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Ao Histórias Empresariais, Marianelli detalha a transição do setor de madeiras para o alto padrão, a expansão internacional nos Estados Unidos e os planos para novas unidades da Composé em Guarapari e Aracruz.
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NotíciasTranscrição
00:08Ele ajudou a redefinir o mercado de luxo na decoração e na arquitetura no Espírito Santo.
00:14O Histórias Empresariais recebe Carlos Marianelli, fundador e sócio diretor da Composê.
00:21Bem-vindo, Carlos.
00:23Obrigado, obrigado pelo convite.
00:24É bom estar aqui e vamos ver o que você vai ter nessa vida das nossas realizações ao longo desses
00:31anos.
00:32Ótimo. Primeira pergunta é saber qual é a estrutura hoje da Composê.
00:36Tem a loja lá em Santa Lúcia. É a matriz, não é?
00:38Ela foi lá que nós fundamos a Composê, lá em 1993, onde tudo se originou.
00:45Na realidade, a gente vem do mercado de madeiras. Madeiras mesmo.
00:51Em 1981, eu estava recém-formado em engenharia civil e aí eu fui trabalhar com o meu pai no depósito
01:00de madeiras,
01:01que nós tínhamos serraria e depósito de madeiras e eu comecei a trabalhar com ele.
01:06E hoje tem a Composê, a matriz e já tem outras unidades, não é isso?
01:13Vamos contar um pouquinho da história.
01:14Em 1981, foi quando eu comecei com madeiras com ele e eu enxergando e como eu leio muito,
01:21eu procuro me informar muito, eu via que esse mercado do ecológico ia bater muito no segmento de madeiras.
01:28Madeiras era um produto que estava sendo extinto e principalmente com esse mercado ecológico,
01:36com esse apelo ecológico, a gente já sentia a necessidade de tentar diminuir o consumo de madeira.
01:43Aí a gente começou com material de construção diverso, desde cimento, areia, lajota, telha, prego, dobradiça,
01:53todo esse segmento, a gente entrou para esse segmento, evoluímos nesse segmento
01:58e depois nós começamos a evoluir um pouquinho no mercado dos revestimentos.
02:03Ainda na época que tínhamos a Ornato como nossa vizinha lá no nosso antigo depósito,
02:10lá em cima onde é a nossa logística até hoje.
02:12Aonde mesmo?
02:13Lá em Carapina, BR-101, quilômetro 10,5, 265, né?
02:20Lá para a antiga, agora virou uma rodovia, né?
02:23Que é mestre Álvaro, né?
02:24Que a prefeitura vai dar uma urbanizada bem interessante naquela área.
02:30E aí começamos, avançamos até em 93.
02:3493 aí, eu já enxergando que esse mercado de revestimento era o mercado mais promissor,
02:40a gente foi abandonando um pouquinho o segmento de material de construção diverso
02:45para ir para o segmento mais de revestimentos e acabamentos.
02:48Foi quando montamos a Composer em 1993.
02:52E a madeira hoje não é mais o epicentro do negócio, né?
02:57É, madeira não.
02:58Hoje nós não trabalhamos nada, praticamente zero.
03:00Madeira, nosso segmento é todo praticamente em revestimentos e acabamentos para construção civil.
03:06Aí depois teve uns anos aí, andamos evoluindo bastante.
03:09Em 2006 já montamos uma outra unidade, que era uma unidade de importação
03:14para trazer porcelanato da China.
03:17Nós chegamos a trazer 450 contêineres de porcelanato da China.
03:22Aí quando foi lá pelos anos de 2010, 2011, o governo baixou dump em cima do porcelanato
03:31e viabilizou a compra de porcelanato.
03:33E aí a gente praticamente extinguiu a importação de porcelanato.
03:39Em 2012 montamos a Revix USA lá nos Estados Unidos.
03:43Temos até hoje a unidade Revix USA e a Composer lá nos Estados Unidos.
03:48E assim toca a vida.
03:49E fomos tocando a vida.
03:51E agora, recentemente, abrimos a Composer Vila Velha.
03:55Então a Composer tem uma unidade nos Estados Unidos, né?
04:00Que tem o nome de Revix.
04:02É, Revix é o nome principal que a gente usa nos Estados Unidos,
04:05porque nós temos as duas marcas.
04:07Temos a marca Composer, que é a nossa, e a Revix.
04:10São duas marcas que a gente trabalha.
04:12Como lá é um mercado muito mais de importação e distribuição,
04:16a gente usa muito a marca Revix lá, que ela é muito forte.
04:19E a Construtec é outra empresa?
04:22Aí é a construtora.
04:24É a minha queridinha.
04:25A queridinha que eu gosto.
04:26Você é engenheiro civil, eu gosto mais da construção.
04:29E eu faço, né?
04:30Eu tô fazendo algumas casas no Alphaville, já fiz dez casos.
04:33Agora eu tô com seis em construção simultâneas.
04:37Então a gente trabalha bastante nesse segmento, mas por gostar.
04:40Eu também já tinha trabalhado um pouco nessa área da construção civil verticalizada,
04:46mas aí a gente abandonou e ficamos só com a construção horizontal,
04:50pequenas unidades só pra casas.
04:53E também tem a LOL.
04:55LOL é a Construtec, explicando um pouquinho.
04:58É a sociedade minha com o meu irmão, que nós somos sócios.
05:01Eu e o Beto, Carlos Alberto.
05:04Na Construtec, a LOL é uma sociedade minha com os meus filhos.
05:08Eu tô tentando introduzir meus filhos no segmento da construção civil.
05:13Que aí é o Tadeu e o Matheus, que são sócios comigo nessa outra empresa.
