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Transcrição
00:04O Espírito Santo entra definitivamente no mapa global da indústria automotiva.
00:09A chegada da GWM, uma das maiores fabricantes de veículos do mundo,
00:13marca um novo capítulo na economia capixaba,
00:16e talvez um dos mais importantes das últimas décadas.
00:19Com presença em mais de 150 países e forte atuação no segmento de SUVs,
00:23picapes e veículos eletrificados,
00:25a GWM escolheu o município de Aracruz para instalar sua nova e mais avançada fábrica nas Américas.
00:31Um projeto que não chega tímido.
00:33Estamos falando de uma planta industrial completa,
00:35com estamparia, soldagem, pintura e montagem final.
00:39Ou seja, um ciclo produtivo integral.
00:42Os números impressionam.
00:43A expectativa é de uma capacidade produtiva de até 200 mil veículos por ano,
00:48colocando o Espírito Santo entre os principais polos automotivos do país.
00:52No emprego, o impacto também é significativo.
00:55Durante a construção, milhares de vagas devem ser abertas.
00:58Já na fase operacional, o projeto pode alcançar até 10 mil empregos diretos e indiretos,
01:03transformando o mercado de trabalho local.
01:06E para entender o que está por trás desse movimento,
01:09os impactos reais para o Espírito Santo e os desafios que vêm pela frente,
01:13estão aqui conosco Pablo Lira, presidente do Instituto Jones Santos Neves,
01:18e Patrícia Gouveia, presidente da Agência de Atração de Investimentos Nova ES.
01:23Eu começo perguntando, Pablo, qual o impacto da chegada da GWM para o Espírito Santo?
01:29É um impacto que possibilita a gente avançar na diversificação da nossa economia.
01:35O Espírito Santo, já desde 2010, Luciano,
01:39vem conseguindo diversificar relativamente a nossa economia,
01:44se tornando menos dependente das commodities,
01:46passando a contar aqui, por exemplo, com a fabricação de motores elétricos da WEG,
01:53tendo aí o estaleiro Jurong,
01:55indústrias também de imóveis que têm chegado aqui no Estado do Espírito Santo,
02:00até aeronaves lá em Jaguaré.
02:03E, de fato, o Espírito Santo agora embarca definitivamente aí
02:07na rota, na cadeia produtiva da indústria automobilística,
02:12com esse projeto que é histórico.
02:15A vinda da GWM, todo o trabalho que foi feito do governo do Estado,
02:19a Secretaria de Desenvolvimento, o governador Renato Casagrande,
02:22o vice-governador Ricardo Ferraço,
02:24a nossa empresa de investimento, a Nova ES também,
02:29foi um trabalho de prospecção que possibilitou esse acordo
02:32que é histórico para o Espírito Santo.
02:35Eu lembro, na minha adolescência,
02:37aquele período da década de 90,
02:39que a gente perdeu a Ford para a Camaçaria.
02:41Foi frustrante para os capixabas.
02:43E agora a gente está conseguindo realizar esse sonho dos capixabas
02:46de ter uma fábrica, uma montadora de veículos.
02:50E agora, num período que a gente está avançando
02:52na transição da matriz energética,
02:54isso é muito importante.
02:55É uma unidade robusta,
02:57a gente vai falar dos números daqui a pouco,
03:00com a produção, a fabricação de veículos híbridos e elétricos.
03:05A gente avançando na eletromobilidade,
03:10conectado com as tendências mais avançadas
03:12da transição da matriz energética.
03:15E vale a gente lembrar que é a primeira unidade
03:19fabricação e montagem de veículos automotivos,
03:23híbridos e elétricos aqui no Espírito Santo,
03:25mas a gente não pode deixar de esquecer
03:26que em 2012 a gente teve a Marco Polo aqui no Estado
03:31e também a Agrale.
03:32São segmentos distintos de veículos,
03:37mas agora, de fato, automóveis aqui,
03:41híbridos e elétricos com a GWM,
03:42o impacto, traduzindo isso para quem está acompanhando a gente,
03:47é mais geração de emprego, renda.
03:49A gente está falando aí de uma unidade que vai produzir anualmente
03:53200 mil veículos.
03:55A unidade lá de São Paulo, da GWM,
03:58a produção de 40 mil veículos.
03:59Então, é uma escala muito superior.
04:03Vai trazer um impacto na geração de emprego,
04:06de renda, atração de fornecedores,
04:09novos negócios no Estado do Espírito Santo.
04:11E no ano passado, a gente recebeu lá no Instituto Jones
04:14o cônsul da China e ele afirmou que os empresários chineses
04:18não param nesse investimento.
04:21Os empresários chineses já estão olhando novos investimentos,
04:24olhando a terra aqui do Espírito Santo,
04:26território capixaba,
04:27como espaço propício para atrair novos investimentos,
04:32outros segmentos produtivos.
04:34Os chineses estão muito interessados no nosso agronegócio,
04:37nosso cafezinho capixaba está fazendo sucesso lá na China.
04:40Então, é muito bacana e positivo ver esses impactos
04:45que vão ser desdobrados desde a fase da construção,
04:50da unidade, como também da operação.
04:54Estima-se em torno de 10 mil empregos.
04:57Isso sem falar do efeito encadeador da economia,
05:01que vai possibilitar esse número escalonar cada vez mais
05:04com novos negócios aqui no Estado do Espírito Santo.
05:06Eu queria emendar, Patrícia,
05:09o que você teve à frente dessa movimentação da ZGWM?
05:14O que você considera que foi decisivo?
05:17Qual a visão dos chineses em relação à economia capixaba
05:20e o que foi decisivo para que eles viessem para a terra?
05:23O time, realmente, a agência,
05:26a gente esteve muito próximo durante esse processo
05:30e uma questão que a gente percebeu que fez muita diferença
05:35é uma característica que o Espírito Santo tem
05:38que nós falamos de um ambiente de negócio mesmo.
05:41Então, acho que o primeiro fator,
05:44a gente tem uma localização geográfica muito importante,
05:48está próximo do mercado consumidor,
05:51mas quando eles aprofundaram,
05:53entenderam que é o Estado que tem uma solidez fiscal
05:57que se destaca dos outros estados,
06:00tem uma segurança jurídica muito grande
06:03e essa articulação, o processo foi muito técnico.
06:09Então, a primeira e a segunda reunião,
06:11eles trouxeram uma planilha enorme com um monte de dados
06:15que eles precisavam para construir lá o business plan deles.
