- há 2 dias
--------------------------------------
Notícias relacionadas:
--------------------------------------
💻 Confira as últimas notícias do Espírito Santo e do Mundo no nosso portal 👇
https://tribunaonline.com.br
📰 Notícias na palma da sua mão.
Assine A Tribuna e tenha acesso ao nosso app 👇
https://atribunadigital.com.br/assinatura/
🎙️ Assista aos nossos podcasts exclusivos de esporte, negócios e muito mais em
http://tribunaonline.com.br/podcasts
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:07Ele é empresário, mas também é automobilista e já venceu uma prova da Fórmula 4 aqui em Vitória, em 1991.
00:17O Histórias Empresariais recebe Carlos Campos Jr., CEO e cofundador da Target Trading e sócio da GDL Logística.
00:26E vamos aí falar um pouquinho sobre essa história de sucesso, um pouquinho no esporte, um pouquinho no meio empresarial.
00:32Bem-vindo, Carlos.
00:33Muito obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui com você.
00:37Excelente, vamos lá, vamos começar falando aí sobre os negócios.
00:41A Target Trading completa 29 anos no mercado do Espírito Santo.
00:45Queria entender melhor, conhecer melhor a atividade da empresa.
00:48A Target é uma trading que começou, a matriz é aqui no Espírito Santo.
00:55A gente começou em 97, muito em função dos incentivos fiscais que existem aqui no Espírito Santo.
01:03Na época existia só um, que era o Fundap.
01:06Eu fui, fiquei à frente da área comercial da GDL, que é uma empresa da família que eu sou sócio,
01:14antes da Target.
01:16Então, eu conheci o mercado do Espírito Santo, de logística e principalmente ligado à importação de 93 a 97,
01:24quando eu decidi me desligar da função executiva da GDL, na época ainda Silotec, para começar a Target,
01:35porque eu via que existia uma demanda muito grande por tradings.
01:39Mas eu, na GDL, ou na Silotec na época, e muitos vinham querendo operar no Espírito Santo com a estrutura
01:46que a gente tinha,
01:47mas precisavam de uma trading.
01:49Então, aí eu resolvi sair da função executiva e começar a Target muito ligada à importação com incentivo.
01:59Isso foi em 1993, é isso?
02:01Em 1993 foi quando a gente começou a Silotec, que hoje é GDL, depois de uma joint venture com a
02:09Tegma.
02:11Mas em 1997 foi quando eu fundei a Target, que eu saí da Silotec para começar a Target.
02:19Para o público em geral, que não tem conhecimento sobre essa área de negócio, o que é uma trading?
02:25Como que a gente pode explicar isso?
02:27Hoje, o mercado foi se aperfeiçoando muito ao longo desses quase 30 anos que a gente atua como trading.
02:35Então, hoje você tem, principalmente na importação, operações que a gente chama de encomenda,
02:42operações por conta e ordem e operações próprias.
02:46Sem entrar muito no detalhe, porque é uma questão muito técnica,
02:51a gente atua hoje basicamente sempre por encomenda de um cliente.
02:57A trading pode trabalhar também importando e distribuindo produtos próprios.
03:04Ou seja, ela importa, nacionaliza e corre o risco do estoque para vender isso no mercado.
03:09No nosso caso, a gente sempre importa por encomenda de alguma empresa que tem importações recorrentes no Brasil.
03:18E aí são dois modelos que a gente pode utilizar, seja conta e ordem, seja encomenda.
03:26Falando como trading, mas de forma um pouquinho mais ampla,
03:29também tem muitas tradings que atuam muito focadas na exportação.
03:35Então, o que é a trading no final?
03:38É o que você perguntou.
03:39É um intermediário, é uma empresa que está ali no meio de uma comercialização
03:43e trazendo, dentro dessa intermediação, benefícios e não agregando custo, vamos dizer assim.
03:52No nosso caso, a gente acaba agregando redução de custo.
03:57A gente traz benefícios no processo.
03:59Por quê?
04:00Ou em função do benefício, ou a gente traz financiamento para a operação.
04:06Então, nosso poder de barganha na logística, normalmente, é muito maior do que um importador sozinho,
04:11porque a gente está contratando fretes, a gente está contratando armazenagem,
04:15a gente está contratando uma série de coisas para várias operações em conjunto.
04:21Então, o nosso poder de barganha, normalmente, é maior.
04:24A gente acaba conseguindo custos mais competitivos para aquela empresa que quer importar
04:29através da gente, por encomenda ou por conta e ordem.
04:32Então, esse é o nosso papel principal hoje, além de toda a gestão, desenvolvimento de softwares, controles.
04:41Enfim, a gente tem hoje um ecossistema de comércio exterior para oferecer para os nossos clientes.
04:49E hoje, qual é a maior origem de produtos importados no Espírito Santo, pelo menos nas empresas?
04:57Uma coisa que é muito relevante hoje no Espírito Santo,
05:01Aliás, desde que houve a criação dos portos secos, são veículos, por exemplo.
05:08A gente, como o GDL, a gente tem uma área enorme alfanegada e você tem várias empresas, marcas multinacionais.
05:16Muitos elétricos agora estão chegando.
05:17Muitos elétricos estão chegando, mas, independente de ser elétrico ou não,
05:21as grandes marcas hoje operam pelo Espírito Santo, muitas chinesas também, ou europeias, enfim, americanas.
05:31Você tem aí, o veículo é uma pauta muito importante para o Estado, mas também contêner, químicos,
05:37você tem aí uma variedade bem grande de produtos.
05:40Tinha antigamente, deve ter ainda, é um processo chamado de tropicalização dos veículos,
05:48que é uma adaptação para o mercado brasileiro.
