- há 2 dias
Com o lançamento do filme Cinco Tipos de Medo, longa dirigido por Bruno Bini, o carioca Xamã adiciona mais um vilão para a lista de papéis de malvadão em seu currículo. Na produção, o cantor interpreta Sapinho, o líder do tráfico de drogas que é responsável por manter a ordem em um bairro pobre em Cuiabá (MT) e mantém um relacionamento abusivo com a enfermeira Marlene (Bella Campos). Em entrevista a VEJA, o artista falou sobre carreira e vida pessoal.
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NotíciasTranscrição
00:00Em Cinco Tipos de Medo, filme de drama e ação dirigido por Bruno Bini,
00:04cinco personagens se cruzam por causa da violência em um bairro pobre em Cuiabá.
00:08Um deles, vivido por Xamã, é Sapinho, o chefe do tráfico que mantém, acredite se quiser, a ordem na área.
00:15Na história, Sapinho acaba preso por causa de um delito,
00:18mas a própria comunidade faz uma vaquinha para pagar um advogado que o liberte,
00:23porque sua ausência deixou o bairro vulnerável a outras facções criminosas.
00:27O personagem é mais um papel marcante no currículo do cantor,
00:31que também vem brilhando em novelas da Globo como Renascer e Três Graças,
00:34além da série Donos do Jogo, da Netflix.
00:37E eu conversei com ele. Confira.
00:47Parabéns pelo trabalho, pelo prêmio e tudo mais.
00:49Muito obrigado.
00:50É um filme muito interessante e bom, maravilhoso,
00:55no sentido de falar justamente de um retrato do Brasil que a gente não vê tanto.
00:58Queria começar perguntando o que exatamente te atraiu esse projeto dos 5 tipos de medo.
01:02Como que foi esse processo de começar mesmo através dele?
01:06Então, foi muito especial, porque a gente tinha tentado trabalhar com audiovisual há algum tempo,
01:13mas aí a música muito se aumenta, não permitia que a gente saísse,
01:17por causa das agendas dos lançamentos.
01:20E a gente se preparou com a minha equipe.
01:21A partir desse ano, a gente vai fazer os testes para poder fazer isso de verdade.
01:26Não dá para fazer pela metade.
01:28E aí fizemos alguns testes, aí chegou a oportunidade de 5 tipos de medo.
01:31A gente liou o roteiro, fiquei em choque, porque o roteiro não era exatamente como está assim agora,
01:37mas já as histórias pelas escaletas, atravessando um a vida do outro personagem.
01:42E aí foi incrível, porque eu fui muito feliz de estar com esse elenco, com o Bruno Bini, com a
01:48escuta incrível.
01:49Poder tirar toda a ideia do que eu tinha na minha cabeça e colocar em cena.
01:56Ele também já tinha uma ideia do que era o Sapinho.
01:59E esse balé das duas coisas e também todo o carinho que eu tive, toda a produção,
02:05me deu mais possibilidade de criar.
02:08Eu acho que tudo isso que trouxe esse resultado importante que a gente teve em Gramado,
02:13porque eu acho que todos estávamos na mesma atmosfera, tanto o elenco quanto a produção.
02:19Tinha acabado de sair da pandemia, estava aquela fisioterapia do cinema,
02:22a gente voltou a gravar como vai ser tudo.
02:25E a gente estava muito feliz de poder estar fazendo isso,
02:28fazendo um relaxado no ambiente com muita confiança, com muita escuta.
02:32E aí, graças a Deus, deu tudo certo.
02:34Espero que a galera curta em casa.
02:35Legal. E você vem justamente desse momento de ascensão na música e tudo mais.
02:41Mas em qual momento você acha que você sentiu realmente esse ímpeto
02:45e a vontade mesmo de ir para a atuação?
02:48Acho que já estava desde o início.
02:50Eu tenho um álbum, tenho uma tatu aqui no braço, do Jack Nicholson,
02:54que é desde 2019.
