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  • há 3 semanas
A influência de Jair Bolsonaro nas decisões eleitorais da direita continua determinante — mesmo fora da vida política ativa. Essa é a avaliação do deputado federal Guilherme Derrite, que relatou ter se reunido com o ex-presidente recentemente ao lado do senador Flávio Bolsonaro e afirmou que ele segue participando das articulações para as eleições (este texto é um resumo do vídeo acima).

Segundo Derrite, Bolsonaro continua envolvido nas escolhas de candidatos e no desenho das estratégias eleitorais nos estados.

“Ele é o maior líder que a direita tem no país e quem realmente tem voto”, afirmou o parlamentar em entrevista ao programa Ponto de Vista, apresentado por Marcela Rahal.

Bolsonaro ainda comanda as decisões da direita?
O deputado contou que Bolsonaro segue analisando cenários eleitorais e participando das decisões estratégicas do grupo político. Mesmo em uma situação pessoal delicada, segundo ele, o ex-presidente permanece psicologicamente bem e ativo nas conversas políticas.

Na visita feita por Derrite e Flávio Bolsonaro, o ex-presidente teria discutido o cenário eleitoral e a importância de organizar candidaturas competitivas nos estados.

Qual o plano da direita para o Senado?
Um dos focos centrais da estratégia, segundo Derrite, é ampliar a presença da direita no Senado.

O deputado afirmou que a formação de uma maioria na Casa é considerada essencial para a próxima legislatura e comemorou o apoio de Bolsonaro ao seu nome como pré-candidato ao Senado por São Paulo.

A meta do grupo político é tentar conquistar as duas vagas em disputa no estado.

Quem disputará a segunda vaga em São Paulo?
O segundo nome da direita para a disputa ainda não foi definido.

Entre os possíveis candidatos citados por Derrite estão Mário Frias, Marco Feliciano, Rosana Valle, além de outros parlamentares ligados ao campo conservador.

Segundo ele, a escolha deve levar em conta pesquisas eleitorais e a capacidade de cada nome de contribuir para a eleição de dois senadores alinhados ao bolsonarismo.

Flávio Bolsonaro já é o candidato da direita?
Para Derrite, a candidatura de Flávio Bolsonaro está consolidada dentro do grupo político.

O deputado afirmou que o senador é o nome mais forte do campo conservador e que tende a reunir o eleitorado bolsonarista na disputa presidencial.

Ele também relativizou a presença de outros pré-candidatos da direita, como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior.

Na avaliação do parlamentar, caso esses nomes avancem na disputa, a tendência seria a convergência em torno de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Houve tensão com Tarcísio de Freitas?
O deputado minimizou eventuais divergências.

Durante algum tempo, havia expectativa de que Tarcísio de Freitas pudesse disputar a Presidência. Com a decisão de buscar a reeleição em São Paulo, Derrite afirma que o governador declarou apoio ao nome indicado por Bolsonaro.