05:52A GDL, a Target Trading, fazem esse processo?
05:54A gente tem hoje uma estrutura dentro da GDL, por exemplo, para veículos que a gente chama de PDI,
06:03que é o Pre-Delivering Special, então, antes desse veículo ir para o mercado,
06:08a gente faz diversas coisas, seja no veículo, até gravar o chassi no vidro, enfim,
06:18uma série de providências, até reparos, pequenos reparos que, durante o transporte,
06:24isso pode acontecer alguma coisa no veículo e ter que ter um reparo que é feito na SPDI.
06:29Mas não é só em veículo, por exemplo, a Target montou uma área para equipamentos,
06:35a gente importa muito equipamento, e aí, de construção civil, linha amarela,
06:40ou reflorestamento, empilhadeiras, equipamentos para logística,
06:46e a gente também tem PDIs para equipamentos, normalmente divididos por marca, do que a gente traz.
06:53Tem alguma marca inusitada que chega aqui, além das clássicas chinesas aí,
06:58que já estão famosos como BYD, GWM, vai ter uma montadora aqui,
07:02tem alguma marca inusitada que chega por meio das empresas?
07:06Não, a gente tem, eu diria assim, não inusitada, mas a gente tem marcas importantes,
07:11por exemplo, todos os Porsches entram pelo Espírito Santo.
07:14Tesla chega, por exemplo?
07:16Tesla, não sei, não sei se está entrando, acho que não entra pelo Espírito Santo,
07:22mas não tenho certeza, porque, de novo, são muitas marcas,
07:25e eu não estou à frente da GDL hoje, na GDL eu estou como sócio e não na função executiva.
07:33E a Target a gente não traz Tesla, então eu não sei exatamente se a Tesla está fazendo Espírito Santo
07:38ou não.
07:38Vou quebrar um pouquinho o protocolo aqui da minha entrevista,
07:41eu sempre pergunto mais sobre a área empresarial, sobre os negócios, sobre o mercado,
07:44e como a gente está falando de Porsche,
07:47e nós temos aqui um automobilista, uma pessoa que tem um hobby da pilotagem de veículos,
07:52gosta de um Porsche?
07:54Eu gosto muito de correr de carro, de correr do esporte ao automobilismo.
08:00Então, você falou na introdução que eu ganhei a corrida aqui em 91,
08:04realmente eu era um garoto, eu tinha 17 anos na época,
08:08ganhei a corrida de rua, que foi muito bacana para a gente na época,
08:12era uma sensação muito legal correr num circuito de rua,
08:15que é totalmente diferente de você correr dentro de um autódromo.
08:18Era uma geração muito legal, né?
08:20Corria com o Tony Cananá, enfim, uma turma que depois acabou levando o automobilismo como profissão.
08:30Então, o automobilismo sempre foi uma paixão para mim.
08:34E aí, eu parei de correr em 92, fiz a minha carreira de empresário,
08:43e fiz algumas corridas no meio do caminho,
08:46sempre com esse negócio da gasolina passando na nossa naveia.
08:51Então, fiz o Rally dos Sertões, em 2003.
08:54Ah, olha!
08:54Em 2005, fiz algumas corridas também, enfim, meio aleatórias.
08:59E aí, em 2023, fui apresentado para a Porsche Cup, para a categoria Porsche Cup,
09:05que é muito bacana, é uma categoria muito bem estruturada,
09:09carros seguros.
09:10A gente corre hoje no mesmo carro que corre na Europa.
09:14Então, são carros muito modernos.
09:16E me apaixonei na hora pela categoria.
09:18E mesmo um pouquinho mais velho, aí resolvi voltar a brincar como um hobby.
09:24Mas é uma brincadeira muito séria, né?
09:26Em junho, agora, a nossa próxima etapa vai ser a abertura das 24 horas de Le Mans.
09:31Olha!
09:32Então, nós vamos ter a Le Mans...
09:33Tem uma abertura, não é a prova de 24 horas de Le Mans.
09:36Não é a prova de Le Mans, mas a gente faz a preliminar.
09:40Então, a gente corre no mesmo dia da corrida de Le Mans.
09:43A nossa corrida é uma hora, mais ou menos duração.
09:46E vai ser a Porsche Cup Brasil, que vai abrir as 24 horas de Le Mans na França esse ano.
09:53E vai ter que ir lá para competir.
09:55Sim.
09:55É um compromisso, né?
09:56Não é um hobby bubo, assim.
09:58Não, não.
09:59São nove etapas ao longo do ano.
10:01Inclusive, a Fórmula 1 no Brasil, a gente também faz a preliminar da Fórmula 1.
10:06Não, hoje é um hobby que é quase...
10:09É bem profissional a coisa, né?
10:11Então, é bem bacana.
10:13Tem muita dedicação envolvida.
10:14E a Fórmula 1 chegou a sonhar com a categoria?
10:17Ah, quando...
10:18Nessa época da Fórmula Ford ali, 91 e tal, ainda muito moleque correndo de fórmula, né?
10:24De monoposto.
10:27Todo garoto sonha, mas ali é uma coisa muito, muito difícil, de muito investimento.
10:34Então, eu sempre tive...
10:37Meu pai sempre me falava, você corre, mas isso é um hobby.
10:40Sim.
10:40Então, isso estava setado na minha cabeça de alguma forma.
10:44Entendi.
10:44Mas sempre me dediquei muito e, felizmente, andava bem.
10:48Era uma...
10:48Teria que ter uma grande dedicação aí para seguir a carreira e teria que deixar de lado aí o área
10:54dos negócios.
10:54Pelo menos por um bom tempo, né?
10:56É dedicação, sorte, investimento, estar na hora certa, no lugar certo.