05:17É uma empresa também do ramo da construção civil.
05:19Entendi.
05:21A gente tá falando sobre porcelanato da China, né?
05:23Na época que houve aí a medida anti-dumping.
05:26Esse porcelanato nacional, ele tem características semelhantes ao que era importado?
05:32O que a gente pode falar em termos de qualidade?
05:34Não, hoje o porcelanato nacional não deve nada aos melhores porcelanatos do Brasil.
05:40O grande problema hoje de levarmos o porcelanato daqui do Brasil para os Estados Unidos,
05:46principalmente, é o custo do Brasil.
05:49O custo do Brasil torna a coisa muito inviável.
05:52Hoje, você tem noção, o porcelanato indiano, que hoje é o mercado que mais trazemos porcelanato lá da Índia,
06:00o porcelanato indiano hoje chega por menos da metade do preço do Brasil lá nos Estados Unidos.
06:06Nossa!
06:07E aí é uma dificuldade.
06:09Mas a Composer leva pra lá, a empresa leva pra lá o porcelanato brasileiro?
06:15Levamos, levamos algumas coisas direto das próprias indústrias.
06:20Levamos alguma coisa de Bianco Grays, levamos alguma coisa de algumas indústrias do interior de São Paulo.
06:25Da Embramaco, de algumas coisas, da própria Eliane, a gente já levou.
06:30A procura por porcelanato em relação à cerâmica,
06:33cresceu que a cerâmica é um produto mais barato, né?
06:35Estou enganado?
06:36Não entendo muito desse assunto, não.
06:38Aí o senhor me explica.
06:39Bom, vamos lá.
06:42A cerâmica tem quatro categorias, desde a cerâmica de alto grau de absorção,
06:49até uma cerâmica de baixo grau de absorção.
06:52Aí ela cessa o processo cerâmico, são quatro denominações, né?
06:57Depois entra o porcelanato, só pra você ter uma noção.
07:00A melhor cerâmica, ela tem um grau de absorção em torno de 3%.
07:05Melhor cerâmica.
07:06O porcelanato, pra ser classificado como porcelanato,
07:11o grau de absorção dele é 0,5%.
07:14Então é uma diferença gigante, porque tudo é em função dessa...
07:18O grau de absorção, no caso...
07:20De água, água, absorção.
07:21Quanto mais absorve, o produto mais frágil ele é.
07:24Entendi.
07:24Isso é medida, através vai pro teste laboratório, panela de pressão...
07:29Uma diferença enorme de qualidade.
07:31É muita diferença de qualidade.
07:32Mas evoluiu muito, a cerâmica também tem evoluído muito.
07:36Hoje nós temos cerâmicas aí, que são chamadas via seca, de boa qualidade.
07:42Não é um porcelanato.
07:43Porcelanato sempre vai ser um produto de mais alta qualidade.
07:47Mas tem cerâmicas de boa qualidade.
07:49Que você instalando, bem instalado, junta a seca, rejuntado direitinho,
07:55instalar um porcelanato do lado, poucas pessoas vão perceber o que é cerâmica e o que é porcelanato.
08:01É mesmo, essa eu não sabia.
08:03Eu sempre achei, sempre soube que o porcelanato é um produto que geralmente é tratado como superior.
08:09Ele é superior.
08:10Não tem nenhum...
08:12Eu estou falando, o porcelanato é um produto superior.
08:14O preço de um porcelanato, ele é praticamente o dobro do preço de uma cerâmica.
08:20Às vezes mais.
08:21É.
08:21Mas vamos falar, a entrada, o preço...
08:24O preço daria mais ou menos o dobro.
08:27Depois, em função das medidas, das bitolas e da definição do produto, da tipologia do produto,
08:36ele vai aumentando de preço.
08:38Então, por exemplo, uma bitola...
08:39Hoje nós trabalhamos com porcelanato na nossa loja, 1,60 por 1,60.
08:451,60, maior do que essa mesa, por 1,60.
08:49Ou seja, temos porcelanato de 1,20 por 2,50.
08:53Temos porcelanato de 1,60 por 3,20.
08:56É uma placa gigante.
08:59O grande problema dessas grandes formadas são as lastras.
09:03É que elas, para você fazer essa logística de entrega, torna-se muito difícil.
09:08Então, você imagina, tudo tem que ser içado para os apartamentos.
09:12Porque, hoje em dia, a maioria dessas casas estão verticalizadas.
09:16Precisa içar para poder botar um guincho lá em cima para poder subir.
09:20Não entra pela porta, não entra no elevador.
09:23Tem que entrar pela varanda.
09:25Nossa, desafio danado.
09:26É um desafio e é um custo também pesado, por causa disso,
09:31que ele também não evolui tanto a venda desse produto.
09:34É um produto mais difícil de trabalhar.
09:37Além do revestimento, qual é o carro-chefe da Composite?
09:41É, os porcelanatos, o revestimento é o carro-chefe e louças e metais que vem em seguida.
09:46Também bem próximo, também está um trabalho muito grande com louças e metais.
09:51E nós temos um bom desempenho com louças e metais.
09:54Represento aí em torno de 30% do nosso faturamento.
09:57O que há de mais, de tendência mais contemporânea na decoração?
10:03Sempre vai ter tendência, lançamento.
10:06Tem alguma coisa nova, assim, chegando?
10:08Hoje em dia tem muitas coisas.
10:10A grande vantagem do porcelanato, principalmente, é que a tipologia do porcelanato,
10:15eles conseguiram fazer uma definição tão grande de um porcelanato
10:20que ele praticamente imita um imita.
