- há 2 dias
A inflação voltou a acelerar em março e acendeu o alerta no cenário econômico. No programa Mercado, apresentado por Veruska Donato, o IPCA subiu 0,88%, puxado principalmente pelo avanço dos combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio. Gasolina e diesel lideraram as altas, com impacto direto no bolso do consumidor, além da pressão dos alimentos, como cenoura e abobrinha.
O programa recebe André Braz, economista da FGV Ibre, e Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, para analisar os efeitos desse cenário e as perspectivas para os próximos meses. Também entram no radar as expectativas do mercado após o evento do Banco Central com o Top 5 do Focus e os impactos globais das tensões geopolíticas.
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NotíciasTranscrição
00:28Acesse o nosso site www.fema.org
00:30Olá, sexta-feira, 10 de abril, e tradição aqui toda sexta eu sempre pergunto, né, vai folgar ou vai trabalhar?
00:39Pra você que tá na cidade, que tá friozinho como aqui em São Paulo, vai ser bacana passar o final
00:45de semana embaixo das cobertas, né?
00:48Esse é o seu programa Mercado, sou Verosca Donato, ficamos juntinhos aqui das 10 da manhã até as 10 e
00:5345, com as principais notícias de economia do Brasil e do mundo.
00:58A gente traz aqui como abertura uma notícia nacional, porque os preços aceleraram em março, puxados pela guerra no Oriente
01:08Médio aqui no Brasil.
01:10Os preços subiram, né? Não é a guerra que foi trazida pra cá, mas os reflexos.
01:16É o que mostra o IPCA divulgado hoje pelo IBGE e que teve alta de 0,88%.
01:23O grupo transportes teve os maiores aumentos, com destaque para a gasolina e para o diesel, que sozinho subiu quase
01:3214% em um mês.
01:34E mesmo com os subsídios anunciados pelo governo.
01:37E aí a gente tem as diferenças regionais, como sempre.
01:42Em Salvador, a inflação foi influenciada pela gasolina com alta de mais de 17%, só na capital baiana.
01:51Já os alimentos subiram, mas é aí em todo o país, com destaque para os legumes, como a cenoura e
01:58a abobrinha.
01:59Esse é o principal assunto de hoje do programa Mercado, mas a gente vai falar também sobre a reunião entre
02:07os negociadores dos Estados Unidos e de Irã,
02:11que será em Islamabad, na capital paquistanesa, e que começam as negociações nesta sexta-feira.
02:20Negociações para acabar, ou uma tentativa de acordo de paz, para a guerra do Oriente Médio.
02:27Lembrando aí que foi feito um cessar-fogo, entre aspas, já que as autoridades acusam ambos os países de continuarem
02:36os ataques.
02:37A gente vai falar também sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que falou sobre focos, boletim focos,
02:45e também sobre a autonomia do BC.
02:48Outro assunto muito adequado para a sexta-feira é sobre transtornos mentais entre os trabalhadores.
02:55Te convido a ficar conosco aí, portanto, até as 10h45 da manhã.
03:01O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA de março, foi de 0,88%,
03:07ficando 0,18 ponto percentual acima da taxa registrada em fevereiro, que foi de 0,70%.
03:18Eu vou começar agora com o André Brás, que é economista da FGV Ibre.
03:23Bom dia, André. Seja muito bem-vindo. Uma ótima sexta-feira para você.
03:29Muito obrigado pelo convite. Ótimo dia para todos.
03:32André, vou pedir para você, que é sempre muito assertivo quando a gente fala de inflação,
03:37avaliar para a gente a divulgação que foi feita agora há pouquinho pelo IBGE do IPCA.
03:44Então, em março a gente não previa uma inflação nesse patamar.
03:47Se a guerra não tivesse sido iniciada, provavelmente esse número seria,
03:52pelo menos abaixo do número de fevereiro,
03:54que já é considerado um mês com inflação tradicionalmente alta
03:58por conta de concentração de reajustes importantes, principalmente da mensalidade escolar.
04:02Mas março surpreendeu a gasolina, que é o insumo que mais pesa no IPCA,
04:08compromete 5% do orçamento, em média, subiu quase 5%
04:12e teve uma influência de 0,23 ponto percentual nesse número de 0,88 divulgado
04:19para o IPCA de março.
04:21E o grupo transportes marcou porque, além da gasolina,
04:25passagens aéreas avançaram quase 7%, o diesel avançou quase 14%.
04:30Então, houve uma concentração de reajustes importantes em transportes,
04:35boa parte deles é influenciados por esse conflito
04:38e pelas alterações promovidas no preço do barril do petróleo.
04:41Mas não foi só o grupo transporte que chamou a atenção.
04:44A alimentação também subiu bastante e aí houve um misto de efeitos sazonais,
04:50quem sabe algum impacto também no aumento do preço dos insumos agrícolas,
04:54adubos e fertilizantes também são derivados do petróleo,
04:56ou também do frete, que transporta as mercadorias do campo para a cidade.
