00:29:11do Congresso sobre isso,
00:29:13o Supremo Tribunal Federal,
00:29:14pelos motivos que eu já falei,
00:29:15o Executivo,
00:29:16porque pode descobrir
00:29:17outras grandes investigações,
00:29:19mas tem um ponto principal
00:29:20para o Lula,
00:29:21porque eu queria encerrar.
00:29:22Esse clima
00:29:23de que tudo que está aí
00:29:24está uma porcaria,
00:29:25de que o país está à deriva,
00:29:27de que o país está
00:29:28uma grande bagunça,
00:29:30que tudo está errado,
00:29:32que precisa mudar tudo isso aí,
00:29:33essa sensação,
00:29:35já foi citada aqui,
00:29:36inclusive,
00:29:36por outros especialistas,
00:29:37essa sensação é ruim
00:29:38para o Lula,
00:29:39porque é ele
00:29:40que representa
00:29:41a continuidade de governo,
00:29:42é ele que representa
00:29:43a continuidade institucional ali,
00:29:45porque ele vai estar
00:29:45sendo submetido
00:29:46às urnas em outubro.
00:29:47Então,
00:29:47quanto mais o eleitor
00:29:48tiver essa sensação
00:29:49de que precisa mudar tudo,
00:29:52quem perde com isso
00:29:53é o Lula
00:29:53e perde muito.
00:29:56Eu queria fazer
00:29:57um complemento,
00:29:58porque vocês falando
00:30:00eu fico lembrando
00:30:01dessas conversas
00:30:02que a gente tem
00:30:02sobre delação,
00:30:04e esse caso
00:30:05dessa ADPF
00:30:07que o ministro
00:30:07Alexandre de Moraes
00:30:08pediu para colocar
00:30:09em pauta,
00:30:10ele é muito relevante
00:30:11porque,
00:30:12como disse o Ferraz,
00:30:13ele estava há cinco anos
00:30:15dormindo lá no STF,
00:30:16há quatro anos
00:30:18o procurador-geral
00:30:19da República
00:30:20pediu para arquivar
00:30:21sem nem julgar,
00:30:22e se você for ler a ação,
00:30:24eles elencam sete casos
00:30:26e o autor da ação
00:30:27é o PT,
00:30:28eles elencam sete casos
00:30:30em que as delações
00:30:31não poderiam ser aceitas.
00:30:33E vendo com a lupa de hoje,
00:30:35dentro do escândalo
00:30:36do Master,
00:30:37se isso for aprovado
00:30:39100% como o PT
00:30:40pediu lá atrás,
00:30:42a delação no Forcaro
00:30:43fica muito difícil.
00:30:44Além da delação cruzada,
00:30:46que são dois delatores
00:30:48falando o mesmo caso,
00:30:49existem questionamentos
00:30:51se o delator
00:30:52pode abarcar parentes
00:30:54nesse mesmo acordo,
00:30:55se ele pode salvar
00:30:56um pedacinho do patrimônio
00:30:58nesse mesmo acordo,
00:30:59e o Boninho vai lembrar
00:31:00da Lava Jato,
00:31:01isso era muito comum lá
00:31:03e algo de críticas
00:31:04também lá,
00:31:05mas veja que no Master
00:31:06tem advogado
00:31:08que trabalha
00:31:08na ponta
00:31:09do Banco Master
00:31:10e no dos fundos
00:31:11de investimento,
00:31:12e os dois clientes
00:31:14fazem delação.
00:31:15A chance
00:31:16dessa delação
00:31:16ser convergente
00:31:18para alvos específicos
00:31:21é muito grande.
00:31:22Na Lava Jato
00:31:23tinha delator
00:31:24que colocava
00:31:25no pacote
00:31:26a proteção
00:31:26aos familiares,
00:31:27uma coisa que o Daniel
00:31:28Forcaro
00:31:28também está pensando
00:31:30em fazer,
00:31:30já que o pai,
00:31:32a irmã,
00:31:32o cunhado,
00:31:33todos eles também
00:31:34foram tocados
00:31:36em diferentes níveis
00:31:37pelas investigações.
00:31:39Então,
00:31:39o Alexandre de Moraes
00:31:40pediu pauta,
00:31:41o presidente
00:31:42do STF,
00:31:43Edson Fachin,
00:31:44tem sido pressionado
00:31:45a pautar,
00:31:46cabe a ele
00:31:47decidir a data,
00:31:48mas tem gente
00:31:49também aconselhando
00:31:50o ministro Fachin
00:31:51a esperar a poeira baixar,
00:31:53deixa a eleição vir
00:31:54e não pauta o assunto,
00:31:56apesar de ele estar
00:31:57redondo para julgamento
00:31:58há tantos anos.
00:31:59Ferraz?
00:32:00Pois é,
00:32:01a maior turbulência
00:32:02em Brasília
00:32:02essa semana
00:32:03veio da CPI
00:32:04do crime organizado.
00:32:06Após manobras
00:32:07do governo,
00:32:08os integrantes
00:32:08votaram contra
00:32:09o relatório final
00:32:11do senador
00:32:11Alessandro Vieira
00:32:12do MDB.
00:32:13Depois que ele pediu
00:32:15o indiciamento
00:32:16dos ministros
00:32:18do Supremo Tribunal Federal
00:32:20Dias Toffoli,
00:32:21Alexandre de Moraes
00:32:22e Gilmar Mendes
00:32:22e também do Procurador-Geral
00:32:24da República
00:32:25Paulo Gonê.
00:32:27O Alessandro Vieira
00:32:28alegou crime
00:32:29de responsabilidade
00:32:30na condução
00:32:31do caso Master
00:32:32na corte
00:32:33e o Toffoli
00:32:34admitiu que foi sócio
00:32:35do cunhado
00:32:36de Daniel Vorcaro,
00:32:38Fabiano Zettel,
00:32:39que também está implicado
00:32:40nessa operação
00:32:41Compliance Zero,
00:32:42que investiga
00:32:43todo esse caso Master.
00:32:45eles foram sócios
00:32:46naquele resort
00:32:48Tayhayá,
00:32:48que fica lá
00:32:49no interior
00:32:49do Paraná.
00:32:50Já a esposa
00:32:51de Alexandre de Moraes
00:32:52manteve contratos
00:32:53com o Master
00:32:54no valor
00:32:54de 129 milhões
00:32:56de reais.
00:32:57Segundo Vieira,
00:32:58Moraes teria dificultado
00:32:59as investigações
00:33:00e Gonê
00:33:00se omitido,
00:33:02perdão,
00:33:02Moraes não,
00:33:04Gilmar Mendes
00:33:05teria dificultado
00:33:07as investigações
00:33:08e Gonê
00:33:09teria se omitido
00:33:10ao não responsabilizar
00:33:12os integrantes
00:33:13da corte.
00:33:14A postura
00:33:15foi entendida
00:33:15pelos ministros
00:33:16como uma agressão
00:33:18com fins eleitorais
00:33:19e sem base legal.
00:33:20O decano
00:33:21do Supremo Tribunal
00:33:22Federal
00:33:23representou
00:33:23contra o senador
00:33:24na Procuradoria-Geral
00:33:26da República
00:33:26para que ele seja
00:33:27investigado
00:33:28por abuso
00:33:29de autoridades.