10:22Não vou falar imita, mas ele traz a similaridade com uma pedra.
10:27E nisso você...
10:28Simula, né?
10:29Muito mais seguro, porque você tem porcelanato hoje com 1,20m por 2,50m
10:34com lâmina de 7 milímetros.
10:367 milímetros, ou seja, menos de 1 centímetro.
10:40Extremamente fino.
10:41Então, é um produto ecologicamente muito melhor,
10:45com alta definição, baixo grau de absorção.
10:48Então, é um produto para, dependendo do que vai ser usado,
10:52é um produto muito bom para o segmento da decoração.
10:56Além de nós termos todo o problema do ecológico das rochas ornamentais.
11:02É um bem finito, né?
11:03É um bem finito e não sei se você tem conhecimento,
11:06mas as rochas ornamentais, as pedras, os granitos, os quartizitos,
11:11só se aproveita 20% do que se extrai.
11:1480% se perde no processo de extração.
11:19Então, isso tem um grande desafio ecológico aí pela frente.
11:25Então, a grande vantagem desses produtos aí
11:27é que eles tornam as estruturas mais leves,
11:30mais fáceis de executar,
11:32tanto para revestimento,
11:34quanto para as marcenarias, né?
11:37Você permite usar bastante marcenaria, imóvel,
11:41imobiliário, em mesas e tudo mais.
11:43É mesmo, mesa, pia, por exemplo, tanque.
11:47Tudo, tudo, todo esse segmento ela vai atuando.
11:49O porcelanato hoje já é propicível para isso.
11:52Interessante.
11:53E a Revix, lá em Miami, né?
11:57Ela tem a mesma diretriz,
11:59esse mesmo nicho de mercado,
12:02essa mesma demanda que ocorre aqui ou é diferente?
12:05Não, lá é diferente.
12:06A Americano é um pouco diferente.
12:08Primeiro, na América você tem grandes players,
12:11grandes empresas, empresas gigantescas para concorrer.
12:15Hoje nós trabalhamos lá com o segmento forte nosso,
12:18é porcelanato, nós não trabalhamos com louça nem metais lá.
12:23E nós trabalhamos muito com os contratistas lá.
12:25O que são contratistas?
12:26São as pessoas que executam as obras para os clientes finais.
12:30Então, eles vão até a loja, compram os produtos já para execução imediata.
12:36E algumas pequenas lojas que trabalham conosco também,
12:40que como eles não têm estoque,
12:42eles trabalham com os nossos produtos.
12:44Então, hoje o nosso mercado lá é o mercado mais voltado
12:47para os contratistas e para as pequenas lojas.
12:50Além da decoração, do acabamento do imóvel,
12:54tem uma tendência também,
12:56é uma pergunta, relacionada a mobiliário
12:59produzido com novos materiais?
13:01Tem, tem.
13:02Hoje o porcelanato, ele entra em vários mobiliários
13:07extremamente modernos, tem uso de porcelanato.
13:11Perfeito.
13:12Bom, vamos falar um pouquinho sobre a estrutura das empresas.
13:16Hoje são quantas pessoas trabalhando?
13:18Quantos colaboradores?
13:18Hoje nós temos diretamente, aproximadamente 100 colaboradores.
13:22Fica entre 95 e 105 em todas as empresas do grupo.
13:26E como é que está aí para conseguir manter a mão de obra?
13:30É, a grande vantagem, o grande triunfo que nós temos
13:35ao longo desse tempo todo foi constituição de equipe.
13:38Nós temos uma equipe muito profissional
13:40que nos dá todo esse apoio.
13:43Então, a nossa média de colaboradores lá,
13:46a média, tirando a parte de expedição e logística,
13:50que é uma parte um pouco mais complexa,
13:52mas se nós colocarmos diretamente com os colaboradores
13:56que mais atuam na empresa,
13:58nós temos aí uma média de 15 anos que eles estão conosco.
14:01É mesmo?
14:01É, então o nosso turno-offer é muito pequeno.
14:04E qual é o segredo para manter por tanto tempo os talentos?
14:07Relação de confiança, relação de sinceridade,
14:10falar o que é verdadeiro,
14:12se empenhar também, estar na frente da operação,
14:14conhecer a operação.
14:16Aquilo que eu falo para os meus colaboradores,
14:17eu já fui até entregador de lajota,
14:20eu já entreguei lajota na casa de clientes,
14:21cimento, fiz tudo.
14:23Então, eu conheço a operação,
14:24eu sei o que a gente pode extrair ou não do colaborador,
14:28o que o colaborador pode fazer ou não.
14:30Então, a gente conversa,
14:31tem um diálogo muito franco com os nossos colaboradores.
14:34Saber o que exigir.
14:35Não se pode exigir mais do que é possível.
14:38Exatamente.
14:39Exatamente.
14:40Você precisa conhecer e conhecer a vida do colaborador.
14:43Saber quando você pode cobrar,
14:45saber que muitas vezes tem que passar a mão um pouquinho,
14:49engolir seco e seguir adiante.
14:51Não tem como.
14:52Não pode querer ir a ferro e fogo.
14:54Não adianta.
14:55Ferro e fogo não resolve.
14:56Então, você tem que ter um pouquinho de sensibilidade para isso.
14:59Bom, falar um pouquinho aqui sobre a situação do Espírito Santo.
15:02O Espírito Santo tem um cenário promissor na economia.
15:07Nós não estamos aí, como outras unidades da federação,
15:10como exemplo, o Rio de Janeiro, que tem um cenário complicado.
15:13O Espírito Santo, o mercado da construção civil está crescendo muito,
15:17tem uma valorização imobiliária.