05:02Mas o destaque foram os alimentos in natura, batata, cebola, tomate,
05:06com altas fortes que impulsionaram muito o custo da alimentação no domicílio.
05:13Então, juntando as contribuições de alimentos e transportes,
05:16o IPCA, então, chegou a esse 0,88 e colocou a taxa em 12 meses em 4,14,
05:22quer dizer, muito mais próximo do teto da meta do que no mês passado,
05:27que apesar de termos registrado o IPCA de 0,7, a inflação em 12 meses estava em 3,8.
05:34Eu quero conversar com o Sérgio Valle também, ele que é economista da MB Associados.
05:39Sérgio, bem-vindo, bom dia.
05:43Bom dia, Verosco, André, prazer em falar com vocês.
05:46Muito bom.
05:46Ô, Sérgio, é difícil, né, a gente fazer uma expectativa aí de longo prazo para o IPCA
05:53por conta desse conflito que a gente não sabe nem quando vai acabar, se vai acabar,
05:59quer dizer, os ataques continuam, o Estreito de Hormuz, as narrativas aí,
06:03está parcialmente aberto, foi fechado, enfim.
06:07Queria que você fizesse uma avaliação do IPCA que veio agora em março
06:10e quais as expectativas aí para o IPCA no restante do ano?
06:16Pois é, era esperado, de certa forma, não na intensidade agora,
06:20depois de tudo que aconteceu em março por conta dos efeitos da guerra,
06:24a gente sabia que transportes iam ser afetados,
06:27a gente sabia que alimentos, pastos, eles iam ser afetados
06:29e levou a inflação a esse patamar agora em março.
06:32Abril deve ter algum residual ainda de inflação aparecendo certamente
06:36e coloca a inflação, muito provavelmente chegando agora no mês de abril,
06:40mais próxima ainda do teto da meta.
06:42Coloca um desafio muito grande para o Banco Central.
06:44As expectativas estão subindo, olhando 2026, olhando 2027 também,
06:49e o BC deu uma sinalização na última decisão de diminuir o ritmo de queda
06:54que era esperado de meio, foi para 0,25,
06:57e fica em suspenso o que pode acontecer na próxima reunião também.
07:00E aí entra a questão que você colocou, Verusca,
07:04de que a guerra aparentemente está caminhando para o fim,
07:07mas a gente sabe que quando se trata de Trump, se trata também do Irã e de Israel especialmente,
07:13fica uma grande incógnita.
07:15A gente não sabe se exatamente o Estreito de Hormuz vai ficar aberto completamente a partir de agora,
07:20sem nenhum entrave.
07:21A tendência é que sim, que você comece a normalizar os preços do petróleo,
07:24mas até você ajustar tudo em termos de produção, as refinarias que foram destruídas, os poços,
07:30você tem um preço de petróleo que tende ainda a ficar no patamar maior do que a gente tinha anteriormente.
07:35Então parte desses preços que subiram podem eventualmente voltar,
07:39ainda tem o impacto do pacote do governo que foi feito,
07:42e eu diria que talvez em abril a gente vai ter um residual de inflação de combustíveis,
07:46de alimentos, bem menor do que a gente teve em março.
07:49Começa a tranquilizar um pouco, mas é uma inflação forte que veio no mês,
07:53que tende a vir um pouco também em abril,
07:55coloca uma preocupação em termos do caminho da política monetária do Banco Central esse ano.
07:59É, falando em Banco Central, André e Sérgio,
08:03o Banco Central premiou ontem aqui em São Paulo os vencedores do top 5 da pesquisa Focus do ano passado.
08:11O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, falou sobre as estimativas
08:14que as principais instituições financeiras fazem e que ajudam o BCA a calibrar as expectativas.
08:22Esse evento foi antes da divulgação do IPCA, que foi hoje de manhã.
08:27Vamos ouvir o que diz Galípolo.
08:29São sempre muito relevantes na condução da política monetária,
08:32mas em momentos como esse fica ainda mais sublinhada a relevância de a gente estar analisando as expectativas
08:39como uma referência importante sobre aquilo que vai acontecer no deslubramento da economia.
08:46muitas vezes críticos, vamos dizer assim, da pesquisa Focus ressaltam questões como algum tipo de avaliação
08:56que pode ser menos objetiva e mais subjetiva, algum comportamento de manada em algum tipo de resposta ali.
09:07Mas esses componentes são tão importantes para a gente existirem, eles estarem revelados ali,
09:14como qualquer outro componente mais objetivo e exato.
09:19Porque para além de vocês estarem aqui sendo os representantes que mais acertaram sobre as projeções futuras,
09:28importam também o Focus enquanto uma fotografia de como os agentes econômicos estão percebendo o futuro,
09:36como eles imaginam que o futuro vai ser.