11:02Então, tem uma conjunção ali de fatores que precisam acontecer para você ir crescendo na carreira de...
11:09E como eu tinha as empresas da família na época, inclusive depois aqui no Espírito Santo.
11:18Meu pai, acho que propositalmente, sempre falava, isso aqui para você é um hobby.
11:22Mas o sonho do jovem que estava ali correndo, óbvio, era chegar na Fórmula 1.
11:28Entendi.
11:28E a admiração aí?
11:30Agora eu vou ter que perguntar, né?
11:32Eu quero agora que você me fale um ídolo na área empresarial e um no automobilismo.
11:38Desafio aí.
11:39Empresarial é fácil, sempre foi meu pai.
11:43Pela postura, pela positividade, pelo empreendedorismo, né?
11:47Na veia que meu pai tinha muito, então ele sempre foi uma...
11:50Como é o nome dele mesmo?
11:52Carlos também.
11:53Ah, sim, é o Júnior, verdade.
11:55Então, ele me passou muito isso ao longo da vida, né?
12:01Dessa questão de ir lá, fazer, empreender, e às vezes a coisa não dá certo e você começa de novo.
12:09Então, eu vivia isso dentro de casa, né?
12:12Esse trator que meu pai era no mundo dos negócios, e isso fez com que eu me espelhasse muito nele.
12:19E no automobilismo, não tem jeito.
12:22O Senna é o cara que, na minha geração, a gente...
12:25É, eu...
12:26É...
12:27Não concordo.
12:27A gente via ali, é, o famoso, todos os domingos que tinham corrido, a gente parava pra ver.
12:33Talento puro ali, né?
12:35É.
12:35Às vezes ele tinha um embate ali com o Proust, que era um cara gelado, articulado, etc.
12:41E o Senna era talento puro.
12:43Muito talento, muito coração, muita dedicação.
12:45Era uma outra época, uma Fórmula 1 completamente diferente da de hoje.
12:49Hoje você tem pilotos também muito talentosos, muito diferenciados.
12:55Mas aquela Fórmula 1 que a gente viveu ali na época do Senna era uma Fórmula 1 mais romântica.
13:00Mais romântica, era o termo que eu ia usar.
13:02E ainda acompanha a Fórmula 1?
13:04Acompanha, não tem jeito.
13:05Inclusive, eu vou assistir a Fórmula 1 em Miami.
13:08Semana que vem eu vou pra Miami pra assistir a...
13:10Que barato, que barato.
13:11E qual é o piloto favorito da atualidade?
13:14Ah, olha, hoje eu não tenho um piloto favorito hoje, assim.
13:20Eu gosto do evento, do...
13:24Do clima, né?
13:25Do clima.
13:26Meus filhos falam o seguinte, eu tenho uma tendência a sempre torcer pelo mais fraco.
13:30Então eu sempre, quem tá ali na maior dificuldade é a pessoa que eu torço pra que dê tudo certo
13:35pra ele.
13:36Então isso vai variando.
13:37Eu lembro que quando o Max começou, logo no início eu vi uma corrida do Max e falei,
13:41pô, esse cara é bom.
13:42Mas agora que ele já ganhou um monte, né?
13:44E agora já...
13:45É, o Max, eu até achava ele meio...
13:48Eu não gostava tanto do Max, mas eu aprendi a gostar dele.
13:51Porque realmente, o cara é diferenciado.
13:54Achava ele um pouco no salto alto, mas não.
13:58Depois eu fui entendendo um pouco a posição dele.
14:02E ele tem uma coisa muito legal, que ele coloca a família com uma importância muito grande.
14:07E ele coloca em dúvida até a continuidade dele na carreira de piloto, né?
14:11Ele fala que em algum momento ele vai parar, que o objetivo dele não é bater todos os recordes.
14:17Ele quer viver a vida familiar dele, né?
14:21Tem...
14:22Agora tem um filho, uma filha, não lembro bem.
14:26Mas quer conviver com os pais, enfim.
14:28Então ele tem uma visão bem interessante e diferente desse mundo da Fórmula 1 na posição dele.
14:35O cara poderia estar lá querendo ganhar tudo por mais 10 anos e me parece que não é isso.
14:40Que nem o Hamilton fez.
14:41É, então é uma coisa que eu comecei a achar interessante ali na posição dele.
14:46Vamos voltar a falar aqui dos negócios, então falar do universo aí da logística.
14:52Primeiro, eu queria saber um pouquinho mais sobre o tamanho e estrutura dessas duas empresas,
14:57da GDL e da Target Trade.
14:59Aqui no Espírito Santo, como funciona?
15:01A sede fica aqui, fica em São Paulo.
15:04Como é que é?
15:04A Target...
15:05Ambas as empresas têm a sede aqui.
15:08A Target hoje tem um escritório dentro da própria GDL.
15:14A gente fez uma área até para ficar próxima da operação, então é uma área segregada.
15:20Próximo também do PDI, dos nossos clientes.
15:25E a gente tem além...
15:27Aqui ela fica...
15:28Na rodovia do contorno ali.
15:29Na Serra em Cariacica.
15:31Você sabe?
15:32Ali é Cariacica.
15:33Cariacica, né?
15:34É, Cariacica.
15:36É bem na divisa.
15:37É ali no limite.
15:38Bem no limite.
15:39Mas a gente tem além do escritório aqui da Target, que é uma história grande, com
15:45bastante funcionário.
15:46Tem São Paulo, Pernambuco, acabamos de começar Minas e Santa Catarina.
15:57Isso é o Target.
15:59Hoje a gente tem mais ou menos uns 80, quase 90 funcionários na Trade.