15:19Isso é um diferencial para o varejo?
15:22É, hoje nós temos uma grande oportunidade,
15:25que é esse crescimento do mercado imobiliário.
15:27Esse mercado imobiliário evoluiu muito, principalmente o mercado de Vitória,
15:32Vila Velha, tem estado bem, com bastante crescimento.
15:37Isso em função de todos os fatores, em função de boas decisões,
15:42bons prefeitos, bons governadores que a gente teve ao longo do tempo.
15:47Vamos torcer para que se mantenha essa estrutura,
15:50que se mantenha essa responsabilidade,
15:52que isso é importante dentro do ciclo.
15:55E também todas as pessoas estão notando o Espírito Santo.
15:59O Espírito Santo está sendo notado a nível nacional,
16:01pelos belos números que tem apresentado,
16:04pela responsabilidade com que tem tocado a sua gestão,
16:09tanto da área, vamos falar, pública,
16:12como dos próprios empresariados.
16:14Nós passamos a ter empresariados com boa qualidade,
16:16sentiram que o Espírito Santo não é a terra de ninguém.
16:19Então, o Espírito Santo é um local para se trabalhar e tentar cobrir o desafio.
16:26E nós temos hoje boa mão de obra.
16:28Apesar das dificuldades que a gente tem de conseguir mão de obra,
16:31aqui as pessoas são mais sinceras do que no Rio.
16:35Não faltam tanto.
16:37Eu já tive empresa no Rio e lá é bem complicado.
16:41O Rio de Janeiro é difícil para você ter uma empresa no Rio
16:45em termos de colaborador, entendeu?
16:47O profissional daqui é mais assíduo, mais dedicado?
16:50Mais dedicado, mais dedicado.
16:52Outro dia eu estava conversando com um empresário de Colatilha,
16:55ele falou, não, lá eu não tenho tanto assédio com os meus colaboradores
16:58como vocês têm aqui.
17:00Então, talvez por ser um estado menor, as coisas mais próximas,
17:03você não tem todo esse sofrimento de assédio de colaboradores.
17:07Nesses grandes centros, as coisas estão mais difíceis,
17:11o colaborador cada vez não se sente identificado nas empresas
17:15e isso pode, acarreta uma troca constante de emprego.
17:20É, e essa é uma opinião bastante curiosa, né?
17:24Então, a gente tem uma mão de obra capixaba,
17:27que ela é considerada mais qualificada e mais identificada com o trabalho.
17:33E essa não é uma opinião só do fundador da Composê, né?
17:38A gente está aqui, o Carlos Marianelli foi presidente da Comac,
17:43não é isso?
17:43Eu sou presidente da Comac, né?
17:45Foi diretor da CDL, eu lembro disso.
17:47A gente se falava, tem uma experiência associativa ampla.
17:52É, eu sou uma pessoa extremamente do sistema associativo, corporativo, assim.
17:57Eu gosto disso de você estar no meio,
17:59porque é onde você troca informação com players diferentes,
18:03com pessoas de outros segmentos.
18:05Então, hoje eu sou presidente da...
18:07Estou, né?
18:08Presidente da CDL.
18:10Voltei depois de 25 anos.
18:12Tinha sido no ano 2000, eles foram lá e buscaram.
18:16Quiseram que eu fosse presidente de novo, assumi.
18:18Aqui em Vitória.
18:19Aqui em Vitória.
18:21Da Acomac.
18:23Acomac.
18:24Acomac.
18:24É presidente da Acomac, né?
18:27Aí eu fui diretor do CDL um tempo.
18:29Diretor da CDL, eu lembro.
18:31Um tempo.
18:32Estou ainda como diretor do CDL, mas mais no playback, atrás, né?
18:38Mais na parte de trás.
18:40Estou como diretor do Sincades,
18:42que é o grande sindicato associativo do nosso estado.
18:46Estou também na federação.
18:48Estou no sindicato também da construção,
18:51do sindicato do material de construção.
18:55Sindicato de material de construção.
18:57Das lojas de material de construção.
18:58Então, essa percepção sobre a mão de obra do Espírito Santo
19:01não é só por experiência própria.
19:03Também tem relação com o relato
19:05de outros empresários, de outros setores.
19:08É, exatamente.
19:09A gente troca muita informação, né?
19:10Por exemplo, a CDL, pra mim,
19:12foi um aprendizado muito grande, né?
19:14Porque foi lá que eu comecei a ter essa formação,
19:19vamos falar, associativa.
19:21Trocar informações com outros segmentos
19:24diferentes do nosso segmento.
19:26Porque muitas vezes você está num segmento
19:28e ele está muito prejudicado em determinada época
19:31e outros segmentos estão melhores.
19:33Então, você passa a ter uma visão
19:34um pouco mais ampla do negócio, né?
19:37Como conciliar o trabalho da gestão
19:41de várias empresas
19:42com a atuação aí na direção
19:45de várias entidades associativas empresariais.
19:50Dá muito trabalho?
19:51Dá, mas exatamente.
19:52Tem que ter pensamento,
19:54esse pensamento associativo.
19:57Tem que ter compreensão de família.
19:59Entendeu?
19:59A família, a vez em quando, tem que compreender.
20:01Não dá pra ir a todos as reuniões.
20:04Não dá pra estar presente em todos os eventos.
20:06Então, você vai sempre, uma hora a um, uma hora a outra,
20:09colar os que são mais importantes
20:11pra poder colocar.
20:13E querer, né?
20:14Tem que querer.
20:15Se você não quiser, você não vai ter tempo pra nada, né?
20:18E dá tempo de pensar, por exemplo,
20:20em ampliação dos próprios negócios?