Segundo ele, o grupo político agora caminha unido.
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Transcrição
00:00Na segunda-feira eu fiz uma entrevista com o deputado federal Guilherme Derrite,
00:04que também foi secretário de Segurança Pública aqui do Estado de São Paulo.
00:08Ele falou sobre ele que é do PP, agora se lançou com o apoio do ex-presidente Bolsonaro
00:15como pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano.
00:19Então, são duas vagas que existem para o Senado aqui em São Paulo.
00:24Então, eles vão, obviamente, soltar dois nomes, que será o Derrite e de outro,
00:29que ainda está em aberto um nome que vai ser aí do PL, provavelmente, segundo o próprio deputado me disse.
00:34E a gente vai ouvir agora, acompanhar a íntegra dessa entrevista,
00:38que também fala sobre eleições, a direita, o papel do Flávio Bolsonaro também
00:43como pré-candidato à presidência deste ano. Vamos ver.
00:47Eu recebo aqui no nosso estúdio agora o deputado federal pelo PP São Paulo,
00:51ex-secretário de Segurança Pública aqui do Estado também.
00:54Deputado, seja muito bem-vindo e obrigada pela participação do senhor aqui no Ponto de Vista.
00:58Eu que agradeço, é um prazer estar com vocês aqui.
01:00Deputado, então, recentemente, a pré-candidatura do senhor ao Senado nas eleições deste ano
01:04foi anunciada com o apoio do ex-presidente Bolsonaro. Como é que foi isso?
01:08Olha, eu fiquei muito feliz. Eu tive a oportunidade de, junto com o senador Flávio Bolsonaro,
01:14de visitar o presidente na semana passada.
01:16É claro que muito triste ver o presidente nessa situação, de forma injusta no meu ponto de vista,
01:22mas esse não é o mérito da questão.
01:24Agora, o presidente bem consciente e fazendo ali as suas análises, sabe da importância,
01:30todos nós sabemos da importância de formarmos uma maioria no Senado, na próxima legislatura.
01:35Fiquei muito feliz aí com a definição, com o apoio dessa primeira vaga para o Senado Federal em São Paulo,
01:41ter o meu nome aí apoiado pelo presidente, como esse nome já definido.
01:46E, claro, ainda existe uma indefinição do segundo nome, que deve ser do Partido Liberal,
01:53mas eu estou muito feliz e não vejo a hora de poder estar nas ruas aí, fazendo campanha,
01:59para o nosso pré-candidato, o senador Flávio Bolsonaro, para que eu consiga ocupar essa vaga no Senado.
02:03Essa indefinição sobre o outro nome que vai disputar a vaga no Senado pela direita,
02:08ela não acaba abrindo espaço para a esquerda, de certa forma?
02:11Olha, eu creio que não, Marcela, porque nós temos um longo período ainda, são sete meses até a eleição,
02:17e creio que vai acontecer agora, no mês de março.
02:20Então, tem bons nomes disputando internamente essa segunda vaga,
02:25esse segundo apoio do presidente Bolsonaro, do governador Tarcísio de Freitas.
02:28Então, nomes como o deputado Mário Frias, o Conal Melaraújo, o pastor Marco Feliciano,
02:36deputado federal já de alguns mandatos, a deputada Rosana Valle, deputada federal também,
02:41o deputado estadual Gil Diniz.
02:42E eu tenho certeza que essa escolha vai ser uma escolha consciente, baseada nas pesquisas que estão sendo feitas,
02:49para que, de fato, a gente possa fazer os dois senadores por São Paulo.
02:51Existe essa chance, é uma chance grande, e assim a gente vai reforçar o time da direita lá no Senado
02:56Federal.
02:56O senhor falou que teve com o ex-presidente Bolsonaro na Papudinha, nesse encontro.
03:03Como é que ele estava? O que o senhor acha dessa situação dele?
03:07Enfim, o que vocês conversaram, além, claro, dessa questão da candidatura e da direita como um todo, das eleições desse
03:13ano?
03:13Olha, é muito triste ver o presidente nessa situação.
03:16Uma injustiça muito grande, não só com ele, mas com milhares de brasileiros,
03:21que estão injustamente presos, no meu ponto de vista.
03:25Mas, assim, falando do aspecto de como o presidente está, a gente se preocupa muito com a saúde dele.
03:31Por isso que tem já alguns pedidos, inclusive, humanitários, para que ele possa cumprir esse período em prisão domiciliar.
03:41Eu assinei esse pedido junto com uma quantidade razoável lá de deputados federais.
03:48Mas eu fiquei feliz porque ele está psicologicamente bem.