00:33:30Gilmar alega
00:33:31que o
00:33:33Alessandro Vieira
00:33:34desviou
00:33:35as suas funções
00:33:36na condução
00:33:36da CPI.
00:33:38Uma medida
00:33:38para lá
00:33:39de polêmica,
00:33:40já que o senador
00:33:40goza de imunidade
00:33:42parlamentar
00:33:42no exercício
00:33:43da função.
00:33:43Vamos ver
00:33:44como se deu
00:33:45esse tiroteio
00:33:46ao longo
00:33:46da semana.
00:33:47E essa comissão
00:33:48instaurada
00:33:50após o massacre
00:33:50de 120 pessoas
00:33:52nos complexos
00:33:53do Alemão
00:33:53e da Penha
00:33:54no ano passado
00:33:55não promoveu
00:33:56sequer a quebra
00:33:57de sigilos
00:33:58de milicianos
00:34:00ou integrantes
00:34:00das facções
00:34:01que controlam
00:34:02territórios
00:34:03no Rio de Janeiro.
00:34:04Por isso
00:34:05causa perplexidade
00:34:07que o relator
00:34:08da CPI
00:34:08oriundo das fileiras
00:34:10policiais
00:34:11não tenha dirigido
00:34:13suas apurações
00:34:14para aqueles
00:34:15que,
00:34:16abandonando
00:34:16o dever público,
00:34:17cruzaram
00:34:18para o lado
00:34:19das milícias
00:34:19e passaram
00:34:21a oprimir
00:34:22as próprias
00:34:23comunidades
00:34:24que deveriam
00:34:24proteger.
00:34:26O relatório
00:34:27apresentado
00:34:29com todas as vendas
00:34:31revela
00:34:32verdadeira cortina
00:34:33de fumaça
00:34:34ao deixar
00:34:35de enfrentar
00:34:35o grave problema
00:34:36a que se propôs
00:34:37e ao dedicar-se
00:34:38a engrossar
00:34:39a espuma
00:34:40midiática
00:34:41contra o Supremo
00:34:42Tribunal Federal
00:34:43na expectativa
00:34:45de produzir
00:34:45dividendos eleitorais
00:34:47para certos
00:34:48atores políticos.
00:34:50Esse desvio
00:34:51de finalidade
00:34:52suscita
00:34:53preocupação,
00:34:54mas aqui
00:34:55o desvio
00:34:56não é algo
00:34:58inocente
00:34:58do ponto de vista
00:35:00administrativo,
00:35:01é crime,
00:35:02está na lei
00:35:02de abuso
00:35:03da autoridade.
00:35:04O que eu fiz
00:35:05foi apenas
00:35:05uma apreciação
00:35:07livre,
00:35:08corajosa
00:35:09de fatos notórios.
00:35:10Ou alguém
00:35:11acha normal
00:35:12carona em jatinho
00:35:13para o Ministro
00:35:13Supremo.
00:35:14Ou alguém
00:35:15acha normal
00:35:16recebimento
00:35:17milionário
00:35:17por parentes
00:35:18de Ministro
00:35:18Supremo.
00:35:20Atuação
00:35:21em processos
00:35:22onde não existe
00:35:22legitimidade
00:35:23para tal.
00:35:24Não é normal.
00:35:25Mas, repito,
00:35:27respeitar a democracia
00:35:28é respeitar o voto.
00:35:29No voto,
00:35:31o colegiado
00:35:32entendeu por
00:35:32não aprovar
00:35:33o indiciamento,
00:35:34por não aprovar
00:35:36o relatório.
00:35:36E eu respeito.
00:35:38Mas os fatos,
00:35:39esses não mudam
00:35:40por conta do voto,
00:35:41os fatos permanecem.
00:35:42E o fato do dia
00:35:43é que V. Exª
00:35:45tem,
00:35:46sob seu comando
00:35:48no Senado
00:35:48da República,
00:35:49um senador
00:35:50ameaçado
00:35:51formalmente
00:35:52por dois ministros
00:35:54da Suprema Corte
00:35:55de cassação,
00:35:57de processo criminal
00:35:59e ineligibilidade.
00:36:00por conta
00:36:01de um voto.
00:36:04Boninho,
00:36:04é possível a gente
00:36:05separar
00:36:06tanto joio
00:36:07de tanto trigo?
00:36:08Porque, afinal de contas,
00:36:10a gente tem aí
00:36:10nesse balaio
00:36:13imunidade parlamentar,
00:36:14o exercício
00:36:15da função,
00:36:16a gente tem
00:36:16uma CPI
00:36:17que, como já disse
00:36:18o Benedito aqui,
00:36:19não se propôs
00:36:20a indiciar
00:36:21quem, de fato,
00:36:22estava investigando
00:36:23e sim ministros
00:36:24do Supremo.
00:36:25E a gente tem
00:36:26um ministro do Supremo
00:36:27exercendo o seu poder
00:36:28para coagir
00:36:29um senador
00:36:30da República.
00:36:31Onde que a gente
00:36:32consegue situar
00:36:33na sua opinião
00:36:34para o nosso
00:36:35telespectador em casa
00:36:36também poder
00:36:36saber um pouco
00:36:38disso,
00:36:38no meio
00:36:38dessa confusão
00:36:39toda,
00:36:40aonde está
00:36:41a razão?
00:36:44Está faltando
00:36:45trigo aí,
00:36:46né, Ricardo?
00:36:47Porque o relatório,
00:36:49por partes,
00:36:50porque são muitas
00:36:50camadas,
00:36:52primeiro o relatório,
00:36:52o relatório foi
00:36:53um relatório político,
00:36:54pobre,
00:36:55estéreo,
00:36:55em que o senador
00:36:58Alessandro Vieira
00:36:58pareceu se preocupar
00:36:59mais com a reeleição
00:37:01dele,
00:37:01porque ele criou
00:37:02inegavelmente
00:37:03um fato político
00:37:04para o qual ele é
00:37:06o único e grande
00:37:07beneficiário,
00:37:07porque a gente está
00:37:08falando hoje
00:37:09dele aqui
00:37:09e o país inteiro
00:37:10está comentando
00:37:11como se ele fosse
00:37:12um grande
00:37:13justiceiro
00:37:14que está sendo
00:37:14perseguido
00:37:15por denunciar
00:37:16a corrupção
00:37:17dos poderosos.
00:37:18E o fato
00:37:19que ele colocou
00:37:19tudo o que foi
00:37:20para dentro
00:37:21desse relatório,
00:37:22além de ser
00:37:23notícia velha,
00:37:24que está sendo
00:37:25investigada
00:37:25por quem de fato
00:37:26está fazendo
00:37:26um trabalho sério,
00:37:27que é a Polícia Federal,
00:37:28é um material
00:37:30que se propôs
00:37:32a desgastar
00:37:33o Supremo
00:37:34para fazer
00:37:35média política,
00:37:36mas acabou
00:37:37ajudando
00:37:38quem
00:37:39estava acuado
00:37:40por todas
00:37:41essas revelações
00:37:42dos escândalos
00:37:43no Banco Master,
00:37:44porque deu um
00:37:45discurso ao Supremo
00:37:46de vitimização,
00:37:47uma vitimização
00:37:48que de fato
00:37:48é real,
00:37:49porque o relatório
00:37:50ele se propõe
00:37:52a indiciar
00:37:53ministros
00:37:54do Supremo.