06:21Muito rapidamente, a gente se mobilizou para buscar,
06:25então, ter um ponto de atendimento centralizado fez a diferença,
06:30porque ao invés deles conversarem lá no Instituto Jones,
06:34na Secretaria do Meio Ambiente,
06:36na Secretaria da Fazenda,
06:37no Desenvolvimento, com as empresas,
06:39fornecedores de gás,
06:41eles falavam conosco
06:43e a gente, primeiro, consolidou as informações
06:46e quando precisava aprofundar aqui no Espírito Santo também,
06:51a gente consegue muito rapidamente promover essa conversa.
06:56Então, eles queriam entender qual era a nossa capacidade
06:59de fornecimento de energia e gás
07:01naquela região que eles estavam avaliando.
07:04No dia seguinte, ou na mesma semana,
07:07a gente conseguiu colocar numa sala
07:10a alta gestão da companhia de gás,
07:14da companhia elétrica,
07:15então, eles ouviram de quem tem a capacidade
07:20de entregar e falar como seria o processo.
07:23Então, eu ouvi do presidente deles aqui no Brasil
07:27que essa característica do Espírito Santo
07:30foi muito importante no processo.
07:33Eu queria saber, primeiramente, do Pablo
07:36a respeito de uma comparação
07:39dessa unidade da GWM aqui em Aracruz
07:42e a unidade da BYD lá em Camaçari.
07:46Muitos empresários relatam
07:47que lá em Camaçari a BYD não faz uma fabricação,
07:52uma produção completa de veículos.
07:54É uma montagem muito limitada,
07:55com peças que já vêm prontas,
07:57inclusive tem mão de obra vinda da China.
08:00Então, isso move algumas críticas do empresariado.
08:04Aqui vai ser diferente?
08:06Então, aqui no Estado do Espírito Santo,
08:08a gente tem essa característica.
08:10Retomando só um ponto que a Patrícia estava falando,
08:12a importância da organização institucional.
08:15Aqui no Espírito Santo, a gente tem
08:17o governo do Estado,
08:18dialogando com os municípios,
08:20falando a mesma linguagem,
08:22setor produtivo, a sociedade.
08:23Então, isso reforça segurança,
08:26previsibilidade e o fator relevante
08:29que essas grandes empresas multinacionais têm,
08:32que é o planejamento e a tomada de decisão
08:35com base em dados e informações precisas.
08:38Então, a Patrícia destacou aqui
08:39o trabalho brilhante da nossa agência de investimento,
08:42a Nova.
08:43Eu tenho orgulho de estar lá no conselho também
08:45e a gente vê essa resposta rápida,
08:48o dado, a informação.
08:50Às vezes, você tem uma demanda de informação
08:52para algum Estado, um outro Estado,
08:55e isso demora meses para dar o retorno.
08:58Então, o empreendedor, quando vê esse cenário
08:59de dificuldade de acesso ao dado e informação,
09:02isso é decisivo.
09:03E aqui para o Estado,
09:05diferente lá da BID,
09:07que está lá em Camaçari,
09:09eles já aproveitaram uma estrutura produtiva,
09:12herdaram lá, utilizaram o sítio da Ford,
09:15de produção.
09:17Então, tiveram que fazer adaptações
09:19e, de fato, lá é a questão da montagem dos veículos.
09:24As peças já vêm importadas,
09:27como você falou, utiliza até mão de obra chinesa.
09:31Aqui no Estado, não.
09:32Essa construção, ela surge do ponto zero,
09:37marco zero,
09:37a fase da construção da unidade,
09:41não só de montagem,
09:42mas de fabricação de veículos.
09:45Então, aqui você tem a montagem e a fabricação,
09:49a fabricação completa dos veículos
09:51e o processo que a gente tem aqui no Estado de aprendizado
09:55com outros empreendimentos.
09:57A gente tem já um aprendizado acumulado
10:00da utilização de mão de obra,
10:03bem semelhante ao que a gente viu alguns anos atrás
10:05e outras plantas também industriais.
10:08Eu vou citar um exemplo que foi o estaleiro lá de Aracruz,
10:12onde, na fase de construção, estudantes do IPES,
10:15cursos no IPES foram criados para atender a empresa,
10:20foram adequados às suas grades.
10:22E estudantes desses cursos foram fazer treinamento
10:26na qualificação e especialização de mão de obra
10:29para quando que a unidade começasse a operar,
10:31essa mão de obra local fosse aproveitada.
10:34Então, a gente ganha muito com esse modelo
10:38de unidade produtiva que está vindo aqui para o Estado,
10:40aqui para Aracruz.
10:41E também o ambiente que a gente tem ali muito propício.
10:45O governo do Estado, já antecipando,
10:47esse é um ponto-chave da história econômica,
10:49de formação econômica do Estado do Espírito Santo.
10:51A gente está com o Estado organizado, preparado
10:55e realizando obras logísticas
10:57para impulsionar esses empreendimentos.
10:59É o caso do Parque Log,
11:01a ZPE, a Zona de Processamento e Exportação de Aracruz.
11:05O governo do Estado entregou agora o contorno de Jacaraípe.
11:09Já está com o projeto do contorno de Nova Almeida.
11:12Isso gera um equilíbrio, uma segurança para o empreendedor muito forte
11:16e contribui para ter expansões futuras desses empreendimentos.
11:21Certo.
11:21Agora, pergunta para a Patrícia.
11:23Já pegando o gancho,
11:24além de todas essas qualidades que o Espírito Santo apresenta,
11:28a imprensa lá do Rio Grande do Sul chegou a noticiar
11:31que havia também uma postura,
11:32de certa forma agressiva aí do Estado
11:36em tentar atrair o projeto,
11:38o que é pertinente, válido.
11:40Chegaram a falar que era um banho de água fria nos gaúchos.
11:43Como é que foi isso?
11:44Teve realmente essa postura?
11:46O que eu senti,
11:49primeiro que sim,
11:51eu consigo entender essa reação,
11:52porque se nós não tivéssemos sido bem-sucedidos,
11:57eu acho que a frustração
11:59ia ser da mesma proporção.
12:01Esse projeto da GWM,
12:04ele realmente é transformador.
12:06Então, eu acho que é mais nesse aspecto
12:10de uma frustração,
12:12de querer entender o que aconteceu
12:16que foi determinante para a escolha
12:20de vir para cá.
12:24Na minha opinião,
12:25eu acho que o primeiro ponto
12:26é o que eu ouvi do presidente deles.
12:28Então, que essa questão
12:30do ambiente de negócio,
12:32da forma como a gente tratou,
12:35muito tecnicamente,
12:37toda a condução do processo,
12:39o que eu ouvi deles
12:40é que isso fez a diferença.
12:42Então, eu posso te falar
12:44que isso foi um fator importante.
12:47E eu acho que é isso.
12:49O Estado,
12:50ele é muito competitivo
12:52em termos de atratividade.