02:55Ninguém me chamava para os filmes, então eu vou fazer meu filme.
02:58A gente fez o Iluminado, que era um álbum que as faixas tinham nomes de filmes.
03:06E aí a gente criou um curta, que a gente mesmo produziu,
03:10o Guilherme Ibrahim produziu, dirigiu, aí eu trazia as ideias.
03:14E já era cinema ali, já era atuação ali, já era aquilo,
03:17só que não tinha por onde transbordar.
03:19E quando a gente teve a oportunidade de fazer,
03:22a gente falou, não, é a nossa chance, é agora, é o momento.
03:25Tipo, é a minha primeira, talvez a última.
03:28Então eu preciso fazer isso de uma maneira tão visceral, tão sincera,
03:32que as pessoas vão sentir o quanto eu amo isso.
03:35E não tinha tanta técnica nem nada, mas era vontade,
03:38era essa vontade transbordando.
03:41E a Bárbara falou isso em uma outra entrevista,
03:44cinema é catarse, o que a cena me transforma.
03:48Eu acho que eu saí totalmente diferente das cenas dos cinco tipos de medo,
03:52como pessoa mesmo.
03:54Tipo, olha isso, você viver seu sonho na prática,
03:57acessar coisas que eu não tenho, não faço essas coisas no dia a dia,
04:00era uma coisa nova, um sentimento novo, um lugar novo.
04:02Aí eu lincava coisas e dava certo, assim.
04:06Todas as outras experiências que eu tive de trabalho,
04:09eles são, tipo, frutos do quanto eu bebi no cinco tipos de medo.
04:12Legal.
04:13E de onde vem exatamente essa paixão por cinema, assim?
04:16Quando que você teve o contato?
04:17A criança, o locador, assim, filmes, posters, assim.
04:20Eu estava até olhando esse poster aqui.
04:22Falei, pô, vou levar essa parada para casa, não sei lá.
04:25Que era muito ligado, antigamente alugava, né?
04:28Velho já, né?
04:28Alugava filmes de blockbuster e lia o filme, via o ator e via o...
04:34Isso já, criança já tinha isso, né?
04:36Então já tinha, eu já olhava o filme e eu queria ser o cara que era o ator principal.
04:41Já queria escrever minhas histórias, histórias assim, sabe?
04:44Não tinha por onde sair.
04:46Quando teve a música, nos Estados Unidos quase todos os rappers trabalham com cinema, né?
04:51Falei, quando isso vai chegar aqui no Brasil e tal?
04:53Faltava da oportunidade.
04:55E quando teve a oportunidade, é isso, né?
04:57Agarramos com as duas mãos, assim, e muita vontade e muita suporte também de todos os profissionais ao redor.
05:05Aí eu falei, nossa, agora eu posso fazer o meu sonho, a utopia ser a realidade, né?
05:09Legal.
05:10Acho que já estava ali, mas estava adormecido, assim.
05:13Bacana.
05:13E chama, para além do sapinho de Cinco Tipos de Medo, você também tem o Bagdad de Três Graças,
05:18você tem o Búfalo de Dono de Jogo, que são vários personagens que são vilões ali,
05:22e eu diria até que o sapinho é um meio anti-herói ali, porque ele ainda tem um papel ali
05:26no bairro
05:27onde ele exerce de proteção, né?
05:30Por que você acha que você se atrai por esses tipos de papéis?
05:33Por que você acha que eles surgem para você, exatamente?
05:37Porque eu sou malvadão, né?
05:38Tá ligado?
05:38Tô brincando.
05:40Isso, eu acho que, tipo, o sapinho, né?
05:42Eu acho que tem uma coisa também, o registro.
05:44O primeiro registro que foi ali para a pista foi o, acho que se eu não me engano, foi o
05:48Damião, né?
05:49É, o Damião foi o primeiro que saiu da novela, né?