09:38E são essas decisões que vão ser tomadas a partir da percepção de hoje que vai criar o futuro.
09:46Durante o evento, os economistas das instituições mais assertivas no Boletim Focus falaram sobre as expectativas
09:53para o país levando em conta a guerra no Oriente Médio.
09:56A gente separou aí três falas e vamos começar com Aurélio Bicalho, da Vinlandia Capital.
10:02Tem um grupo na situação bem mais difícil, que a inflação no ponto de partida estava acima da meta,
10:09tem uma desancoragem de expectativa, a expectativa de inflação já começou a se mover,
10:14e tem problemas de credibilidade, a expectativa longa está acima da meta.
10:20Nesse grupo tem Colômbia, tem México, tem alguns desenvolvidos e tem o Brasil.
10:27O Brasil pega o choque, pega o Brasil nessa situação menos favorável,
10:32embora com uma taxa de juros real elevada, numa situação de um ponto de partida mais desafiador.
10:38Mais desafiador.
10:41E isso faz com que a política monetária tenha que reagir a isso.
10:45O choque por si só nos diversos países que nós analisamos já levou a uma necessidade de uma revisão
10:51para uma política monetária mais restritiva.
10:53Até mesmo em alguns desses países que eu disse que o ponto de partida era mais benigno.
10:58Para esses países numa situação mais desafiadora,
11:02essa restrição, essa mudança no cenário de política monetária é mais significativa.
11:07O Brasil, para encerrar, caminhava nas nossas projeções para ter uma inflação na casa de 3% em junho.
11:14De 3%, na meta.
11:16Agora, com esse cenário, nas nossas estimativas devem caminhar para 4%.
11:20Talvez até um pouco acima disso.
11:22Uma inflação no final do ano que vai para 4,5%, 5% ao redor desse patamar.
11:28Então, isso muda completamente o cenário na nossa visão.
11:32Isso considerando essa hipótese de que o petróleo volta, de maneira gradual, para a política monetária.
11:39André Brás, vou voltar com você diante desses alertas aí do Bicalho.
11:45E queria te ouvir, porque ele fez um alerta para o Banco Central, inclusive, como fica difícil para um país.
11:55E aí ele descreve a situação do Brasil, porque ele falava sobre vários grupos,
12:01onde os efeitos da alta do petróleo terá menos efeito, médio efeito,
12:07e o Brasil numa situação difícil, segundo ele.
12:11Isso vai pesar na hora do Banco Central decidir se continua ou não essa política de juros,
12:17que sinalizava no ano que seria uma política de redução dos juros.
12:22Essa também é a sua opinião?
12:24Então, o trabalho do Banco Central é muito difícil.
12:28Se a gente analisa o IPCA, a gente percebe que o que pesa mais do IPCA é o que é
12:32mais volátil.
12:34A gasolina é super volátil, porque depende muito do preço do petróleo.
12:38Em situações como essa, ela dispara.
12:40A parte de alimentação aqui no Brasil pesa muito, compromete muito o orçamento familiar.
12:45E os alimentos também têm comportamento volátil.
12:48Então, numa situação como essa, esses dois grupos sobem rápido.
12:52Quando a gente olha países mais desenvolvidos, com menor desigualdade social, por exemplo,
12:58você vê que a alimentação pesa muito menos, pesa três vezes menos
13:02do que aqui no Brasil.
13:05Então, isso não leva tamanho e volatilidade para a inflação, para a inflação média.
13:11O índice pode sofrer, claro, a alimentação sobe, influencia a inflação desses países,
13:15mas de uma maneira com menor intensidade.
13:19Aqui não.
13:20Qualquer aumento de preço em alimentos básicos, proteínas,
13:24ou alimentos imaturos que disparam muito de preço quando tem um evento assim,
13:29um problema climático, por exemplo, como o que está a caminho, o El Ninho,
13:33esse grupo já dispara e leva com ele o grupo alimentação.
13:36Então, é muito difícil levar a inflação para a meta com tamanhos desafios.
13:42Mas o Banco Central tem feito um bom trabalho.
13:45Na medida do possível, quando a economia permite, ele sinaliza que vai começar a corte de juros,
13:50mas aí vem um evento que não é da conta, não é da responsabilidade do Banco Central,
13:55e aí aumenta o seu desafio quanto a esse objetivo.
13:58Mas o importante é trabalhar com transparência, ouvindo sempre o mercado.
14:04Então, é interessante ouvir como as casas estão prevendo a inflação futura,
14:09exatamente para buscar melhor política monetária, para ancorar as expectativas
14:15e tentar levar essa inflação para a meta no menor horizonte.
14:19Mas não é um trabalho fácil de ser feito.
14:24O lugar deles, né, André?
14:30Vou trazer aqui os outros dois economistas que a gente separou.