20:21Algum plano pro futuro?
20:23Não, você tem plano.
20:24Nós estamos aí testando um novo sistema
20:27com a abertura da loja de Vila Velha.
20:30É uma abertura que nós fizemos
20:31de loja módulos menores
20:33do que nós temos na Leitão da Silva.
20:35São módulos aí em torno de 300 a 400 metros quadrados.
20:40Nós estamos em fase de teste em Vila Velha.
20:42Tá dando bem.
20:45Surpreendentemente bem.
20:47E nós temos aí a possibilidade de ampliação
20:50tanto pra...
20:51Vou te dar aí um...
20:53É isso que eu queria.
20:54Um furo.
20:55Ótimo.
20:56Nós temos aí futuramente a abertura de Guarapari
20:59e também de Aracruz.
21:01Olha aí, Aracruz que agora é a bola da vez, né?
21:04É, tá pretendendo ainda, tá muito incipiente.
21:07A coisa está começando em Aracruz, né?
21:09As coisas estão começando,
21:10mas eu acredito que Aracruz vai ser a bola da vez
21:13do Estado do Espírito Santo.
21:14É, e Guarapari ali sempre...
21:17É, Guarapari sempre foi, né?
21:19Foi no passado um grande polo
21:22do Estado do Espírito Santo,
21:24mas agora eu acho que ela está retomando
21:27com vários empreendimentos.
21:28Porque para o nosso segmento,
21:30a grande virtude para nós,
21:33o grande mercado nosso,
21:35é o empreendimento horizontal,
21:38quer dizer, residências.
21:40Verticalização a gente sofre muito,
21:42porque as indústrias atuam muito direto.
21:44É a pergunta que eu ia fazer.
21:45Já ele me deu uma pergunta.
21:46É a venda direta nos empreendimentos.
21:50É a pessoa física comprando.
21:51É a pessoa física.
21:52Porque cada casa tem uma área de lazer,
21:55uma área gourmet,
21:56uma área de...
21:58Além dos quartos, além das salas,
22:01ela passa a ter todas essas situações.
22:03E cada um quer personalizar mais, né?
22:05Eu acho que a personalização
22:07é o grande diferencial.
22:09Com a pandemia,
22:10as pessoas viram a importância
22:12de se morar bem, né?
22:13Isso foi muito importante
22:15para que as pessoas sentissem
22:17essa necessidade, né?
22:19Muitas vezes as pessoas tinham
22:21um carro bonitão
22:22e moravam não tão bem, né?
22:24Então, aí elas sentiram
22:25a necessidade de se morar bem,
22:27ter uma boa casa,
22:30confortante, aconchegante.
22:32E de tudo que ela pode gerar
22:36para a família, né?
22:36Em função da família.
22:38E essas lojas vão ser da Composé?
22:40Composé.
22:41Sempre Composé.
22:42Que é o nosso nome forte a Composé.
22:44Aqui no Brasil,
22:45o que a gente trabalha
22:45é forte ao nome Composé.
22:47Planos de ampliar
22:48para outros estados, existe?
22:50Vamos ver como é que vai se comportar
22:52essa reforma tributária.
22:53Essa reforma tributária,
22:54para nós,
22:55é uma grande incógnita ainda
22:56em todo o que a gente não tem
22:58o conhecimento pleno
23:00de como que ela vai impactar
23:01os negócios.
23:03Então, a gente ainda vai...
23:04Vamos esperar como que ela vai se comportar
23:06no decorrer, principalmente,
23:07do ano que vem,
23:08para ver o que é possível fazer.
23:10E vamos ver se a gente consegue
23:12também fazer sucessores,
23:13porque nós somos finitos, né?
23:15Daqui a pouco a gente já não aguenta mais
23:17tocar com tanto ímpeto.
23:18Então, estou treinando aí
23:20o filho meu para poder
23:21ver se ele consegue
23:23e tem um DNA para tocar.
23:24Eu acho que vai adiante.
23:27E como é o nome do novo...
23:28do futuro...
23:29do futuro responsável?
23:31É, eu tenho dois filhos,
23:33o Tadeu e o Matheus, né?
23:35O Matheus é que tem mais timbre,
23:37mais foco para esse negócio
23:39que a gente toca.
23:40O Tadeu é mais para um outro segmento,
23:42talvez a construção,
23:43talvez de outras coisas,
23:44ele tem um foco melhor.
23:46Mas o Matheus,
23:46ele tem uma polidez melhor
23:48para o segmento comercial.
23:50É.
23:51Eu vou fazer a pergunta,
23:53sou obrigado a fazer,
23:54pela curiosidade.
23:55Aracruz e Guarapari,
23:57onde exatamente?
23:58Qual é o local mais visável?
24:00Não, vou falar,
24:01Guarapari foi feita a aquisição
24:04recentemente de um imóvel
24:06em Guarapari,
24:07que vai estar localizado
24:08em próximo ao aeroporto,
24:09naquela nova avenida
24:11que vai sair.
24:12E Aracruz também,
24:14nós estamos em conversa
24:16com o pessoal
24:16que vai lançar um novo
24:17loteamento em Aracruz
24:19e a gente já está pensando
24:21e contemplando
24:22uma futura loja lá pelo local.
24:24Mas perto do centro
24:25ou mais perto ali
24:26da área de influência
24:26da Imetame?
24:27Não, exatamente.
24:29Entre o meio,
24:29entre sair do centro
24:30de Aracruz
24:32para caminhando
24:32para a área do porto,
24:33a área da nova montadora.
24:36Entendi.
24:36Todo mundo de olho
24:37nesse desenvolvimento
24:38ali da região.