05:52E era mal, mas era mal totalmente diferente dos outros, uma coisa mais contida, muito com braço, corpo, outro sotaque.
05:59E foi muito bom, deu muito certo, né?
06:01Em seguida, já gravei os donos do jogo, que era uma outra, digamos assim, outro tipo de registro, né?
06:11Mas um vilão também, mas essa coisa do mal, né?
06:13De olhar, assim, da lente, olhar para o rosto.
06:15E eu tentava, assim, entender, nossa, eu já vi que tem um flirte aqui com vilões.
06:20Então, eu preciso colocar medidas totalmente diferentes, comportamentais, corpo, sotaque, jeito de pensar.
06:30Então, eu já ia, tipo, quando eu via que via um vilão, eu falei, não, isso aqui já vai ter
06:33que ser totalmente diferente, né?
06:37O sapinho, acho que é o pai desses vilões, assim, talvez, porque foi o primeiro que eu experimentei.
06:42E aí, nos outros, eu pegava já o que o sapinho era e tirava todas as atmosferas e botava para
06:47outro lugar, assim.
06:49Então, era isso, meio que material de estudo.
06:51Eu falei, quantas medidas eu consigo, quantas histórias eu consigo contar diferente, em jeito diferente também, tá ligado?
06:57E por que criar, como foi criar essa persona, né, do malvadão mesmo, na música, que acaba refletindo um pouco
07:06ali nos papéis como ator?
07:07Ah, eu acho que na época das batalhas, né? Batalha, não sei se você já viu uma batalha de rima.
07:11A gente olha dentro da cara, xinga o cara, o cara zoa você, você precisa amedrontar ele, você precisa tirar
07:20ele do centro dele.
07:23Às vezes você usa isso com violência dos versos líricos, muito lírico, às vezes você zoa.
07:29Eu ia muito para o lado, eu amarrava a minha cara, a pior cara que eu tinha, eu olhava dentro
07:33da alma dele e falava, vou te matar aqui agora.
07:35Mas você tem um coração de pão doce, né? Tipo assim, eu não sou zero assim.
07:39Nota-se.
07:40É só a cara para poder ficar bom ali e tal.
07:42Mas eu acho que vem dessa, né, como eu, minha aula, meu universo foi as ruas, né, as batalhas de
07:50rima, os lãs de poesia.
07:52Então eu não sabia, era muito isso, sobre como eu transformava aquela minha violência em poesia, tá ligado?
07:57E aí, mas quando eu ia falar, eu era, pô, tranquilo assim, mas quando eu estava rimando e fazendo as
08:04rimas, eu precisava, tipo, mostrar aquela violência através da poesia, da rima e tal.
08:08E acabou vazando para o cinema de outra maneira.
08:11E na época de Gramado, se não me engano, você chegou a comentar que você tinha vontade de fazer um
08:15mocinho também, né?
08:17Sim, é.
08:17Mas na sua perspectiva, como seria um mocinho por xamã, assim? Como o xamã seria como um mocinho?
08:22Mal, tô brincando.
08:24Não, eu não, tipo, tem muitas ideias, assim, ainda.
08:28Eu tenho estudado muito também fora do cenário das novelas ou do cinema.
08:35Eu tenho trazido muito para mim o que eu gosto de ver, os atores que eu gosto, o tipo de
08:41acting que eu acho que eu posso trazer.
08:43Então eu tô nesse processo de estudo ainda.
08:45Mas ainda assim, com a novela no ar, com o lançamento, fica um pouco mais difícil de equilibrar tudo.
08:50Mas isso já tá nos planos, assim, né?
08:52Eu já tô em material de estudo para poder apresentar para a galera.
08:55Legal, bacana.
08:56E para você, cinco tipos de medo de dialogar de qual forma, assim, com o Brasil que a gente vive
09:00hoje?
09:00Justamente por ele trazer um retrato que a gente não vê tanto, né?
09:04Dentro de filmes mais focados ali no reixo e Rio-São Paulo.