14:35Adriano Valadão, do Banco Santander, disse que por conta da guerra, o choque de petróleo,
14:39deve ser avaliado apenas no curto prazo.
14:44A vista que a gente vê nessa inflação de curto prazo,
14:47a gente tem uma cabeça ali que, se a gente pensar num evento um pouquinho mais longo,
14:51a gente poderia falar de uma inflação um pouco mais baixa.
14:53E aí vai tudo depender também da duração desse choque,
14:57se vai ter efeito de mais longo prazo ou não,
15:00em toda a cadeia de produção, em suprimento de petróleo.
15:06Mas para o Brasil, a gente tem que tentar pensar nesse curto prazo, médio prazo,
15:13e partir desse state space, desse estado de espaço ali inicial,
15:18dessa condição inicial de juros já restritivo, com juros reais elevados por bastante tempo ali.
15:26Tem que sempre ser levado em consideração aqui.
15:30Ariane Benedito, o PicPay, disse que cada dia é um desafio por causa das mudanças que acontecem com muita rapidez
15:38e ligeireza,
15:39e que a equipe foca também em 2027 e 2028.
15:43Porque a gente tem escutado muito de que até o momento os efeitos seriam de curto prazo.
15:49Eu costumo dizer que depende do que você considera de curto prazo.
15:54Porque nesse um mês e pouquinho que a gente já tem esse aumento,
16:00essa crescente nos preços das commodities,
16:03a gente começa a ter uma defasagem muito grande na dissipação desse efeito.
16:08Então a gente sabe que, obviamente, vamos começar a ver nos dados correntes,
16:12a partir de agora, esses efeitos mais negativos, principalmente pra inflação,
16:17mas o choque que eu acho que o conflito vai deixar, ele não é só conjuntural.
16:23Tem uma questão estrutural que é a composição desse choque.
16:27Que ele vem principalmente de oferta, logística e custos simultaneamente.
16:33E que isso traz uma mudança estrutural importante e que deve ser observada com muito cuidado,
16:39principalmente pra projeção de preços daqui pra frente.
16:44Sérgio, eu volto com você.
16:47Essa guerra hoje, a gente não sabe quando tempo vai terminar,
16:50mas o que a gente viu até agora, já entrando aqui em abril,
16:53vamos supor que vá até o final de abril,
16:56ela traz essa preocupação também pros dois próximos anos,
16:59ela pode vir a contaminar os dois próximos anos?
17:06Isso como esses, Verus, que a gente já viu isso acontecer em outros momentos no passado,
17:10é que mesmo que seja curto, a gente tem um pico de preço,
17:13depois o preço normalmente começa a voltar pra um padrão menor,
17:17a gente já viu isso acontecer inúmeras vezes,
17:20mesmo com choques curtos, o efeito pode ser prolongado,
17:24porque a gente não sabe exatamente o patamar que esse preço vai voltar,
17:27e se toda a questão da guerra vai estar definitivamente resolvida,
17:32ou o conflito em si vai estar resolvido.
17:34A gente já teve momentos no passado de questões do Oriente Médio,
17:37só pegar o exemplo da década de 70, que não foi um conflito,
17:40mas foi um choque de petróleo pelos países da OPEP,
17:44mudou o patamar do preço ao longo de toda a década,
17:47só na década seguinte a gente começou a voltar a ter preços normais.
17:50Aqui, será que é mais parecido com o patamar de preço que sobe,
17:55e que por conta de um conflito mal resolvido, ainda fica alguma incerteza,
17:59ou é algo parecido com o que a gente teve em 91?
18:02Na guerra do Iraque, o preço do petróleo subiu com intensidade,
18:05acabou a guerra, tudo absolutamente resolvido,
18:08o preço do petróleo voltou para o patamar que estava anteriormente.
18:11Eu acho que a gente fica no meio do caminho,
18:13ainda a gente vai ter alguns meses ainda de insegurança, de incerteza,
18:16a situação não resolvida entre Israel, Líbano e Irã ainda permanece,
18:21a gente vai ter que entender como é que isso vai impactar ainda
18:23o Estreito de Hormuz, especialmente.
18:26Então é uma guerra que está caminhando para finalizar, para terminar,
18:30mas não completamente com resíduos de risco ainda aparecendo no meio do caminho.
18:34Sendo isso verdade, o preço do petróleo tende a voltar para um patamar menor,
18:38mas não tão menor como a gente tinha anteriormente.
18:41Coloca ainda uma percepção de risco ao longo de todo o ano, certamente.
18:44E coloca essa preocupação de preço de petróleo que subiu,
18:48não volta totalmente para o patamar anterior,
18:51você continua tendo alguma pressão podendo aparecer nos preços de combustíveis,
18:55nos preços de alimentos, que se junta com esse super-elninho,
18:58que o André muito bem lembrou, que a gente está vindo para enfrentar
19:01a partir do segundo semestre.