24:39Você tem que ter
24:40um olho sempre focado,
24:42pensando um pouquinho
24:42no que vai acontecer,
24:44porque o nosso mercado
24:45aqui não é...
24:46Também, ele é finito,
24:47não está...
24:48Vitória já não comporta
24:49mais muita coisa.
24:51Nós não temos
24:51grandes áreas mais
24:52para Vitória,
24:53para construção,
24:54então precisa ter uma noção.
24:55Mas não temos
24:56empreendimentos horizontais
24:57em Vitória,
24:59porque não comporta...
25:00Difícil, não tem terreno
25:02para isso.
25:02Não tem terreno disponível
25:03para isso.
25:04Então, a gente tem
25:05bastante elevados ações
25:07e os acessos
25:09são tanto quanto difíceis.
25:11Então, hoje,
25:12a gente acredita muito,
25:13o nosso grupo,
25:14nós investimos muito
25:15na região do Alphaville,
25:17que é uma região
25:18que a gente entende ainda
25:20que vai crescer bastante,
25:22como tem outros empreendimentos
25:24crescendo,
25:24a área de Vila Velha
25:26e outras adjacências.
25:28Uma curiosidade,
25:30você falou sobre
25:31os contratistas
25:32lá nos Estados Unidos.
25:33Eu já fui a um evento
25:36realizado pela Composer
25:37junto a profissionais
25:38da área da arquitetura,
25:39da decoração de interiores,
25:42e há uma tentativa
25:44de se aproximar desse público.
25:46E até que ponto
25:47esse público é crucial
25:49para o negócio?
25:50Não, hoje o público,
25:51o especificador,
25:52nós, os arquitetos,
25:53os decoradores,
25:54os designers,
25:55são as pessoas
25:57que realmente
26:00nos auxiliam muito
26:02na concepção
26:03de orientação ao cliente.
26:04Só para você ter um parâmetro,
26:06quando você entra na Composer,
26:07você tem 15 mil SKU,
26:1015 mil referências
26:11de produtos diferentes.
26:13O cliente entra
26:14e fica perdido.
26:15Então, se não tiver
26:16uma orientação boa
26:18de um profissional,
26:19ele acaba ficando
26:21sem saber
26:21como escolher
26:22o próprio produto.
26:23Só percebe que escolheu errado
26:24depois que já está tudo pronto.
26:25Nossa, não gostei.
26:26Tem que quebrar tudo
26:27e fazer de novo.
26:28Não, é, exatamente.
26:29Não vou falar
26:30que eles vão quebrar,
26:31mas não ficou acontento.
26:32Quando você tem
26:33a mão de um profissional,
26:35você tem uma economia
26:36enorme de material,
26:38você tem uma escolha melhor,
26:40porque você tem
26:41uma combinação.
26:42Os arquitetos,
26:43principalmente os designers,
26:45eles têm uma noção
26:46muito grande de espaço.
26:49Eu, como engenheiro,
26:50eu sempre vou gostar
26:51da linha reta.
26:52Eles não,
26:52sempre vão gostar
26:53da linha curva,
26:54a linha orgânica,
26:56que dá mais suavidade
26:57a tudo.
26:58O engenheiro é meio seco,
27:01meio rude com as coisas,
27:03não tratar,
27:03mas o profissional
27:04sempre tem
27:06um olhar diferente.
27:08Ele tem uma combinação
27:09melhor de cores,
27:10ele tem uma noção
27:11melhor de espaço,
27:12ele tem uma noção
27:14melhor de insolação
27:15e vários outros fatores
27:17importantes na hora
27:19de você fazer
27:20o teu lar mais aconchegante.
27:22É uma curiosidade aqui,
27:23você estava falando
27:24sobre placas grandes
27:27de porcelanato,
27:28e hoje a gente tem
27:29os imóveis compactos,
27:32sobretudo os verticais,
27:33que não são o principal
27:35público-alvo.
27:37Existe também uma realidade
27:38de placas menores
27:40para esses imóveis?
27:41É, hoje em dia
27:42o que acontece?
27:44Eu comecei a trabalhar
27:45com, vamos falar,
27:47cerâmica a partir
27:48de 15 por 15.
27:49Isso.
27:5015 por 15,
27:51aí veio 20 por 20,
27:53depois veio 30 por 30,
27:5440 por 40,
27:5660,
27:58aí veio,
27:59chegamos em 80,
28:0190 por 90,
28:02aí veio 1,20.
28:04Não, daqui para frente
28:05não vai,
28:05agora nós já estamos
28:06trabalhando com 1,60
28:07por 1,60.
28:09logicamente que esse produto
28:11não entra num estúdio,
28:12num pequeno apartamento,
28:15é um produto para uma área
28:17mais ampla,
28:18onde isso aqui é uma amplitude
28:20maior de produto e tudo mais.
28:23mas tem para,
28:24vamos falar,
28:25para essas unidades,
28:26hoje nós temos grande,
28:28que vai entrar muito forte
28:29ainda no Brasil,
28:30que é além do produto cerâmico,
28:31é o produto vinílico,
28:33que é um produto
28:34de mais baixo impacto,
28:36mais fácil instalação,
28:38que hoje também domina
28:39muito grande nos Estados Unidos,
28:42são os produtos vinílicos.
28:44Aqui ainda se usa
28:45o produto vinílico
28:46para colagem,
28:47lá se usa vinílico
28:49por clique,
28:50você vai só clicando
28:51e vai montando,
28:52como se fosse montando o Lego,
28:54e você faz um ambiente,
28:55num dia você faz um ambiente
28:57de 100 metros quadrados.