16:03Na parte da GDL, aí a gente tem a operação só aqui no Espírito Santo, mas é uma operação
16:08bem grande.
16:10De armazém coberto, eu chuto aí que a gente tem uns 200 mil metros.
16:18Em diária total, deve chegar perto aí de quase um milhão de metros.
16:27E a gente tem hoje, eu diria, uns 700 funcionários mais ou menos.
16:32Tem muito espaço para ampliar aí, né?
16:33De 200 mil para um milhão de metros.
16:36Tem, tem muito espaço para...
16:38E tem plano de ampliar, né?
16:39Porque você tem, depende do tipo de produto, você tem áreas que não são cobertas, por
16:46exemplo, veículos, né?
16:47A gente coloca sempre em pátio e você tem a parte de contêiner, que você faz a desova
16:52e aí coloca em áreas cobertas.
16:57Mas existe aí várias oportunidades de ampliação geográfica.
17:01Eu diria que dentro do próprio Espírito Santo, fora do Espírito Santo também, né?
17:08A GDL ainda tem, acho que, um universo bem grande para explorar como armazém.
17:14E a Target também?
17:15A Target já está em vários estados.
17:18É uma operação diferente, é uma operação de escritório e não uma operação logística em si.
17:24Entendi.
17:25Então, é mais fácil a gente fazer esse crescimento geográfico e, de fato, a gente vem fazendo.
17:32Já a GDL, não.
17:33A GDL tem que estar lá para fazer o processo de armazenagem com estrutura.
17:40Tem CAPEX envolvido, áreas adequadas.
17:45Mas, sem dúvida, eu acho que ainda vai ter muito crescimento, principalmente se a gente pegar o Espírito Santo, né?
17:53Não sei se eu estou me adiantando aqui um pouquinho.
17:55O Espírito Santo vem vivendo uma...
17:59Não uma revolução, mas um processo de crescimento logístico silencioso, eu diria, né?
18:06Porque você tem aí portos novos, portos muito estruturados, de águas profundas.
18:12Você tem o Porto Central, que vai demorar um pouco mais para acontecer, mas vai ser uma baita estrutura.
18:19Você tem o Metame, que é o da linha Aracruz.
18:25Então, isso vai mudando um pouco.
18:28Tem que ter uma melhora também aqui no Terminal Vila Velha, na região portuária aqui da Grande Porto.
18:33Mas tudo isso está acontecendo, estão acontecendo investimentos relevantes, de forma, de novo, eu acho que eu diria muito discreta,
18:44muito silenciosa,
18:44mas que vão ser importantes e até, acho que, definitivas para o Estado no futuro.
18:53A gente vai passar por reforma tributária, uma série de mudanças.
18:57O Estado sempre se pautou muito nos benefícios ao longo dos últimos anos, ou décadas, eu diria.
19:04Isso, o Estado vem se preparando para ter uma estrutura logística, de fato, que possa ser complementar, alternativa, enfim,
19:14a outros Estados que têm estruturas melhores, mas que no futuro, breve, o Espírito Santo vai ter uma estrutura muito
19:23forte.
19:24Houve, na década passada, resolução 13 do Senado, que colocou aí uma mudança efetiva no Fundap, que tornou menos atraente.
19:37Mas o Fundap continua existindo e agora, com a reforma tributária, realmente ele vai ser extinto.
19:43Mas isso só daqui a muitos anos.
19:46É, essa resolução 13 lá atrás, parecia que ia ser uma bomba.
19:55E, pelo contrário, eu como target, falando da trading, a gente só cresceu de lá para cá.
20:04Então, muito embora as margens tenham diminuído, as empresas se reestruturaram.
20:10Foi um movimento, acho que, interessante, porque todo mundo se adequou e investiu em estrutura.
20:19Nós mesmos, por exemplo, investimos em ter uma estrutura de despachante próprio,
20:25treinamento das pessoas, financiamento.
20:29Hoje a gente financia os nossos clientes, os que assim querem, né?
20:35Com recursos próprios, a gente passou a ser uma alternativa a banco, o que é muito interessante para os clientes
20:43que importam com a gente.
20:46Então, tudo isso foi...
20:47Alternativa a banco?
20:48Deixa eu entender isso melhor.
20:49A gente, hoje, por exemplo, vamos dizer que você é uma indústria que você quer importar e você precisa de
20:56capital para fazer essa importação.
20:57Se você importar comigo, obviamente tem toda uma análise de crédito, tem todo um processo, mas a gente pode financiar
21:05todo o processo.
21:06A gente paga o exportador, importa, nacionaliza, paga todos os impostos, vende para você e te dá prazo de pagamento
21:15de todo o processo.
21:17Entendi.
21:17Então, se você fosse importar diretamente no seu nome, você precisaria dos recursos para pagar o exportador, para pagar imposto,
21:25para pagar todas as etapas do processo, as despesas que vão ocorrendo.
21:28O financiamento é realizado, então, de maneira própria.
21:31E aí a gente hoje...
21:33Como se fosse um crediário próprio.
21:35Não é o crediário.
21:36Numa comparação...
21:36Não, é com capital próprio.
21:38Hoje a gente acaba fazendo várias operações com o nosso capital.
21:43A gente não busca dinheiro, recursos em terceiros, em bancos.
21:50Então, isso passou a ser um diferencial bem grande também, uma alternativa interessante dentro da nossa operação.
22:00Mais recentemente, a gente acabou até fazendo, mas é uma operação dedicada para um segmento,
22:06um fundo, onde a gente captou dinheiro de investidores para financiar uma certa operação que a gente deu prazos muito
22:20longos para um segmento específico.
22:23Então, a gente criou aí um diferencial e para isso a gente estabeleceu, estruturou uma operação bem bacana, aí sim
22:31com o mercado de terceiros.