03:50Claro, o quadro de saúde dele não se preocupa, mas psicologicamente está bem.
03:54Participando de decisões junto com o senador Flávio Bolsonaro, a visita foi em conjunto com o senador.
04:01Então, eu fiquei feliz por essa participação ativa do presidente Bolsonaro,
04:04nas decisões aí de cada estado.
04:06E é o que tem que ser feito mesmo, já vista que o presidente Bolsonaro é o maior líder que
04:11a direita tem no nosso país,
04:12é quem realmente tem voto, a gente sabe o quanto vai pesar a indicação dele,
04:16seja para deputado federal, seja para senador ou governador.
04:18Então, fiquei feliz por saber que ele está participando ativamente,
04:21mas feliz ainda por poder contar com o apoio dele.
04:24E a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro,
04:27ela foi alvo de uma certa resistência ali, quando ela foi anunciada, digamos assim,
04:33inclusive pelo partido do senhor Progressistas,
04:36que não publicamente, mas tinha ali uma preferência pelo nome do governador de São Paulo,
04:40Tarcísio de Freitas, que já anunciou que vai disputar a reeleição.
04:44Essa atenção, de alguma forma, prejudicou.
04:48E outra coisa, essa quantidade de nomes da direita também,
04:52a gente falou aqui em relação ao Senado, mas em relação à presidência,
04:55ela não acaba pulverizando e até fortalecendo a esquerda?
05:00É, depende do ponto de vista, eu creio que não, Marcelo,
05:03eu vou explicar, baseado nas evidências, o porquê disso.
05:06Primeiro, que nós temos a certeza que o senador Flávio Bolsonaro vai para o segundo turno.
05:13Com certeza, é o nome mais forte da direita, porque carrega todos os votos do presidente Bolsonaro.
05:21A gente percebe a maturidade política no discurso do senador Flávio Bolsonaro,
05:26como pré-candidato, como ele está preparado.
05:28Lembrando que ele já foi quatro vezes deputado estadual, uma vez senador da República,
05:33então é um advogado, é formado em direito, não dá para comparar o senador Flávio Bolsonaro
05:38contra o atual presidente da República, que não tem qualificação nenhuma
05:43para exercer a função que exerce, lamentavelmente.
05:45Os outros pré-candidatos, Romeu Zema, governador Caiado, eventuais pré-candidatos,
05:51o Ratinho Júnior, a gente entende, claro, gostaríamos que todos estivessem juntos
05:55com o senador Flávio, apoiando desde o início.
05:58Mas a gente entende que no eventual segundo turno, todos eles, naturalmente, além de apoiar,
06:02quem votar neles vai votar no senador Flávio Bolsonaro.
06:05Então, eu entendo como é legítimo da parte, principalmente do governador Zema,
06:10que está terminando os dois mandatos, o governador Caiado finalizando,
06:13o governador Ratinho, é o caso dos três.
06:14E a tendência é que no segundo turno eles estejam juntos, nós todos estejamos juntos,
06:19apoiando o senador Flávio Bolsonaro.
06:20Com relação ao partido, progressistas, que eu pertenço, eu respeito, mas, desculpa,
06:27o meu apoio é integral ao senador Flávio Bolsonaro.
06:30Eu tenho certeza que o partido, na figura do senador Ciro Nogueira, vão anunciar esse apoio.
06:35A questão de ajustes faz parte dessa tratativa política, um pouco antes do anúncio,
06:40da declaração de apoio.
06:41Mas eu não tenho dúvida nenhuma, até porque o PP fez oposição,
06:45está na oposição do governo federal desde o início dessa legislatura.
06:48Então, eu tenho certeza que o meu partido, mas independente do que o partido vá decidir,
06:52o meu apoio é incondicional e eu tenho certeza que o partido em todo o Brasil
06:55também vai declarar apoio à candidatura, pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
07:00E teve também uma tensão, inclusive, com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
07:06o filho do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro,
07:09chegou a criticar a falta de posicionamento, de defesa dele,
07:14em relação à candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
07:17Como é que está isso hoje?
07:18Superado.
07:19Eu vejo que ali, enquanto existia a possibilidade, realmente,
07:22do governador Tarcísio de Freitas ser candidato,
07:25acho que ele ficou esperando o momento, mas a partir do momento que o presidente Bolsonaro
07:28cravou o nome, o Flávio Bolsonaro é o nosso pré-candidato,