09:08Sim, sim.
09:09É porque quando você pensa, assim, no gênero, no Rio-São Paulo, a ação.
09:12Aí, ah, vai ter tiroteio, bandido de polícia.
09:15Aí você imagina no Rio, né?
09:17Na geografia do Rio, em São Paulo.
09:20O Brasil é continental, né?
09:22São muitos Brasis.
09:23A gente poder contar essa perspectiva de Cuiabá.
09:27O calor é um personagem muito diferente, né?
09:30Tipo assim, a gente tava acostumado com o calor de Bangu, do Rio.
09:33Lá não, é outra atmosfera, sabe?
09:35Também poder ver o quanto essas histórias de ação, você fica ali vendo tiroteio, mas é trama.
09:43Tem momento que você vai chorar também acompanhando o drama dos personagens, da Babi, da Bela.
09:51Essa coisa da ação, mas ao mesmo tempo você entra na vida dela e fala, nossa, que pena
09:56dessa pessoa.
09:57Que você chora.
09:58Tem momentos que você vai rir com o Murilo, com algumas coisas assim.
10:02Eu acho que o que a gente mais prende as pessoas é que a gente tá contando uma história
10:07muito brasileira de um eixo, de um estado, às vezes, que não tem essa oportunidade, não
10:14se tem esse palanque.
10:15Mas o cinema de Cuiabá ganhou quatro quiquitos lá em Gramado, com muita potência, muita vontade
10:19de contar essas histórias, tá ligado?
10:21De uma maneira não óbvia, né?
10:24Com a cabeça do Bruno Bini fazendo os personagens se entrelaçarem.
10:28Eu acho que é isso, né?
10:29São muitos brasileiros, ninguém conta melhor a história que brasileiro.
10:31Legal, bacana.
10:32E chamando-se uma figura que chama muito a atenção, tanto pelos seus trabalhos, quanto
10:36pela sua vida pessoal.
10:37Sim.
10:37Principalmente nas redes sociais, como é pra você lidar justamente com esse relacionamento
10:41com o público de uma forma mais ampla?
10:44Sempre foi um desafio, é sempre um desafio, né?
10:47Porque a minha própria música, em algum momento, ela foi, tipo assim, de um jeito,
10:52aí acabou outro, e música de rádio é mais underground, mais música política.
10:57Então, o meu público, ele já ficou multifacetado, meio que fragmentado, assim, de todos os pontos.
11:03E aí o cinema, né?
11:05Como foi mais uma gomo dessa tangerina, que trouxe pessoas que às vezes me conheciam, mas
11:11não conhecia minha música, ou então que às vezes conhecia minha música, mas não
11:14sabia que eu podia atuar.
11:15Tem algumas pessoas que me chamam pelo nome só do personagem, assim, e como eu reuni
11:20todas essas pessoas no mesmo lugar pra poder ouvir a música, pra poder assistir os filmes,
11:25eu acho que é isso.
11:26Porque não tem um Brasil só, são vários tipos de Brasis, eu não consigo fazer um
11:29tipo só de música, não consigo, tipo, tá só num lugar, assim, né?
11:34Eu acho que desde o início da minha construção, sempre foi multi, pra estar em todos os lugares,
11:39pra criar ponte, até outras pessoas, pra pessoas de outros estilos musicais me ouvirem,
11:44eu ouvi também.
11:45Agora com o cinema eu tenho essa oportunidade de, ó, me conheça a minha música, conheça
11:49a forma como eu atuo, conheça o meu corpo político, a minha história.
11:53E acho que nesse momento do cinema brasileiro em especial, isso é mais bacana ainda, né?
11:57Porque a gente tá conseguindo espaços que sempre foram negados pela gente, tudo isso
12:03que a gente tá vivendo agora tá sendo construído há muito tempo, pelas mãos da galera do
12:08profissionalismo do cinema brasileiro.