22:33Entendi. Então, tem uma capacidade de capitalização que vai além das instituições financeiras.
22:43Exato. Você hoje...
22:45De novo, é uma alternativa...
22:47Mas tem uma busca, por exemplo, por investidor, por um pequeno investidor, por exemplo, de lançar um título no mercado?
22:55Não, não.
22:57Aí eu acho que são volumes...
23:00O que é importante para a gente? É a recorrência da operação, é o valor daquela operação.
23:06A gente tem valores mínimos para que a gente possa fazer a operação de importação para aquele cliente,
23:13porque, de novo, como você bem colocou, as margens são muito menores hoje.
23:16Então, o valor tem que ser...
23:19Tem que ter um valor mínimo para a gente poder remunerar a nossa estrutura.
23:24E para não ficar inviável, aquele cliente tem que ter, ou de forma recorrente, ou em uma operação,
23:33que seja, às vezes, de uma planta industrial, um valor mínimo para que a gente possa ter essa nossa remuneração,
23:42que é um percentual muito pequenininho, seja do benefício ou seja cobrando, e que vale a pena para todo mundo.
23:48Vou voltar aqui a falar sobre o tamanho da área de logística aqui do Espírito Santo.
23:55A gente tem um exemplo claro disso quando vai olhar a maior empresa,
24:02está no topo da lista ali, que tirou, destronou a Petrobras, que é a Comexport.
24:08Para o futuro, isso tende a se tornar, na sua avaliação,
24:12isso tende a se tornar ainda maior, tende a se tornar ainda mais atraente?
24:17Não, você pega em operações como a da Comexport, por exemplo, a empresa é excelente,
24:22o pessoal que eu admiro muito, amigos meus,
24:26eles focaram muito, por exemplo, no mercado de veículos e aeronaves.
24:31Então, como eu falei, você pega uma aeronave, às vezes você tem um avião que
24:37o valor lá fora é, sei lá, 70 milhões de dólares.
24:41Então, um único avião, você vai ter um valor muito grande importado pelo Estado.
24:50Ou veículos, você pega, de novo, os chineses que estão vindo para o Brasil
24:56com volumes muito grandes de carros, que é uma outra coisa que também eles focaram bastante.
25:04Então, isso traz muito volume e valor na operação.
25:09E aí, eles acabaram desbancando a própria Petrobras aqui no Estado como...
25:14É surpreendente.
25:16São operações bem grandes.
25:18Façanhas.
25:18São dezenas de bilhões de reais importados por ano.
25:25Ok.
25:25Agora, não posso deixar de perguntar quais são os planos futuros aí,
25:29tanto da Target quanto da GDL.
25:33Tem algum plano de ampliação, alguma coisa mais específica?
25:36A Target, a gente vem investindo bastante em tecnologia nos últimos anos.
25:42A gente criou um sistema próprio que a gente chama de Target Siga.
25:47Isso traz um controle muito grande para os nossos clientes.
25:52Então, tem bastante investimento em tecnologia.
25:54E o cliente consegue acompanhar todo o processo de comércio exterior dele à distância,
26:01com alertas, relatórios.
26:04A IA já envolvida, trazendo uma série de estatísticas e, como eu disse, alertas na operação em si.
26:14A gente está abrindo filiais novas.
26:17Então, abrimos recentemente Minas para uma operação.
26:25Então, tem bastante coisa aí acontecendo na Target, acho que de forma geográfica, tecnologia.
26:34No lado financeiro, como eu falei, a gente fez o FDIC, que é o fundo,
26:39para financiar uma operação específica.
26:41E, com certeza, nós vamos espelhar isso para outras coisas.
26:45Então, a gente colocou o pé aí numa operação do mercado financeiro,
26:50que, para a gente, foi uma coisa diferente.
26:54E a gente está aprendendo muito com todo esse processo.
26:57Isso vai trazer bastante espaço de crescimento para a gente,
27:03buscando sempre o que a gente pode trazer de benefício para o cliente.
27:08Como a gente pode agregar para esse cliente,
27:10sendo um intermediário, mas agregando para o cliente,
27:14seja redução de custo, seja serviço,
27:18seja financiamento, seja transparência na operação,
27:23dando visibilidade para o cliente da operação como um todo,
27:26agilidade, obviamente,
27:30segurança,
27:32porque desde fazer...
27:36Na verdade, o comércio exterior em si vem evoluindo muito.
27:41Você tem a do INPE hoje,
27:43que você centraliza todo o processo em um único sistema,
27:49seja Ministério da Agricultura, Saúde, Anvisa, Receita Federal.
27:55Então, tudo se registra em um único local.
27:56Isso vem facilitando bastante todo o processo.
28:01Então, a gente vem acompanhando como o nosso foco é o comércio exterior.
28:06A gente vem acompanhando tudo isso muito de perto
28:08e trazendo sempre uma facilidade de adaptação ao cliente
28:13nesse processo como um todo.
28:15Já falando um pouco de EDL,
28:17de novo, eu não estou lá no dia a dia da empresa,
28:21mas eu vejo aí com muitos bons olhos
28:24um crescimento geográfico mesmo da GDL,
28:30talvez para outros estados,
28:32talvez aqui no próprio Espírito Santo,
28:35mas buscando aí um crescimento da operação
28:39que dentro da estrutura hoje que a gente tem lá na Rodovia do Contorno,
28:45que é uma estrutura muito grande,
28:46a gente tem uma bastante...
28:49Está bastante tomada a operação.
28:51Então, eu vejo, sim, com bons olhos novos investimentos,
28:54novos crescimentos também na questão da GDL.
28:59Ok.