07:32e o governador Tarcísio, em todo momento, fazendo uma defesa também,
07:36a todo momento falava, olha, eu vou apoiar o candidato que o presidente Bolsonaro indicar.
07:41Então, quando houve essa decisão, isso se tornou público por parte do presidente,
07:46eu creio que o governador Tarcísio de Freitas, ele declarou, e agora, recentemente,
07:51recebeu o senador Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho, no Palácio dos Bandeirantes,
07:54aqui em São Paulo, declarou apoio, até postaram em conjunto uma postagem.
07:59Então, caminharemos juntos aí.
08:01Nosso objetivo, sem dúvida alguma, é fazer com que a direita volte a governar o nosso país.
08:05Pois é, teve o ato, né, do domingo, de uma manifestação envolvendo aí vários nomes importantes da direita,
08:11inclusive o senhor estava lá também, né,
08:16marcando aí posição nesse protesto contra o presidente Lula e também contra o STF.
08:21Por que contra o STF?
08:23Olha, acho que é público e notório a insatisfação de milhões de brasileiros
08:30com relação aos presos do 8 de janeiro.
08:32Então, é mais uma afirmação.
08:35E aí, vários outros casos, como o exemplo do que aconteceu, está acontecendo no caso do Banco Master,
08:40o que está acontecendo na CPMI, do NSS.
08:43Então, no ano eleitoral, escândalos como esse que aconteceram,
08:47fora essa questão dos presos de 8 de janeiro, até porque o Congresso Nacional tem que ser respeitado.
08:53Não é só contra a Suprema Corte, ou não é contra a instituição, é contra algumas decisões.
08:58O caso do 8 de janeiro, nós aprovamos a dosimetria, projeto de lei.
09:02Câmara aprovou, Senado aprovou e, lamentavelmente, o presidente da República vetou.
09:07Então, nós vamos derrubar esse veto, para que milhares de pessoas que já cumpriram pena pelo que aconteceu,
09:13e nós entendemos que foi injusto o que aconteceu, essa criminalização,
09:19as pessoas não estavam lá tentando contra a democracia.
09:22Claro, ninguém é contra punir quem praticou um dano, não é isso.
09:27Mas a questão é que criaram uma narrativa de golpe que, na nossa visão, nunca existiu.
09:33As críticas, elas são, enquanto houver liberdade de expressão no país,
09:38a gente entende que elas podem ser feitas.
09:40E, principalmente, com relação a esses escândalos envolvendo o ministro da Suprema Corte.
09:45Ninguém, ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei.
09:48Nesses casos, como é que o senhor tem visto a atuação desses ministros em relação ao Banco Master?
09:53A gente lamenta muito.
09:55Eu vou dar um exemplo aqui.
09:56Ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski,
10:00ele manteve contrato com o Banco Master, enquanto era ministro da Justiça.
10:04Por que ninguém está repercutindo isso?
10:07É um absurdo.
10:08A gente tem que ter o mínimo de moralidade, para não dizer legalidade,
10:13mas, no mínimo, moralidade, para quem está exercendo essa função,
10:18a mais importante de todas, na área da Segurança Justiça e Segurança Pública,
10:22isso não pode acontecer.
10:23Então, o que a gente espera é que haja lisura, que haja transparência em todo esse processo
10:27e que as coisas não acabem em pizza.
10:31Que, realmente, aqueles que têm contas a prestar, que assim eu faço.
10:37Por isso que eu assinei a CPI do Banco Master.
10:39A gente espera que ela seja aberta na Câmara dos Deputados.
10:41E o ato, né, que desse domingo também, enfim, contou com a participação, evidentemente,
10:47do senador Flávio Bolsonaro, fez um discurso mais moderado, podemos dizer assim, né,
10:51que tem também muito a imagem do bolsonarismo mais, da direita mais radical.
10:56Isso já faz parte de um readequamento da linguagem aí, para as eleições desse ano?
11:02Como é que você viu o ato como um todo?
11:05Olha, eu não vejo uma, dessa forma de, olha, uma remodelagem de marketing político.
11:11Eu vejo o Flávio Bolsonaro que as pessoas não conheciam.
11:14O senador Flávio Bolsonaro, como eu comentei, é um político experiente.
11:17Foi deputado eleito, deputado estadual com 21 anos de idade.
11:21Quatro vezes deputado estadual, uma vez senador da República.
11:24É preparado, é um advogado de formação, formado em direito, advogado.
11:29É uma pessoa que quem conhece e convive com ele, ele é mais ponderado, ele é um cara muito preparado,