00:37:55Todo mundo
00:37:56sabe,
00:37:56o senador
00:37:57sabe,
00:37:57que a CPI
00:37:59quando termina
00:38:00e aprova
00:38:01um relatório
00:38:01com sugestões
00:38:02de indiciamento,
00:38:03manda esse relatório
00:38:04para onde?
00:38:04Para o próprio
00:38:05Supremo.
00:38:06Qual era o ministro,
00:38:08qual é o ministro
00:38:09que está investigando
00:38:10o crime organizado
00:38:11no Supremo?
00:38:12Alexandre de Moraes,
00:38:13então o relatório
00:38:14que pede o indiciamento
00:38:15do ministro Alexandre de Moraes
00:38:17seria enviado
00:38:18para o ministro
00:38:18Alexandre de Moraes?
00:38:19Ah,
00:38:20vamos indiciar também
00:38:21o Paulo Gonet,
00:38:22quem é o responsável
00:38:24por propor
00:38:26investigações
00:38:27a partir de um relatório
00:38:28de CPI?
00:38:28O Paulo Gonet.
00:38:30Então,
00:38:31além de ser
00:38:32factualmente
00:38:33inexplicável isso,
00:38:34porque você,
00:38:35ah,
00:38:36vamos indiciar
00:38:36o ministro Supremo
00:38:37e mandar para os próprios
00:38:38ministros Supremo
00:38:39decidirem,
00:38:40indiciar o responsável
00:38:42por investigar,
00:38:43esse relatório
00:38:43foi mal elaborado,
00:38:45preguiçoso,
00:38:46feito a toque de caixa,
00:38:48foram 18 reuniões
00:38:49apenas dessa CPI,
00:38:50ela foi aberta lá atrás
00:38:52porque o Senado
00:38:54precisava dar uma resposta
00:38:55eleitoral diante
00:38:56daquela mega operação
00:38:57no Rio de Janeiro
00:38:57que matou mais de 100
00:38:58criminosos do Conde Vermelho,
00:39:00foi já iniciada
00:39:01com interesse eleitoral
00:39:02e foi mal feita,
00:39:04tem um capítulo
00:39:05nesse relatório
00:39:06que diz,
00:39:07que trata sobre
00:39:08a infiltração
00:39:09do crime organizado
00:39:10no poder público,
00:39:11que a grande autoridade
00:39:12que fala sobre isso
00:39:13é o Antony Garotinho,
00:39:14ex-governador
00:39:15todo o Rio de Janeiro.
00:39:16Então,
00:39:17a parte política
00:39:18disso é muito ruim
00:39:19e quando a gente
00:39:20olha para a reação
00:39:21do STF,
00:39:23ela é pior
00:39:23porque,
00:39:24primeiro,
00:39:25os ministros do STF
00:39:27morderam a isca
00:39:28que o senador jogou,
00:39:30demonstra para a sociedade
00:39:31um abuso de autoridade
00:39:32e é a grande crítica
00:39:34que existe hoje
00:39:34em relação ao Supremo,
00:39:35ele avançar demais
00:39:37as prerrogativas
00:39:38e querer mudar questões,
00:39:40acuar,
00:39:40intimidar quem
00:39:41bate de frente
00:39:42com os ministros do Supremo.
00:39:44E é esse o ponto
00:39:45onde o ministro
00:39:46de Marmendes
00:39:46está avançando.
00:39:48Pode perceber
00:39:49a reação pública.
00:39:50Foi o ministro
00:39:51de Marmendes,
00:39:52o Flávio Dino
00:39:52e o Dias Toffoli
00:39:54que se manifestaram.
00:39:55O Fachin
00:39:56foi pressionado
00:39:57a soltar uma nota
00:39:57no fim do dia
00:39:58e soltou aquela nota.
00:39:59Mas todo o restante
00:40:00da corte
00:40:01ficou em silêncio.
00:40:03Há, sim,
00:40:04uma compreensão
00:40:05de que tudo
00:40:06que está acontecendo
00:40:06e sendo revelado
00:40:07é grave,
00:40:07mas a forma eleitoral
00:40:09como o senador
00:40:10Alessandro Vieira
00:40:11tratou tudo isso,
00:40:11por puro oportunismo,
00:40:13acabou contaminando
00:40:15de vez
00:40:16essa discussão,
00:40:17Ricardo.
00:40:20Zé?
00:40:22Boninho,
00:40:23eu acrescentaria
00:40:23uma coisa
00:40:24falando-se
00:40:24do Alessandro Vieira.
00:40:25O Alessandro Vieira,
00:40:26na minha opinião,
00:40:27ele saiu menor
00:40:29desse episódio,
00:40:30mas eu acho
00:40:31que reeleito.
00:40:32E eu explico,
00:40:33aparentemente
00:40:34é uma contradição,
00:40:34ele saiu menor,
00:40:35mas reeleito.
00:40:36Eu acho o seguinte,
00:40:38eleitoralmente,
00:40:39ele buscou,
00:40:39obviamente,
00:40:40algum dividendo eleitoral,
00:40:41e esse dividendo eleitoral,
00:40:43ele terá entre os opositores
00:40:45do STF,
00:40:46entre aqueles que já fazem
00:40:47uma cruzada,
00:40:48que já empreendem uma cruzada
00:40:49há muito tempo
00:40:50contra o STF.
00:40:51Então,
00:40:51o bolsonarismo
00:40:52abraçou Alessandro Vieira,
00:40:54você vê que há uma reação
00:40:55muito favorável,
00:40:57porque ele colocou
00:40:58no papel
00:40:59a responsabilização
00:41:02dos ministros do STF,
00:41:03que é uma bandeira
00:41:04antiga
00:41:05desse campo
00:41:06do espectro político.
00:41:07Então,
00:41:08eu acho que na disputa
00:41:08pela reeleição
00:41:09ao Senado,
00:41:10é muito provável
00:41:10que ele tenha o apoio
00:41:11desse eleitor,
00:41:12desse eleitor que vê nele,
00:41:13isso que você se chamou
00:41:14de justiceiro,
00:41:15alguém que possa ser
00:41:18alguém que enfrente
00:41:19o STF.
00:41:20Então,
00:41:20eu acho que
00:41:20para a reeleição dele,
00:41:22talvez ele tenha encaminhado
00:41:23um nicho do eleitorado
00:41:24bastante específico.
00:41:25Mas eu acho que ele saiu
00:41:26menor,
00:41:27porque assim,
00:41:29concordando com tudo isso
00:41:29que você falou,
00:41:31ele sai com a imagem dele
00:41:32manchada,
00:41:32porque o Alessandro Vieira,
00:41:33ele era considerado
00:41:34um senador independente,
00:41:35foi tratado aqui,
00:41:36inclusive,
00:41:37várias vezes,
00:41:37muitas vezes ele foi dito,
00:41:39é um senador independente
00:41:40que não é alinhado
00:41:40nem ao governo
00:41:41e nem ao bolsonarismo e tal.
