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  • há 19 horas
Quando começou a percorrer comunidades do interior do Pará para estudar a cadeia produtiva das abelhas sem ferrão, em 2019, a engenheira de produção e pesquisadora Ana Lídia Zoni ainda não imaginava que aquela pesquisa científica daria origem a um negócio reconhecido internacionalmente. Aos 43 anos, ela se tornou uma das referências em bioeconomia e inovação na Amazônia ao criar a Hidromel Uruçun, empresa que produz uma versão amazônica do hidromel — bebida alcoólica considerada uma das mais antigas do mundo.

Reportagem: Fabyo Cruz
Imagens: Carmem Helena

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Transcrição
00:00Eu acho muito importante, né, defendendo aqui o lado das mulheres, mas principalmente as mulheres maduras, 40 a mais, que
00:05já sabem do que querem, né, então a própria existência do erro vai ser muito menor, né, então, tipo assim,
00:12e a resiliência também, se adaptar nessas regiões, estimular as mulheres para entrar na ciência, na questão da matemática, é
00:19muito importante, né, a gente dá acesso a isso, né, realmente incentivar a vida dessas mulheres e ver realmente toda
00:26essa ciência depois vai virar um produto e isso vai interessar na sociedade.
00:30Nosso projeto hoje, a gente trabalha com 300 famílias cadastradas que vendem o mel, né, então hoje realmente a gente
00:36consegue atuar em 2.800 pessoas de forma indireta, né, com a venda do mel, então o nosso trabalho, ele
00:43é muito mais do que só mais da parte do que um produto, né, a gente consegue alcançar também o
00:47lado social e ambiental.
00:48Mulheres, muitas das vezes que existem aquela dificuldade, mulheres mães solteiras, né, que às vezes têm matos, 5, 6 filhos
00:56e a própria atividade da mariponicultura só precisa de 40 horas trabalhadas durante o ano, então fica fácil, realmente, antes
01:03a gente atuava com um incremento de renda, hoje não, a gente é uma renda própria, né, é a primeira
01:09renda dessas famílias.
01:10A gente trabalha no Pacho Amazonas, as Tocantins e o Salgado Bragantino, a gente atua, hoje a gente compra 88
01:18% de todo mel produzido dentro do Estado, então é o acompanhamento de 6 anos pra que a gente vê
01:23realmente a influência do nosso trabalho
01:25e a notoriedade de ver realmente essas pequenas regiões sendo desenvolvidas, você dar condições pra essas mulheres, pra ter uma
01:32dignidade, pra dar uma vida melhor pros seus filhos e pra elas mesmas, né, e de acreditar
01:37de que sim, é possível e que 40 anos não é tarde, é uma boa idade, né, pra começar, pra
01:42incentivar e aí pode colher muitos frutos, inspirando essas pessoas e também conectar toda essa rede, né, eu costumo falar,
01:49eu não sou, eu não sou a Nariz de Domel,
01:51eu sou, eu sou uma soma de todas essas forças e poder ser vista como embaixadora da própria economia, né,
01:59que no final de maio a gente vai pra Belém, vai pra Bruxelas e vai pra Paris, né, pra defender
02:05realmente a Amazônia, né,
02:06quem são essas pessoas que chegam por trás, quem são essas pessoas que valorizam o planeta em pé, desenvolvem produtos,
02:12né, criam realmente indústrias de transformação e geram emprego e renda pra nossa região.
02:22Legenda Adriana Zanotto
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