11:36só que de uma maneira mais ponderada.
11:38Então eu vejo ele com uma maturidade política, não só para vencer as eleições,
11:42não só durante essa pré-campanha e depois a campanha eleitoral,
11:46mas principalmente para governar o país.
11:48Eu tenho certeza absoluta que a marca registrada do senador Flávio Bolsonaro quando eleito presidente
11:54vai ser, além dessa ponderação para dialogar com os outros poderes,
11:58vai ser a formação técnica que o próprio presidente Bolsonaro fez.
12:01A gente, vale lembrar que nós tínhamos ministro Tarcísio de Freitas,
12:05ministro Tereza Cristina, ministro Paulo Guedes, ministros, o astronauta Marcos Pontes, que era ministro.
12:11Então, são ministros que tiveram um perfil, no ato da seleção, um perfil extremamente técnico.
12:20E por isso que as entregas foram feitas de forma tão contundente aí no nosso país,
12:24na gestão do presidente Bolsonaro.
12:26Bom, o senhor também é o relator do PL Antifacção, o PL que foi muito debatido aí nos últimos tempos,
12:32foi um projeto que foi enviado pelo governo e que a relatoria ficou com o senhor,
12:36da oposição, o que gerou ali bastante atrito em relação a essa pauta.
12:42O PL foi para o Senado com muitas modificações, voltou para a Câmara,
12:47a Câmara praticamente resgatou o texto original do senhor.
12:50Um ponto que ficou em aberto foi em relação aos impostos das Betis,
12:57para as Betis, para financiar uma parte para a segurança pública.
13:00Como que isso impactou a medida?
13:02Agora, aprovada e segue para a sanção, né?
13:04Olha, em primeiro lugar, eu quero fazer um resgate aqui, contextualizar.
13:10O projeto do governo federal era uma vergonha, Marcelo.
13:13O projeto que o governo federal enviou do PL 5582 previa a pena para os faccionados,
13:18previa a criação da figura do faccionado privilegiado,
13:21com punição de um ano e oito meses de prisão para esses indivíduos das facções que me azuis.
13:26Ou seja, ninguém fica preso no Brasil se não for condenado a mais de oito anos de prisão.
13:31Eles queriam deixar os faccionados livres. Isso é bom a gente esclarecer.
13:34Nós reformulamos um texto, apresentamos um substitutivo com as penas mais duras da história
13:40do ordenamento jurídico brasileiro, com penas que, no mínimo de 20 anos,
13:44podendo chegar a 65 anos de prisão, com cumprimento de pena no mínimo de 70% em regime fechado.
13:50Essa é uma grande mudança, porque a lei de crimes hediondos prevê no mínimo 40%,
13:55aliás, o máximo de 40% de pena em regime fechado.
13:58A gente aumentou para 70%, podendo chegar a 85%, com líderes de organizações criminosas
14:02direto no sistema penal federal, sem direito ao auxílio e reclusão,
14:06e algumas outras mudanças, a exemplo dos presos provisórios que perderam o direito ao voto.
14:11Mas de forma muito resumida, estou falando da diferença do projeto do governo para o nosso projeto.
14:17Quando ele foi para o Senado, sofreu várias alterações, praticamente um outro projeto.
14:22Dentre todas as alterações, que eu julgo que isso é normal dentro da democracia,
14:27de um sistema bicameral, Câmara e Senado Federal,
14:30teve uma parte que eu gostei muito, que era a questão das bets.
14:33Por isso que eu aproveitei no meu texto, no meu relatório,
14:36eu preservei integralmente como o texto foi aprovado no Senado,
14:39com a taxação e criação da CIDBETS, 15% no ato da aposta,
14:43esse recurso seria usado exclusivamente para o financiamento do combate ao crime organizado
14:48e o financiamento da segurança pública.
14:50Eu preservei isso no meu relatório, só que no plenário, na hora da votação,
14:54vários líderes ali dos partidos de centro entenderam que isso era uma pauta estranha
14:59que não havia sido tratada no Senado.
15:01Muitos vieram conversar comigo, você tem que tirar isso do texto.
15:05Eu falei, não, porque eu concordo com isso.
15:07Eu, como secretário de Segurança Pública, junto com os outros 26 secretários,
15:11todas as reuniões de secretários, nós conversávamos sobre a necessidade
15:15de novas fontes de receita para os estados, para ajudar na segurança pública,
15:19porque o governo federal repassa muito pouco.
15:21Então, a taxação das bets seria a concretização de um passo importante