00:41:43Era um senador filiado
00:41:44ao MDB,
00:41:44já foi eleito pela rede,
00:41:46vamos lembrar,
00:41:47então assim,
00:41:47era um senador
00:41:48tido como independente
00:41:49e era confiável
00:41:50para algumas missões
00:41:50mais delicadas ali
00:41:51que você precisava de alguém
00:41:52que não fosse alinhado
00:41:54a lugar nenhum.
00:41:54Eu acho que essa imagem
00:41:55de independência,
00:41:56essa imagem de seriedade
00:41:59mesmo que ele tinha,
00:42:00eu acho que foi um pouco
00:42:01comprometido
00:42:01por esse relatório pífio,
00:42:03de conteúdo puramente eleitoral,
00:42:05e pela maneira
00:42:07como ele abraçou,
00:42:08colocou no papel
00:42:09toda uma ofensiva antiga
00:42:11que ele tem com os juízes.
00:42:13É bom lembrar aqui,
00:42:14relembrar,
00:42:15porque a gente já falou
00:42:15sobre isso,
00:42:16Alessandro Vieira
00:42:17era um delegado de polícia,
00:42:18foi delegado-geral
00:42:19de polícia de Sergipe,
00:42:20que se elegeu
00:42:21comandando grandes operações
00:42:22de combate à corrupção
00:42:23em Sergipe,
00:42:24ele foi delegado-geral
00:42:24de polícia lá,
00:42:25foi assim que ele se elegeu,
00:42:27comandando grandes operações
00:42:28de corrupção.
00:42:29Depois ele foi
00:42:30o que é talvez
00:42:31o melhor exemplo
00:42:31de Lava Jatista,
00:42:32ele sempre foi
00:42:33apoiador da Lava Jatista,
00:42:34ele sempre foi um defensor
00:42:35do trabalho feito
00:42:37pela operação,
00:42:38depois que a Lava Jatista
00:42:39foi enterrada,
00:42:40ele tentou viabilizar
00:42:41a tal da CPI da Lava Toga,
00:42:43ele foi o principal
00:42:44articulador dessa CPI
00:42:45da Lava Toga,
00:42:46então ele tem uma ideia fixa,
00:42:47muito antiga,
00:42:48de querer investigar magistrados,
00:42:50de querer investigar
00:42:50os ministros do STF.
00:42:52E ele deve ter visto
00:42:53na hora de elaborar
00:42:54esse relatório
00:42:54uma oportunidade,
00:42:55ele falou,
00:42:55pô, chegou minha vez,
00:42:56é aqui mesmo que eu vou colocar
00:42:57tudo aquilo que eu gostaria
00:42:58que fosse feito.
00:42:59Eu acho que foi errado,
00:43:00politicamente com essa coisa
00:43:01pife aí que o Bolin falou,
00:43:03e eu acho que politicamente
00:43:04ele sai menor,
00:43:05mas talvez saia reeleito.
00:43:09Eu queria dar dois outros
00:43:12vieses para essa discussão,
00:43:14porque semana passada
00:43:15teve uma reunião
00:43:16aqui em Brasília,
00:43:17na casa do presidente
00:43:19do Senado,
00:43:20Davi Alcolumbre,
00:43:21com quatro ministros
00:43:22do Supremo,
00:43:23é uma reunião
00:43:23que eles tentam fazer
00:43:24semanalmente
00:43:25quando o cenário
00:43:26de crise permite,
00:43:27e essa reunião
00:43:28teve muito de reclamação
00:43:30sobre os rumos da CPI.
00:43:32Essa reunião ocorreu
00:43:33depois da CPI do INSS,
00:43:36depois daquele fim pífio
00:43:37da CPI do INSS,
00:43:39e às vésperas
00:43:39desse relatório
00:43:40do Alessandro Vieira.
00:43:42E o que os ministros
00:43:43reclamavam
00:43:44por Davi Alcolumbre
00:43:45é que, ok,
00:43:46a CPI já tem
00:43:47esse palco
00:43:48meio circense,
00:43:49ela é mais pirotécnica,
00:43:50quase que por definição,
00:43:52mas essas duas CPIs
00:43:54que tem esse senador
00:43:56específico
00:43:57nos dois colegiados,
00:43:58elas cismaram
00:44:00que precisavam
00:44:01da cabeça
00:44:02de um ministro
00:44:02do Supremo.
00:44:03No caso da CPI
00:44:04do INSS,
00:44:05por que o Supremo
00:44:06anulou aquelas
00:44:08quebras de sigilo
00:44:09em bloco
00:44:09do Lulinha
00:44:10e de outros investigados?
00:44:11De repente,
00:44:12eles acharam
00:44:13que isso fermentou
00:44:14no senador
00:44:15Alessandro Vieira
00:44:16essa oportunidade
00:44:17política e eleitoral
00:44:18de colocar
00:44:19no papel
00:44:20no relatório final
00:44:21o indiciamento,
00:44:23a proposta
00:44:23de indiciamento
00:44:24desses ministros.
00:44:25Isso não quer dizer
00:44:26que os ministros
00:44:27não mereçam críticas
00:44:29e que os jatinhos
00:44:30ou a investigação
00:44:31do Márcio
00:44:31não merecem
00:44:34aprofundamento
00:44:34de investigação,
00:44:35mas o que
00:44:36eles reclamam
00:44:37é que mistura
00:44:38uma coisa com outra
00:44:39porque bater
00:44:40no Supremo
00:44:40dá voto
00:44:41e o senador,
00:44:42como lembrou o Zé,
00:44:43desde o primeiro dia
00:44:44dele no Senado,
00:44:45ele queria encampar
00:44:47uma investigação
00:44:48contra o Supremo,
00:44:49ele foi um dos principais
00:44:50articuladores
00:44:51para a CPI
00:44:52da Lava Toga
00:44:53que desde aquela época
00:44:55o Supremo
00:44:55já falava
00:44:56que era inconstitucional,
00:44:57mas ele usa isso
00:44:57como uma plataforma
00:45:00eleitoral.
00:45:01Então,
00:45:01essa reunião
00:45:03da semana passada
00:45:04na casa
00:45:04do Davi Alcolumbre
00:45:05foi quase
00:45:06uma lavação
00:45:06de roupa suja
00:45:07dos ministros
00:45:08do Supremo
00:45:08para o presidente
00:45:09do Senado
00:45:09para falar
00:45:10faça alguma coisa.
00:45:12E tanto que
00:45:13tanto o governo
00:45:13quanto o Supremo
00:45:14eles atribuem
00:45:15ao Davi
00:45:16um papel muito relevante
00:45:17na troca
00:45:18dos membros
00:45:20da CPI
00:45:21e essa troca
00:45:22que permitiu
00:45:23a derrubada
00:45:24do relatório
00:45:25do Alessandro Vieira
00:45:25por 6 a 4.
00:45:27Então,
00:45:27toda vez que alguém
00:45:28pergunta qual é
00:45:29a importância,
00:45:30qual a influência
00:45:31do Davi Alcolumbre,
00:45:32entre outros exemplos
00:45:33é isso.
