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  • há 4 meses
De hidratação em casa à internação em UTI, subsecretário detalha protocolo de atendimento para pacientes com sinais de alarme como dor abdominal e sangramento.
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Transcrição
00:00Vamos falar agora dos casos de dengue no Espírito Santo e também da morte da pequena Valentina.
00:05A menina de 9 anos morreu com suspeita de dengue.
00:09A criança foi atendida pelo menos 4 vezes antes do quadro piorar a ponto de ficar irreversível.
00:18Na semana passada, nossa equipe conversou com exclusividade com a mãe da pequena Valentina,
00:23que, claro, está revoltada com a perda e reclama da negligência durante os atendimentos.
00:30Vamos chamar a Daiane Obolari, que vem acompanhando esse caso,
00:34porque a Daiane, uma professora também do colégio onde a Valentina estudava, morreu com suspeita de dengue.
00:40Mostramos também, você também mostrou, uma dentista que morreu na serra também com suspeita de dengue,
00:46depois de seguir por 3 vezes para o pronto atendimento.
00:50O que está acontecendo, Daiane, e eu sei que você está com o subsecretário de Vigilância em Saúde,
00:56eu gostaria, depois que você questionasse para ele, sobre o protocolo de atendimento de pessoas que chegam com sintomas.
01:04Porque está havendo um protocolo, há uma regra a ser seguida quando as pessoas chegam com dores,
01:10dor de cabeça ou com algum sintoma de dengue hemorrágica?
01:14Boa tarde para você.
01:18E aí, Jorge, boa tarde para você, boa tarde para todos que nos assistem.
01:22Pois é, na semana passada a gente acompanhou esses 3 casos tristes de mortes com suspeita de dengue.
01:29Atualmente aqui no Espírito Santo, neste ano, já são 4 mortes de dengue confirmadas,
01:35outras 8 pelo menos ainda estão em investigação.
01:38E tudo isso acende um alerta muito grande para a questão da dengue aqui no Espírito Santo.
01:44Como você bem comentou, quem está aqui comigo é o subsecretário de Vigilância em Saúde, o Orley Cardoso,
01:49que vai comentar para a gente um pouco sobre esse panorama da dengue aqui no Estado.
01:53Já são mais de 12 mil casos confirmados este ano, como eu havia dito, 4 mortes confirmadas.
01:59O que a gente pode dizer em relação a esses números?
02:02Esse panorama da dengue aqui no Espírito Santo representou um aumento, uma diminuição em relação aos anos anteriores?
02:09O que nós chamamos de cenário epidemiológico da dengue no Espírito Santo,
02:12nós temos hoje 30 mil casos notificados e esses 12 mil confirmados.
02:16Quando a gente compara com o ano anterior, nós temos uma redução de um pouco mais de 60% de
02:22diferença,
02:23ou seja, nós temos menos casos.
02:25Porém, a gente tem risco porque nós temos reintrodução do sorotipo 3 em alguns municípios.
02:30E esse sorotipo 3 não circulava há mais de 10 anos no Estado.
02:34E o que a gente pode considerar que fez com que esse sorotipo retornasse aqui no Espírito Santo?
02:41É porque na dengue, como são 4 sorotipos, então nós tínhamos a predominância aqui do sorotipo 1 e o 2,
02:47e normalmente hoje tem essa facilidade da interlocução de viagens de um Estado para o outro.
02:53Então, esse sorotipo já circulava em outros Estados da região Sudeste,
02:56e alguém veio infectado, como nós temos o mosquito aqui, ele infectou e isso continuou o ciclo.
03:05Então, é uma forma de entrada da doença.
03:07E, subsecretário, uma dúvida que o Jorge pontuou aqui,
03:11também é uma dúvida geral dos nossos telespectadores, a respeito do protocolo de atendimento.
03:16O senhor estava me explicando aqui antes que existem 4 grupos que são analisados ali os sintomas,
03:22que determinam se a pessoa vai ficar ali naquela unidade de pronto atendimento, se vai ser internada ou não.
03:27Então, eu queria que o senhor explicasse para o público sobre esse protocolo, sobre esses 4 grupos, como que funciona.
03:34Pois bem, é muito importante, duas questões extremamente importantes para a população e para os profissionais da saúde.
03:41Para a população, quem está em casa, que tem alguns sinais, como dor abdominal,
03:48se a pessoa tem algum tipo de sangramento, dor atrás dos olhos, no fundo dos olhos, dor de cabeça forte,
03:54os sintomas mais leves são febre e dor de cabeça, que deve procurar o serviço de saúde.
03:59Se você já tem um sintoma, que nós chamamos de sinais de alarme, também tem que procurar, porque é o
04:05sinal mais grave.
04:06Para o profissional de saúde, é muito importante que faça classificação de risco.
04:10Nós temos o grupo A, o grupo B, o grupo C e o grupo D.
04:13O que é que são isso rapidamente?
04:15O grupo A são aqueles pacientes que são suspeitos de dengue, mas que não tem comorbidade, que não tem nenhuma
04:21doença de base.
04:22Então, eles podem ser atendidos, recebem orientação de hidratação e retornam para casa e voltam em 48 horas.
04:29O grupo B são aqueles pacientes que já têm necessidade de fazer exame de sangue e podem ficar na unidade
04:36até 6 horas.
04:37Então, fica na própria pronta-atendimento.
04:40Já o grupo C, nós chamamos que é o grupo que já tem sinais de alarme.
04:44Que é o sinal de alarme?
04:45É vômito, são sangramentos.
04:48Então, esse vai para a enfermaria.
04:50Então, o médico já indica ele ficar na enfermaria.