12:53Isso que o Pablo estava falando agora,
12:56dos investimentos,
12:57do Parque Log,
12:58do que foi lançado,
13:00que não são investimentos
13:01que surgiram agora,
13:03eles são um projeto
13:04que vem acontecendo
13:05ao longo dos últimos 20 anos.
13:07Tudo isso também contribui
13:10para a competitividade.
13:11Então, se você for olhar,
13:13o projeto deles prevê
13:15abastecer o mercado nacional
13:17e também a América Latina.
13:19O Espírito Santo
13:21está melhor localizado
13:23do que o Rio Grande do Sul
13:24nesse aspecto também.
13:26Então,
13:27eu não acho
13:28que é
13:29essa questão
13:31que eles falaram.
13:32Eu acho que é mais
13:32pela frustração mesmo.
13:35E a gente também teria
13:37esse sentimento.
13:40mas eu entendo
13:41que o Espírito Santo
13:42de fato tem condição
13:44de ser competitivo
13:45para a GWM
13:46e para outros negócios aí.
13:49Inclusive,
13:49pegando o gancho
13:50que você estava falando
13:51dos chineses,
13:53para ilustrar
13:54o que você falou,
13:55ano passado
13:56nós tivemos
13:57uma oportunidade
13:59da China
14:00que foi a GWM.
14:01Esse ano,
14:02estamos em março,
14:03nós estamos com
14:03cinco oportunidades
14:05de empresas
14:07da China
14:08que estão avaliando
14:09vir para o Espírito Santo.
14:11Claro que,
14:11infelizmente,
14:12não são cinco GWMs,
14:14mas são empresas
14:15de tamanhos
14:17e setores diferentes,
14:19mas todas elas
14:20têm uma característica
14:21comum com a GWM
14:23que é muito focada
14:25na tecnologia,
14:27na especialização.
14:28Então,
14:29isso para o Espírito Santo
14:30é muito bom também.
14:31E pode revelar
14:33uma delas
14:33para a gente?
14:35Ainda não.
14:36Não,
14:36são diferentes setores
14:37e em diferentes estágios.
14:39Alguns ainda estão
14:40em conversas iniciais,
14:42outros já têm
14:42um estudo mais avançado,
14:44mas essas questões
14:46é importante
14:46a gente amadurecer
14:48e divulgar
14:49quando está pronto já.
14:51Você falou
14:52que o podcast
14:53vai dar um spoiler de um.
14:54Ah,
14:55eu quero.
14:55A gente vai esperar isso.
14:58Tem que manter o mistério
14:59até para não perder
15:00para a concorrência.
15:01Tem o outro lado
15:03que isso pode comprometer
15:06a nossa competitividade.
15:07Exatamente.
15:08Então,
15:08na época da GWM,
15:10a gente recebia
15:11muita pergunta,
15:12você lembra disso?
15:14E a gente tinha
15:14que segurar
15:15porque isso pode,
15:16de repente,
15:17uma informação
15:18que sai fora de hora
15:20pode ser o que
15:22prejudica.
15:24Patrícia comentou aqui,
15:25o papel da agência
15:27inovadora
15:28para a criação
15:29da 9S.
15:30E aí,
15:31eu vou falar
15:31de outra empresa
15:32também que a Patrícia
15:32estava comentando aqui.
15:33Olha o quanto
15:34foi importante
15:35o Espírito Santo
15:35se preparar.
15:36A gente entende
15:37a frustração
15:38dos irmãos
15:38do lado do Rio Grande do Sul
15:39que é aquela nossa
15:39frustração da década
15:40de 90, né?
15:41E foi a frustração
15:42também da BID
15:43que escolheu
15:44se instalar
15:45lá em Camaçari.
15:47Mas,
15:48aqui no estado
15:49a gente tem
15:49a questão do gás.
15:51Foi criada
15:52a empresa pública
15:53de gás
15:54e depois privatizada
15:55pelo grupo Energiza,
15:57para o grupo Energiza,
15:58que faz a gestão
15:59da ESGAS.
16:00Então,
16:01a importância
16:01da infraestrutura,
16:02obras de logística
16:03que a gente comentou,
16:04o Espírito Santo
16:04vem se preparando
16:06para receber
16:07esse aporte
16:08de investimentos.
16:09E a posição estratégica
16:11que a Patrícia comentou,
16:13em 2024,
16:142025,
16:15mais de 80%
16:16dos veículos
16:18híbridos
16:19e elétricos
16:19importados
16:20pelo Brasil
16:21entraram
16:21pelos portos capixabas.
16:23Então,
16:23a vocação
16:24nossa logística,
16:25nossa plataforma logística
16:26contribui
16:27para conectar
16:28cargas.
16:28É uma solução,
16:30conectando cargas
16:30do Brasil
16:31com o mundo
16:32e o contrário
16:33também,
16:33do mundo
16:34com o Brasil,
16:35mas também
16:35abre os olhos
16:36do mundo
16:37para o potencial
16:38que a gente tem
16:39aqui no Estado,
16:39em termos de
16:40infraestrutura,
16:41localização estratégica
16:43e essa expectativa
16:45de novos negócios
16:46agora
16:47é crescente
16:48e é importante
16:49a gente manter
16:49esse ambiente
16:50de negócio
16:51favorável,
16:52organizado,
16:53com transparência
16:54também
16:55e o equilíbrio
16:55que a gente tem
16:56aqui.
16:57Aproveitando
16:57a questão
16:58da mão de obra,
16:59que é um dos grandes desafios
17:01não só da indústria
17:02como de toda a economia,
17:03comércio,
17:04todos os setores
17:05têm esse desafio,
17:07relatam essa questão.
17:08Quais são as possibilidades
17:10para desenvolver
17:11essa mão de obra
17:12qualificada,
17:12para atender
17:13essa demanda
17:13e as outras demandas
17:15dos chineses
17:16aqui no Espírito Santo?
17:17De fato,
17:18mão de obra
17:19é uma questão
17:19que ela é horizontal,
17:22assim,
17:22independente do setor,
17:25é uma questão
17:26importante aqui
17:27e em outros estados.
17:30Quando a gente
17:31vai para a GWM,
17:33eu acho que
17:34a grande oportunidade,
17:36primeiro,
17:36é de trazer
17:37uma qualificação
17:39mais especializada
17:41e aí
17:42a gente fala
17:42de diferentes níveis,
17:44porque como lá
17:45vai ser uma fábrica
17:47de fato,
17:48vai fabricar
17:48os componentes,
17:50então isso
17:50é uma expertise
17:51que vai ser novo
17:53para o Estado
17:53e vai ter demanda
17:55de formação
17:56para essa esfera.