00:45:34Ele tem um pé
00:45:34em cada canoa,
00:45:35fez um aceno
00:45:36ao Alessandro Vieira
00:45:37depois da ofensiva
00:45:38do Gilmar Mendes,
00:45:39mas também fez um aceno
00:45:40aos quatro ministros
00:45:41do Supremo.
00:45:42Ferraz?
00:45:42É,
00:45:43depois daquele discurso
00:45:45que a gente viu
00:45:46o Alessandro Vieira
00:45:47falando,
00:45:47o senhor tem agora
00:45:49sob seu comando
00:45:50um senador passível
00:45:51de cassação,
00:45:53o Davi Alcolumbre
00:45:54disse que vai colocar
00:45:55toda a estrutura
00:45:56do Senado
00:45:56para a defesa
00:45:57do senador
00:45:59Alessandro Vieira
00:46:00se assim
00:46:01ele o desejar.
00:46:03Bom,
00:46:03vamos mudar um pouquinho
00:46:04agora aqui o rumo
00:46:05da nossa prosa
00:46:06porque na quarta-feira
00:46:07a pesquisa,
00:46:09o Instituto de Pesquisa
00:46:10Quest
00:46:10publicou mais
00:46:12uma pesquisa
00:46:13de intenção
00:46:14de votos
00:46:15e a gente tem visto
00:46:16aqui,
00:46:16tem acompanhado bastante
00:46:17de perto aqui
00:46:18nos três poderes
00:46:18toda semana
00:46:20a gente tem tido
00:46:21os institutos
00:46:22soltando pesquisas
00:46:23novas,
00:46:23a gente tem trazido
00:46:24para vocês
00:46:24e o quadro
00:46:26não mudou
00:46:27significativamente
00:46:28em relação
00:46:28àquilo que a gente
00:46:29já tinha visto.
00:46:30Vamos dar uma olhadinha
00:46:31como que está
00:46:32a intenção de voto
00:46:33no primeiro turno.
00:46:34Lula tem
00:46:3537%,
00:46:36Flávio Bolsonaro
00:46:3732%,
00:46:38Ronaldo Caiado
00:46:39sobe um pouquinho
00:46:406%
00:46:41porque afinal de contas
00:46:42ele foi definido
00:46:43como sendo
00:46:44o candidato
00:46:45do PSD,
00:46:46Romeu Zema
00:46:47do Novo
00:46:48tem 3%,
00:46:49Augusto Cury
00:46:502%,
00:46:51Renan Santos
00:46:512%,
00:46:52Cabo Daciolo
00:46:531%,
00:46:54Samara Martins
00:46:541%
00:46:56e Aldo Rebelo
00:46:56sequer pontua
00:46:58indecisos
00:46:595%,
00:47:00Brancos e Nulos
00:47:00não vai votar
00:47:0111%.
00:47:03Vamos dar uma olhadinha
00:47:03no segundo turno
00:47:04agora.
00:47:05Aqui está
00:47:06a curva,
00:47:07a gente tem visto
00:47:08o filme
00:47:10é empate técnico,
00:47:12tá gente?
00:47:13Inverteu aqui,
00:47:14estavam empatados
00:47:1441, 41
00:47:15Lula e Flávio
00:47:16Bolsonaro
00:47:17e agora
00:47:18inverteu-se,
00:47:19mas isso aqui
00:47:20ainda é
00:47:21empate técnico,
00:47:23isso é importante
00:47:23da gente trazer
00:47:24porque tem muita gente
00:47:25falando, ah,
00:47:26virou e isso
00:47:27é uma coisa relevante.
00:47:28Claro que é,
00:47:29mas é relevante
00:47:30ao longo do tempo,
00:47:31quando a gente analisa
00:47:32a trajetória,
00:47:34o momento
00:47:35é empate técnico
00:47:37no segundo turno
00:47:38entre Flávio Bolsonaro
00:47:39e Lula.
00:47:40Agora,
00:47:41tem uma questão
00:47:42que é muito relevante
00:47:44que os institutos
00:47:44estão tratando
00:47:45que é o seguinte,
00:47:46a aprovação
00:47:47do governo
00:47:48na nossa próxima tela
00:47:49vamos dar uma olhada.
00:47:50Tá aqui, ó.
00:47:53A desaprovação
00:47:54do governo
00:47:55vem com essa trajetória
00:47:57aqui em que
00:47:58ela se mantém,
00:47:59ela teve um empate
00:48:00técnico aqui
00:48:01lá em setembro
00:48:02e a boca do jacaré
00:48:05tá abrindo de novo.
00:48:06E por que
00:48:07que isso aqui
00:48:08preocupa
00:48:09o governo?
00:48:10Por causa
00:48:11desse número
00:48:11Yanquinha,
00:48:1243% aprova,
00:48:1452% desaprova.
00:48:16Historicamente
00:48:16no Brasil,
00:48:17quem tem
00:48:1845%
00:48:20de aprovação
00:48:21tem muita chance
00:48:22de se reeleger.
00:48:23Quem tem
00:48:2350%
00:48:24de aprovação
00:48:25e sendo
00:48:27incumbente,
00:48:27estando
00:48:28no exercício
00:48:29do cargo,
00:48:29tá praticamente
00:48:30reeleito.
00:48:31Quem tem
00:48:32menos de
00:48:3345%,
00:48:34e olha aqui,
00:48:3543%
00:48:36pra Lula,
00:48:37a coisa
00:48:38começa a se complicar.
00:48:40José Benedito,
00:48:41não tá fácil
00:48:42pro governo.
00:48:44Não, não tá.
00:48:45Inclusive,
00:48:45agora há pouco
00:48:46a gente teve
00:48:46com a ex-ministra
00:48:47Marina Silva,
00:48:48que é candidata,
00:48:49pré-candidata
00:48:50ao Senado
00:48:50em São Paulo,
00:48:50e a gente
00:48:51tava falando
00:48:51exatamente disso.
00:48:52Porque ela ficou
00:48:53elencando
00:48:53todas as realizações
00:48:54do governo,
00:48:55tudo que o governo
00:48:55tinha de legado,
00:48:57tudo que o governo
00:48:57Lula tinha feito,
00:48:58tinha melhorado em relação
00:48:59ao governo Jair Bolsonaro,
00:49:00mas aí eu lembrei
00:49:01que a população,
00:49:04a metade da população
00:49:05não tá vendo isso, né?
00:49:06Assim,
00:49:06esse é um grande problema,
00:49:07isso aí tá cristalizado,
00:49:08é bastante resiliente,
00:49:09vem há muito tempo
00:49:10essa linha.
00:49:12Os 50% aí
00:49:13que rejeitam
00:49:14o governo Lula
00:49:14não é de hoje, né?
00:49:16Tem uma mudançazinha
00:49:18aqui e ali,
00:49:20mas é mais ou menos
00:49:20estável isso aí,
00:49:21ou seja,
00:49:21existe uma parte
00:49:22da população
00:49:23que de fato
00:49:24não aprova o governo, né?
00:49:25E obviamente
00:49:26deve ter motivo
00:49:27pra isso,
00:49:27ninguém responde
00:49:28que não aprova o governo
00:49:29só por uma questão
00:49:30de birra, né?