12:10E agora isso que a gente tá vivendo agora, tendo essa oportunidade de tá vivendo agora,
12:15depois que abriram muito a mata, é tipo um prêmio pra gente, né?
12:18A gente tá muito feliz de poder fazer isso, ou mais ainda, de poder tá fazendo música
12:22e cinema, que são as duas coisas que eu amo.
12:24E o que você pensa do rótulo de galã mesmo, pro público?
12:27Ah, eu não sei, galera, tem em algumas personagens que isso fica mais latente, né?
12:36Assim, o Damião, assim, talvez, né?
12:39Outros que ficam mais difíceis, porque o Búfalo, a galera odiava, adorava o personagem,
12:42mas odiava ele.
12:44Acho que a história ajuda a transformar mais em galã.
12:46Tem um borogodózinho, né?
12:48É, tem um borogodó.
12:49Tem a coisa também do rosto de Brasil, né?
12:52Antigamente era, o galã era o quê?
12:54Era o, pô, o cara ali que era com aquele padrão, daquele jeito e tal.
12:58Mas hoje, são muitos outros brasileiros, vários tipos de brasileiros, vários tipos de beleza.
13:02E a gente tá ocupando esse espaço também.
13:05É bacana, e minha mãe adora agora, não é?
13:06Agora fala, meu filho é galã.
13:09Então tá maravilhoso.
13:11Legal, basicamente também, quais são os próximos projetos, né?
13:14Eu sei que você tá ficado num orçamento de cinco tipos, e tá em três graças,
13:18mas existem próximos projetos, e como que você escolhe esses projetos?
13:22Sim, ó, cinco tipos de medo, dia 9 de abril nos cinemas, o primeiro filme.
13:27Muito ansioso pra ver o que a galera vai achar.
13:30É paralelo a isso, tem a novela, né?
13:32A gente já tá quase acabando ali, estamos no período, quase do fim.
13:35A novela também é naquele pique, né?
13:37Que é todo dia, construindo personagem em movimento o tempo todo, né?
13:43A gente já recebe o personagem não sabendo como vai acabar,
13:45então a gente vai criando e moldando junto com a galera.
13:48Mas tem sido muito especial essa parceria com a galera lá da Globo,
13:50nas novelas que a gente construiu, e agora um cangaço novo, né?
13:57Vai sair em breve, foi incrível também poder estar participando com a Alice e com a galera toda.
14:02Eu pedi pra Alice, falei, Alice, me arruma uma vaguinha lá que eu era fã, sério, tá ligado?
14:07E por enquanto só, né?
14:09Já são muitas coisas, e o meu álbum, né?
14:12Eu tô fazendo agora o meu álbum flerte, com faixas que flertam com música latina, afrobeat,
14:18e vou jogar o campeonato carioca também, assim, não tô brincando.
14:22E como que você escolhe os projetos só pra concluir, assim?
14:24Cara, eu preciso me ver ali, eu acho que é como quase todo mundo escolhe, né?
14:28Você vê, você lê, não, eu gosto, eu me vejo, assim.
14:31Já muitos outros projetos, até muito interessante, mas se eu não consigo me ver nessa leitura,
14:37não, sabe, não funciona muito pra mim.
14:40Eu preciso me ver, falar, não, esse papel tem que ser meu.
14:42Não posso ter dúvida, tá ligado?
14:45Tudo que eu fiz, assim, eu falei, não, esse papel tem que ser meu, não tem como deixar isso escapar.
14:50Aí outros que falaram, nossa, isso é incrível, mas eu não sei se eu conseguiria fazer bem.
14:54Então tem esse adendo também.
14:56Um dos melhores filmes nacionais do ano, Cinco Tipos de Medo, também conta com
15:00Bela Campos, Bárbara Collin, João Vitor Silva e Rui Ricardo Dias no elenco.
15:05E esse foi o Em Cartaz.
15:06Até semana que vem.
15:07E esse foi o Em Cartaz.
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