18:00Mas se a gente
18:01olhar os números
18:03da GWM,
18:04além da demanda
18:05para a fábrica,
18:07e aí vai até
18:09os diferentes níveis,
18:11o impacto
18:13que a empresa
18:14vai trazer,
18:14também vai
18:15gerar demandas
18:17e outras oportunidades
18:19de qualificação.
18:21Ontem mesmo,
18:22uma pessoa lá
18:23da agência
18:23estava,
18:24ela foi dar
18:25uma palestra
18:26numa escola técnica
18:27e no final
18:29tinha pessoas
18:30de vários cursos
18:31que começaram
18:32a olhar
18:33para o que a GWM
18:34vai trazer
18:35de oportunidade.
18:36Então,
18:36uma moça
18:37que estava fazendo
18:37um curso
18:38de estética,
18:39ela entendeu
18:40que uma empresa
18:42que vai atrair
18:43de 8 a 10 mil
18:44funcionários
18:45vai transformar
18:46a região
18:47e vai gerar
18:48uma demanda
18:49para ela também.
18:50Então,
18:51não está
18:51ligado apenas
18:53ao cor
18:54da indústria
18:54automobilística.
18:56Eu acho
18:56que o ganho
18:57é uma espiral
19:00muito positiva
19:01de outros setores.
19:02Eu tinha duas perguntas
19:03emendando
19:04no que o Rodrigo
19:05está falando.
19:06Uma pergunta é,
19:07o Espírito Santo,
19:08quando se fala
19:09em termos
19:09de 10 mil
19:11pessoas
19:12ligadas
19:12à GWM,
19:14o Espírito Santo
19:14tem condições
19:15de atender
19:17esse fornecimento
19:17de mão de obra
19:18para esse projeto?
19:19E a segunda pergunta
19:20está ligada
19:21ao seguinte,
19:22nós sabemos
19:22que os grandes projetos
19:23da década de 70,
19:24de alguma forma
19:26ou de uma forma
19:27significativa,
19:28tiveram impactos
19:29urbanos
19:29e sociais.
19:30Qual é a magnitude
19:32da GWM
19:32em relação
19:33a esses outros projetos
19:34e como é que isso
19:35é encarado
19:36pelo governo?
19:36Então,
19:37hoje a gente vê
19:38o Espírito Santo
19:40alcançando
19:41a menor taxa
19:42de desocupação
19:44dos últimos 40 anos.
19:46Desemprego,
19:47a gente pode falar.
19:47Extrapolando um pouco
19:48a série histórica
19:49da PNAD,
19:50mas a nossa taxa
19:51em 2025
19:51ficou em 2,4%.
19:53A segunda menor
19:55no Brasil
19:56e,
19:57mostra aí
19:58a necessidade
19:59da gente
20:00estar qualificando,
20:02buscando estabelecer
20:03uma conexão
20:03entre a demanda
20:04e a oferta
20:05da mão de obra.
20:06Um empreendimento
20:07desse porte,
20:08ele tem uma demanda
20:09específica
20:10de mão de obra,
20:11principalmente na fase
20:12da operação.
20:14Então,
20:14é relevante
20:16um planejamento,
20:17próprio processo
20:18de licenciamento,
20:19junto com a empresa,
20:20buscar estratégias.
20:22Então,
20:23mão de obra
20:23aqui das escolas técnicas,
20:25das universidades,
20:26das faculdades,
20:27do período
20:28da construção
20:29da unidade,
20:29vão fazer um curso
20:30específico
20:31lá na China,
20:32conhecer a unidade
20:34produtiva deles
20:35e tudo,
20:36então,
20:37isso daí é muito positivo
20:38e o planejamento
20:40para isso,
20:40a gente tem,
20:41inclusive,
20:41pela primeira vez,
20:43o Estado do Espírito Santo
20:43com um plano estadual
20:44de ciência,
20:45tecnologia e inovação.
20:46O ecossistema
20:48de inovação
20:48aqui do Estado
20:49também está
20:49num momento
20:50adequado
20:51para a gente
20:54aprimorar
20:54esse nível
20:55de formação
20:55do nosso capital
20:57humano.
20:58E aí,
20:58Luciano,
20:58você traz uma questão
20:59central que é o que?
21:00A gente combinar,
21:02diferente do que aconteceu
21:03na década de 70,
21:05década de 60,
21:0670 e 80,
21:07que a gente
21:09viu grandes projetos
21:11industriais,
21:11grandes plantas industriais
21:12aqui no Estado
21:13que não foram planejados,
21:15até mesmo porque
21:16na época a gente não tinha
21:17os instrumentos
21:18de gestão territorial,
21:19como, por exemplo,
21:20plano diretor municipal.
21:22Ele surge,
21:23a política urbana
21:24em 88,
21:25na Constituição,
21:25o artigo 182
21:27e 183
21:28da Constituição,
21:29e só é regulamentado
21:30em 2001
21:30com o Estatuto da Cidade.
21:32Então,
21:32em 1970,
21:34nem a capital
21:35tinha plano diretor.
21:37Então,
21:37hoje a gente tem instrumentos
21:38para garantir
21:39um crescimento
21:40mais ordenado
21:41e também
21:43mitigar os efeitos
21:44de fluxos migratórios.
21:46Naquela época,
21:47na década de 70,
21:48a gente viu
21:49um crescimento
21:49econômico no Estado
21:50desvinculado
21:51de políticas de assistência,
21:53políticas sociais
21:54e econômicas
21:55e também
21:56um planejamento
21:57urbano
21:58adequado.
21:59Hoje a gente tem
22:00as condições
22:01de fazer,
22:03escrever uma história
22:04diferente,
22:05mais sustentável,
22:07promovendo
22:07crescimento econômico,
22:09desenvolvimento social
22:10e sustentabilidade
22:11ambiental.
22:13E aí a importância
22:14dos instrumentos
22:15urbanísticos
22:16para ter um crescimento
22:18ordenado.
22:19Fluxos migratórios
22:20vão ter,
22:21mas se no processo
22:22da construção
22:24da unidade
22:24você ter lá
22:25as medidas
22:26estabelecidas
22:27pela empresa
22:28e do setor público,
22:3070%,
22:3075%
22:31de mão de obra
22:32local
22:33na construção,
22:34quem vai trabalhar
22:35na operação,
22:36nós vamos aproveitar
22:37a mão de obra
22:38do IFES,
22:39vamos ter cursos
22:40específicos,
22:41trazer professores
22:42de fora,
22:42então esse é o momento
22:44e a gente está
22:44no tempo
22:45fazendo aí
22:46e planejando
22:47as coisas
22:47para ter um desenvolvimento
22:48mais sustentável
22:49desses empreendimentos.