00:49:30Então, assim,
00:49:31esse é um grande problema
00:49:32de fato pro governo,
00:49:33o governo tá correndo atrás
00:49:34dessa questão
00:49:34do endividamento,
00:49:35porque ele detectou ali,
00:49:37pelo menos
00:49:37o trabalho que ele fez,
00:49:39de que o endividamento
00:49:40pode estar comprometendo,
00:49:42né?
00:49:42A visão do eleitor
00:49:44sobre os avanços
00:49:44do governo, né?
00:49:45Aquela coisa,
00:49:46não adianta nada,
00:49:47desemprego quase zero,
00:49:48inflação sob controle,
00:49:49o PIB acima do previsto, né?
00:49:52Os indicadores macroeconômicos
00:49:53tudo estando bem,
00:49:54exerção do imposto de renda, né?
00:49:56Ampliado e tudo mais,
00:49:57se não sobra dinheiro
00:49:58no fim do mês, né?
00:49:59Na conta do cidadão, né?
00:50:01Se ele tá endividado,
00:50:02se o banco toma tudo,
00:50:03e se depois ele vai
00:50:04no supermercado,
00:50:05o preço dos alimentos
00:50:06tá lá em cima
00:50:06e corrói todo o resto.
00:50:08Então, assim,
00:50:09o governo tem um desafio
00:50:10muito grande,
00:50:10que é de melhorar
00:50:12a vida real do eleitor.
00:50:14E a gente tem pouco mais
00:50:15de cinco meses
00:50:16pra eleição, né?
00:50:17Então, não é uma tarefa fácil.
00:50:18Eu acho que tem um pouco
00:50:19de comunicação.
00:50:20E o governo,
00:50:21na campanha eleitoral,
00:50:22vai ter oportunidade
00:50:22de vender melhor o que fez,
00:50:24de tentar explicar melhor
00:50:25do que fez.
00:50:25Mas se o eleitor
00:50:26não se sentir bem,
00:50:27se ele chegar na urna
00:50:28se sentindo mal,
00:50:29conquistar ele,
00:50:30ele vai votar contra o governo.
00:50:31E o governo tem muito pouco tempo, né?
00:50:33Cinco meses
00:50:33pra o cidadão começar
00:50:34a se sentir melhor
00:50:35do que ele tá se sentindo hoje.
00:50:36Não é um desafio fácil, realmente.
00:50:38Tá olhando principalmente,
00:50:39sabe pra quê?
00:50:39Pro endividamento
00:50:40da população,
00:50:42que foi, inclusive,
00:50:43um sentimento medido
00:50:44pela Quest.
00:50:45Vamos dar uma olhadinha
00:50:46aqui na tela?
00:50:48Olha só,
00:50:49você,
00:50:50pra você,
00:50:51o governo federal
00:50:51deve ter programas
00:50:52que ajudem as famílias
00:50:54endividadas?
00:50:54setenta por cento
00:50:56é a favor,
00:50:57vinte e quatro por cento
00:50:58é contra.
00:50:59O governo tá
00:51:00correndo
00:51:01pra trazer
00:51:02uma segunda fase
00:51:04do programa
00:51:04Desenrola,
00:51:05justamente pra ajudar
00:51:06essas famílias
00:51:07que estão,
00:51:09de fato,
00:51:11endividadas.
00:51:11Agora,
00:51:12como o Zé falou,
00:51:13tem cinco meses só.
00:51:14O governo Lula
00:51:15já chegou a ter,
00:51:16lá no primeiro
00:51:17mandato,
00:51:18na época do
00:51:19Mensalão,
00:51:19em 2005,
00:51:20trinta e dois por cento
00:51:22de aprovação
00:51:22apenas.
00:51:23Daí o governo,
00:51:24sabe o que que fez?
00:51:26Abriu o cofre.
00:51:27Trouxe o Bolsa Família,
00:51:29trouxe Luz pra Todos,
00:51:30trouxe o ProUni,
00:51:32trouxe todos aqueles
00:51:33programas sociais
00:51:34que hoje
00:51:35já são entendidos
00:51:36pelo eleitor,
00:51:37a gente tem dito
00:51:38bastante isso aqui,
00:51:39como sendo
00:51:40direitos conquistados
00:51:42e não mais
00:51:43um tipo
00:51:44de política
00:51:45pública
00:51:46que é capaz
00:51:46de trazer
00:51:47resultados eleitorais
00:51:49nas urnas.
00:51:49Mas Lula
00:51:50segue dando
00:51:51e segue
00:51:52seguindo
00:51:54a mesma receita.
00:51:56Vamos voltar
00:51:56com o Bonin.
00:51:57Bonin,
00:51:57governo
00:51:58quer gastar mais
00:52:00pra ver se muda
00:52:01esse quadro
00:52:02que a gente tá falando aqui.
00:52:04É um governo velho,
00:52:05com ideias velhas
00:52:06e essa estratégia
00:52:07ela é ainda mais velha.
00:52:09Porque abrir
00:52:10o cofre
00:52:11e jogar dinheiro
00:52:11pelo helicóptero,
00:52:12que é a expressão
00:52:13que a gente usa
00:52:14quando as políticas públicas
00:52:15não são eficientes
00:52:16e se resumem
00:52:17a dar dinheiro
00:52:18pro eleitor,
00:52:20elas acabam
00:52:21não funcionando
00:52:22como a gente tá
00:52:23observando pelas pesquisas.
00:52:24Porque o presidente Lula
00:52:26hoje ele luta
00:52:27pra convencer alguém
00:52:29que tá dizendo
00:52:30na pesquisa
00:52:30que vai no mercado
00:52:31e não consegue
00:52:32comprar mais as coisas
00:52:33que compravam
00:52:34há um mês atrás.
00:52:35Ou seja,
00:52:36o preço tá subindo,
00:52:37que tá endividado,
00:52:38que tá
00:52:39em péssimos
00:52:40serviços públicos,
00:52:41porque esse governo
00:52:41passou três anos,
00:52:42quatro anos,
00:52:44criando formas
00:52:45de arrecadar mais,
00:52:46pra poder gastar mais
00:52:47e não melhorou
00:52:48a vida do brasileiro.
00:52:51Então,
00:52:51ele tá querendo
00:52:52convencer esse eleitor
00:52:53de que a vida
00:52:54tá uma maravilha
00:52:55do ponto de vista
00:52:55do que o governo fez,
00:52:56sendo que no mundo real
00:52:57a conversa é outra.
00:52:59Então,
00:52:59por que a coisa
00:53:00não vai pra frente?
00:53:01Porque o discurso é velho
00:53:02e a fórmula
00:53:03já não é mais
00:53:04entendida pelo eleitor
00:53:06como um benefício
00:53:08que o governo
00:53:08faça diferença
00:53:09na vida desse eleitor.
00:53:11Dar dinheiro
00:53:12à grande
00:53:13plataforma
00:53:14assistencial
00:53:15do governo,
00:53:16ela já não
00:53:17faz diferença.