28:59Tem um produto vinílico hoje
29:00que tem uma qualidade maior,
29:01que eu lembro,
29:01pelo menos as experiências
29:03que eu tive,
29:03é de o piso vinílico
29:04ser um pouco frágil,
29:06assim.
29:07Não, você está falando
29:08de piso laminado.
29:10Laminado, acho que sim.
29:11É um produto
29:13que ele era feito
29:14em base de MDF,
29:15ele não suporta nada
29:17de água,
29:18água praticamente,
29:19ele tem pânico de água,
29:21então o produto vinílico
29:23você pode deixar ele submerso,
29:25ele não tem nenhum problema,
29:26a única coisa
29:26que o produto vinílico
29:28no primeiro estágio
29:29ele é um produto vinílico colado.
29:31Isso.
29:32Depois agora
29:32já vem uma segunda geração
29:34aí que é o produto vinílico
29:36clicado,
29:37é um sistema de clique
29:38que você não usa cola,
29:40já vem manta
29:41para ele não ter o toque-toque,
29:43então é uma evolução constante,
29:45esse segmento nosso
29:46é uma evolução constante,
29:48é participar das feiras,
29:50participar das feiras nacionais,
29:51feiras internacionais
29:53para poder estar
29:54sempre antenado
29:55nas tendências do mercado.
29:57Ótimo,
29:57vamos falar agora
29:58de um assunto
29:58que eu entendo,
29:59vamos falar de jornal.
30:00Eu conheci a Composay
30:02por anúncios,
30:03não só por passar por lá,
30:05mas o negócio Composay
30:06por anúncios
30:07no jornal impresso,
30:08que é algo
30:09no qual a Composay acredita.
30:11Eu queria que falasse
30:12sobre essa percepção
30:13do veículo ali impresso
30:15para divulgar o negócio.
30:16Para nós é muito importante,
30:18foi muito importante,
30:19continua sendo importante
30:20o veículo jornal,
30:22porque eu, por exemplo,
30:24não saio de casa
30:25de manhã cedo
30:25sem ler o jornal,
30:27mas não vou
30:27num jornal impresso,
30:28eu vou num jornal online ali
30:30que eu baixo lá,
30:31diariamente digital,
30:33que eu baixo logo cedo,
30:35gosto da tribuna,
30:36porque tem um resumido
30:39importante do dia a dia,
30:41dos acontecimentos
30:42do dia a dia,
30:43para que a gente saia
30:45informado de casa
30:46com as coisas
30:46do nosso dia a dia.
30:47Mas o jornal sempre foi
30:49uma ferramenta
30:50muito importante.
30:51Um público qualificado.
30:53Qualificado,
30:53qualificado,
30:54é super importante.
30:55Durante muito tempo
30:56eu tinha até coleções
30:57de jornais na casa,
30:59principalmente lá
30:59minha mãe
31:01e minha esposa,
31:02guardava os recortes
31:04de jornais
31:05em que a gente
31:05dava alguma entrevista
31:07ou fazia algum anúncio,
31:08alguma coisa assim.
31:10Então,
31:10mas sempre foi
31:11um veículo
31:11muito importante
31:12para a nossa divulgação.
31:14Como fazer,
31:14é muito grato por isso.
31:16Ótimo.
31:16E vamos falar,
31:17então,
31:18agora sobre o Carlos Marianelli
31:19como pessoa física,
31:22a formação,
31:24engenheiro,
31:24não é isso?
31:25Falar sobre família,
31:27hobbies,
31:28passatempos.
31:28É,
31:29o carro é uma pessoa
31:30extremamente simples.
31:31Eu vim de uma família
31:32muito,
31:33bastante...
31:33Decedente italiana.
31:35Decedente italiana,
31:36bastante trabalhador.
31:37Meus antepassados
31:38chegaram aqui
31:38na época do Império ainda,
31:40chegaram em 1877,
31:44desbravaram.
31:44Eles foram os grandes
31:45percussores de tudo isso aí.
31:47Eles que foram
31:48as pessoas de coragem,
31:50que tiveram coragem
31:51de sair lá da Itália,
31:53que era um momento difícil.
31:54A gente entende também
31:55que a Itália estava
31:56num momento extremamente difícil
31:58e vieram para cá
31:59desbravar.
32:00E aí,
32:00meus pais
32:01trabalhavam ali,
32:03trabalharam muito.
32:04Eles tinham um...
32:04Meu avô
32:05teve 11 filhos,
32:07precisa ter noção.
32:08Meu bisavô
32:09teve 19.
32:11Não tinha televisão
32:13na época, né?
32:13Não tinha televisão,
32:14não tinha nada.
32:15Teve 19,
32:16meu avô
32:16teve 11,
32:17meu pai
32:18teve 5,
32:19eu tive 2
32:19e agora está difícil
32:20para os meus filhos.
32:21Queria ter um...
32:22para arrumar um neto
32:22para mim,
32:23mas está chegando
32:24uma neta aí.
32:25Está chegando,
32:25está chegando.
32:26Brevemente,
32:26nós vamos ter uma neta aí.
32:28Mas é...
32:29Eles que trabalharam muito
32:31em cima disso aí.
32:31Então,
32:31meus pais trabalharam muito.
32:33O pai era um
32:34semi-analfabeto,
32:35ele tinha o segundo ano
32:36primário,
32:37mas foi onde eu aprendi
32:38tudo na área comercial
32:39foi com ele.
32:40Ele foi meu grande mestre...
32:42conhecimento empírico aí com a vida, né?