22:50Eu queria complementar
22:53que primeiro
22:54que esse aprendizado
22:55com o passado
22:56e o planejamento
22:58faz toda a diferença
22:59para que o crescimento
23:00seja ordenado
23:02e o futuro também
23:06daqui 10 anos
23:07possa colher os frutos
23:10desse planejamento.
23:11Do lado da GWM,
23:13essa questão
23:14também foi um dos elementos
23:16que eles consideram
23:17foi muito técnico
23:18esse período
23:19de seis meses,
23:20então a discussão
23:21que teve em relação
23:22à disponibilidade
23:24de mão de obra,
23:25primeiro que eles
23:26trazem alguns profissionais
23:28para ajudar
23:29a formatar
23:30esses cursos,
23:31então nós vamos trazer
23:33as instituições daqui
23:34que oferecem cursos
23:37que são pertinentes
23:39e eles vão trazer
23:41o conhecimento
23:42que é complementar
23:43ou específico
23:44para ajudar a formar.
23:45Então, a parte técnica
23:47eles vão contribuir
23:49e eles têm um modelo
23:51que eu achei
23:51muito interessante,
23:52como eles constroem
23:53fábrica no mundo todo,
23:55eles têm um modelo
23:56matemático
23:57que eles calculam
23:59o seguinte,
23:59qual é a população
24:02num raio
24:03de uma hora
24:04de carro
24:04a partir do ponto
24:05onde acontece,
24:07onde vai ser a fábrica.
24:08e aí eles têm
24:09a estatística
24:10de que se tiver
24:11um número mínimo
24:12de habitantes
24:13eles conseguem
24:15chegar no número
24:16da mão de obra
24:17que eles precisam,
24:18então isso também
24:19fez parte
24:20do processo
24:21de avaliação dele,
24:22então respondendo
24:24a sua pergunta,
24:24sim,
24:25temos condição
24:26de atender
24:26a demanda
24:27porque segundo
24:28a estatística deles
24:29lá,
24:30a gente tem
24:31essa população
24:32no raio,
24:33no cálculo
24:34e temos as instituições
24:36que tecnicamente
24:37eles vão ajudar
24:38e o importante
24:40é que para isso tudo
24:41dê certo
24:42o planejamento
24:44também o Estado
24:45está preparado
24:46para fazer essa articulação.
24:47Essas entregas logísticas
24:49que a gente comentou,
24:50contorno de Jacaraípe,
24:52contorno de Nova Almeida
24:53já são obras
24:53que estão bem anteriores
24:55até mesmo
24:56da construção
24:57da unidade
24:57e são alternativos
25:01e soluções logísticas
25:03que melhoram
25:04esse tempo
25:04de deslocamento
25:05do raio
25:06que eles vão estabelecer
25:07onde vai ter
25:08a influência
25:09da contratação
25:10da mão de obra.
25:11Exatamente.
25:12Imagina
25:12se na fase
25:14de pico lá
25:15de operação
25:16ou de construção
25:17da unidade
25:17se os trabalhadores
25:19que moram na serra
25:22tivessem que passar
25:23pela avenida
25:24de Jacaraípe
25:25no período do verão.
25:27turismo bombando ali.
25:29Então o Espírito Santo
25:30está fazendo
25:30dever de casa.
25:31Antes da unidade
25:32para lá
25:33e outros empreendimentos
25:34já tem ali.
25:35Vocês passaram ali
25:35pela estrada
25:36do contorno de Jacaraípe?
25:38É uma estrada
25:40assim moderna,
25:41não deixa nada
25:42a desejar
25:43para a empresa
25:43para estradas
25:44de concessão
25:45aí no Brasil
25:46e o melhor de tudo,
25:47não tem pedagem.
25:50Falando um pouquinho
25:51sobre esse potencial,
25:52a gente tem visto
25:52muitas empresas
25:54se concentrando
25:55no norte do Estado,
25:56a GWM,
25:57a ZPE
25:58que está vindo
25:58para a Aracruz.
26:00Dá para dizer
26:00que aquela região
26:02tem potencial
26:02de se tornar
26:04uma nova
26:04região metropolitana
26:06como a região
26:07metropolitana de Vitória?
26:09Os estudos
26:10aí do Instituto Jones
26:11que a gente faz
26:12em parceria
26:12na Rede Nacional
26:13de Pesquisa
26:14do Observatório
26:15das Metrópoles,
26:16a gente considera
26:17o vetor norte
26:18de expansão
26:19da região metropolitana
26:20Aracruz.
26:21ainda não consolidado,
26:24mas existe
26:25esse vetor
26:26de expansão
26:27da região metropolitana
26:28para a região
26:28de Aracruz.
26:29A gente acredita
26:30que em questão
26:31de décadas
26:32a gente deve
26:33ter
26:33já uma mancha
26:35urbana
26:36direcionando
26:37nesse vetor
26:38de crescimento.
26:38Hoje ainda
26:39é precipitado
26:41falar de uma inclusão
26:42do município
26:43de Aracruz
26:44na região metropolitana,
26:46mas no futuro
26:47a médio
26:48e longo prazo
26:49é possível
26:49a gente pensar.
26:50E outra coisa
26:51importante,
26:52Rodrigo,
26:52a gente vê
26:52essa atração
26:53desses empreendimentos,
26:55desses investimentos
26:56para o norte
26:57do estado,
27:00mas também
27:01no sul
27:01a gente está
27:02tendo projetos
27:04relevantes,
27:04a exemplo
27:05do Porto da Imetame,
27:06agora o governo
27:07do estado
27:07quer implementar
27:08também a ZPE
27:09e o Parque Log
27:11lá no sul,
27:12no Porto Central,
27:13essa é uma notícia
27:14muito importante,
27:15o fundo da Marinha
27:17alavancando
27:18o investimento
27:18lá no Porto Central
27:19e outros empreendimentos
27:21que estão indo
27:22para o sul do estado,
27:22tivemos a unidade
27:23de produção
27:24de papel
27:25da Suzano
27:26lá em Cachoeiro,
27:27mas lá no Instituto Jones
27:29a gente vem dialogando
27:30com os consórcios
27:32de municípios
27:32do sul do estado
27:33e estamos desenvolvendo
27:35um estudo lá
27:36que é um fator
27:38importante
27:38para reforçar
27:39essa expansão
27:40dos investimentos
27:41para o território
27:42capixaba,
27:43é da gente
27:44justificar,
27:45tem uma justificativa
27:45técnica
27:47da gente
27:47ter todo
27:48o território
27:49do Espírito Santo
27:50na área de influência
27:51da Sudene.