04:52E o grupo D, que é o último grupo, é quando o paciente tem sangramentos fortes, né?
04:58Disfunção de órgãos.
05:00Então, ele já vai para a UTI.
05:01Então, é importantíssimo que a população, ao procurar o serviço de saúde, gente, tem que se hidratar.
05:06Porque não existe um tratamento específico.
05:09É hidratação, é tomar água, é tomar líquido.
05:11A cada 15 minutos, já ir se hidratando até chegar no serviço de saúde.
05:16Beleza, secretário.
05:17Obrigada.
05:19Respondido aí, Jorge, a respeito do protocolo que deve ser adotado,
05:23tanto dos profissionais e também o alerta para o público a respeito desses sintomas,
05:28quando procurar o pronto atendimento.
05:30Fica aí essa orientação para todo mundo.
05:32Jorge.
05:33Ô, Daiane, me desculpe, mas eu gostaria que você fizesse uma pergunta para o subsecretário,
05:37que é a seguinte, ele trouxe aí os quatro grupos,
05:40mas o que a gente viu, né, a suspeita de todas essas pessoas que foram buscar,
05:45tanto a dentista, quanto a professora, quanto a criança,
05:48elas foram várias vezes, né,
05:51e só voltaram por conta do pedido de retorno
05:55quando a situação já estava muito grave.
05:58Há uma possibilidade de rever esse processo, rever essa forma,
06:03e já no primeiro sintoma, já deixar o paciente na unidade,
06:08já transferir esse paciente e já começar um tratamento mais intensivo,
06:12antes de chegar, por exemplo, a uma situação de sangramento?
06:20Subsecretário, o Jorge está perguntando a respeito desses casos que a gente mostrou,
06:23tanto da dentista, quanto da criança, da professora,
06:26toda a família relatou que essas pessoas procuraram atendimento várias vezes,
06:31e da última vez já estava em estado muito grave, que infelizmente levou a óbito.
06:36Há a possibilidade de rever esse protocolo para que as pessoas já fiquem mais tempo no UPA,
06:42já fiquem internadas logo nos primeiros sintomas,
06:44para que não precise chegar a essa etapa de sangramento, a um estágio mais grave?
06:48Então, é importante, a Secretaria de Saúde, ela informa o quê?
06:52Num processo de investigação de óbito, a gente faça por uma série de protocolos,
06:57que é análises clínicas, como informações de prontuário,
07:00e esses casos especificamente, nós da Secretaria de Saúde já estamos descartando esses óbitos para a dengue.
07:07Então, na verdade, nós sabemos que tem que fazer o diagnóstico diferencial,
07:11mas nós, assim, temos um tempo de investigação, mas praticamente são óbitos já descartados,
07:17esses específicos.
07:18Nós lembrando que o Espírito Santo já tem quatro óbitos confirmados.
07:22Mas é sempre muito importante a gente reforçar tanto o cuidado do profissional de saúde,
07:27que a CESA realiza treinamentos constantemente, que nós chamamos de manejo clínico,
07:32para que o profissional esteja o mais preparado possível,
07:35desde o enfermeiro, técnico de enfermagem, e principalmente o médico,
07:39que tem aí o ato médico e realiza a conduta clínica em cada paciente.
07:45Essa investigação que o senhor comentou tem um prazo de qual tempo?
07:49Qual o período que leva para concluir essa investigação?
07:52Então, o prazo de formalidade nós temos entre 60 e 90 dias.
07:57Lembrando que é importante ressaltar, óbitos que são por mortes naturais,
08:02vai para o serviço de verificação de óbito, nós utilizamos as informações do serviço
08:07e amostras laboratoriais com a conduta clínica do médico.
08:11Então, esses casos especificamente não se enquadraram nesses critérios.
08:16Então, por isso que a gente já vai dar baixa nesses casos em relação a óbitos suspeitos.
08:22Então, nós seguimos investigando outros óbitos e orientando a população,
08:26porque a gente tem introdução, reintrodução do sorotipo 3,
08:28e qualquer pessoa, independente de ter comorbidade ou não,
08:32precisa seguir a risca, as orientações em relação, principalmente, à hidratação,
08:37a procurar o serviço na hora certa e o serviço, obviamente,
08:41usar essa classificação de risco que ajuda muito na triagem do paciente.
08:44Então, em relação a esses casos específicos que o senhor comentou
08:47que já foi descartado para dengue, quais que foram os critérios exatamente que foram usados?
08:52Nós usamos critérios laboratoriais, que são amostras que são coletadas daquele paciente,
08:58lembrando que o LACEN faz amostra até para sete patógenos realizados às arboviroses.
09:04Nós temos amostra também do serviço de verificação de óbito,
09:07que é quando o corpo é encaminhado para o SVO,
09:10e principalmente o que o médico solicita naquele momento.
09:14Então, informações também de prontuário do médico,
09:17ou seja, o médico é o primeiro que vai dizer se se enquadra na suspeita de dengue ou de outra
09:22coisa,
09:23e a partir daí a Secretaria de Saúde passa a investigar.
09:26Então, a gente faz a investigação observando basicamente esses três ou quatro parâmetros.
09:31Perfeito, subsecretário. Obrigada por atender a nossa equipe.
09:35Fica aí, então, mais uma vez o recado a toda a população,
09:38tanto do quesito de prevenção da dengue, de cuidar dos focos de água parada,
09:43e também de observar os primeiros sinais e logo procurar atendimento médico.
09:48Jorge?
09:49Valeu, Dai. Obrigado pelas informações e agradeço também ao secretário.
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09:54E aí
09:56E aí
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