29:00Vou perguntar aqui um pouquinho mais sobre a empresa
29:03que eu recebi aqui da produção do pessoal lá da comunicação,
29:08que a empresa movimentou 2 bilhões de reais em 2025.
29:12É uma quantia grande e falou sobre a localização estratégica,
29:18impacto da reforma tributária, etc.
29:20Esses 2 bilhões de reais movimentados foram pela Target?
29:24Sim, sim, isso é Target, esse ano a gente cresce ainda mais.
29:28É uma quantia...
29:29É, o importante é assim,
29:32é uma quantia boa no nosso mercado,
29:37mas o que a gente sempre olha hoje em dia,
29:39a gente não olha mais...
29:41Não olha o faturamento, né?
29:43Ah, vamos crescer a qualquer custo?
29:45Não.
29:45A gente quer um faturamento de qualidade.
29:49Então, por mais que seja um número grande,
29:53esse número poderia ser até maior,
29:55a gente vem crescendo,
29:56mas é um crescimento, de novo,
29:58com bastante responsabilidade e qualidade,
30:01porque a gente financia vários dos nossos processos.
30:05Então, se a gente não olhar com bastante cuidado
30:08quem é que a gente está operando,
30:12a gente pode ter problemas.
30:14Então, esse número, de novo,
30:17é um número grande, poderia ser maior,
30:21mas a gente hoje tem muita consciência
30:23desse faturamento de qualidade.
30:26Então, acho que é isso que é o principal.
30:29E a gente vem conseguindo fazer isso com bastante sucesso.
30:33Hoje, a gente tem uma carteira muito bacana,
30:36muito próxima com todos os clientes.
30:38Eu, particularmente, sou muito próximo
30:40de todos os nossos clientes.
30:43E isso vem fazendo com que a gente cresça
30:48de forma segura.
30:52Acho que aí você tinha mais alguma questão?
30:54Tinha me falado?
30:54É, sobre a localização estratégica.
30:56Acho que já está dentro.
30:56Localização estratégica, obviamente,
30:58Espírito Santo, para a gente,
31:00é muito estratégico.
31:01Você hoje, num raio aqui,
31:04é famoso num raio de mil quilômetros,
31:06você atinge grande parte do PIB do Brasil.
31:11Então, a gente tem bastante das nossas operações
31:13concentradas aqui no Estado.
31:15A gente é muito feliz com a operação aqui.
31:19A operação é muito eficiente.
31:22Até porque a gente também opera muito dentro da GDL.
31:26E aí, opera como um cliente mesmo.
31:28Claro que eu sou sócio da GDL,
31:31mas são operações que...
31:33Aí é uma relação cliente e prestador de serviço
31:37que funciona muito bem.
31:38Hoje a GDL tem um trabalho muito bacana.
31:43Então, é isso.
31:44É um processo que vem...
31:45Vem ao longo dos últimos 30 anos,
31:49a gente vem nele com muitos aprendizados,
31:53mas eu acho que a gente está numa fase muito madura
31:56da nossa operação,
31:58com clientes, de novo, muito bons,
32:01com estrutura muito boa,
32:04funcionários super bem treinados.
32:06A gente tem um programa de treinamento muito legal na Target.
32:12Então, a gente quer que os nossos funcionários
32:15sejam diferenciados em relação aos nossos concorrentes no mercado.
32:21E isso vem fazendo toda a diferença,
32:24fora a estrutura que a gente investe também,
32:26como eu falei do PDI de equipamentos, por exemplo.
32:29Hoje, para os nossos clientes de equipamentos,
32:31a gente inaugurou há algum tempinho atrás
32:36uma nova área
32:39que a gente vai fazer mais de 6 mil máquinas por ano,
32:45só fazendo o PDI
32:46para adequar essas máquinas antes da entrega.
32:49Máquinas o quê?
32:50Máquinas de linha amarela, construção civil.
32:54Industriais, né?
32:55Então, trator, rede de escavadeira,
32:58pá carregadeira, empilhadeiras.
33:03E é uma nova estrutura?
33:05Isso é uma estrutura...
33:06A gente tinha uma estrutura um pouco menor,
33:08a gente cresceu essa estrutura
33:09e, provavelmente, a gente deve fazer
33:12uma nova estrutura em breve
33:15para poder deixar
33:17meio que cada marca que a gente traz,
33:21que a gente importa por encomenda...
33:22Tem um crescimento aí desse mercado, então?
33:25Tem, esse mercado vem crescendo.
33:26Construção civil, máquinas industriais.
33:29A gente vem trazendo aí...
33:31Teve alguma relação com as tarifas impostas pelo Trump?
33:35Eu acho que não...
33:36Existiu.
33:37O Tarifácio trouxe alguns players novos,
33:42chineses principalmente,
33:44que buscaram alternativas
33:46e acabaram batendo aqui na porta do Brasil
33:48para trazer equipamentos,
33:50mas não é disso que eu estou falando.
33:52A gente tem clientes muito bem estruturados,
33:56chineses também,
33:57que investiram muito no país nos últimos anos,
34:01se estruturaram,
34:03criaram estruturas de pessoal relevantes,
34:09gente muito boa do mercado.
34:11Então, não tem mais aquele negócio...
34:13O chinês veio com um monte de chineses
34:16querendo operar aqui
34:17e não sabem nada do mercado
34:19e acabam quebrando a cara.
34:20Não, hoje eles se estruturam,
34:22confiam na mão de obra local.
34:26Então, estão fazendo aí um crescimento
34:31muito importante dentro desse mercado de equipamentos,
34:34sem dúvida nenhuma.
34:35Não só chineses, né?
34:36Você tem aí coreanos, enfim...