00:53:18E a forma
00:53:19que o eleitor
00:53:21percebe
00:53:22o governo
00:53:22trabalhando
00:53:23é uma coisa
00:53:24antiga,
00:53:25inclusive pela agenda
00:53:26de casos de corrupção
00:53:27que a gente tá vendo,
00:53:28pelos prejuízos
00:53:29em estatais,
00:53:30pela fila do INSS.
00:53:32Então,
00:53:33é realmente um desafio
00:53:34para o presidente Lula
00:53:35conseguir propor
00:53:37algo novo
00:53:37pra um eleitor
00:53:38que já tá cansado
00:53:39e já não
00:53:40espera muita coisa
00:53:42dessa gestão
00:53:42que é
00:53:45balizada
00:53:45em populismo,
00:53:47dinheiro distribuindo
00:53:48em benefício social
00:53:49que vai,
00:53:50por um lado,
00:53:51aumentando o gasto
00:53:52do governo federal,
00:53:53pressionando a dívida pública,
00:53:56aumentando os juros
00:53:57e corroendo
00:53:59a renda
00:54:00com a inflação.
00:54:01Então,
00:54:02o governo dá com uma mão,
00:54:02tira com a outra
00:54:03e aí a conta não fecha.
00:54:05Restou pro Lula
00:54:06tentar dizer
00:54:07nessa campanha
00:54:08que ele é um pouco
00:54:09menos pior
00:54:11do que Jair Bolsonaro
00:54:12e do que o filho dele
00:54:13que vai ser
00:54:14o oponente
00:54:15nessa disputa,
00:54:16Ricardo.
00:54:16Pode fazer a diferença,
00:54:18porque afinal de contas
00:54:18quem vota
00:54:19e já se decidiu
00:54:20a votar pelo PT
00:54:23vai manter
00:54:24a sua posição.
00:54:25Quem vota
00:54:26por Jair Bolsonaro
00:54:27e Flávio Bolsonaro,
00:54:29apoiadores da família
00:54:30Bolsonaro,
00:54:31também já tomou
00:54:32a sua posição.
00:54:33Agora,
00:54:33tem um número grande
00:54:34que a Quest mostra
00:54:35de pessoas
00:54:36que ainda podem mudar
00:54:37de voto.
00:54:38E o caminho
00:54:40pra isso
00:54:40é o caminho
00:54:42do centro.
00:54:43O candidato,
00:54:44os dois candidatos,
00:54:45no caso,
00:54:45vão ter que
00:54:46se mostrar
00:54:47de alguma forma
00:54:48moderado
00:54:49pra ganhar
00:54:49esse centro
00:54:50que é o que está
00:54:51em disputa
00:54:52ali entre
00:54:53as duas principais
00:54:54forças políticas
00:54:56brasileiras.
00:54:57E a Quest
00:54:58aferiu tudo isso.
00:54:59Pedi licença
00:54:59aqui pro Boninho
00:55:00pra gente poder
00:55:00mostrar também.
00:55:01Olha só.
00:55:03Lula é mais moderado
00:55:04que o PT?
00:55:05Pra 42% não,
00:55:07pra 42% sim.
00:55:08Ou seja,
00:55:09Lula e PT
00:55:09tem uma identificação
00:55:11muito grande.
00:55:12Mas olha como é
00:55:12que está o quadro
00:55:13pra Flávio Bolsonaro.
00:55:16Flávio é mais moderado
00:55:17que a família Bolsonaro?
00:55:18Afinal de contas,
00:55:19Flávio tem feito
00:55:21dancinhas,
00:55:21tem moderado discurso,
00:55:23outro dia até falou
00:55:24todes.
00:55:25E a gente
00:55:26mostra aqui
00:55:27que pra 45% não,
00:55:29pra 39% sim.
00:55:31Ou seja,
00:55:33o radicalismo,
00:55:35a polarização
00:55:37está em voga
00:55:38e ao que tudo indica
00:55:39vai seguir em voga,
00:55:40Larissa Borges.
00:55:43É,
00:55:43está bem fora de moda
00:55:45ser moderado,
00:55:46tentar analisar
00:55:47as políticas públicas,
00:55:49os programas de governo
00:55:50de cada candidato.
00:55:51Hoje,
00:55:52se você não vota
00:55:53em um candidato,
00:55:54naturalmente,
00:55:55você é outro
00:55:56e isso não faz
00:55:56nenhum sentido
00:55:57do ponto de vista
00:55:59da própria democracia,
00:56:01da escolha eleitoral
00:56:02que o eleitor
00:56:03legitimamente faz
00:56:04em outubro.
00:56:05E é impressionante
00:56:07ver
00:56:07que as pessoas
00:56:09não descolam
00:56:11o Lula
00:56:12do PT,
00:56:12acham que os dois
00:56:13são
00:56:15moderados
00:56:15na mesma
00:56:16na mesma
00:56:17frequência,
00:56:18o Flávio Bolsonaro
00:56:19e a família
00:56:20Bolsonaro.
00:56:21Então,
00:56:21está fora de moda,
00:56:23tanto que a gente
00:56:23já discutiu isso
00:56:24em outros
00:56:26programas,
00:56:26que candidatos
00:56:28antes mais
00:56:28low profile
00:56:29estão indo
00:56:30para os extremos,
00:56:31porque é ali
00:56:32que eles conseguem
00:56:34captar um eleitor.
00:56:37Essa discussão
00:56:38aberta,
00:56:39honesta,
00:56:40de vamos discutir
00:56:41o que é melhor
00:56:42do país
00:56:42hoje não está
00:56:43muito valendo
00:56:45a pena.
00:56:46E,
00:56:46lembrando que o Bonin
00:56:48falou,
00:56:48existe uma percepção
00:56:49no governo,
00:56:50entre parlamentares,
00:56:52governistas,
00:56:53por exemplo,
00:56:54que o governo Lula
00:56:54é muito analógico
00:56:56ao fazer essa campanha
00:56:58para o quarto mandato.
00:56:59Analógico
00:57:00do ponto de vista
00:57:00que ele tem
00:57:01como recall
00:57:03a Bolsa Família,
00:57:05ele tem uma prática
00:57:06sindical,
00:57:07um estilo
00:57:09que funcionava
00:57:10muito bem
00:57:10em 2003,
00:57:112004,
00:57:122005,
00:57:13mas hoje
00:57:14ele não atinge
00:57:15o eleitor,
00:57:16ele não chega
00:57:16aos corações
00:57:17dos eleitores,
00:57:18tanto que programas
00:57:19que o governo
00:57:20apostava muito
00:57:21que ia dar certo,
00:57:22que ia conseguir
00:57:24dividendos eleitorais
00:57:25com eles,
00:57:26como isenção
00:57:27do imposto de renda
00:57:28para até
00:57:305 mil reais,
00:57:31para quem ganha
00:57:32até 5 mil reais,
00:57:33isso não teve
00:57:33nenhum impacto
00:57:34eleitoral significativo.