19:03Então assim, tem muitos choques para o Banco Central avaliar esse ano,
19:07e quando isso acontece, infelizmente tem a percepção de que a taxa de juros
19:11também vai ter que mudar de patamar em relação ao que a gente esperava anteriormente.
19:15Bom, e na cidade de Islamabad, capital do Paquistão,
19:19já está quase tudo pronto para receber os negociadores de Estados Unidos e Irã.
19:24Nós temos imagens aí que mostram a polícia realizando verificações e inspeções de segurança,
19:32enquanto funcionários da cidade, da prefeitura, faziam ajustes para deixar a cidade mais organizada,
19:42até mais bonita.
19:44Eles estavam pintando a sinalização viária, limpando as ruas,
19:50como você vê nas imagens, organizando o trânsito, tudo isso antes da reunião prevista.
19:56As negociações ocorrem depois que o Irã e os Estados Unidos concordaram com o cessar-fogo
20:03na noite de terça-feira, com ambos os lados reivindicando uma vitória.
20:10Aí eu volto com vocês dois, tanto o Sérgio quanto o André.
20:14André, queria que você me dissesse, porque o Sérgio lembrou aí o conflito,
20:20a crise do petróleo na década de 70, o conflito no Iraque, que atingiram fortemente os preços do petróleo.
20:27Mas a gente teve Rússia e Ucrânia também em 2022, mas logo o petróleo voltou ao que era.
20:33Qual que é a diferença do que a gente tem agora?
20:36Ou é similar à Rússia e Ucrânia?
20:38O petróleo vai voltar?
20:41Qual que é a diferença?
20:42Como é que a gente faz essa comparação?
20:44Existe essa comparação?
20:46Olha, os negociadores são muito instáveis, tanto o Ira quanto os Estados Unidos,
20:52comandado pelo Trump, geram um nível de incerteza muito grande sobre acordos.
20:58Romper esses acordos da noite para o dia é muito fácil, tanto de um lado quanto do outro,
21:04e isso pode dar uma volatilidade maior a esse conflito e aos preços dos produtos
21:10afetados por esse conflito, a começar pelo petróleo.
21:13Então não é uma situação trivial, ela pode nos surpreender negativamente,
21:19arrastando por mais tempo volatilidade em torno de preços importantes que acabam afetando
21:25a inflação no mundo inteiro, diferente de outros períodos em que esses conflitos se criavam,
21:32encontravam espaço para alguma negociação, algum debate um pouco mais consciencioso
21:38sobre as consequências de um agravamento de um conflito.
21:42E esse conflito pode até afetar instalações, como já afetou, cujo custo de recuperação é lento.
21:49Então se você já afetar lá uma usina de processamento de gás,
21:54então a oferta de gás já está comprometida, a recuperação dessa usina leva cinco anos,
21:58então o preço desse recurso, derivado do petróleo, durante esse tempo vai ficar alterado.
22:04Então existem algumas consequências de uma escalada desse conflito,
22:10mesmo que estejam caminhando para algum entendimento agora,
22:13que podem fazer os preços permanecerem em um patamar mais alto por mais tempo do que os anteriores.
22:22André Brás, muito obrigada pela sua entrevista, pela sua disposição de conversar aqui conosco.
22:27Muito obrigada.
22:30Ô Sérgio, eu fico com você e antes de chamar para você conversar aqui conosco,
22:36eu queria que a gente desse uma olhadinha aqui, o mercado do petróleo parece que estacionado, né?
22:42Nesses últimos dias a gente viu ou cai muito ou sobe muito, nesse momento estacionado.
22:48É uma espera aí dos investidores, do mercado, pela reunião que vai avançar.
22:57E eu acredito que não deve ter proposição, inclusive no final de semana,
23:03e os negociadores voltam para casa para conversar com os representantes do governo, né?
23:09Mas o que a gente está vendo agora, nesse momento no petróleo, é a espera para essa reunião?
23:15Certamente, Verusca, especialmente porque a gente sabe que todos os lados envolvidos aqui
23:20têm interesses próprios nesse momento.
23:22Os Estados Unidos desesperadamente querendo sair da guerra,
23:25por conta do impacto que teve na inflação agora em março,
23:28acabou de sair o CPI e foi bastante ruim, vai colocar pressão na política monetária americana.
23:34Israel tem uma eleição no segundo semestre,
23:36coloca pressão também no Netanyahu para continuar com a guerra.
23:39E o Irã descobriu uma fonte adicional de poder, digamos assim.
23:43Ele estava numa situação complicada até fevereiro,
23:46de repente ele descobre com preço de petróleo maior,
23:49maior exportação que ele está fazendo agora em relação ao que ele fazia em fevereiro,
23:53essa ideia de cobrar um pedágio por cada navio que passa pelo Estreito de Hormuz,
23:57você tem um Irã agora, de certa forma, mais poderoso do que a gente tinha anteriormente.