27:52Se a gente comparar
27:53em termos de número
27:53de municípios
27:54hoje,
27:55comparando com
27:55Minas Gerais,
27:57demografia,
27:58população
27:59e sobretudo
28:01considerando
28:01que o norte
28:02do estado
28:03e o sul do estado
28:04são territórios
28:05muito semelhantes
28:06em termos demográficos,
28:07econômicos,
28:08dinâmica populacional
28:10e levando em conta
28:11que os desdobramentos
28:13da reforma tributária
28:15vão gerar impactos,
28:16podem gerar
28:17impactos negativos
28:18aqui no estado
28:18do Espírito Santo,
28:19seria até uma medida
28:20compensatória
28:21dessas perdas
28:23de expandir
28:23a área de influência
28:24da Sudene,
28:25ali de Aracruz,
28:26Aracruz agora está
28:27na área da Sudene,
28:29Baixo Bandu,
28:29Colatina,
28:30chegando até
28:31o sul do estado.
28:33Então,
28:33lá no Instituto
28:34a gente está dialogando
28:35com os prefeitos do sul,
28:36o governo do estado
28:37e também o setor produtivo,
28:39fundamentando uma proposta
28:41para que seja defendida
28:42a expansão da Sudene
28:45para todo o território
28:46do estado.
28:46Isso daí vai dinamizar
28:47todo o território.
28:49Sem dúvida
28:50melhora a competitividade.
28:51Sim.
28:52Posso perguntar?
28:53Pode.
28:54Eu agora fiquei curioso
28:54para saber esse projeto
28:55da ZPE do Porto Central,
28:57em que pé está
28:57esse processo?
29:00Existe já um pleito
29:02no governo federal?
29:03Como que está isso?
29:04Então,
29:05o governo do estado,
29:06a partir do sucesso
29:07que foi a ZPE
29:09de Aracruz
29:10e o Parque Log,
29:12tendo em vista
29:13já o projeto
29:14do Porto Central,
29:16já vem realizando estudos
29:18e também dialogando
29:19com as lideranças
29:21dos municípios,
29:22do setor produtivo,
29:24de replicar
29:25essa solução
29:27que foi direcionada
29:29lá para Aracruz
29:30para o Porto Central.
29:32Então,
29:33isso já está
29:34em discussão,
29:35é uma estratégia
29:37que contribui
29:38replicar o modelo
29:39que deu certo
29:40em Aracruz
29:41com o Porto Central.
29:42Como as obras
29:42do Porto Central
29:43não estão tão avançadas
29:45quanto lá
29:46do Porto da Emetane,
29:47é natural
29:48que isso daí já,
29:48com o tempo,
29:49isso comece a tomar forma
29:50e se consolidar
29:52ao longo do tempo.
29:53A chegada da GWM,
29:54a Aracruz,
29:55ela não transforma
29:56a região
29:57só por causa
29:58da montadora.
29:59Tem ali
29:59a esteticista
30:01que viu
30:02uma demanda maior
30:04pelo serviço dela,
30:05tem o cara
30:07que cozinha,
30:08o restaurante,
30:10o costureiro.
30:13Então,
30:14vai haver
30:15uma nova dinâmica
30:16para a região.
30:18Eu queria falar
30:18sobre esse potencial
30:19de negócio
30:20e queria também saber
30:21se existe a previsão
30:23de um aumento
30:23populacional
30:24na região,
30:25mas assim,
30:25um aumento populacional
30:26do Espírito Santo
30:27que seria favorável
30:29no cenário
30:29da reforma tributária.
30:31Vamos lá, Patrícia,
30:32pode começar?
30:33Pode começar.
30:34Então,
30:35hoje o Espírito Santo
30:35é o sexto estado,
30:37o sétimo estado
30:37com o maior saldo positivo
30:41demográfico
30:41em termos de imigração.
30:43A gente recebe
30:43mais emigrantes
30:46do que pessoas
30:47saindo do Espírito Santo
30:48para morar
30:48em outros estados.
30:50O estado
30:50com o saldo
30:51mais negativo,
30:53o menor saldo,
30:54que é saldo negativo,
30:55é o Rio de Janeiro.
30:56O Rio de Janeiro.
30:57Primeiro Santa Catarina,
30:59o Espírito Santo é sexto.
30:59Primeiro Santa Catarina,
31:00o Espírito Santo é sexto.
31:01Então,
31:02o Espírito Santo,
31:03com esses empreendimentos,
31:04a tendência
31:05é a gente manter
31:06esse saldo positivo,
31:08aumentar esse saldo positivo
31:09e ter um ganho populacional.
31:13As projeções
31:14que a gente tem
31:14do estudo do IBGE,
31:15análise do Instituto Jones,
31:17é que até
31:17a metade
31:18da década de 40
31:19a gente vai ganhar
31:20população.
31:21Vamos seguir
31:22crescendo a população
31:24pelos componentes
31:24demográficos.
31:25aí é taxa de natalidade,
31:27fecundidade,
31:28emigração e imigração.
31:30Nosso saldo
31:30fica positivo
31:31até a década
31:32de 40.
31:33Depois começa
31:34a estabilizar
31:34e passar
31:35a avançar
31:36na transição
31:37demográfica,
31:38reduzindo a população.
31:39Então,
31:40as estimativas
31:40é que a gente
31:41vai seguir
31:41ganhando população
31:43até as próximas décadas,
31:46mais 15,
31:4720 anos
31:47adiante,
31:48e esses empreendimentos
31:49tendem a acelerar
31:51esse ganho
31:52de população.
31:53a componente migratória
31:54contribuindo
31:55para acelerar
31:56o aumento
31:57populacional
31:58aqui do Estado.
31:58E tudo indica,
31:59pelo planejamento
32:00que a gente tem,
32:01pela organização
32:02que a gente tem
32:02aqui no Estado
32:03e olhando
32:04os últimos empreendimentos
32:05aqui,
32:07os investimentos
32:08aqui no Estado,
32:09a gente vê
32:10que essa migração
32:11é uma migração
32:11com uma maior
32:13qualificação também.
32:15Diferente daquele
32:16período da década
32:16de 40,
32:17década de 50,
32:18que era uma população
32:19que vinha do interior
32:20do Estado,
32:21sul da Bahia,
32:22norte de,
32:23do Rio
32:23e leste mineiro
32:24com uma baixa
32:25qualificação.
32:26Foi aquele período
32:27do êxodo rural.
32:28Hoje,
32:29essa mão de obra
32:29já chega
32:30já com a qualificação,
32:31um curso técnico,
32:32um curso superior
32:33e isso contribui
32:34também para a dinâmica
32:35econômica.
32:36Acho que,
32:37complementando,
32:39isso que o Pablo
32:40falou é fato,
32:42então vai ter
32:42uma demanda
32:43para um perfil
32:44técnico
32:45que hoje o Estado
32:46não tem ainda
32:47porque eles vão
32:48trazer
32:48uma demanda nova.