32:44Com a vida,
32:44uma pessoa extremamente correta,
32:46o que falava,
32:48cumpria,
32:49não tinha meio termo,
32:50não tinha coisa,
32:51mas era um jeito mais rude,
32:53não tinha polidez,
32:55coisa.
32:55Só que a gente...
32:56Eu saí de Colatina,
32:58eu sou lá de Colatina,
33:00na realidade,
33:01eu nasci em Córrego Independência,
33:03que é distrito de Novo Brasil,
33:05que é município de Colatina,
33:06é um lugar bem,
33:07bem no interior mesmo.
33:08Hoje é governador Lindenberg, né?
33:11E de lá eu vim para Colatina,
33:13Colatina estudei,
33:14fiz meu genencial em Colatina,
33:16aí vim fazer cursinho em Vitória,
33:19nos anos de 1976,
33:22aí fiz o vestibular para engenharia,
33:24fiz o vestibular para medicina,
33:25meu pai queria que eu fizesse medicina.
33:27Eu passei em medicina,
33:28passei em engenharia,
33:30e aí queria que eu fizesse medicina.
33:31Falei, pai, não é medicina,
33:33eu não quero medicina,
33:34eu vou fazer engenharia,
33:35porque meu irmão fez medicina
33:37e queria cursar medicina,
33:39ele queria que eu fizesse medicina também.
33:41Falei, não, não,
33:42eu vou seguir minha engenharia,
33:43que é o meu objetivo,
33:44foi onde eu passei na Federal.
33:46E aí fiz o curso em cinco anos,
33:49formei em 81,
33:50foi quando eu iniciei com ele,
33:52lá no depósito de madeira,
33:54em 81,
33:55e de lá para cá,
33:56até hoje,
33:57aí trabalhando arduamente.
33:59Mas super feliz com todas as realizações,
34:02com todas as conquistas,
34:03com todas as dificuldades,
34:04se tivesse que fazer,
34:05eu faria tudo de novo,
34:07não teria nenhum receio de fazer,
34:09só precisava de força
34:10para poder fazer de novo.
34:13Agora a gente já chega
34:14no estágio da vida
34:15um pouco mais cansado,
34:17não tem aqueles arriscas
34:19que a gente fez
34:21e todos os trabalhos,
34:22mas feliz, feliz,
34:23feliz com a vida.
34:25E nas horas vagas,
34:26gosta de fazer o quê?
34:27Na hora de vagas,
34:28eu sou uma pessoa extremamente caseira,
34:30gosto de ficar em casa,
34:31curto minha família,
34:32curto minha esposa.
34:33Ver série, ver filme?
34:34Ver série, ver filme.
34:36Algum preferido?
34:37Não, eu gosto,
34:38eu gosto de filmes voltados para a história,
34:40eu gosto sempre de história,
34:42sou muito assim,
34:43tenho uma paixão pela história,
34:45pelas conquistas,
34:46desses grandes desbravadores do passado,
34:49todas essas pessoas
34:50que tiveram esse alento
34:52de conquista,
34:54de desbravar e de chegar,
34:56então eu acho isso muito importante.
34:58E isso sempre nos norteia,
35:00mostrando que a gente pode
35:02quando você foca.
35:03E o futebol pela TV também?
35:05Futebol pela TV
35:06e sofrendo muito
35:07com o meu Vasco.
35:10Mas tem um horizonte ali,
35:13tem um horizonte,
35:15alguns anos aí de sofrimento,
35:16eu como flamenguista posso dizer,
35:18sofri muito,
35:19por muito tempo,
35:20e hoje estou aqui,
35:20tendo regozijo,
35:21o meu time vencedor,
35:23o Vasco também vai chegar lá.
35:24Ah, meus filhos falam assim,
35:26pai, por que você faz,
35:27eu estou enfrentando?
35:28Nós tivemos sempre os aulas.
35:30Eu quero o meu rival de volta,
35:32eu estou torcendo pelo Vasco também.
35:34Tem que vir,
35:35tem que voltar.
35:36Perfeito, está certo.
35:37Carlos,
35:38se quiser falar mais alguma coisa,
35:39espaço aberto.
35:40Eu agradeço,
35:41agradeço aí,
35:42o bate-papo,
35:43realmente é importante
35:44a gente tocar isso aí,
35:45vamos tocar a vida,
35:46e continuamos felizes,
35:48e a Composet sempre disposta,
35:50aberta,
35:51atendendo.
35:51O diferencial da Composet
35:53é sempre ter um atendimento
35:55em primazia,
35:56atendimento de primeira,
35:57que todos os nossos clientes,
35:59muitas vezes as pessoas
36:01identificam a Composet
36:02como uma loja,
36:03só top.
36:04Não é,
36:04a Composet tem desde o produto
36:05de entrada mais econômico
36:08até o produto mais alto valor agregado,
36:11mas a Composet tem sempre um diferencial,
36:13é atendimento.
36:14Para qualquer cliente,
36:15ela não faça questão
36:16de ter o atendimento.
36:18E sempre estou presente na loja,
36:20sempre me põe as coisas,
36:22qualquer pessoa que queira falar comigo,
36:24pode ligar lá para a Composet
36:26que vai conseguir falar comigo,
36:28se tiver qualquer reclamação,
36:29qualquer elogio,
36:30é sempre bem-vindo.
36:32Excelente.
36:32Mais uma vez,
36:33muito obrigado,
36:34tá?
36:34Ok,
36:34obrigado a vocês
36:35por conceder esse espaço.
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36:40do Jornal A Tribuna,
36:41no portal Tribuna Online,
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36:44e nos tocadores de podcast.
36:50Tchau, tchau.
36:51Tchau, tchau.
36:56Tchau, tchau.
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