34:41Bastante empresas aí que estão indo para o Brasil.
34:44Certo.
34:44Vou falar um pouquinho aqui sobre tecnologia,
34:46é um assunto inevitável.
34:47Eu entrevistei aqui o CEO de uma empresa da área
34:51que falou o seguinte,
34:52que a tecnologia, a inteligência artificial,
34:55ela não vai aniquilar o trabalho,
34:57mas ela vai criar...
34:59Especificamente, ele falou sobre o super vendedor.
35:02Mas saiu um estudo novo,
35:04dizendo, por exemplo,
35:05que alguns jovens iniciando a carreira
35:07já estão com menos oportunidades
35:09por causa da inteligência artificial.
35:12Pergunta que fica, né?
35:13Dentro desse processo aí
35:14de investimento em tecnologia,
35:16isso vai mudar muito a realidade
35:17do mercado de trabalho?
35:20Olha, eu acho que a IA,
35:23ela vai mudar o tipo de trabalho,
35:26mas ela não vai acabar.
35:27Obviamente, vão ter profissões
35:29que vão acabar, né?
35:31Isso eu acho que é natural.
35:33A IA vai acabar substituindo algumas profissões,
35:38mas ela não vai prejudicar o mercado de trabalho.
35:41Eu acho que ela vai transformar esse mercado.
35:43Então, vão aparecer novas oportunidades.
35:47Eu falo muito isso para os meus filhos, né?
35:49Que estão aí...
35:50Uma se forma agora em maio,
35:52outra daqui a dois anos,
35:54outra um pouquinho menor.
35:56mas eu acho que vai haver uma transformação
35:58muito grande no tipo de trabalho
36:01que a IA vai trazer para o mercado.
36:07Qual?
36:08Não sei.
36:09Não sei de responder,
36:11mas vão ter transformações.
36:14Isso eu não tenho dúvida.
36:14As empresas ainda estão engatinhando
36:16nesse processo, né?
36:17De adaptação à inteligência artificial.
36:20Ainda é algo que está sendo tateado.
36:23Não, com certeza, né?
36:24Você pega...
36:27Você pega mercado de transporte, né?
36:30Antigamente, pô,
36:31as pessoas andavam a cavalo.
36:32O cara que estava focado ali
36:34na coisa só do cavalo,
36:36não tem mais...
36:36Não tem mais.
36:37Não tem mais a demanda para ele.
36:38Isso foi mudando.
36:39Então, eu acho que é...
36:42Eu quero dizer que não tem nada
36:43muito específico, assim.
36:44Não tem empresa...
36:45É raro você encontrar uma empresa
36:46que já tenha conseguido fazer
36:48todos os processos dela
36:51voltados para a inteligência artificial.
36:53Não, não.
36:53Acho que está todo mundo engatinhando ainda, assim.
36:56E quem não se dedicar a IA,
37:00eu acho que vai tomar um tombo...
37:03Vai ficar de fora.
37:03Vai ficar de fora, né?
37:05Então, a gente vem trabalhando bastante
37:07dentro desse nosso sistema
37:09que a gente chama de Target Siga.
37:12Mas, assim, um aprendizado
37:14o tempo inteiro na empresa
37:16e na pessoa física mesmo, né?
37:18A gente usando a IA no nosso dia a dia,
37:21eu tomo susto todo dia.
37:23É verdade.
37:24Porque eu olho e falo,
37:25não, mas espera aí.
37:26Como é que a IA faz isso mesmo para a gente?
37:30Então, a coisa está acontecendo muito rápido.
37:32Isso aí.
37:33Muitas surpresas, né?
37:34é por vir ainda.
37:35É.
37:35Vamos falar, então, aqui do Carlos Campos Júnior,
37:38pessoa física.
37:40Vamos falar um pouquinho mais
37:42sobre o vencedor do grande prêmio
37:44da Fórmula 4,
37:45de vitória em 91.
37:48Vitória é a Mônaco brasileira?
37:51Pelo menos...
37:52Olha, eu vou te falar que, na época,
37:54em 91,
37:55a gente tinha a sensação,
37:56era um paralelo, mais ou menos,
37:59como a gente correndo em Mônaco mesmo,
38:01porque era o único...
38:02Eu fui a Mônaco passear uma vez,
38:03em viagem de férias,
38:04e eu achei que é similar ali.
38:06É, mas era tudo apertado, né?
38:09Então,
38:11a gente tinha a impressão,
38:14realmente,
38:15de estar correndo em um lugar diferente, né?
38:17Para a gente, na época,
38:18piloto,
38:20era como se estivesse correndo em Mônaco,
38:23guardado as devidas proporções,
38:25mas o desafio é igual,
38:28é você correr em rua,
38:30apertado,
38:32sem muito espaço para erro,
38:34porque se errar, você bate...
38:37Tem muito acidente as provas.
38:38É,
38:38então você não tem o...
38:39Não é um autódromo que está estruturado
38:42para você errar aquela curva,
38:43o carro espalhar,
38:45e você vai parar na grama
38:46um pouco mais para frente.
38:47Não,
38:48que, na época, né?
38:49Porrada.
38:50Você bate no guardrail.
38:53Le Mans,
38:54que nós vamos correr agora,
38:56eu estou treinando bastante no simulador
38:58e tem muita,
38:59muita área em Le Mans,
39:01que é a mesma coisa.
39:02Errou ali,
39:03vai bater e vai...
39:04E são retas muito grandes.
39:08É um baita desafio.
39:10Acho que vai ser o circuito
39:12mais rápido que nós vamos andar
39:13da temporada.
39:15É a primeira vez lá?
39:16Primeira vez lá.
39:17Vai ser uma coisa...
39:18Adrenalina aí.