24:01Então, coloca um cenário de decisão em relação às três partes,
24:06é muito mais complicado.
24:07Em geral, você está falando de guerra com duas partes que tem que resolver,
24:11que a gente está falando de três partes que vão precisar se entender nesse sentido.
24:14Então, a tendência de levar tempo, de demorar para se resolver é bastante grande.
24:18Eu acho que talvez o que a gente pode pensar e imaginar
24:21é que o pior possa ter passado agora em março,
24:24a gente começa a entrar no processo maior de normalização.
24:26Mas até de fato normalizar,
24:29acho que o preço do petróleo vai ficar vivendo essa intensidade.
24:32E um ponto interessante, para olhar mais para frente,
24:35toda vez que acontecer a crise do petróleo,
24:38como a gente está vendo acontecer agora, o mundo foge do petróleo.
24:41A gente vê a participação do petróleo como energia total no mundo,
24:44cada vez que tem uma crise, essa participação diminui.
24:48A gente viu isso na década de 70,
24:49viu no crescimento do preço do petróleo na época da China,
24:53crescendo no começo dos anos 2000,
24:55a gente viu em 2022.
24:56Então, o petróleo, com tantas crises políticas,
24:59vai perdendo o terreno no total de energia consumida no mundo.
25:03E abre espaço para as renováveis,
25:05que aí o Brasil também tem muito para falar nesse sentido.
25:08Antes de despedir de você, Sérgio,
25:10eu quero uma opinião sua sobre o fim da escala 6x1.
25:14Porque ontem a Comissão de Turismo da Câmara
25:19discutiu o fim da escala 6x1
25:22e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
25:26O presidente da Câmara, o Gumota,
25:29disse que vai aprovar até o dia 1º de maio,
25:32dia do trabalho,
25:34na Comissão Especial e na CCJ,
25:37esse projeto para ir para o plenário da Câmara.
25:40Eu queria ouvir aí o representante,
25:42na Rafaela Menezes,
25:43que é a representante do Ministério do Trabalho,
25:45que esteve ontem nessa Comissão do Turismo,
25:47não foi na CCJ,
25:49e também o Roberto Lopes, da CNC,
25:51que é a Confederação Nacional do Comércio.
25:53E eles foram convidados aí para explicar aos deputados
25:55como esse fim,
25:58essa mudança na jornada pode atingir o setor do turismo.
26:03Os estudos comprovam que isso seria absorvido
26:06com o aumento da produtividade,
26:09com o ganho da produtividade,
26:10e todos os ganhos ocultos
26:12na qualidade do vínculo desse trabalhador,
26:16na segurança e saúde,
26:17até em custos,
26:18até redução de custos operacionais da empresa,
26:21com essa redução de trabalhadores
26:24com a redução da escala de jornada de trabalho.
26:26Nós entendemos que isso deveria ser feito
26:28em outro momento,
26:29e com uma perspectiva de preservar
26:33e de fomentar a negociação coletiva,
26:36mantendo o máximo de jornada
26:38com a possibilidade de reduzir
26:40através da Convenção Coletiva de Trabalho,
26:42como é feito hoje.
26:44Sérgio,
26:45a gente sabe que há um empenho,
26:48pelo menos para jogar para a galera,
26:51de aprovar essa mudança na jornada,
26:53até porque é muito popular,
26:55é uma pauta muito popular e dá voto.
26:58Mas eu queria saber
26:59como é que os setores econômicos
27:01veem essa tentativa
27:04de colocar a pauta
27:05para votar ainda esse ano,
27:08que é um ano eleitoral.
27:11Primeira coisa, né, Verosco,
27:12a gente está justamente
27:13ano eleitoral, como você lembrou,
27:15é o interesse tanto do governo
27:16quanto do Congresso
27:18de aprovar isso,
27:19vira uma pauta eleitoral imediata
27:21e certamente vai ser aprovado,
27:23muito provavelmente ao longo
27:24desse primeiro semestre,
27:26e isso vai acontecer.
27:27Agora, a ideia de que é
27:29o impacto econômico disso,
27:30todos os estudos que saíram até agora
27:32mostram que algum impacto tem,
27:34não tem jeito.
27:34Você vai diminuir a jornada,
27:36você vai ter um impacto de custo
27:37para acomodar o trabalhador
27:39dentro dessa nova jornada
27:41dentro da empresa.
27:42As estimativas apontam
27:43que você pode ter um aumento
27:44de custo em torno de 7%
27:46por conta dessa mudança.
27:48Uma pequena queda de produção,
27:50de produtividade pode acontecer,
27:52que ao longo do tempo,
27:53em tese, seria acomodada
27:55pela economia
27:56e seria absorvida pela economia.
27:58Então, assim, a gente está
27:58num momento em que o mundo
28:00está fazendo essa transição
28:01para um horário menor de jornada.