32:50então vai ter
32:52a formação local,
32:53mas também vai precisar
32:55de pessoas
32:55que já têm
32:56uma experiência
32:57principalmente
32:58em posições
33:00de repente
33:00mais estratégicas.
33:02E pegando
33:03o gancho
33:03da importância
33:04do planejamento
33:05para a gente
33:07ser atrativo
33:08para esse perfil
33:09de profissional
33:10ou de executivo,
33:12também
33:12durante o planejamento
33:14tem que ser discutido
33:15isso.
33:15então,
33:16se eu quero
33:16atrair
33:18profissionais
33:19para o Estado
33:20que vão mudar
33:21com a família
33:22para uma posição
33:24mais qualificada,
33:25o que o Estado
33:26vai oferecer
33:27ali naquela região
33:28para um executivo
33:29que vai se mudar
33:30para lá?
33:31Então,
33:31isso também tem
33:32que ser discutido
33:33no planejamento,
33:35mas também
33:35é uma oportunidade
33:36para quem é
33:37do mercado imobiliário
33:39ou para escolas,
33:40para atender
33:41esse perfil
33:42de profissionais
33:44que a gente espera
33:45trazer para cá
33:47que,
33:47como você falou,
33:48são um perfil
33:49mais qualificado
33:51e que é bem-vindo
33:51como atração.
33:53E a médio e longo prazo
33:54ocorre naturalmente
33:55uma transferência
33:57de tecnologia.
33:58Sem dúvida.
33:59Esse profissional
33:59que vem para cá,
34:00outras pessoas
34:01começam a trabalhar
34:02com ele,
34:02até ele,
34:03formação e tudo,
34:04vai gerando
34:05uma transferência
34:05de tecnologia
34:06e aprimorando
34:07e agregando valor
34:08ao nosso capital
34:09intelectual.
34:10Para outras empresas
34:11também aproveitarem.
34:13Isso.
34:13Eu queria fazer
34:14uma pergunta.
34:15Nós tivemos hoje
34:16um evento
34:18no Sindicato
34:18das Escolas Particulares,
34:20do SINEP,
34:21que falava
34:22sobre formação
34:22profissional,
34:24sobre opção
34:24do estudante
34:25para o futuro.
34:27Tivemos um meeting
34:28de educação
34:30da Rede Tribuna
34:31que trouxe
34:32o professor
34:32Cláudio de Barros
34:33Filho
34:33para falar
34:34também
34:35sobre essa
34:35mesma temática.
34:37Quando a gente
34:38fala em GWM,
34:40quando a gente
34:40fala sobre
34:41essas outras
34:41indústrias,
34:42as empresas chinesas
34:43que estão
34:43por vir,
34:45o que é possível
34:46traçar
34:47para as famílias
34:49em termos
34:50de futuro,
34:51de perfil
34:52profissional
34:53para o Espírito Santo?
34:55É um perfil,
34:56é um futuro
34:56de serviços,
34:57é um futuro
34:58de, enfim,
34:59de profissões técnicas?
35:01Quando um pai,
35:03o pai e a mãe
35:04vêm,
35:05vocês falando,
35:06ela se pergunta,
35:08sim,
35:08aí eu boto
35:08meu filho
35:09para estudar
35:09o quê?
35:10Qual é o futuro
35:10profissional
35:11do Espírito Santo?
35:12É possível
35:13vislumbrar
35:14isso de alguma
35:14forma?
35:15Sim,
35:16é possível
35:17olhando as tendências
35:18de mercado,
35:19essas empresas,
35:21qual é o nível
35:22de tecnologia,
35:24de verticalização
35:26tecnológica
35:26que eles utilizam?
35:27Eu vou voltar
35:28um pouquinho
35:29no tempo,
35:2916 anos atrás,
35:31o Estado do Espírito
35:32Santo contribuía
35:33com 2%,
35:34menos de 2%
35:35da produção
35:35de petróleo
35:36no Brasil,
35:38de acordo
35:38com os dados
35:39da ANP,
35:39e aí as prospecções
35:42no campo
35:43da petróleo
35:44e gás
35:45aqui no Estado
35:45indicavam
35:46potencial
35:46para expandir
35:48a exploração
35:49aqui no Estado,
35:50veio o advento
35:51do pré-sal,
35:52e o Estado
35:53começou,
35:54várias instituições
35:55de ensino,
35:56a ter os cursos
35:57de engenharia
35:58de petróleo,
35:59produção de petróleo,
36:01então,
36:02o mercado mesmo
36:03já vai se adequando
36:04para essas tendências
36:06que estão chegando aqui,
36:07a gente teve
36:08uma leva
36:09de pessoas
36:10que passaram
36:11por esses cursos,
36:12se empregaram,
36:13estão até hoje
36:14trabalhando,
36:15dando cursos,
36:16tem um grande amigo
36:17meu que dá aula
36:17no VV junto comigo,
36:18que é o professor
36:19Zé Maria,
36:20ele já viajou
36:21o mundo todo,
36:22foi uma das mentes
36:24que pensaram antes
36:25o curso
36:26que atenderia
36:27essa demanda
36:27aqui no Estado,
36:28em 2002
36:29a gente contribuía
36:30com menos de 2%,
36:31em 2015
36:31o Espírito Santo
36:32contribuía
36:32com mais de 15%
36:34da produção
36:35de petróleo,
36:36no Brasil
36:36virou o segundo
36:37maior produtor
36:37de petróleo,
36:38então,
36:39o mercado
36:40e a formação,
36:42como a gente viu
36:42nesses dois eventos,
36:44Luciano,
36:45ele,
36:46de maneira prévia,
36:47se preparou
36:48para essas tendências,
36:49uma empresa
36:49como a GWM,
36:51a gente tem que ter
36:52aí a questão
36:53das engenharias,
36:55né,
36:55sendo reforçada
36:56na grade
36:57aqui de cursos
36:58no Estado,
37:00pensar também
37:01que essa empresa,
37:02ela não vai demandar
37:03exclusivamente
37:04profissionais
37:05de ensino superior
37:06e aí entra os técnicos
37:07industriais
37:08em vários segmentos
37:11conectados aí
37:12com os cursos
37:13de formação
37:13na área de tecnologias,
37:15é alta tecnologia,
37:16a gente está falando
37:16de uma empresa
37:17que é líder
37:18de mercado,
37:20operando aí
37:21no estado
37:22da arte
37:22da transição energética
37:23com veículos
37:24híbridos e elétricos
37:26e também
37:27Patrícia destacou,
37:28é uma empresa
37:29que valoriza
37:31os princípios
37:33aí das práticas
37:33ESG,
37:35sustentabilidade,
37:36então,
37:36hoje o momento
37:37é esse,
37:38para a gente já
37:39implementar,
37:39pensar os cursos
37:41e a gente tem
37:41uma rede muito importante
37:42aqui no Estado,
37:44desde as redes
37:44do IFES,
37:45as incubadoras
37:46do IFES,
37:47as escolas técnicas
37:48estaduais,
37:49os cursos de formação
37:50do sistema S,
37:52então,
37:52as escolas privadas,
37:54as escolas públicas,
37:55fortalecer essa rede
37:56e é importante
37:57planejar esses cursos,
37:59o que a gente
37:59vai ser demandado
38:00no horizonte
38:01aí de médio prazo
38:03quando essa empresa
38:04começar a operar
38:05aqui no território
38:06capixavo.