15:26para ajudar os estados no financiamento, no custeio e investimento da segurança pública.
15:30Só que os deputados entenderam, apresentaram um destaque.
15:33O que é esse destaque? Tira essa parte do trecho da taxação das bets,
15:38ele considera o que foi aprovado no Senado, mas ele passa a tramitar na Câmara dos Deputados
15:42agora como um projeto apartado.
15:44Então, é ruim? Foi ruim? Foi uma derrota para mim? Foi.
15:48Porque o meu parecer era para aproveitar 100% do que foi aprovado no Senado.
15:52Porém, não foi de todo ruim. Por quê?
15:54Porque esse projeto não foi desprezado, pode ser tramitado ainda na Câmara dos Deputados.
15:58Então, não só essa questão da taxação das bets,
16:00mas qualquer outra fonte de receita para a segurança pública vai contar com o meu apoio lá na Câmara dos
16:05Deputados.
16:06Um outro ponto também que gerou polêmica nesse projeto, o inicial, foi a questão da Polícia Federal,
16:11a participação nas operações que envolvem Estado e União, que precisaria ali do aval do governador.
16:17Por que o senhor é do governador do Estado?
16:19Enfim, por que o senhor...
16:21Essa pergunta é a mais importante, porque isso é mentira.
16:24Isso nunca existiu.
16:25Eu quero que alguém que venha, que fale sobre isso, Marcela, mostre no texto onde que está,
16:31onde que estava isso, onde está.
16:33Isso não está, nunca esteve.
16:34O que aconteceu, e eu vou lembrar, era um PL antiterrorismo.
16:39E a lei antiterrorismo compete exclusivamente à Polícia Federal processar e julgar os crimes, investigar.
16:46Imaginem vocês, se a gente for tratar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas,
16:51todas as investigações do GAECO de São Paulo, da Polícia Civil de São Paulo, teriam que parar e transferir para
16:58a Polícia Federal.
16:58O que eu coloquei foi que seria uma competência concorrente, ou seja, a Polícia Estadual, o Ministério Público Estadual,
17:04os GAECOs poderiam continuar investigando, processando e julgando os membros do PCC e Comando Vermelho.
17:10Daí a esquerda estava muito brava, o PT muito bravo com a minha relatoria, em especial porque nós aumentamos exponencialmente
17:18o endurecimento da legislação, criaram esse factóide, essa narrativa falsa, que eu estava limitando os poderes da Polícia Federal.
17:25Para vocês terem uma ideia, tanto isso é mentira, que para alterar a competência da Polícia Federal, é só aprovando
17:32uma PEC,
17:33porque a competência da Polícia Federal está prevista no artigo 109 da Constituição Federal.
17:37Então, foi uma narrativa, eu entendo, faz parte da política, que eles sofreram um duro golpe
17:42quando o presidente da Câmara me colocou para relatar o projeto de lei de origem do governo
17:47e criaram essa narrativa para tentar, enfim, criar um factóide ali e, de alguma forma, trazer um ponto que não
17:55existe.
17:56Bom, o senhor foi secretário de Segurança Pública aqui do Estado de São Paulo,
18:00acumulou algumas polêmicas envolvendo acusações de abuso da força policial, também aumento da letalidade,
18:10mas tiveram outros pontos positivos, outros números em relação à segurança que foram muito positivos.
18:15Queria saber como é que o senhor vê essas críticas e também, caso seja eleito senador,
18:21quais pautas pretende priorizar quando for senador?
18:26Bom, Marcela, primeiro, sobre esses pontos negativos, eu vejo o seguinte, negativo para quem?
18:33Sobre a minha gestão, as polícias em São Paulo tiveram um aumento dos confrontos com os criminosos.
18:41Essa é uma crítica? Eu vejo isso como extremamente positivo.
18:44Nós colocamos a polícia na rua, nós colocamos a polícia para atuar contra o PCC,
18:48porque nós realizamos as maiores operações de combate ao crime organizado da história do Estado de São Paulo.
18:54Operação Escudo, Operação Verão.
18:56E aí, essa crítica é daqueles que não querem ver os coitadinhos dos bandidos,
19:01afinal de contas, só porque ele está com um fuzil 762 atirando no policial, ele não deve ser neutralizado.
19:06O que será que eles querem que faça com um criminoso que porta um fuzil numa comunidade?
19:10Então, aumento de letalidade, eu não vejo isso como crítica.
19:15Eu acho que o bandido tem a opção de se entregar.
19:17Já que ele não se entrega e atira no policial, eu torço, rezo para que o policial saia vivo sempre.