28:03No caso brasileiro,
28:05esse aumento de custo,
28:06que também é calculado
28:08em outros lugares
28:09que fizeram o mesmo passo
28:10que o Brasil está dando agora,
28:11Portugal é um grande exemplo,
28:13Portugal tinha 44 horas de jornada,
28:15foi para 40 horas,
28:17teve diminuição mínima,
28:18mas teve de produção,
28:20teve aumento de custo,
28:21diminuição de produtividade.
28:22A gente vai acabar
28:23enfrentando isso aqui
28:24de certa forma.
28:25A questão é,
28:26é um interesse social,
28:28interesse político,
28:29maior do que qualquer
28:31questão econômica
28:32que a gente possa colocar.
28:34Então, é absorver
28:35o choque que vem aí pela frente,
28:37eu acho que não vai ser gigantesco,
28:38mas vai ter aí
28:39uma percepção de custo maior
28:40e enfrentar mais
28:42um aumento de custo no final
28:43com potencial de inflação
28:45no curto prazo
28:46que pode decorrer da medida.
28:48Sérgio Valle,
28:49economista-chefe da MB Associados,
28:51muito obrigada pela sua entrevista
28:52e um ótimo fim de semana.
28:55Obrigado, Verusca,
28:55para você também.
28:56Até a próxima.
28:57Obrigada.
28:59Vamos continuar falando
29:00um pouquinho mais da guerra,
29:02gente,
29:02porque o secretário-geral
29:03da OTAN,
29:04Mark Rutte,
29:05acusou aliados
29:06de serem lentos
29:07para ajudar
29:08o presidente dos Estados Unidos,
29:11Donald Trump.
29:12Foi durante um discurso
29:14que ele fez,
29:15ele também atacou
29:17a codependência
29:18insalubre
29:19de países
29:21na Europa
29:22de ajudar
29:23aos Estados Unidos.
29:25Rutte e Trump
29:27se reuniram
29:28essa semana
29:29na Casa Branca.
29:31Portanto,
29:32o discurso
29:33do secretário-geral
29:34da OTAN
29:35foi considerado
29:35um discurso
29:37extremamente favorável
29:38ao presidente americano.
29:41E a televisão estatal
29:43iraniana
29:44transmitiu ontem
29:45uma declaração
29:47de Mojtaba Khamenei,
29:49líder supremo
29:50do Irã,
29:51no qual ele afirmou
29:53que seu país
29:54exigirá
29:55indenização
29:56ou dinheiro
29:57de sangue
29:58pela recente
29:59guerra com os Estados Unidos
30:01e Israel.
30:02E disse que
30:03o estreito
30:04de Hormuz
30:05está entrando
30:06em uma nova fase.
30:08Essa aí é uma frase
30:10colocada
30:11entre aspas
30:12que foi lida
30:13por uma
30:14mulher,
30:15foi lida
30:17por uma
30:17narradora
30:19da TV estatal.
30:21não foi exatamente
30:22o que disse
30:24o Ayatollah.
30:27Para encerrar
30:28o programa,
30:28vamos falar
30:29sobre um último
30:29assunto aí
30:30que é a autonomia
30:32do Banco Central.
30:33Mais uma vez,
30:34o presidente
30:35da instituição,
30:36Gabriel Galípolo,
30:37falou sobre
30:38esse assunto.
30:39Dessa vez,
30:41foi durante
30:41o prêmio
30:42das instituições
30:43que mais acertaram
30:45no Boletim Focus,
30:46ele falou sobre
30:47a autonomia
30:48relacionada
30:49ao mandato
30:50do presidente
30:51do BC
30:52e também
30:53a capacidade
30:54das equipes técnicas
30:55de tomar decisões.
30:58Autonomia
30:59significa
30:59algo que é muito
31:00caro ao Banco Central
31:01que não é
31:02estar disponível
31:04para negociar
31:05o seu mandato.
31:06O Banco Central
31:06é uma instituição
31:07que não está disponível
31:08para negociar
31:08o seu mandato.
31:09Existem questões
31:10que são
31:11como a institucionalidade
31:13que estão acima
31:14de qualquer coisa.
31:15Significa também
31:16quando tiver
31:17alguma coisa errada
31:18ter a coragem
31:20de apontar
31:21o que é de errado
31:21dentro do Banco Central
31:23e não só pedir desculpas,
31:24mas cortar na carne
31:26porque é o que é
31:26o mais forte
31:27para a institucionalidade
31:28independente
31:29de relações pessoais
31:30que possam existir,
31:31mas é o que é
31:33de mais forte.
31:34Então,
31:34essa autonomia
31:35está dentro
31:36do Banco Central.