38:07Eu acho que
38:07além da GWM,
38:09como eu comentei,
38:10das outras oportunidades
38:12da China,
38:13mas independente
38:14da China,
38:14o que a gente vê
38:15de tendência
38:16são empresas
38:18que demandam
38:19tecnologia
38:19e engenharias,
38:21então,
38:22acho que de novo
38:23para o Espírito Santo,
38:24esse vai ser um setor
38:26que vai gerar demanda,
38:27né?
38:28Eu sou de Minas Gerais
38:30e eu lembro
38:30quando a Fiat
38:31estava num período
38:33de expansão,
38:34eles desenvolveram
38:35o curso
38:36de engenharia
38:36mecatrônica,
38:37junto com a Universidade
38:39Católica de lá,
38:40que foi construído
38:41em parceria
38:42para atender
38:43uma demanda,
38:44então,
38:44eu vejo aqui
38:46oportunidade
38:47de engenharias
38:48de engenharias
38:49ou variações
38:50que, de repente,
38:50não são comuns
38:51e que pode nascer
38:52e o Espírito Santo
38:53se tornar referência
38:55de uma engenharia
38:56específica,
38:57a GWM
38:58é alta tecnologia,
39:00processos
39:01que usam o IA
39:02de uma forma
39:02que a gente
39:03não está acostumado
39:04a ver,
39:04então,
39:05isso é uma oportunidade
39:07também
39:07de ser uma referência
39:09de uma engenharia
39:10ou de um curso técnico
39:11que, talvez,
39:12no Brasil,
39:13ainda não esteja
39:13com tanta oferta
39:17e tem também
39:18as vocações
39:19do Estado,
39:20então,
39:20quando a gente fala
39:21de engenharias
39:21e tecnologias,
39:23é uma tendência
39:23do que está vindo,
39:25mas o Espírito Santo
39:26tem as suas vocações,
39:28o petróleo,
39:28o gás,
39:29a energia renovável,
39:30então,
39:31tudo isso
39:32continua sendo
39:33setores de oportunidade
39:35que vai demandar
39:36profissionais
39:37qualificados também,
39:38né?
39:38Essa demanda toda
39:39por negócio
39:40em Aracruz,
39:42por causa
39:42da movimentação
39:43da GWM
39:44que é tão diversificada,
39:46cria também
39:47uma oportunidade
39:48para o Espírito Santo
39:48atrair investimentos,
39:50né?
39:50E a Nova S
39:51certamente
39:52vai fazer parte
39:53desse processo,
39:55inclusive,
39:55cria uma demanda
39:56do mercado imobiliário,
39:57como que vai ser
39:58esse processo,
39:59como que está sendo
39:59essa preparação
40:00para atrair
40:01esses investimentos?
40:02Eu acho que,
40:03primeiro,
40:04Aracruz,
40:04é claro,
40:05que foi agraciada
40:07por receber,
40:08mas o que vai
40:10trazer de desenvolvimento
40:12não está restrito
40:13a Aracruz.
40:14Então,
40:14quando a gente fala
40:15da demanda
40:16do mercado imobiliário,
40:17as pessoas que vão
40:18trabalhar ali
40:19e na fábrica
40:21e suas famílias
40:22não necessariamente
40:23vão morar
40:24em Aracruz.
40:25Então,
40:25o entorno,
40:26também,
40:27todo o entorno
40:28tem oportunidade
40:29de todos esses setores
40:30que a gente falou aqui,
40:32que é muito bom,
40:33né?
40:34Então,
40:34quando a cidade
40:35está fazendo um planejamento
40:37de atração
40:38de investimentos
40:38e tudo,
40:39mesmo no centro
40:40do Aracruz,
40:41pode olhar
40:41que,
40:42já que Aracruz
40:43vai receber
40:44esse investimento,
40:45o que é que
40:45o meu município
40:46pode fazer
40:47para ser atrativo
40:49para quem vai mudar
40:50para cá
40:50ou vai trabalhar
40:51na fábrica,
40:52né?
40:52Então,
40:53acho que esse
40:53é o primeiro ponto.
40:55Em termos
40:56de atração
40:57de investimentos,
40:59o que nós
41:00estamos fazendo aqui
41:01é pegando
41:02toda essa potência
41:04que o Estado
41:05já tem,
41:06mas é pouco conhecido
41:07fora daqui
41:08do Espírito Santo
41:09e estamos conversando
41:11com quem
41:12quer investir
41:13ou expandir.
41:14Então,
41:15nós estamos olhando
41:16hoje
41:16para a cadeia
41:17produtiva
41:18do Estado,
41:19mas também
41:20tem uma agenda
41:21de conversar
41:23com bancos
41:24de investimentos
41:25ou outras empresas
41:26que estão fora
41:27para mostrar
41:28que o Espírito Santo
41:29tem essa potencialidade
41:32dentro desses segmentos.
41:34Então,
41:35a GWM
41:36é um ótimo
41:37exemplo
41:38para ilustrar
41:40quando a gente
41:40vai falar
41:41como o Espírito Santo
41:42é competitivo.
41:43Então,
41:43isso também
41:44é bom
41:44para a gente
41:44como argumento
41:45de venda
41:46do Estado.
41:48Bem,
41:50caminhamos
41:51para o nosso final.
41:52Eu queria agradecer
41:53muito
41:54o tempo
41:55de Pablo Lira,
41:57presidente do Instituto Jones,
42:00da Agência de Atuação
42:02de Investimentos,
42:03Nova ES,
42:04pelo tempo
42:06de vocês
42:06e pela expertise
42:07de vocês,
42:08esclarecendo
42:09uma série
42:09de dúvidas
42:10e trazendo
42:12boas notícias
42:12sobre esse momento
42:14da economia
42:14do Espírito Santo.
42:15Muito obrigado
42:16pela sua audiência.
42:17do Espírito Santo.
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