19:24Outro ponto, vale lembrar, menor taxa de homicídios da história, menor taxa de roubos da história,
19:31menor taxa de roubo de carga da história, foi toda na nossa gestão.
19:34Nós batemos todos os recordes dos indicadores criminais.
19:36Ah, da gente, você está feliz? É óbvio que não. Tem muito a ser feito ainda.
19:40Nós só não entregamos o Estado de São Paulo melhor do que muitos países pelo mundo,
19:46porque, infelizmente, nós tínhamos que prender a Marcela 10, 15, 30 vezes o mesmo criminoso.
19:52Mas vale lembrar também, foi sob a nossa gestão e um plano estratégico desenhado por nós,
19:57na Secretaria de Segurança Pública, que nós acabamos com a Cracolândia.
20:00Uma chaga de três, quatro décadas.
20:02Realizamos um trabalho sério, técnico, com aumento do efetivo policial, com uso de tecnologia,
20:08uma ação multidisciplinar, retirando as pessoas,
20:12aí um trabalho com a Secretaria de Habitação em conjunto, assistência social.
20:16Nós conseguimos vencer essa chaga em um trabalho de inteligência,
20:20que descobriu o ecossistema por trás da Cracolândia, ou seja,
20:24nós fechamos 78 hotéis e hospedarias que funcionavam,
20:27tinha uma tripla função, armazenava droga,
20:30fornecia espaço para o usuário, e o principal que nunca ninguém tinha conhecido,
20:33depois da operação da ONTAL, do DENARC, da Polícia Civil,
20:36descobrimos que eles usavam os CNPJs desses hotéis
20:39para fazer a lavagem de dinheiro do tráfico do crime organizado do PCC.
20:43A partir do momento que a gente consegue provar isso numa investigação,
20:46solicitar ao Poder Judiciário o fechamento e o bloqueio
20:50de mais de 210 milhões de reais desses hotéis na justiça,
20:53esse ecossistema foi se enfraquecendo.
20:55Então, eu vejo que o que nós fizemos aqui foi histórico.
20:59Claro, tem muito que ser feito ainda, mas foram entregas extremamente relevantes.
21:04Com relação à pergunta do quais são as pautas prioritárias para o Senado,
21:08essas regras rígidas que nós colocamos no PL antifacção
21:12têm que ser também, por analogia, servir para todos os crimes.
21:17Um ladrão de celular, por exemplo, que é condenado a 5 anos e 4 meses,
21:21se for réu primário, ou 8 anos, 10 anos se for cometer uma reincidência criminal,
21:27ele tem que cumprir 95%, 99% da pena em regime fechado.
21:32O que acontece hoje em dia é que o criminoso, a polícia investiga,
21:36ou a polícia prende flagrante, o criminoso é condenado a 10 anos,
21:39mas fica a 5 meses preso.
21:40Então, existe uma porta giratória do sistema penitenciário no Brasil,
21:44no Estado de São Paulo.
21:45A gente tem que punir adequadamente quem comete crimes no nosso país.
21:49Fora isso, a redução da maioridade penal é uma bandeira que eu abracei junto
21:54com o fim da saída temporária de preso, essa a gente conseguiu aprovar,
21:57mas a redução da maioridade penal é algo urgente.
22:01Vale lembrar que há pouco tempo atrás, um criminoso invadiu uma escola no Espírito Santo.
22:06E vindo para cá, eu recebi a notícia.
22:09Esse indivíduo cometeu assassinatos, ele tirou vida das pessoas,
22:143 anos depois está sendo posto em liberdade.
22:15Será que é isso que a gente quer para o nosso país?
22:17Eu pergunto para você, independente de você votar na direita, na esquerda,
22:21esquece que você está diante de um deputado declaradamente direita.
22:25É isso que você quer para a sua filha, para o seu filho que está na escola?
22:28Se você vota no PT, a pergunta que eu faço para você,
22:30você concorda que traficante é vítima da sociedade?
22:34Concorda em 3 anos depois, um criminoso?
22:38Ah, mas ele não tem 18 anos, tem 16, 17.
22:40Será que é justo colocar em liberdade 3 anos depois que um criminoso como esse
22:47tira a vida de uma criança dentro de uma escola?
22:49Então, desculpa, segurança pública não se trata de direita ou esquerda.
22:53Temos que punir os criminosos e temos que aprovar urgentemente a redução da maioridade penal.
22:58Muito bem, Guilherme Derrite, deputado federal pelo PP São Paulo,
23:02agora pré-candidato ao partido pelo Senado.
23:05Muito obrigada pela sua presença aqui no nosso estúdio.
23:07Até uma próxima.
23:08Obrigado, Marcelo. Uma honra.
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