31:37É um comportamento
31:38do qual eu me orgulho
31:39muito de estar
31:39trabalhando com diretores
31:42que trabalham
31:42todos os dias
31:43para que isso
31:44possa acontecer
31:45e com uma equipe técnica
31:46que trabalha
31:47todos os dias
31:47para que isso
31:48possa acontecer,
31:48mas ela é importante
31:49ser completada
31:51justamente para que
31:54quem decide
31:55não negociar
31:56algumas questões
31:57não seja punida
31:59por isso
31:59amanhã.
32:02Bom, vamos dar uma olhada
32:04para ver como é que está
32:05a nossa Bolsa Brasileira
32:09na invéspera,
32:10dia que começam
32:12as negociações
32:13alta de 0,47%
32:15nesse momento
32:16acima dos 196 mil pontos
32:18a Bolsa que também
32:19fechou em alta ontem
32:21acima dos 195 mil pontos
32:25a Bolsa agora
32:26a Bolsa agora 196 mil
32:28reagindo bem
32:29a esse início
32:31das negociações
32:32oficiais
32:33entre Estados Unidos
32:34e Ira.
32:34Vamos dar uma
32:35mais uma olhadinha
32:36nos preços
32:38do petróleo
32:39como eu disse agora
32:41pouquinho na entrevista
32:42com o Sérgio Valle
32:44é até uma
32:45levíssima alta
32:47ali no petróleo
32:48Brent
32:49e no bruto
32:50um pouquinho maior
32:51mas praticamente
32:52estacionado
32:54por conta
32:55dessas negociações
32:57aí os investidores
32:58esperando
32:58para começar
33:00a precificar
33:01essa discussão.
33:05Quero falar agora
33:06gente, a gente trouxe
33:07agora pouquinho
33:07a história
33:09da escala
33:116 por 1
33:12o fim da escala
33:136 por 1
33:13que tem duas propostas
33:14de emenda constitucional
33:16sendo discutidas
33:16na CCJ
33:17depois vão passar
33:19para uma comissão especial
33:20e aí
33:20esse fim da escala
33:22em mudança
33:23na jornada
33:23de 44 para 40 horas
33:25vai seguir
33:27para o plenário
33:28da Câmara
33:28segundo o presidente
33:29Hugo Mota
33:30logo depois
33:31do 1º de maio
33:32dia do trabalho
33:34essa é a ideia
33:35da Câmara
33:36é uma pauta
33:36extremamente popular
33:37mas a questão
33:38é que
33:39essa discussão
33:40foi trazida
33:41esse ano
33:44mais forte
33:45porque é um ano
33:46de eleições
33:47todo político
33:47quer dizer
33:48votei a favor
33:49da redução
33:50da jornada
33:51pelo fim
33:52da escala
33:536 por 1
33:54mas também
33:54porque os trabalhadores
33:56estão adoecendo
33:57eu quero conversar
33:58com o José Roberto Marques
34:00ele é
34:00empresário
34:02e mentor
34:02recebi agora
34:03a informação
34:04de que
34:05não conseguimos
34:06conectar com ele
34:06é isso
34:07então
34:07problema no áudio
34:09deixa eu chamar
34:09aqui a capa da Veja
34:10dessa semana
34:12a gente consegue
34:14colocar aí
34:14né Joel
34:15só para a gente
34:16dar uma olhada
34:17porque a reportagem
34:18é sobre
34:19as eleições
34:21porque o favoritismo
34:22de Lula
34:23na corrida
34:25presidencial
34:26segundo os repórteres
34:28de Veja
34:28está sob ameaça
34:30a má avaliação
34:32do governo
34:32problemas na economia
34:33desgaste
34:34na imagem
34:35e crescimento
34:36da oposição
34:37estão entre os fatores
34:39que pressionam
34:40o presidente
34:41é isso gente
34:42muito obrigada
34:44pela sua audiência
34:45uma outra
34:46hora
34:47a gente tenta
34:48conversar
34:49com o José Roberto
34:50ele que iria falar
34:51com a gente aqui
34:52sobre
34:53transtornos mentais
34:54ainda mais
34:55dos trabalhadores
34:55que estão aí
34:56cada vez mais
34:58pressionados
34:59no ambiente
34:59de trabalho
35:00não só
35:01por conta
35:02das cobranças
35:03e das
35:03da jornada
35:05maior
35:05mas também
35:07por não ter
35:08esse tempo
35:09de qualidade
35:10de vida
35:11de seguir
35:12a vida
35:13longe das empresas
35:14muito obrigada
35:15pela sua audiência
35:16segunda-feira
35:17a gente está de volta
35:18para você
35:19um ótimo final de semana
35:20mesmo que você vá trabalhar
35:22ou folgar
35:22um ótimo final de semana
35:24para você
35:25se você vai folgar
35:26curta
35:26ou
35:27fique embaixo da coberta
35:28porque está frio
35:29aqui em São Paulo
35:30vai fazer mais frio
35:31para você que vai trabalhar
35:32um ótimo trabalho
35:34tchau
36:29tchau
36:37tchau
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