00:57:36Então,
00:57:37o governo ainda
00:57:38está tentando ver
00:57:39o que ele faz,
00:57:40ele tentou
00:57:41capitalizar com a 6 por 1,
00:57:42mas ainda não,
00:57:44tentou o imposto
00:57:45de renda,
00:57:46ainda não,
00:57:46agora está tentando
00:57:48surfar nessa
00:57:49percepção do eleitorado,
00:57:51como mostrou a Quest,
00:57:52de que é preciso
00:57:53um programa
00:57:54para ajudar
00:57:55as pessoas
00:57:56a saírem
00:57:56desse altíssimo
00:57:58endividamento,
00:57:58o que ele ainda
00:57:59está perdido
00:58:00do ponto de vista
00:58:01do que vai ser
00:58:02a grande
00:58:04plataforma eleitoral
00:58:05do ano
00:58:05que o governo
00:58:06sempre falou
00:58:06que era esse
00:58:07que seria o ano
00:58:08da colheita.
00:58:09E para isso,
00:58:10ele fez dois movimentos
00:58:11nessa recente
00:58:12reforma ministerial
00:58:13que foi feita
00:58:14por causa
00:58:15da legislação eleitoral
00:58:16e manteve
00:58:17dois políticos
00:58:18que eles acham
00:58:19que podem ajudar
00:58:20nesse diálogo.
00:58:22O Guilherme Poulos,
00:58:23que tem uma capilaridade
00:58:25importante
00:58:25com movimentos sociais,
00:58:26ele continuou
00:58:28na secretaria
00:58:28geral
00:58:29e não vai
00:58:30ser candidato
00:58:31e o presidente Lula
00:58:33também pediu
00:58:34a cabeça,
00:58:35ficou para ele
00:58:35o Zé Guimarães
00:58:37que é o novo
00:58:38ministro de
00:58:39relações institucionais
00:58:40que também agora
00:58:40não vai ser mais
00:58:41candidato.
00:58:42Então ele aposta
00:58:43nessas duas figuras
00:58:44para ver se
00:58:45algum desse discurso,
00:58:47alguma dessas
00:58:49plataformas
00:58:50consegue
00:58:51capturar o eleitor
00:58:53do ponto de vista
00:58:53de cabalar mais votos
00:58:55já que a eleição
00:58:56com o Muscle Aquest
00:58:57é voto a voto,
00:58:57Ferraz?
00:58:59Perfeito,
00:59:00vamos à capa
00:59:01da revista Veja
00:59:02que chega hoje
00:59:03às bancas
00:59:03de todos
00:59:04os cantos
00:59:06do Brasil.
00:59:07Ah,
00:59:08estou aqui,
00:59:08errei.
00:59:10Vamos à capa
00:59:12da revista Veja
00:59:12que chega às bancas
00:59:13e às casas
00:59:14de nossos assinantes
00:59:14e também
00:59:15em nosso site
00:59:16nas bancas virtuais,
00:59:18estão todas elas aqui.
00:59:19Brasil endividado,
00:59:21em novo capítulo
00:59:22de série
00:59:23de políticas populistas
00:59:24de campanha
00:59:25à reeleição,
00:59:26Lula quer aliviar
00:59:27o bolso das famílias
00:59:28que não conseguem
00:59:29pagar suas contas,
00:59:30mas não enfrenta
00:59:31as causas reais
00:59:32do problema
00:59:32que afeta
00:59:33milhões de pessoas.
00:59:36A gente vai chegando
00:59:37ao fim do nosso programa,
00:59:38mas jamais nos despedimos
00:59:39sem a opinião
00:59:40sempre qualificada
00:59:41de José Casado
00:59:42na coluna
00:59:42última página.
00:59:50Os eleitores
00:59:51estão jogando
00:59:52duro com Lula.
00:59:54Criticam ele
00:59:55e a política econômica
00:59:57do seu governo
00:59:58porque têm certeza
00:59:59de que ficaram
01:00:00mais pobres.
01:00:02Por isso,
01:00:03Lula acaba
01:00:04de completar
01:00:0412 meses
01:00:06seguidos
01:00:07de alta
01:00:08rejeição eleitoral,
01:00:10como mostram
01:00:11as pesquisas da Quest
01:00:12e do Datafolha.
01:00:14Em maio do ano passado,
01:00:17dois terços
01:00:17dos eleitores
01:00:18diziam que não
01:00:19votariam em Lula.
01:00:21Hoje,
01:00:22a rejeição
01:00:23está em 55%.
01:00:26Se o jogo
01:00:27está ruim
01:00:28para Lula,
01:00:29não está melhor
01:00:30para o representante
01:00:31de Jair Bolsonaro
01:00:32na disputa presidencial.
01:00:34Flávio Bolsonaro
01:00:35era o candidato
01:00:36mais repudiado
01:00:38em dezembro passado,
01:00:39quando 60%,
01:00:41vou repetir,
01:00:4360%
01:00:44dos eleitores
01:00:45diziam que não
01:00:46votariam nele
01:00:47de jeito nenhum.
01:00:49Agora,
01:00:50ele é rejeitado
01:00:51por mais da metade.
01:00:54Lula
01:00:54e Flávio Bolsonaro
01:00:56estão sem espaço
01:00:57para crescer
01:00:58nas pesquisas.
01:01:00Um
01:01:00depende dos erros
01:01:02do outro.
01:01:03Enquanto isso,
01:01:05candidatos como
01:01:06Ronaldo Caiardo
01:01:07e Romeu Zema
01:01:08estão ficando
01:01:09mais competitivos.
01:01:11São beneficiários
01:01:13da busca
01:01:14por um anti-Lula,
01:01:15que é declarada
01:01:17por 40%
01:01:18dos eleitores.
01:01:20Faltam seis meses,
01:01:22a eleição
01:01:22segue aberta
01:01:23e,
01:01:24até aqui,
01:01:26nenhum candidato
01:01:27apresentou
01:01:28um plano viável,
01:01:30coerente
01:01:30e consistente
01:01:32para melhorar
01:01:33a vida
01:01:34dos 160 milhões
01:01:35de leitores.
01:01:37Uma boa semana
01:01:38a todos.
01:01:44Agora sim,
01:01:45eu me despeço
01:01:46do melhor time
01:01:46de colunistas
01:01:47do Brasil.
01:01:48Muito obrigado,
01:01:48José Benedito.
01:01:49Muito obrigado,
01:01:50Robson Bonin,
01:01:51Larissa Borges,
01:01:52que na semana que vem
01:01:53não vai estar com a gente
01:01:54porque vai estar
01:01:54em merecidas férias,
01:01:56mas a gente
01:01:57estará aqui
01:01:59pontualmente
01:02:00ao meio-dia.
01:02:01Siga-nos todos
01:02:01em nossas redes sociais
01:02:03para estar sempre
01:02:05bem informado
01:02:05com a melhor informação,
01:02:06a melhor opinião
01:02:07do time de Veja
01:02:08e, claro,
01:02:09também nos canais
01:02:10de festa
01:02:10que já estão
01:02:11aí na sua tela.
01:02:12Samsung TV Plus
01:02:132059,
01:02:14LG Channels,
01:02:15canal 126,
01:02:16TCL Channels,
01:02:17canal 10031
01:02:18e Roku 221.
01:02:21A gente volta
01:02:21na próxima sexta-feira
01:02:22pontualmente
01:02:23ao meio-dia.
01:02:24Um bom fim de semana
01:02:25a todos.
01:02:27Tchau.
01:02:33Tchau.
01:03:03Tchau.
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