39:19É,
39:19é a adrenalina.
39:21E, assim,
39:21é uma experiência...
39:22Vai ser um privilégio
39:24poder andar lá,
39:25porque talvez seja
39:26a maior corrida do mundo,
39:28uma das mais...
39:29Ou a mais tradicional.
39:31E a gente poder abrir
39:33essa corrida vai ser
39:34com todo mundo lá,
39:36sei lá,
39:36são 200,
39:37300 mil pessoas,
39:38nem sei,
39:38mas, assim,
39:38é um negócio gigantesco.
39:40Vai ser diferente,
39:42assim,
39:42vai ser muito bacana.
39:43Então,
39:44estou me dando
39:45esse presente aí
39:47desde 2023
39:48de poder participar
39:49desse campeonato
39:50da Porsche Cup,
39:51que é muito bacana,
39:52estruturado
39:52e é um hobby
39:54para mim.
39:54Muito legal.
39:55E aí,
39:55nasci em São Paulo,
39:57morador de São Paulo.
39:58Nasci em São Paulo.
40:00Morador do Morumbi.
40:01Morador de São Paulo,
40:03exatamente,
40:04ali pertinho da Band,
40:06que é o parceiro de vocês.
40:09Mas,
40:10apaixonado por
40:12automobilismo,
40:13por kitesurf também.
40:15Estamos chegando aí
40:16no segundo semestre,
40:17que é a temporada de ventos
40:18no Nordeste,
40:19que eu faço aí
40:20algumas viagens
40:21de kitesurf,
40:22também adoro.
40:23Pai de três filhos.
40:25Mas o kitesurf
40:26é sério também,
40:27que nem no automobilismo,
40:28ou é mais um hobby?
40:29Não,
40:29o kitesurf já é um hobby
40:31mais tranquilo,
40:33mas também com muita atenção,
40:35porque não é um esporte
40:38que dá para descuidar,
40:39porque ele acaba
40:41se tornando perigoso,
40:43mas é muito gostoso,
40:45porque tem muita natureza
40:46envolvida.
40:47A gente todo ano
40:48tem uma turma de amigos
40:50que sai do Ceará
40:51e vai até
40:52os Lençóis Maranhenses
40:54em quatro,
40:54cinco dias de velejo
40:56pelo mar,
40:57é maravilhoso.
40:59Muito planejamento,
41:00estrutura.
41:02Então,
41:02é um hobby,
41:03é uma brincadeira,
41:04mas também
41:05tem que ser levada
41:06a sério.
41:08E eu tenho aí,
41:09acho que é
41:09a minha grande conquista
41:12de vida,
41:12são meus três filhos.
41:14dois vão se formar agora.
41:16A Carolina que se forma
41:17agora em maio.
41:18A Carolina tem quantos anos?
41:19A Carolina tem 22,
41:21mora em Nova Iorque.
41:23E vai se formar em quê?
41:24Ela está se formando
41:25em economia,
41:25em Colômbia.
41:27Então,
41:28ela é...
41:28Que orgulho!
41:30Muito orgulho,
41:31muito orgulho.
41:31Aí tem o Luca,
41:32também muito orgulho dele,
41:34está na Espanha,
41:35em Madrid,
41:37está no segundo ano,
41:38então ele vai se formar
41:39daqui a dois anos.
41:40E eu tenho o Rafael,
41:42também seu chará,
41:44que esse tem 13 anos
41:45e ainda tem uma estrada
41:47pela frente aí
41:48de escola,
41:49para chegar na faculdade,
41:51mas todos aí
41:53motivam de um orgulho grande
41:54e minha grande razão de vida.
41:56Isso aí,
41:57muito bom.
41:58Carlos,
41:59espaço aberto,
42:00quer falar mais alguma coisa?
42:01Fique à vontade.
42:02Ah,
42:03eu acho que,
42:03de novo,
42:04um papo super tranquilo,
42:06descontraído aí,
42:07gostoso,
42:07bacana.
42:08Muito legal eu estar aqui
42:10em Vitória,
42:11falando um pouco
42:12dessa minha trajetória
42:14como empresário,
42:16falando um pouquinho
42:16da vida pessoal,
42:17como eu falei aqui,
42:19em 91,
42:21eu ainda com um moleque
42:22de 17 anos,
42:24nem sabia
42:25que ia ter uma ligação
42:26tão grande
42:27com o Espírito Santo,
42:28depois como empresário,
42:29mas já tive aí
42:31um evento
42:31que marcou a minha vida,
42:33que foi essa vitória
42:33no circuito de rua aqui,
42:35que foi muito legal.
42:37Então,
42:38para mim,
42:39é uma grande satisfação
42:41estar aqui,
42:43adoro o Espírito Santo,
42:44a gente estava brincando
42:45um pouquinho antes
42:46aqui de começar,
42:47me sinto já
42:48um capixaba também,
42:50porque são 30 e poucos anos
42:52aqui atuando
42:54no Espírito Santo
42:54como empresário
42:55e antes
42:57desse evento
42:58aí do carro.
42:59Então,
43:00muito obrigado
43:01pela oportunidade.
43:02Está certo.
43:03Somos às ordens.
43:05Com certeza,
43:05vamos continuar
43:06olhando para o Espírito Santo
43:07com todo carinho
43:08e crescendo aqui.
43:10Excelente,
43:10que assim seja.
43:11Essa entrevista
43:12está disponível
43:13nas edições
43:14impresse digital
43:15do jornal
43:15A Tribuna
43:16no portal
43:17Tribuna Online,
43:18em nosso canal
43:19no YouTube
43:19e nos tocadores
43:20de podcast.
43:21e nos tocadores
43:42Obrigado.
Comentários